-Clara não corra !-grito descendo as escadas
-Sim, mãe.-fala andando bem devagar, me fazendo rir, caminhamos até à cozinha
-Bom dia, tia !-Clara fala se sentando
-Bom dia, meu amor !
Bom dia, senhora !-Joana, a secretária daqui de casa fala
-Bom dia, Joana !-digo me sentando, tomamos o nosso café, depois ajudo a Clara a escovar os dentes, pego sua mochila, saímos de casa, abro o carro. Clara adentra o mesmo, coloco o cinto de segurança nela, fecho a porta, entro no carro dando partida. Coloco umas músicas infantis que ela gosta e a mesma vai cantarolando o trajeto todo, minha filha é um amor. Muito linda, ela se parece mais com o Robson, mas os olhinhos verdes são meus.
Paro o carro em frente à escolinha dela, desço, abro a porta pra ela e a ajudo a descer, adentramos à escola de mãos dadas
-Bom dia, professora !-Clara fala com aquele jeitinho meigo de criança
-Bom dia, Clara ! Pode entrar.-a professora diz e a mesma acena pra mim e entra na sala
-Oi, professora ! Até mais.-digo
-Até mais !-responde simpática
Ando até meu carro, adentro e dou partida indo em direção à minha loja, da escolinha da Clara para a loja não é muito longe, levo uns 10 minutos para chegar à loja.
Estaciono o carro e adentro a loja, que já está aberta, é uma loja muito grande, e graças a Deus, muito conhecida
Cumprimento os funcionários e vou ao meu escritório, ver o que está faltando na loja, falar com os fornecedores, assinar contratos de vendas, resolver questões de publicidade etc..Esse tem sido meu trabalho, não preciso de estar todos os dias na loja.
Escuto meu celular tocar, vejo na tela que é a Manuella, minha melhor amiga e única amiga que tenho.
Chamada on:
-Oi Manu !-falo
-Oi querida ! Como você está ?
-Estou bem e você ?
-Esse estou bem, não me convence. É o seu casamento não é ?
-Pois é.-bufo.-Está bem difícil.
-Que chato ! Temos uma festa pra ir hoje, para você se distrair um pouco.
-Não sei não.-digo meio desanimada
-Vamos, por favor, por favor !-implora, típico dela
-Ta bom !-digo e escuto ela pular e gritar do outro lado da linha
-Que bom, você não vai se arrepender.
-Assim espero, agora tenho que voltar ao trabalho.
-Bjs !
Chamada encerrada.
Continuo trabalhando, até o horário do almoço, tem uma lanchonete aqui que comprei para não termos que gastar o dinheiro com o almoço, eu e os funcionários comemos lá.
Arrumo minhas coisas e saio em direção à lanchonete, faço o meu pedido, procuro uma mesa, me sento e almoço.
***
Conheci o Robson há 6 anos atrás, eu sou Brasileira e vi para Los Angeles estudar e acabei ficando por aqui. Robson é daqui, namoramos por 2 anos, era tudo um mar de rosas, eu estava perdidamente apaixonada por ele e ele por mim, decidimos nos casar no 2º ano de namoro, depois de 1 mês de casados descobri que estava grávida, eu e o Robson ficamos felizes demais, era nosso sonho ser pais.
A Clara nasceu, nossa maior benção e alegria. Passaram-se todos esses anos e muita coisa mudou, o Robson já não é mais aquele marido carinhoso, atencioso, agora ele está sempre ocupado com o trabalho e não tem tempo pra mim, já conversei com eles inúmeras vezes mas não adianta, ele não muda. Ele tem sido um óptimo pai, não tenho do que reclamar nesse aspecto.
Há tempos que nós não temos aquela íntimidade, de marido e mulher, eu já não sei o que fazer. Acho que nossa relação esfriou.
Meu celular vibra, é uma mensagem do Robson dizendo que vai levar a Clara para passar o final de semana na casa dos pais. Apenas respondo um "está bem".
Chego em casa, são 5 horas da tarde, subo até meu quarto, tiro o sapato e a roupa que trazia e coloco uma roupa mais confortável, desço, preparo um sanduíche, pego um suco de uva, me sento no balcão da cozinha mesmo e como.
Me deito no sofá e meu celular vibra, é uma mensagem da Manuella dizendo que passará daqui há duas horas para me buscar. Me levanto imediatamente do Sofá e subo as escadas correndo até meu quarto, proíbo a Clara e vivo fazendo isso, mas só quando ela não está rsrs. Tiro a roupa, entro no banheiro e tomo um banho de 10 minutos, saio enrolada na toalha, hidrato minha pele e começo a maquiar-me, opto por uma maquiagem noturna mesmo, sorrio com o resultado, estou linda. Faço ondas nas pontas do meu cabelo, ando até o closete, opto por um vestido vermelho que desenha meu corpo, um pouco acima do joelho, com um decote nas costas, nos pés calço um salto alto 15 preto, passo um batom vermelho em minha boca, passo perfume, pego uma bolsa da Prada preta, coloco lá meus documentos, dinheiro, batom e desço já ouvindo a Manuella buzinando, apago as luzes, tranco a porta e guardo as chaves na bolsa.
