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O PAI DA MINHA AMIGA

O PAI DA MINHA AMIGA

Autor:: AnneVaz
Gênero: Romance
Alessa Sullivan, com 20 anos e órfã, tem como sua melhor amiga de faculdade Giulia De Luca, filha de uma magnata italiano em ascensão em Washington. Com a morte de seus pais, ela vive na faculdade com ajuda de bolsa de estudo que recebe do governo. Fim de ano sempre existe uma festa com os alunos e sua família e nessa noite, Alessa conhece um homem charmoso que mesmo com uma diferença de idade não se intimida e toma para si o que ele tem de melhor para dar. Mattias De Luca, depois da morte de sua esposa, não teve mais nenhum relacionamento duradouro e com a entrada da sua filha na faculdade, não estava disposto a se casar. Mas no dia de uma festa de formatura, ele esbarrou em uma mulher atraente e acabou transando com ela na biblioteca da escola. Quando descobre quem era a mulher, o peso na consciência e preocupação pelo que fez, acaba aceitando que a sua filha chame a amiga para morar com ela. Um romance com diferença de idade... Uma garota inocente, que se apaixona pelo pai de sua amiga... Um homem experiente que mostrará como se deve tratar uma mulher...

Capítulo 1 01 - Mattia de Luca

Mattia de Luca

- Fabrízia já disse que recordo da festa da Giulia. - Digo irritado.

Minha secretária pode muito bem parecer uma esposa com ela insistência de me ficar no meu pé em relação da minha filha, se ela não fosse tão competente já teria demitido ela.

Continuo olhando todos os documentos que precisam da minha atenção, minha empresa é voltada para produção e distribuição de combustíveis.

Detenho a posse da corporação de toda a costa oeste do pacífico, me tornando um dos maiores CEO em questão de combustível.

Minha vida não é somente a Oil Corporation, há seis anos minha esposa Antonella, faleceu após lutar contra o câncer deixando a mim e Giulia sozinhos, tento fazer o meu melhor, mas olhar para a minha filha é recordar o quanto estou sozinho.

Acabei me afastando quando a enviei para um internato em Washington, sempre nos feriados ela vem para casa e tentamos nos entender.

Ter uma filha de quase vinte anos às vezes me dá mais trabalho que deveria dar. Mas meu amor por ela é incondicional, dou a ela o melhor que posso e tenho consciência de que sou um péssimo pai por estar tão longe assim dela.

Com a sua festa de fim de ano chegando, tenho certeza que a nossa distância vai apenas aumentar. Olhando para o porta retrato da nossa última foto juntos no meu último aniversário faz ter vontade de ir me encontrar com ela logo.

Acho que passarei em uma joalheria para lhe presentear pela formatura. Os papéis que estão na minha mesa terão que esperar.

Me ergo pegando meus pertences e saio da minha sala.

- Fabrízia, estou indo para casa, cancele tudo e volto apenas na segunda. - Digo me afastando.

Passo em uma joalheria e compro um colar duplo para ela com um pingente de coração, acho a peça delicada assim como a minha filha.

Havia enviado uma mensagem para a governanta de casa para preparar uma mala, quero poder passar o fim de semana com a minha filha.

Estou orgulhoso de saber que em poucos anos Giulia estará se formando no que ela ama. Ela pudesse entrou na melhor faculdade de medicina que poderia oferecer a minha única filha.

Ir até a faculdade onde ela estuda me toma algumas horas do meu dia, mas sei que ela ficará feliz por me ver aqui. Ainda mais de surpresa, sei que ela estava sem esperança que aparecesse.

Assim que cheguei no apartamento que havia comprado no início do mês para presentear por mais um ano, concluído com sucesso e principalmente desejando que a minha única filha possa ter um canto somente seu.

Olho no espelho e fico satisfeito em ver a camisa social preta com os primeiros botões abertos deixando a mostra meu peito e alguns pelos a mostra, coloquei o meu cordão, relógio e decidi que já estava com tudo pronto para sair.

Com o carro que estava à minha disposição já a minha espero vou em direção ao campus onde Giulia estuda, como só entregarei o apartamento para ela amanhã, talvez possa trazer alguém para passar a noite comigo essa noite.

De longe já podia ver o alvoroço que estava na entrada do grande salão onde será a festa de fim de ano dos estudantes. O dormitório da Giulia era o lado oposto onde estava. Preciso ligar para ela para poder dizer que estou aqui e nos encontrar com facilidade.

