Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > O Meu Contrato Certeiro
O Meu Contrato Certeiro

O Meu Contrato Certeiro

Autor:: Mari Saints
Gênero: Romance
Entre muitas brigas e paixões... Theresa é uma pessoa maravilhosa, engraçada, dedicada e carinhosa. Durante o dia, é a professora de matemática que todos conhecem, mas durante a noite é a mulher sexy na balada, e é assim que ela conhece Elliot Garden. Elliot é o herdeiro de um império, e com seu pai doente ele precisa encontrar a pessoa perfeita para se tornar sua esposa e lhe da um herdeiro. Não é uma tarefa fácil, mas ele esta confiante. Então ele conhece Theresa Clark, e propõe a ela um contrato. Ela acha um absurdo, mas ele não desiste. E ai? Você vai embarcar para descobrir o final surpreendente dessa história?

Capítulo 1 A Boate

Tessa Clark

Não existia pessoa nesse universo mais desastrada que eu, era impossível!

Em apenas 5 minutos, anote, 5 minutos, quebrei 7 copos. 7! Realmente era para espairecer a casa, só podia.

Olho o estado em que a mesma se encontra e suspiro, precisava urgentemente arrumar tudo, parecia que tinha entrado o Saci na minha humilde residência.

Mas hoje não vai ser, pego minha bolsa e vou para o trabalho, eu amo o que eu faço, sou professora.

Se você me visse com toda certeza diria que eu era, eu tão simples, com minha calça jeans, minha blusa branca, de óculos, com certeza pareço uma. No geral, porque se você ver as outras professoras da escola onde trabalho, parecem que estão em um desfile.

Sou professora de matemática, na verdade me formei em contabilidade, um desejo do meu pai, revirem os olhos comigo, mas depois não quis atuar na área, pois meu sonho era poder passar tudo que eu sabia, óbvio que depois disso, meu pai fingi que não existo né, o que me machuca muito, sempre fui muito apegada ele, e éramos somente eu e ele.

Quando chego à escola, comprimento o seu Cícero, o guarda, no portão de entrada e vou direto para sala de aula, evito a sala dos professores pela manhã, por quê? O idiota do professor Jefferson, tentou me assediar uma vez, eu denunciei óbvio, mas óbvio também que não deu em nada com metade da escola babando o ovo de.

As turmas que leciono tem em média alunos de 15 e 16 anos, mas ensino às vezes os meus bebês de 5 anos, a escola vai do ensino infantil ao médio, bem cara, chique e nada a ver comigo, mas me paga muito bem, eu gosto, então vamos lá.

Eu sei, converso muito, é que.....

- Professora Clark? - me viro, olhando para diretora Zim, uma mulher baixinha, com cabelos curtos, e de descendência asiática, eu acho.

- Sim? - dou um sorriso em cumprimento.

- Eu gostaria de falar um minuto com a senhorita.- ela fala e consertar os óculos no rosto

- Pode falar Sra Zim. - Eu olho para ela aguardando.

- É complicado...– arqueio a sobrancelha – Pais de alguns alunos vieram reclamar, sobre como as notas dos filhos estão baixas em algumas matérias, a sua é a principal.

- Acho melhor conversarmos na sua sala diretora. - falo respirando fundo.

Era só oq faltava!

Podemos ver que hoje o dia está maravilhoso.

Quando entramos na sua sala, eu me sento na cadeira à sua frente e aguardo.

- Eu entendo seu método de estudo Thereza, mas.....

E aí começa a longa história sobre como os pais pagam bem, e esperam que os filhos passem de ano.

Na minha época, se eu perdesse era um mês de castigo e meu pai ainda parabenizou a professora por não passar a mão na minha cabeça.

Finalmente em casa, depois de explicar para a diretora que não era obrigada a passar alunos por dinheiro, sendo que os mesmos não se esforçaram, imagina que pessoas eu estaria ajudando na formação?

Passo pela porta do meu apartamento e vou em direção ao meu quarto.

