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O Retorno de Helena

O Retorno de Helena

Autor:: Tamires Ferreira
Gênero: Romance
Helena acreditava no amor, até ver seu casamento de quatro anos desmoronar diante da traição. Enquanto Marcos se deixava consumir pela obsessão por outra mulher, ela lutava em vão para salvar o que restava – até ouvir as palavras que cortaram sua alma: "Helena, você não tem um pingo de feminilidade." Ferida, mas orgulhosa, ela partiu sem olhar para trás. Anos depois, o destino os colocou frente a frente – mas a mulher diante de Marcos já não era a mesma. Gentil, elegante e envolta em um charme irresistível, Helena agora despertava o desejo e a admiração de homens mais cobiçados da cidade. Dominado pelo arrependimento, Marcos passou a rastejar por um amor que ele mesmo destruiu. Mas para Helena, ele era apenas uma lembrança distante – "um livro que já li na minha cama."

Capítulo 1 Observando em silêncio o marido.

Em frente a uma casa de luxo, dentro de um condomínio de alto padrão em Ulares.

Helena estava sentada no banco de trás de um carro , observando em silêncio o marido - que estava se encontrando com outra mulher.

A moça era bem jovem, vestia um vestido branco ,pura e encantadora.

Eles andavam de mãos dadas, como se fossem um casal apaixonado.

O rosto de Marcos estava cheio de ternura.

A garota, com voz manhosa, disse enquanto balançava a bolsa:

- "Meus pés estão doloridos, Marcos, me carrega!"

Helena achava que Marcos nunca faria isso.

Ele sempre foi um homem orgulhoso, conhecido por ser reservado e de temperamento difícil. Mesmo que tivesse uma nova paixão, ela acreditava que ele jamais se rebaixaria a esse tipo de coisa.

Mas, no segundo seguinte, Helena levou um duro golpe de realidade.

Seu marido se abaixou e carregou a jovem em seus braços com delicadeza.

Segurava a moça nos braços com cuidado, o olhar cheio de carinho.

A jovem se apoiava nele, o rosto colado ao peito de Marcos, com um sorriso satisfeito - como se fosse a dona do mundo.

Helena observava tudo de dentro do carro, o coração apertado e os olhos marejados.

Ela nunca imaginou que o homem com quem dormia todas as noites teria outra mulher - e ainda a trataria com tanta ternura.

Naquele momento, ela percebeu que o amor deles já não existia mais.

O que restava era apenas aparência, uma vida de fachada.

Helena respirou fundo, tentando conter a dor que subia pelo peito.

Mas por dentro, ela sentia como se tudo estivesse desmoronando.

O toque do homem era cheio de desejo, mas também de ternura. Logo, ele envolveu a cintura da moça e a puxou para si.

A jovem, com as mãos delicadas e brancas, colocou-as naturalmente no pescoço forte do homem, encostando o rosto contra ele. Seus cabelos negros escorriam, e ela o acariciava suavemente.

No pescoço de Marcos havia uma pequena marca vermelha. Ao vê-la, Helena lembrou-se daquelas vezes em que estavam juntos... quando sem querer tocou essa marca ,ele a segurou com força, o olhar intenso, quase selvagem....

Mas agora, marcos estava ali, abraçando outra mulher com a mesma paixão.

Helena fechou os olhos, incapaz de continuar olhando.

Ela nunca o tinha visto agir assim - tão louco de amor - e doía perceber que não era mais por ela.

Quando abriu os olhos novamente, o olhar de Helena já estava vazio, sem amor, sem ódio.

Helena para se casar com Marcos, abandonou a arte o que tanto amava para se tornar uma CEO do Grupo Duarte.

Quando o amor acaba, só resta falar de dinheiro.

Marcos e a amante se encontravam às escondidas, em uma mansão de luxo.

Que era o patrimônio comum do casal.

Helena não queria deixar a traição de Marcos impune , então perguntou à secretária sentada no banco da frente, Neia:

- "Nesses três meses, Marcos esteve sempre com ela?"

Neia respondeu rapidamente:

- "A moça se chama Beatriz Baldi , é como uma amiga de infância do senhor Marcos vem de uma familia infliênte . Há três meses, o senhor Marcos a colocou como estagiaria na empresa , e tem cuidado muito bem dela."

Um dossiê foi entregue a Helena .