Caminho até o carro da Manu, adentrando o mesmo
-Está gatisssima amiga !-Manu fala sorrindo
-Obrigada, você também.-digo e a mesma da partida, o trajeto da minha casa até a balada, é feito em uma conversa animada. E sim a festa será numa balada, privada claro.
-Chegamos !-Manu grita estacionando o carro, da para ouvir daqui de fora o barulho da música, vindo lá de dentro. Manu abre sua bolsa e me entrega uma pulseira de entrada, coloco a mesma no meu pulso esquerdo e saio do carro.
Caminhamos até a entrada, que nos é logo liberada, caminhamos até a área VIP e nos sentamos em uma das mesas, logo o garçom aparece com uma bandeja de taças de champanhe, pego uma, a Manu também.
-Um brinde !-digo e brindamos, logo dou um gole do meu champanhe que está uma delícia
-Champanhe francês.-Manu fala sorrindo e eu sorrio também. E começa tocar música funk, me levanto puxando a Manu para a pista de dança.-Vai, mostra para essas gringas como se faz.-fala no meu ouvido me fazendo rir, balanço meu corpo no ritmo da música, começando a rebolar e quicar até em baixo.
-Preciso de uma bebida.-digo pegando mais uma taça e jogando todo líquido na boca e deixando a taça na bandeja.
Estou na pista de dança dançando
e sinto mãos em volta da minha cintura, fecho os olhos sentindo o perfume da pessoa. Não viro para ver quem é e continuo dançando, já estou alterada, bebi demais.
-Você dança demais.-sussurra no meu ouvido, com uma voz rouca e sexy que me faz arrepiar toda.
O que está acontecendo comigo ?
Me viro para ver quem é, dou de cara com um deus grego, um homem lindo, alto e com um corpo bem malhado, existem pessoas providas de beleza nesse mundo.
-Você acha ?-pergunto sorrindo e ele assente e me puxa pelo braço me levando até um corredor, não sei o porquê mas não exito em segui-lo, ele me agarra e me beija, retribuo o beijo colocando uma das minhas mãos em seus cabelos e a outra em suas costas, ele aperta minha bunda fazendo escapar um gemido baixo de minha boca. Vejo ele digitando algo para abrir a porta, só agora me dei conta que estamos em frente a uma porta.
A porta é aberta e num piscar de olhos estou em seu colo, ele tranca a porta, anda em direção à cama me colocando nela com cuidado, eu já estou louca querendo ele, me ajoelho na cama e tiro sua camisa, ele me vira de costas abrindo o zíper do meu vestido, me levanto deixando o mesmo sair do meu corpo, me deixando apenas de calcinha e sutiã, ele me olha e sorri, e que sorriso. Abre seu cinto tirando logo sua calça ficando apenas de cueca, deixando seu volume transparecer, mordo meu lábio inferior com os olhos fechados, em um simples movimento ele me coloca novamente deitada na cama e vem por cima, tira meu sutiã, minha calcinha, ele vai beijando minha barriga, até chegar na minha intimidade e a suga me fazendo dar um gemido alto e ele dá um sorriso de satisfação, tira sua cueca e me penetra com força, me fazendo gemer novamente alto.
***
Abro os olhos devagar e me dou conta de que não estou em meu quarto, me sento na cama olhando para os lados e não vejo ninguém e se passa um filme em minha cabeça do que aconteceu na noite passada.
-Droga ! O que eu fiz ?-pergunto, com as mãos em minha cabeça, me levanto andando até ao banheiro, lavo o rosto, volto para o quarto, visto minha roupa, procuro minha bolsa e a encontro jogada no chão, pego a mesma abrindo-a e tirando meu celular, encontro várias chamadas e mensagens da Manu. Estou com muita dor de cabeça, saio do quarto, o corredor está vazio, caminho lentamente e encontro pessoas bêbadas no local, saio da balada. Paro na rua a espera de um táxi, minutos depois aparece um e me deixa em casa.
Dou um suspiro depois de entrar em casa, subo as escadas indo ao meu quarto, vou direto ao banheiro, tomo um banho, escovo os dentes, mando uma mensagem para a Manu dizendo que estou bem, para ela não se preocupar. Tomo o remédio e me deito na cama, pegando no sono.
Acordo, são 1 h da tarde, a dor de cabeça melhorou, desço. Nos sábados a Joana faz o trabalho dela e sai mais cedo, então estou sozinha. Tomo o café da manhã, lavo a louça, me sento no sofá e escuto a campainha tocar no mesmo instante.