– Chegou cedo.

Gritei!

- Inferno! Que susto Bella – encaro Bella que estava escorada no balcão da cozinha.

- Desculpe - Ela dá um sorriso e se vira para terminar de fazer alguma coisa - Veio cedo.

– Hoje as aulas foram só no período da manhã – me sento na mesa da cozinha.

Bella era mais que minha amiga, era minha irmã, tão linda por dentro quanto por fora.

– Você não tem noção do quanto foi chato no meu trabalho hoje! Eu odeio meu chefe com todas minhas forças! – eu ri.

Já disse a ela que isso era amor encubado, o homem irritava ela por puro prazer, Bella era a responsável pelo setor de contabilidade da empresa em que trabalhava, e tinha que lidar diariamente com o vice-presidente, que ela dizia odiar.

– Então vamos competir sobre quem teve o pior dia – ela bufa, sorri me levantando e vou para o meu quarto e me jogo na cama.

Alguns minutos depois, Bella entra nele e se joga em cima de mim.

- Você não é leve Bella! - ela ri.

– Tessa? Vamos naquela boate nova? Preciso tirar o estresse – ela vira e cai ao meu lado.

– Claro! – não faço muita questão de recusar, hoje era sexta, e ninguém merecia ficar em casa depois de uma semana estressante.

Bem que na verdade, eu preferia ficar no meu sofá, assistindo um filme, até quando me der conta de já está é acordando, faço muito isso, mas esse pensamento dura um minuto.

Porque eu também amava uma noite, sair e me divertir, seduzir, dançar, beber beijar, tinha era mais que aproveitar.

A última coisa que eu parecia a noite era uma pessoa tímida.

Durmo a tarde toda e acordo com Bella chegando do trabalho e me chamando para se arrumar.

Durante o dia eu parecia uma professora inocente, e eu realmente era. Mas, durante algumas noites, eu era a mulher sexy da balada, eu usava o que eu tinha ao meu favor, um belo corpo, eu não era feia, então a noite era diversão pura.

E só para completar, o vestido preto justo e curto deixava minhas pernas ainda mais bonitas, combinando com o belo salto preto que me dava a altura que eu não tinha muito.

Coloco meus cabelos pretos para trás e vou logo atrás de Bella.

- Isso está lotado - falo alto para Bella escutar assim que entramos na boate.

Os saltos dificultaram ainda mais minha locomoção entre as pessoas.

Está tão lotado que não tem nem como chegar ao bar sem me espremer entre as pessoas.

- É uma boate nova - grita por cima da música para que eu a escute - Todo mundo quer vir, vamos até o bar.

Depois de muito suor e sacrifício, finalmente conseguimos chegar ao bar. Pedimos ao bartender uma dose e enquanto ele prepara, eu observo o ambiente, sentada nos bancos.

Mal sabia eu que estava sendo observada, muito bem observada.

Senti o calafrio, o calor dos olhos no meu corpo, e comecei a passear com os olhos por todo o ambiente para ver estava me causando essa bela sensação, e automaticamente paro em um pedaço de mau caminho.

Que homem era aquele? O homem era lindo e muito, muito gostoso, e só o olhar dele me deixava toda animada.

Um enorme sorriso toma conta dos meus lábios vermelhos, e o encaro de volta, vai que rola hoje né?

Só poderia estar louca, porque ele sorri e vira as costas sumindo do meu campo de visão.

Eu em, quem perde é ele.

- Vou ao banheiro - Bella grita por cima da música e eu balanço a cabeça concordando.

Eu só iria ao banheiro no final, seu eu for a primeira vez, posso largar.

- Uma mulher bonita dessas, não é toda vez que se vê. - escuto uma voz no meu ouvido.

Dou um sorriso e vejo o mesmo homem de antes se sentar no banco ao meu lado.

- Faço raras aparições - brinco entrando no seu jogo.