Para o meu azar descobri que estava sem o celular, droga.

Estaciono o carro no local reservado para os familiares, para tentar encontrar a minha filha, espero conseguir encontrá-la com facilidade. Desço do carro e vejo vários estudantes passando.

- Eu, sabe onde posso encontrar os estudantes de medicina? - Pergunto a um garoto que já estava bêbado.

- Devem estar próximo à biblioteca, daquele prédio ali. - Ele indica a direção.

Agradeço a informação e caminho lentamente seguindo o fluxo de todos os estudantes que pareciam ir na mesma direção. Observo quando algumas garotas surgem caminhando na minha frente e uma dela me chamou atenção.

Talvez seja parente de algum estudante, ela parecia mais velha.

Continuo caminhando lentamente atrás das garotas e quando elas são abordadas por outro homem que leva uma delas para o prédio que estávamos passando pela frente. A loira ri para a amiga e vejo quando ela me dá um sorrisinho atrevido.

Sorrio de lado, talvez seja a hora de me divertir um pouquinho antes de me encontrar com a Giulia, isso conseguir me encontrar com ela essa noite. Talvez deva voltar até o apartamento para buscar o celular.

Aproximo da garota loira e ando lado a lado dela.

- Boa tarde, senhorita! - Digo ao ficar ao seu lado.

- Boa tarde! - Ela responde sem dar muita atenção.

- É parente de algum estudante? - Pergunto para puxar assunto.

A observo rindo da minha pergunta quando ela se vira de frente para mim com as mãos no quadril tentando se impor.

- Se quer me fuder é só falar...

Estreito os olhos na direção da loira a minha frente que mesmo com saltos altos não era tão alta.

Quando ela umedeceu o lábio fazendo um convite silencioso, dou o último passo para poder experimentar o sabor daqueles lábios.

Passo a mão por sua nuca e aperto para lhe causar tesão, seu gemido é abafado pelo beijo que dou nela. Não tenho interesse em saber quem é a mulher que está agora em meus braços, quero apenas mostrar a ela como é trepar com um italiano.

Interrompi o nosso beijo para recuperarmos o fôlego, seu olhar de quem acaba de decidir o que fazer me excita, talvez seja a primeira vez que ela terá um caso de uma noite.

- Vem... - Ela segura na gola da minha camisa e indica para onde ir.

Caminhamos por um caminho estreito com algumas plantas rasteiras. Caminhamos em silêncio, percebo que o vestido que ela estava usando deixava a sua bunda bem marcada. O decote em suas costas deixava a mostra uma tatuagem de borboleta à mostra.

Entramos em um dos prédios e a vejo colocando o indicador nos lábios e me surpreendo quando percebo que estamos na biblioteca, mas que estava vazia.

- Lá no fundo. - Ela aponta para onde tem interesse de me levar.

Podia levar essa linda mulher para o apartamento ou até mesmo para o melhor hotel da cidade e transar com ela confortavelmente. Depois voltar para procurar a Giulia.

- Vamos para um hotel! - Digo segurando em sua mão.

- O que houve, nunca teve um fetiche? - Sorrio e olho em todas as direções.

Caminho até os últimos corredores de livros, já que ela quer aqui satisfarei seu desejo, assim que chegamos nos fundos do salão a prendo contra os diversos livros que estavam a sua costa e reivindico os lábios macios com um tom vermelho carmesim, a deixando ainda mais linda.

Sugo seus lábios sentindo o sabor de álcool que ela deve ter consumido antes de vir. Mantenho-a presa entre o meu corpo e as prateleiras de livros, deslizo a minha mão por seu corpo, encontro o zíper do seu vestido abrindo lentamente.

Ela inclina a cabeça me dando acesso para poder beijar, o perfume que ela estava usando estava me deixando ainda mais excitado.

- Deixe-me te levar para outro lugar... - Peço novamente.

- Não! - No fim ainda deixa que ouça a sua risada.

- Então vira... - Tiro a carteira de trás do bolso e pego o preservativo que tinha ali.

Cubro minha extensão que já implorava em descobrir como ela deveria ser deliciosa, fico observando enquanto ela ergue o seu vestido e deixa cair as alças que estavam em seu ombro, mantendo o tecido preso em seu corpo.

Ela estava sem lingerie, era como se soubesse que teríamos esse pequeno encontro ou apenas não queria marcar o tecido do seu lindo vestido.

