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O Escolhido para ser Usado - Livro 1

O Escolhido para ser Usado - Livro 1

Autor:: Rafane Silva
Gênero: Romance
Thalia Velmon é uma mulher de vinte e seis anos batalhadora e forte. Decidida a deixar seu passado para trás, se muda e cria para si uma carreira de sucesso. Disposta a manter sua independência, quando deseja saciar suas necessidades sai em busca do seu escolhido, que dificilmente a encontrará outra vez. Ela nem imagina o quanto o escolhido daquela noite afetará suas próximas escolhas. No entanto, seu passado aparecerá para atormentá-la. Será que Thalia irá fugir novamente? Instagram autora: @rafanesilvaautora

Capítulo 1 Tudo Novo

Já faz algumas semanas desde que tínhamos chegado de viagem, e junto com as bagagens trouxe comigo a certeza de um novo começo, afinal, eu mereço.

Hoje é um dia de comemoração. Enfim consegui recomeçar. Uma nova cidade, um novo emprego tudo ficou para trás.

- Thali vamos! - chama minha melhor amiga Malu. - Nós duas estávamos no shopping onde também encontraríamos nossa outra amiga Olívia, para comprar roupas novas para nossa comemoração de hoje à noite.

Sempre fui muito próxima da Malu, nos conhecemos desde a infância e ela esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis da minha vida, principalmente quando decidiu me acompanhar e sair da nossa cidade natal.

Conhecemos a Olívia na faculdade, ela era extrovertida e nos fazia rir, nunca gostamos de incluir outras pessoas no nosso meio, mas no caso dela foi o complemento perfeito na nossa amizade, e desde então somos inseparáveis.

- Hoje à noite será só nossa! - falei a Malu - Nós estávamos no provador da loja da Dior experimentando algumas das roupas que escolhemos.

Eu estava vestindo um vestido justo com decote V, seu comprimento vinha até acima do joelho e era vermelho. O vestido valorizava minhas curvas e o decote me deixava sexy, demorei olhando meu reflexo no espelho perdida em pensamentos, quando ouvi alguém chamando o meu nome.

- Thali cadê você, sai logo daí para vermos como o vestido ficou? - disse Malu juntamente com Livi. Fiz o que elas me pediram e ouvi um - Uau!! - Vindo das duas.

- Este é o seu vestido? - Thali ficou perfeito em você, não é mesmo Livi? - perguntou Malu.

- Sim, sim! Thali... ele é o seu vestido! - disse Livi pulando e batendo as mãos. - Você vai arrasar hoje à noite com ele - completou.

- Calma meninas! Vocês estão me deixando sem jeito - disse - Olhei-me mais uma vez no grande espelho e decidi ouvir minhas amigas realmente o vestido tinha ficado perfeito.

Malu escolheu um vestido cor de vinho com as costas nua que tinha um caimento perfeito e Livi escolheu uma saia rodada que ia até seu joelho e uma camiseta justa. Pagamos as roupas e fomos almoçar. Depois de comermos e jogarmos conversa fora, até Olívia se levantar da mesa da praça de alimentação e dizer:

- Tchau meninas, nos vemos mais tarde - Se despedindo de nós. Eu e Malu levantamos também e falamos ao mesmo tempo.

- Tchau Livi nos encontramos às 20:00 horas na boate Allavonthe - gargalhamos e seguimos na direção contraria que Olívia. Malu e eu dividimos o apartamento. Então fomos pegar o carro indo para casa a fim de começarmos a nos arrumar, pois a noite prometia.

Horas mais tarde, encontramos Olívia na fila da boate, não demoramos muito para entrar. A recepcionista colocou uma pulseira amarela no nosso pulso e seguimos para dentro da boate que já se encontrava cheia, com várias pessoas dançando, rindo e bebendo. A decoração da boate era muito moderna, no centro era a pista de dança e do outro lado havia várias mesinhas com poltronas acolchoadas ao seu redor, onde a maioria já se encontrava ocupada e um pouco mais à frente estava o bar. Olhei ao redor e falei praticamente gritando por causa da música.

- Vamos procurar uma mesa. - Apontando para o lado onde as mesas ficavam. Fomos andando nos esquivando das outras pessoas que estavam andando e dançando ao mesmo tempo, na tentativa de conseguir passar para sentarmos à mesa.

- Vou pegar as bebidas - disse Olívia sinalizando para mim e Malu. Ela se levantou e foi até o bar. Como ela sabia o que nós bebíamos, nem se preocupou em perguntar. Fiquei observando a pista de dança por um tempo e voltei minha atenção para Malu.

- Hoje vamos dançar muito - disse Malu gritando para mim. Dei risada e assenti. Ao mesmo tempo Olívia voltava do bar com nossas bebidas.

Ficamos conversando e rindo de bobagens durante um tempo até que algo, ou melhor, alguém chamou minha atenção.

Vamos dar uma pequena pausa. Gravem bem este momento, pois a partir dele que minha vida mudou extremamente.

Ele estava do outro lado da pista de dança, era alto, forte tinha os cabelos pretos lisos. Malu notou que estava com atenção voltada para o outro lado e olhou na direção que eu estava olhando e falou:

- Thali, o que tanto você olha para lá? - foi então que percebi pela sua cara que ela também tinha notado o mesmo que eu - Nossa amiga ele é perfeito para... - ela não terminou a frase, pois Livi gritou:

- VIEMOS AQUI PARA DANÇAR E ENCHER A CARA OU FICARMOS AQUI SENTADAS? - Eu e Malu nós olhamos e sorrimos, Livi já estava um pouco alterada, ela saiu nos puxando para a pista de dança. Mas, no entanto, eu não parava de olhar aquele maravilhoso homem do outro lado. Resolvi deixar para lá, e curtir o momento com minhas amigas.

Sua idiota! Vá até ele já faz tempo que você não tem suas necessidades saciadas por um homem. E pelo visto ele é perfeito para isso. - Meu inconsciente alerta, mas decido ignorá-lo.

Um tempo depois gesticulei para Malu que iria ao bar pegar mais bebidas, ela assentiu e sai. Fui passando pelo meio da multidão até chegar ao bar, chegando lá chamei o barman e pedi uma taça de vinho. Eu amo vinho me deixa totalmente excitada e extremamente quente, e já fazia algum tempo que não encontrava um homem suficientemente gostoso e com cara de sexo selvagem que despertasse o meu interesse.

