Meu nome é Sofia e dediquei sete anos da minha vida, corpo e alma, a um sonho: criar o aplicativo "SoulLink" para conquistar o homem que eu amava secretamente, Daniel, meu carismático CEO.
Na véspera do lançamento, ele descobriu meu sistema secreto de "conquista" , projetado para seu coração. Ele me chamou de "perseguidora doente" , me humilhou publicamente e me demitiu, substituindo-me por Lívia, a filha de um senador.
Passei de gênio da tecnologia a fraude oportunista da noite para o dia, um alvo de escárnio público. Arrasada, afoguei minhas mágoas em um bar.
Foi então que Marcos, um investidor anjo lendário, se aproximou. Ele disse que Daniel era um tolo e que acreditava em mim de uma forma que ninguém mais o fez.
Para provar seu ponto, ele orquestrou uma falência espetacular, sacrificando uma fortuna colossal. Ele disse que o fez por mim, que sempre me admirou e que me amava. Pediu-me em casamento em meu momento de maior fraqueza. Eu, cega por um resgate, aceitei.
Mas a vida com Marcos era uma farsa elaborada. Ele não me amava; ele me usava como ferramenta, um bode expiatório em seu jogo de poder. Escutei-o ao telefone, revelando que bancara o "arruinado" para que Lívia, a mesma que me humilhara, pudesse assumir seu lugar sem levantar suspeitas. Era tudo uma manipulação.
Meu mundo desabou pela segunda vez, e a dor era insuportável. Minha salvação se tornou uma prisão. Não podia mais viver nessa teia de mentiras. Meu sistema, o núcleo do SoulLink, era mais do que um aplicativo. Era uma saída.
"Sistema" , sussurrei, "solicito minha saída deste mundo." A tela mostrou: "Pedido recebido. Tempo restante: 7 dias."
Uma contagem regressiva para a liberdade, ou para o fim? Eu não sabia, mas algo em mim, a Sofia que se recusava a ser quebrada, se preparava para a batalha final.
Na véspera do lançamento do aplicativo "SoulLink", o ar no escritório parecia vibrar com eletricidade, e Sofia sentia cada partícula dessa energia em sua pele. Sete anos, ela pensou, um sorriso discreto tocando seus lábios enquanto olhava para o CEO carismático, Daniel, que discursava para a equipe. Sete anos de sua vida, codificando, projetando e sonhando, não apenas com o sucesso do aplicativo de relacionamento que criara, mas com o homem que o inspirara.
Para ela, o SoulLink não era apenas um negócio, era a materialização de seu amor por ele, um sistema complexo projetado para uma única "conquista": o coração de Daniel. Ela acreditava que, com o lançamento, ele finalmente veria seu valor, seu talento, e talvez, o amor que ela dedicou a cada linha de código. A contagem regressiva em seu monitor pessoal, a que só ela tinha acesso, mostrava que a conquista estava em 99%. Faltava apenas um passo.
A porta do seu pequeno laboratório se abriu com um estrondo, e a figura imponente de Daniel preencheu o espaço. Seu sorriso, que antes aquecia salas inteiras, agora era gelado. Ele jogou um tablet na mesa dela, a tela exibindo a interface secreta do sistema de "conquista", a mesma que ela olhava há poucos minutos. "O que é isso, Sofia?", ele perguntou, a voz baixa e perigosa, cortando o silêncio. O sangue de Sofia gelou, o pânico subindo por sua garganta. Ela não conseguia formular uma palavra. Ele viu tudo, a barra de progresso, o nome dele como alvo principal. "Sete anos", ele continuou, rindo sem humor, "eu pensei que você era uma desenvolvedora genial, leal. Mas você é apenas uma perseguidora doente, que me transformou em um prêmio no seu joguinho particular". Sofia tentou explicar, dizer que era sua forma de mostrar dedicação, um amor desesperado, mas as palavras não saíam. "Você está despedida", ele declarou, cada palavra um golpe. "O aplicativo será lançado amanhã, mas não por você. Lívia, a filha do Senador Almeida, será a nova co-fundadora. Ela entende de imagem, de poder. Coisas que você, obviamente, não entende". Ele se virou para sair, parando na porta. "E pode esperar, o mundo saberá que tipo de pessoa manipuladora você é". As luzes do escritório, que antes pareciam promissoras, agora a sufocavam, e a humilhação pública que se seguiu foi avassaladora, com a imprensa a pintando como uma fraude oportunista.
