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O Preço da Ingenuidade no Amor

O Preço da Ingenuidade no Amor

Autor:: Mu Xiao Ai
Gênero: Romance
A vida me sorria: arquiteta talentosa, um noivo apaixonado, uma família unida. Até que, num fatídico acidente de carro, minha ingenuidade me custou caro. Ao salvar a poderosa Dona Regina, tornei-me a "heroína", mas minha própria irmã, Isabella, e meus pais, orquestraram a mais vil das traições, roubando meu mérito, minha carreira e meu noivo, Marcos. Confinada a um leito de hospital, observei-os festejar minha desgraça, enquanto suas mãos se encontravam sob o lençol. A dor da traição era excruciante, superando qualquer ferimento físico. Meus próprios pais, insensíveis, sacrificaram-me por sua filha adotiva, e o fim chegou, não por acidente, mas por um "erro médico" orquestrado, deixando-me morrer sozinha, desonrada. Como pude ser tão cega? Como eles puderam ser tão cruéis? O desespero beirava a loucura. Mas o universo tinha outros planos: abri os olhos no dia do acidente, meu corpo inteiro, minha alma ardendo em fúria, com a sabedoria fria de uma vida de traição. Desta vez, não serei a vítima, serei a arquiteta da minha própria vingança.

Introdução

A vida me sorria: arquiteta talentosa, um noivo apaixonado, uma família unida.

Até que, num fatídico acidente de carro, minha ingenuidade me custou caro.

Ao salvar a poderosa Dona Regina, tornei-me a "heroína", mas minha própria irmã, Isabella, e meus pais, orquestraram a mais vil das traições, roubando meu mérito, minha carreira e meu noivo, Marcos.

Confinada a um leito de hospital, observei-os festejar minha desgraça, enquanto suas mãos se encontravam sob o lençol.

A dor da traição era excruciante, superando qualquer ferimento físico.

Meus próprios pais, insensíveis, sacrificaram-me por sua filha adotiva, e o fim chegou, não por acidente, mas por um "erro médico" orquestrado, deixando-me morrer sozinha, desonrada.

Como pude ser tão cega? Como eles puderam ser tão cruéis? O desespero beirava a loucura.

Mas o universo tinha outros planos: abri os olhos no dia do acidente, meu corpo inteiro, minha alma ardendo em fúria, com a sabedoria fria de uma vida de traição.

Desta vez, não serei a vítima, serei a arquiteta da minha própria vingança.

Capítulo 1

A memória daquela dor ainda era real, um eco fantasma em um corpo que não a sentia mais.

Eu me lembrava do cheiro de antisséptico do hospital, da luz fria e branca que parecia zombar da minha desgraça, e do zumbido constante dos aparelhos que me mantinham viva.

Naquela outra vida, eu era Sofia, uma arquiteta talentosa com um futuro que parecia brilhante, mas eu era, acima de tudo, ingênua.

Acreditava na bondade da minha família, no amor do meu noivo.

O ponto de virada foi um acidente de carro, uma terrível colisão em um dia chuvoso.

Eu não estava sozinha no carro, ao meu lado estava Dona Regina, uma das empresárias mais poderosas do país, uma mulher cuja vida eu salvei ao usar meu próprio corpo como escudo no momento do impacto.

Ela sobreviveu com arranhões, eu, com uma perna esmagada e ferimentos internos graves que me deixaram em uma cama de hospital por meses.

Em gratidão, Dona Regina me fez uma promessa, ela não apenas me daria uma posição de destaque em sua empresa, a maior construtora do país, mas também garantiria que minha família tivesse tudo o que sempre sonhou.

Era o início de um conto de fadas, ou assim eu pensava.

Enquanto eu lutava para me recuperar, um tipo diferente de podridão se espalhava pelas minhas costas.

Isabella, minha irmã de criação, a garota que meus pais adotaram e sempre amaram mais do que a mim, sua própria filha, viu sua oportunidade.

A inveja que ela sempre nutriu em segredo finalmente floresceu em uma traição completa.

Com a ajuda dos meus pais, que mentiram e manipularam em seu nome, Isabella tomou meu lugar.

Ela se apresentou a Dona Regina como a heroína do acidente, usando uma história fabricada sobre como eu estava muito abalada para assumir responsabilidades.

Ela roubou meus projetos, minhas ideias, minha promoção.

E ela não parou por aí.

Ela também roubou meu noivo, Marcos.

Ele, o homem a quem eu havia prometido meu futuro, era fraco, um oportunista que se deixou seduzir pela ambição de Isabella e pela promessa de poder rápido.

Lembro-me de vê-los juntos, visitando meu leito de hospital com falsos sorrisos e palavras de consolo, enquanto suas mãos se tocavam secretamente sob o lençol.

A dor da traição foi pior do que qualquer ferimento físico.

