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O Engano Da Máfia

O Engano Da Máfia

Autor:: Lilac
Gênero: Romance
Saori não se considerava uma pessoa de sorte, tudo o que havia conseguido em sua vida. Tinha sido na base do trabalho duro. Mas agora enquanto estava sentada naquele sofá com o notebook em seu colo, poderia se considerar uma pessoa com sorte, havia encontrado um site "relacionamento" que se encaixava exatamente nos padrões que desejava. "Apenasexo.com" era um site para quem só deseja sexo por uma noite, nada que envolvesse sentimentos, apenas contato fisico e carnal. Fazia meses que não transava, os homens que ela conhecia não queria apenas sexo, queria um relacionamento. E alguém com um plantão de 70 horas realmente não podia ter um relacionamento bom e duradouro. Nem fazia alguns minutos que havia se inscrito no site, e já havia recebido mensagens de alguns pretendentes, era uma mulher bonita, com curvas favoráveis, um sorriso encantador, por isso podia selecionar quem lhe interessava. Mas nada havia lhe agradado, homens de meia idade e carecas, alguns que parecia ter saído de um filme, com certeza perfis falsos. Depois de uma boa olhada no site, ela voltou as mensagens, e uma tão direta chamou sua atenção. " sexo, sim ou não" Ela olhou o perfil do usuário, a beldade de olhos negros lhe agradou, poderia ser um fake, mas iria arriscar. " sim" Mandou para ele, porém, mal sabia que confusão estava se metendo. Saito Yoshida, envolveria a jovem médica em vários dos seus problemas, e a máfia não costuma deixar barato para ninguém.

Capítulo 1 Site

Saori não se considerava uma pessoa de sorte, tudo o que havia conseguido em sua vida. Tinha sido na base do trabalho duro, mas agora enquanto estava sentada naquele sofá com o notebook em seu colo, poderia se considerar uma pessoa com sorte, havia encontrado um site "relacionamento" que se encaixava exatamente nos padrões que desejava. "sexlog.com" era um site para quem só deseja sexo por uma noite, nada que envolvesse sentimentos, apenas contato físico e carnal.

Desde de o fim do seu relacionamento, que ela não transava, fazia longos meses isso, os homens que ela conhecia não queria apenas sexo, queria um relacionamento. E alguém com um plantão de 70 horas realmente não podia ter um relacionamento bom e duradouro, seu último relacionamento tinha sido o segundo pior de sua vida, enquanto ela estava em seu plantão, ele trazia as mulheres para sua casa, usando sua cama ou sofá para comê-las, quando descobriu Saori fez ele pagar cada móvel que usara para comer aquelas vadias, devemos ressaltar o alto padrão que ela vive? Cada móvel era extremamente caro.

Nem fazia alguns minutos que havia se inscrito no site, e já havia recebido mensagens de alguns pretendentes, era uma mulher bonita, com curvas favoráveis, um sorriso encantador, por isso podia selecionar quem lhe interessava. Mas nada havia lhe agradado, homens de meia idade e carecas, alguns que parecia ter saído de um filme, com certeza perfis falsos.

Olhou o feed do site novamente, vendo os solteiros com a pontuação mais alta, nada havia interessado, afinal não queria o homem mais rodado do site. Queria algo que podemos dizer, exclusivo. As notificações de mensagem chegaram uma atrás da outra, sua curiosidade falou alto. Ela abriu o ícone, vendo as mensagens, algumas engraçadas e outras normais, fotos comprometedoras que a faziam rir, mas aqui mais chamou sua atenção, foi a mais direta possível.

"Sexo, sim ou não"

- Direto meu caro...

Saori abriu o perfil do "Yoshi1", vendo algumas da sua fotos, ela abriu uma foto "aletoriamente", definitivamente hoje era seu dia de sorte, o homem de cabelos negros e lisos, sorria sedutoramente em sua foto, os olhos castanhos escuros quase negros, as grandes íris brilhavam, o rosto angular as maçãs do rosto perfeitamente desenhadas, deixava a boca fina ainda mais chamativa, e a camiseta branca com as mangas compridas levantadas, os três primeiros botões estavam abertos, se havia uma gravata ali? havia sido tirada a muito tempo, os braços brancos com longas veias estavam expostos, ele era bonito, até demais, poderia ser um perfil fake?

Ela abriu a conversa novamente, analisou os prós e contras. A chance de transar com um possível bonitão, a fez digitar rapidamente, sem nem questionar, mas ela deveria? A intenção era transar e não pegar o currículo dele.

"Sim"

O ícone de digitar surgiu na tela do notebook, um frio tomou conta do estômago da mulher, parecia até uma adolescente com seu primeiro flerte pela internet, mas isso ia muito além de apenas um flerte, se os deuses estivesse a favor dela, com certeza ele era realmente lindo e iria transar com ele.

"Se me permite dizer a senhorita é muito gostosa"

- que homem mais educado...

Ela riu vendo que ele digitava mais alguma coisa. Antes que ele mandasse a mensagem, Saori digitou rapidamente, ela não poderia deixar passar um elogio para aquele homem..

"Digo o mesmo de você, meu caro"

Ela mordeu a unha do polegar de forma ansiosa, enquanto esperava a mensagem do senhor gostoso, se sentia uma adolescente prestes a ter sua primeira transa.

"Que tal evitarmos decepções futuras, Koba23?"

"Ficaria muito magoado, em descobrir que seu perfil e fake"

"Que tal fazermos uma chamada de vídeo? Isso evita muita dor de cabeça para os dois"

Ela mordeu o lábio com força, o notebook mostrou a foto do homem ao qual ela conversava, o som alto e irritante da chamada se presente, Saori, hesitou por um instante antes deslizar o dedo pelo mouse, se ele queria uma chamada era porque ele tinha total segurança de quem era, com esse pensamento, ela clicou no ícone verde da chamada.

A tela ficou preta por um instante, e o homem surgiu à sua frente, ele abaixou o papel que tinha em mãos, pelo terno azul escuro, ele só podia estar no trabalho. Ele deixou o trabalho de lado, o homem apoiou a cabeça na mão enquanto sorri, os cabelos negros estavam bagunçados o que deixava ainda mais sexy, Saori retribuiu o sorriso enquanto observava, ela mordeu o lábio sem notar, ele deveria ser um homem ainda mais bonito pessoalmente. Ela era uma mulher de 29 anos, com um bom histórico de homens bonitos, sendo eles japoneses ou estrangeiros, mas nunca havia encontrado um homem lindo como aquele à sua frente, com certeza, era o seu dia de sorte.

- E qual seria o nome da dama de cabelos azuis.

Saori sentiu uma pontada atingir seu útero quando ouvi a voz do homem, as palavras atingiram seu corpo deixando o quente, uma voz melodiosa, sexy e grave. Meu Deus esse homem não podia ser tão perfeito? Mas era um fato inegável, quando um homem parece tão perfeito em questão de aparência, sempre tem um pequeno e mínimo detalhe que o estraga, sua voz. Mas ele era uma exceção a essa regra do universo.

- Saori, qual seria o seu?

Ele sorriu, deixando os olhos baixarem para o decote, ele admirou o par de seios a sua frente nem sequer disfarçou o que fazia, mas por que o faria, sabia das intenções dela e ela sabia as dele. Havia dois adultos ali, não era necessário joguinhos ou enrolações.

- Saito, eu agradeço aos céus por você não ser fake... Eu ficaria tão decepcionado se fosse.

Ele olhou fingindo um olhar triste, mas logo um sorriso sacana surgiu em seus lábios, Saito era um homem sedutor sem mesmo notar ou talvez notasse, por isso, ele sorria daquela maneira que o deixava irresistível.

- Digo o mesmo de você, Seria um desperdício.

Ele sorriu deixando os dentes brancos e bem alinhados à mostra, um sorriso perfeito, ele a chamou quando notou os olhos dela em si, a rouquidão em voz deixou a calcinha de Saori molhada.

"Senhor, temos um problema,"

Saori pode ouvir ao fundo, os olhos dele desviaram da tela, ele acenou com a mão para alguém, como se mandasse a pessoa esperar, ela não deixou de notar o relógio que desenhava o pulso dele, um homem rico, muito rico.

- Infelizmente o trabalho me chama, mas se a senhorita quiser nós podemos jantar hoje.

Ele sorriu galanteador, fazendo-a sorrir de modo quase apaixonado, não que fosse chegar a tal ponto, mas a verdade é que qualquer uma iria sorrir da mesma maneira, se recebesse sorriso daquele homem.