Desolada, Sofia se viu em um bar escuro, o mundo desmoronando ao seu redor, quando uma figura se sentou ao seu lado. Era Marcos, o famoso investidor anjo, um homem cuja reputação era quase mítica no mundo da tecnologia. Ela o conhecia de vista, de eventos da indústria, mas nunca haviam conversado. "Ouvi o que aconteceu", ele disse com uma voz suave e cheia de simpatia. "Daniel é um tolo. O que ele fez com você foi desprezível". Para provar seu ponto, Marcos fez algo impensável. Nos dias seguintes, ele orquestrou uma falência espetacular, sacrificando publicamente grande parte de sua fortuna e abalando o mercado. A notícia estava em todos os lugares, e ele foi aclamado por alguns como um mártir e ridicularizado por outros como um fracassado. Ele a encontrou novamente, parecendo tão perdido quanto ela. "Eu fiz isso por você, Sofia", ele confessou, os olhos fixos nos dela. "Para mostrar que acredito em você, não no poder ou no dinheiro. Eu perdi tudo, mas não me importo. Só me importo com você. Eu te admiro há anos. Case-se comigo. Me ajude a reconstruir tudo". O gesto grandioso, o sacrifício aparente, a confissão de amor no momento de sua maior fraqueza, comoveram Sofia profundamente. Parecia um resgate, uma redenção. Ela aceitou.
A vida com Marcos era um sonho, ele a mimava, a tratava como uma rainha, curando as feridas deixadas pela traição de Daniel. A culpa que ela sentia por ter sido a causa de sua "ruína" a fazia se dedicar a ele de corpo e alma. Ela se sentia segura, amada. Certa noite, passando pelo escritório dele, ela ouviu sua voz. Ele falava ao telefone com seu assistente, e o tom era completamente diferente daquele que usava com ela. Era frio, calculista. "Sim, o plano funcionou perfeitamente", dizia Marcos. "A falência foi um teatro caro, mas necessário. Sofia acreditou em tudo. Agora que estou 'arruinado' e casado com a culpada, Lívia pode assumir meu lugar na diretoria da empresa sem levantar suspeitas. Ninguém vai questionar a promoção da 'salvadora' da companhia". A voz continuou. "O amor? Claro que é uma farsa. Ela é apenas uma ferramenta, sua culpa a torna obediente. Continue monitorando os ativos, vamos recuperar tudo discretamente em seis meses".
O mundo de Sofia se quebrou pela segunda vez, de forma muito mais violenta. Não era amor, era manipulação. Não era um sacrifício, era um estratagema. Ela não era sua salvação, era seu bode expiatório, uma peça em um jogo que visava beneficiar a mesma mulher que a havia substituído e humilhado. A dor era insuportável, uma traição que cortava mais fundo do que a de Daniel. Ela correu para o quarto, o corpo tremendo de choque e dor. O choro não vinha, apenas um vazio gelado. Ela olhou para o nada, o rosto de Marcos, sempre tão gentil e amoroso, agora uma máscara grotesca em sua mente. Ela não podia mais viver nesse mundo de mentiras.
Com as mãos trêmulas, ela abriu seu laptop. Não o SoulLink, mas o sistema operacional por trás dele, o núcleo que só ela conhecia. Era sua criação mais fundamental, um poder que ia além de simples aplicativos. "Sistema", ela sussurrou, a voz rouca. "Solicito minha saída deste mundo". Uma interface simples apareceu na tela escura. [PEDIDO RECEBIDO. A SAÍDA SERÁ CONCEDIDA. TEMPO RESTANTE: 7 DIAS.]. Um cronômetro começou a contagem regressiva. Sete dias. Era tudo o que ela tinha para se despedir desse inferno.