Meus próprios pais, quando os confrontei, disseram que eu deveria ser compreensiva, que Isabella merecia uma chance, que eu sempre fui a mais forte e poderia me recuperar.

Eles sacrificaram sua filha biológica pelo bem da adotiva.

O fim daquela vida foi patético, eu morri não pelo acidente, mas por uma "complicação" durante uma cirurgia de acompanhamento, uma complicação que eu agora sei que foi orquestrada.

Morri sozinha, desonrada e substituída.

Mas então, um milagre.

Eu abri meus olhos, não para a luz fria do hospital, mas para o sol quente da manhã em meu próprio quarto, o som dos pássaros do lado de fora da janela.

Meu corpo estava inteiro, forte, sem dor.

O calendário na parede confirmava, era o dia do acidente. O dia em que tudo começou.

O universo, por algum motivo, me deu uma segunda chance.

E desta vez, eu não seria a tola sacrificial.

Desta vez, eu seria a arquiteta da minha própria vingança.

Eu me levantei da cama, calma, e olhei para o meu reflexo no espelho.

A mesma Sofia, mas com olhos que continham a sabedoria fria e a dor de uma vida inteira de traição.

O telefone tocou, era minha mãe, sua voz cheia de uma falsa urgência.

"Sofia, querida, apresse-se! Você tem aquela reunião importante com a cliente, lembra? Isabella já está pronta, esperando por você no carro."

A cliente era Dona Regina. O plano deles já estava em movimento, eles queriam que Isabella estivesse lá, para que ela pudesse reivindicar o crédito. Na vida passada, eu corri, desesperada para não me atrasar, e dirigi de forma imprudente na chuva que se aproximava.

Hoje, não.

Eu observei o céu lá fora, as nuvens escuras se acumulando no horizonte.

A tempestade estava chegando, assim como a minha.

Eu respirei fundo, um sentimento de poder percorrendo minhas veias.

Eles queriam que eu me apressasse para a minha própria destruição, para que pudessem colher os frutos.

Eles pensavam que eu era a mesma Sofia ingênua.

Eles estavam terrivelmente enganados.

Desta vez, a heroína não seria eu, e o sacrifício certamente não seria meu.

Eu sorri para o meu reflexo, um sorriso desprovido de calor.

"Que eles esperem", murmurei. "Eles vão esperar por muito tempo."

A vingança é um prato que se come frio, e a minha estava prestes a ser servida.

Capítulo 2

O som da voz da minha mãe no telefone era estridente, cheio de uma urgência fabricada que agora soava ridícula aos meus ouvidos.

"Sofia, você está me ouvindo? Isabella está esperando! Você vai fazer vocês duas se atrasarem!"

Eu desliguei o telefone sem responder, o silêncio repentino no quarto era delicioso.

Desci as escadas calmamente, saboreando cada passo.

Na vida passada, eu teria descido correndo, tropeçando em minha própria ansiedade para agradar.

Agora, eu me movia com a deliberação de uma rainha em seu próprio castelo.

Na sala de estar, encontrei a cena exatamente como me lembrava, Isabella estava de pé junto à porta, vestida em um terninho caro que era meu, batendo o pé impacientemente.

Meu pai estava lendo o jornal, fingindo indiferença, enquanto minha mãe andava de um lado para o outro.

"Finalmente!", minha mãe exclamou ao me ver. "O que demorou tanto? Vamos, vamos, vamos!"

Eu a ignorei e fui até a cozinha preparar uma xícara de café.

"Sofia!", Isabella disse, sua voz um sibilo agudo. "Não temos tempo para isso! A reunião com Dona Regina é a oportunidade de uma vida!"

"Sua oportunidade, você quer dizer", eu respondi calmamente, sem olhar para ela, enquanto a água quente enchia a xícara.

O silêncio caiu sobre a sala, um silêncio pesado e chocado.

Eu nunca tinha falado com Isabella assim antes.

"O que você quer dizer com isso?", minha mãe perguntou, sua voz vacilando.

Eu me virei, segurando minha xícara de café, e olhei para os três.

Eles eram os arquitetos da minha ruína, os rostos sorridentes da traição.

"Eu não vou a lugar nenhum", eu anunciei. "Estou com uma dor de cabeça terrível, acho que vou ficar em casa hoje."

"Você não pode!", meu pai disse, finalmente baixando o jornal, seu rosto uma máscara de irritação. "Esta reunião é crucial para o futuro da família!"

"É mesmo?", eu disse, tomando um gole do meu café. "Então talvez Isabella deva ir sozinha, ela parece tão ansiosa."

O pânico brilhou nos olhos de Isabella por uma fração de segundo antes que ela o escondesse com uma expressão de preocupação.

"Mas Sofia, o projeto é seu! Eu não poderia... eu só estou indo para te dar apoio."

Mentiras. Tão fáceis, tão naturais para ela.

