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O Segredo do Rádio: Meu Passado Me Salvou

O Segredo do Rádio: Meu Passado Me Salvou

Autor:: Patricia
Gênero: Romance
Por dez anos, Sofia Almeida viveu um casamento sem amor, marcada pela traição do marido Ricardo Neves com sua própria irmã, Letícia. Ele, cruelmente, recusava-se a conceder o divórcio. Num acesso de desespero, Sofia ligou um velho rádio amador de seu avô. Uma voz familiar, mas jovem, soou: era Ricardo, de dezenove anos. Ela explicou sua vida futura, a traição e a recusa do divórcio. Pediu que ele, no passado, assinasse os papéis do divórcio. O Ricardo do presente (32 anos) tornou-se ainda mais cruel, minimizando o caso e jogando papéis de divórcio em sua cara. Então, veio a chocante conspiração de seus pais e Letícia: eles queriam que ela "cedesse" Ricardo para a irmã e transferisse a casa dos avós, sua última lembrança feliz. A crueldade atingiu o ápice quando Letícia, num ato de ódio puro, incendiou a casa com Sofia dentro. Por que tanta traição da própria família? Por que o homem que jurou amá-la virou um monstro? Em meio às chamas e à fumaça, Sofia sentiu a dor de uma traição tão profunda que quase a consumiu. Conseguiu escapar, mas o mundo desabava sob seus pés. A acusação de Ricardo de que ela tentara matar Letícia e incendiar a casa foi a gota d'água. Enquanto as chamas devoravam suas últimas memórias, Sofia, com a voz embargada, olhou para Ricardo e disse: "Eu quero o divórcio. Agora." No rádio, a voz do jovem Ricardo soou: "Sim, Sofia. Eu vou assinar. Vou enterrá-los sob o velho ipê." Com a prova do passado e a cicatriz em seu rosto milagrosamente desaparecida, Sofia rompeu com tudo, sua família e aquele casamento tóxico, partindo para Paraty para reconstruir uma vida de paz e amor.

Introdução

Por dez anos, Sofia Almeida viveu um casamento sem amor, marcada pela traição do marido Ricardo Neves com sua própria irmã, Letícia.

Ele, cruelmente, recusava-se a conceder o divórcio.

Num acesso de desespero, Sofia ligou um velho rádio amador de seu avô.

Uma voz familiar, mas jovem, soou: era Ricardo, de dezenove anos.

Ela explicou sua vida futura, a traição e a recusa do divórcio.

Pediu que ele, no passado, assinasse os papéis do divórcio.

O Ricardo do presente (32 anos) tornou-se ainda mais cruel, minimizando o caso e jogando papéis de divórcio em sua cara.

Então, veio a chocante conspiração de seus pais e Letícia: eles queriam que ela "cedesse" Ricardo para a irmã e transferisse a casa dos avós, sua última lembrança feliz.

A crueldade atingiu o ápice quando Letícia, num ato de ódio puro, incendiou a casa com Sofia dentro.

Por que tanta traição da própria família? Por que o homem que jurou amá-la virou um monstro?

Em meio às chamas e à fumaça, Sofia sentiu a dor de uma traição tão profunda que quase a consumiu.

Conseguiu escapar, mas o mundo desabava sob seus pés.

A acusação de Ricardo de que ela tentara matar Letícia e incendiar a casa foi a gota d'água.

Enquanto as chamas devoravam suas últimas memórias, Sofia, com a voz embargada, olhou para Ricardo e disse: "Eu quero o divórcio. Agora."

No rádio, a voz do jovem Ricardo soou: "Sim, Sofia. Eu vou assinar. Vou enterrá-los sob o velho ipê."

Com a prova do passado e a cicatriz em seu rosto milagrosamente desaparecida, Sofia rompeu com tudo, sua família e aquele casamento tóxico, partindo para Paraty para reconstruir uma vida de paz e amor.

Capítulo 1

Sofia Almeida vivia há dez anos um casamento infeliz com Ricardo Neves.

Ele a traía com sua própria irmã, Letícia Almeida.

Pior, Ricardo se recusava a conceder o divórcio.

Sofia descobriu o caso por causa de um colar, um presente caro que Ricardo dera a Letícia, idêntico a um que ele havia dado a Sofia anos antes, mas que ela perdera.

Aquele colar era a gota d'água.

"Ricardo, precisamos conversar sobre o divórcio," Sofia disse, a voz firme apesar do tremor interno.

Ele riu, um som seco e desdenhoso.

"Divórcio? Por causa de um colar? Você está exagerando, Sofia."

Desesperada, Sofia mexia nas coisas antigas de seu avô.

Encontrou um rádio amador empoeirado.