Seguro em seu quadril guiando a minha ereção em sua abertura, notei quando ela apoiou um de seus pés na primeira prateleira, deixando ela ainda mais aberta para minha entrada. Forço a minha entrada e sinto as suas paredes apertadas, quase como se fosse intocada.

Empurro com mais força e ouço o seu gemido sofrego de tesão, deixo que o meu acabe saindo mais alto que deveria, afundo nela com estocada fortes, com raiva por estar agora, no fundo dessa uma biblioteca, queria estar em uma cama com ela em meus braços.

Aperto sua cintura e olhar a marca dos meus dedos em sua pele branca me deixa com um sentimento estranho que não conheço.

- Não para... - Ela implora.

Acelero os meus movimentos enquanto o seu corpo já dava indícios que estava se aproximando de um orgasmo. Passo a mão por seu pescoço e aperto um pouco enquanto a puxo na direção aos meus lábios, de alguma forma sinto quanto ela me aperta deixando o nosso atrito mais fácil de acontecer.

- Preciso gozar, mia cara. - Seu corpo parece ficar tenso.

Nossos gemidos acabam ficando um pouco mais alto que deveriam, deslizo a mão por seu corpo até alcançar a buceta que estava me apertando com se estivesse me estrangulando.

Círculo com o indicador o seu clitóris massageando até que ela alcance o orgasmo, adoro ver quando relaxa o seu corpo no meu peito e empina ainda mais a bunda avantajada para poder me afundar naquela carne deliciosa.

Arremeto mais duas vezes e deixo uma mordida em seu ombro, me deliciando com o frenesi que sinto ao deixar que a minha porra preencha o preservativo.

Encosto a minha testa na sua costa, tento controlar a respiração para sair dali e poder ir em busca da Giulia.

- Sei que foi ótimo, mas tenho que ir. - Ela diz enquanto se endireita e arruma o vestido.

Não consigo entender a pressa que via ela se arrumando e prendendo as mechas loiras que haviam saído da trança que estava usando. Quando ela dá dois passos para longe, olho para o preservativo manchado de sangue.

Então sou atingido pela realidade do que estava acontecendo naquele momento.

Fui a porra de um idiota que tirou a virgindade da mulher da pior forma que existe, noto como ela estava mais branca que papel e começa a se afastar de mim assustada.

- Ei, espera aí... - Grito ao me vestir as presas.

Retirei o preservativo e desprezei na primeira lixeira que encontrei enquanto tentava encontrar a mulher que se quer me disse o seu nome, não faço ideia se ela é uma estudando ou familiar de quem frequente o George Washington.

Quando finalmente saio da biblioteca, não consigo encontrá-la, na entrada e nem a reconheço no meio das pessoas que estavam indo em direção o auditório.

- Stupido! - Fico irritado e me xingo em meu próprio idioma.

O jeito é ir procurar a minha filha e tentar encontrar essa garota depois, preciso me redimir, não é dessa forma que uma mulher deve perder a sua virgindade.

Caminho irritado até onde estava acontecendo a festa, havia uma recepcionista e me apresento para saber onde deveria ficar e por uma sorte grande acabei encontrando a Giulia do outro lado do auditório esperando algo.

Me sento onde foi indicado e mantenho meus olhos em cima da minha filha na esperança que ela sinta o meu olhar e me procure.

A formatura de algumas turmas aconteceram enquanto a turma da minha menina no próximo semestre entraria para ser residente e pelo que ouvia o palestrante dizer a turma dela passou para um ótimo programa de residência.

Comecei a sentir orgulho e sei que a minha Antonella estaria tão orgulhosa como estou agora da nossa menininha. A festa de formatura dos outros alunos não foi tão longa assim, quando finalmente consegui a atenção da Giulia. O olhar dela se iluminou e parecia um painel em neon, sorri vendo a sua alegria.

Ela pedia licença entre vários dos seus colegas e caminhou em minha direção de braços abertos, deixei um beijo em sua testa e olhei orgulhoso para ela.

- Mas orgulhoso de você, minha piccola, seria impossível! - Digo cheio de orgulho.

- Pensei que viria somente amanhã! - Seus olhos estavam marejados.

- E perder tudo isso? Nunca...

Digo puxando-a para um lugar menos barulhento, sei que agora eles teriam uma festa com um DJ brasileiro que está bombando deixando todos aqui bastante ansiosos para a festa.

