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O Recomeço de Uma Rainha

O Recomeço de Uma Rainha

Autor:: Qu Ye Xiao Fang
Gênero: Xuanhuan
A dor me rasgou, um grito silencioso preso na garganta enquanto a vida escorria por entre minhas pernas, manchando o chão de madeira polida. Ergui os olhos, embaçados pela agonia e pelas lágrimas, e vi o rosto triunfante de Clara, minha irmã adotiva. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, desviava o olhar, cúmplice da carnificina. "Por quê?", sussurrei, enquanto o mundo escurecia, levando comigo a vida do nosso filho ainda não nascido. Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo, e suas palavras finais ecoaram em minha mente: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!" Despertei em minha cama, tremendo, o suor frio escorrendo. Não havia sangue, não havia dor. Minhas mãos estavam limpas, meu ventre ainda plano. Meu bebê... ainda estava lá. A raiva fria tomou o lugar do pânico, e a determinação de aço substituiu a tristeza. Eu não era mais a Sofia ingênua. Eu renasci. Olhei para o calendário de bronze: era o dia. O exato dia em que, na vida anterior, o médico da corte anunciara minha gravidez. O ódio me deu um propósito. Eu não cometeria os mesmos erros. O jogo havia começado, e desta vez, não seria eu a morrer.

Introdução

A dor me rasgou, um grito silencioso preso na garganta enquanto a vida escorria por entre minhas pernas, manchando o chão de madeira polida.

Ergui os olhos, embaçados pela agonia e pelas lágrimas, e vi o rosto triunfante de Clara, minha irmã adotiva. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe e meu marido, desviava o olhar, cúmplice da carnificina.

"Por quê?", sussurrei, enquanto o mundo escurecia, levando comigo a vida do nosso filho ainda não nascido.

Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo, e suas palavras finais ecoaram em minha mente: "Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!"

Despertei em minha cama, tremendo, o suor frio escorrendo. Não havia sangue, não havia dor. Minhas mãos estavam limpas, meu ventre ainda plano. Meu bebê... ainda estava lá.

A raiva fria tomou o lugar do pânico, e a determinação de aço substituiu a tristeza. Eu não era mais a Sofia ingênua. Eu renasci.

Olhei para o calendário de bronze: era o dia. O exato dia em que, na vida anterior, o médico da corte anunciara minha gravidez.

O ódio me deu um propósito. Eu não cometeria os mesmos erros. O jogo havia começado, e desta vez, não seria eu a morrer.

Capítulo 1

A dor aguda rasgou seu abdômen, e o sangue quente escorreu por suas pernas, manchando o chão de madeira polida. Sofia olhou para cima, seus olhos embaçados de lágrimas e dor, e viu o rosto de sua irmã adotiva, Clara.

Clara sorria, um sorriso cruel e vitorioso. Ao seu lado, Lucas, o Quarto Príncipe, seu marido, desviava o olhar, incapaz de encarar a carnificina que ele permitiu.

"Por quê?", Sofia sussurrou, a vida se esvaindo dela.

Clara se agachou, seu rosto perfeito contorcido em desprezo.

"Como posso deixar uma bastarda me dominar? A culpa é sua e daquele bastardo por estarem no meu caminho!"

Essas foram as últimas palavras que Sofia ouviu. O mundo escureceu, a dor finalmente a consumindo junto com seu filho ainda não nascido.

...

Um grito silencioso escapou de seus lábios.

Sofia sentou-se na cama, o corpo tremendo, o suor frio escorrendo por sua testa. A luz suave da manhã entrava pela janela, iluminando o quarto familiar. Não havia sangue, não havia dor.

Ela olhou para suas mãos, pálidas, mas sem manchas. Levou-as lentamente ao seu abdômen, ainda plano. Nada. O bebê... seu bebê ainda estava lá. Seguro.

Ela se lembrou de tudo. A vida anterior. O casamento com Lucas, que Clara havia rejeitado para fugir com seu amante, Miguel. A gravidez que a encheu de esperança. O retorno arrependido de Clara. A manipulação, o veneno disfarçado de remédio para a gestação, a traição de seu marido. A morte.

A raiva, fria e cortante, substituiu o pânico. A tristeza deu lugar a uma determinação de aço. Ela não era mais a Sofia ingênua e subestimada. Ela renasceu.