Enquanto aguardava o barman trazer minha bebida, virei e encostei-me ao balcão do bar, e fiquei observando as meninas que estavam quase bêbadas dançando. Das garotas eu sempre fui a que mais pegou leve na bebida nunca fiquei bêbada, então para eu já era normal que Malu e Livi enchessem a cara e depois ficasse responsável por levá-las para casa sem que elas se preocupassem em fazer besteira. Sorri com esse pensamento. O barman retoma com a minha bebida e quando iria pagar ouço alguém dizer.

- Eu pago a bebida da senhorita - quando olho para cima arregalo meus olhos era ele completamente mais gostoso de perto.

Ele tinha olhos azuis claro, uma boca bem definida de dar inveja a qualquer um e estava usando uma camisa gola polo azul marinho e uma calça jeans e sapatos social. Ele era o que chamamos de "deus grego", minha boca se encheu de água só de olhá-lo.

Pigarreei uma vez para minha voz não sair rouca e disse:

- Não pedi para ninguém pagar a minha bebida, muito obrigado por sua gentileza, mas eu mesma pago - olhei para ele dando-lhe um sorriso sem mostrar os dentes, peguei o dinheiro joguei no balcão para o barman e sai andando em direção à mesa que eu e as meninas estávamos sentadas. Quando me sentei à mesa vi que ele vinha na minha direção.

- Posso me sentar? - perguntou ele. Olhei de relance para Malu que me observava e ela sorriu para me balançando a cabeça, ela já sabia o que eu ia fazer.

- Não te convidei - respondi - e além do mais não estou sozinha, estou aqui para me divertir com minhas amigas, aliás, não perca seu tempo comigo, pois já sei o jogo de vocês homens, pagam uma bebida para uma garota começa a conversar, falando quanto ela é linda, que você não tirava os olhos dela e etc... Depois que conseguem foder com a idiota, você sai e conta para seus amigos como foi fácil levá-la para cama...se vangloriando.

Ele me olha boquiaberto, sorri e fala sentando-se ao meu lado.

- Você é sempre assim direta?

- Sim. Sempre vou direto ao ponto, não gosto de meios termos principalmente com pessoas que gostam de me fazer de idiota - disse a ele olhando diretamente naqueles olhos azuis, o que vi neles era diversão.

Ele gargalhou. E chegando mais próximo sussurrou em meu ouvido.

- Hum.... Adoro mulheres duronas e que vão diretas ao ponto. - Dei um meio sorriso me afastando um pouco dele.

- Não sou durona, você não me conhece, dá para você ir encher o saco de outra pessoa? - disse olhando com raiva para ele, se aproximando de mim ele olhou no fundo dos meus olhos.

- A cada minuto que se passa gosto mais de você, desde que entrei aqui nesta boate não consegui tirar os olhos de você, estava esperando o momento certo para me aproximar. Você tem um corpo que deixa qualquer um com água na boca, sem falar nessa sua linda boquinha - disse se aproximando ainda mais de mim.

Podia sentir sua respiração perto do meu rosto, ele me segurou pelos braços para que eu não me mexesse e murmurou perto dos meus lábios.

- Eu adoraria beijá-la?

Será que entendi, ele estava pedindo permissão? - pensei.

Beije logo ele sua tapada, você está esperando o que - grita meu inconsciente.

Eu olhei em seus olhos e o que vi foi o mais puro desejo, engoli em seco e então ele agarrou meu rosto com as mãos e me beijou. No início o beijo começou devagar, mais ao abrir minha boca para que sua língua roçasse na minha o beijo se aprofundou. Ele tinha um gosto incrível e sabia beijar muito bem, mordi seu lábio inferior e ele gemeu baixinho. Agarrei seus cabelos com força intensificando ainda mais o beijo. Quando senti ele passar a não na minha perna o empurrei ofegante.

- O que você está fazendo? Não permitir que você me beijasse! - Falei tentando me recompor e colocar meus pensamentos no lugar. Quando estava prestes a levantar ele me puxou pelo braço fazendo com que voltasse para perto dele.

- Calminha nervosinha, não consegui resistir, seus lábios são tentadores e me deixaram com vontade de sentir o gosto. - disse.

Não respondi e fiquei apenas olhando-o com um sorriso malicioso no rosto.

Minha música favorita começou a tocar na pista de dança Alok e Bhaskar - Fuego. Levantei e fiz sinal para ele avisando que iria para a pista de dança, no caminho até lá fui dançando de acordo com o ritmo da música. Foi então que senti uma mão masculina segurar na minha cintura, olhei de relance para atrás e vi que era ele, não disse nada apenas comecei a dançar na sua frente encostando o meu corpo no dele.

Levantei meu braço e coloquei na parte de trás de sua cabeça e fui descendo até o chão roçando meu corpo ao dele. Ele continuou com a mão na minha cintura apertando-a e tentando seguir meus movimentos.

Malu e Livi me olhavam boquiabertas, apenas sorri para elas e dei uma piscadela.

- Você está me deixando louco - sussurrou em meu ouvido, logo depois ele me puxou apertando o meu corpo ao seu. Senti seu membro duro atrás da minha bunda e sorri.

- Quem sabe podemos dar um jeito nessa sua loucura? - falei virando para ficar de frente para ele. Olhei em seus olhos e depois para sua boca passei a língua no meu lábio inferior e mordi. Ele grunhiu olhou para os meus lábios me puxando para beijá-lo. Ele se aproximou do meu ouvido e disse:

- Vamos para outro lugar - mordendo o lóbulo da minha orelha. Gemi. Minha pélvis estava latejando entre minhas pernas e minha calcinha já estava encharcada.

- Estou com minhas amigas, não posso deixá-las sozinha - falei.

Ele olhou para mim depois para as meninas, pensou um pouco e foi em direção as elas se aproximando de Malu e ouvi ele falar:

- Será que eu poderia roubar sua amiga para me pelo restante da noite?

- Roubar, é isso que ele acha? - Malu gargalhou olhando para mim e completou olhando para ele. - Hoje é seu dia de sorte, porque você meu amigo, foi o escolhido!

Ele não entendeu o que tinha por trás daquela frase, mas com certeza gostou do que ouviu, pois, assim que a Malu terminou de falar ele já estava me arrastando para fora boate.

- Vou pedir um táxi para gente - disse ele já pegando o celular.

- Você não veio de carro? - pergunto.

- Não gosto de dirigir depois de beber - disse ele dando de ombros.

- Minha casa é aqui perto, se quiser podemos ir para lá. O que acha?

