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O Sistema: Renascer Para a Vingança

O Sistema: Renascer Para a Vingança

Autor:: Luo Ye Fen Fei
Gênero: Sci-fi
Fui Kieran Gordon por vinte anos, uma promessa do Flamengo, tratado como filho pelo presidente. Minha vida era um sonho, com um sistema que me dava recuperação sobre-humana e uma noiva, