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O Preço da Infidelidade

O Preço da Infidelidade

Autor:: Mylove
Gênero: Romance
A notícia do concurso nacional de culinária era a minha grande chance na nossa pequena cidade. O prêmio, que prometia mudar vidas, era a oportunidade dos meus sonhos: abrir minha própria confeitaria na capital. Corri animada para contar ao João, meu namorado de infância, mas a surpresa foi minha. Encontrei-o na cozinha, beijando intensamente a minha prima Clara. "A Maria? Com aqueles docinhos de cidade pequena? Por favor, Clara. Ela é ingênua. Nunca sobreviveria na capital." A voz do João, a mesma que me prometeu amor eterno, agora me apunhalava, zombando dos meus sonhos. Cada palavra destruía a imagem do nosso futuro, mas a dor se transformava em fúria silenciosa. Na manhã seguinte, meu nome ecoou pela praça: "Maria da Silva!", selecionada para representar a região. O choque no rosto de João e a inveja de Clara me deram a mais doce e inesperada vingança. Eles vieram à minha casa, com sorrisos falsos e a insistência de que eu desista. "Talvez seja demais para você. Você sempre foi mais... caseira." O desprezo dele por tudo que éramos e a revelação do plano da Clara me libertaram. Joguei fora os cacos da velha forma de bolo da minha avó. Eu me recuperei dos ferimentos, com o corpo e a alma lavados pela chuva daquela noite, e com uma nova história para escrever. Era hora de redescobrir a minha paixão, nos meus próprios termos.

Introdução

A notícia do concurso nacional de culinária era a minha grande chance na nossa pequena cidade.

O prêmio, que prometia mudar vidas, era a oportunidade dos meus sonhos: abrir minha própria confeitaria na capital.

Corri animada para contar ao João, meu namorado de infância, mas a surpresa foi minha.

Encontrei-o na cozinha, beijando intensamente a minha prima Clara.

"A Maria? Com aqueles docinhos de cidade pequena? Por favor, Clara. Ela é ingênua. Nunca sobreviveria na capital."

A voz do João, a mesma que me prometeu amor eterno, agora me apunhalava, zombando dos meus sonhos.

Cada palavra destruía a imagem do nosso futuro, mas a dor se transformava em fúria silenciosa.

Na manhã seguinte, meu nome ecoou pela praça: "Maria da Silva!", selecionada para representar a região.

O choque no rosto de João e a inveja de Clara me deram a mais doce e inesperada vingança.

Eles vieram à minha casa, com sorrisos falsos e a insistência de que eu desista.

"Talvez seja demais para você. Você sempre foi mais... caseira."

O desprezo dele por tudo que éramos e a revelação do plano da Clara me libertaram.

Joguei fora os cacos da velha forma de bolo da minha avó.

Eu me recuperei dos ferimentos, com o corpo e a alma lavados pela chuva daquela noite, e com uma nova história para escrever.

Era hora de redescobrir a minha paixão, nos meus próprios termos.

Capítulo 1

A notícia do concurso nacional de culinária caiu como uma bomba na nossa pequena cidade, um lugar onde a maior emoção do ano era a festa do padroeiro. Desta vez, o prêmio era algo que poderia mudar a vida de qualquer um, uma quantia em dinheiro suficiente para abrir o próprio negócio na capital e um contrato com uma grande rede de restaurantes. A tensão era palpável no ar, todos os cozinheiros e confeiteiros locais sentiam o peso daquela oportunidade única.

Todos na cidade comentavam sobre o concurso, as conversas nos cafés e nas praças giravam em torno de quem teria a melhor chance, quem teria a coragem de se inscrever. Havia um medo generalizado, uma hesitação coletiva, porque competir em nível nacional era um sonho distante para a maioria de nós. Sentia-se uma mistura de esperança e ansiedade em cada esquina, um reflexo do desejo de todos por uma vida melhor, mas também do medo de falhar.

Meu coração batia forte. Era a minha chance, a oportunidade que eu esperei a vida toda. Minha receita secreta de bolo de rolo com um toque de café, uma herança da minha avó, era a minha arma secreta. Eu precisava contar para o João, meu namorado desde a infância. Corri para a casa dele, animada, sonhando em como iríamos para a capital juntos, ele como um chef renomado e eu com a minha confeitaria. A porta estava entreaberta e eu entrei, com um sorriso no rosto, pronta para fazer a grande surpresa. Mas a surpresa foi minha. João estava na cozinha, abraçado com a minha prima, Clara. Eles se beijavam, um beijo intenso, cheio de uma cumplicidade que me deixou sem ar. Fiquei paralisada no corredor, escondida pela sombra, o mundo desabando aos meus pés.

"Você acha que ela tem alguma chance?"

A voz de Clara era um sussurro venenoso, carregado de desprezo.

"A Maria? Com aqueles docinhos de cidade pequena? Por favor, Clara. Ela é talentosa, mas é ingênua. Acha que o mundo é um conto de fadas. Ela nunca sobreviveria na capital."

A voz de João, a mesma voz que me prometeu amor eterno, agora me apunhalava pelas costas. Cada palavra dele era um golpe, destruindo a imagem que eu tinha do nosso futuro, do nosso amor. Ele riu, um som seco e cruel.

"Ela sonha com a confeitaria dela, mas não tem a garra necessária. Para vencer, você precisa ser ambicioso, fazer o que for preciso. Ela não tem isso. Mas nós temos."

