Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > O PRAZER DO CEO
O PRAZER DO CEO

O PRAZER DO CEO

Autor:: Fire Books
Gênero: Romance
Felipe Diniz é o CEO mais temido da indústria de cosméticos: frio, poderoso e incapaz de amar. Para ele, mulheres são apenas conquistas passageiras... até Helena Assunção cruzar seu caminho. Secretária por contrato, mas tentação proibida em cada olhar, ela desperta nele uma obsessão avassaladora. O que deveria ser apenas desejo se torna um choque devastador quando Felipe descobre quem Helena realmente é: o grande amor de sua infância. Entre noites intensas, segredos perigosos e feridas do passado, ele terá que escolher - abrir mão do poder para amá-la ou usá-lo para possuí-la para sempre.

Capítulo 1 Meu pecado... O início

Felipe Diniz

O pecado sempre foi meu território. Desde cedo, aprendi que homens como eu não sobrevivem sendo santos. O mundo exige ferocidade, e eu ofereci isso em dobro. Empresário, magnata, dono de tudo o que o dinheiro pode comprar - mas ainda assim, refém daquilo que o dinheiro nunca pôde me dar: redenção.

E eu nem sei se quero ser redimido.

Não quando ela apareceu na minha vida.

Helena Assunção.

Uma mulher que não nasceu para ser minha, mas que, de alguma forma, já me pertence. Ela não faz ideia do quanto sua inocência me provoca, do quanto sua resistência me instiga. Eu a observei antes mesmo que ela me notasse. O jeito como seus olhos brilham quando tenta esconder a verdade... o tremor sutil em sua voz quando finge que não sente nada.

Helena me desafia.

E eu nunca recuo diante de um desafio.

Mas existe algo que ela não sabe: meu interesse nela não nasceu do acaso. Carrego segredos que poderiam destruir qualquer esperança de amor verdadeiro. O destino que nos uniu também pode ser a ruína dela - e eu não tenho certeza se conseguirei escolher poupá-la.

Porque cada vez que penso em Helena, não é redenção o que eu desejo. É a perdição. A dela. A minha. A nossa.

Helena é a contradição que me atormenta.

Enquanto o mundo me enxerga como um predador - e eu não faço questão de negar esse papel - ela insiste em olhar para mim como se pudesse encontrar algo além da escuridão. Algo que eu mesmo já não sei se existe.

Eu tento afastá-la. Tento, mas não consigo. Cada vez que respiro, sinto seu perfume impregnado em mim. Cada vez que fecho os olhos, ouço sua voz me implorando, sem dizer palavra alguma, para ser possuída.

Acontece que eu não sou um homem qualquer. E minha vida não é feita de flores. Helena não sabe, mas se aproximar de mim é dançar à beira do abismo.

Ainda assim, quando a vejo sorrir, quando sinto sua pele se arrepiar sob meu toque, percebo que já é tarde demais para voltar atrás.

Porque eu não quero salvá-la do meu inferno. Quero que ela arda comigo.

As pessoas me chamam de muitas coisas: empresário, gênio dos negócios, milionário, devasso. Nenhuma dessas palavras me incomoda. Porque no fim, todas são verdadeiras.

Mas Helena ousa me chamar de algo que ninguém jamais disse: humano.

Ela não fala com palavras, mas com o olhar. Um olhar que me atravessa, que me tira o fôlego, que me lembra de tudo o que perdi ao escolher ser quem sou.

E é isso que torna o pecado ainda mais irresistível.

Porque se eu tocar Helena, não será apenas desejo. Será condenação.

E eu não sou o tipo de homem que se afasta da condenação. Eu corro em direção a ela.

Se existe redenção, não é para mim.

Mas talvez, só talvez, eu encontre salvação no corpo e na alma de Helena Assunção.

Ou talvez eu a destrua no processo.

O que importa é que agora, ela já é minha.

E não há volta depois disso.

❤️

Helena Assunção

Eu sempre acreditei que meu coração tinha limites.

Vivi minha vida seguindo regras, me mantendo em segurança, longe de tentações que poderiam me arruinar. Aprendi desde cedo que certos homens são como labirintos: belos por fora, sombrios por dentro. E eu jurei que jamais me perderia em um deles.

Até conhecer Felipe Diniz.

Ele é o tipo de homem que deveria vir com um aviso impresso na pele: perigo. Seus olhos me despem sem tocar, sua voz me prende sem gritar. Quando está perto, meu corpo inteiro se lembra de ser mulher, ainda que minha mente implore para resistir.

Não faz sentido. Não deveria acontecer. Mas acontece.

Eu sinto.

E é isso que me assusta.

Felipe é poder, é arrogância, é controle. Um homem que parece não ter limites. Eu, por outro lado, sempre vivi de limites. Ele transborda. Eu me contenho. Ele domina. Eu me protejo.

Mas quando nossos mundos colidem, quando suas mãos roçam minha pele e seus lábios pronunciam meu nome, percebo que não há muros que resistam à tentação.

Ele é meu pecado.

E talvez eu já esteja disposta a cometê-lo.

Existe algo em Felipe que me prende, mesmo quando meu instinto grita para fugir.

Ele é cruel na forma como me olha, como se tivesse o poder de decifrar todos os meus segredos. É perigoso na maneira como toca, porque cada toque dele é uma promessa não dita de prazer e destruição.

E ainda assim... há momentos em que percebo rachaduras em sua máscara. Um silêncio prolongado, um olhar que carrega mais dor do que arrogância, um gesto inesperado de cuidado. É nesses instantes que meu coração comete a loucura de acreditar que por trás do magnata implacável existe um homem em guerra consigo mesmo.

Talvez seja isso que me atrai: o risco de descobrir quem ele é de verdade. Ou talvez seja apenas a tentação de me perder em alguém que representa tudo o que eu deveria temer.

Mas eu sei, com cada fibra do meu ser, que o caminho que nos une não é de flores. É feito de espinhos, segredos e tentações.

E, mesmo assim, eu não consigo dar um passo atrás.

Às vezes, penso que Felipe é um vício.

Quanto mais tento resistir, mais me afundo. Quanto mais o afasto, mais o quero por perto.

Ele é meu erro, e ainda assim me parece a única escolha certa.

Talvez porque, no fundo, eu já tenha entendido que não nascemos para viver seguros. Nascemos para viver intensamente.

E Felipe Diniz é intensidade em forma de homem. Meu maior perigo. Meu pecado mais doce.

Capítulo 2 Primeiro Encontro

Dias Atuais

Diniz Cosmetics

São Paulo|Brasil

Felipe Diniz

- Senhor Diniz, vou me casar e por esse motivo quero pedir a minha demissão.

Os ponteiros do relógio marcavam 10h:01min da manhã, quando percebi que hoje não seria um dia fácil e muito menos prazeroso como eu imaginava. Tudo isso graças à única mulher que nunca despi e devorei sob a minha mesa: Denise Soares.

Foram exatamente essas as palavras de Denise, a mulher que foi a minha secretária durante os últimos cinco anos, e a única que durou tanto tempo no cargo, e isso se deve unicamente ao fato dela ser lésbica. Porque se não fosse por isso, ela teria desaparecido por conta própria depois de passar pelas minhas mãos como fiz com todas as outras, e perceber que tudo não passou de uma mera diversão pra mim.

- Casar? E desde quando casamento é motivo para pedir demissão? - rosno, batendo na mesa com força.

Ela ajeita os óculos de grau, e com a tranquilidade de sempre, responde:

- A partir do momento que vou me mudar para Londres com a minha companheira.

No mesmo instante, um ruído de algo sendo quebrado pôde ser ouvido na sala. Era uma caneta que havia sido partida ao meio em minhas mãos, assim como a minha pequena paciência para problemas matutinos.

