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O Legado Roubado

O Legado Roubado

Autor:: Dragon
Gênero: Romance
Minha vida era um rascunho de um futuro brilhante nos campos de futebol, moldada pelo legado de meu pai, um ícone que me deixou uma herança considerável e sua medalha de honra. Então Sofia apareceu, uma miragem de amor que rapidamente se revelou um poço sem fundo de vaidade e ganância, disposta a tudo por fama e dinheiro. Cego pela paixão, assinei o contrato que ela e seu cúmplice, o Ricardo, colocaram à minha frente, transformando meu sonho em um pesadelo de dívidas e humilhação pública. Minha carreira, minha dignidade, tudo foi arrancado, me deixando no fundo do poço, um fracassado aos olhos de todos, com as palavras cruéis de Sofia ecoando: "Você não é nada sem a gente." No auge do desespero, revivi cada traição, cada mentira, até que um lampejo de passado me trouxe de volta: o celular iluminou uma mensagem de Sofia para o dia anterior à minha ruína, e eu soube que o destino me deu uma segunda chance.

Introdução

Minha vida era um rascunho de um futuro brilhante nos campos de futebol, moldada pelo legado de meu pai, um ícone que me deixou uma herança considerável e sua medalha de honra.

Então Sofia apareceu, uma miragem de amor que rapidamente se revelou um poço sem fundo de vaidade e ganância, disposta a tudo por fama e dinheiro.

Cego pela paixão, assinei o contrato que ela e seu cúmplice, o Ricardo, colocaram à minha frente, transformando meu sonho em um pesadelo de dívidas e humilhação pública.

Minha carreira, minha dignidade, tudo foi arrancado, me deixando no fundo do poço, um fracassado aos olhos de todos, com as palavras cruéis de Sofia ecoando: "Você não é nada sem a gente."

No auge do desespero, revivi cada traição, cada mentira, até que um lampejo de passado me trouxe de volta: o celular iluminou uma mensagem de Sofia para o dia anterior à minha ruína, e eu soube que o destino me deu uma segunda chance.

Capítulo 1

A tragédia atingiu nossa família como um raio. Meu pai, uma lenda do futebol, se foi em um acidente de carro, deixando para trás um legado, uma herança considerável e sua medalha de honra, o símbolo de toda a sua glória.

Minha mãe, Dona Clara, me criou sozinha, com todo o sacrifício do mundo.

Ela investiu tudo em mim, no meu sonho de seguir os passos do meu pai.

E eu estava no caminho certo, um jovem promissor, com um futuro que parecia brilhante.

Até Sofia aparecer.

Eu me apaixonei, cego. Ela era linda, ambiciosa, e parecia me amar.

Mas o amor dela era pelo sucesso, pela fama, pelo dinheiro que meu nome poderia trazer.

Com palavras doces e promessas de um futuro incrível, ela me apresentou a um empresário, um homem que ela dizia ser o melhor do ramo.

"Ele vai te levar para a Europa, Tonho. Você vai ser maior que seu pai."

Eu acreditei.

Assinei o contrato que ela colocou na minha frente, um documento que, segundo ela, era meu passaporte para a glória.

Na verdade, era a minha sentença de morte.

O contrato me prendeu a dívidas absurdas, me proibiu de jogar por qualquer outro clube profissionalmente e entregou o controle da minha carreira, da minha vida, para aquele homem inescrupuloso e para ela.

Quando descobri a verdade, o mundo desabou.

Eu os confrontei. Tentei reverter a situação.

A resposta foi a humilhação pública. Ameaças.

"Você não é nada sem a gente," Sofia cuspiu as palavras, o rosto antes angelical, agora distorcido pelo desprezo. "Você é um fracassado, igual ao seu pai que morreu e te deixou."

A carreira que eu sonhei, a vida que eu planejei, tudo foi destruído.

Eu estava no fundo do poço, afogado em desespero e dívidas.

Foi então que me lembrei da medalha. A última coisa que restou do meu pai.

Naquela noite, o desespero era tão pesado que o sono não vinha, e quando finalmente veio, me arrastou para um pesadelo.

Um pesadelo tão real que eu podia sentir o cheiro do papel do contrato fraudulento.

Eu revivi tudo. Cada sorriso falso de Sofia, cada aperto de mão escorregadio do empresário. Revivi a humilhação, a dor, a perda. Revivi a minha própria ruína.

