Alexis
5 anos atrás
Hoje o dia estava daquele jeito que creio que todos gostam o céu estava fechado mais não havia sinal de chuva o que era bom porque todas vezes que chovia literalmente o mundo caindo tanto ao ponto de nos deixar ilhados em casa mais Hoje era um dia especial porque eu iria na festa de 15 anos da minha melhor amiga Wanessa nós nos conhecemos desde o jardim de infância e não seria justo se eu não fosse no dia mais especial para ela que é seu aniversário com toda a certeza Wanessa ficaria muito chateada e eu era o tipo de pessoa que não gostava de decepcionar ninguém Porque tudo que gosto é decepcionar alguém que eu amo.
Depois de alguns segundos me levantei da cama e claro depois que a minha mãe veio me chamar pela segunda vez dizendo que se eu não me levantasse eu chegaria atrasada ao meu primeiro compromisso do dia que era o salão de beleza porque a festa da Wanessa não iria começar tardiamente isso é claro que não foi uma exigência dela, porque se fosse por ela essa festa iria até o sábado que vem, mas como os seus pais irão participar eles exigiram para ela que a festa começasse.
- Acho isso meio fresco, mas quem sou eu para julgar - digo para mim mesmo dando de ombros.
Então depois de alguns segundos finalmente eu me levantei da cama, olhei em direção à janela com um sorriso enorme e a passos rápidos segui a direção da janela, abri as janelas e respirei profundamente sentindo o ar puro da manhã, olhei em volta e tudo que eu via era uma mata densa a casa dos meus pais tinha sido construída por um arquiteto renomado e era uma casa no meio do mato como eles queriam.Depois de alguns segundos encarando as árvores e olhando para o céu girei meus calcanhares e voltei para dentro do quarto, eu tinha que começar a minha preparação para a festa da Wanessa porque eu sabia bem como as coisas começavam e como terminavam em todas as suas festas, pois mesmo ela tendo 16 anos e eu 15 anos Nessa sempre dava um jeito de levar bebida alcoólica para todas as suas festas, mas eu prometi a mim mesma que dessa vez que não iria ingerir nenhuma gota de álcool.
- As coisas não vão terminar como da última vez - digo para mim mesma para me lembrar.
Da última vez que bebemos demais pegamos um carro e quase arrebentamos ele em um muro, mas por sorte não aconteceu nada de mais e eu agradeço a Deus todos os dias por isso E desde aquele dia eu fiz a promessa que eu nunca mais ia colocar uma gota de álcool na minha boca mesmo que fosse festa de algum aniversário da minha melhor amiga.Fui para a closet, troquei rapidamente de roupa, logo em seguida voltei para o quarto, peguei a minha bolsa e a chave do carro e caminhei a passos apressados em direção à porta, assim que passei pelo umbral senti meu celular vibrando, abri a bolsa e tirei e de dentro desbloqueie e vi que era uma mensagem da minha amiga perguntando na onde que eu estava rapidamente responde para ela que já estava a caminho.
- Ela e afobada demais - comecei a rir sozinha com esse pequeno comentário.
A passos rápidos atravessei o corredor até chegar na escada, desci degrau por degrau depressa, mas tomando todo cuidado do mundo para não cair porque eu tinha certeza que se eu descesse essa escada rolando provavelmente eu morreria.
- Bom dia, querida - mamãe falou no pé da escada com um sorriso em seu rosto.
Terminei descer a escada e dei um beijo no rosto da minha mãe.
- Bom dia, mamãe - minha mãe falou olhando para mim com um sorriso.
- Cadê o papai? - perguntei, estranhando que ele não estava na mesa como de costume.
- Seu pai está resolvendo alguns assuntos no escritório, minha mãe - falou olhando para a porta um pouco distante.
Hoje era aniversário da Wanessa e eu perguntarei para a minha mãe se eu posso ir, pois como Wanessa mora aqui no condomínio creio que não haverá problemas.
- Mãe, hoje e o aniversário de 16 anos da Wanessa, eu posso ir? - perguntei para ela dando um sorriso esperançoso.
Minha mãe ficou em silêncio por alguns segundos, mais logo abrir um sorriso.
