Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > O Preço de Um Casamento de Mentira
O Preço de Um Casamento de Mentira

O Preço de Um Casamento de Mentira

Autor:: Mallu Prado
Gênero: Romance
Maya Crew seguiu todas as regras. Foi a noiva perfeita, a amiga leal e a mulher recatada... até encontrar seu noivo nos braços da sua melhor amiga a poucos dias do casamento. Com o coração em cinzas e o desejo de destruir tudo o que construiu, ela entra no bar mais exclusivo de Nova York e decide cometer seu primeiro erro. O erro tem nome, um corpo de tirar o fôlego e olhos cinzentos como uma tempestade: Eric Ross, o bilionário herdeiro de um império, conhecido por sua frieza implacável e sua aversão a compromissos. A noite foi selvagem, crua e inesquecível. Mas o despertar é um pesadelo. Maya acorda em uma cobertura de luxo com sua foto estampada em todos os tabloides. O mundo inteiro a batizou como a "noiva secreta" de Eric Ross. Pressionado por um escândalo sucessório, Eric faz uma proposta que parece um pacto com o diabo: Um ano de um casamento de fachada. Em troca, ele transformará Maya na mulher mais poderosa da cidade e fará seu ex-noivo implorar por perdão. Maya aceita, mas logo descobre que o preço de mentir para o mundo é nada perto do perigo de desejar o homem que deveria ser apenas seu sócio. Entre lençóis de seda e cláusulas de contrato, a vingança nunca foi tão perigosa... e o desejo, nunca tão caro.

Capítulo 1 O PREÇO

POV Maya Crew

O cheiro de sândalo e lençóis de linho egípcio foi a primeira coisa que me atingiu. Era o aroma do poder, de algo excessivamente caro, que não combinava com o cheiro de café amanhecido e decepção do meu antigo apartamento.

Abri os olhos devagar, sentindo a luz impiedosa de Manhattan atravessar as janelas panorâmicas. Tentei me mexer, mas um braço pesado e quente, adornado com um relógio de platina que brilhava sob o sol, me prendia contra o colchão de seda. Ao meu lado, um corpo de pele dourada e músculos rígidos exalava um calor que me fez estremecer.

Flashback:

O bar estava escuro e eu estava em chamas. Eu não queria pensar em Breno. Não queria pensar no meu vestido de noiva jogado no chão da nossa sala enquanto ele possuía Letícia, minha melhor amiga, na nossa cama. Eu só queria queimar a imagem da traição. Quando o homem loiro de olhos de aço se aproximou, não houve perguntas. No carro, a caminho daqui, suas mãos grandes me exploraram com uma fome que me deixou sem ar. Ele me pressionou contra o painel de couro, seus lábios devorando meu pescoço enquanto eu implorava por mais. No quarto, ele foi implacável. Lembro-me da sensação dele me preenchendo com uma força bruta, o som da nossa respiração pesada e o brilho do ouro em seu pulso enquanto ele segurava minhas mãos acima da minha cabeça, me fazendo esquecer até meu próprio nome.

A vibração frenética de um celular no tapete de pelúcia interrompeu o turbilhão de memórias. Alcancei o aparelho com os dedos trêmulos.

No visor: 47 chamadas perdidas de Breno.

Antes que eu pudesse processar o pânico, uma notificação de um portal de notícias saltou na tela. Meu coração parou.

MANCHETE: O SOLTEIRO MAIS COBIÇADO DE NOVA YORK FINALMENTE REVELADO? ERIC ROSS É FLAGRADO COM NOIVA MISTERIOSA APÓS NOITE DE PAIXÃO.

A foto não deixava dúvidas. Era nítida. Eric me carregava no colo na saída do bar, seu rosto inclinado sobre o meu, mas o meu rosto estava completamente visível. Meus lábios estavam entreabertos e meus olhos nublados de desejo. Eu estava estampada para o mundo todo ver.

O celular começou a tocar novamente. O nome de Breno brilhava como uma ferida aberta.

- Se eu fosse você, não atenderia - uma voz rouca e carregada de uma autoridade perigosa vibrou às minhas costas.

Congelei. Eric Ross estava acordado.