Ela folheou calmamente e sentiu que poderia, enfim, se libertar.

A condição era que Marcos aceitasse dividir o patrimônio do casal. Helena pegaria o dinheiro e as ações, e sairia da vida dele de uma vez por todas.

Lá fora, o outono tingia tudo de dourado.

O pôr do sol espalhava um brilho quente e ofuscante.

Helena respirou fundo, acalmou-se e ligou para Marcos.

Ele provavelmente estava ocupado com sua amante.

Depois de alguns toques, ele finalmente atendeu.

A voz dele soou fria, distante:

- O que foi?

Helena piscou os olhos, tentando

soar leve:

- Hoje é meu aniversário. Você vai voltar pra jantar comigo?

Do outro lado, Marcos ficou em silêncio por um instante.

Um homem que não quer voltar pra casa sempre encontra uma desculpa - e o silêncio dele foi a mais clara de todas.

Mas Helena pôde ouvir, ao fundo, a voz suave de uma mulher chamando-o:

- Marcos, está tudo bem?...

Marcos hesitou por um momento. Depois, com o mesmo tom calmo e firme de sempre, respondeu:

- Se não for importante, vou desligar.

E a ligação caiu.

Era o jeito dele - direto, sem explicações, sem espaço para discussões.

Neia , ao ver Helena parada ali, indignou-se:

- Ele passou dos limites, dona Helena! Se esqueceu completamente da senhora!

Helena ficou imóvel por um segundo, sem dizer nada.

Mas dentro dela, o silêncio pesava mais que qualquer palavra.

Helena chegou a pensar: sinto muito atrapalhar o encontro de amor de Marcos com sua amante.

Mas logo afastou o pensamento com um leve sorriso irônico.

- Ele não esqueceu - ele simplesmente não se importa.

- Neia , entre em contato com a empresa de água e luz e peça para suspender os serviços desse imovel . Assim ele logo vai se lembrar de voltar para casa.

Neia suspirou, balançando a cabeça:

- A senhora é mesmo esperta, dona Helena.

Helena não respondeu. Apenas virou o rosto para a janela, observando em silêncio o brilho do entardecer que tingia o céu de dourado.

O reflexo do pôr do sol se espalhava pela parede, como uma ferida antiga que nunca cicatrizava.

Ela se lembrou de anos atrás - de uma noite parecida com aquela.

O céu também estava dourado, recém-casada seu marido , prometeu que nada nem ninguém os separaria.

"Você é o mais importante pra mim, Helena", ele dissera.

Mas agora... agora ele a fazia sentir que, para ele, o amor só valia enquanto fosse conveniente.

Que bastava ter dinheiro - e o resto, não importava mais.

Uma lágrima escorreu lentamente pelo canto dos olhos de Helena.

Capítulo 2 Ela queria se separar.

Ela retornou para casa..

Neia trouxe o acordo de divórcio.

Helena olhou o envelope por um momento, sentindo o frio se espalhar pelo corpo.

Ela queria se separar.

E queria dividir os bens - pela metade.

Sem dizer nada, ela se levantou e foi tomar banho.

No espelho, viu seu próprio reflexo pálido, cansado, mas ainda com frescor.

Vestiu um robe branco de seda, e sob a luz suave do banheiro, a mulher que via diante de si parecia outra - calma, fria, quase intocável.

Seu corpo, antes marcado pelo cansaço e pelas noites mal dormidas, ainda conservava uma elegância natural.

Não era exuberante, mas havia nela uma pureza distante, uma beleza que o tempo não conseguira apagar.

Mas, ao mesmo tempo, uma pergunta doía como uma faca:

para Marcos ela não era mais atraente... então por isso buscava outra mulher?

A imagem da jovem amante dele veio à mente - e com ela, uma dor quase física.

Helena podia até imaginar a cena: o riso leve, o toque rápido, a pressa juvenil que um dia também tiveram.

Por um instante, sentiu o sangue ferver.

Não de ciúmes - mas pela humilhação.

Helena respirou fundo,entrou no banho , sentindo a água quente escorrer pelos ombros.

Deixou que o vapor envolvesse o corpo, levando embora as últimas lembranças de um amor que já não existia.

Quando saiu do banho, estava diferente - o olhar calmo e sereno .

E então aporta se abriu , Marcos voltou.

Ele parou na entrada, impecável como sempre.

Um terno preto sob medida, os ombros largos e firmes, o olhar frio e calculado.

Sob a luz amarelada, seus traços pareciam ainda mais definidos - o retrato perfeito de um homem maduro, poderoso, e consciente do próprio encanto.

Helena não pôde evitar um pensamento amargo:

Mesmo que Marcos não tivesse fortuna alguma, só aquele rosto seria suficiente para que qualquer mulher caísse aos seus pés.

Quatro longos anos ao lado dele não poderia ser considerado desperdício.

Se olharam por alguns minutos...

Marcos deu alguns passos, aproximando-se dela.

Ficando de pé atrás de Helena ,olhou seu corpo diante do espelho.

Helena já estava vestida com um robe branco, o cabelo caindo pelos ombros como seda escura.

Mesmo sem maquiagem, havia nela uma beleza serena - o tipo de presença que o tempo não apaga, mas refina.

Por um instante, ele hesitou.

Talvez se lembrando da noite do casamento.

Na noite de núpcias, nada aconteceu entre eles.

Um mês depois, por acaso, aconteceu inesperadamente.

Naquela noite, Helena, encostada no peito dele, chamou baixinho o nome de Marcos.

Ele a segurou firme e, naquela noite, finalmente se tornaram um casal de verdade.

Foi a primeira vez de ambos.

Depois disso, a vida de marido e mulher entre os dois era... fria é distante.

Em casa, Helena era a respeitável senhora Duarte.

No grupo da Familia Duarte , ela era a presidente Helena, a mulher poderosa que controlava tudo.

Ela sempre mantinha uma aparência fria e inatingível, como se nada pudesse abalá-la.

Mesmo na cama, Marcos não ousava dizer que ela realmente se entregava.

Ela nunca havia se aberto de verdade, quanto mais mencionado o nome dele de forma carinhosa.

Helena olhou para ele através do espelho, o olhar silencioso, mas profundo.

Nos últimos dias, Marcos vinha tentando se aproximar dela, mesmo que de forma disfarçada

Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido, a voz rouca e baixa:

Foi você que pediu para cortarem a luz e a agua da casa do condominio não foi?- Ela e só uma amiga que estou ajudando,você está chateada?

Helena olhou para ele no espelho...

Marcos cheio de desejo, pensou bem percebeu que ela estava no seu período fértil.

Ele beijou seu pescoço sussurrando na sua orelha ,e mesmo seu aniversário... ou tem outro motivo, hein?

A senhora Duarte , ainda sabe me provocar...

As palavras dele eram provocantes, cheias de segundas intenções, e Helena entendeu perfeitamente o que ele queria.

Ele queria fazer amor , desejava ter um filho.

O pai dele ainda era o chefe da família ainda detinha grande parte das ações do Grupo Duarte, e Marcos acreditava que ter um filho aumentaria sua influência dentro da empresa.

Mas ele não sabia que, para eles, ter um filho era quase impossível.

Helena fechou os olhos suavemente, escondendo a dor que sentia.

Marcos, raramente estava de bom humor.

Capítulo 3 Não reagiu como ele esperava

No quarto, a cama macia parecia engolir o silêncio ao redor.

Marcos se aproximou rapidamente, o corpo dele cobrindo o dela, como se quisesse tomar cada pedaço dela para si,cheio de desejo.

Mas Helena não reagiu como ele esperava.

Ofegante, ela o empurrou contra o peito, tentando resistir.

Seus cabelos negros caíam sobre o travesseiro branco como neve, e o robe de seda escorregava lentamente por seus ombros.

- Marcos! - ela chamou, a voz tremendo entre susto e confusão.

Ele, no entanto, manteve o olhar fixo no rosto dela, os olhos intensos, como se estivesse sendo guiado por algum feitiço irresistível.

Abaixou o rosto, aproximando-se dela e a beijou como se tivesse possuído , dividido entre o desejo e a dúvida.

Helena sentia apenas cansaço - nada além disso.

Ela já não tinha raiva nem tristeza, apenas um vazio silencioso.

Sua frieza fez Marcos sentir um desconforto inexplicável.

Ele ficou irritado.

Com o rosto suado e a respiração pesada, perguntou com a voz rouca:

- Por que você não quer fazer amor com seu marido?