Ligou-o, sem muita esperança, girando o sintonizador.

De repente, uma voz familiar, mas mais jovem, soou.

"Alô? Tem alguém aí?"

Era Ricardo, mas com dezenove anos.

Sofia hesitou, depois falou, a voz embargada.

"Ricardo? Sou eu, Sofia. Do futuro."

Ela explicou a situação, o casamento infeliz, a traição, a recusa do divórcio.

Pediu que ele, no passado, assinasse um acordo de divórcio e o escondesse para ela encontrar.

O jovem Ricardo ficou em silêncio por um longo momento.

"Isso... isso não pode ser verdade. Eu nunca faria isso com você, Sofia. Se eu me tornasse esse homem, preferia desaparecer."

Ele prometeu ajudar.

Naquela noite, Ricardo, o de 32 anos, chegou em casa furioso.

Ele jogou uma pasta com papéis de divórcio na mesa.

"Que palhaçada é essa, Sofia? Pedindo o divórcio?"

Ele minimizou o caso com Letícia.

"Foi só uma vez, um erro. E você arma esse escândalo todo por causa de um colar?"

Sofia olhou para ele, a dor afiada em seu peito.

"Um colar, Ricardo? Você dorme com a minha irmã e chama isso de 'um colar'?"

Ela apontou para o pescoço dele, onde uma marca de batom sutil, da cor que Letícia sempre usava, era visível.

"E isso? Também é só um colar?"

Ricardo ficou vermelho, mas rapidamente se recompôs.

"Não sei do que você está falando. E pare de inventar coisas."

Ele desviou o assunto.

"Amanhã temos o jantar na casa dos seus pais. É melhor você se comportar."

O telefone de Sofia tocou. Era sua mãe, Dona Irene.

"Sofia, seu pai e eu precisamos falar com você. É urgente."

A voz dela era fria.

"Esteja aqui amanhã para o jantar. E venha sozinha."

Sofia sentiu um arrepio.

No dia seguinte, na casa dos pais, a tensão era palpável.

Seu Valdir, o pai, foi direto ao ponto.

"Sofia, sua mãe e eu conversamos. Achamos melhor você se divorciar do Ricardo."

Sofia ficou chocada. Divorciar-se era o que ela queria, mas vindo deles?

Dona Irene continuou, a voz cortante.

"Depois daquele acidente de carro, você ficou com essa cicatriz no rosto. Você não é mais... adequada para ser esposa do Ricardo."

A cicatriz era uma linha fina em sua bochecha, resultado de um acidente onde ela salvara Ricardo.

"Letícia, por outro lado," Seu Valdir pigarreou, "ela precisa de bem-estar emocional. A anemia falciforme dela é delicada."

Sofia sentiu o sangue gelar.

Eles queriam que ela cedesse Ricardo para Letícia.

"Então é isso? Querem que eu me afaste para Letícia ficar com ele?"

"É o melhor para todos," Dona Irene disse, sem emoção.

"E, Sofia, você sabe, Letícia precisa de cuidados. Se ela precisar de uma transfusão, você é compatível. É sua obrigação como irmã."

Sofia levantou-se, a raiva e a dor lutando dentro dela.

"Eu cedo o Ricardo. Podem ficar com ele."

Sua voz era baixa, mas firme.

"Mas a partir de hoje, vocês não são mais minha família."

Ela se virou para sair.

Letícia entrou na sala nesse momento, um sorriso dissimulado nos lábios.

Ela usava o colar que Ricardo lhe dera.

"Sofia, não diga isso! Mamãe, papai, ela está chateada. Ricardo é um bom homem."

Ela se aproximou de Ricardo, que acabara de chegar, e segurou seu braço.

Dona Irene olhou para a cicatriz de Sofia com desprezo.

"Com essa cara, quem vai te querer?"

Seu Valdir deu um tapa no braço de Sofia.

"Seja compreensiva!"

Ricardo interveio, mas sua preocupação era superficial.

"Não falem assim. Sofia salvou minha vida naquele acidente."

Ele rapidamente mudou de assunto.

"Vamos jantar. Estou faminto."

Durante o jantar, Ricardo e Letícia agiam como um casal.

Eles riam, trocavam olhares, e Ricardo até colocou comida no prato de Letícia.

Sofia sentou-se em silêncio, isolada, a comida intocada em seu prato.

Seus pais a ignoravam, focados em Letícia e Ricardo.

Mais tarde, em casa, Ricardo chegou bêbado.

Ele cambaleou até Sofia, o rosto contorcido de desprezo.

"Você acha que eu te amo? Eu só te sustento por pena!"

Ele apontou para o rosto dela.

"Olha para você! Essa cicatriz... quem te quereria?"