Ele se sentou na cama, os cabelos loiros bagunçados sobre a testa, a pele bronzeada contrastando com os lençóis brancos. Ele não parecia surpreso. Ele me analisava como se eu fosse uma peça de investimento de alto risco.

- Você... você sabe quem eu sou? - minha voz saiu como um sussurro.

- Até cinco minutos atrás, você era apenas a mulher que quase quebrou o meu autocontrole ontem à noite - Eric disse, esticando o braço e pegando o meu celular. Ele olhou para a foto na tela e depois para mim. - Mas agora, Maya... agora você é a mulher que deu ao conselho da minha empresa a "noiva" que eles tanto exigiam.

O celular tocou mais uma vez. Breno. O desespero dele era quase audível através da tela.

- Meu noivo... - comecei, mas a palavra travou na minha garganta.

- O homem que está te ligando em surto agora? - Eric arqueou uma sobrancelha, um sorriso de canto gelado surgindo em seu rosto. - Ele não importa mais. O que importa é que a sua cara está em todos os jornais ligada ao meu nome. E em Manhattan, uma vez que você entra no mundo dos Ross, você não sai sem um preço.

Ele se aproximou, o hálito quente de hortelã roçando minha orelha, despertando um arrepio que eu odiava não conseguir controlar.

- Eu não sei qual é o seu problema com esse cara, mas eu tenho um problema com o meu império. Assine um contrato, finja ser minha por um ano, e eu garanto que esse Breno nunca mais terá coragem de olhar na sua cara. Caso contrário... boa sorte explicando para o mundo o que você estava fazendo nua na minha cama.

Capítulo 2 A Moeda de Troca

POV Maya Crew

O som do meu celular tocando era como o disparo de uma execução.

Breno.

Olhei para a tela, depois para Eric Ross. O contraste entre eles era quase ofensivo. Breno era a segurança que se provou uma mentira; Eric era o perigo que prometia uma saída.

- Atenda - Eric ordenou. Não era uma sugestão. Ele se recostou nos travesseiros de seda, os braços musculosos cruzados sobre o peito nu, observando-me com a frieza de um predador esperando o bote.

Minhas mãos tremiam tanto que quase deixei o aparelho cair. Deslizei o dedo pela tela e, antes que pudesse levar o telefone ao ouvido, a voz de Breno explodiu do outro lado, carregada de uma fúria possessiva que eu nunca tinha ouvido antes.

- Maya? Que porra é essa que eu estou vendo no portal de notícias?! Onde você está? Que foto é essa com o Eric Ross?! - Ele gritava, a respiração ofegante. - Eu passei a noite inteira te procurando! Eu cometi um erro, sim, mas você não tinha o direito de se esfregar no primeiro bilionário que encontrou para se vingar de mim!

Ouvir a voz dele me chamando de culpada, depois do que eu vi no nosso quarto, fez algo quebrar dentro de mim. A dor da traição, que antes era um peso morto, transformou-se em uma labareda de puro ódio.

Eric ergueu uma sobrancelha, seus olhos cinzentos fixos na minha reação. Ele estendeu a mão, silenciosamente pedindo o celular. Eu o entreguei.

- Escuta aqui, sua vadia, se você acha que vai me humilhar desse jeito... - Breno continuava, sem saber que o interlocutor havia mudado.

- Quem está falando é Eric Ross - a voz de Eric saiu baixa, cortante como uma navalha.

O silêncio do outro lado da linha foi instantâneo. Eu podia quase ouvir as engrenagens da mente de Breno parando de girar.

- Ross? Eu... eu... - A voz de Breno agora era um gaguejo patético. - O que a minha noiva está fazendo com você?

- Sua noiva? - Eric soltou uma risada curta e sem humor, um som que fez meu estômago dar voltas. - Você deve estar confuso. A mulher que está na minha cama não parece nem um pouco interessada em um homem que não consegue manter o próprio pau dentro das calças na véspera do casamento. A partir de agora, se você ligar para este número novamente, ou se aproximar dela, eu farei questão de que sua carreira termine antes do pôr do sol.