Marcos entrou no quarto mais tarde, alheio à devastação que causara. Ele a abraçou, o calor de seu corpo agora repulsivo para Sofia. "Meu amor, você parece pálida. Algo errado?", ele perguntou, a preocupação em sua voz soando como o mais puro veneno. Sofia forçou um sorriso, o primeiro de muitos que ela daria nos próximos sete dias. "Apenas cansada", ela mentiu. O teatro dele continuava, mas agora, o dela também havia começado.
A notícia logo chegou: Lívia, a filha do senador, estava gravemente doente. Uma condição rara e degenerativa. E, coincidentemente, uma condição para a qual Sofia, em seus anos de pesquisa paralela, havia desenvolvido uma rara tecnologia de cura. Era um projeto pessoal, um esforço imenso que quase a levara à exaustão. Marcos, ouvindo a notícia, correu até Sofia. "Meu amor, sua tecnologia! Você pode salvar a Lívia! Por favor, pelo nosso futuro, pela nossa empresa!".
Sofia olhou para ele, o homem que a enganou, pedindo que ela sacrificasse sua obra-prima para salvar a mulher que ele amava de verdade. Ela sabia que era uma armadilha. Lívia a usaria, a incriminaria de alguma forma. Mas ela também sabia que não tinha escolha. Entregar a tecnologia era parte de seu plano de saída. Ela entregou os dados, os protótipos, tudo. E, como previsto, a armadilha se fechou. Poucos dias depois de Lívia começar o tratamento, ela sofreu uma "complicação". Sofia foi imediatamente acusada de sabotagem.
A polícia chegou à mansão de Marcos. "Sofia, você está presa por tentativa de homicídio", disse o oficial, as algemas frias se fechando em seus pulsos. Marcos assistiu a tudo, com uma expressão de dor e conflito no rosto, uma atuação perfeita para as câmeras de segurança que ele mesmo instalara. Ele prometeu que a tiraria dali, que provaria sua inocência. Mas Sofia já sabia a verdade.
Na delegacia, a humilhação foi pública e brutal. Jornalistas gritavam perguntas, flashes disparavam em seu rosto. A tortura começou no interrogatório, privação de sono, ameaças, humilhações verbais que a despojavam de sua humanidade. Ela se sentia completamente abandonada, um peão descartado. Em um momento de silêncio, ela ouviu a voz de Marcos vindo de uma sala ao lado, conversando com o senador. "Um pouco de humilhação é aceitável, Senador", dizia Marcos, a voz calma e pragmática. "Desde que Lívia fique bem e feliz, o sofrimento de Sofia é um preço pequeno a pagar. Ela vai entender... eventualmente".
Naquele momento, o coração de Sofia, que ela pensava já estar em pedaços, se transformou em pó. Ela se sentiu usada, traída em um nível que mal conseguia compreender. Mais tarde naquela noite, de volta à mansão sob fiança, enquanto Marcos dormia, ela vagou pela casa como um fantasma. Uma intuição a levou a um painel falso na parede do escritório dele. Atrás, um esconderijo secreto. O que ela encontrou lá a destruiu por completo. O pequeno cofre não continha segredos de negócios, mas sim um santuário para Lívia. Havia dezenas de retratos dela, pintados com uma devoção quase religiosa, e pilhas de cartas de amor, escritas por Marcos ao longo dos anos, detalhando seu amor eterno e seu plano para remover todos os obstáculos entre eles, incluindo Sofia. Ele nunca a amou. Ele sempre amou outra pessoa. Sofia pegou uma das cartas e a leu, as palavras de amor por Lívia queimando seus dedos. Ela olhou ao redor do escritório, para as fotos dela e de Marcos que ele insistia em manter na mesa, agora entendendo que eram apenas parte do cenário. Com uma calma assustadora, ela começou a destruir tudo que a ligava a ele, rasgando as fotos, quebrando os porta-retratos, preparando-se para o dia final. Em um evento de gala alguns dias depois, Lívia, já se recuperando, a humilhou publicamente, e Marcos a defendeu apenas para manter as aparências. Mas quando um ataque foi orquestrado contra Lívia, Marcos, sem hesitar, a puxou para a frente, usando seu corpo como escudo. A bala não a atingiu, mas a indiferença dele sim, provando sua total falta de consideração por sua vida.
