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O Recomeço Após o Coração Partido

O Recomeço Após o Coração Partido

Autor:: Xu Guzi
Gênero: Bilionários
Na minha vida passada, passei cinquenta anos construindo um império. No dia do meu 60º aniversário, na mesma mansão que chamei de lar, minha esposa, Sofia, me entregou um envelope. Um teste de DNA. "Marcelo não é seu filho. Ele é filho do Thiago. Meu, primo." A mansão, as festividades, o amor de uma vida... tudo desmoronou em uma sucessão brutal de revelações. Fui traído por aqueles que considerei minha família. Eles me expulsaram, sem nada, humilhado, e meu coração não aguentou. Morri ali, no chão frio. Mas então, abri os olhos novamente. Eu era jovem, de volta ao dia fatídico em que Sofia escolheria seu noivo. E o mais assustador: ela também se lembrava. Desta vez, as regras seriam minhas.

Introdução

Na minha vida passada, passei cinquenta anos construindo um império.

No dia do meu 60º aniversário, na mesma mansão que chamei de lar, minha esposa, Sofia, me entregou um envelope.

Um teste de DNA. "Marcelo não é seu filho. Ele é filho do Thiago. Meu, primo."

A mansão, as festividades, o amor de uma vida... tudo desmoronou em uma sucessão brutal de revelações. Fui traído por aqueles que considerei minha família.

Eles me expulsaram, sem nada, humilhado, e meu coração não aguentou. Morri ali, no chão frio.

Mas então, abri os olhos novamente. Eu era jovem, de volta ao dia fatídico em que Sofia escolheria seu noivo. E o mais assustador: ela também se lembrava.

Desta vez, as regras seriam minhas.

Capítulo 1

Na minha vida passada, eu morri no meu aniversário de 60 anos, na mansão da família Almeida, o lugar que chamei de lar por mais de cinquenta anos.

Eu fui criado lá, um órfão de origem humilde, escolhido a dedo pelo velho Sr. Almeida para ser o futuro marido da sua única filha, Sofia. Eles me deram educação, roupas, um teto, e em troca, eu dei a eles a minha vida inteira. Dediquei cada gota do meu suor e inteligência à Almeida Construções, transformando uma empresa familiar sólida em um gigante do setor.

Eu amei Sofia, ou pelo menos, pensei que amava. Cuidei dela, atendi a todos os seus caprichos e criei nosso filho, Marcelo, com todo o carinho do mundo.

Naquela noite, a mansão estava cheia. Amigos, sócios, toda a alta sociedade de São Paulo estava lá para celebrar meu aniversário. Sofia, ao meu lado, parecia a esposa perfeita, sorrindo e recebendo os convidados. Mas quando o último convidado foi embora, o sorriso dela desapareceu.

"Ricardo, precisamos conversar."

A voz dela era fria.

Ela me entregou um envelope. Dentro, um teste de DNA.

"Marcelo não é seu filho."

Cada palavra era uma facada.

"Ele é filho do Thiago. Meu primo."

Thiago. Meu rival desde sempre. O homem que Sofia sempre pareceu preferir, mas que morreu em um acidente de carro anos atrás.

"Eu nunca te amei, Ricardo. Você foi útil. Você administrou a empresa, cuidou de mim, me deu uma vida confortável. Mas o meu coração sempre foi do Thiago. Agora que Marcelo é maior de idade e pode assumir os negócios, você não é mais necessário."

A família dela, o Sr. e a Sra. Almeida, que eu considerava como pais, ficaram em silêncio no canto da sala. A conivência deles era a traição final.

"Pegue suas coisas e saia. Esta casa, esta família, nunca foi sua."

Meu coração, que aguentou décadas de trabalho duro e estresse, não aguentou a dor. Senti uma pressão esmagadora no peito, o ar me faltou e a escuridão tomou conta. Eu morri ali, no chão frio da sala de estar, expulso e humilhado.

...

Abri os olhos.

A luz do sol entrava pela janela do meu antigo quarto na mansão Almeida. Eu estava jovem. Minhas mãos não tinham as manchas e rugas da idade. Meu corpo não doía.

Olhei no espelho. Era eu, com vinte e poucos anos. O choque percorreu meu corpo como eletricidade.

Eu conhecia aquele dia. Era o dia em que a família Almeida realizaria um jantar formal para que Sofia anunciasse sua escolha de noivo. Entre mim, o "filho adotivo" talentoso, e Thiago, o primo de sangue nobre, mas irresponsável.