- Será um prazer, Saito.

Ele sorriu novamente, mas dessa foi a vez dele admirar o sorriso quase safado que ela lhe dera, um sorriso que mexeu com uma parte específica do seu corpo, Saito passou a língua pelo os lábios, molhando levemente com saliva, um ato despretensioso, mas que fez a mulher lhe admirar em silêncio.

- Já são sete horas da noite, que tal umas nove? No restaurante francês, Gaston.

- Estarei lá.

Saori odiava restaurantes chiques, ela havia vindo de uma família humilde, tinha um paladar diferente desde muito nova, mas por aquele homem, com certeza aguentaria, o que seria algumas horas com pouca comida e muita gente esnobe, perto dele nada..

Ele desligou a chamada dando um sorriso charmoso, Saori levantou caminhando rápido para o banheiro, era bom começar a se arrumar, Deus sabe o quanto demorava a se aprontar, com um homem daquele a sua espera iria fazer de tudo para ficar divina e linda, mais do que já era.

Saori lavou os cabelos longos, passando muito condicionador, devido ao recente retoque nos fios azuis, eles ainda estavam meio secos, o cheiro de lírio preencheu o local, era seu condicionador preferido e caro, ela iria se produzir com tudo o que podia, afinal não era todo dia que saía com um homem feito aquele, iria impressionar até mesmo ele, que devia ter saído até com modelos. Ela fez uma nota mental, quando sair do banho, pesquisar sobre Saito na amada internet. Hoje deveria ser o dia de sorte de Saori, todos esses anos de azar, um dia pelo na sua vida inteira, tinha que ter sorte, um jantar com um homem lindo e charmoso, um provável sexo selvagem e a sua depilação estava em dia. Não poderia estar mais feliz.

Ela enxugou o corpo sentindo o cheiro de flores em si, depois de quase cinco meses ou mais, ela já havia perdido as contas, mas de qualquer modo finalmente iria transar, sentiu o seu stress diminuir, seu corpo já relaxava só de pensar, ela caminhou para o quarto, mas mudou a direção, indo para a sala. Pegou o notebook sobre o sofá, enquanto enxugava os cabelos, ela abriu a aba de pesquisa, não fazia ideia de qual era o sobrenome dele, mas ainda assim ela digitou "Saito" esperou carregar tudo, ela foi para a seção das imagens. As fotos foram surgindo misturada entre outras, algumas fotos ele estava acompanhado de mulheres lindas outras ele estava sozinho em frente a uma empresa, algumas ele estava com "parceiros comerciais", pelo menos era o que dizia a legenda.

Ele era um homem reservado que não estava envolvido em nenhum escândalo, na verdade, ele estava envolvido em vários trabalhos de caridade em diferentes países, uma empresa reconstruída depois que o pai faleceu, ganhando mais dinheiro que poderíamos imaginar, ele não dava entrevistas, mas seu vice-presidente sim, falava constantemente dele.

Mas ela parou de stalkear a vida do homem que iria sair, deixou o notebook de novo no sofá, ela iria se atrasar se enrola-se mais, Saori caminhou com pressa para o quarto, parou em frente ao closet, agora era a parte demorada, ela não conseguia se decidir qual roupa escolher.

Ela mordia o lábio enquanto procurava uma roupa, estava usando apenas uma lingerie preta rendada, uma das peça preferidas dela, enquanto sua incessante caçada por uma roupa continuava, ela nunca esteve tão indecisa, parece que seu Guarda roupa havia engolido as melhores peças de roupas que tinha. Saori mentalizou o que provavelmente sua melhor amiga diria.

"Preto ou vinho"

"Curto, porém, não demais o suficiente para fazer ele imaginar como seria sua calcinha"

Saori lembrou de um vestido que não via a quase um ano, um vestido vinho quase púrpura, o decote V com um pouco de tecido por cima, presente de sua melhor amiga, já que ela falou que Saori só tinha roupa de "velha", vendo agora Isoko tinha razão. Ela colocou o vestido gostando do resultado, o decote caiu perfeitamente dando a impressão que os seios dela eram maiores, além de deixar um tanto expostos, mas exagerado, ele ficava colado no corpo, desenhando as curvas bem marcadas pelo tecido de cetim, o comprimento estava perfeito apenas uns quatro dedos abaixo do joelho.

Ela colocou o scarpin preto bico fino feito de camurça, pegou a pegou a bolsa de mão preta colocando apenas o suficiente, um batom, o dinheiro, e o celular. Ela olhou no grande espelho, dando uma conferida nos seios, então virou de costas dando uma olhada em sua bunda, ela alisou tecido, ela não o corpo tão magro como desejava, tinha puxado o corpo da família de sua mãe, sendo irlandeses, seu quadril era um pouco mais avantajado que os japoneses. Ela era mestiça, uma mistura entre irlandeses e japoneses, os traços se misturaram com mais clareza nela, diferente dos irmãos que os traços japoneses vieram com mais firmeza. Ela não era neurótica com sua aparência, gostava das diferenças, os olhos maiores e claros, dos cabelos naturais terem um tom quase loiro, do seu corpo ser curvilíneo em vez de reto, porque no fim das contas ela não era só japonesa.

Ela pegou a nécessaire com suas maquiagem, sua maquiagem seria simples, bem era o que ela sabia fazer. Passou um pouco de corretivo para esconder as olheiras dos vários plantões em claro, ela espalhou a base pelo rosto escondendo algumas imperfeições, deixou secar antes de passar uma sombra marrom e um pouco de preto esfumando deixando a maquiagem mais elaborada, e o rímel para deixar os cílios mais longos, não sabia por os cílios postiços e nem precisava, ela escolheu um batom nude, passando levemente nos lábios, um sorriso estampou o belo rosto da jovem.

Ela penteou os cabelos, os fios azuis são ondulados naturalmente, ela puxou os fios coloridos com os dedos, fazendo uma rabo de cavalo alto. Qualquer homem se jogaria ao seus pés se ela o desejasse, Saito era esse homem, ela olhou para o relógio ao lado de sua cama,

"21H 01M"

Ela caminhou com pressa para a cozinha onde estava a chaves do seu carro, Saori cruzou a cozinha em direção a porta para a garagem, porém, ela parou, achou melhor chamar um Uber a possibilidade de transar a noite estava alta, então é melhor o seu carro estar seguro em casa.

Ela procurou o celular dentro da bolsa, ela abriu o aplicativo, colocando o endereço do restaurante, quando a notificação do aplicativo se fez presente, ela lembrou de um pequeno e importante detalhe. Olhou que o motorista estava perto de sua casa, ela deixou celular no balcão, correndo em direção ao quarto novamente, havia esquecido o perfume.

Quando o cheiro de lírios preencheu o local, ela pode ouvir a buzina, ela pegou a bolsa sobre a penteadeira, os saltos altos deixava com os passos graciosos mais nada rápidos, Saori andou mais rápido do que conseguia, quando passou pela porta, um estranho frio na barriga se apossou dela, estava nervosa e ansiosa, com dedos trêmulos ela fechou sua linda e cara residência.

Quando adentrou o carro já eram mais de 21H15m da noite, sorte que morava apenas vinte minutos do restaurante Gaston. Depois de muitos elogios por parte do motorista, inúmeras cantadas, enfim eles chegaram ao restaurante. Saori pagou a corrida com pressa, seu coração martelava intensamente em seu peito, ela saiu do carro preto, só agora notou que uma garoa fina caía, caminhou rápido para debaixo do toldo, ela vislumbrou o local luxuoso, os olhos adquiriram certo fascínio com o lugar, mas ela não demorou a caminhar para a grande entrada do fino restaurante, gostava de admirar lugares assim, mas não era uma exímia frequentadora, não por não ter dinheiro, mas por que ela se sentia levemente deslocada ali. Mas por hora iria apenas ignorar isso, de cabeça erguida ela passou pelas grandes portas luxuosas. Vendo o tapete vermelho se estender até a bancada do recepcionista, Saori se aproximou do homem, ele sorriu para a mulher a sua frente, mas era quase imperceptível devido ao grande bigode em seu rosto .

- Reserva, senhorita?