-Tudo bem, mas vamos no meu carro - disse. Puxando-o em direção ao estacionamento da boate onde o meu carro estava estacionado. Eu precisava dele entre as minhas pernas o mais rápido possível e não tinha como esperar um táxi e além do mais já estava impaciente.

Quando chegamos até o meu carro ele me olha de boca aberta e diz:

- Esse é seu carro? Um evoque? Uau! - Caio na gargalhada, olho para ele entrando no carro e falo:

- Por quê? Uma mulher não pode dirigir um bom carro? - Divertindo-me com a situação e completo. - Gosto de carros grandes, me sinto poderosa nele! - Meu carro foi comprado com muito esforço, sempre quis um como esse, sou completamente apaixonada por seu design e performance, ele tem tudo que eu quero em um carro. Ele é lindo e preto, dando um ar de mistério, o que gosto bastante.

Ele simplesmente me olhou com uma sobrancelha erguida um sorriso maroto nos lábios e subiu no lado do carona.

- Não se preocupe, só tomei duas taças de vinho - digo ligando o meu carro.

Ele foi me guiando para um condomínio de casas que ficava à alguns quarteirões da boate. Quando estacionei na frente da sua casa que era a última da rua, foi a minha vez de ficar de boca aberta, chocada. Era uma linda mansão de dois andares com uma garagem para três carros. Isso mesmo, três!

- Quem precisa disso tudo? - Questiona meu inconsciente.

Era simplesmente incrível, com o telhado em vários níveis e grandes janelas de vidro.

- Você mora sozinho nessa casa? - pergunto.

- Por quê? Um homem não pode ter o seu próprio castelo? - respondeu - Eu gosto de espaço! - disse com um sorriso descarado no rosto me puxando para a varanda da casa.

Quando ele abriu a porta, não tive muito tempo para admirar, já que ele me puxou pela mão e me levou pelas escadas até o primeiro andar. Passamos por duas portas até chegar no que acredito que seja seu quarto. Meu corpo pulsava com toda a excitação do momento e eu estava ficando cada vez mais molhada só com a expectativa de ter aquele "deus grego" dentro de mim.

Ele me empurrou contra a parede ao lado da porta e começou a me beijar. Tinha um beijo feroz que parecia que ia me engolir inteira, e eu estava amando isso. Adoro este tipo de homem, Selvagem! Sua mão percorria em todos os lugares do meu corpo, o que me deixou louca de uma forma que não conseguia me equilibrar, precisando do apoio dele para ficar de pé. De repente ele parou para pegar um pouco mais de fôlego, e começou a subir o meu vestido até que fiquei só com minha lingerie de renda preta.

- Você é linda! - disse ele pegando uma certa distância para me admirar. Seus olhos queimavam como brasa, e podia ver pela sua calça, como o seu membro implorava para sair. Resolvi ajudar. Caminhei até ele e agarrei o seu membro através do tecido da calça. Ele soltou um gemido.

- Assim você vai adiantar as coisas meu bem - disse ele.

Comecei a abrir zíper da sua calça, puxando-a até seus pés. Peguei a ponta da sua camisa e comecei a subir até passar pela sua cabeça e joguei em algum lugar. Em seguida, com a ajuda dele, terminei de tirar sua calça e fiquei ajoelhada na sua frente com as mãos dos dois lados da sua cueca box. Comecei a descer pelas suas coxas e fiquei com água na boca quando vi o seu membro grande e grosso na minha frente, terminei de tirar a cueca e envolvi seu pau com a minha mão, olhei em seus olhos que era puro tesão. Não resisti e passei a língua na cabeça do seu pau que respondeu ficando ainda mais duro, como se isso fosse possível.

Ele agarrou com uma das mãos o meu cabelo para assegurar que eu continuasse, fui descendo com a língua pela extensão do seu pau dando pequeno beijos e mordidas fazendo com que ele gemesse ainda mais.

Coloquei seu pau por inteiro dentro da minha boca indo até a minha garganta e depois o chupei com força, fazendo com que ele apertasse mais a mão em meus cabelos e bombeasse minha boca com seu pau, gemi junto com ele, seu gosto era incrível o que me deixava ainda mais molhada. Repeti o movimento novamente.

- Chega! - O ouvi dizer.

Ele me puxou para cima pelos cabelos, beijando-me profundamente. E foi me guiando até a cama, ele agarrou a lateral da minha calcinha e tirou de maneira impaciente.

- Não quero gozar na sua boca Flor, e sim junto com você - disse tirando sua boca da minha e descendo para o meu pescoço, com uma das mãos ele desabotoou o meu sutiã, jogando-o na lateral da cama e com a outra foi explorado meu corpo dedicando uma pequena atenção ao meu seio esquerdo apertando o bico, depois passou a mão pela minha barriga e foi descendo até que parou no meio de minhas pernas e acariciando a parte mais sensível da minha pélvis, fazendo pequenos círculos fazendo-me gemer ainda mais.

Por fim não estava mais suportando essas provocações eu o queria dentro de mim, queria sentir toda a sua extensão me alargando por dentro.

Tentando organizar meus pensamentos e colocar um ar de determinação em minha voz disse:

- PRECISO DE VOCÊ, AGORA! - Ele atendeu de imediato o meu pedido. Esticando o braço até o criado mudo ele retira uma embalagem de camisinha, a rasgando com os dentes, vejo-o deslizar a camisinha lentamente por seu membro, salivando de desejo o ajudo arrancando-lhe um gemido - Hrum - Abrindo mais minhas pernas se posicionando entre elas, metendo de uma só vez, fazendo com que gozasse e gritasse loucamente palavras incoerentes.

Ele era implacável. Durante todo o meu êxtase ele continuou com as suas estocadas, prolongando ainda mais o meu prazer, até que ele gozou.

Senti seu peso sobre mim e uma sensação de conforto me atingiu, o que me assustou um pouco, mas ela foi esquecida momentos depois quando ele começou a me beijar. Seus beijos eram ternos e quentes, uma mistura de doçura e sedução que fez com que eu ficasse pronta para outra em pouco tempo.

- Você tem um gosto viciante, quero provar mais de você!

Eu não tive tempo de responder por que ele me calou com um beijo e logo depois começou a passar suas mãos por todo o meu corpo. O jeito que ele venerava o meu corpo me fez sentir vontade de me entregar um pouco mais e aproveitar o máximo aquela noite.

