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O Preço da Lealdade: Humilhação Pública

O Preço da Lealdade: Humilhação Pública

Autor:: Huang Xiao Huai
Gênero: Romance
A notícia explodiu como uma bomba: meu nome, minha foto, meus dados pessoais e de corrida, tudo exposto na dark web. Era eu, Ricardo, um piloto de Fórmula 1, um dos nomes mais promissores do Brasil, valendo menos que um carro usado. A raiva me queimava: como pude ser tão ingênuo? Então, ouvi as vozes dela, Sofia, minha noiva, e de Pedro, seu meio-irmão, do outro lado da porta. "Ele mereceu", Sofia disse, sua voz que antes era música, agora vidro quebrado. "Ele não passa de um cachorrinho que a gente adotou", Pedro riu. "Ele é só o cachorro da família, útil enquanto nos serve, mas quando late demais, a gente precisa colocar na coleira." Cachorro. Eu, que me arrisquei tanto por eles, que coloquei os interesses da família dela acima dos meus, eu era só um animal de estimação. "Vender por milhões seria um elogio, mas vendê-lo por trocados, expô-lo como um produto barato, isso o destrói por dentro, é uma humilhação que dinheiro nenhum compra, isso é mais doloroso do que qualquer surra." Cada palavra era um prego no meu caixão emocional. Eles não me queriam apenas humilhado, eles me queriam aniquilado. Mas, deitado ali, quebrado e traído, uma nova e sombria determinação cresceu em mim. "A partir de hoje, eu sou um cão de rua", e cães de rua aprendem a morder de volta.

Introdução

A notícia explodiu como uma bomba: meu nome, minha foto, meus dados pessoais e de corrida, tudo exposto na dark web.

Era eu, Ricardo, um piloto de Fórmula 1, um dos nomes mais promissores do Brasil, valendo menos que um carro usado.

A raiva me queimava: como pude ser tão ingênuo?

Então, ouvi as vozes dela, Sofia, minha noiva, e de Pedro, seu meio-irmão, do outro lado da porta.

"Ele mereceu", Sofia disse, sua voz que antes era música, agora vidro quebrado.

"Ele não passa de um cachorrinho que a gente adotou", Pedro riu.

"Ele é só o cachorro da família, útil enquanto nos serve, mas quando late demais, a gente precisa colocar na coleira."

Cachorro. Eu, que me arrisquei tanto por eles, que coloquei os interesses da família dela acima dos meus, eu era só um animal de estimação.

"Vender por milhões seria um elogio, mas vendê-lo por trocados, expô-lo como um produto barato, isso o destrói por dentro, é uma humilhação que dinheiro nenhum compra, isso é mais doloroso do que qualquer surra."

Cada palavra era um prego no meu caixão emocional.

Eles não me queriam apenas humilhado, eles me queriam aniquilado.

Mas, deitado ali, quebrado e traído, uma nova e sombria determinação cresceu em mim.

"A partir de hoje, eu sou um cão de rua", e cães de rua aprendem a morder de volta.

Capítulo 1

A notícia explodiu na internet como uma bomba, Ricardo viu seu nome, sua foto e todos os seus dados pessoais e de corrida expostos em um fórum obscuro da dark web, o preço da venda era tão irrisório que parecia uma piada de mau gosto, humilhante. Ele, um piloto de Fórmula 1, um dos nomes mais promissores do Brasil, valia menos que um carro usado. A tela do computador brilhava no quarto escuro, cada letra um insulto, cada comentário uma facada.

Ele sentia a raiva queimar em seu peito, uma fúria fria e impotente que o deixava sem ar, como ele poderia ter sido tão ingênuo? Como pôde confiar tanto?

A porta do quarto se abriu um pouco, a luz do corredor desenhou uma fresta no chão e as vozes de sua noiva, Sofia, e do meio-irmão dela, Pedro, chegaram até ele, claras e cruéis.

"Você viu a cara dele, Sofia? Parecia que ia chorar."

A voz de Pedro era carregada de um desprezo zombeteiro.

"Ele mereceu, quem ele pensa que é para exigir um pedido de desculpas do meu irmão? Só porque você cometeu um errinho na pista?"

Sofia respondeu, sua voz, que antes era música para os ouvidos de Ricardo, agora soava como vidro quebrado.

Ricardo sentiu o coração parar, ele estava deitado na cama, o corpo dolorido pelo acidente que Pedro causara na última corrida, um erro estúpido de novato que custou a vitória à equipe, e Ricardo, como líder da equipe, apenas exigiu o que era certo, um reconhecimento do erro, um pedido de desculpas.

Ele não esperava que a reação de Sofia fosse essa, vender suas informações mais sensíveis, seus segredos de pilotagem, seus dados biométricos, tudo, por uma quantia ridícula.

Ele ouviu a risada de Pedro, uma risada que o fez estremecer.

"Ele sempre foi um idiota, achando que realmente fazia parte da família, ele não passa de um cachorrinho que a gente adotou."

"Exato" , Sofia concordou, e a palavra seguinte selou o destino do amor que Ricardo sentia por ela. "Ele é só o cachorro da família, útil enquanto nos serve, mas quando late demais, a gente precisa colocar na coleira."

Cachorro, essa palavra ecoou na mente de Ricardo, ele se lembrou de todas as vezes que se arriscou por eles, de todas as vezes que colocou os interesses da família de Sofia acima dos seus, de todas as noites que passou em claro analisando dados para ajudar Pedro a melhorar, para nada. Ele era apenas um animal de estimação.