Um sotaque diferente chegou ao seus ouvidos, mas não foi isso que tirou sua concentração, Saori sentiu a mão na curvatura de sua coluna, ela olhou para o lado, sua visão foi tomada pelo homem qual tinha ansiado por toda a noite, não podia ser mas perfeito, elegantemente ele sorriu para o homem, Saori admirou em silêncio, mordendo o lábio ao ver ele lhe discretamente, os cabelos negros úmidos se alinharam com o rosto quando ele se inclinou um pouco para o lado, os dedos dele deslizaram da curvatura da coluna para a cintura. Ela observou a mão dele sobre a sua cintura, acariciando levemente a região.

Ela observou o braço dele, o paletó preto do mais fino tecido, italiano talvez, ela suspirou quando ele deu um leve aperto na sua cintura. Ele era ainda mais bonito pessoalmente, o terno caía perfeitamente em seu físico, um homem forte, ele deveria ter 1,90 de altura, homens como ele era seu fraco.

- Ela está comigo, Yoshida Saito.

Ele sorriu ladino, olhou sorrateiramente a mulher ao seu lado, ela admirava o salão a frente, os grandes olhos castanhos claros o olhavam curiosidade o ambiente, ela tinha elegância, mas não parecia o seu tipo de lugar preferido, não foi difícil de se notar isso, ainda mais quando alguns olhos curiosos caíram sobre eles, pode sentir o pequeno corpo se retrair levemente. Ele se aproximou dela, sentindo o cheiro doce e floral invadir suas narinas.

- Eu não sou o único atrasado.

Ele sorriu para ela, Saori sorriu, não resistindo olhar para a boca levemente rosada do homem ao seu lado. Quando o maitre chegou ao local, eles o seguiram para a mesa mais escondida do restaurante, que era exclusivamente reservada pelo Saito, já era uma costume trazer suas acompanhantes ali, enquanto eles seguiam para o lugar, atenção estava sendo atraída para belo casal que passava por entre as mesas colado um no outro, os pares de olhos curiosos um leve cochicho se formou no restaurante, eles observavam os dois se afastarem no restaurante indo para a área exclusiva do senhor Yoshida.

- Não, a beleza leva tempo.

Ela sussurrou para ele de repente, fazendo o rir, atraindo a atenção de Saori, fazendo ignorar qualquer ali, o maître tossiu chamando atenção dos dois, recebendo um olhar reprovador de Saito, enquanto Saori olhava para qualquer outro lugar, sentindo certa vergonha.

- Esta é a sua mesa, senhor Yoshida.

Eles nem sequer haviam notado todos os olhos que os acompanhavam enquanto se dirigiam a sua mesa, nem os cochichos que ainda se espalharam por ali. Quando o maitre saiu, Saito aproveitou para puxar a cadeira para que Saori se sentasse, ela achou um gesto nobre de cavalheirismo, enquanto via ele se sentar do outro lado.

- Então, senhorita, o que uma linda mulher como você faz em um site como aquele?

Ela sorriu, enquanto sentia seu íntimo esquentar com a voz daquele homem, nem sequer notou o garçom surgir ao seu lado, colocando um pouco de vinho em ambas as taças, Saori pegou a taça por entre os dedos, levando a boca, ela bebericou o líquido, sentindo o amargor leve do álcool.

- O que uma linda mulher pode fazer para transar, apenas por uma noite, sem compromisso?

Ele riu, pegando sua taça, Saori sentiu os pelos arrepiarem, vendo os olhos escuros daquele homem lhe fitarem intensamente.

- Se essa linda mulher for você? É só falar comigo, eu garanto, você não irá se arrepender.

Ela sorriu para Saito, com toda a certeza não iria se arrepender, ela tomou mais um gole do seu vinho, que os deuses abençoasse o dia de hoje, porque ela iria aproveitar muito, até porque essa uma transa de uma noite.

Capítulo 2 Sexo sem Compromisso

Saori sentiu a inveja da taça que Saito estava na boca, o jeito que ele passava a língua discretamente pelos lábios sentindo o gosto do vinho, os olhos castanhos claros brilhavam enquanto admirava o homem à sua frente.

- Como um homem bonito e elegante como você, não está no top dez do site?

Ele sorriu deixando a taça ao seu lado, olhos castanhos escuros se fixaram nos orbes claros dela, um sorriso convencido surgiu no rosto dele.

- Eu sou bonito e elegante?

Ele perguntou fingindo falsa modéstia, Saori sorriu vendo os olhos deles desviaram para o decote, os seios bem desenhados da garota o distraía facilmente, ainda mais em um vestido tão revelador.

- Não finja que não sabe.

Ela riu, vendo risada dele surgir discretamente, nem mesmo poderia negar que era um homem bonito e principalmente elegante. Ele apoiou os cotovelos sobre a mesa, deixando um pouco de lado a etiqueta, a verdade que ele estava curioso demais para saber o porquê dela também estar naquele site, ele apoiou o rosto sobre os dedos.

- Bem... algumas mulheres não entenderam o propósito do site, quando você deixa o quarto pela manhã ou na madrugada que mais o meu caso, elas se sentem ofendidas. Por isso, senhorita, eu não sou o preferido do site, e eu não uso com frequência, meu tempo é curto e apertado, hoje eu tive a sorte de um compromisso ser desmarcado de última hora.

Ele deu de ombros se afastando levemente da mesa, Saito sentia estranhamente excitado, a voz de Saori lhe agravada de uma maneira que lhe deixava duro.

- E o por que uma mulher sexy como você faz em um site? Você só conhece gays por acaso?

Saori riu, enquanto o garçom se aproximava com cardápio em mãos, ele entregou, pude ouvir Saito agradecer em francês, o sotaque fluente do homem, a deixou embasbacada, o garçom saindo rapidamente dali, aquela era uma área que havia regras, os garçons não podiam ficar mais que o necessário.

- Eu sou mulher que quer sexo sem compromisso, meus "amigos" querem o contrário de mim, fica fácil me trair quando eu tenho um plantão de 70 horas no trabalho.

Ele olhava o cardápio, Saori fingiu olhar o cardápio, ela odiava comidas cheias de frescura e porção que não valiam aquela fortuna sem sentindo, o que Saito pediria ela faria o mesmo pedido. Ela encarou o homem de cabelos negros, ele mordia o lábio mostrando sua indecisão, lá estava ela desejando a boca daquele homem novamente.

Ele levantou o rosto, procurando pelo garçom pelo local, quando finalmente encontrou, fez um breve movimento com a mão para o garçom livre, o homem com o colete verde musgo se aproximou, os cabelos amendoados se moveram para lado quando ele tombou a cabeça para encarar a mulher ao lado. Saito olhou para o garçom que sorria para a sua companhia, que parecia ligeiramente constrangida, ele não podia culpá-lo, ela era uma mulher que chamava atenção, mas discrição era importante, porque agora Saori estava se sentindo acuada e constrangida, ainda mais quando os olhos do garçom estavam no decote dela e não não no rosto.

-Parlez-vous français?

(você fala francês)

Saori ouviu as palavras deixarem a boca de Saito, ela olhou para ele aquilo havia deixado ainda mais sexy, ela mordeu o lábio, esquecendo até mesmo que o garçom indiscreto ainda estava por ali.

-oui

(sim)

O garçom respondeu ainda sem olhá-lo, Saori ficou ainda desconcertada com o olhar do garçom sobre si, tão fixamente que começou a se perguntar se ele ao menos piscava.

- Voulez-vous continuer à travailler? Arrête de regarder ma date

(Quer continuar trabalhando? Então pare de olhar para o meu par.).

O garçom voltou os olhos castanhos para Saito, que sorria para ele, era como se ele tivesse falado a coisa mais simpática do mundo. Saori encarava seu acompanhante sem entender o teor da breve conversa dos dois, mas pela a cara do garçom, sabia que o sorriso de Saito não era de simpatia como ele queria transmitir.

- Qual seria o pedido do casal?

O garçom falou com certa ironia, deixando Saito com um sorriso mínimo. Se o que for que ele tinha falado, havia funcionado, pois o garçom evitou olhar para ela até mesmo na hora de perguntar sobre o seu pedido.

- poulet oiseau.

Saori perguntou o que era isso, aceitaria comer qualquer coisa, menos o caracol cozido, ela tinha pavor só de pensar nisso. Saito olhou para ela enquanto aguardava seu pedido, notou que ela estava perdida, aquele realmente não era o tipo de lugar que ela frequentava.

- O mesmo que ele...

O garçom anotou o pedido se afastando da mesa dando uma última olhada no homem ali, Saori estava curiosa para saber o que ele havia falado para o garçom, já que ele notou a hostilidade qual o garçom olhou para Saito, e a curiosidade e uma das coisas que Saori odiava em si mesma.