"Não se preocupe", eu disse com um sorriso doce. "Tenho certeza que você vai se sair bem, afinal, você é tão talentosa."

Eu me virei para sair da sala, mas uma das empregadas, Maria, uma mulher que sempre fora leal aos meus pais, bloqueou meu caminho para as escadas.

"Senhorita Sofia, seus pais insistem que você vá."

"Saia do meu caminho, Maria", eu disse, minha voz baixa e firme.

"Eu não posso, senhorita, tenho ordens."

Eu a encarei, vendo a cumplicidade em seus olhos.

Ela sabia, todos eles sabiam do plano.

Eles eram todos parte disso.

A raiva, fria e precisa, subiu dentro de mim.

"Maria", eu disse, minha voz caindo para um sussurro gelado. "Você sabe há quanto tempo sua família serve a minha? Você sabe que foi a minha avó que tirou seus pais da miséria e lhes deu um lar e um propósito?"

Ela recuou um passo, surpresa com a minha mudança de tom.

"Você come da nossa mesa, vive sob o nosso teto, um teto que foi construído com o dinheiro da minha linhagem, não da deles", eu disse, gesticulando para meus pais. "Sua lealdade está mal colocada."

Antes que ela pudesse responder, eu agi.

Ao lado da escada havia uma antiga bengala de carvalho que pertencera ao meu avô, era pesada e sólida.

Eu a peguei. O peso em minha mão era reconfortante.

Eu não a levantei para ameaçar, apenas a segurei.

A mensagem era clara.

Maria empalideceu e se afastou do meu caminho.

"Sofia, o que você pensa que está fazendo?", meu pai gritou, levantando-se. "Larga isso agora!"

"Por quê? Você tem medo que eu faça o que vocês planejam fazer comigo?", eu retruquei, subindo o primeiro degrau.

"Isso é um absurdo!", minha mãe choramingou. "Estamos apenas preocupados com você!"

Eu parei e me virei para olhá-los de cima.

"Preocupados? Vocês são os que estão me empurrando para um carro em um dia em que haverá a pior tempestade do ano, só para que sua preciosa Isabella possa roubar o que é meu", a verdade saiu, nua e crua.

O choque em seus rostos foi genuíno, não porque se importassem, mas porque foram pegos.

"Como... como você sabe da tempestade?", Isabella gaguejou.

Eu sorri. "Eu tenho meus talentos."

Eu me virei e continuei subindo as escadas.

"Volte aqui, Sofia!", meu pai ordenou, sua voz ecoando pela casa.

Eu o ignorei.

Entrei no meu quarto e tranquei a porta.

Minutos depois, ouvi passos apressados e batidas na minha porta.

"Sofia, abra esta porta! Você está de castigo!"

Eu ri. Castigo? Eles não tinham mais poder sobre mim.

Eu fui até meu armário e peguei uma mochila.

Coloquei minha carteira, chaves e alguns itens essenciais.

Então, fui até a janela.

Meu quarto ficava no segundo andar, mas uma grande treliça coberta de hera descia pela parede lateral da casa, algo que eu mesma projetei.

Na vida passada, era apenas um elemento estético.

Nesta vida, era minha rota de fuga.

Enquanto eu amarrava a mochila nas costas, ouvi um barulho de chave na fechadura.

Eles tinham uma chave mestra.

O tempo estava se esgotando.

Sem hesitar, abri a janela e deslizei para a treliça.

Minhas mãos e pés encontraram apoio facilmente.

Comecei a descer, o vento começando a soprar mais forte, anunciando a tempestade.

Quando meus pés tocaram o chão, ouvi um grito de raiva vindo do meu quarto.

Eles tinham entrado.

Tarde demais.

Corri para a garagem nos fundos da propriedade, não a garagem principal onde ficavam os carros da família, mas uma menor, onde eu guardava meu próprio tesouro.

Abri a porta e lá estava ela, minha moto, uma Ducati preta e veloz.

Era o meu símbolo de liberdade, algo que meus pais odiavam.

Eles a consideravam perigosa e imprópria para uma jovem.

Perfeito.

Coloquei o capacete, liguei o motor e o rugido poderoso encheu o pequeno espaço.

Eu saí da garagem e acelerei pela entrada de serviço dos fundos, exatamente quando o carro da família, com Isabella e meus pais dentro, saía pela entrada principal, provavelmente para tentar me encontrar no caminho para a reunião.

Eles estavam indo para o leste, em direção ao escritório de Dona Regina.

Eu virei para o oeste, na direção oposta.

Enquanto eu acelerava na estrada aberta, sentindo o vento e as primeiras gotas de chuva no meu rosto, eu não senti nada além de uma liberdade emocionante.

Eles podiam ter a reunião, podiam ter o acidente.

Eu tinha outros planos.

Planos muito, muito maiores.

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