Senti o peso do olhar de decepção da minha mãe.

Senti a alegria cruel no rosto de Sofia quando ela me viu derrotado.

"Eu te avisei," a voz dela ecoava no meu pesadelo, "você nunca ia conseguir sem mim."

Eu gritei no sonho, um grito sem som.

E então, acordei.

O suor frio escorria pela minha testa, meu coração batia descontrolado. O quarto estava escuro, mas o telefone na mesinha de cabeceira brilhava.

Era uma mensagem de Sofia.

"Amor, não se esqueça! Amanhã é o grande dia. A reunião com o Ricardo. Ele vai mudar a nossa vida! Estou tão animada!"

A data no celular... era o dia anterior à assinatura do contrato. O dia anterior ao fim da minha vida.

Eu não estava mais no pesadelo.

Eu estava de volta.

Uma segunda chance.

Um calafrio percorreu minha espinha, mas não era de medo. Era de uma fúria gelada.

Dessa vez, não haveria ingenuidade. Não haveria amor cego.

Dessa vez, haveria vingança.

Eles me destruíram uma vez.

Eu não deixaria acontecer de novo.

Eu iria destruir os dois.

Capítulo 2

O café estava cheio. Jovens como eu, com o mesmo sonho nos olhos, esperavam ansiosos.

Era o dia do teste final para o clube local, uma porta de entrada, uma chance real. A última chance antes da janela de transferências fechar.

O ar estava pesado com a tensão.

"Cadê o Antônio? A gente precisa entrar, a comissão técnica já está esperando," um dos garotos, Léo, disse, batendo os dedos na mesa.

Todos os olhares se voltaram para mim e para Sofia, sentada ao meu lado, mexendo no celular com uma calma irritante.

"Calma, gente," ela disse sem tirar os olhos da tela. "O Antônio não vai fazer esse teste medíocre."

Um murmúrio de surpresa e raiva percorreu o grupo.

"Como assim, medíocre? É a nossa chance!", gritou outro rapaz.

"O Antônio tem coisa melhor. Estou esperando um contato importante, um empresário de verdade, não esses amadores daqui," Sofia respondeu, com um tom de superioridade que fazia meu estômago revirar.

Ela estava esperando Ricardo. O abutre.

Ela estava deliberadamente me segurando aqui, me impedindo de entrar, de seguir o caminho que, na outra vida, eu ignorei. A sua teimosia estava bloqueando não só o meu futuro, mas o de todos os outros que dependiam do início do teste.

"Sofia, a gente vai se atrasar. Isso é importante," eu falei, testando-a.

"Mais importante que seu futuro? Que o nosso futuro?", ela virou o rosto para mim, os olhos brilhando com uma intensidade manipuladora. "Confia em mim, Tonho. Eu sei o que é melhor para você."

Ela pegou minha mão, um gesto que antes me derretia, mas que agora parecia o toque de uma serpente. Ela estava criando uma cena, usando nosso relacionamento como uma arma para me manter preso à cadeira.

Os outros jogadores nos olhavam com uma mistura de pena e raiva. Para eles, eu era só um idiota controlado pela namorada.

E era exatamente isso que eu queria que eles pensassem.

Eu respirei fundo e encenei minha parte.

"Você tem razão, amor," eu disse, com uma voz suave. "Se você diz que ele é bom, eu espero. A gente espera."

O queixo de Léo caiu. Os outros rapazes me olharam com incredulidade e desprezo.

"Você tá louco, cara? Vai jogar seu futuro no lixo por causa dela?", Léo sibilou.

Eu dei de ombros, um gesto de submissão calculada.

Sofia sorriu, vitoriosa.

Ela se inclinou e me deu um beijo no rosto, um beijo gelado de posse.

"Viu só? Ele sabe que eu estou certa," ela disse, olhando para os outros com um ar de triunfo. "Agora, se vocês nos dão licença, estamos esperando alguém que realmente importa."

A arrogância dela era palpável, um veneno que se espalhava pelo ambiente. Ela não se importava com os sonhos daqueles garotos. Não se importava com a ansiedade deles, com o desespero que crescia a cada minuto perdido.

Eles eram apenas um dano colateral no seu grande plano.

E eu, o tolo apaixonado, era a peça central do seu golpe.

Mal sabia ela que o tolo agora conhecia o jogo inteiro. E estava prestes a virar o tabuleiro.

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