Eric desligou sem esperar resposta e jogou o celular no colchão. O silêncio que se seguiu no quarto era pesado, preenchido apenas pelo som da minha respiração acelerada.

- Ele vai tentar me destruir - sussurrei, abraçando meus próprios ombros sob o lençol. - Breno é vingativo. Ele vai dizer que eu sou louca, que eu planejei isso...

- Deixe que ele tente - Eric se levantou da cama com uma graça felina. Ele não tinha um pingo de vergonha da sua nudez; ele se movia como se o mundo fosse seu palco privado. - Ninguém acredita em um homem que perdeu a noiva para um Ross. Mas você tem um problema maior, Maya Crew.

Ele caminhou até uma mesa de mogno no canto do quarto e pegou um tablet. Com alguns toques, ele o virou para mim.

- O conselho da minha empresa está em pânico. Eu venho adiando a nomeação de um CEO porque eles exigem "estabilidade familiar". Ontem à noite, quando te carreguei para fora daquele bar, eu não estava apenas te protegendo dos paparazzi. Eu estava comprando tempo.

- Você me usou - a percepção me atingiu como um tapa.

- Nós nos usamos - ele corrigiu, aproximando-se da cama. O cheiro de sândalo ficou mais forte, me envolvendo, me lembrando de como aquelas mãos grandes se sentiram na minha pele apenas algumas horas atrás. - Você precisava de um anestésico para a sua dor, e eu te dei. Agora, eu preciso de uma fachada. E você precisa de uma armadura.

Ele se inclinou, apoiando as mãos no colchão, cercando meu corpo. Seus olhos cinzentos estavam a centímetros dos meus.

- Aqui está a proposta, Maya. O preço para eu limpar a sua imagem e enterrar o Breno sob o peso de processos e humilhação pública é simples: apenas um ano. Você será minha noiva oficial. Morará aqui, aparecerá em todos os eventos ao meu lado e convencerá o mundo de que somos o casal mais apaixonado de Manhattan.

- E depois? - perguntei, minha voz falhando diante da intensidade do olhar dele.

- Depois, você sai com uma conta bancária que nunca sonhou ter e a liberdade de recomeçar onde quiser. Sem Breno, sem escândalos. Apenas Maya Crew, a mulher que sobreviveu a um Ross.

Eu olhei para o relógio de platina no pulso dele, o brilho frio refletindo a luz do sol. Aquilo era loucura. Eu era uma restauradora de arte, uma mulher que vivia entre tintas e telas velhas, não uma socialite de fachada para um império multibilionário.

Mas então, lembrei da risada de Letícia. Lembrei do desprezo na voz de Breno dizendo que eu era "doce, mas sem graça".

- Quais são as regras? - perguntei, minha voz ganhando uma firmeza que eu não sabia que possuía.

Eric sorriu de canto, um gesto que não era gentil, mas terrivelmente sedutor.

- Regra número um: Coabitação. Você se muda hoje. Regra número dois: Fidelidade absoluta à imagem. O mundo precisa acreditar que eu sou o único homem que tocou em você desde que nos conhecemos. Regra número três... - Ele deslizou o polegar pela minha clavícula, o toque deixando um rastro de fogo. - O que acontece dentro deste quarto é privado. Mas não haverá sentimentos, Maya. Eu não pago por amor. Eu pago por resultados.

Meu coração martelava contra as costelas. Eu estava prestes a assinar um pacto com o Sol de Gelo de Nova York.

- Eu quero uma cláusula adicional - eu disse, encarando-o de volta.

Ele arqueou uma sobrancelha, curioso.

- Eu quero que o Breno assista a tudo. Quero que ele veja o que perdeu. Quero que ele sinta o peso de cada centavo que você tem enquanto ele rasteja na lama.

Eric soltou uma risada baixa e gutural, um som que fez o meu baixo ventre se contrair em uma resposta involuntária.

- Você tem fogo, Maya Crew. Eu sabia que não tinha me enganado ontem à noite.

Ele estendeu a mão para mim.

- Temos um acordo?

Olhei para a mão dele, a mão que tinha me segurado com tanta força enquanto eu gritava seu nome na escuridão do quarto. Se eu aceitasse, não haveria volta. Eu deixaria de ser a noiva traída para me tornar a mulher mais invejada e vigiada do país.

