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O Filho Secreto Dele, Meu Coração Partido

O Filho Secreto Dele, Meu Coração Partido

Autor:: Madison
Gênero: Moderno
"Olhe o reflexo na janela, querida", a detetive do TikTok me mandou por mensagem. Aquela única notificação desfez a minha vida inteira. Meu noivo, André, não estava em uma viagem de negócios. Ele estava com a Angélica. E o Arthur, o "irmãozinho" de sete anos que eu criava e sustentava há dois anos? Na verdade, era filho deles. Eu era apenas o caixa eletrônico pagando as contas enquanto o André comprava um anel de diamante para a Angélica com o meu dinheiro. Quando tentei expô-los, Angélica jogou sua cartada final. Ela deu ao Arthur um coelho de angorá, sabendo que ele tinha uma alergia mortal, só para me incriminar por tentativa de homicídio. "Você envenenou ele porque está com ciúmes!", ela gritou na emergência lotada do hospital. André olhou para mim com puro ódio. "Você é um monstro, Karina." Eles achavam que tinham me encurralado. Eles não sabiam que eu tinha instalado câmeras escondidas na casa três dias atrás. Ou que eu tinha o teste de DNA provando que o Arthur nem sequer era filho biológico do André. Enxuguei minhas lágrimas e sorri para o policial. "Tenho um vídeo que acho que o senhor precisa ver."

Capítulo 1

"Olhe o reflexo na janela, querida", a detetive do TikTok me mandou por mensagem.

Aquela única notificação desfez a minha vida inteira.

Meu noivo, André, não estava em uma viagem de negócios. Ele estava com a Angélica.

E o Arthur, o "irmãozinho" de sete anos que eu criava e sustentava há dois anos?

Na verdade, era filho deles.

Eu era apenas o caixa eletrônico pagando as contas enquanto o André comprava um anel de diamante para a Angélica com o meu dinheiro.

Quando tentei expô-los, Angélica jogou sua cartada final.

Ela deu ao Arthur um coelho de angorá, sabendo que ele tinha uma alergia mortal, só para me incriminar por tentativa de homicídio.

"Você envenenou ele porque está com ciúmes!", ela gritou na emergência lotada do hospital.

André olhou para mim com puro ódio.

"Você é um monstro, Karina."

Eles achavam que tinham me encurralado.

Eles não sabiam que eu tinha instalado câmeras escondidas na casa três dias atrás.

Ou que eu tinha o teste de DNA provando que o Arthur nem sequer era filho biológico do André.

Enxuguei minhas lágrimas e sorri para o policial.

"Tenho um vídeo que acho que o senhor precisa ver."

Capítulo 1

A tela brilhava, um retângulo branco e agressivo contra a penumbra da minha sala de estar. Eu rolava pelo TikTok, sem prestar muita atenção, até que uma manchete prendeu meu olhar. "Caça-Traidores: Expondo a Mentira Digital, Uma Foto de Cada Vez". Era uma tendência viral, mulheres enviando fotos que seus parceiros mandavam de "viagens de negócios", apenas para detetives online dissecarem o fundo da imagem. Uma curiosidade mórbida me puxou.

O André estava em uma viagem de negócios. Ele sempre estava.

Ele tinha me enviado uma foto ontem mesmo. Posando perto da janela do hotel, com aquele meio sorriso no rosto perfeito. Lembrei de ter pensado em como ele era lindo, em como eu era sortuda. Meu estômago deu um nó.

Encontrei a postagem original, um chamado de uma usuária chamada Bia Shannon. A foto de perfil mostrava uma mulher com olhos afiados e uma expressão de quem não aceita desaforo. "Me mandem suas fotos suspeitas", dizia a legenda. "Vamos ver que segredos elas guardam."

Meus dedos pairaram sobre o botão de compartilhar. Isso era bobagem. O André era diferente. O André me amava. Estávamos praticamente noivos. Ele sempre dizia que eu era a mulher da vida dele.

Mas então, aquele sussurro minúsculo e insidioso começou na minha cabeça. E se?