- Claro que pode - minha mãe falou com um sorriso.
- Obrigada - digo enchendo de beijos, a fazendo rir.
Como o meu pai não iria vir tomar café da manhã nos começamos a tomar o desjejum conversando sobre algumas coisas aleatórias e assim que terminamos fui correndo para o meu lugar favorito da casa e assim que entrei na biblioteca fui em direção à primeira estante peguei um dos clássicos da Jane Austen e até uma das poltronas que ficava perto da janela me sentei e passei as próximas horas lá, pois era assim toda vez que eu entrava aqui sempre me perdia de um livro para o outro.Depois algumas horas olhei no relógio e vi que tinha passado tempo demais presa ali e que já estava na hora de me arrumar para ir no aniversário de Wanessa, então guardei o livro em seu lugar e caminhei a passos rápidos para fora do cômodo, segui pelo corredor como um foguete e assim que cheguei na sala vi que tudo estava no mais completo silêncio então deduzi que meus pais teriam saído para jantar eles sempre faziam isso no sábado a noite.
- Tenho que andar rápido - digo para mim mesma.
Fui até a escada, subi rapidamente pulando degrau por degrau até que senti meu celular vibrando, eu sabia que era Wanessa perguntando se eu já estava indo para sua, pois as outras já devem estar lá somente me esperando para podermos dar início a festa do pijama, sim, era uma festa do pijama porque ao invés de fazer algo grandioso ela queria algo somente com as suas melhores amigas e o meu celular contínuo vibrando.
- Aí Wanessa você e muito apressada - digo para mim mesma dando uma pequena risada.
Mais do que depressa atendi com um sorriso no rosto, mais ao escutar o que falavam do outro lado da linha meu sorriso foi morrendo gradativamente eu fiquei totalmente em choque ao ponto de deixar o celular cair no chão e segurar no corrimão com força para não cair, pois minhas pernas tinham perdido todas as forças que ajoelhei na escada sentindo minha visão embasada devido às lágrimas que insistiam em cair sem parar.
- NÃO MEUS PAIS NÃO - gritei sentindo uma dor enorme em meu peito.
Pois naquele segundo minha vida tinha mudado de hora para outra eu sentia uma dor que me dilacerava de dentro para fora, eu nunca tinha sentido a dor da perda assim tão viva.
Dominic
5 anos antes.
A minha vida era a mesma correria de sempre, mas isso de certa forma a me fazer feliz, mas o que me fazia mais feliz ainda era acordar todas as manhãs e ver a minha linda esposa grávida de 6 meses deitada do meu lado em um sono tranquilo às vezes eu tanto tempo parado a observando dormir que esqueço de fazer às minhas coisas era assim todas às vezes sempre me atrasava para ir para a empresa havendo dormir ou olhando a sua barriga no momento exato que o nosso bebê mexia isso me fazia ficar muito encantado cada vez que o pezinho do nosso filho passava em sua barriga era como se ele quisesse sair para fora isso era uma coisa totalmente mágica.
Novamente aqui estou eu olhando Donna dormir calmamente e o nosso filho se mexendo hoje ela teria uma consulta com o seu médico e eu bem que queria acompanhar ela, mas não posso, pois hoje tem uma reunião muito importante e mesmo que eu seja o dono da empresa eu não posso desmarcar porque essa reunião será crucial para podermos crescer a empresa Mundialmente eu poderia muito bem mandar qualquer outra pessoa para essa reunião para me representar, mas dessa vez não seria possível porque a pessoa que queria a minha presença e sei que Donna compreende isso e nunca me julga porque ela sabe que eu estou correndo atrás do futuro do nosso filho que está para nascer.
- Amo vocês - digo dando um beijo em sua barriga no exato momento em que o bebê dá um chute.
- A gente também te ama - Donna falou com os olhos fechados e um sorriso no rosto.
Sorri para ela, lhe dei um selinho.
- Eu tenho que ir, amor - digo para ela me sentando na cama e te olhando.
- Vai com Deus - Donna falou enquanto bocejava e esticava o corpo.
Toquei a sua barriga com carinho, sentindo que hoje o nosso menino estava cada vez mais agitado.