Eu seria a noiva de mentira de Eric Ross.

Coloquei minha mão na dele. O contato foi como um choque elétrico, uma promessa de que os próximos seis meses seriam tudo, menos tranquilos.

- Temos um acordo - respondi.

- Ótimo - Eric disse, puxando-me para mais perto até que nossos corpos se tocassem através dos lençóis. - Agora, levante-se. Temos um guarda-roupa para comprar e uma reputação para destruir. O café da manhã com a minha mãe é em duas horas, e ela não aceita nada menos que a perfeição.

Capítulo 3 A Armadura de Seda

POV Maya Crew

O closet de Eric Ross era maior que o meu antigo apartamento inteiro. Enquanto eu tomava um banho rápido na suíte de mármore, tentando lavar a sensação de ressaca e a confusão mental, uma equipe de estilistas e assistentes entrou em silêncio, como um exército treinado para a guerra da aparência. Eles não traziam apenas roupas; traziam a minha nova identidade.

- Menos é mais, Maya. Lembre-se disso - a voz de Eric ecoou do quarto. Ele já estava vestido: um terno cinza sob medida que acentuava a largura de seus ombros e a cor dos seus olhos. Ele parecia intocável.

Saí do banheiro enrolada em um roupão felpudo, sentindo-me como uma impostora. Uma mulher loira de meia-idade, com um olhar clínico, me mediu da cabeça aos pés.

- A pele dela é excelente, Sr. Ross. O bronzeado da noite passada deu um contraste interessante com o tom esmeralda que escolhemos - comentou a estilista, como se eu fosse uma estátua de mármore em restauração.

- Apenas faça o que precisa ser feito, Julianne. Temos quarenta minutos - Eric respondeu, sem tirar os olhos do tablet.

Fui submetida a uma transformação frenética. Pincéis de maquiagem faziam cócegas no meu rosto, escondendo as olheiras da noite de insônia e choro. Meu cabelo foi domado em ondas sedosas que caíam pelas minhas costas. Mas foi quando vesti o vestido de seda verde-esmeralda que a ficha finalmente caiu. O tecido era frio e deslizava pela minha pele como uma carícia proibida. Ele tinha um corte modesto na frente, mas as costas eram totalmente nuas, terminando exatamente onde a curva dos meus quadris começava.

Quando me olhei no espelho, não vi a Maya que chorou no lixo ao jogar o anel de Breno fora. Vi a mulher que poderia destruir impérios.

- Você está aceitável - Eric disse, surgindo atrás de mim. Seu reflexo no espelho ao lado do meu criava uma imagem perigosa. Ele se aproximou e, por um momento, achei que ele fosse me beijar. Em vez disso, ele tirou uma caixa de veludo preto do bolso.

Dentro, havia um anel. Não era um anel de noivado comum. Era uma safira retangular cercada por diamantes negros.

- O anel da minha avó - ele murmurou, pegando minha mão esquerda. Seus dedos eram quentes contra os meus, que estavam gelados de nervosismo. - Se ele sair do seu dedo, o contrato acaba. Se você hesitar diante da minha mãe, o contrato acaba. Ficou claro?

- Você fala muito em acabar com as coisas, Eric. Deveria se preocupar mais em como vai mantê-las - retruquei, sentindo o peso da joia no meu dedo.

Ele deu um sorriso de canto, um brilho de aprovação cruzando seus olhos cinzentos.

- Vamos. O carro está esperando.

O trajeto até a mansão dos Ross em Upper East Side foi um borrão de prédios e flashes.

Eu podia ver fotógrafos em motos tentando capturar uma imagem nossa através dos vidros fumê. Eric não parecia notar. Ele revisava relatórios, mas sua mão direita estava firmemente apoiada sobre a minha coxa, um gesto de posse que me deixava em alerta máximo. Cada vez que seus dedos se moviam levemente sobre o tecido da seda, um choque elétrico percorria meu corpo, lembrando-me vividamente de como aquela mesma mão tinha explorado cada centímetro de mim horas antes.