Me levanto, andando até a porta, assim que abro dou de cara com a Manu
-Oi amiga !-fala entrando e se acomodando no sofá
-Oi.-digo a seguindo e me deito no sofá
-Ângela, o que aconteceu ontem ?-pergunta curiosa
-Ai Manu, fiz besteira.-digo cabisbaixa
-Não acredito. É isso que eu estou pensando ?-pergunta e eu assinto.-Nossa ! Me conta como foi ? Com quem ?
-Eu estava dançando e aí ele apareceu atrás de mim, dizendo que eu danço bem. Quando eu me virei para ver quem é e wau, dei de cara com um deus grego.-Dou um suspiro.-E aí nós fomos para um lugar mais reservado e aconteceu. Eu trai o meu marido-digo envergonhada.
-Amiga desculpa pelo que eu vou te dizer, mas o Robson deixou de ser seu marido faz tempo.-diz séria, pensando bem, ela tem razão
-Mas mesmo assim, eu errei.
-Você é uma mulher linda e merece ser amada também. Agora me conta, qual é nome dele ?
-Não sei.-digo e ela ri alto me fazendo rir também
-É como vão se encontrar novamente ?-pergunta
-Eu não pretendo vê-lo novamente. Podemos mudar assunto ?
-Claro.-diz levantando os braços em forma de redenção
-Vamos ver um filme ?-pergunto e ela assente, pego o controle remoto e vou vendo os filmes e optamos pelo filme, "o número 4", faço pipoca e comemos enquanto assistimos.
Depois do filme terminar almoçamos e ficamos conversando. A Manuella é como uma irmã pra mim, a conheci na faculdade e desde lá não nos desgrudamos mais, ela não se casou, pois diz que ainda é jovem e quer curtir mais.
-Amiga, eu tenho que ir.-diz se levantando e pegando sua bolsa
-Está bem.-digo e a acompanho até a porta, nos despedimos com um abraço e ela se vai.
Arrumo a bagunça que fizemos, lavo a louça e me sento no sofá. Já estou com saudades da Clara, minha menina linda, minha vida todinha. Tenho vontade de ligar pra falar com ela, mas depois do que fiz, tenho receio de falar com o Robson.
Como será que se chama aquele cara ? Rio lembrando da loucura de ontem, confeço que gostei, mas enfim vida que segue, eu sou casada e devo deixar pra trás e esquecer o que aconteceu na noite de ontem, o que não será fácil né. Também o cara saiu enquanto eu estava dormindo, confeço que isso me deixou irritada, mas talvez tenha sido melhor assim.
Assisto um filme até 9horas da noite, depois tomo um banho, esquento a comida e como vendo televisão.
Agora estou escovando os dentes, lavo o rosto, limpo com uma toalha, guardo a escova e a toalha, saio do banheiro e me jogo na cama logo adormecendo.
Hoje é segunda-feira, o dia de ontem foi entendiante, passei o domingo sozinha aqui em casa. O Robson e a Clara chegaram as 6 h da tarde, estava morrendo de saudades da minha filhota, eles trouxeram pizza para o jantar, jantamos, arrumei a Clara pra dormir e fui dormir também, eu e o Robson não trocamos muitas palavras, normalmente é assim e eu já estou cansada disso.
Agora estou aqui no escritório resolvendo algumas coisas
TOC TOC-batem na porta
-Pode entrar.-digo tirando os olhos do computador para olhar a pessoa que vai entrar, Carmen uma das moças que trabalha aqui adentra a sala com um buquê de flores vermelhas, muito lindas.
-Chegaram essas flores pra você.-fala deixando em minha mesa
-Obrigada !-digo e a mesma se retira, procuro um bilhete no buquê e encontro
Bom dia !
Receba essas flores de desculpas por ter saído sem ao menos trocarmos algumas palavras.
L. E
Termino de ler, L. E, quem é ele ? Era só o que me faltava. Vejo o verso do bilhete, vejo um endereço escrito nele e um "te espero às 7"
O que ele pretende com isso ? Perguntas como essas vagueiam minha mente, pego as flores e coloco num vaso com água e guardo o bilhete em minha bolsa.
Não estou conseguindo me concentrar no trabalho, pego meu celular e mando uma mensagem para Manuella, dizendo pra ela me encontrar em um restaurante aqui perto. Arrumo minhas coisas, me despeço do pessoal e dirijo até ao restaurante, estaciono o carro e adentro o mesmo, procuro uma mesa e me sento, fico mexendo no celular enquanto espero a Manu chegar.
15 minutos depois ela chega.
