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O Jogo Deles, Minhas Regras

O Jogo Deles, Minhas Regras

Autor:: Xi Yan
Gênero: Bilionários
A festa de aniversário de Rodrigo, o magnata de São Paulo, era meu inferno particular, onde eu, Luana, servia bebidas baratas para os ricos que riam da minha humilhação. No meio daquele luxo, vi Pedro, meu primeiro amor, o homem que me abandonou há quatro anos sem explicações, agora um milionário ao lado de sua nova noiva. Ele me observava com um sorriso cínico enquanto Rodrigo, bêbado e abusivo, me forçava a beber e derramava vinho no meu uniforme, me tratando como um objeto. Como ele podia me ver tão destruída e não fazer nada? Como o homem que jurou me amar agora me via com tanto desprezo? A dor e a raiva se misturavam na minha garganta. Eu não conseguia entender sua indiferença. Então, Pedro me chamou de "nojenta" no quarto de Rodrigo, e naquele momento, algo quebrou dentro de mim. Eu não ia mais implorar ou esperar. Eu ia jogar o próprio jogo deles, custasse o que custasse.

Introdução

A festa de aniversário de Rodrigo, o magnata de São Paulo, era meu inferno particular, onde eu, Luana, servia bebidas baratas para os ricos que riam da minha humilhação.

No meio daquele luxo, vi Pedro, meu primeiro amor, o homem que me abandonou há quatro anos sem explicações, agora um milionário ao lado de sua nova noiva.

Ele me observava com um sorriso cínico enquanto Rodrigo, bêbado e abusivo, me forçava a beber e derramava vinho no meu uniforme, me tratando como um objeto.

Como ele podia me ver tão destruída e não fazer nada? Como o homem que jurou me amar agora me via com tanto desprezo? A dor e a raiva se misturavam na minha garganta. Eu não conseguia entender sua indiferença.

Então, Pedro me chamou de "nojenta" no quarto de Rodrigo, e naquele momento, algo quebrou dentro de mim. Eu não ia mais implorar ou esperar. Eu ia jogar o próprio jogo deles, custasse o que custasse.

Capítulo 1

A festa de aniversário de Rodrigo, o magnata da noite de São Paulo, era o evento mais comentado da cidade, um espetáculo de luxo e poder no salão mais caro que o dinheiro podia comprar. Eu, Luana, estava lá, mas não como convidada. Eu era uma das garçonetes, equilibrando uma bandeja de bebidas caras com as mãos que tremiam um pouco, vestindo um uniforme barato que parecia ainda mais simples sob as luzes de cristal.

Meu único objetivo era passar despercebida, ganhar o dinheiro da noite e ir embora. Mas o destino tinha outros planos.

"Ei, você aí. Me traga outra bebida."

A voz era arrogante, cheia de autoridade. Era Rodrigo, o aniversariante, cercado por um grupo de homens e mulheres que riam de qualquer coisa que ele dissesse. Ele me olhou de cima a baixo, um sorriso de desprezo no rosto. Entreguei-lhe uma taça de champanhe da minha bandeja.

Ele não a pegou. Em vez disso, seu olhar se fixou em mim.

"Não. Eu quero que você beba."

O salão ficou em silêncio por um instante. Todos os olhos se voltaram para nós. Senti meu rosto queimar.

"Senhor, eu estou trabalhando," eu disse, com a voz o mais firme que consegui.

"E eu sou seu chefe esta noite," ele respondeu, pegando uma garrafa de uísque da mesa ao lado. "Beba. Beba tudo."

O grupo ao redor dele começou a rir, a incentivar. Era um jogo para eles, uma diversão. Para mim, era uma humilhação profunda. Meu estômago se revirou, não pela ideia do álcool, mas pela vergonha.

E foi então que eu o vi.

Do outro lado do salão, encostado em uma coluna de mármore, estava Pedro. Meu Pedro. O homem que desapareceu da minha vida há quatro anos sem uma única palavra, sem uma explicação, me deixando para trás para juntar os pedaços.

Ele estava diferente. Usava um terno caro que gritava riqueza, o cabelo perfeitamente penteado. E ele não estava sozinho. Ao seu lado, uma mulher deslumbrante, vestida de seda vermelha, se agarrava ao seu braço.