- Quem seria louco de trair uma mulher como você?

Saito falou repentinamente mostrando sua descrença, ele era um homem que ouvia, Saori admirava isso, a maioria nem sequer prestava atenção, geralmente ou eles estavam olhando para o decote dela ou para decote de outra. Mas sabia que aquilo era mais para desviar atenção do que acabará de acontecer.

- De relacionamentos fracassados, eu entendo muito bem, até mais do que cirurgias que eu estudei anos para fazer.

Ele sorriu para Saori, então a mulher de cabelos azuis era médica, pelo jeito era uma excelente cirurgiã, talvez pudesse pedir ajuda quando necessário. Ela lançou um sorriso gentil para ele. Saito se repreendeu por pensar em tal possibilidade, ele pegou a taça sobre a mesa, bebendo um pouco do vinho para expulsar aqueles pensamentos da sua cabeça.

- Então a dama de cabelos azuis e médica?

Saori sorriu enquanto degustava um pouco do seu vinho, uma cirurgia requisitada e muito bem remunerada.

- Sim, eu sou ótima no meu trabalho.

Ela falou, vendo ele sorrir, os dois estavam distraídos, um clima surgia enquanto eles se olhavam em silêncio, nem sequer notaram quando o garçom se aproximou com seus pratos, ele colocou delicadamente os pratos sobre a mesa, fazendo os dois quebrarem o contato que haviam mantido sem notar.

- desejam mais alguma coisa?

Saori desviou o olhar para o prato, sentindo um certo constrangimento, ela estava começando a deixar sua imaginação levar para longe, criando muitas expectativas que não sabiam se ele iria cumprir.

- por enquanto nada...

Saito respondeu, vendo Saori encarando o prato à sua frente, podia ver o rosto dela ganhar um tom mais corado. Mas Saori cobriu a boca para evitar a risada alta, que queria deixar seus lábios, só então ela notou o que era o prato que Saito havia escolhido. Saito olhou sem entender, ela estava envergonhada a segundo atrás, agora queria gargalhar. Ela encarou o prato novamente, o pequeno frango salpicado com molho, sentindo a risada presa em sua garganta.

- Eu sempre me pergunto se isso é um frango ou pobre pombo que estava por aí.

Saito arqueou a sobrancelha, não entendendo muito bem ao que ela se referia, ele olhou para o prato vendo pequeno frango em seu prato, ele não conseguia mais ver outra coisa agora, ele riu junto a ela.

- Deve ser daí que vem o nome, frango a passarinho?

As risadas ficaram um pouco mais altas, chamando a atenção do restaurante, Saito tentou parar de rir, mas não conseguia, ele nem sequer fazia algum esforço para parar, mesmo se fizesse, não iria conseguir fazer parar, pois, a risada dela o contagiava a continuar.

- Coitado do pombo.

Saori riu ainda mais alto, ela finalmente notou que as outras mesas olhavam em sua direção, ela se constrangeu, pensando que ele nunca devia ter passado por isso antes.

- me desculpe, eu não gosto tanto de restaurantes assim.

Saori se desculpou, sentindo vergonha pelo seu comportamento nada educado. Saori havia crescido em uma família pobre, a situação só melhorou depois da faculdade, quando conheceu sua chefe, que foi ela que lhe ensinou sobre etiqueta e comportamento, porém, por mais que tentasse se habituar aquelas frescuras todas não conseguia. Tinha crescido sendo criada com 7 irmãos, ela era a única garota, sendo assim era basicamente um menino quando criança.

- E o que você gosta de comer?

Ele perguntou, deixando o guardanapo de lado, ela pensou, se lembrou do restaurante perto da sua antiga casa, põe antiga nisso, foi o primeiro lugar que morou quando chegou em Tóquio. Lá tinha o melhor sanduíche da cidade, na sua humilde opinião é claro.

- Tem uma lanchonete no bairro, Yanaka, o sanduíche é incrível.

- Lanchonete Hana

Saito falou analisando a expressão de surpresa da Saori, ele levantou a mão com pressa, e o garçom não tardou a se aproximar.

-me traga a conta, por favor.

Saori encarou Saito sem entender, o garçom voltou com a carteira de couro entregando a conta para Saito.

- Não me entenda mal, eu gosto de comer em lugares assim, mas eu sempre vou preferir uma lanchonete no subúrbio. Geralmente quando eu saio com uma mulher, elas não comem mais do que duas colher, não importa quão famintas elas estejam. Então eu nunca tenho companhia para ir até uma lanchonete.

Ele pagou a conta absurdamente cara, Saori perguntou por que as pessoas pagaram tão caro por tão pouca comida, e nem tudo era bom, ao menos era o que achava.

Saito levantou da cadeira, estendeu a mão para que Saori segurasse, ela levantou com ajuda dele, Saito esticou o braço para que a mulher de cabelos azuis pudesse entrelaçar o seu ao dele, o caminho ficou em branco para Saori, ela conseguia sentir os músculos do homem, ele era mais forte do que poderia imaginar. Eles nem sequer se importaram com os olhares sobre eles, deixaram o restaurante sendo o assunto do local, Saori dos homens e Saito das mulheres. Saito guiou a mulher pela calçada, indo para o seu carro que não estava muito longe dali.

Ao longe dois homens observavam o casal entrar no carro, o homem de cabelos pretos arrepiados, tirava múltiplas fotos dos dois, aquilo era uma rotina para eles, seguir Saito para onde quer fosse, ainda mais quando ele tinha companhia.

- E apenas mais uma vadia que ele pretende comer! Porque temos que segui-los?

A voz do parceiro dele saiu tediosa, Kasai suspirou irritado, Nakasone havia reclamado todo o caminho, eles tinham que apenas seguir Saito, não era uma tarefa difícil, preferia isso, do que entrar em embate com ele. Conhecia a fama e sabia que Saito era um assassino com experiência.

- Se ele levá-la para um motel, como sempre faz, nós vamos embora. Se não continuaremos a segui-lo.

O homem de cabelos negros, falou vendo seu companheiro concordar mesmo contrariado, os olhos negros voltaram para câmera enquanto fotografava. Nakasone ligou o carro, seguindo o Audi de Saito pelas ruas iluminadas de Tóquio, eles estranharam quando Saito seguiu em direção contrária do motel que sempre ia com suas acompanhantes, eles chegaram a conclusão que ela fosse mais do que alguém que ele fosse comer.

Saori se acomodou no banco do carro, passando o cinto, a lanchonete Hana ficava 15 km da onde estavam, era longe mas não era problema, Saito já que ele corria feito um louco pelas ruas, Saori se assustava constantemente deixando os gritinhos histéricos escaparem pela boca. Ela gostava de dirigir, mas a velocidade não era uma coisa que gostava, talvez porque grande parte das cirurgias tinham haver com acidentes de carros. Saito ria da mulher de madeixas azuis, a cada curva fechada que ele dava, ela pulava no banco com a mão sobre o peito, sentindo o próprio batimento, enquanto respirava rapidamente.

- Quer que eu vá mais devagar?

Saori balançou a cabeça freneticamente em positivo, sentindo seu corpo mole por conta dos sustos que levará, Saito riu sem notar, Saori era uma mulher muito interessante, ele diminuiu deixando Saori menos tensa, vendo ela desgrudar do banco.

- chegamos.

Saito falou, Saori olhou pela janela vendo o prédio da lanchonete se aproximar, Deus, nada havia mudado, continuava a mesma coisa, ela suspirou profundamente, foi a primeira vez naquele dia que lembrou do passado, o motivo de vir para essa cidade. Mas ela resolveu não pensar no passado, apenas ignorou qualquer lembrança ruim, focando no presente, vendo que o local estava apagado e com as portas fechadas. Saori suspirou em desânimo, sentindo a barriga roncar, Saito riu ouvindo o estômago dela, ele deu a volta.

- Que tal irmos para minha casa? Lá a gente pede alguma coisa.

- Por mim, está tudo bem.

O caminho foi alterado, eles seguiram para a zona nobre de Tóquio. A mão de Saito deixou o câmbio da marcha, os dedos dele tocaram a coxa de Saori, ela olhou para ele, os deles estavam fixos na rua, os dedos dele apertou a coxa dela por cima do tecido do vestido, ela sentiu o corpo cada vez mais quente, quase como se fosse uma febre por dentro, talvez seja isso, febre, estava doente não podia ficar daquela maneira só por estar ao lado daquele homem? Saito virou para esquerda entrando em um grande portão, puta merda! Ele era podre de rico, ela pensou enquanto via a mansão a sua frente.