Ele fez uma trilha de beijos e pequenas mordidas começando da minha orelha, passando pelo pescoço e chegando ao centro dos meus seios. Eu já estava ficando inquieta, mas ele tinha planos para cada parte do meu corpo.

Chupando com vontade cada um dos meus mamilos, me contorço debaixo dele.

- Shh! Quietinha, quero sentir seu gosto - disse percorrendo meu corpo como se não pudesse esquecer nenhum centímetro até que sua boca encontrou o meu clitóris. Gemi.

- Você é tão doce! - Ele disse me chupando bem devagar, e bombeando dois dos seus dedos dentro de mim.

Eu estava em puro êxtase e comecei a rebolar com a sensação que seus dedos estavam causando.

- Isso! Não, pare. Estou quase...- falei entre sussurros - Quase...- Não conseguia terminar a frase, pois ele intensificou ainda mais as suas bombeadas e me chupando ainda mais forte e no segundo em que sua língua encontrou o meu ponto G meu corpo explodiu de prazer, mas ele não tinha planos de parar, enquanto eu me contorcia ele me segurou firme no quadril e continuou com a sua tortura.

Eu estava exausta e eu achei que não conseguiria aguentar mais nada e foi quando ele parou de me chupar, me virou de costas e me penetrou tão fundo que eu não pude me manter no lugar.

Ele me firmou, envolvendo um dos seus braços na minha cintura e uma das mãos se agarrava em meu cabelo. Eu gemia alto, minha mente pedia mais, porém, a pressão dentro de mim era insuportável.

- Goza comigo! - Ele disse, e essas duas palavras foram o suficiente para me partir ao meio e liberar todo aquele prazer que estava pedindo avidamente para sair. Nossos gemidos foram tão altos que tive receio de chamar atenção dos vizinhos.

- Foda-se os vizinhos! - Grita meu inconsciente. E ele tinha razão, eu nunca tinha tido um sexo tão maravilhoso quanto esse há algum tempo e a minha escolha não poderia ter sido melhor.

Nós estávamos exaustos. Ele me abraçou aninhando seu corpo junto ao meu e depois de todo esse sexo intenso pegamos no sono juntos.

Não sei quanto tempo tinha passado, mas desperto e sinto alguém com o braço envolta da minha cintura, me sento rapidamente na cama, tentando me lembrar de onde estava e olhando para o lado vejo um homem, que se mexe se virando para o outro lado. De início gelo, pensando quem poderia ser, mas olhando ao redor e tentando organizar meus pensamentos me lembro de onde eu estava.

Levantando cuidadosamente da cama, recolhendo minhas roupas que estava no chão do quarto e as visto, pego o restante das minhas coisas e olho no relógio do meu celular já são três da manhã.

- Droga! Tenho que sair daqui - falo baixinho.

Saio de fininho sem fazer barulho e dou uma última olhada para aquele "deus grego". Vou para o meu carro sorrindo comigo mesma satisfeita. Dou partida e saio dali direto para casa.

- MERDA, MINHA CALCINHA! - grito, batendo a mão no volante.

- Deixa lá como lembrança sua bobinha! - Se intromete meu inconsciente.

- Tchauzinho, até nunca mais! - falo, balançando a cabeça, fazendo o meu sorriso se abrir ainda mais.

- Será? - Alerta meu inconsciente.

Capítulo 2 Primeiro Dia

*THALIA*

Acordo de sobressalto com o despertador do meu celular, mas mesmo depois de desligá-lo continuo deitada na cama relembrando minha vida. Hoje marca o início do meu novo começo.

Levanto indo ao banheiro, tiro minha camisola de seda e a deixo no chão, entrando no box, ligo o chuveiro deixando a água levar minhas inseguranças. Tomo um longo banho e quando termino, respiro fundo me enrolando na toalha e vou para meu pequeno closet onde escolho um conjunto de lingerie vermelho de renda.

Está esperando o que vestindo este lingerie debaixo da roupa? Tem segundas intenções no seu novo emprego? Não vá estragar tudo sua idiota! - Alerta meu inconsciente.

- Não te perguntei nada - respondi, mesmo sabendo que parecia uma idiota discutindo comigo mesma.

Decido não dar ouvidos e continuo a me arrumar, pego uma saia social preta que vai até acima dos joelhos, a qual valoriza minhas curvas e uma blusa social branca que coloco por dentro da saia e deixo os dois botões da parte de cima abertos.

Entro no banheiro e aplico uma sombra clara, rímel e um lápis preto nos olhos, tudo bem básico apenas para realçar o verde dos meus olhos, e por fim um batom vermelho arrebatador. Voltando para o quarto, paro na frente do enorme espelho que fica ao lado da porta e dou uma boa olhada em meu perfil.

- Nada mal! - falo em voz alta, virando de costas para ver a situação do meu cabelo. Ele era ondulado e castanho, seu comprimento era um pouco acima da cintura, decido deixá-lo solto.

- Que foi? - Pergunto quando percebo Malu na porta do quarto me olhando de cima a baixo com um sorriso no rosto.

- Você está linda amiga, irá arrancar suspiros dos homens! - olho para ela gargalhando e dando de ombros respondo: - Meio que é esta a minha intenção. - ela me olha boquiaberta e eu rio ainda mais - Calma amiga, estou brincando - completo.

Ela me olha sacudindo a cabeça sorrindo e sai do quarto me deixando sozinha.

Tomamos um café rápido. Sempre levo Malu ao seu trabalho. Parando na frente do prédio respiro fundo, e então Malu fala:

- Thali respire fundo vai dar tudo certo, confio em você, esqueça o passado e se concentre no futuro. - Olho para ela dando-lhe um sorriso sem mostrar os dentes e balanço a cabeça concordando com suas palavras. Tirando o cinto ela me puxa para um abraço meio desajeitado.

- Obrigado por tudo que você faz e fez por mim, eu te amo sua boba - falo retribuindo o seu abraço.

- Eu também amo você sua boba, agora deixe de melancolia, vá e arrase! - Ela dá um beijo na minha bochecha e sai do carro me desejando boa sorte.

Dirijo por cerca de 20 minutos até chegar na LAFAIETE MIDYA CORPORATION. É uma empresa multinacional que tem mais de 25 anos no mercado e trabalha com o marketing de médias e grandes empresas.

Consegui chegar até aqui através do meu antigo emprego, pois meu chefe viu que eu tinha potencial e me indicou para a vaga. Ele mal sabe o quanto me ajudou, pois, não tive que dar muitas explicações do porque tinha que me mudar novamente.