Helena, deitada sobre o travesseiro branco, olhou para o homem que ela havia amado por quatro anos.

Ela se sentia exausta. Tudo o que queria agora era viver por si mesma, e não mais por alguém.

Marcos, no entanto, não entendia.

Em vez de tentar compreender o que ela sentia, ele continuava questionando por que ela não queria mais ser sua esposa ou fazer amor com ele?, por que não queria ter um filhos? por que não queria ajudá-lo a manter o casamento o poder e a posição que tanto valorizava.

Helena levantou a mão e, com um gesto suave, tocou o rosto do marido.

Com a voz baixa e calma, ela disse:

- Marcos, vamos nos divorciar.

O rosto dele ficou tenso.

Pela primeira vez, Marcos pareceu não saber o que dizer.

Mas Marcos ainda tentou argumentar, segurando o tom de voz contido:

- Tudo isso é por causa de Beatriz? Eu já disse que ela é apenas a uma amiga da familia , e nada mais. Se você não gosta dela morando lá, eu posso providenciar outro lugar para ela ficar.

Helena soltou um leve riso, frio e sem emoção.

"Beatriz precisa mesmo ficar trabalhando com ele? E por que Marcos parecia gostar de te-lá por perto?"

Essas perguntas ficaram presas na garganta - ela achou que nem valia a pena dizer.

Ela abriu a gaveta ao lado da cama, tirou de dentro os papéis do divórcio e colocou na mão de Marcos.

Com a voz calma, porém firme, disse:

- Além das economias e dos bens imóveis, quero também metade das ações da empresa.

Marcos franziu as sobrancelhas.

- Metade das ações do Grupo Duarte? - repetiu ele, com uma ironia amarga no tom. - você está sendo generosa consigo?

As palavras dele soaram frias e cortantes, como se estivesse negociando um contrato, e não falando com a esposa.

Helena sentiu o coração gelar.

Mas não se arrependeu.

O amor que ela um dia deu, agora estava aprendendo a deixar ir.

Helena manteve a postura firme, olhando para Marcos com serenidade.

- Mesmo com o divórcio, - ela disse com calma - . Eu ficarei em paz assim...entre nós dois tudo estará resolvido.

Ela falava com seriedade, sem ironia nem raiva.

Foi então que Marcos finalmente percebeu - Helena não estava fazendo uma cena.

Ela estava decidida.

Ele a observou atentamente, os olhos escuros e intensos como se quisessem penetrar sua alma.

Por um instante, o silêncio entre os dois parecia pesado demais.

Meio minuto depois, Marcos respondeu em tom frio:

- Helena, volte a si. Nós não podemos nos divorciar. Você sabe tão bem quanto eu que estamos ligados por interesses.

Sim, ela sabia.

Ele não facilitaria sua vida.

Helena permaneceu em silêncio, sem mudar a expressão.

Ele levantou a mão, é jogou o acordo de divorcio no chão

.........

Sentindo a raiva crescer, se levantou de repente, pegou uma muda de roupa e foi dormir no quarto de hóspedes.

Ele acreditava que Helena apenas precisava esfriar a cabeça.

Que, depois daquela noite, ela voltaria a ser a mesma de sempre - a mulher paciente e silenciosa que o aceitava em tudo.

Mas Marcos estava enganado.

Na manhã seguinte, às oito horas em ponto.

Marcos desceu as escadas vestindo um terno preto impecável.

A roupa sob medida destacava sua postura elegante - fria, confiante, e impossível de decifrar.

Por fora, ele parecia o mesmo homem de sempre: perfeito, sereno, implacável.

Mas por dentro, algo começava a se mover - algo que ele ainda não conseguia compreender.

Mesmo que o corpo estivesse descansado, o coração parecia pesado.

Ao descer as escadas, o aroma do café recém-passado se espalhava pelo ar, mas ele sentia o estômago fechado - como se algo o impedisse de relaxar.

Ele pegou a xícara e tomou um gole.

C

asualmente perguntou a empregada a Sra.Duarte aonde está?

Eles tiveram uma briga tão barulhenta à noite que até os empregados da casa ouviram"

A empregada respondeu: "A senhora foi para o escritório cedo esta manhã e dispensou o motorista."

Marcos respondeu com frieza, sem tirar os olhos da xícara

Ele assentiu, mas ficou em silêncio. De repente, perdi o apetite".

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