A mansão Ross era uma fortaleza de granito e tradição. Ao cruzarmos o hall de entrada, o silêncio era opressivo. No final do corredor, em uma sala de jantar que exalava cheiro de rosas frescas e cera de móveis caros, estava Beatriz Ross.

Ela estava sentada na ponta da mesa, impecável em um conjunto de tweed azul. Seus olhos eram da mesma cor dos de Eric, mas sem qualquer traço de calor.

- Eric. Pontual como sempre - ela disse, a voz como o tilintar de gelo em um copo de cristal. Seus olhos se voltaram para mim, escaneando-me com uma crueldade educada. - E esta deve ser a... jovem que causou o colapso dos nossos servidores de relações públicas hoje cedo.

- Mãe, esta é Maya Crew. Minha noiva - Eric disse, puxando a cadeira para mim com uma cortesia mecânica.

- Crew? - Beatriz repetiu o nome como se estivesse provando algo estragado. - Não me recordo desse sobrenome em nenhum dos círculos sociais que frequento. De onde você vem, querida? Da seção de achados e perdidos de algum bar de quinta categoria?

O insulto foi direto, mas Eric não me defendeu. Ele queria ver como eu reagiria. Era o meu primeiro teste.

Senti o sangue ferver, mas mantive o queixo erguido. Lembrei-me do que Eric disse: Eu sou a armadura.

- Venho de uma família que me ensinou que a educação não depende de um sobrenome, Sra. Ross - respondi, mantendo a voz calma e firme. - E quanto ao bar, acredito que seu filho diria que foi o lugar onde ele encontrou exatamente o que estava procurando.

Beatriz arqueou uma sobrancelha, surpresa pela minha audácia. Um silêncio tenso caiu sobre a mesa enquanto o mordomo servia o café.

- Ela tem língua, Eric. Isso pode ser um problema para você - Beatriz comentou, pegando sua xícara de porcelana.

- Ou uma solução, mãe - Eric respondeu, levando minha mão aos lábios e beijando exatamente sobre o anel de safira, enquanto mantinha o olhar fixo na mãe. O toque de seus lábios na minha pele me fez perder o fôlego por um segundo. - Maya é exatamente o que eu preciso para lidar com o conselho. E com qualquer outra pessoa que tente interferir nos meus planos.

O café da manhã foi uma batalha de perguntas capciosas. Beatriz tentou me encurralar sobre minha formação, meus pais e meu relacionamento "relâmpago" com Eric. Eu menti com uma precisão que me assustou, inventando uma história de um romance secreto que durava meses.

No entanto, o verdadeiro golpe veio no final.

- Espero que seu "romance secreto" seja sólido o suficiente para aguentar o que vem a seguir - Beatriz disse, limpando os lábios com o guardanapo de linho. - Porque Breno Castellani ligou para esta casa esta manhã. Ele afirma que você o roubou, Eric. E que a Srta. Crew é uma oportunista que estava noiva dele até ontem à noite.

Meu coração falhou uma batida. Eric, porém, nem piscou.

- Breno é um homem pequeno com problemas maiores agora - Eric disse, levantando-se e sinalizando que o encontro havia terminado. - Ele está prestes a descobrir que mexer com a noiva de um Ross é o suicídio social mais rápido que alguém pode cometer.

Ao sairmos da sala, senti minhas pernas fraquejarem. Eric me segurou pelo cotovelo, seu corpo colado ao meu.

- Você foi bem, Maya - ele sussurrou perto do meu ouvido. - Mas o Breno não vai desistir fácil. Ele vai tentar usar a imprensa para te difamar.

- E o que vamos fazer? - perguntei, olhando nos olhos cinzentos dele.

- Vamos dar a ele um motivo real para chorar. Hoje à noite haverá o baile de gala da Fundação Brown. Vamos fazer a nossa estreia oficial. E você vai garantir que o mundo inteiro saiba que o Breno não passou de um erro de percurso na sua vida glamorosa.

Ele se afastou um pouco, mas seus olhos desceram para o meu decote nas costas, um brilho de desejo cru substituindo a frieza dos negócios.

- E Maya? Tente não se apaixonar pelo papel. Porque eu pretendo ser um marido de mentira muito convincente.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022