- Você tem certeza que não quer que eu vou com você? - perguntei olhando para ela um pouco preocupado.
Donna abre aquele sorriso que me encanta a cada segundo e ela sabe que me tem na palma de suas mãos.
- Não precisa, você tem coisas importantes para fazer e não fique preocupado que eu não demorarei muito na rua, eu vou no médico e depois eu irei ao shopping para escolher os últimos detalhes do enxoval do bebê - Donna falou com carinho tocando a sua barriga de oito meses.
- Tudo bem - digo para ela me dando por vencido.
Dei um último beijo nos seus lábios, me levantei e fui em direção ao banheiro, assim que entrei fiz minha higiene, em seguida fui para o closet, rapidamente me troquei e fiquei me olhando no espelho por alguns segundos enquanto arrumava a minha gravata eu tinha um sorriso em meu rosto mais o motivo desse sorriso era Donna e o nosso bebê que estava a caminho.
Após pronto voltei para o quarto e fui até a minha esposa que ainda estava deitada lhe dei mais um beijo E mais uma vez perguntei se ela não queria que eu fosse com ela e Donna respondeu ela ficaria bem e que quando chegasse em casa me avisaria, para mim, não ficar preocupado.
- Tudo bem, mas não deixe de me avisar - digo para ela com pequeno sorriso.
Donna sorriu.
- Sim, senhor - Donna falou brincando e fazendo sentido que nem um soldado.
Comecei a rir da sua palhaçada, dei um beijo em sua barriga e caminhei pelo quarto indo em direção à porta e assim que passei pelo umbral parei por alguns segundos e olhei para ela uma última vez e de repente eu comecei a sentir uma coisa estranha como se fosse a última vez que eu iria ver ela balancei a minha cabeça em negação.
- Eles ficaram bem - digo para mim mesmo querendo confiar em minhas próprias palavras.
Fechei a porta do quarto e andei a passos pelo corredor, mas a todo instante os meus pensamentos iam encontrar a Donna e ao nosso filho E mais uma vez aquela sensação de que eu não iria mais vê-los se fez presente, eu não poderia ficar com esses pensamentos porque pensamentos negativos sempre atraem outros pensamentos negativos então foquei no meu caminho e que eu iria para a empresa para dar um futuro para o nosso filho.
Já no andar de baixo encontrei Rosemary limpando algumas coisas assim que me viu parou o que estava fazendo veio até mim me dando um abraço e um beijo no rosto Ela perguntou se eu iria tomar café e eu falei que eu teria que ir para empresa, mas que Donna iria tomar o café antes de sair me despedi dela quando cheguei na porta me virei e a chamei fazendo ela me olhar.
- Quando Donna estiver em casa me avisa por favor - pedi para ela sentindo aquela sensação ruim novamente.
- Pode deixar - Rosemary falou me olhando de jeito estranho.
Sorri par ela me virei e passei pela porta quando estou do lado de fora parei por um segundo pensei em ir dirigindo mais mudei de ideia rapidamente e pedi para o Marcelo buscar o carro para ele me levar e rapidamente o homem fez o que pedi e em poucos segundos já estava dentro do veículo indo para o serviço mais aquela sensação não me deixava.
- Que sensação ruim e essa? - perguntei para mim mesmo com o cenho franzido.
Passei a mão em meu peito para passar essa sensação horrível que eu estava sentindo do nada.
- O senhor está se sentindo bem? - Marcelo perguntou me olhando pelo retrovisor com preocupação.
- Estou sim obrigado - digo para ele agradecendo pela preocupação.
Em instantes chegamos a empresa falei para Marcelo voltar para casa, pois seu precisasse lhe mandaria uma mensagem, então caminhei a passos rápidos para dentro do prédio, todos que me viam me cumprimentavam, eu somente balançava minha cabeça em concordância e assim que cheguei perto do elevador vi meu amigo Jonas parado em frente me esperando com um sorriso.
- E aí, cara - Jonas falou apertando a minha mão e dando um, tapa no meu ombro.
O cumprimentei também quando a porta do elevador abriu nós entramos e ficamos conversando sobre alguns assuntos enquanto o elevador subia ele me falou da menina que ele estava saindo, o nome dela e Wanessa, a menina só tinha 16 anos pelo que ele havia me contado.