Era só por diversão, disse a mim mesma. Uma brincadeira. Carreguei a foto do André, adicionando uma legenda: "Meu namorado incrível na sua 'viagem de negócios'. Só por curiosidade, Caça-Traidores, algo suspeito aqui?" Então rolei a tela, com o coração batendo um pouco rápido demais.

Minutos depois, uma notificação. Uma mensagem direta da Bia Shannon.

Minha respiração falhou.

"Olhe o reflexo na janela, querida", dizia a mensagem. Meu estômago despencou. Dei zoom na foto. Era fraco, mas estava lá. Um contorno borrado. Uma mulher. E ao lado dela, na cama, duas bolsas de grife. Louis Vuitton. Fendi. Eu sabia que o André não tinha aquilo. Eu certamente não tinha.

"Ele disse que estava sozinho", digitei de volta, meus dedos tremendo.

"Eles sempre dizem", Bia respondeu instantaneamente. "Diga que está com saudade. Peça para fazer uma chamada de vídeo. Observe os olhos dele."

Não. Isso não podia estar acontecendo. Não com o André. Ele era o namorado perfeito. O consultor corporativo, sempre impecavelmente vestido, sempre falando sobre nosso futuro, nossa família. Ele era confiável, doce. Cuidava do Arthur, seu irmãozinho, como se fosse seu próprio filho.

"Você está enganada", escrevi, tentando parecer confiante. "Ele só está ocupado. Provavelmente está em um espaço de coworking ou algo assim. Essas bolsas podem ser de qualquer pessoa."

"Amiga", a próxima mensagem da Bia foi gentil, mas firme. "Olhe o ângulo. Ele está parado na janela. O reflexo é de dentro do quarto dele. E aquilo não é bagagem comum. São itens de luxo. Você tem essas bolsas?"

Um pavor gelado se infiltrou nos meus ossos. Não, eu não tinha. O André nunca tinha me comprado nada parecido. Ele era prático, dizia ele. Economizava para o nosso futuro.

"Eu não entendo", digitei, sentindo uma necessidade desesperada de me agarrar à minha realidade. "Ele nunca faria isso."

"Às vezes, aqueles em quem mais confiamos são os que nos traem mais profundamente", escreveu Bia. "Apenas observe. Não confronte. Reúna informações."

Meu celular vibrou. Era o André. Uma chamada de vídeo. Meu coração saltou, depois afundou. Era coincidência demais. As palavras da Bia ecoaram na minha mente. Observe os olhos dele.

Atendi, forçando um sorriso. "Oi, amor! Saudade de você."

"Oi, linda!" A voz do André era suave, confiante. O ângulo da câmera estava estranho, apontando para o queixo dele, mostrando apenas uma parede branca atrás.

"Que ângulo estranho é esse?", perguntei, tentando parecer brincalhona.

"Ah, só tentando pegar a melhor luz, sabe?" Ele riu, e a câmera girou desajeitadamente, mostrando um vislumbre de um quarto de hotel luxuoso, uma pintura de paisagem genérica, uma cama arrumada. Nenhuma mulher. Nenhuma bolsa de luxo. Apenas... perfeição estéril.

Ele moveu a câmera, uma voz gritou na minha cabeça.

"Então, os negócios estão indo bem?" Tentei manter a voz leve. "A Bia do TikTok na verdade achou que você poderia estar com alguém por causa de um reflexo na sua janela. Bobagem, né?" Observei os olhos dele. Eles vacilaram, apenas por uma fração de segundo, um tremor minúsculo.

Ele riu, um som rico e tranquilizador. "TikTok? Amor, você sabe como essas coisas são malucas. Estou literalmente sozinho neste quarto enorme, morrendo de saudade de você. Por que eu estaria com outra pessoa?" Ele aproximou o celular, seu rosto bonito preenchendo a tela. "Na verdade, estou pensando em uma maneira muito especial de dizer o quanto sinto sua falta quando eu voltar. Uma grande surpresa. Top secret."