Na minha vida passada, ela me escolheu. Porque eu era o mais capaz, o mais útil para os negócios da família.

Um barulho na porta me tirou dos meus pensamentos. A empregada entrou.

"Sr. Ricardo, o Sr. Almeida está te esperando no escritório."

Respirei fundo. O ar da segunda chance encheu meus pulmões. Desta vez, as coisas seriam diferentes. Eu não seria mais o peão deles.

Desci as escadas. A mansão era exatamente como eu me lembrava daquela época. Luxuosa, imponente, mas fria. Uma gaiola de ouro.

Sr. Almeida estava sentado atrás de sua mesa de mogno. Thiago estava em pé ao lado dele, com um sorriso arrogante no rosto. E então, Sofia entrou.

Ela estava linda, como sempre. Usava um vestido azul claro que realçava seus olhos. Mas quando nossos olhares se cruzaram, eu vi algo diferente. Não era a indiferença calculista que ela tinha na vida passada. Havia um lampejo de... reconhecimento. Um choque que ela tentou esconder rapidamente.

Meu sangue gelou.

Ela também renasceu.

A compreensão me atingiu com a força de um soco. Ela sabia. Ela se lembrava de tudo. Da traição, da minha morte, de tudo.

Sr. Almeida limpou a garganta, alheio à tensão silenciosa entre nós.

"Sofia, minha filha. Você sabe por que estamos aqui. Ricardo e Thiago são ambos excelentes jovens. A decisão final é sua. Quem você escolhe para ser seu noivo e futuro líder da Almeida Construções?"

Na vida passada, ela hesitou por um momento e depois disse meu nome.

Thiago me olhou com desdém, confiante de que o sangue falaria mais alto. Sofia olhou para mim, e em seus olhos eu vi uma súplica estranha, uma confusão. Talvez ela quisesse consertar as coisas? Tarde demais. Quarenta anos de servidão e uma morte dolorosa não podiam ser apagados.

Antes que ela pudesse falar, eu dei um passo à frente. Minha voz saiu calma, firme, cortando o silêncio do escritório.

"Sr. Almeida, eu agradeço a consideração e tudo o que a família fez por mim."

Fiz uma pausa, olhando diretamente para Sofia.

"Mas eu retiro minha candidatura. Eu não vou me casar com a Sofia."

O queixo de todos caiu. Sr. Almeida me olhou como se eu tivesse enlouquecido. Thiago parecia confuso e depois, triunfante.

Sofia ficou pálida. O choque em seu rosto era genuíno. Ela abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. Seus olhos se encheram de pânico.

"Eu desejo felicidades a Sofia e Thiago. Tenho certeza de que eles serão muito felizes juntos."

Eu me virei, sem esperar por uma resposta.

Enquanto eu caminhava para a porta, ouvi um som de cadeira sendo arrastada. Sofia se levantou abruptamente, seu rosto uma máscara de descrença e fúria.

"Ricardo!"

Eu não parei. Abri a porta e saí, fechando-a atrás de mim.

O som dos gritos dela, abafados pela madeira maciça, era música para os meus ouvidos. Não era vingança. Era libertação.

Sofia correu para fora do escritório logo depois, passando por mim no corredor sem dizer uma palavra, seu rosto contorcido pela raiva. Ela desceu as escadas correndo e saiu da mansão, o som do motor de seu carro cantando pneus no asfalto ecoou pela casa.

O jogo tinha mudado. E desta vez, eu escreveria as regras.

Capítulo 2

Voltei para o meu quarto e comecei a arrumar minhas coisas. Não havia muito o que levar. As roupas de grife, os sapatos caros, os relógios, tudo aquilo pertencia à persona que os Almeida criaram para mim. Eram parte do uniforme, não de quem eu era.

Peguei uma mochila velha que guardava no fundo do armário. Dentro dela, coloquei algumas peças de roupa simples que eu mesmo havia comprado com o pouco dinheiro que considerava meu, um livro de administração que era meu companheiro constante e uma foto gasta dos meus pais, as únicas pessoas que me amaram incondicionalmente.

Enquanto eu esvaziava as gavetas, minha mente estava surpreendentemente calma. Não havia a dor da traição. Essa ferida já havia cicatrizado na minha morte. O que havia agora era uma clareza fria, uma sensação de alívio. Eu estava finalmente livre da obrigação de agradar, de provar meu valor, de viver a vida de outra pessoa.