Reunindo a pouca paciência que eu tenho, ajeito meu paletó azul marinho e a encaro dizendo:

- Ouça bem, Denise. Eu não permito que você se demita. Nada acontece nessa empresa sem passar pela minha supervisão. Esqueceu quem dá as ordens e dita as regras por aqui?

Ela respira fundo. Solta um sorriso irônico. E lança um olhar em minha direção de como quem dizia: "pode mandar em suas submissas, mas em mim, jamais."

- Com todo respeito que lhe devo senhor Diniz. O senhor pode mandar na sua empresa, nos seus negócios milionários e até nas mulheres fúteis que já passaram por aqui. Mas na minha vida pessoal mando eu. E eu quero a minha demissão.

Bufo de ódio.

Denise sempre foi leal. Até a apelidei de cão de guarda, por causa do seu gênio forte, e por sempre solucionar problemas que ninguém do quadro de funcionários conseguia. Agora, do nada, ela surge com a brilhante ideia de se desligar das suas obrigações unicamente para realizar um capricho.

Isso é uma traição!

Como Denise poderia me abandonar dessa maneira, unicamente por conta de um casamento, depois de tudo o que fiz por ela?

"O que você fez por ela além de abusar da coitada e sequer pagar as horas extras que lhe deve?"

"Você é o único culpado por Denise está indo embora. Se ela não te suportou é porque você é um caso perdido Felipe Diniz."

Tentei manter a minha postura, a minha cabeça erguida e o meu olhar firme de sempre. Mas a pouca consciência e humanidade que ainda me restavam me sabotava. Eu sabia que errei com Denise diversas vezes, mas eu nunca assumiria isso. Felipe Diniz não se rebaixa a ninguém, muito menos a uma secretária tão inteligente e perspicaz como Denise Soares.

- Denise você ... - tento falar, mas Denise me corta, e sem medo, começa a dizer coisas que nunca ouvi de ninguém. Até porque todos sabiam as consequências de me enfrentar. Mas ela parecia ter deixado de ser uma gata medrosa para se tornar uma onça da noite para o dia.

Inferno!

Parece que tudo sempre acontece dessa maneira, e alguém me rouba algo importante e necessário na minha vida. Mas essa não é a primeira vez que alguém decide me abandonar. E também não será a primeira vez que baixarei a guarda deixando de ser quem sou. Um empresário de sucesso. O homem mais desejado e cobiçado de todo país.

Sou Felipe Diniz e isso não mudará jamais.

- Não se preocupe, senhor. Como sempre, já providenciei tudo com antecedência. Até porque eu já esperava essa reação infantil por sua parte.

- Infantil? Como você ousa... - Denise ergue o indicador me fazendo parar.

Bufo de ódio. Mas me contenho. Não posso e não quero estragar a minha manhã com o faniquito de uma reles empregada. Se quer se casar, que se case. Mas depois não venha ajoelhar arrependida diante de mim, pois não terei piedade.

Permaneci calado. Mas me arrependi amargamente de não ter expulsado essa abusada a pontapés após ela dizer tantas atrocidades.

- Já estou saindo dessa empresa, portanto, esse é o momento que tanto aguardei para lhe dizer tudo o que penso sobre a sua conduta durante todos esses longos e fadigantes anos. Para mim, e para todos dessa empresa, o senhor não passa de um sujeito arrogante, prepotente, que imagina ter um filhote de Mufasa dentro da barriga e pensa que todos somos seus escravos.

Em seguida ela joga uma pasta transparente na minha mesa e conclui.

- Aí está a minha carta de demissão, senhor Diniz. Não precisa se dar ao trabalho de alegar justa causa, porque já me respaldei de todos os meus direitos, além de ter provas suficientes para pôr o senhor no chinelo com relação às horas extras que fiz durante esses anos até o garanhão aí finalizar a imbecil da vez em cima da sua mesa... Ah! Detalhe. Sem receber nenhuma comissão por isso.

Fico em silêncio. Apenas digerindo as palavras cortantes dela. Em tudo o que dizia, ela tinha razão. Eu era isso tudo e muito mais. Porém, nunca assumiria.