-O que aconteceu ?-pergunta se sentando
-Vamos pedir algo primeiro.-digo e chamo o garçom, fazemos nossos pedidos, enquanto esperamos tomamos uma taça de vinho
-Vai desembucha logo.-Manu fala me olhando
-O deus grego mandou-me rosas.-digo e ela faz um "O".-abro minha bolsa, tiro o bilhete e a entrego
Nesse momento o garçom trás os nossos pedidos
-AMIGA !-Manu grita, fazendo as pessoas nos olharem
-O que foi ?-pergunto
-NÃO ACREDITO !-Grita novamente
-Manu, as pessoas estão nos olhando.-digo sem graça
-Amiga, L.E de Leon Escobar, um famoso empresário, um gato muito, lindo, que tudo.-diz me fazendo olha-la surpresa, a mesma escreve algo no celular e me mostra a tela em seguida, é uma foto dele.
-É ele mesmo.-digo, Manu vai me falando mais sobre e wau, ele é bem famoso por aqui. Como eu não conhecia ?
-Vai ter com ele ?-pergunta
-Não sei não, isso é errado.-digo
-Errado ? Amiga você sabe que o Robson não é nenhum santo né ?
Respiro fundo..
-Realmente eu sei que o Robson não é nenhum santo mas
-Mas nada, você vai.-diz sorrindo maliciosa
-Sua louca.-digo, almoçamos enquanto conversámos, depois do almoço, vou pra casa e encontro a Clara brincando na sala, que ao me ver, corre em minha direção me abraçando.
-Mãe.-diz
-Oi meu amor ! Como foi a aula hoje ? Aprendeu bastante ?-pergunto
-Sim.-diz animada
-Que bom ! Já volto.-digo e subo as escadas indo até ao meu quarto, troco de roupa, vestindo agora um shorts, uma camiseta, calço meus chinelos, faço um rabo de cavalo em meu cabelo e desço. Ajudo a Clara com o dever de casa e fico brincando com ela.
São 5h da tarde e a Clara está brincando ainda, enquanto eu converso com a Manu no WatsApp, ela está tentando me convencer a ir ver o Leon, eu sei que é errado, mas eu preciso ir, quero entender qual é a dele.
-Clara, está na hora do banho.-digo me levantando
-Só mais um pouquinho mãe.-fala fazendo biquinho
-Nada disso.-a ajudo a arrumar os brinquedos e subo com ela até seu quarto, dou um banho nela, visto-a com um pijama e desço com ela.
-Está na hora de lanchar.-fala correndo até a cozinha e Joana a serve seu lanche.
Subo até meu quarto, tomo um banho, visto uma calça jeans apertada, um crooped e um casaco, calço umas botas, deixo meu cabelo solto, coloco perfume, passo um gloss labial em meus lábios, pego minha bolsa e desço encontrando a Clara vendo TV.
-A Mãe está saindo, se comporta tá ?-digo beijando sua testa
-Eu sempre me comporto, não é tia Joana ?-fala nos fazendo rir
-Que bom!-digo e saio de casa, entrando em meu carro e dando partida. Confeço que estou nervosa.. Ângela o que você está fazendo ?
Quando dou por mim, já estou no endereço que me foi dado, estaciono o carro, entro no prédio e ando até o elevador.
Segundos depois, estou no andar dele, ando até sua porta, dou um suspiro com os olhos fechados e aperto a campainha. Fico olhando para baixo nervosa
-Eu sabia que viria.-escuto aquela voz e meu corpo todo arrepia. Convencido !
Apenas adentro o comodo que por sinal é bem lindo.
-Por que você mandou-me aquelas flores e aquele bilhete ?-pergunto cruzando os braços
-Acho que estava lá explicito, sente-se.-fala me fazendo revirar os olhos e me sento.
Homem arrogante !
-Eu sou uma mulher casada.-digo cruzando as pernas, ele simplesmente olha pra mim e dá um sorrisinho sexy.-Falei algo engraçado ?-pergunto
-Não. O facto de seres casada não impediu-te de seres minha naquela noite e não me impedirá de fazer-te minha outra vez.-diz todo convencido, eu já devo estar vermelha de tão envergonhada que estou, se aproxima mais de mim e eu me levanto saindo de perto dele.
-Eu sei que você me quer.-fala, confeço que minha vontade é de agarra-lo aqui mesmo. Estou parecendo uma adolescente sem experiência nenhuma, mas ele se acha muito e não vou dar esse gostinho pra ele.
-Terminou ? Já posso ir ?-pergunto, pegando minha bolsa e ele me olha surpreso, acho que não esperava por essa atitude. Não digo mais nada e ando em direção a porta, escuto seus passos atrás de mim e o mesmo coloca as mãos na porta ficando poucos centímetros distante de mim, encurralando-me. Minha respiração está ofegante, sinto um leve tapa em minha bunda, que abusado ! Assim fica difícil resistir, que se dane, no mesmo instante eu me viro e o beijo.