A escuridão do quarto do hospital era um alívio para os olhos de Sofia, mas não para sua mente. Ela sobreviveu ao ataque na festa de gala, mas algo dentro dela havia morrido. A imagem de Marcos a usando como um escudo humano se repetia em um loop infinito, cada repetição apagando mais um pouco de sua alma. Ela estava deitada na cama, o corpo dolorido, quando ouviu vozes do lado de fora do quarto. Era Marcos e um médico. "Ela é forte, vai se recuperar", dizia o médico. A voz de Marcos soou baixa, quase um sussurro. "Isso não importa. O que importa é que Lívia viu.
Ela viu que eu a protegeria a qualquer custo. O susto de Sofia valeu a pena para provar meu amor por Lívia". A verdade, dita de forma tão crua e fria, foi como um balde de água gelada. Não havia mais espaço para ilusões, nem a menor fresta para a esperança de que houvesse algum resquício de humanidade nele. Foi um cálculo. A vida dela era uma variável em sua equação de amor por outra mulher.
Quando Marcos entrou no quarto, seu rosto estava moldado em uma máscara de preocupação. Ele se sentou ao lado da cama, pegando sua mão. "Sofia, meu amor, me perdoe. Eu entrei em pânico, não sabia o que estava fazendo". O toque dele era repulsivo. Ela puxou a mão de volta com uma força que não sabia que tinha. "Não me toque", ela disse, a voz rouca, mas firme. Ele pareceu surpreso, talvez até um pouco ferido pela rejeição. "Sofia...", ele começou, mas ela o interrompeu. "Eu ouvi você. Ouvi o que disse ao médico". O rosto dele ficou pálido. A máscara de preocupação vacilou, revelando o homem calculista por baixo. Por um instante, ela viu o verdadeiro Marcos, antes que ele recompusesse a expressão. "Você entendeu errado, estava delirando por causa dos remédios". A mentira era tão descarada que Sofia sentiu uma onda de náusea. A aversão que sentia por ele era tão física, tão palpável, que ela teve que se virar para o outro lado para não vomitar.
Assim que recebeu alta, de volta àquela mansão que agora era sua prisão, Sofia agiu. Ela foi até a estufa que construíra nos fundos da propriedade, um santuário de plantas raras e medicinais que ela cultivava com esmero. Era seu refúgio. Lá, ela encontrou as cartas de amor que havia escrito para Daniel, guardadas em uma pequena caixa de madeira. Eram cartas de uma garota ingênua e apaixonada. Com um suspiro, ela pegou a caixa e a levou para a lareira da sala de estar. Sem hesitação, jogou a caixa no fogo. As chamas consumiram as palavras de amor, o papel se contorcendo em cinzas. Era um ritual. Ela estava queimando seu passado, sua ingenuidade, a parte de si mesma que se permitiu ser tão cega.
Naquela mesma noite, uma inquietação a levou a explorar o escritório de Marcos novamente. Ela sabia que tinha visto tudo no cofre, mas algo a chamava. Ela passou os dedos pelas prateleiras de livros, pela mesa de mogno perfeitamente arrumada. E então ela viu. Um pequeno desnível no piso de madeira sob o tapete persa. Com o coração batendo forte, ela arrastou o tapete pesado e encontrou uma pequena alça de metal. Era um alçapão. Ela o abriu, revelando uma escada em espiral que descia para a escuridão. Hesitante, ela desceu. O que encontrou no final da escada a deixou sem ar. Não era um porão ou um depósito. Era uma galeria de arte secreta, e todas as pinturas, sem exceção, eram retratos de Lívia. Havia dezenas delas: Lívia sorrindo, Lívia pensativa, Lívia cavalgando, Lívia em um vestido de gala. Eram obras de arte de qualidade profissional, pintadas com uma obsessão detalhista. No centro da sala, em um cavalete, havia uma pintura inacabada, e ao lado, uma paleta de tintas frescas. Marcos era o artista. O amor dele por Lívia não era apenas uma declaração, era uma devoção artística, um segredo profundo e sombrio que ele escondia sob o chão de sua casa.