- Estou encantado - ele passa seus olhos por todo o meu corpo e volta ao meu rosto - Eu posso saber o seu nome? - ele pergunta me dando um sorriso e se aproximando mais.

E que merda de sorriso bonito era aquele? Acho que ele faz comercial para Colgate.

Talvez sua voz falando no meu ouvido esteja causando alucinações.

- Isabella - minto, Bella que me perdoasse, não ia dizer meu nome verdadeiro para ele.

- Sou o Elliot - fala e me estende a mão, essa que eu seguro com total firmeza, com um enorme sorriso no rosto. - Prazer.

- O prazer é todo meu - falo devagar no seu ouvido.

E sem querer, querendo, penso em outras coisas que ela pode fazer.

- E você gostaria de dar uma volta Isabella? - pergunta em um tom sedutor e deposita um beijo lento no meu pescoço.

- Quantas você quiser - respondo sugestiva.

Eu não tinha vindo aqui para isso, meus planos eram aproveitar bem antes de qualquer coisa, mas se surgiu, só me resta avisar a Bella que vou sair e mandar minha localização para ela.

Vai que ele era um psicopata.

- Bem, - ele passa a mão em meu pescoço, subindo até a nuca- prometo que irá se divertir muito.

Capítulo 2 A Boate, por ele

Elliot Garden

Como sempre, um dia mais estressante que o outro.

Ultimamente meus dias estão todos assim. Não me lembro a última vez que fiz qualquer outra coisa senão ficar enfurnado nessa empresa.

Quando penso que está indo tudo bem, a bomba estoura de vez, atingindo quem estiver na área.

Isso inclui eu e porra toda.

Esfrego as mãos pelo meu rosto, frustrado, e em seguida passo a mão no meu cabelo, o bagunçando, os fios estão precisando de um bom corte, a muito tempo o estilo social não aparenta nele.

Tento, juro que tento não me estressar no trabalho, mas é quase impossível.

Antes de vir morar em NY, a vida era só flores, mas depois que meu pai adoeceu não podia mais ficar no Brasil. Meu pai é uma boa pessoa, mas muito exigente, e depois do falecimento da minha mãe piorou, tudo para ele era só trabalho, para suprir a falta dela, e assim acabou adoecendo, e está cada vez mais necessitando de cuidados.

Me pergunto como pode um ser humano amar assim, amar tanto, tanto, que daria sua vida pelo outro, que largaria tudo por amor, e que quando a pessoa se fosse a vida perdesse o sentido.

Deus me livre passar por isso! As pessoas cometem loucuras pelo chamado amor.

Se nunca sentir não acredito.

Sou filho único, então tudo dobra de valor, os problemas dobram, os objetivos dobram, as expectativas dobram, absolutamente tudo. Ele espera tudo de mim, então dou meu melhor, faço o que posso para ser seu filho perfeito.

E agora que eu praticamente ordenei que ele parasse de trabalhar e ficasse em casa, eu tento fazer com que os problemas não cheguem a ele.

Meu pai, Enrico Garden, criou uma rede de hotéis, que agora estão espalhados por vários países.

Hotéis famosos, de luxo, uma arquitetura de dar inveja. Ele me passou o comando da empresa a 2 anos, e faço tudo que posso para ser tão bem sucedido no comando, quanto ele foi.

Meu pai tinha descoberto da pior maneira que estava com insuficiência cardíaca grave, e só poderia ser tratada através de um transplante de coração. O qual ele recusa, da mesma maneira que recusou morar comigo.

Então além da preocupação com a empresa, a preocupação era triplicada com ele.

O sobrenome dele deveria ser teimoso.

Tentei convencê-lo a fazer o transplante, mas de acordo com ele tinha pessoas jovens que necessitavam mais do que ele, que já era um velho, além do que o transplante, se desse certo, não era uma certeza da melhora. Até na mesa de cirurgia corria sérios riscos de vir a morrer, e juntando isso ao desgaste de uma fila de espera de órgãos, não gosto nem de pensar.