- Não quer ficar? - Ela segura em braço e caminhamos até onde esta estava ainda pouco.

A turma que vai com ela para o programa de residência não é tão grande, são apenas quatro alunos.

- Só está faltando aqui a Alessa, ela disse que iria buscar as lentes de contato. - Sorrio para a explicação da Giulia.

Não tenho a intenção de ficar muito tempo aqui, até porque não gosto de barulho e está no meio de tantas pessoas assim, acho que a idade vem chegando e aprecio muito mais uma taça de vinho com alguns queijo e uma música lenta dando prazer para alguma conquista da noite.

Era o que gostaria de fazer com a moça da biblioteca, mas como ela evaporou ficarei com a consciência pesada.

- Querida, estou indo embora, espero você para almoçar amanhã. - Digo dando um beijo em sua bochecha.

O olhar triste quase me convenceu, mas essa garotinha não me engana mais, posso ser um pai ausente, mas não falta amor na nossa relação.

- Pena que não pode ficar mais, queria apresentar a Alessa. - Reviro os olhos para minha filha.

Como se fosse me lembrar de mais uma garota no dia seguinte, antes que pudesse dizer adeus, sinto uma presença ao meu lado.

- Me apresentar para quem, espero que seja algum gostosão? - Travo no lugar ao reconhecer a voz meiga ao meu lado. - Bom, não sei se sou gostosão, mas acho que deva ser eu que a Giulia deseja apresentar! - Digo para a garota petrificada em minha frente.

Capítulo 2 02 - Alessa Sullivan

Alessa Sullivan

A festa já ia começar, estava tão empolgada com tudo o que estava acontecendo, nunca imaginei que conseguiria ganhar uma bolsa de estudos na George.

Sou apenas uma garota órfã que teve o azar de perder os pais, acabei recebendo a bolsa do governo para um internato particular e quando tivesse idade teria a faculdade custeada.

Sabia que meus pais eram pessoas importantes para o governo, mas não fazia a menor ideia de quem eles seriam de fato.

Minha amiga Giulia, já havia saído do nosso dormitório para ir para o salão preparado para a formatura da turma e a apresentação do nosso grupo que passou para o programa de residência.

Não sou uma nerd, mas dou duro para conseguir boas notas e me manter acima da média e continuar recebendo o benefício do governo.

Me olho no espelho após colocar as lentes de contato, as luzes me deixariam com dor de cabeça com o reflexo, por isso achei melhor vir trocar. Toco novamente no pingente do meu colar e olho para a foto que tenho com os meus pais.

- Estou quase me formando! - Digo ao tocar no porta-retrato.

Saio do quarto para me encontrar com a minha turma antes que inicie os discursos que estão previstos, teria um para o nosso pequeno grupo que é o orgulho de todos os nossos professores, é a primeira vez que um grupo maior consegue entrar no programa de residência.

Falta apenas dois semestres para poder me formar em medicina, quero muito me especializar em traumas e pesquisas contra o câncer, quero ser alguém que faz algo importante para todos.

Encontro uma das nossas colegas do grupo de estudos que conseguiu entrar para a turma de pesquisa para uma possível cura da diabete ainda na infância. Enquanto conversamos, um perfume amadeirado, estava ficando cada vez mais próximo.

Quando Bárbara se afastou para aproveitar que o seu namorado se aproximou comecei a caminhar um pouco mais rápido, odeio ficar sozinha.

Mas o perfume desconhecido se aproxima, olhar para aquele homem me trouxe uma familiaridade, talvez seja algum professor e não me recorde de que curso ele, seja.

Estou com quase vinte e um e nunca deixei que alguém se aproximasse de mim, não por esperar um príncipe encantado, mas porque não havia tempo para qualquer relacionamento, estou focada nas realizações que almejo.

Olhar para o rosto másculo e bem mais maduro que os garotos da faculdade, sinto o desejo crescendo e uma umidade entre as minhas pernas começando a me incomodar.

Posso ser virgem, mas estudo medicina, sei muito bem o que os feromônios fazem com duas pessoas que desejam liberar a quantidade de endorfina e dopamina que o corpo precisa naquele momento.

- Se que me foder, é só falar... - Digo enquanto ele analisa minha expressão.

Esse homem desconhecido parece tão necessitado como estava nesse momento, ele me prende em um beijo que me derrete e qualquer indício de que o que queria era errado, some.