As palavras dele, o tom dele, me envolveram como um cobertor quente. Uma surpresa. Ele estava planejando algo para mim. Senti uma onda de vergonha. Como pude duvidar dele, mesmo por um segundo? Bia Shannon e seus detetives da internet estavam apenas criando problemas. O André estava planejando uma surpresa. Para mim.

"Ah, André", suspirei, me sentindo tola. "Desculpa. Eu não devia ter dado ouvidos a esses estranhos da internet. Só sinto tanto a sua falta. Mal posso esperar pela sua surpresa."

Ele sorriu, aquele sorriso perfeito e tranquilizador. "Logo, amor. Muito, muito em breve."

Desliguei, sentindo uma onda de alívio, rapidamente seguida por uma pontada de culpa. Eu quase caí em fofoca online. O André era meu. Nosso futuro era sólido. Empurrei a dúvida persistente para o fundo, focando no calor do sorriso dele e na promessa de uma surpresa. Seria incrível. Sempre era, com o André.

Capítulo 2

André, o consultor corporativo. Ele viajava a trabalho, "aconselhando grandes empresas", embora eu nunca entendesse bem os detalhes. Ele sempre trazia presentes atenciosos, pequenas lembranças de suas viagens, me fazendo sentir querida. Ele ganhava bem, ou pelo menos dava a entender, mas eu, Karina, uma escritora de romances que trabalhava de casa, acabava cobrindo a maior parte das nossas despesas compartilhadas. Meus livros estavam vendendo bem, me dando uma renda confortável e a liberdade de escrever do meu escritório ensolarado.

Minha vida era simples, pacífica, cheia de palavras e da companhia silenciosa da minha gata, Luna.

E o Arthur. O "irmãozinho" do André. Um pacote de energia e travessuras de sete anos, que morava conosco há dois anos. O André explicou que os pais do Arthur tinham falecido e ele, como irmão mais velho, estava assumindo a responsabilidade. Eu abracei o papel, tornando-me a principal cuidadora do Arthur, comprando suas roupas, fazendo seus lanches, ajudando com a lição de casa. Eu o amava, apesar de seu mau humor ocasional e sua tendência a testar minha paciência.

Encerrei a chamada de vídeo com o André, um sorriso bobo estampado no rosto. A "surpresa" que ele insinuou ainda zumbia na minha mente. Cantarolei uma melodia enquanto entrava na cozinha, Luna se enroscando nos meus tornozelos. Hora de começar o jantar. O Arthur chegaria logo.

Eu estava cortando legumes quando a porta da frente se abriu com estrondo. "Karina! Cheguei!" Arthur, com a mochila pendurada de qualquer jeito em um ombro, jogou-a perto da porta, deixando um rastro de sapatos largados e uma bola de futebol suja de lama pelo caminho.

"Arthur, querido, suas coisas", chamei, mas ele já estava na metade do caminho para a geladeira, vasculhando por um lanche. Suspirei, um cansaço familiar se instalando sobre mim. Alguns dias, parecia que eu estava criando um adolescente, não uma criança de sete anos.

Abaixei-me para pegar a mochila dele, com a intenção de pendurá-la no gancho. Uma foto pequena e amassada escorregou para fora. Peguei-a, franzindo a testa. Era uma foto antiga, desbotada nas bordas. O André, parecendo mais jovem, com uma mulher. Ela era linda, com olhos verdes marcantes e uma cascata de cabelos escuros. E ao lado dela, um bebê. Arthur. Mas um Arthur muito mais jovem.

Meu coração martelou contra as costelas. A mulher na foto... os olhos dela, o nariz, o sorriso largo. Eram os olhos do Arthur, o nariz do Arthur, o sorriso do Arthur. A semelhança era assustadora. Mais do que isso, ela parecia uma versão adulta do Arthur. Não o André.

Uma onda de náusea me invadiu. O "irmãozinho" do André? Essa mulher parecia a mãe dele.