Fui contratada como a nova diretora de marketing o que é uma grande responsabilidade. O trabalho exige que conheça bem o mercado e saiba qual o público-alvo da empresa, fazendo com que o público interaja com o produto, ou seja, entender qual a necessidade do consumidor e usar isso a favor da empresa, assim contribuindo para o crescimento da marca. Amo trabalhar nesta área, pois há como se trabalhar com diversas personalidades de diferentes maneiras. Em muitas das vezes brinco dizendo que gosto de fazer com que algo simples se torne imensurável e inesquecível.

O edifício onde a empresa funcionava era um dos mais bonitos e altos, todo espelhado e tinha em ambos os lados prédios menores como um anexo.

Passo pela portaria do edifício dando o meu nome e mostrando meu crachá, dessa forma o segurança me indica a vaga onde posso estacionar o meu carro. Sigo para o elevador e aperto o botão do 23º andar e aguardo para subir, enquanto isso dou mais uma olhada no espelho do elevador passando a mão no meu cabelo para arrumar alguns fios que estavam fora do lugar. Eu estava um pouco nervosa e ansiosa, pois seria um dos trabalhos mais importantes da minha vida, desde que decidi lagar tudo.

Respire, levante a cabeça e vá em frente, esqueça aquele idiota que te fez sofrer, você é uma nova mulher e não precisa mais dele! - Fala meu inconsciente.

Enfim ele tinha razão. O elevador chegou ao andar desejado, saio e sigo para uma recepção que ficava logo à frente do elevador. Quando a recepcionista me vê se aproximar, ela sai de trás do balcão vindo na minha direção.

- Bom dia Srta. Velmon, estávamos a sua espera - fala estendendo a mão para mim que retribuo o aperto. - Sou Ana, fui designada para recepcioná-la.

- Bom dia, não precisa me chamar pelo sobrenome, me chame apenas de Thalia. - digo com um sorriso no rosto. Não sou muita fã destas formalidades de chamar as pessoas pelo sobrenome, mas no mundo dos negócios é assim, então era uma coisa que eu tinha que conviver.

- O Sr. Lafaiete a aguarda, me acompanhe por favor - diz Ana, me guiando por um corredor que ficava logo atrás da recepção. Ela não era muito alta, tinha cabelos presos em um coque e estava vestindo uma saia social cinza com uma pequena abertura na parte de traz e um blazer da mesma cor.

Passamos por algumas portas e paramos na última que ficava no fim do corredor. Ana bateu levemente na porta 3 vezes.

- Entre! - ouvi uma voz distante dizer.

- Sr. Lafaiete a Srta. Velmon se encontra aqui - informou ela entrando no escritório.

Eu a segui e fiquei boquiaberta com o tamanho da sala. Um lado era todo de vidro, possuindo um sofá grande e duas poltronas ao redor de uma mesa de centro, no meio do escritório tinha uma mesa grande de cor marrom com o notebook e alguns porta-retratos, logo atrás tinha uma estante da mesma cor que tomava boa parte da parede com alguns livros e arranjos. O Sr. Lafaiete estava sentado atrás da sua mesa olhando alguns papéis, quando ele me viu se levantou e veio até mim.

- Srta. Velmon, bom dia é um prazer enfim conhecê-la! - disse estendendo a mão para que eu o cumprimentasse.

- Bom dia Sr. Lafaiete, o prazer é meu. - digo o cumprimentando de volta.

Nicolas Lafaiete era um senhor de meia idade, que aparentava ter uns 50 anos, tinha os olhos castanho claros e o cabelo grisalho era bem cuidado. Estava bem vestido em seu terno preto, bem alinhado com uma gravata da mesma cor, se via que era um homem que se cuidava. Ele me guiou para que sentasse no sofá que ficava perto das grandes janelas de vidro, se sentando de frente para mim. Fiquei de "boca aberta" mais uma vez com a vista, era linda e se via tudo lá embaixo, era como se aqui em cima fosse um mundo completamente diferente.

- Você aceita um café ou chá? - pergunta ele.

- Prefiro café. - respondo. Não gosto muito de chá.

- Ana, você poderia trazer café para a senhorita Velmon e um chá para mim, por favor? - fala ele.

- Sim, senhor - responde ela saindo do escritório.

Um tempo depois Ana traz o meu café e o chá do senhor Lafaiete. Enquanto isso conversamos um pouco sobre o meu antigo trabalho.

- Seu antigo chefe, me deu ótimas referências, espero que a minha empresa esteja à altura do seu talento senhorita Velmon - diz ele. Dando um sorriso respondo:

- Pode me chamar de Thalia senhor Lafaiete, e quanto ao meu talento, espero estar à altura da sua empresa. O Heitor foi um ótimo chefe e nos dávamos muito bem e tenho certeza que também nos daremos bem - digo.

- Claro que sim, aqui nesta empresa, somos uma família - fala ele sorrindo.

A LAMIDYA, era muito conhecida por ser uma empresa que trata muito bem seus funcionários e clientes, fazia parte da política da empresa que todos fossem tratados de igual para igual.

Conversamos por um tempo sobre a empresa, mas também falamos sobre as nossas vidas, o senhor Lafaiete é casado com Aurora Lafaiete há 30 anos e com ela teve dois filhos uma menina que se chama Eliza e um menino Daniel. Eu, no entanto, não tive o prazer de conhecer meu pai, pois ele morreu logo depois que eu nasci e minha mãe ficou doente e quando completei 18 anos ela faleceu, eu a amava e ainda a amo só não gosto muito de falar dela, pois ainda não superei totalmente a sua morte, é como se faltasse um pedaço de mim. Então não tive uma vida muito fácil, ainda mais depois de ter feito a maior besteira da minha vida.

- Levarei você para conhecer as instalações da empresa, por favor me acompanhe - diz ele me tirando do meu devaneio.

O acompanho por boa parte da empresa, da qual ele vai me mostrando as instalações e explicando os setores além de me apresentar algumas pessoas que ali estavam, andamos por um tempo até que paramos em frente a uma porta.

- Thalia este é o seu escritório, espero que goste - diz ele dando-me espaço para que entrasse na sala.

O escritório não era tão grande, mas era perfeito, no centro havia uma mesa de escritório com um design bem moderno e havia duas cadeiras a sua frente, logo atrás tinha uma estante do mesmo estilo da mesa, do outro lado perto da grande janela de vidro tinha duas poltronas com uma mesinha de centro do mesmo tom da mesa. As paredes eram de tom claro deixando o ambiente bem leve. Fiquei muito feliz e com um sorriso de orelha a orelha.