Ele tem uma pegada que faz o meu corpo ficar a mercê do que ele deseja fazer comigo, porque não entregar a minha virgindade a um desconhecido.

- Vem... - Não preciso dizer mais nada.

Estávamos quase de frente para a biblioteca, no prédio tem uma área exclusiva para os estudantes com grupos de estudos e a minha equipe usa essa entrada em vez da entrada principal.

Sabia que estaria vazia, principalmente porque o campus inteiro está na festa que acontecerá daqui a pouco. Ele não aparece muito confiante no que estava planejando, mas se não fizer agora não terei coragem.

Principalmente se ele questionar a minha idade, ele deve ter uns quarenta, duvido que ele não dê prazer a uma garota de vinte. O levo em direção ao fundo da sala, onde os corredores dos livros são bem altos e se alguém entrar aqui, não seremos vistos.

Ouço os seus pedidos para me levar para um lugar diferente, mas jamais que darei o gosto para que esse homem tire a verdade de mim. Obedeço quando ele ordena com aquela voz pesada de tesão que me vire.

Sinto quando um peso estranho se aloja no meu interior, apoio o pé para que ele possa aproveitar que estou sem lingerie, o meu vestido é muito colado no corpo impossibilitando o uso de qualquer outra peça.

Minha respiração fica cada vez mais acelerada, na expectativa do que acontecerá, ainda bem que estou de costas para ele, assim não vai ver o meu desconforto. Sentir a sua ereção tentando romper as minhas barreras fazendo com que acabe choramingando.

Pelo entusiasmo dele, acredito que deixei parecer que estava gostando, na verdade, estava sentindo como se estivesse me rasgando no meio. Tentei me concentrar no que viria depois e assim que ele rompeu as barreiras, comecei a sentir prazer no ato carnal que estávamos fazendo.

Meu orgasmo veio assim que consegui esquecer a dor e passei a sentir prazer, contrai os músculos das minhas coxas para controlar os espasmos que estava me deixando aérea.

Respiro fundo controlando o tesão e sentindo ele procurando o seu próprio ápice. Ele deixa um carinho nas minhas costas, mas não posso demorar mais do que já demorei.

Sinto minha buceta em chamas, não pelo fato de negar um pouco mais de prazer, mas pela forma como inaugurei a minha diversão heterossexual, agora precisava me limpar.

Assim que me afastei do desconhecido e ele olhou para o preservativo com a prova que era virgem, o seu olhar preocupado comigo, era até lindo.

Mas não é o que quero nesse momento, ele já serviu ao proposito, agora tenho que fugir dele. Me afasto dele o mais rápido que posso, não quero dar explicações sobre nada.

Olho mais uma vez para onde deixei o desconhecido e caminho para fora do prédio, mas ao invés de sair entrei em outra porta e o vejo sair de onde estávamos e caminhar pela rua olhando para todos os lados.

Encosto na parede e levo a mão no peito rindo da aventura que acabei de ter, perdi a minha virgindade com um homem mais velho em uma rapidinha na biblioteca da universidade.

- Porra, como isso doí! - Exclamo fechando as pernas para amenizar a dor que estava sentindo.

Estava no andar superior da biblioteca, caminho procurando um banheiro, tenho que ser rápida. Por sorte encontro um, entro no cubículo e aproveito que havia chuveirinho, a água fria ajudará a diminuir o desconforto que estou sentindo.

- Giulia ficará louca quando contar sobre a minha aventura. - Digo relaxando com o efeito que o chuveirinho estava me dando.

O desconforto diminui, tenho que ir para a festa ou perderei o melhor dela. Me seco o melhor possível e como desejo uma pomada de assadura, o desconhecido tem um pau grosso, pelo que senti, pena que não consegui olhar bem.

Saio do meu esconderijo e corro para onde a minha amiga estava, com certeza ela estava para enlouquecer, disse que seria rápida e que logo estaria ao seu lado. Infelizmente o tempo que demorei acabou fazendo com que o auditório estivesse lotado e não consegui me aproximar do meu grupo.

Fiquei no fundo, até conseguir andar entre os alunos e familiares dos formandos que começavam a sair, no palco o DJ contratado começava a fazer a sua batida. Finalmente encontrei a Giulia, ela conversava com um homem que estava de costas.

Mantinha os olhos baixo, desviando de todas as pessoas que estavam entre mim e a minha amiga, estava com um sorriso idiota no rosto, estava ansiosa para contar a ela o que acabei de fazer.