Nossos olhos se encontraram através da multidão. Por um segundo, vi um flash de surpresa em seu rosto, mas ele desapareceu tão rápido quanto veio. Foi substituído por um sorriso cínico, quase divertido, enquanto ele observava a minha humilhação se desenrolar.

Aquele sorriso quebrou algo dentro de mim. A dor, a raiva, a tristeza de quatro anos vieram à tona de uma só vez.

Se ele queria um show, eu daria um.

Com um movimento brusco, peguei a garrafa da mão de Rodrigo.

"Só se o senhor beber comigo," eu disse, minha voz soando surpreendentemente ousada.

Rodrigo ergueu uma sobrancelha, intrigado. Um sorriso lento se espalhou por seu rosto.

"Gostei de você," ele disse. "Você tem coragem."

Ele pegou outra garrafa e a ergueu. Eu levei a minha aos lábios, o cheiro forte do uísque invadindo minhas narinas. Eu olhei diretamente para Pedro, mantendo seu olhar enquanto o líquido queimava minha garganta. Eu bebi, e bebi, e bebi, até a garrafa estar vazia e o mundo começar a girar.

As pessoas ao redor aplaudiram e gritaram. Rodrigo riu alto, satisfeito. Ele me puxou para perto, sua mão apertando minha cintura com força.

"Qual o seu nome, garota corajosa?"

"Luana," eu sussurrei, sentindo o uísque nublar meus sentidos.

Enquanto isso, Pedro continuava a me observar. Seu sorriso tinha desaparecido. Em seu lugar, havia uma expressão que eu não conseguia decifrar. A mulher ao seu lado, Isabella, notou seu olhar fixo em mim e disse algo em seu ouvido, a voz dela cheia de veneno. Pedro desviou o olhar, mas não antes que eu visse a tensão em sua mandíbula.

Rodrigo, alheio a tudo, estava se divertindo. Ele pegou uma taça de vinho tinto e, como se fosse um acidente, a derramou sobre o meu uniforme branco. O tecido barato ficou encharcado, manchado de um vermelho escuro, se agarrando à minha pele.

"Ops," ele disse, com falsa inocência. "Parece que você precisa de um vestido novo. Talvez eu possa te comprar um. E muito mais."

As risadas ao redor ficaram mais altas. Eu me sentia como um animal encurralado. Olhei para Pedro uma última vez, esperando, por um momento de insanidade, que ele fizesse alguma coisa. Que ele viesse me salvar, como teria feito quatro anos atrás.

Mas ele apenas se virou e se afastou com Isabella, desaparecendo na multidão.

A última gota de esperança se esvaiu. A dor se transformou em uma raiva fria e calculista. Eu me voltei para Rodrigo, forçando um sorriso em meus lábios. Se Pedro queria me ver no fundo do poço, eu me certificaria de que ele soubesse que eu escolhi o diabo que ele não conhecia.

"Eu adoraria um vestido novo, senhor," eu disse, minha voz soando sedutora e oca. "E talvez a gente possa conversar sobre esse 'muito mais'."

Eu me agarrei ao braço de Rodrigo, sabendo que estava entrando em um jogo perigoso. Mas com as dívidas da minha família me sufocando e minha mãe apodrecendo em uma cela por um crime que não cometeu, eu não tinha mais nada a perder. Pelo menos, era o que eu pensava.

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Capítulo 2

O uísque barato ainda queimava em meu estômago enquanto Rodrigo me guiava para longe do salão principal, subindo uma escada em espiral para uma área VIP. Cada passo parecia pesado, cada olhar que eu recebia era como um julgamento. Mas eu mantive minha cabeça erguida, o sorriso falso colado no rosto.

Minha mente, no entanto, estava a quilômetros de distância, perdida em um passado que parecia outra vida.

Eu me lembrei de Pedro. Não o homem frio e rico que vi esta noite, mas o Pedro de quatro anos atrás. O Pedro que me levava para passeios de moto pela cidade, o vento em nossos cabelos, suas risadas ecoando no ar. O Pedro que dividia um cachorro-quente comigo na calçada, dizendo que era a melhor refeição que ele já teve. O Pedro que prometeu que ficaríamos juntos para sempre, que construiríamos uma vida, que nada poderia nos separar.

Nós éramos jovens, apaixonados e incrivelmente ingênuos. Eu acreditava em cada palavra dele. Eu confiei nele com cada fibra do meu ser.