Encarei a foto, minha mente acelerada. O André sempre disse que os pais do Arthur tinham morrido. Ele nunca mencionou uma ex-namorada, especialmente uma que se parecesse tanto com o Arthur.

Antes que eu pudesse processar, ouvi a voz do Arthur vindo do quarto dele, abafada, mas clara. Ele estava segurando o celular, falando com alguém.

"Mamãe Angélica, quando você volta? Tô com saudade. A Karina me obriga a comer brócolis toda noite."

Meu sangue gelou. Mamãe Angélica. O nome se encaixou com o rosto na foto. Angélica Mcfarland. A ex do André. Aquela que ele nunca mencionava. Ele disse que ela tinha "voltado da Europa" recentemente, mas a dispensou como uma "conhecida casual" da faculdade.

Arthur continuou falando, a voz num tom de choro infantil. "A Karina é tão chata. Ela disse que não posso jogar videogame até terminar a lição de casa. Você é muito mais legal, Mamãe Angélica."

Uma dor aguda e lancinante atravessou meu peito. Por dois anos, eu tinha derramado meu coração e alma para criar essa criança. Eu tinha sacrificado meu tempo, minha energia, meu dinheiro. Eu o amava, apesar dos momentos difíceis. E ele estava dizendo a essa 'Mamãe Angélica' que eu era chata? E o André tinha me deixado acreditar que o Arthur era irmão dele, não filho dele com essa mulher? A mulher que claramente ainda estava na vida dele, ainda falando com o Arthur.

Arthur. Filho do André. Não irmão. A mentira. A mentira incrível e gigantesca que tinha tomado conta de toda a minha vida. Minha cabeça girou.

Apertei a foto, meus dedos brancos de tanta força. Minha mão tremia tanto que quase a deixei cair. O jantar que eu estava fazendo, aquele que planejei com tanto cuidado, foi esquecido. O cheiro de alho queimado encheu a cozinha. Pisquei, lágrimas ardendo nos meus olhos. Meu mundo perfeito, meu namorado perfeito, minha vida feliz - tudo estava virando fumaça, assim como o jantar no fogão.

Capítulo 3

"Karina! Meu jantar tá queimando!" A voz estridente do Arthur cortou a névoa dos meus pensamentos. Dei um pulo, a foto da Angélica e do Arthur ainda apertada na minha mão.

"Tá tudo bem, Arthur, só me distraí um pouco", murmurei, correndo para desligar o fogão. A cozinha estava impregnada com o cheiro acre de alho e legumes carbonizados.

Ele entrou na cozinha batendo o pé, o nariz enrugado. "Eca, que cheiro é esse? Você não sabe nem cozinhar direito?"

Minha paciência, já desgastada, arrebentou. "Arthur, estou um pouco ocupada agora. Vá para o seu quarto."

Ele me fuzilou com o olhar, depois saiu pisando duro, resmungando algo sobre a "Mamãe Angélica" ser uma cozinheira melhor. As palavras dele, inocentes como eram, giraram a faca no meu estômago.

Fiquei ali, a comida queimada fumegando no fogão, a foto queimando um buraco na minha mão. Minha cabeça latejava. Eu precisava de ar. Precisava pensar.

Peguei minhas chaves, joguei uma jaqueta por cima e saí, deixando o caos da cozinha para trás. Luna miou de forma lamentosa, mas eu não podia parar. Apenas andei, sem rumo no início, depois deliberadamente em direção ao parque silencioso a alguns quarteirões de distância.

Sentei em um banco frio, puxando meu celular. O TikTok da Bia Shannon. A thread "Caça-Traidores". Rolei pelos comentários na foto do André.

"O reflexo tá tão claro agora!"

"Olha aquelas bolsas, amiga! Ele com certeza não tá sozinho."

"A 'viagem de negócios' é um clássico. Aposto que ela vai ganhar uma 'surpresa' também!"

As palavras delas, antes descartadas como fofoca de internet, agora ressoavam com uma verdade arrepiante. André, o charmoso e devoto André, era um mentiroso. E não apenas sobre um caso casual. Ele tinha construído uma vida inteira sobre uma fundação de mentiras, me fazendo criar o filho dele com a ex-namorada.