As palavras eram como facas.

Capítulo 2

Sofia sentiu as lágrimas quentes escorrerem pelo rosto.

As palavras de Ricardo ecoavam em sua mente.

"Eu vou embora, Ricardo. Desta vez é para sempre."

Ela se virou, determinada a fazer as malas.

O rádio amador apitou. Uma mensagem do jovem Ricardo.

"Sofia, consegui. Evitei o acidente de carro. O seu eu do passado não vai sofrer."

Sofia correu para o espelho.

A cicatriz em seu rosto... tinha sumido.

A pele estava lisa, impecável.

O ambiente da casa também parecia sutilmente diferente, as cores um pouco mais vivas.

Ricardo entrou no quarto, ainda embriagado.

Ele olhou para Sofia, e um brilho de surpresa passou por seus olhos ao ver o rosto dela sem a cicatriz.

Mas rapidamente foi substituído pelo mesmo desdém.

"O que você está olhando? Acha que sem a cicatriz você é alguma coisa?"

Ele a empurrou.

"Você é desesperada por atenção, não é? Sempre se jogando em cima de mim."

Sofia recuou, a dor da noite anterior ainda fresca.

A ausência da cicatriz não mudara nada.

O desprezo dele não era pela marca em seu rosto.

Era por ela, por quem ela era.

Uma tristeza profunda a invadiu.

Ela ouviu um som vindo do escritório de Ricardo.

Aproximou-se sorrateiramente.

Ricardo estava em uma videochamada. Com Letícia.

As roupas delas estavam espalhadas pelo chão do quarto de Letícia.

A cena era íntima, inconfundível.

Sofia sentiu o estômago revirar.

Ela entrou no escritório, o celular na mão, gravando.

"Então, Ricardo? Isso também é 'só um colar'?"

A voz dela tremia de raiva e nojo.

Ricardo pulou, derrubando o laptop.

A imagem de Letícia desapareceu.

"Sofia! O que você está fazendo?"

Ele avançou, furioso.

"Você não tem o direito de me espionar!"

Ele tentou arrancar o celular da mão dela.

"Saia daqui! Este é o meu escritório!"

De repente, o celular de Ricardo tocou.

Era Letícia, ligando de volta, provavelmente.

Ele atendeu, a voz tensa.

"Letícia? O que foi?"

A voz de Letícia soou, chorosa e fraca.

"Ricardo, estou passando mal. Minha anemia... acho que preciso ir ao hospital."

Ricardo olhou para Sofia, um brilho cruel nos olhos.

"Estou indo. E você vem comigo, Sofia. Sua irmã precisa de você."

Ele a agarrou pelo braço, arrastando-a para fora de casa, sem se importar se ela estava de pijama ou descalça.

Ele dirigia como um louco, costurando pelo trânsito.

Sofia olhou para o perfil dele, o homem que ela um dia amou.

Lembrou-se do jovem Ricardo, da voz dele no rádio, tão diferente.

O Ricardo que a protegia, que prometera amá-la para sempre.

Agora, ele era um opressor.

No hospital, os médicos confirmaram que Letícia precisava de uma transfusão.

E, convenientemente, Sofia era a única doadora compatível ali.

Eles a levaram para uma sala, e ela sentiu a agulha em seu braço, o sangue fluindo.

Sentia-se exausta, explorada, completamente sozinha.

Seus pais não estavam lá. Ricardo estava ao lado de Letícia.

O rádio amador, que Sofia conseguira esconder na bolsa, apitou.

Era o jovem Ricardo, a voz preocupada.

"Sofia? Você está bem? O que está acontecendo?"

Ela sussurrou a situação para ele, sentindo um pequeno conforto em sua preocupação.

Letícia apareceu na porta da sala de doação, um sorriso vitorioso no rosto.

Ricardo estava logo atrás dela, apoiando-a.

"Obrigada pelo sangue, irmãzinha," Letícia disse, a voz falsamente doce.

"Pena que foi usado para regar as plantas. Eu não precisei, afinal."

Ela mostrou um arranhão superficial no braço.

"Eu mesma fiz isso. Queria ver a sua cara quando Ricardo te culpasse."

Sofia ficou boquiaberta, incrédula.

Ricardo avançou, o rosto vermelho de raiva.

"Sua monstra! Como ousa machucar Letícia?"

Ele a empurrou com força contra a parede. A cabeça de Sofia bateu com um baque surdo.

Pelo rádio, que caíra da bolsa de Sofia e permanecia ligado, o jovem Ricardo ouviu tudo.

Sua voz explodiu, cheia de fúria e descrença.

"Ricardo! Seu desgraçado! O que você está fazendo com ela?"

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