- Muito obrigado Sr. Lafaiete é lindo, eu amei. - digo para ele.

Acenando com a cabeça ele sorri, e pegando o telefone que estava em cima da mesa, disca alguns números e aguarda pacientemente.

- Ana estou no escritório da senhorita Velmon, você poderia vir até aqui? - colocando o telefone no gancho. Não demora muito e Ana aparece no meu escritório.

- Sim senhor - diz ela.

- Você será a assistente da Srta. Velmon, irá ajudar no que ela precisar - fala o Sr. Lafaiete

- Com prazer senhor! - responde ela sorrindo.

- Thalia fique à vontade e seja bem-vinda. Agora preciso ir tenho uma reunião, se tiver dúvida pode perguntar a Ana ou a mim. Tudo bem? - fala o Sr. Lafaiete

- Tudo bem. Não se preocupe - falo a ele enquanto se despede saindo da sala.

Olho no relógio já era hora do almoço, o dia passou tão rápido e somente agora percebo o quanto estou com fome. Quando iria perguntar a Ana onde poderia almoçar ela diz praticamente lendo meus pensamentos.

- Srta. Velmon, está quase na hora do almoço, gostaria de almoçar comigo? Há um restaurante muito bom aqui perto.

- Claro Ana, mas por favor, me chame de Thalia, eu não me importo, de verdade. - Desde o momento que entrei aqui e fui recebida por Ana, gostei dela, espero que sejamos amigas além de colegas de trabalho.

Dois meses depois...

Esses últimos meses foram corridos. Assim que tive oportunidade fiz uma reunião com a minha nova equipe de marketing e pude observar o trabalho deles mais de perto. Eles eram focados e me receberam de braços abertos, o que me ajudou na adaptação nos primeiros dias.

O Sr. Nicolas também me ajudou bastante. Desde o início ele me tratou realmente bem e, depois que lhe contei sobre os meus pais ele me adotou como uma filha, sempre estava disposto a me ajudar e tirar todas as minhas dúvidas.

No último mês trabalhamos em uma campanha para uma joalheria que foi um grande sucesso e nos rendeu mais dois contratos permanentes e algumas campanhas experimentais para uma multinacional no ramo imobiliário. Estava agradecida pelo rumo que minha vida estava tomando, porém, nada me prepararia para as mudanças que estavam por vir.

Estava no escritório analisando algumas propostas da minha equipe quando o telefone toca.

- Sim, Ana. - respondi, pois já sabia quem era.

- Sr. Lafaiete pediu que fosse ao escritório dele, tem algo que ele deseja tratar diretamente com você - informa Ana.

- Vou agora mesmo - digo já levantando da mesa e seguindo até ao escritório do Sr. Nicolas.

Batendo na porta, abro e falo:

- O senhor pediu para me chamar? - pergunto entrando no escritório.

- Entre e sente-se minha filha, preciso realmente falar com você -reponde ele.

Sento-me de frente a ele na sua mesa e não consigo conter meu nervosismo, minha cabeça não para de trabalhar no que possa ser.

O que você fez de errado sua idiota! - Julgou meu inconsciente, o que no momento não me ajudou em nada.

- Algum problema? - pergunto com um tom preocupação na voz.

- Não há problema algum, não se preocupe Thalia - me tranquiliza ele. - Só queria informar a você que meu filho mais velho, o Daniel, chegará hoje de viagem e com isso algumas mudanças vão ocorrer na empresa.

- Mudanças? - pergunto alarmada.

- Estou velho e não tenho mais o mesmo vigor de antes e passarei para ele à presidência da empresa - fala ele.

Dou um sorriso triste e digo: - Entendo, mas a meu ver o senhor tem toda disposição para continuar no comando desta empresa.

Levantando da sua cadeira e vindo se sentar ao meu lado, ele continua: - Não vou sair totalmente da empresa, serei mais como um auxiliar e estarei aqui quando você precisar - pegando na minha mão - Só queria te avisar antes por que o Daniel tem um temperamento difícil, sempre que decido tirar umas férias e deixo ele no comando, ouço alguns comentários dos funcionários, mas, ele é responsável no trabalho, é exigente com os resultados, porém, acredito que vocês irão se dar bem.

- Tudo bem Sr. Nicolas. Não vou negar que foi uma surpresa para eu essa notícia, mas, entendo sua necessidade de diminuir o ritmo - falo com uma certa tristeza na voz. - Quanto ao seu filho, tenho certeza que nos daremos bem, pelo menos da minha parte, acredito que não teremos problemas - digo apertando sua mão levemente.

- O Daniel chegará hoje á tarde e faremos uma pequena recepção à noite e conto com a sua presença - indaga ele.

- Claro que irei. Não faltaria por nada - respondo, me levantando para voltar ao meu escritório. No caminho vou pensando no que o Sr. Nicolas me falou.

Como será o filho do chefe. - penso.

Chegando ao meu escritório peço a Ana que venha comigo até ele, depois que entro fecho a porta e falo para que ela se sente, ela nota o tom de preocupação na minha voz, mas não aguarda para que fale.

- Ana confio em você. Preciso que responda uma pergunta - falo a ela com um pouco de desespero na voz.

- Claro Thalia - responde ela, percebendo o meu nervosismo

- Ana, o Sr. Nicolas acaba de me informar que passará a presidência da empresa para o filho Daniel. E também informou que ele não tem o temperamento muito fácil. Preciso que você me conte tudo sobre o filho do Sr. Nicolas.

- Calma Thalia, você está muito nervosa. Vou te contar o que sei, mas primeiro de se acalme - disse, em seguida continuou - O Daniel além de ser um gato claro - sua pele ficou avermelhada de vergonha logo depois que percebeu o que havia dito. - Desculpe Thalia não deveria falar isso do meu futuro chefe. O que você vai pensar de mim? - fala ela ainda mais vermelha.

- Não precisa ficar com vergonha Ana e não vou pensar nada - falo a ela sorrindo. - Somos amigas afinal, certo? - completo piscando para que ela para que se sinta mais confortável.