Então desde essa descoberta, tenho que fazer o melhor para ele ser feliz e ter uma vida tranquila.

Incluindo nisso, que antes dele partir eu ia felicitá-lo com um neto, e um casamento, vê se isso vai dar certo? Nunca.

Mas concordei, é o sonho dele.

Eu farei um jeito de realizá-lo.

Só precisava ver como.

É claro que existiam várias mulheres interesseiras que gostariam de ser mãe de um filho meu.

E era exatamente disso que eu estava correndo, então precisa analisar bem minhas propostas.

Também não era a qualquer pessoa que se propõem uma coisa dessa, imagina chegar na primeira pessoa que ver e falar:

"Gere um filho meu, te dou dinheiro" eu deveria receber no mínimo um tapa na cara.

Apesar de ser por fins de interesse, a criança ainda precisaria de amor, carinho e atenção.

Existem mães que amam seus filhos, e existem as mães que apenas carregam o título. Do mesmo modo, se não pior, é com os pais.

E nós meus 30 anos, não havia encontrado ninguém que fosse o suficiente para isso, ou conhecesse alguém que poderia me ajudar a realizar.

Olho as horas, e decido ir para casa.

Quando estou no carro meu celular toca, conecto no transporte.

- Oi - falo vendo o nome de Albert.

- A gente se encontra lá que horas? - eu já tinha esquecido totalmente do convite dele para a nova boate.

- Cara, eu...

- Sem desculpas Elliot - ele me corta já prevendo que eu negaria - Nós nos encontramos às 22:00, na boate. Tchau!

E desliga na minha cara.

Belo amigo.

Mas decidi aceitar o convite do Albert, não tinha nada a perder em ir a uma boate na noite de sexta-feira.

Ou tinha?

Depois do trânsito me segurar, acelero o carro ao ver que tinha apenas uma hora para me arrumar, então passo rápido na minha casa para tomar um banho e trocar de roupa. Minha casa era grande e vazia, mas era uma bela casa.

No quarto, visto uma camisa preta e uma calça jeans. Assim que terminei de me arrumar desço para a garagem e entro no meu carro para ir para o endereço que ele me enviou, e sendo informado que ele já está me aguardando na entrada para uma noite "quente" de acordo com ele.

Quando estaciono o carro de longe já vejo Albert, os cabelos loiros perfeitamente penteados, de longes os olhos castanhos como os meus refletiam, junto com o sorriso cafajeste.

O desgraçado era um grande cafajeste, e por isso era o meu melhor amigo e nomeado vice-presidente da minha empresa quando assumi.

- Até que fim - Albert fala assim que chego perto dele

A fila da boate estava enorme, dobrando a esquina, e olha que a estrutura dela era muito bem trabalhada.

- Contratempos - falo e vamos em direção a entrada, vejo na mão dele entradas VIP - Como conseguiu essa entrada VIP?

Ele ri.

- Dormi com a irmã do dono - fala rindo. - E espero que ela não esteja aí, estou atrás de gente nova.

Revirou os olhos, e seguiu para a entrada.

- Você não presta mesmo, né? - falo sorrindo.

- Não sei para o que prestar - ele ri alto - Ninguém dá valor quando você presta irmão.

Ele cumprimenta o segurança, entregando as entradas VIPs, o segurança coloca em nós uma pulseira dourada e passamos.

Dentro está superlotado, estamos tendo dificuldade até de passar para subir para a área VIP.

Depois de muito sufoco, alcançamos escadas e subimos para a área VIP, me jogo em um sofá que dava a vista lá para baixo, pela a grande parede de vidro, enquanto Albert vai buscar bebidas para nós.

De cima era ainda mais perceptível a lotação, mas mesmo no meio de toda a multidão de pessoas, ela me chamou atenção assim que entrou.

Porra! Que mulher era aquela.

Linda para caralho.

Encantadora.

E gostosa.

O vestido preto parecia abraçar seu corpo, e mesmo no meio da multidão ela se destacava, os lábios com aquela cor vermelha que eu queria tirar deles.