Eu me encolhi na sombra, sentindo uma dor fria e aguda no peito. O choque inicial deu lugar a uma fúria silenciosa. Eles não apenas me traíram, eles zombaram dos meus sonhos, me diminuíram para justificar a própria ambição. Naquele momento, algo dentro de mim se quebrou, mas algo novo, mais duro, começou a se formar no lugar.

Na manhã seguinte, o anúncio oficial foi feito na praça da cidade. Um representante do concurso, um homem de terno impecável, subiu em um pequeno palco. A cidade inteira estava lá, prendendo a respiração. Ele leu alguns nomes que não foram selecionados para a fase final. Vi João e Clara na multidão, de mãos dadas, com sorrisos presunçosos no rosto. Então, o homem fez uma pausa dramática.

"E a selecionada para representar nossa região no Concurso Nacional de Culinária é... Maria da Silva!"

O mundo ficou em silêncio por um segundo. Meu nome ecoou pela praça. Todos os olhares se viraram para mim. Eu não conseguia me mover, não conseguia acreditar. Era um tipo de ironia cruel e divina. A pessoa que eles consideravam fraca e ingênua tinha sido a escolhida.

Virei meu rosto lentamente e encarei João. O sorriso dele tinha desaparecido, substituído por uma expressão de puro choque e incredulidade. Clara ao seu lado estava pálida, os olhos arregalados de raiva e inveja. Depois que a multidão começou a me aplaudir, João veio correndo na minha direção, o desespero estampado no rosto.

"Maria, espera! Precisamos conversar! Eu... eu não sabia..."

Eu apenas o olhei, com um frio que eu nunca tinha sentido antes. Não havia mais lágrimas, não havia mais dor. Apenas um vazio gelado onde antes havia amor. Eu me virei e fui embora, deixando-o para trás no meio da multidão, com suas desculpas inúteis morrendo em seus lábios.

Capítulo 2

A notícia da minha seleção para o concurso se espalhou como fogo. Em casa, a reação foi uma mistura de orgulho e preocupação. Minha mãe me abraçou com força, seus olhos cheios de lágrimas.

"Minha filha, ir para a capital... É um mundo tão grande, tão diferente. Tenho tanto medo por você."

Meu pai, sempre mais quieto, apenas segurou minha mão, mas a força do seu aperto dizia tudo. Ele estava orgulhoso, mas também aterrorizado com a ideia de eu ir para longe, para um lugar onde eles não poderiam me proteger. A preocupação deles era um cobertor quente, mas também um peso.

Eu respirei fundo e sorri para eles, um sorriso que eu esperava que parecesse mais confiante do que eu me sentia.

"Mãe, pai, vai ficar tudo bem. É a minha chance. Eu preciso fazer isso. Eu sei me cuidar."

Eu os tranquilizei, dizendo que a traição de João só tinha me tornado mais forte. Eu precisava mostrar a eles, e a mim mesma, que eu não era mais a menina ingênua que eles conheciam. Eu era uma mulher que lutaria pelos seus sonhos, não importava o quão assustador o caminho parecesse.

Sozinha no meu quarto naquela noite, olhei para o meu reflexo no espelho. Eu vi uma versão de mim mesma que estava ferida, mas não quebrada. Havia uma nova determinação nos meus olhos. A dor da traição ainda estava lá, mas agora ela era combustível. Eu iria para a capital, eu competiria e eu venceria. Eu faria isso por mim, pela minha família e para provar que João e Clara estavam errados. Aquele sonho não era mais sobre nós, era apenas sobre mim.

Dois dias depois, a campainha tocou. Meu estômago revirou quando vi quem era. João e Clara, parados na minha porta com sorrisos falsos e uma cesta de frutas, como se fossem vizinhos preocupados.

"Maria, viemos ver como você está," disse Clara, com uma voz doce e pegajosa que me deu vontade de vomitar. "Ficamos tão felizes por você!"

João estava quieto, olhando para o chão, incapaz de me encarar nos olhos. A presença deles na minha casa era uma violação, uma profanação do meu porto seguro.

A visita deles rapidamente se tornou um pesadelo. Clara não parava de falar sobre como João estava arrasado por não ter sido escolhido, como ele merecia tanto quanto eu. Ela o defendia com uma ferocidade que era quase cômica, se não fosse tão nojenta.

"O João trabalhou tanto, Maria. Ele é um chef de verdade, com técnica. Você precisa entender o lado dele."

Então, ela se virou para mim, seu tom mudando para um de acusação.

"Você nem parece feliz. Talvez você não queira tanto essa vaga. O João iria aproveitar muito mais."

Foi a vez de João falar, e suas palavras foram piores do que o silêncio.

"Clara tem razão, Maria. Você parece sobrecarregada. Talvez seja demais para você. Você sempre foi mais... caseira."

A raiva subiu pela minha garganta, quente e amarga. Ele estava ali, na minha frente, depois de me trair, sugerindo que eu desistisse do meu sonho para que ele pudesse tomá-lo. A audácia dele era inacreditável.

Eu olhei para João, o homem que eu amei por anos, e não senti nada além de um frio profundo e uma decepção avassaladora. Ele não era mais o menino com quem eu cresci, o parceiro dos meus sonhos. Ele era um estranho, um homem egoísta e fraco, facilmente manipulado pela inveja da minha prima. O último resquício de afeto que eu sentia por ele se desfez naquele momento. Ele não valia a minha dor.

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