E então, um dia, ele simplesmente desapareceu.

Não houve briga, não houve despedida. Ele não atendeu minhas ligações. Sua pequena casa alugada foi esvaziada. Seus amigos disseram que não sabiam de nada. Ele se foi, como fumaça, deixando um buraco do tamanho de um abismo na minha vida.

Os quatro anos seguintes foram um inferno. Pouco depois de seu desaparecimento, meu pai, um pequeno empresário, foi enganado por um sócio e perdeu tudo. As dívidas se acumularam como uma avalanche. Logo depois, minha mãe foi acusada de um desfalque na empresa onde trabalhava, um crime claramente armado para encobrir os verdadeiros culpados. Sem dinheiro para um bom advogado, ela foi condenada.

Eu tive que abandonar a faculdade. Tive que assumir dois, às vezes três empregos, apenas para manter a cabeça do meu pai acima da água e para pagar as taxas legais na esperança vã de reabrir o caso da minha mãe. Meus dias se tornaram uma rotina exaustiva de trabalho, preocupação e uma solidão que me consumia.

E agora, Pedro estava de volta. Rico, noivo, e me observando ser humilhada com um sorriso no rosto. A dor era tão intensa que quase me sufocava.

"Aqui estamos," a voz de Rodrigo me trouxe de volta à realidade.

Ele abriu a porta de uma suíte luxuosa. O lugar era maior que o meu apartamento inteiro.

"Tire essa roupa molhada," ele ordenou, sentando-se em uma poltrona de veludo e acendendo um charuto. "Não se preocupe, eu não vou tocar em você. Não ainda."

Sua voz era casual, mas havia uma ameaça velada nela. Ele estava me desarmando, mostrando que ele estava no controle total. Fui até o banheiro, o barulho da porta se fechando atrás de mim soando definitivo.

A mulher no espelho era uma estranha. Olhos vermelhos, maquiagem borrada, o vestido branco manchado de vinho como se fosse sangue. Eu abri a torneira e joguei água fria no rosto, tentando lavar não apenas a sujeira, mas a vergonha, a dor, o passado.

Você consegue fazer isso, Luana, eu disse a mim mesma. Você tem que fazer isso. Pelo seu pai. Pela sua mãe. Dignidade não paga contas. Felicidade não liberta ninguém da prisão.

Respirei fundo, tentando construir uma muralha ao redor do meu coração. Eu seria o que quer que Rodrigo quisesse que eu fosse. Um brinquedo, um troféu, uma distração. Contanto que ele pudesse me ajudar, eu suportaria qualquer coisa.

Quando eu estava prestes a sair do banheiro, enrolada em um roupão de seda que encontrei, a porta da suíte se abriu com um estrondo.

Não era Rodrigo.

Era Pedro.

Ele fechou a porta atrás de si e a trancou, o clique da fechadura ecoando no silêncio tenso. Seus olhos queimavam com uma fúria que me assustou.

Ele marchou em minha direção, me encurralando contra a parede fria do banheiro. Suas mãos agarraram meus ombros, seus dedos cravando em minha pele.

"O que diabos você pensa que está fazendo, Luana?" ele sibilou, seu rosto a centímetros do meu.

"O que parece que eu estou fazendo?" eu retruquei, minha voz tremendo apesar dos meus esforços para parecer forte.

"Você está se vendendo! Por ele? Por aquele porco do Rodrigo?" sua voz era baixa, mas carregada de desprezo. "Você se tornou isso? Tão baixo? Tão desesperada?"

A hipocrisia em suas palavras era sufocante. Ele, que me abandonou na pior hora da minha vida, agora se sentia no direito de me julgar? A muralha que eu construí ao redor do meu coração começou a rachar.

"Você não tem o direito," eu disse, a voz embargada. "Você não tem o direito de me dizer nada."

"Eu tenho todo o direito!" ele gritou, sua raiva explodindo. Ele me sacudiu com força. "Eu te amava, Luana! E você joga tudo no lixo por... por isso?"

O passado e o presente colidiram com uma força brutal. O homem que me acusava de ter me tornado suja era o mesmo que me deixou para afundar na lama. E no meio daquela suíte de luxo, com o cheiro do charuto de Rodrigo no ar, a nossa tragédia pessoal estava prestes a ter um novo e terrível capítulo.

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