- Caralho.

Ela soltou sem notar, fazendo-o rir, Saito estacionou o carro quase em frente a porta de entrada.

- Obrigado, eu acho.

Saito respondeu deixando seu veículo, ele caminhou apressado para poder abrir a porta do carro para Saori.

O cavalheirismo não morreu senhoritas, Saori pensou quanto via Saito lhe estender a mão para ajudá-la sair. Saori seguiu-o pelo pequeno caminho de pedra que havia ali, Saito não tardou a abrir a porta, a luz ligou automaticamente quando a porta se abriu por completo.

Eles entraram no grande hall que havia ali, Saito se ocupou em fechar a porta, enquanto Saori se deslumbrava com os detalhes que havia ali, o piso brilhante de mármore negro, os olhos subiram para o grande lustre no teto, era tudo maravilhoso e caro, Saito havia crescido no luxo, ele nascerá em berço de ouro. Saito colocou a mão sobre a curvatura da coluna da mulher, que se trêmulo com o contato repentino, ele a guiou para dentro da sua mansão, eles chegaram à grande escadaria. Saori sentiu a mão tocando-lhe por cima do tecido, o calor da palma da mão dele fazia seu corpo se aquecer sem querer, seu corpo pedia por mais, queria aquele homem dentro de si.

Saito tirou a mão de sua costa quando alcançaram o final da escadaria, deixando levemente desapontada, Saito saiu na frente indo para a primeira porta à direita. Ele abriu a porta mostrando o luxuoso quarto que tinha, Saito fechou a porta atrás de si quando a mulher passou por ele, Saito levou Saori até o divã que havia no meio do grande quarto, logo à frente da grande cama do mogno, Saori se sentou no divã negro, sentido um tecido aveludado e macio, Saito andou ate grande closet que havia ali ele tirou o paletó, colocando la dentro, tirou abotoadura da sua camiseta, subindo a mangas para cima. Ele caminhou de volta para o divã, Saori o encarava sem notar, admirando em silêncio, ele se sentou ao seu lado.

- Você tem preferência de alguma comida?

Ele perguntou, mas ela estava interessada em admirá-lo, do que em realmente ter uma refeição ali.

- não.

Saori mordeu o lábio vendo braços dele ser marcado pela camiseta preta, o homem de cabelos negros que mexia no celular pedindo algo para comer nem notava o olhar lascivo da sua acompanhante, os olhos escuros desviaram da tela do aparelho, para os olhos castanhos claros que o encarava mais abaixo, Saito tentou por toda a noite fugir da sensação que aquela garota estava causando no corpo, nunca em sã consciência traria uma mulher para sua casa ainda mais sabendo que está sendo seguido constantemente. Saito finalizou o pedido deixando o celular sobre o divã, a mão dele acariciou o rosto dela, sentindo a pele macia embaixo dos dedos, deixando-o ansioso para tocá-la mais e mais. Curioso para saber se todo seu corpo tinha a mesma textura, Saori moveu o corpo para cima colando os lábios nos de Saito. Ela moveu os lábios contra os dele pedindo para que se abrisse, e a língua acariciou a sua de maneira explícita, Saito a puxou para seu colo, ela encaixou as pernas sobre ele. O beijo ficou mais profundo, sentindo as mãos dele acariciarem as pernas dela.

A boca dele deixou a dela, descendo pelo pescoço dela, sentindo o cheiro de floral marcado na pele dela, Saito sentiu o corpo da Saori se arrepiar conforme os beijos desciam, fazendo-a suspirar em deleite.

Ele beijou cada parte exposta dos seios dela pelo decote generoso, um gemido manhoso deixou os lábios dela, Saito definitivamente gostou daquele som. Ele enlaçou a cintura dela pressionando ela em seu colo, os dedos dele tocaram a panturrilha dela deslizando em direção dos pés femininos, ele tirou um sapato e depois o outro. Ele usou os pés para tirar os seus próprios sapatos, Saito se deitou sobre o divã trazendo ela consigo, Saori acomodou-se sobre o homem, sentindo o volume por baixo da calça dele, ela se apoiou sobre os joelhos sentindo estofado aveludado em sua pele.

Ela rebolou sobre o membro coberto do homem ganhando uma carícia leve sobre o ponto mais sensível de seu corpo, ele fechou os olhos sentindo o contato repentino sobre o membro querendo que suas roupas não atrapalha-se, ele segurou o rabo de cavalo da mulher, puxando para baixo, sentindo o corpo dela tremer levemente, quanto o rosto dela estava perto do seu, ele notará como o corpo dela era pequeno, ele gostou disso. Os lábios dele tocaram o dela, sentindo a maciez, sentindo o gosto da língua dela, ele a puxou para cima, sentindo os seios dela quase em seu rosto. Saito deixou leve rastro de beijos no pescoço dela, quando refez o caminho ele marcou com chupões, Saori gemeu alto, seu corpo estava em chamas com os toques daquele homem, ele era suave e forte ao mesmo tempo.

Ela se moveu para cima desgrudando seus corpos, Saito puxou com pressa o vestido dela, podendo se ouvir um som baixo de rasgo, ela não ligava, na verdade sequer notou que poderia ter sido o seu vestido, ele tirou a peça, poderia dar mil vestido daquele a ela. A calcinha de renda ficou exposta, os seios estavam apertados contra o tecido, ganhou a forma natural e arrebitados, era uma mulher de beleza esplendorosa, Saito sentia o membro doer ainda mais, ele aguardava ansiosamente o momento de adentrar aquele corpo pequeno. Saori beijou os lábios do homem, sentindo as mãos dele deslizar por todo o seu corpo, a quentura em seu corpo aumentava cada vez mais.

Saito a empurrou para o lado, fazendo a jovem se deitar sobre o divã indo para cima dela, ele beijou a mulher enquanto começava a desabotoar a camiseta, os dedos ágeis abriam rapidamente os pequenos botões. Ele desceu os beijos para os seios expostos, os mamilos dela sempre foram terrivelmente sensíveis ao toque certo, quando Saito, colocou a boca puxando com os dentes, um gemido alto deixou os lábios de Saori, mais e mais gemidos foram ouvidos enquanto Saito alternava entre os seios. Ele só deixou os seios da mulher quando estavam devidamente marcados, a coloração vermelha e roxa se misturava na pele branca de Saori, estaria irritada se não estivesse tão excitada.

Os chupões desceram para o vale da barriga, e a excitação estava amostra na calcinha, encharcada pela sua lubrificação. Saito teve que se segurar para não se meter nela de uma vez, o corpo dela estava pronto para recebê-lo, ele lutou contra a própria vontade, se concentrando naquilo que pensou a noite toda.

Ele beijou a púbis por cima da calcinha e Saori tremeu sentindo os dedos dele deslizar pelas coxas dela, fazia tempos que não ganhava um oral, torcia para que ele fosse tão bom quanto parecia ser. Ele segurou o elástico da calcinha por entre os dentes e com a boca deslizou a peça de roupa pela perna dela, deixando a respiração dele bater contra a pele dela, um suspiro saiu dos lábios entreabertos de Saori, aquela sensação seria guardada em sua mente.

Ele beijou o pequeno pé, subiu para a panturrilha, depositou outro na coxa da Saori demorando mais ali, ele deslizou a boca para o interior da coxa, deixando a mulher em completo estado de ansiedade. Saito mergulhou a boca contra a intimidade úmida de Saori, movendo sua língua lentamente, sentindo o gosto único dela, Saori soltou um gemido sôfrego enquanto revirava os olhos. A língua dele acariciou o clitóris inchado da mulher, como uma resposta automática as mãos dela adentraram os cabelos negros segurando com firmeza, enquanto seu corpo se mexia involuntário, Saori rebolava na boca de Saito aumentando seu prazer. Ele desceu a língua para os grandes lábios, invadindo a intimidade da mulher, ela se contorceu sentindo seu íntimo ainda mais úmido, ela sorriu ao sentir a sua intimidade pulsar enquanto a língua a invadia. Sensibilidade aumentou naquela região, e o alívio que deveria vir com seu ápice, mas apenas piorou sua excitação. Saori puxou os cabelos negros com força trazendo para cima, fazendo Saito alcançar sua boca, um beijo necessitado foi dado entre os dois, ele dividiu com ela o seu próprio gosto. Saito não suportou mais, ele não quis esperar para invadi-la, ele tirou a camiseta jogando no chão, Saori teve sua curiosidade saciada vendo o físico esculpido de Saito, os ombros largos e fortes, seu peito era claro como toda sua pele, ela notou a cicatriz que havia em seu ombro esquerdo, mas não estava com cabeça para formar uma teoria paranoica sobre aquilo. Ele abriu o botão das calças, abaixou o zíper, empurrou a calças e a cueca apenas para pôr o membro para fora, ele tirou o preservativo do bolso das calças, com os dentes ele abriu o pacote, ele deslizou lentamente sobre o membro encaixando até o final.