Ela se levantou e caminhou até o calendário de bronze sobre a escrivaninha. A data a fez prender a respiração. Era o dia. O exato dia em que, em sua vida anterior, o médico da corte a informou sobre sua gravidez.

A urgência tomou conta dela. Seus pensamentos, antes confusos, agora estavam claros como cristal. O ódio lhe dava um propósito. Ela não cometeria os mesmos erros.

Nesse momento, a porta se abriu e Lucas entrou, vestindo suas roupas de príncipe. Seu rosto era bonito, mas agora Sofia só conseguia ver a superficialidade e a ambição por trás de seus olhos.

"Sofia, você já está de pé?", ele perguntou, com um sorriso que não alcançava seus olhos.

Sofia forçou um sorriso tímido, o mesmo sorriso que ela costumava dar.

"Lucas, tenho uma notícia para lhe dar."

Ele se aproximou, a curiosidade em seu rosto.

"O médico da corte esteve aqui esta manhã. Ele confirmou... estou grávida."

O rosto de Lucas se iluminou com uma alegria genuína, ou pelo menos, uma alegria que parecia genuína. Ele a abraçou com força, girando-a no ar.

"Maravilhoso! Sofia, você me fez o homem mais feliz do mundo! Um herdeiro! Isso solidificará minha posição na corte!"

Sofia sentiu um calafrio. Na vida anterior, essas palavras a teriam enchido de felicidade. Agora, elas soavam vazias e egoístas. Ele estava feliz não por ela, não pelo filho, mas por si mesmo. Era tudo sobre poder. O amor dele era uma farsa.

Ela se afastou gentilmente, ainda sorrindo.

"Estou tão feliz, meu príncipe."

"Devemos anunciar imediatamente! Enviarei mensageiros para o palácio e para sua família. Sua mãe, Dona Isabel, ficará radiante!"

Sofia balançou a cabeça.

"Não", disse ela, com uma suavidade que escondia sua intenção. "Ainda não. Quero contar à minha irmã primeiro."

Lucas franziu a testa.

"Clara? Mas por quê? Ela nem é sua irmã de sangue."

"É por isso mesmo", respondeu Sofia, sua voz cheia de uma falsa emoção. "Nós crescemos juntas. Quero compartilhar essa alegria com ela pessoalmente. Será uma surpresa."

Sofia sabia exatamente o que estava fazendo. Na vida anterior, Clara soube da notícia por mensageiros e sentiu inveja. Desta vez, Sofia entregaria a "boa nova" pessoalmente, embrulhada em um pacote de provocação.

Ela queria ver o rosto de Clara quando soubesse que a "bastarda" estava carregando um herdeiro real. Ela queria acender a chama da inveja com suas próprias mãos.

O que não se tem é sempre idealizado. Ela daria a Clara exatamente o que ela pensava que queria. Ela empurraria Clara para os braços de Lucas. E então, ela assistiria, do conforto de sua segurança, enquanto o amor idealizado deles se transformava em pó, exatamente como na vida anterior.

A única diferença era que, desta vez, não seria ela a morrer.

Lucas, alheio à tempestade nos olhos de Sofia, concordou.

"Como quiser, minha querida. Sua bondade é verdadeiramente notável."

Sofia sorriu.

"Prepare a carruagem. Vou visitar minha irmã."

O jogo havia começado.

Capítulo 2

A carruagem parou em frente à mansão de sua família adotiva. Sofia desceu, seu rosto uma máscara de serenidade. Lúcia, sua empregada pessoal, a seguiu de perto.

Na vida anterior, Lúcia a havia traído. Corrompida pelas promessas de Clara, ela trocou informações sobre a gravidez de Sofia por algumas joias e uma posição melhor. Desta vez, Sofia usaria a ganância de Lúcia a seu favor.

Enquanto caminhavam em direção à entrada, Sofia parou.

"Lúcia", disse ela, com a voz baixa.

"Sim, minha senhora?", a empregada respondeu, surpresa pela parada repentina.

"Minha irmã Clara sempre se sentiu solitária. Ela precisa de companhia, de alguém que a entenda."

Sofia olhou diretamente para Lúcia, um brilho estranho em seus olhos.