- Claro que sim, você é uma das pessoas que mais confio aqui nesta empresa e sei que posso contar com você - responde Ana, mas continua:

- O Daniel é um tipo de homem que é o sonho de qualquer mulher. Ele é alto tem aproximadamente 1,88 metros, tem olhos azuis claros, é forte, tem um rosto bem delineado e além do mais é bem arrumado e cheiroso. Mas ele tem um gênio difícil e um temperamento forte e tem que ter um pouco de paciência para não perder a cabeça com ele. Seu apelido entre os funcionários é "Gatão Cretino"- fala ela.

-"Gatão Cretino"? - pergunto gargalhando.

- Sim. Você nunca viu uma foto dele? - pergunta ela.

- Não. Nunca me interessei em procurar - respondo. Ela se levanta, dando a volta na mesa, abre a internet no meu notebook e digita algumas palavras e clica em pesquisar. Quando a página carrega e aparece a foto fico impressionada, Ana tinha toda razão ele era um gato. Mas algo chama minha atenção ele me parece familiar.

Interessada em seu futuro chefe? - fala meu inconsciente. Surgindo para me importunar.

- O que achou? - pergunta Ana chamando minha atenção.

- Tenho que concordar com você, ele é um gato - respondo.

No entanto decido deixar esse assunto de lado e voltar ao meu trabalho, mas não consigo parar de pensar naquele rosto, tenho certeza que já o vi em algum lugar, porém não consigo lembrar.

Capítulo 3 Nunca diga Nunca

*THALIA*

Chego ao restaurante meio hora atrasada, odeio me atrasar para qualquer coisa, mas para minha surpresa, o taxista demorou a chegar. Entrando no lobby do restaurante a recepcionista vem em minha direção.

- Boa noite! Seja bem-vinda, chamo-me Brenda, em que posso ajudá-la? - pergunta ela.

- Boa noite Brenda, me chamo Thalia Velmon, estou aqui para a recepção da empesa LAMIDYA - respondo.

- Certo - fala ela olhando para o tablete que estava em suas mãos verificando se meu nome estava na lista. - Por favor, me acompanhe - continua, me guiando por um corredor até chegar a uma parte privada do restaurante.

Brenda era alta e magra, tinha os cabelos soltos loiros, estava usando um vestido social de cor preta e salto da mesma cor, ela era muito bonita e com certeza chamava atenção por onde passava.

- Se divirta Srta. Velmon - fala ela abrindo a porta, e dando espaço para que passasse.

- Muito obrigado e tenha uma boa noite - respondo a ela enquanto sigo para o salão.

Quando entro no salão fico admirada com a beleza do lugar, era espaçoso havia várias mesas com cadeiras espalhadas pelo salão, a iluminação era bem leve deixando o local agradável, e algumas partes tinha vasos de plantas enfeitando o lugar. A decoração combinava o antigo e o rústico com o moderno e luxuoso e a música suave ao fundo deixava o ambiente agradável.

O restaurante Sapore Supreme era bem famoso por seus pratos serem magníficos e por sua estrutura encantadora. E além disso, adoro a culinária italiana, é divina.

A maioria dos funcionários já estavam aqui. Avisto a minha equipe e vou cumprimentá-los. No caminho o garçom me oferece uma taça de champanhe e eu aceito de bom grado. Chegando à mesa Ana fala: - Thalia você está linda! - Eu realmente me sentia poderosa, estava usando um vestido que ia até acima do joelho e era justo desenhando um pouco minhas curvas e tinha um leve caimento nos meus ombros, era preto e estava usando um sapato de salto alto vermelho, passei apenas lápis nos olhos e um batom vermelho para realçar minha boca e o cabelo estava preso em um coque bagunçado.

- Obrigado Ana você está fantástica também! - falo a ela que sorri para mim. Sento-me a mesa e ficamos conversando e rindo com os outros que ali estavam, depois de um tempo, decido ir ao bar pegar uma taça de vinho e no caminho encontro o Sr. Lafaiete.

- Thalia, como é bom ver você aqui! - diz ele me puxando para um abraço - Está é Aurora minha querida esposa - completa.

- Sra. Lafaiete é um prazer conhecê-la, já ouvi falar muito da senhora - digo estendendo minha mão para cumprimentá-la.

- Já ouvi falar tanto de você Thalia, é um prazer enfim conhecê-la. Você é linda! - Me puxando para um abraço, que retribuo de bom grado, ela continua - Vamos marcar um dia para você ir à minha casa almoçar, seria um prazer recebê-la.

- Claro, eu iria amar. A propósito, a senhora está muito elegante! - elogio. Ela usava um vestido longo de cor azul claro, o cabelo era preto e estava preso em um penteado que se via que demorou horas no salão, mas valorizava bastante o seu rosto. A Sra. Lafaiete tinha os olhos azuis, era alta e pelo brilho dos seus olhos ela era completamente feliz e realizada. Me disperso falando que nos veremos mais tarde e sigo até o bar para pegar uma bebida. Enquanto aguardo o garçom trazer a taça, sinto alguém se aproximar.

- Nossa! Você é a mulher mais bonita desta festa - Não me dou nem o trabalho de virar, pois, pela voz sabia quem era - Vamos jantar um dia desses, seria uma honra estar em sua companhia por uma noite - completa ele.

Dando-lhe um sorriso sem mostrar os dentes.

- Guilherme, aguarde sentado este dia chegar! - desde que o Sr. Nicolas me apresentou para os diretores dos outros setores da empresa, o Guilherme, diretor do setor financeiro, sempre que tem oportunidade solta uma cantada sem graça. Ele é o tipo de homem que não aguça meu interesse, mas com certeza chama a atenção de outras mulheres. Já vi algumas funcionárias suspirarem quando ele passa. Ele não é muito alto, tem os olhos castanhos escuros e sempre está bem arrumado. Ana me disse uma vez que ele já chegou a se envolver com uma das secretárias da empresa e a idiota da garota não soube separar o profissional do pessoal e acabou sendo demitida. Nunca misturei minha vida pessoal e profissional. No entanto nunca me importei com suas cantadas, prefiro ignorá-las.

Manda esse cara comer grama! - grita meu inconsistente.

O garçom retorna com minha bebida, agradeço e falo - Com licença Guilherme, tenha uma boa noite e aproveite a festa. - e sigo em direção à mesa onde estava sentada, deixando-o surpreso com a minha resposta.

Um tempo depois ouço o Sr. Nicolas pedir um minuto de atenção em um pequeno palco que ficava em umas quatro mesas à frente de onde estava sentada.