- Cuidado para você não se meter em problemas - digo para ele em forma de aviso.
- Relaxa, cara, não vai dar nada errado - Jonas falou dando um sorriso cafajeste.
- Mesmo assim toma cuidado - digo mais uma vez para ele.
E antes que ele diga mais alguma coisa o elevador parou no andar da presidência, as portas se abriram e logo sai caminhei pelo local até chegar perto da minha sala e quando minha secretária me viu rapidamente se levantou e assim que entrei em minha sala e caminhei em direção a minha mesa deu a volta e me sentei logo minha secretária entrou com uma xícara de café ela colocou em minha mesa e ficou em pé esperando as minhas ordens.
- Qual e a agenda de hoje? - perguntei para ela enquanto tomava um generoso gole do líquido fumegante.
- A primeira reunião do dia e uma videochamada com o presidente do Grupo Orion - a srt Charlotte falou abrindo a agenda e falando.
Ela começou a falar sobre as primeiras reuniões do dia, tinha uma papelada em cima da minha mesa que provavelmente já foi revisada por ela e agora precisam da minha assinatura e eu teria que olhar cada um pós eram contratos de milhões e assim que eu a dispensei liguei o notebook e comecei a minha primeira reunião mais a minha esposa e filho não saiam da minha mente e aquela sensação se apossou de mim novamente.
- Nada de ruim vai acontecer - digo para mim mesmo tentando tirar isso da minha cabeça.
E voltei a focar no meu trabalho para tirar isso da minha cabeça e assim foi a minha manhã entre uma reunião e outra mais a cada instante eu olhava em meu celular para ver se tinha alguma ligação de Donna ou Rosemary mais não tinha nenhum sinal das duas eu até pensei em ligar para saber se estava tudo bem mais pensei que ela estava ocupada ou dirigindo de volta para casa por isso não me ligou então deixei para lá por enquanto e voltei a focar no que eu estava fazendo.
Quando deu meio-dia a porta se abriu e a minha secretária entrou trazendo o meu almoço e saindo logo em seguida e enquanto eu revisava alguns relatórios almoçava se Donna visse isso com toda certeza iria brigar comigo por eu estar comendo e trabalhando ao mesmo tempo, pensando nela peguei meu celular e liguei para ela mais só que Donna não estava atendendo olhei no relógio e vi que era um pouco cedo.
- Com toda certeza ela deve ter encontrado uma de suas antigas amigas faculdade e foi almoçar - digo para mim mesmo tentando acalmar meu coração.
Depois do almoço voltei ao mesmo ciclo reunião atrás de reunião mais preocupada com Donna porque ela sempre me avisava quando ia sair e quando retornava para casa discretamente peguei meu celular e vi que já estava ficando de noite e antes que pudesse guardar meu celular no bolso ele começou a tocar pedi licença para todos e fui para a minha sala e assim que fechei a porta atendi o celular e o meu coração acelerou a cada palavra que escutava da pessoa que estava do outro lado da linha.
- Não, não - digo me negando acreditar no que estavam me falando.
Em um certo momento o celular escorregou da minha mão ajoelhei no chão colocando a mão no meu rosto pela perda do amor da minha vida e do nosso tão esperado menino eu não queria acreditar que aquilo estava realmente acontecendo parecia que estava em um dos meus piores pesadelos do qual me recusava a acordar me deixando totalmente fora de mim comecei a jogar no chão tudo que estava em minha frente deixando uma verdadeira zona o meu escritório minha secretária entrou me olhando totalmente apavorada mais quando percebeu a dor em meu olhar rapidamente saiu me deixando sozinho.
- ISSO NAO ESTÁ ACONTECENDO - gritei em puro desespero puxando meus cabelos.
Me joguei no chão em meio a toda aquela bagunça olhando para o nada me sentindo totalmente atordoado comecei escutar as vozes ao meu redor mais eu estava tão imerso em minha própria dor que não queria escutar ninguém me questionar os motivos de eu estar assim eu somente sentia que um pedaço do meu coração tinha ido juntamente com ela e nosso tão amado bebê e saber que eu nunca mais haveria me quebrou ainda mais.