- Me apresentar para quem, espero que seja algum gostosão? - Digo sem olhar para o homem que estava a sua frente.

Mas o perfume que ainda estava impregnando no meu vestido me fez travar na hora, era a mesma fragrância que estava no homem que até ainda pouco mordia o meu ombro e me penetrava com força para amenizar o tesão que estávamos sentindo.

O homem se surpreendeu ao me ver, a mesma pessoa que havia retirado a virgindade da garotinha, que fugiu deixando ele sozinho na biblioteca.

- Bom, não sei se sou gostosão, mas acho que deva ser eu, quem a Giulia deseja apresentar! - Olho para a minha amiga com um olhar brilhante.

E só então me dou conta porque o achei tão familiar, ele é o pai dela. Olho de um para o outro sem reação enquanto Giulia vem para o meu lado e passa a mão por meu braço me deixando de frente para o senhor Mattia de Luca.

Como fui idiota, ergo a mão tremula em direção ao homem que estava com um sorriso de canto, provavelmente se sentindo vitorioso por conseguir me encontrar com facilidade. Isso claro se ele estava pensando em me procurar.

- Alessa esse é o meu pai! - Giulia diz sorrindo.

- Prazer senhor De Luca! - Forço a minha voz sair enquanto ele mantinha os olhos em cima de mim.

E pelo visto, ele estava tão assustado como estava, ele se deu conta que não sou uma familiar e sim uma das estudantes.

- Esperem só um pouco, trarei os outros para lhe apresenta, amiga fique aí com meu pai. - Me viro na direção dela para negar, mas ela já tinha saído.

- Como você está, porque não falou nada, antes... - Ele se põe na minha frente.

Me sinto incomodada com a atitude dele, não preciso que ninguém se preocupe com o que estou fazendo e nem pelo que decidi fazer.

- Não havia necessidade, agora se me der licença preciso ir a outro lugar... - Ele segura firme no meu braço e começa a me puxar.

- Você não escapará, temos que conversar. - Sinto quando ele aperta em meu pulso.

Começamos a nos afastar do lugar onde estávamos, olho em direção que a Giulia havia saído e me preocupo com o que ela pense se não nos ver ali.

- A Giulia vai estranhar. - Digo alto.

Ele estava com uma fisionomia irritada e não vejo se ele tem a intenção de parar e explicar alguma coisa.

Tento caminhar na mesma velocidade que ele estava, mas os saltos estavam atrapalhando e sem contar o excesso de pessoas que estavam ao nosso redor.

- Tira o sapato ou vou te colocar no meu ombro para facilitar. - Ele diz quando fica de frente para mim.

- Você não ousaria. - Digo o confrontando.

- Nunca duvide de mim senhorita! - Ele se inclina para me pôr em seu ombro e me afasto.

- Tudo bem, vou retirar. - Seguro em seu ombro para impedir que ele concretizasse o fato.

Retiro os sapatos e deixo que ele me conduza até o lado de fora do auditório. Olho para todos os lados na esperança que algum dos meus conhecidos apareçam e me resgatem desse homem que parecia um búfalo raivoso.

Caminhamos lado a lado, com ele me mantendo ali, paramos ao lado de um carro luxuoso e o vejo destravar e abrir a porta para poder entrar.

- Pode entrar com as próprias pernas ou posso te ajudar a entrar, o que decidirá? - Olho novamente para os lados e não havia ninguém. - Ok, vou te ajudar a entrar!

Dessa vez não pude dizer mais nada, ele me abriu a porta, passou um dos braços por trás do meu joelho e me colocou em seu colo, a atitude toda autoritária do pai da minha amiga acabou me tirando um sorriso.

- Não se mexa. - Ele me ameaça assim que me põe sentada.

- Ou o quê? - O desafio olhando em seus olhos.

- Ah, mia cara, não me teste, não gostará!

A voz grossa e o olhar penetrante que ele me fitava, foi o suficiente para que houvesse uma revoada de borboletas em minha barriga, antes que ele saísse do carro segurou em meu queixo, mantendo próximo de seus lábios. Umedeço o meu lábio inferior enquanto olho para o dele.

Uma tensão surge ali entre a gente mais em vez de ser beijada, sou surpreendida quando ele se afasta de mim e fecha a porta do carro, observo quando ele dá a volta e entra no banco ao meu lado. Ligando o carro e o põe em movimento.