A mansão, que antes representava segurança e status, agora parecia apenas uma prisão opulenta. Cada objeto de luxo era um elo da corrente que me prendeu por tanto tempo. Deixar tudo para trás não era uma perda, era uma purificação.

Meu celular vibrou sobre a cama. Era um modelo antigo, mas funcional. Uma notificação de um portal de notícias de celebridades apareceu na tela. A curiosidade falou mais alto. Eu toquei na notificação.

A manchete era chamativa: "Reviravolta na Família Almeida: Sofia Almeida e seu primo Thiago são o novo casal do momento!"

Abaixo, uma foto dos dois. Sofia e Thiago estavam em um restaurante caro, de mãos dadas sobre a mesa. A foto parecia ter sido tirada há pouco tempo. Ela não perdeu tempo. O sorriso dela na foto era forçado, mas o de Thiago era de pura arrogância e vitória. Ele tinha conseguido o que sempre quis: Sofia e o império Almeida.

A matéria falava sobre o "amor proibido" que finalmente floresceu, pintando uma narrativa romântica sobre dois primos que se amavam desde a infância. Não havia menção a mim. Eu fui apagado da história, exatamente como eles fizeram na minha vida passada.

Senti um pingo de desprezo, mas não dor. Deslizei o dedo pela tela e fechei a notícia. O passado deles não era mais problema meu. O futuro deles, eu sabia, seria sombrio. Thiago era um playboy incompetente, incapaz de gerir uma empresa da complexidade da Almeida Construções. Ele a levaria à ruína. Era apenas uma questão de tempo.

Terminei de arrumar minha mochila e a coloquei nas costas. Olhei ao redor do quarto uma última vez. Sem arrependimentos.

Quando desci as escadas, o som de vozes alteradas vinha do andar de baixo. A porta da frente se abriu com força, e por ela entraram Sofia e Thiago, de mãos dadas, como se fossem os novos donos do mundo.

"Pai! Onde está o Ricardo?" A voz de Sofia era estridente, cheia de uma raiva que eu não compreendia. Se ela também renasceu, por que estava tão furiosa com a minha decisão de me afastar?

"Ele está no quarto dele, eu acho," respondeu o Sr. Almeida, sua voz cansada. "Sofia, o que significa aquela notícia? O que você está fazendo?"

"Estou fazendo o que deveria ter feito há muito tempo!" ela retrucou. "Estou com o homem que eu amo!"

Thiago, com um sorriso presunçoso, apertou a mão dela. "Isso mesmo, tio. Sofia e eu vamos nos casar. E como futuro marido dela, eu acho que temos que fazer algumas mudanças."

Eu parei no meio da escada, observando a cena de cima, invisível para eles.

"Que tipo de mudanças?" perguntou o Sr. Almeida, desconfiado.

"Para começar," disse Thiago, seu tom ficando mais sério e venenoso, "Ricardo precisa ser removido de seu cargo na Almeida Construções. Imediatamente."

Sofia assentiu com firmeza, apoiando a exigência. "Ele não pode mais ter acesso a nada da empresa. Ele tomou a decisão de nos abandonar. Agora, ele precisa arcar com as consequências. Quero que ele seja demitido."

O cinismo dela era impressionante. Na vida passada, eles me usaram até o fim. Nesta vida, como ousei sair do roteiro, eles queriam me destruir desde o início.

Eu continuei descendo as escadas, meus passos silenciosos no tapete grosso. Eles só me notaram quando cheguei ao último degrau.

"Falando do diabo," disse Thiago com um sorriso de escárnio.

Sofia me olhou, e por um segundo, vi uma mistura de fúria e algo mais... desespero? Ela rapidamente mascarou isso com uma expressão fria.

"Você ouviu," ela disse, não como uma pergunta, mas como uma ordem. "Você está fora da empresa."

Eu olhei para os três. O patriarca cansado, a herdeira mimada e o usurpador arrogante. Eles eram um retrato perfeito da decadência.

"Eu já esperava por isso," respondi com calma, ajustando a mochila no ombro. "Na verdade, vim aqui para isso."

Minha tranquilidade pareceu desarmá-los mais do que qualquer explosão de raiva. Eles não sabiam como lidar com um Ricardo que não se importava. E isso era apenas o começo.

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