Ele era um homem paciente, mas agora, sua vontade tinha que ser saciada, seu desejo de tê-la finalmente poderia se concretizar, Saori não pode observar o membro de Saito como desejava, pois, quando deu por si, já era invadida de maneira bruta. Sentiu a breve ardência em sua intimidade, meses sem sexo e um homem bem dotado fazia a diferença. Enquanto ela sofria aos poucos para acomodá-lo, ele tinha seu membro apertado por ela.

Ambos gemeram quando ele estava por completo dentro dela, ele se moveu para frente e para trás, sentindo o seu corpo reagir ao dela, a boca dela alcançou a dele e um beijo molhado foi dado, deixando os gemidos escapar de vez em quando, quando ele deixou de ser gentil, Saori sentiu seu corpo amolecer, as mãos delas seguraram em seus fortes braços, a cabeça pendeu para trás sentindo o homem se mover contra ela, ouvindo apenas a respiração pesada dele, ela gemeu quando ele agarrou o seio exposto, os dedos seguraram com firmeza, beliscando vez outra o mamilo sensível.

Os lábios entreabriu, os gemidos estavam contidos, mas logo se tornaram gritos prazerosos e ela não conseguia contê-los, ela envolveu o pescoço de Saito com um braço, enquanto o outro deslizou pelas costas dele sentindo e fina camada de suor, só parou quando alcançou a bunda coberta pelo tecido, as longas unhas deslizaram sobre o tecido causando um arrepio no homem, logo as unhas dela entraram em contato com a pele dele, causando um suspiro quente no pescoço dela, ele arremeteu cada vez mais forte nela, ele era com certeza bom nisso.

Saori moveu sua cintura para baixo causando o impacto mais forte entre os dois, e o ritmo ficou mais frenético entre eles, cada um se movia determinado, eles logo chegariam ao desejado orgasmo, quando ela rebolou deixou tudo ainda melhor, sentiu ele lhe preencher com mais força, enquanto seu clitoris ela massageado. Saori se entregou a vontade que lhe consumia, as pulsações fortes na intimidade deixaram Saito sem consciência, ele se enterrou com mais força na mulher que gemeu alto sentindo ele tocar lhe o útero, Saori tremeu fortemente sentindo outro orgasmo lhe atingir, Saito novamente foi apertado pela mulher, ele se enterrou novamente nela gozando com o prazer que lhe foi proporcionado.

Capítulo 3 Desentendimento

As leves batidas na porta fizeram Saito despertar, ele se moveu contra a sua vontade sentando-se na beira da cama, ele olhou o relógio na mesa do canto, "05H03M". Saori dormia virada para o outro lado dando a visão de sua bunda carnuda e redonda, as pequenas linhas que marcavam o natural corpo da mulher, se disse que era homem que se importava com isso seria mentira. Preferia as mulheres mais naturais, ele tinha um fraco por mulheres como ela.

Novamente as batidas roubaram sua atenção, ele a contragosto levantou, pegou sua calça jogada no chão, vestiu com pressa, seus passos curtos até a porta, ele abriu vendo nada menos que seu irmão parado ali com uma cara de mau humor.

- Sabe que ainda são cinco horas da manhã?

Nosaka olhou por cima do ombro quase enfiando a cabeça dentro do quarto, Saito puxou a porta para evitar a visão da mulher nua em sua cama, recebeu um olhar reprovador do irmão mais velho.

- O que você acha que está fazendo?

Saito o encarou com um sorriso irônico, porém, antes que soltasse uma piada foi impedido pelo seu irmão.

- Sabe que estavam seguindo você ontem?

Saito assentiu com a cabeça, descrição não era o forte daqueles idiotas, ele pensou enquanto fechava a porta. Caso acordasse Saori, ela não podia ouvir o teor da conversa dos dois.

- Sabe que pode ter colocado essa garota no meio da sua vida sem querer?

Nosaka era um homem que temia que inocentes se envolvesse no meio dos negócios da família, era perigoso demais, quem não sabia no que estava se metendo morria sem nem saber o porque, eles aprenderam que nunca deveria trazer uma mulher para sua casa, o que para ele poderia ser apenas mais uma transa, para o inimigo poderia ser a chance de se vingar dos Yoshida, uma morte que não iria lhe abalar em nada se acontecesse, mas a família que perdeu seu ente querido sim.

- Foi só sexo e não vai acontecer de novo, eu acho?

Ele lembrou da noite, ela era uma mulher que poderia curtir por toda a noite e dia, mas sabia que seu irmão estava certo, isso havia sido um erro, que ele iria tentar corrigir.

- Saito, você vai se responsabilizar pela vida dessa mulher?

Saito olhou em seus olhos, ponderou alguns segundos, nunca havia tido qualquer problema quanto a isso, porque logo agora teria, porque justo com Saori?

- O que você veio fazer aqui? Não veio aqui para vigiar minha transa.

Nosaka revirou os olhos, ele encarou o irmão mais novo, a verdade que haviam tido problemas em um dos seus muitos negócios, teria que avisá-lo de qualquer modo, ele era o líder daquela casa.

- Houve problemas com os carregamentos nas docas.

Saito achou melhor não discutir tal assunto naquele corredor, havia notado que a jovem mulher que estava em seu quarto era um tanto curiosa, ele entrou no quarto apenas para pegar uma camiseta, ele andou silenciosamente até o closet, pegou a camiseta. mas antes de sair, Saito andou ate a cama, seu quarto era extremamente gelado, ele gostava dessa maneira, mas podia ver que ela não era da mesma maneira, já que seu corpo estava encolhido e tremulo, ele puxou a edredom que ficava ao pé da cama, ele colocou sobre a mulher nua, esperava que pudessem repetir o sexo assim que terminasse de se resolver os assuntos com Nosaka, ate porque depois que ela fosse embora nunca mais a veria.

Ele seguiu para fora do quarto, indo para o escritório no primeiro andar, seu irmão o seguia de perto, as escadas pareciam mais longas do que realmente eram, o cansaço por passar a madrugada transando se fez presente, não poderia negar Saori havia acabado com ele, talvez por isso quisesse ainda mais.

Eles seguiram o longo corredor ao lado da escadaria, pararam na porta de madeira esculpida a mão que ficava no final do corredor, clima ali dentro era totalmente diferente do resto da casa, era tão frio e escuro que às vezes nem parecia que era dia, as paredes eram feitas pedras, colocadas de maneiras alinhadas e organizadas, as estantes de livros enfeitava aquele local, entre as estantes havia uma grande lareira onde o fogo crepitava.

Saito se sentou na poltrona atrás da grande mesa, ele pegou o controle dentro da gaveta ligando as luzes, Nosaka se sentou à sua frente, o homem de cabelos negros suspirou antes de falar, ele passou os dedos pelo cabelo arrumando para trás, com certeza seu irmão mais novo ficaria irritado, ele teria que aguentar seu mau humor irônico.

- Houve um problema nas docas.

Nosaka falou manso, vendo o olhar irritado do seu irmão, ele sabia que Saito não gostava de enrolações, ele era um homem direto.

- Que problema?

Saito falou direto como sempre, odiava rodeios, se algo aconteceu que falasse logo para resolver sem demoras, mas todos gostavam de pisar em ovos antes de falar com ele, isso o irritava profundamente.

- Creio que alguém está nos traindo, ele está entregando a localização da sua mercadoria para o Hebi.

Hebi era o principal inimigo territorial de Saito, A família Yoshida era quem comandava o tráfico, o contrabando, entre outras atividades criminosas em quase todo o Japão, eles eram seguidos por outras casas ou máfias se preferir, menos o Hebi que lutava com frequência para conseguir a liderança do país, estava começando a ficar irritante para Saito.

- Eu realmente queria que você me contasse uma novidade.