- Agora vamos conversar, senhorita!

Capítulo 3 03 - Mattia de Luca

Mattia de Luca

Cazzo di merda...

Olho para a garota ao meu lado e só agora me recordo quando a Giulia estava no último feriado em casa e tentava convencer a amiga a se juntar conosco por uma chamada de vídeo, conferi a imagem de relance, mas não decorei a sua fisionomia.

Depois do susto que tenho certeza que é Alessa a amiga da minha filha, ela é apenas uma garota e não uma mulher que não havia encontrado a pessoa certa para retirar a sua virgindade.

Sou um stupido, por não perceber que ela era apenas uma garota e que provavelmente desejava ter uma primeira vez mágica.

Tirei a sua virtude com ela de costas para mim e não fui nenhum pouco delicado, pelo contrário fui um búfalo que adorou sentir o prazer por ser tão apertada. Aproveito que Giulia se afastou e sequestro a amiga da minha filha, preciso me redimir com essa garota pela merda de homem que fui.

Mas quando a coloco sentada no banco do carro o meu cheiro ainda estava nela, via como ela estava desejando o meu toque, por muito pouco não tomei novamente os seus lábios nos meus.

Preciso pensar o que fazer para poder me redimir com ela, sei lá o que essa garota possa ter aprontado, posso ser apenas uma aposta para ela com seus amigos.

Dirijo o carro sem prestar atenção nas placas de trânsito, ouvia a respiração dela um pouco acelerada e o pouco que olhei para ela, via que estava presa em seus pensamentos e olhava para o lado de fora.

Não posso dizer que não estou da mesma forma tentando entender o que houve naquela biblioteca e principalmente agora, tirando a garota da festa e sem me justificar para a minha filha.

Ainda preciso pensar o que direi para a Giulia quando ela começar a me ligar. Respiro fundo e já avisto a entrada do prédio onde compre um apartamento para a Giulia, noto que ela parece nervosa.

- Nervosa mi, cara? - Sobrecarrego no sotaque.

- Acabo de ser sequestrada, como acredita que estaria? - Ela se vira na minha direção com os braços na altura dos peitos.

Sinto o pau endurecer apenas por notar que ela estava excitada, seus mamilos endurecidos e sua pele ganhando um tom roseado que a deixava ainda mais linda.

Volto a prestar atenção na direção, não posso sentir atração por uma garota, ainda mais pela amiga da minha filha. Tenho certeza que isso pode ser motivo de muita dor de cabeça. Não posso considerar ter essa garota novamente.

Giulia pode se magoar e principalmente a Alessa.

Porra até o nome dela é lindo, já não me basta que ela tenha uma beleza exótica com esse tom de loiro que tem, os olhos acinzentados e as poucas sardas que pintam o topo do seu nariz e as bochechas com sutileza.

Paro com o carro e espero que seja liberado a nossa entrada, quero conversar com ela sobre o que aconteceu, não a levarei para um hotel, o assunto já é delicado, só decidi trazê-la aqui por que fui um merda.

Com a nossa entrada liberada, estaciono o carro na vaga do apartamento, me viro em direção a minha passageira e espero que ela me olhe.

O seu olhar irritado e toda a sua postura que deixava claro que tinha vontade de me mandar a merda estava praticamente gritando, seguro uma risada antes de falar com ela.

- Não estou te sequestrando, mas gostaria muito de me redimir... - Ela franze a sobrancelha e antes que pudesse falar algo coloco meu indicado sobre os seus lábios.

- Vamos apenas conversar, estamos no apartamento que comprei para a Giulia. - Digo de uma vez.

A compreensão toma o seu rosto deixando suave, passeio com o dedo sobre a sua bochecha fazendo um carinho delicado assim como estava imaginando que ela seja.

- Espere, abrirei a porta para você! - Digo antes de sair do carro e abrir a porta para que ela possa sair.

Estendo a mão para que ela possa sair, vi que ela estava ainda olhando para o sapato que tinha em suas mãos, acho que estava na dúvida de calçava ou não. Reviro os olhos sem paciência e retiro o par de suas mãos.

- Ei, vou calçá-los. - Ela diz ao segurar em minha mão e sair do carro.

- Demorou de mais, agora vamos. - Passo a mão na base de sua coluna e a conduzo até o elevador.