- Boa noite a todos aqui presentes, muito obrigado por terem vindo, hoje é uma noite muito importante para todos nós da LAMIDYA, principalmente para eu como pai. Estou muito orgulhoso de ter chegado até aqui e muito mais por hoje passar a direção da empresa para meu filho. Tenho certeza que ele levará a LAMIDYA para novos horizontes e fará com que esta empresa chegue há um novo patamar. É com muita emoção e orgulho que lhes apresento o novo presidente da LAFAIETE MIDYA CORPORATION, Daniel Lafaiete - todos começam a aplaudir e seguir com os olhos o belo homem que tinha se levantado da mesa em que a Aurora Lafaiete estava sentada e seguir para o palco.

O Sr. Nicolas aperta a mão do filho e dá um abraço apertado como um pai orgulhoso. Por um momento me perco em pensamento pensando em como é ter um pai orgulhoso de seu filho e me questiono, será que meu pai teria orgulho de mim, do que conquistei, caso ele estivesse vivo? Mesmo tendo feito algumas más escolhas? Ana me tira do meu devaneio.

- Thalia. O que achou do discurso do "Gatão cretino"? - pergunta baixinho para que só desse para eu escutar.

- Ótimo, mas vamos esperar para ver - respondo sem deixar transparecer que não estava prestando atenção. Quando olho em direção ao palco o Sr. Nicolas estava descendo junto com o filho, onde algumas pessoas já aguardavam para os cumprimentar. Levantando da mesa faço sinal para Ana que iria ao banheiro. Chegando ao banheiro retoco meu batom e dou uma boa olhada em meu reflexo no espelho.

Segundas intenções? - pergunta meu inconsciente com sarcasmo.

Decido ignorá-lo e volto para mesa. Os garçons começam a anotar os pedidos de todos e depois de um tempo retorna com os pratos. Pedi um Ravióli com molho de queijo e outra taça de vinho. Passou-se não sei quanto tempo, e estávamos todos rindo e falando bobagens quando ouço alguém chamar pelo meu nome.

- Thalia - chama a Sra. Lafaiete se aproximando da mesa onde eu estava - Boa noite! - cumprimenta às pessoas que estavam na mesa - Thalia, você poderia se sentar um pouco comigo para fazer-me companhia? Minha filha Eliza não pode vir e os garotos estão ocupados sendo os homens de negócios - completou.

- Claro, Sra. Lafaiete, será um prazer - respondo, me levantando da mesa e me despedindo dos outros que ali estavam.

No caminho até chegar à mesa onde ela estava sentada, vi que algumas pessoas me olhavam de boca aberta e com o olhar questionador.

Morram de inveja! - grita meu inconsciente.

- Thalia minha filha, me chame apenas de Aurora, sem essa formalidade de Sra. Lafaiete - fala ela com um olhar amoroso no rosto. - Meu marido sempre me falou muito bem de você, do quanto é dedicada, responsável e inteligente.

- É uma gentileza da parte dele, mas eu só faço o meu melhor Aurora - falo sorrindo - O Sr. Nicolas está sendo como um pai para mim - completo.

Conversamos durante um bom tempo sobre tudo, ela me falou da sua filha Eliza que está estudando nos Estados Unidos, mas que está próximo de se formar e voltar para casa, que está morrendo de saudade dela e o quanto está orgulhosa de seu filho mais velho, o Daniel que está se tornando o presidente da empresa.

Fiz um breve resumo da minha vida, sem dar muitos detalhes. Ela ficou triste quando lhe contei sobre os meus pais, mas mudei logo de assunto, pois não gostava muito de falar sobre isso. Aurora estava falando de como conheceu o Sr. Nicolas, quando o escuto dizer: - O que minha adorada esposa está falando de mim? Espero que bem - disse sentando ao lado dela e pousando um suave beijo em sua bochecha.

- Deixe de ser bobo, estava apenas contando à Thalia como sou uma mulher de sorte - respondeu ela o olhando com amor e admiração.

- Vocês são uma bela família, queria eu ter essa sorte - digo sorrindo.

- Daniel venha até aqui conhecer a Thalia, ela é a nova diretora de marketing da empresa, a que eu falei sobre ter conseguido, nos últimos dois meses, contratos muito importantes para empresa com a nova campanha - diz o Sr. Nicolas quando estou prestes a me levantar e pedir licença para ir embora.

Levantei-me da cadeira e fico de frente para o filho do Sr. Lafaiete, quando seu olhar encontra o meu, levo um segundo para lembrar de onde o conhecia e o meu mundo para de girar. Era ele o meu escolhido de alguns meses atrás.

Droga! Droga! Droga! Penso. Respirando fundo e pigarreando algumas vezes para que minha voz não saísse rouca e com determinação falo:

- Sr. Lafaiete, sou Thalia Velmon é um prazer conhecê-lo e seja bem-vindo! - estendo minha mão para cumprimentá-lo. Ele sorri e pegando minha mão leva até os seus lábios pousando um beijo suave.

- O prazer é TODO meu Senhorita Velmon, e por favor me chame de Daniel - fala com um sorriso sedutor. Quando seus lábios tocam minha pele, meu corpo reage no mesmo instante ficando ardente.

Vejo em seu olhar que ele me reconheceu, sabe quem sou, e enquanto puxo minha mão da sua e com um sorriso sem jeito continuo: - Já esta tarde, tenho que ir. Muito obrigado, foi uma noite muito agradável! - vejo pelo canto do olho que o Sr. Nicolas e Aurora nos observam com um olhar que não pude interpretar.

- Posso te acompanhar? - pergunta Daniel - Você veio de carro? - completa.

- Não precisa, muito obrigado vou pegar um táxi - falo desviando meu olhar do dele. E indo para o lado de Aurora me despedindo dela falo - Foi muito bom conhecer a senhora e muito obrigado pela companhia - ela se levanta me abraçando e falando.

- Muito obrigado você por me fazer companhia e não esqueça, pode aparecer quando quiser, você é bem-vinda em minha casa e marcarei um jantar para você ir nos visitar.

- Se puder, irei com certeza - falo me despedindo do Sr. Nicolas e indo em direção a saída do restaurante, dou uma última olhada para trás, para certificar-me de que não estava sonhando e encontro o olhar do Daniel, que estava me seguindo com os olhos.

Passo pela porta do restaurante praticamente correndo, indo para o ar frio da noite e falo em voz alta: - Merda! Merda! Merda! Thalia sua idiota. - Realmente achei que nunca o veria novamente.

Nunca diga Nunca! - fala meu inconsciente debochando de mim.

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