"A partir de hoje, você servirá a ela. Ficará ao lado dela, cuidará de suas necessidades. Considere isso uma promoção."

Lúcia ficou boquiaberta, chocada. Servir a senhorita Clara? A filha biológica da família? Isso era um salto social inimaginável. Mas por quê?

"Minha senhora... eu não a entendo. Eu sou sua empregada."

"E continuará sendo leal a mim", disse Sofia, sua voz um sussurro conspiratório. "Mas você servirá a Clara oficialmente. Ela precisa de alguém de confiança. E eu confio em você para cuidar bem da minha querida irmã."

Sofia se lembrava perfeitamente. Lúcia, com sua ambição e falta de escrúpulos, era a ferramenta perfeita. Colocá-la ao lado de Clara era como plantar um espião no acampamento inimigo. Lúcia relataria cada movimento, cada sussurro, cada intriga de Clara, não por lealdade a Sofia, mas por seu próprio interesse. Sofia garantiria que valesse a pena.

Lúcia, vendo a oportunidade de se aproximar do centro do poder da família, rapidamente escondeu sua confusão. Seus olhos brilharam com ganância. Ela viu joias, vestidos e uma vida melhor.

"Será uma honra, minha senhora. Cuidarei da senhorita Clara como se fosse a senhora mesma."

"Eu sei que sim", disse Sofia, com um sorriso satisfeito.

Elas entraram na casa. Dona Isabel, sua mãe adotiva, as recebeu na sala de estar. Seu rosto era uma carranca permanente sempre que via Sofia.

"Sofia. Que visita inesperada", disse ela, sem se levantar.

"Mãe", Sofia cumprimentou com uma reverência perfeita. "Vim ver Clara."

"Ela está em seu quarto, como sempre, lendo seus livros de medicina. Uma moça tão virtuosa e inteligente", disse Dona Isabel, o orgulho evidente em sua voz.

A menção de "livros de medicina" fez o estômago de Sofia revirar. Era com esse falso conhecimento que Clara a envenenou.

Clara desceu as escadas logo depois, alertada por um servo. Ela usava um vestido branco simples, seu rosto um retrato de inocência e beleza.

"Sofia! Que surpresa agradável!", ela disse, com um sorriso que Sofia sabia ser falso.

"Irmã", disse Sofia, pegando as mãos de Clara. "Eu tenho notícias maravilhosas. E um presente para você."

Ela então anunciou sua gravidez. Como esperado, um flash de inveja sombria passou pelos olhos de Clara antes de ser rapidamente substituído por um sorriso radiante.

"Oh, Sofia! Estou tão feliz por você e pelo Quarto Príncipe! Um bebê real! Que bênção!"

Era uma atuação digna de um teatro.

"E como estou grávida, preciso de mais descanso", continuou Sofia, observando a reação de Clara. "Por isso, pensei que você gostaria de ter Lúcia ao seu lado. Ela é muito competente. Eu me preocupo que você fique sozinha."

Clara olhou para Lúcia e depois de volta para Sofia, desconfiada.

"Mas ela é sua empregada pessoal. Eu não poderia..."

"Eu insisto", disse Sofia, com firmeza. "Considere isso um presente. Para que você tenha alguém para conversar e ajudar. Além disso, a casa do príncipe pode ser um lugar solitário. Agora que vou me concentrar na minha gravidez, quero ter certeza de que você está bem cuidada."

A lógica era impecável. Rejeitar a oferta pareceria ingratidão. Clara, que sempre se orgulhou de sua imagem virtuosa, não teve escolha a não ser aceitar.

"Bem... se você insiste. Obrigada, irmã. Você é muito gentil."

Mais tarde, quando Sofia estava de saída, a mãe de Lúcia, que trabalhava na cozinha, veio agradecer-lhe profusamente.

"Princesa, muito obrigada por dar essa oportunidade à minha filha! Estamos eternamente gratas!"

A mulher mal conseguia conter sua alegria. Sua filha agora servia à verdadeira senhorita da casa. Sofia apenas sorriu, um sorriso enigmático.

Elas não tinham ideia de que a "oportunidade" era uma armadilha. Lúcia era a isca, e Clara era o peixe. E Sofia, a pescadora paciente, apenas observava, esperando o momento certo para puxar a linha.

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