- E não se preocupe, porque já tenho alguém para ocupar a minha vaga. O nome da sua próxima vítima é Helena Assunção. E desejo que ela não tenha a mesma paciência que eu tive, e que esfole o senhor no pior sentido da palavra.

Ela termina de falar, dá as costas e antes de bater a porta mostra o dedo do meio pra mim e sai de cabeça erguida.

"Helena? Esse nome me trás recordações que estão enterradas durante anos. Só pode ser uma piada do maldito destino."

Com punho fechado bato na mesa.

- Caralho! Para todos nessa empresa sou um babaca fantasiado de grande Ceo da Diniz Cosmetics? - irritado, pergunto a mim mesmo olhando aquela pasta ainda sobre a mesa.

Furioso, empurro a cadeira para longe e quando estava seguindo até a porta para confrontar a dona Denise a respeito de suas merdas, ouço batidas firmes. Me afasto na hora. Rapidamente voltei à minha posição inicial, sentando na poltrona atrás da mesa.

- Entre! - ordeno frio.

Em seguida a porta foi aberta, e eu quase caí pra trás com o que vejo.

Meu corpo reage automaticamente, e junto as batidas descompassadas do meu coração.

Que merda está acontecendo aqui?

Quem é ela?

A resposta veio automaticamente.

- Essa é a senhorita Helena Assunção. A minha substituta. - ouço Denise falar, mas eu não consigo responder. Estava em transe diante daquela perfeição em forma de mulher.

"Não se iluda achando que ele é um cordeiro. Está diante de um lobo devorador. Fuja enquanto pode."

Ouço a voz de Denise com seu sarcasmo e em seguida a porta é fechada com força.

Se tratando das escolhas de Denise, e da maneira como me odeia, imaginava outro tipo de pessoa, uma senhora de meia idade, baixa, com óculos fundo de garrafa e cabelos grisalhos. Mas o que tenho diante de meus olhos é a perfeição em forma de mulher.

Quando ela entrou na minha sala parecendo está acostumada a pertencer ao meu mundo - eu já sabia, essa mulher vai me dar muita dor de cabeça. E quanto eu digo cabeça, não é consequentemente a de cima. Se é que me entendem. Helena Assunção, um nome delicado, mas cheio de contrastes, e principalmente curvas bastante generosas, que me deixavam aceso apenas de olhar.

Mas tirando essa parte sexual que me estiga, existia algo por trás daquele olhar sério e daquele corpo firme. Helena era o tipo de pessoa que não se curva diante de nada e de ninguém. E isso era o suficiente para ativar a minha curiosidade. Ela não era a primeira secretária gostosa que entrou no meu escritório, mas de longe, é a única que realmente ativou o meu instinto pedrador.

"Eu quero essa mulher pra mim. Na minha cama. Basta uma noite com ela para o meu interesse desaparecer e eu dar continuidade a minha vida perfeita."

Eram exatamente essas palavras que o meu subconsciente gritava incansavelmente.

Posso ter a mulher que eu quiser. Eu sabia disso melhor do que ninguém. Mas, nesse momento, eu quero Helena... E ela será minha custe o que custar.

Capítulo 3 Em chamas

Felipe Diniz

Existe algo nela maior do que a sua beleza física, que me desarma e me impede por algum instante de ser o homem frio que sempre fui quando o assunto eram mulheres. Talvez seja o nome dela que tenha me feito ter essa sensação.

Helena... é um nome aparentemente comum, mas para mim, durante décadas, teve uma importância gigantesca. Mas é óbvio que não se tratava da mesma pessoa, primeiro pelo sobrenome, e segundo pelo fato que essa diante de mim é uma mulher exuberante, com o olhar altivo, longos cabelos negros e um par de olhos âmbar que mesmo por trás daqueles óculos com armação transparente eu conseguia enxergar.