Ela estava acompanhada de uma mulher morena que me era familiar.

- Terra chamando Elliot - volto a olhar para Albert - Aqui sua bebida. Estava viajando?

Me entrega o copo de uísque com gelo.

- Acho que fui encantado com uma Feiticeira - falo e volto a encarar a bela mulher enquanto dou um gole na minha bebida.

Ela agora estava sentada nas cadeiras do balcão, e porra, quando ela cruzou as pernas e olhou na minha direção eu tomei uma decisão.

Ela seria minha esta noite, ela me faria esquecer os problemas que me rodeavam.

E ela queria me enlouquecer com aquele sorriso, que eu retribuí do meu melhor modo.

- Ela tá aqui? Como... - escuto Albert falar e me viro para ele.

- O que? - pergunto ao ver seus olhos arregalados.

- Nada, vou descer lá embaixo. - e sem esperar eu falar nada vai em direção as escadas e some do alcance das minhas vistas.

Doido.

Bem eu também vou descer, tenho um objetivo para cumprir.

Tenho que descobrir como encantar de volta uma Feiticeira.

Capítulo 3 A mensagem

Tessa Clark

Já é segunda novamente.

Mais um dia de luta, aguardando seriamente os dias de Glória que prometeram.

Levanto na força do ódio.

O final de semana foi maravilhoso, aquele cara, o Elliot, foi maravilhoso.

Além de muito educado, atencioso, era bom de cama.

Cheguei em casa às 07:00 da manhã no dia seguinte. E ele ainda pegou meu número, e não, não falei meu nome verdadeiro.

Deixa ele pensar.

Dou risada sozinha enquanto me arrumo.

Visto uma calça jeans, uma camiseta branca, calço um sapato e estou pronta. Sendo sincera, não consigo ir chique, mais pareço uma aluna que uma professora.

Coloco meu óculos de grau e pego minha mochila, como não conseguir fazer nada no sábado, o domingo todo foi corrigindo provas e fazendo o planejamento semanal.

E ainda respirando fundo, e pedindo aos céus paciência, já imaginado a indaga dia alunos que tiraram notas baixas.

Eu não me considero uma professora ruim, na verdade sou muito elogiada pela maior parte dos alunos.

Mas sempre tem aqueles, e sempre também tem professores ruins, e existem muitos. Mas com meus alunos tento ser o melhor possível.

Especialmente quando dou aula aos alunos da Creche. Ali são os meus bebês, meu Deus eu amo crianças!

Quando eu for mãe, com toda certeza serei uma mãe muito babona.

- Bella! Estou saindo.- grito na porta do seu quarto. Ela ainda chegou depois de mim no outro dia. Respeitando a todo momento que tinha cometido um erro.

Quando perguntei o que tinha acontecido.

Ela disse que tinha cometido um erro muito gostoso. E riu.

Vai entender essa doida.

- Está certo! - Grita atrás da porta.- Venha para o almoço.

Bella sabia cozinhar qualquer coisa. Parecia mãos de fada, e salvava eu, que sabia cozinhar, mas a comida tinha um gosto duvidoso.

Cheguei no ponto de ônibus bem na hora que ele vai parando! Graças a Deus.

Táxis estão mais caros que tudo, e a privacidade de eu ser demitida depois dessas notas nós queridinhos era bem grande. Eu recebia bem, mas nem por isso, me dava luxo.

Quando o ônibus para , eu ainda caminho um pouco e chego em frente ao grande colégio, ao todo, ele atende desde a creche, que pega alunos de 03 anos acima, até o ensino médio.

Era um colégio bem grande, e as áreas eram divididas de acordo com os ensinos. Junto era somente a área que ficava a diretoria e sala dos professores, e sala de reunião.

E caminho em direção a fala dos professores, às vezes era impossível evitar passar lá. Então era o jeito, chego e abro a porta devagar, quando constato que não tem ninguém eu entro e vou até meu armário.