Meus pés, quase subconscientemente, me levaram em direção ao distrito corporativo, para o arranha-céu espelhado onde o André supostamente trabalhava. O pensamento de confrontá-lo, de expor suas mentiras, era um remédio amargo que eu sabia que tinha que engolir.

Ao me aproximar do prédio, vi um rosto familiar emergir do saguão. Marcos. Colega do André. Meu coração saltou para a garganta.

"Karina?" Os olhos do Marcos se arregalaram de surpresa. "O que você tá fazendo aqui? Achei que o André estava viajando a trabalho."

Um suor frio brotou na minha testa. "Ah, eu só... estava por perto, pensei em fazer uma surpresa pra ele no almoço. Sabe, já que ele voltou da viagem." A mentira tinha gosto de cinzas na minha boca.

Marcos soltou um riso cínico pelo nariz. "Voltou da viagem? O André não viaja há semanas. Ele tem trabalhado 'remotamente' - o que, pra ele, geralmente significa trabalhar de casa, ou melhor, não trabalhar nada. O chefe tá furioso. Ele mal tem aparecido por aqui."

Minha respiração travou. "Mas... ele me disse que estava viajando. Para o Rio."

Marcos deu de ombros, um sorriso malicioso brincando nos lábios. "Rio? Mais para 'Rio de Traição', né?" Ele piscou. "Ele tem andado por aí, só não aqui. E definitivamente não sozinho. Vi ele outro dia, todo íntimo com uma mulher num restaurante chique no centro. Parecia bem sério."

O chão pareceu inclinar sob meus pés. O André não estava viajando. Ele não estava trabalhando. Ele estava com a Angélica. Minha mente voltou para a foto do hotel, as bolsas de luxo. As peças estavam se encaixando, formando um mosaico horrível de traição.

Murmurei um adeus rápido para o Marcos, minha cabeça girando. Eu tinha que sair dali. Andei sem rumo novamente, acabando em um shopping de luxo. Meus olhos passavam pelas vitrines brilhantes, mas minha mente estava presa em uma coisa: dinheiro. Nosso cartão de crédito compartilhado. Aquele que eu pagava a maior parte.

Uma ideia, fria e afiada, perfurou meu desespero. Eu precisava ver as transações. Não apenas da viagem, mas tudo. Ele estava gastando meu dinheiro com ela?

Encontrei uma cafeteria tranquila, minhas mãos tremendo enquanto puxava meu notebook. Loguei na nossa conta bancária conjunta. O extrato online carregou, uma página branca e dura que continha a verdade.

Meus olhos escanearam a atividade recente. Meu coração batia mais forte a cada linha. Restaurantes caros. Tratamentos de spa. Um fim de semana em um resort de luxo - não aquele da foto, mas outro, tão caro quanto. E então, o número que me atingiu como um soco físico: "R$ 40.000,00. Entrada Anel de Diamante. Joalheria Exclusive."

Quarenta mil reais. Uma entrada. Para um anel de diamante. O André nunca tinha me comprado nada tão caro. Ele sempre dizia que precisávamos economizar.

Meu sangue gelou. A "surpresa" que ele mencionou. O "ensaio de pedido de casamento" que a Bia insinuou. Era tudo para a Angélica. Tinha que ser.

Fechei meu notebook, a tela refletindo meu rosto distorcido. O feed do TikTok piscou na minha mente de novo, a voz calma e analítica da Bia. Reúna informações. Eu tinha reunido informações. E era pior do que eu poderia ter imaginado. Muito, muito pior.

Senti um grito se formando na minha garganta, um som primitivo de agonia e raiva. Mas eu o engoli. Saí do shopping, as luzes brilhantes agora parecendo uma zombaria cruel. Eu tinha que ir para casa. Eu tinha que fingir. O jogo tinha apenas começado. E eu ia jogar para ganhar.

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