Como um pedrador a observei com atenção. Estava atento a cada detalhe. Cada movimento dela parecia um convite ao paraíso, ou ao inferno, que segundo os meus desafetos eu pertenço. O jeito como ela segurava firmemente e sem vacilar a pasta de couro preto. A curva do pescoço, quase imperceptível, e seu corpo curvilíneo que estava insistentemente me convidando a cometer os maiores pecados nesta sala e em qualquer lugar que ela desejasse. O seu perfume era leve, suave e fascinante, assim como ela, que bastou surgir para envolver o ar à sua volta.

Sentimentos?

Eu?

Nunca! Isso é coisa para idiotas. Com mulheres eu agia por instinto, necessidade e nada além disso. Elas me davam o que eu queria, e recebiam o que mereciam de volta. Nos negócios sou frio, calculista e impiedoso. E com as mulheres, ofereço um prazer inigualável e gemidos perfeitos que elas jamais esquecem.

Mas essa mulher diante de mim tem algo diferente. Ela é uma tentação. E isso é instigante, desafiador, mas ao mesmo tempo perigoso.

Permaneci sentado atrás da minha mesa, tentando manter a minha postura de CEO impecável, com o computador ligado em planilhas que eu sequer saberia nomear, e a minha imaginação estava voando para lugares que ninguém imaginava. Sinto minhas mãos suarem, eu estava ansioso, algo raro de acontecer. Há não ser quando eu tinha nove anos de idade, época que eu evito relembrar. Ela dava passos lentos em minha direção, e seu olhar sem desviar do meu um segundo sequer.

Com a aproximação dela, o nervosismo dentro de mim aumentava. Eu não estava conseguindo controlar a minha ansiedade, e eu já sabia: essa mulher não sairia dessa sala sem me marcar de alguma maneira, nem que sejam apenas marcas invisíveis de desejo.

- Bom dia, senhor Diniz - disse Helena, com firmeza, mas sem perder aquele leve rubor que tanto me excitava.

Fiz um gesto com o olhar para que se aproximasse, e ela veio. Cada um de seus passos juntamente com o ruído do seu salto agulha no assoalho aumentam o meu desejo por ela. Com um simples gesto ou um toque eu poderia quebrar qualquer barreira entre nós. Mas eu não queria apenas isso dela, eu não queria apenas tê-la em meus braços, eu queria aproveitar cada instante desse nosso primeiro contato. O olhar de Helena escondia algo que eu não via a hora de decifrar, era como um tesouro escondido que eu precisava procurar com atenção e muito cuidado, para no momento certo me deliciar com aquela jóia.

Ela me desejava, isso era nítido. A sua reação ao entrar pela porta e a maneira como olhou para mim demonstrava isso. Ela me quer, só ainda não se deu conta disso. Posso até afirmar que seu batimento cardiaco está alterado, mas não mais do que a minha pulsação embaixo da calça, que por sinal está a ponto de explodir.

A minha mente está fervilhando, e ela parada, de pé, diante de mim aguardando a minha reação. Enquanto dentro da minha cabeça só existiam pensamentos sombrios, pervertidos e obsessivos.

"Ela será minha!"

"Não importa o quanto resista, e quanto tempo demore, mas Helena Assunção será minha."

Tudo nela me consumia. E, mesmo tentando me concentrar nas planilhas fixadas na tela à minha frente e nas merdas que Denise cometeu a pouco, eu só conseguia pensar no calor que começava a se formar dentro do peito, na força que crescia em minhas mãos, na necessidade urgente de tocá-la, de sentir sua pele contra a minha e o meu corpo junto o seu.

Inferno!

O que está acontecendo comigo?

Contenha-se Felipe, ou pode cometer um erro mortal capaz de expôr seus negócios, sua empresa e a sua reputação de inatingível. E uma reles secretaria, por mais gostosa que seja, não vale todo o império que construiu. Ou será que uma simples foda e alguns gemidos perfeitos valem a fortuna bilionária que construiu com tanto sacrifício?