Enquanto pego algumas coisas no armário sinto um vento bater e meus pêlos se arrepiam.

E descubro o porque segundos depois.

- Olha que beleza logo pela manhã.- escuto e me viro rapidamente para ver Jess atrás de mim. - Gostaria mesmo de ver você.

Meu estômago revira com repulsa só em ver ele.

Quando ele fala então, parece que estou já vomitando.

E para completar, ele está a poucos passos de mim.

- O que você quer? - falo com firmeza.

Ele dá um sorriso, se fosse em outra época, esse sorriso teria sido lindo, mas hoje? Nojo total.

Mas ele só tinha beleza por fora, os cabelos castanhos em um corte militar, os olhos encantadores, encantava qualquer uma, menos eu. Não mais. Por dentro ele não tinha nada de bonito.

- Você é tão linda! - fala e passa a língua pelos lábios. - Sonho com você às vezes Tessa.

Vou vomitar.

- Não te dei essa liberdade de me chamar assim. - falo para ele. - Fale o que quer e me deixe em paz!

- Calma, e só queria ver você e .......- ele fecha rapidamente aí ver que a professora de História, Sra Figueiredo entrou, elas nos encara, mas disfarça rapidamente.- Bom dia Sra Figueiredo, como eu ia dizendo Theresa, quero a participação dos seus alunos de matemática na olimpíada.

- O quê? - desgraçado muda completamente o que fala.

- Como eu falei anteriormente,- ele não tem nem vergonha na cara.- Mando para seu e-mail todas as informações.

Ele dá tchau para mim e para a Sra Figueiredo e sai da sala, me deixando atômica no lugar.

Eu mereço, era só o que faltava.

Respiro fundo tentando não surtar, termino de pegar minhas coisas e saio da sala. Só aquele encontro com ele e alguém ter visto, já era motivo para um grande rebuliço de fofocas.

Vou em direção a sala, quando entro Sarah já está na sala.

- Bom dia professora! - ela fala animada. - Vai entregar as provas hoje? Estou ansiosa.

- Bom dia! Sim Sarah - falo sorrindo. - Não sei porque a ansiedade, você sempre se sai bem.

Sarah era uma menina muito doce, vinha de uma família humilde, era bolsista, e umas das, senão a mais inteligente da turma, e não só na minha matéria, em quase todas.

- Vai que dessa vez eu fui mal.- fala roendo a unha.

- Você sabe que não Sarah! Você é muito esforçada - falo para ela. - Como foi o final de semana?

Ela murcha um pouco.

- Foi bom.- fala já não tão animada. Eu desconfiava que Sarah tinha sérios problemas familiares em casa. Eu tentando não me meter, mas eu gostava muito dela.

Coloco minhas coisas na mesa, e vou em direção a ela.

- Está tudo bem Sarah? - pergunto olhando nos seus olhos, vejo a mesma vacilar.

- Eu queria te contar uma coisa, mas.... - Ela começa meio hesitante - Eu...- mas antes que ela termine vários alunos entram na sala, então ela fica quieta novamente.

- Depois conversamos - falo para ela. - Bom dia turma!

Ela balança a cabeça concordando.

Então eu vou recebendo uma enxurrada de bons dias.

Toda escola tem seus grupos, eu observo os grupos se formando, à medida que os alunos entram.

Apesar dos pesares, eu amava o que fazia, e não trocava por nada.

Dou um sorriso a todos, e início a aula.

O dia já não tinha começado muito bom, mas mal sabia eu que mais tarde era que as coisas iriam piorar.

Não imaginava nada disso, quando recebi do meu pai, que eu não falava a meses a seguinte mensagem:

"Thereza, preciso da sua ajuda. Me ligue assim que puder."

Nem um "Como você está filha."

Mas devia esperar.

Ela não mandaria uma mensagem daquela por nada.

A coisa era séria.

E eu não imaginava como iria encontrar uma saída.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022