"Aquele preço baixo foi a melhor parte" , continuou Sofia, a crueldade em sua voz era palpável. "Vender por milhões seria um elogio, mas vendê-lo por trocados, expô-lo como um produto barato, isso o destrói por dentro, é uma humilhação que dinheiro nenhum compra, isso é mais doloroso do que qualquer surra."

Ricardo fechou os olhos, a dor física do seu corpo machucado não era nada comparada à dor que rasgava sua alma, cada palavra deles era um prego sendo martelado em seu caixão emocional. Ele se sentia um tolo, um completo idiota por ter amado Sofia, por ter acreditado em suas palavras doces e em seus abraços.

Tudo era uma mentira.

Ele era apenas um degrau para a ascensão social dela e uma ferramenta para proteger o irmão irresponsável.

A dor em suas costelas, quebradas no acidente, se intensificou, mas a dor em seu coração era insuportável, era um vazio frio e cortante, a sensação de ter sido completamente esvaziado, de ter sua dignidade arrancada e pisoteada.

E o pior de tudo, ele sabia, no fundo de sua alma, que aquilo era apenas o começo.

Sofia não pararia por ali.

Capítulo 2

"Não se preocupe, Pedrinho" , a voz de Sofia flutuava pelo corredor, fria e calculista. "A humilhação pública foi só o começo, agora que todos sabem seus segredos de pilotagem, vamos para a próxima fase."

Ricardo permaneceu imóvel na cama, absorvendo cada palavra venenosa.

"O que você vai fazer?" , perguntou Pedro, com uma curiosidade sádica.

"Vou vender a localização dele em tempo real, por apenas dez dólares a hora, e por mais cinco, o comprador leva uma lista detalhada de todas as suas fraquezas, seus medos, os lugares que ele frequenta, tudo, ele não terá um segundo de paz, qualquer inimigo que ele fez na pista, qualquer um que o odeie, poderá encontrá-lo e acertar as contas."

O ar nos pulmões de Ricardo pareceu congelar, isso não era mais sobre humilhação, era uma sentença de morte velada, um convite aberto para a violência. Ele estava sendo caçado, e a caçadora era a mulher que ele planejava desposar.

Sua mente voltou para o acidente, a imagem do carro de Pedro rodando na pista, o som do metal se contorcendo, a dor aguda em seu corpo quando ele desviou para não atingir o novato, sacrificando sua própria corrida e seu carro para evitar uma tragédia maior. Ele se lembrava de ter ficado preso nos destroços, com a perna presa, e mesmo assim, sua primeira pergunta aos socorristas foi sobre Pedro.

E a resposta de Sofia, na época, foi um abraço apertado e lágrimas de alívio. "Você salvou meu irmão, Ricardo, eu nunca vou esquecer isso."

Que piada.

Depois, no hospital, quando ele, ainda sob o efeito de analgésicos, confrontou Pedro sobre o erro, exigindo responsabilidade, Sofia o defendeu com unhas e dentes.

"Como você pode ser tão insensível? Meu irmão quase morreu!", ela gritou, embora todos na equipe soubessem que o erro fora exclusivamente de Pedro.

Agora, tudo fazia sentido, as peças do quebra-cabeça se encaixavam de forma grotesca, ele nunca foi o noivo, o parceiro, ele era o guarda-costas não remunerado de Pedro, o piloto experiente que deveria limpar a bagunça do novato mimado e arrogante, ele era o escudo da família.

Lembrou-se de André, seu mecânico e único amigo de verdade na equipe, o avisando diversas vezes. "Cuidado, Ricardo, essa gente não joga limpo, para eles, você é só mais uma peça no tabuleiro."

Ele não quis ouvir, cego pelo amor, ou pelo que ele pensava ser amor.

A realidade o atingiu com a força de um soco no estômago, ele tinha sido um peão em um jogo que nem sabia que estava jogando.

Com um esforço sobre-humano, ignorando a dor lancinante, Ricardo se moveu lentamente, esticou o braço por baixo da cama e tateou até encontrar o pequeno celular descartável que André lhe dera para emergências, um aparelho que Sofia não conhecia.

Seus dedos tremiam enquanto ele discava o número.

André atendeu no primeiro toque.

"Sabia que você ia ligar."

A voz calma e firme de seu amigo foi a primeira coisa real que Ricardo ouviu naquela noite.

"Preciso sair daqui, André" , sussurrou Ricardo, a voz rouca pela dor e pela emoção contida.

"Eu sei, já estou a caminho."

"Ela quer me destruir, André, ela está vendendo tudo sobre mim."

Houve um silêncio do outro lado da linha, e então a voz de André voltou, mais dura.

"Eu sei o que ela é, Ricardo, agora você também sabe, a partir de hoje, você não é mais o cachorro de estimação deles."

Aquelas palavras, as mesmas que Sofia usou, mas ditas com compaixão, solidificaram sua decisão.

"Não" , respondeu Ricardo, sentindo uma nova e sombria determinação crescer dentro de si. "A partir de hoje, eu sou um cão de rua, livre, e cães de rua aprendem a morder de volta."

Ele desligou o telefone e ficou na escuridão, esperando, o som das risadas de Sofia e Pedro no corredor era o combustível para a vingança que começava a tomar forma em sua mente devastada.

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