Saito revirou os olhos irritados, ele melhor do que ninguém sabia que alguém estava o traindo, logo saberia quem era idiota o suficiente para fazer isso. Enquanto sua mente maquinava sobre quem poderia estar o traindo, podia ouvir as fracas batidas na porta.

- Entre.

Ele falou, vendo a porta ser aberta pela sua empregada, a mulher de cabelos pretos adentrou o local, as xícaras sobre a bandeja de prata, grudadas sobre os seios, Saito suspirou entediado, mas sua mente lhe traiu, levando até a mulher em sua cama.

- Bom dia senhores... Trouxe o café.

A voz saiu melodiosa, tudo o que ela queria era impressionar Saito, ela havia se apaixonado por ele assim que o viu a mais de 6 anos atrás, no seu primeiro dia ali, desde então já tentou de tudo para chamar atenção dele, mas não parece adiantar.

- Bom dia, Mirai.

Saito respondeu um tanto sem ânimo, levando um olhar de repreensão de seu irmão mais velho, Mirai era uma boa funcionária não tinha como negar, mas suas investidas contra o Yoshida enchiam a sua curta paciência, não tinha haver com ela ser sua empregada, tinha haver com ela estar apaixonada, ficar com ela, só alimentaria uma história que não existe.

Ela entregou a xícara para Saito com um enorme sorriso, ele revirou os olhos sem notar, deixando a garota um tanto sem jeito, ela entregou a xícara para Nosaka com um sorriso sem graça. Ela se dirigiu para a porta, porém, a voz de Saito a parou, ela virou com alguma esperança de ser um pedido de desculpas, pela grosseria dele.

- Mirai, leve o café da manhã para minha... amiga, em meu quarto, por favor.

Mirai suspirou antes de dizer um "sim" fraco, ela caminhou de maneira automática para a cozinha, sentindo o peito dolorido, ele estava com alguém? Quando ele começou a sair apenas como uma? E o mais importante: quem era ela? Sempre soube o porquê dele não trazer ninguém para cá, mas porque ele traria logo agora? Ela verificou a geladeira. Aquela era a primeira vez que Saito trazia uma mulher para sua casa, Seria mais uma transa ou seria algo sério? A tristeza se tornou raiva, era ela que deveria estar na cama dele, sendo servida com as comidas mais caras e de melhor qualidade do mundo, ela quem deveria estar com ele, pelo menos era o que se passava pela cabeça dela.

- Tudo bem, Mirai?

Sua companheira de trabalho perguntou, vendo que Mirai passou muito tempo encarando o pobre do mamão que havia colocado sobre o balcão, ela fechou as mãos em punhos, pela cara que sua amiga fazia, ela estava prestes a fazer uma merda.

- Sim.

Ela guardou tudo novamente na grande geladeira que estava atrás de si, com passos rápidos deixou o local, Kyo a encarou um tanto confusa a atitude da companheira de trabalho, ela foi até a porta da cozinha vendo a Mirai marchar para o rumo da escadaria. Mirai subia as escadas de forma rápida, seguindo para o quarto de Saito, ela parou na frente da porta negra, ela alisou os cabelos negros, abriu os primeiros botões do uniforme deixando os seios quase a mostra, ela virou a maçaneta, entrando no quarto do seu patrão de uma maneira ríspida, ela encarou a mulher de cabelos azuis usando a camiseta que ele havia saído ontem, ela odiava essa mulher por ter lhe roubado Saito.

Saori a encarou de maneira surpresa, os olhos dela deslizou por toda a figura a sua frente, ela olhou para a mulher de cabelos negros a sua frente, Saori reparou nas roupas que ela usava, deveria ser a empregada.

- Bom dia.

Saori falou educadamente, recebendo apenas um olhar grosseiro da mulher a frente, Saori encarou a mulher a poucos passos de si, ela não fez questão de responder.

- O senhor Yoshida, mandou que eu lhe desse um recado.

Saori encarou a mulher que agora esboçava um sorriso venenoso em seu rosto, ela mexeu a mão sinalizando para a mulher continuar, Mirai não havia pensado nas consequências de tudo aquilo, ela colocou as mãos na cintura.

- Ele está em uma reunião de negócios, por isso pediu para que eu viesse aqui. Ele pediu para que você se retirasse antes que ele voltasse para o quarto. Ele não quer mais perder tempo com você, entende.

Saori encarou Mirai com certa incerteza, Saito falaria isso? Ele não parecia um homem tão grosseiro, ele parecia mais do tipo que ofereceria uma carona, mas ela acabou lembrando de um ponto importante, Sexo de uma noite, apenas, isso. Ela lamentou achou que poderia ter mais algum proveito do homem que se saiu muito bem, lhe dando prazer, gostaria ter aproveitando a amanha com ele, ela queria saber sexo matinal realmente fazia bem como falavam.

- Diga para ele que a noite foi ótima.

Saori deu uma piscadela para Mirai que saiu do quarto mais irritada do que nunca, Saori ficou sozinha, ela desabotoou a camiseta que usava, ela se sentiu desapontada queria repetir o sexo com aquele homem que levou a loucura hora atrás, o corpo esquentou lembrando da língua dele acariciando regiões impróprias do seu corpo.

Saori afastou os pensamentos pecaminosos, ele queria que ela saísse ela sairia, mas não sem provocá-lo, ela tirou a calcinha que havia colocado não fazia muito tempo, deixou sobre a cama dele. Ela foi procurar seu vestido, ela o pegou sobre o divã, o vestido deslizou pelo corpo encaixando perfeitamente, mas ela sentiu algo errado, ela lembrou do rasgo, ela sussurrou um "merda", ela olhou o rasgo na lateral do vestido, um suspiro deixou seus lábios, Saori abaixou pegando a camiseta que havia acabado de tirar, para sua sorte a camiseta dele havia ficado um vestido nela, ela pegou os sapatos, colocando os saltos.

Saori pegou sua bolsa, ela revirou o pequeno compartimento, mas não encontrou o celular, havia deixado em casa, ela soltou um suspiro irritado, Saori mordeu o lábio sua casa ficava longe demais para ir a pé, ela viu o celular de Saito estava entre as dobras do divã, ela pegou pedindo aos céus que não tivesse senha. Ela destravou o aparelho, quem em sã consciência não coloca senha no celular? Ela procurou por qualquer aplicativo de transporte, encontrou o Uber. Pediu um carro para sua casa, qual a possibilidade dele descobrir que aquele era o endereço dela? Afinal ele sequer parecia que usava aquilo para alguma coisa. Quando o motorista aceitou a corrida, ela limpou as notificações.

Ela saiu do quarto silenciosamente, tinha deixando o celular onde havia pego , Saori desceu a escadaria vendo que Mirai esperava na porta, Ela parou no meio do hall, de frente para o longo corredor, ela viu o homem cabelo negros deixar a última sala, por mais parecido que fossem aquele não era Saito, Saito saiu fechando a porta atrás de si, Saori e o encarou por míseros segundos antes de voltar a andar para a porta, ela havia demorado demais.

Em passos rápidos deixou a mansão do Saito, deixaria para conversar com ele outra hora se é que iriam, a verdade era que não iria, mas era por isso que havia se inscrito em um site como aquele, então porque ela se sentia levemente desapontada? estava tão carente a esse ponto? Ela pensou consigo mesmo, Saori andou até o carro que estava do lado de fora, entrou sem muita demora.

Observou pela janela do carro quando o homem que compartilhou a noite saiu pela longa entrada da mansão, seu rosto parecia confuso, eles se encararam por um breve segundo, pode ouvir a voz dele, " espere" ele falou vendo o carro sair. Ela não podia negar a atração que sentia pelo homem que mal conhecia, era estranho sentir isso depois de tanto tempo de apenas desinteresse de sua parte, em sua mente ela repetia que estava louca, que a carência estava presa em seu subconsciente, passou meses sem sexo, agora que conseguiu, deveria estar satisfeita, ir para o próximo que achasse no site, mas se ela não desse sorte como agora? Mas sua mente ela se obrigou a pensar que aquilo era apenas carência, quero dizer que talvez pela carência e falta de sexo por tanto tempo, ela poderia pensar que ele não fode tão bem assim, o único jeito de descobrir seria transar com esse homem de novo.

Ele a agradava em muito aspectos, era bonito, inteligente, com um p... Ela balançou a cabeça, não ia começar pensar logo nisso, ela mordeu a unha do polegar sentindo a incerteza sondar seus pensamentos, nem pensar iria transar com ele de novo, mas talvez devesse apenas para saber se Saito era realmente bom? Afinal, 5 meses sem sexo, pode estar fazendo um julgamento muito precipitado do rapaz.