- Senhor Diniz... - Helena interrompeu meu devaneio, com a voz baixa, quase tímida, mas firme o suficiente para me fazer tremer por dentro. - A senhorita Denise me orientou a organizar os documentos. Posso... posso organizar os arquivos do setor financeiro agora?

Sorri, um sorriso cético, frio, mas cheio de segundas intenções.

- Faça como quiser. Mas... deixe-me observar primeiro - respondi, quase sussurrando.

E então, enquanto ela se aproximava da mesa, inclinando-se ligeiramente para alcançar os arquivos, senti cada movimento dela, os gestos, as curvas de seu corpo quase se insinuando diante de mim. Minha respiração ficou mais profunda, meus dedos se apertaram sobre a caneta, e uma parte de mim, aquela que eu nunca admitiria, já a desejava completamente.

Ela sequer imaginava o que estava acontecendo, mas cada milésimo de segundo que passávamos dentro daquela sala era um jogo de sedução que eu estava ganhando. Um jogo silencioso e discreto, onde o prêmio seria ela, de corpo e alma para o meu prazer. Eu não me permitia fraqueza, mas naquela manhã, diante dela, fui arrancado de meu próprio controle.

- Senhor Diniz... - ela repetiu o meu sobrenome, um pouco mais confiante agora, talvez percebendo o que estava acontecendo naquele momento - Há algo que deseja que eu faça primeiro antes de verificar os arquivos?

"Sim. Quero que traque aquela porta e retire toda sua roupa, exceto o salto alto e a lingerie deliciosa que deve está usando por baixo dessa saia social."

Essa seria a minha vontade naquele momento. Mas, óbvio que não foi isso que respondi. Não naquele momento. Mas a hora certa chegaria muito em breve.

Respiro fundo. Desvio meu olhar para a tela do computador, evitando assim um confronto direto com aquele olhar que estava me tirando do rumo. Pigarreio, limpando a garganta. E por fim com a minha voz firme, quase cruel, mas carregada de intenção respondo:

- Apenas fique onde está, Helena. Apenas fique... e deixe que eu veja quem você realmente é. - falo e percebo a expressão facial dela mudar, então mudo o tom e continuo - Como foi Denise quem a contratou não a dispensarei, porém, ficará em período de experiência. Só então decidirei o seu destino... Nessa empresa.

Quase vacilei na última palavra. E ela percebeu isso, pois franziu levemente a testa, surpresa, talvez confusa, mas não recuou. E naquele instante, percebi algo que me deixou ainda mais fascinado: coragem. E a coragem sempre é sexy e irresistível.

Enquanto ela se afastava para pegar os arquivos, não consegui evitar pensar: Não será apenas uma secretária. Ela será minha obsessão, meu desejo e o meu pecado. E, naquele instante, já sabia que nenhuma mulher antes dela havia conseguido isso. Nenhuma tinha me desafiado, me seduzido com apenas um olhar e um gesto. Ela tinha a combinação perigosa de força e vulnerabilidade que me enlouquecia.

Por horas, continuei observando cada gesto dela e cada movimento enquanto a minha mente traçava maneiras de tê-la pra mim. Cada toque acidental de seu braço me queimava por dentro e todas as vezes que ela se dirigia a mim, até mesmo através da linha telefônica já era o suficiente para me desestabilizar completamente.

E então, quando finalmente olhei para ela de frente, percebendo que já não havia mais espaço para dúvida, pensei: Helena Assunção... você não é apenas minha nova secretária. Você será meu pecado, meu prazer e a minha perdição... e eu não vou esperar que me peça para ser minha. Eu vou tomar você com força e antes que perceba estará completamente rendida aos meus pés. E assim como fiz com todas as outras vou te proporcionar o melhor sexo da sua vida, e te fazer lembrar de mim para sempre. Não como um caso de amor ou nada semelhante, mas sim, como o único homem que foi capaz de te levar do paraíso ao inferno na mesma noite.

Estou em chamas por você, bonequinha... E vou te arrastar para esse incêndio até que você queime comigo.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022