Ela estava com os dedos entrelaçados na frente do seu corpo, conseguia sentir que ela estava nervosa, principalmente com o sinal sonoro assim que passava por cada andar.

Viro em sua direção e observo quando ela me fita, procuro em seus olhos algo que fosse o suficiente para me manter afastado dessa garota, mas ela estava tão necessitada como eu naquele momento.

Largo os sapatos no chão e me aproximo com o desejo tão pulsante, o qual é quase possível tocá-lo. Prendo o seu corpo contra o metal frio e faço o que estou desejando desde o momento que a vi ao meu lado.

O beijo cheio de desejo, mostrando o que realmente quero ter com ela durante essa noite, nesse momento o desejo que sinto e a realidade de que ela seja proibida, não é nada que estou querendo pensar nesse momento.

Sinto suas mãos se prendendo na gola da minha camisa, sugo com desejo o seu lábio inferior, deixo minhas mãos passearem por seu corpo enquanto desejo senti-la novamente ao meu redor.

O solavanco do elevador é o suficiente para nos fazer voltar a realidade, dou um beijo mais leve em seus lábios e noto o quanto ela estava com ele inchados com o meu desespero por desejá-los.

Mas o que posso dizer, ela tem algo que me deixou ainda mais enlouquecido do que o momento que a vi na frente do lugar onde a tomei como um cretino. Seguro em sua mão e a puxo em direção para o apartamento.

Minha cabeça estava tão tumultuada que não fazia ideia o que falar e pelo que via em seu rosto ela estava tão assustada como eu naquele momento.

Entramos no apartamento e deixo que ela conheça o lugar enquanto vou até o bar e me sirvo com um scott doze anos, a única garrafa que tem, já que fui eu quem trouxe hoje.

- Por que me trouxe aqui? - Ela pergunta e quando me viro, a via parada no meio da sala.

Viro o conteúdo do copo de uma única vez, sinto a queimação em minha garganta, encho o copo novamente e olho para a garota que estava aguardando a minha resposta.

O apartamento já estava todo mobiliado, quando o comprei pedi que tivesse três quartos, já que sabia que a Giulia dividia o seu dormitório com a sua amiga e imaginei que ela fosse convidá-la para morar juntas.

- Está aqui por que fui bruto com você. - Digo tomando um gole.

Estico a mão para que ela se sente na poltrona ao meu lado, vejo seu rosto ficar indeciso e deixo que ela faça as suas decisões.

- Não há necessidade de se redimir senhor De Luca, estou bem. - Percebo quando ela faz uma pequena careta e suas pernas se apertam.

- Não acredito em você, que tal se sentar para podermos conversar? - Falo um pouco mais baixo para convencê-la.

Ela respira fundo, acho que percebe que só sairá daqui quando realmente conversarmos, a observo enquanto ela tenta puxar o tecido para cobrir as pernas bonitas que têm.

- Vergonha senhorita? - Ela mantém os olhos presos em suas coxas e um rubor em suas bochechas.

- Não deveria estar aqui...

Tomo o resto do que havia no copo e deixo o copo no chão, me ergo do sofá e caminho lentamente até onde a garota estava sentada com um ar de nervosismo.

- Não machucarei, você. - Digo ao me sentar ao seu lado. - Mas quero, sim, me redimir, mulher nenhuma merece uma primeira vez como foi a sua! - Digo em um tom mais baixo.

Ergo o seu queixo e espero que os seus olhos encontre os meus, preciso saber como ela está acima de tudo. Estou envergonhado por ser tão bruto como fui com ela.

Alessa tem um corpo que parece tão indefeso, fui um idiota como deixei que ela me envolvesse daquela forma e principalmente sei que ela deve estar toda dolorida.

- Não me olhe assim... - Ela diz indignada.

- Assim como? - Pergunto reprimindo uma risada.

Achei-a linda com o jeito irritado dela.

- Como se eu fosse uma garota inocente, que fui seduzida por alguém mais velho. - Dessa vez não resisto e deixo a risada sair.

- Muito pelo contrário, quem fui seduzido fui eu! - Me aproximo ainda mais de seu rosto.

- O que está fazendo? - Ela sussurra!

- Mostrando que posso ser gentil...

Prendo os nossos lábios novamente, sentindo quando ela se rende e passa os braços por meu pescoço.

- Aceito a sua oferta...

Era tudo o que precisava ouvir, que ela dissesse que aceita ser minha novamente.

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