Ela encarou a janela, os prédios coloridos refletiam no vidro, as lembranças do sexo com o Saito rondavam sua mente, perturbando seus pensamentos, ela não queria pensar nisso novamente. Saori encarou as mãos unidas sobre seu colo, porque elas pareciam tão vazias? Ela deslizou os olhos pelo local, agora havia se dado conta de uma coisa muito importante, onde estava sua bolsa? Ela suspirou frustrada, havia esquecido sua bolsa na casa do Saito, ela revirou os olhos com tamanha idiotice, porque logo lá? Ela se recusava a voltar até lá, ainda mais agora que Saito havia deixado claro que havia sido apenas por uma noite.

- Por favor, altere o destino.

O motorista olhou pelo espelho vendo a bagunça que estava sua passageira, Saori notou um olhar estranho para si, mas ela estava cansada para retrucar qualquer coisa, por isso os olhos dela desviaram, ela suspirou olhando pela janela.

- Qual o endereço?

Saori passou o endereço de sua melhor amiga Isoko, torceu para ainda estar em casa, afinal ambas trabalhavam no mesmo hospital, mas a diferença era que ela estava de férias enquanto Isoko ainda estava longe das férias dela, Saori se pegou pensando novamente no Saito, ela precisava parar com isso, ela mordeu o lábio, sentindo que essa história ainda acabaria mau para ela.

O carro parou em frente a casa da Tanaka, ela desceu do carro, verificou se a camiseta do Saito não estava torta, ela seguiu para a porta, passando pelo pequeno Jardim da casa da sua amiga, as margaridas coloridas enfeitavam o local. Ela tocou na companhia, esperou um pouco podendo ouvir o barulho dentro da casa, alguém mexeu na maçaneta, quem abriu foi Haroshi marido de Isoko.

- Saori? Você levou uma surra antes de chegar aqui?

Saori arqueou a sobrancelha, não havia entendido o comentário de Haroshi? Ela suspirou pesadamente, vendo os olhos castanhos dele em seu pescoço, Haroshi não era do tipo mal educado por isso, ela pode ter certeza que algo não estava certo.

- Eu perdi minha bolsa! Não tenho como pagar o motorista, nem como entrar em casa, por que a porra da chave estava na minha bolsa.

Haroshi riu vendo a desgraça da amiga da sua mulher, não tinha nada contra a garota de cabelos azuis mas tinha que admitir que a situação era cômica, Saori tinha semanas que era inacreditável o tanto de azar que ela tinha.

- Entra aí! Mas Isoko ainda está no hospital.

- Obrigada.

Ela disse aliviada, Haroshi saiu indo para o carro que esperava em frente a sua casa, Saori foi para a cozinha onde seu afilhado tomava café.

- Madrinha?

O menino gritou em pura alegria, ele levantou rápido vindo abraçar a sua madrinha, um abraço prolongado foi dado, ela sorriu para o menino sorridente e banguela.

- Saori.

Haroshi entrou chamando, ele caminhou para a cozinha onde os dois estavam, ele colocou a chave colorida sobre a mesa, ela reconheceu aquela pequena chave, era que havia dado para Isoko para entrar em sua casa sem problemas.

- O Ichiro tem aula agora, eu estou indo para a delegacia, qualquer coisa liga para mim ou a Isoko, a sua chave reserva está em cima da mesa.

Saori sorriu concordando com a cabeça, ela colocou um pouco de café no copo, sentou na cadeira enquanto olhava o Ichiro colocar um grande pedaço de bolo em sua boca.

- Menino, tu vai se engasgar.

Ichiro riu enquanto saia da cozinha correndo, Haroshi parou alguns metros da mulher, os olhos dele em seu pescoço de novo, como ela não havia notado? ele perguntou enquanto a encarava de maneira nada discreta.

- O que foi Haroshi?

Ela falou de maneira irritada, Haroshi olhou para o pescoço dela, apontando para o seu próprio, ela olhou para baixo mas não conseguia ver, ela levantou com pressa, havia agarrado alguma coisa nela? Ela abriu a porta do banheiro, parou em frente ao espelho, ela olhou seu reflexo, entendendo as risadas de Haroshi, os roxos estampavam sua pele branca no pescoço, por Deus, parecia que havia sido espancada.

- Eu vou matar aquele desgraçado.

Ela falou enquanto sentia a raiva queimar dentro de si, iria espancar Saito quando o visse, Sua sorte era que estava de férias do seu trabalho tão respeitado, como não lembrou disso? Ele havia marcado com essas chupões durante a madrugada, Saito era um desgraçado. Agora ela entendeu o olhar estranho do motorista do Uber.

Ela se viu sozinha no local, Saori só queria descansar, então ela deitou no sofá para dormir ao menos um pouco, Saori havia perdido as contas de quantas chaves já tinha perdido por aí, Isoko sempre a acolhia quando isso acontecia, então já havia virado um certo hábito ficar ali. Saori tentava não lembrar dos acontecimentos na noite passada, ela não queria ficar mais interessada em Saito do que já estava, mas não houve muito tempo para pensar no assunto, ela não demorou a adormecer.

Ela despertou lentamente, ela acordou um pouco desorientada, Saori se sentou sentindo o pescoço dolorido, o local estava um pouco escuro, o sol já estava começando a se pôr. O que era para ser apenas um descanso rápido se estendeu por todo o dia.

Ela levantou seguindo para a cozinha, pegou a chave, Saori foi até o balcão abrindo umas de suas gavetas, ela tirou a agenda à qual sua amiga, Isoko tinha vários números telefônicos, inclusive de alguns motoristas, ela pegou o telefone sobre o balcão, Saori ligou para o primeiro motorista que achou. O motorista não demorou a chegar, ela trancou a casa da amiga, escondendo a chave embaixo de uma estátua pavorosa de galo que Isoko teimava em dizer que era bonita. Saori caminhou até o sedã preto, ela abriu a porta sentando no banco de couro marrom, ela se acomodou olhando para o motorista, o senhor de cabelos grisalhos sorriu para a mulher.

- A tarde foi boa em...

Ele falou rindo, Saori sorriu balançando a cabeça levemente, ela queria ter tido uma tarde animada, mas honestamente, dormir foi perfeito, ainda mais depois da madrugada agitada.

- Bem que eu queria.

Ela suspirou encarando o próprio reflexo na janela, o que não passou despercebido pelo motorista.

- Brigou com o namorado?

Ela olhou para o senhor que prestava atenção no trânsito, talvez fosse melhor mentir? Foi o que ela pensou, mas não seria preciso, afinal não veria mais aquele homem.

- foi só uma transa.

- Foi tão ruim assim?

- essa é a questão! Eu não sei se foi bom, por que pode ter sido carência.

Ela olhou para suas próprias coxas, Saori sabia que ele havia se saído bem até demais, mas queria alimentar qualquer coragem para mandar qualquer mensagem a ele, mas ele havia sido tão rude, que ela dificilmente mandaria qualquer coisa para ele.

- Acho que você vai descobrir logo.

O motorista falou, chamando atenção dela, Saori olhou para a frente da sua casa, o carro preto reluzia com os últimos raios de sol, ela notou a figura de cabelos negros sentado sobre o capô, sentiu o corpo esquentar apenas de olhar para o homem de cabelos negros, ele estava com uma jaqueta de couro preto que deixavam ainda mais sexy, o carro parou mais a frente, Saori mordeu o lábio em nervosismo quando o rapaz abriu a porta para que saísse.

Saito ofereceu sua mão para ajudá-la deixar o automóvel, a mulher não podia acreditar que ele havia sido tão grosseiro pela manhã e agora agia como se nada tivesse acontecido, aquilo causou irritação na mulher, ele puxou o dinheiro do bolso entregando para o motorista.

- Aqui tem dinheiro a mais, a corrida deu bem menos.

- Não estou pagando pela corrida! Estou pagando para ir embora.

O motorista não esperou para deixar os dois a sós, Saito virou para a mulher de cabelos azuis, ele notou que ela estava com a camiseta que ele usara ontem, havia ficado um vestido nela, não ficou menos atraente, a maquiagem estava borrada ou melhor já não havia maquiagem em seu rosto, ainda assim sentiu uma vontade atacá-la ali mesmo, Saori sentiu a calcinha molhar quando ele lançou um sorriso encantador, olhos dele ganharam um tom ainda mais escuro quando focou nos olhos claros dela.

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