O som de passos no andar de cima a assustou. Ela subiu a escada correndo, fechando o alçapão e arrastando o tapete de volta para o lugar segundos antes de Marcos entrar no escritório. Ele a viu ali, parada no meio da sala, pálida e ofegante. "O que está fazendo aqui, querida?", ele perguntou, um tom de suspeita em sua voz. "Nada. Apenas... procurando um livro", ela mentiu, o coração martelando contra as costelas. Ele a observou por um momento, os olhos percorrendo a sala, como se procurasse algo fora do lugar. Seu olhar pousou no tapete, e por um segundo, Sofia teve certeza de que ele sabia. Mas ele relaxou e sorriu. "Deixe-me ajudá-la a encontrar". A tensão no ar era quase insuportável. Ele estava mentindo, e ela estava mentindo, e ambos sabiam disso.
Mais tarde, quando a casa estava silenciosa, Sofia voltou à lareira. Ela não tinha mais cartas para queimar, mas tinha memórias. Fotos dela com Daniel, pequenos presentes que ele lhe dera, qualquer coisa que a ligasse àquele primeiro amor tolo. Ela jogou tudo no fogo, assistindo as chamas purificadoras destruírem os vestígios de quem ela era. Era uma despedida de sua antiga identidade. A mulher que amou Daniel e depois acreditou em Marcos estava morrendo, e das cinzas, algo novo e mais duro estava nascendo.
Marcos, percebendo sua melancolia, tentou compensá-la com presentes. Chegou em casa no dia seguinte com uma caixa de veludo. Dentro, um colar de diamantes deslumbrante. "Para minha linda esposa", ele disse, tentando colocar o colar em seu pescoço. Sofia recuou. "Não quero", ela disse simplesmente. "Mas, Sofia, custou uma fortuna. É para mostrar o quanto eu me importo". "Eu não quero", ela repetiu, a voz vazia de emoção. Ela olhou para o colar, vendo apenas o preço de sua dor, o valor que ele colocava em sua vida. Era um insulto. Ela se virou e saiu da sala, deixando-o com a caixa aberta nas mãos, a expressão de confusão e frustração em seu rosto.
Alguns dias depois, Sofia decidiu sair de casa, precisava de ar. Caminhando sem rumo pelo centro da cidade, ela se sentiu um pouco mais leve, longe da atmosfera sufocante da mansão. Ela parou em frente a uma livraria, pensando em entrar, quando um carro de luxo parou bruscamente no meio-fio. A porta se abriu e Lívia saiu, olhando diretamente para ela com um sorriso cruel. Sofia sentiu um calafrio. Não foi um encontro casual.
Sofia se virou para ir embora, mas seu braço foi agarrado com força. Não por Lívia, mas por um de seus seguranças. "Aonde você pensa que vai?", Lívia disse, aproximando-se. "Eu quero conversar com você". O aperto em seu braço era doloroso. Sofia tropeçou e caiu, o joelho batendo com força no concreto áspero. Uma dor aguda subiu por sua perna.
Lívia se agachou ao lado dela, o rosto a centímetros do seu. "Você é tão patética", ela zombou, a voz um veneno doce. "Sempre caindo, sempre sendo pisada. Sabe, Marcos me contou tudo sobre o seu 'sistema de conquista'. Que ideia ridícula. Achar que poderia prender um homem como Daniel com tecnologia. E agora, você acha que pode prender Marcos também? Ele só está com você por pena. E porque eu permito". Cada palavra era um golpe calculado. Sofia olhou para o rosto perfeito de Lívia, vendo o puro prazer que ela sentia em infligir dor. E soube, naquele momento, que o que estava por vir seria muito pior do que qualquer coisa que já havia enfrentado.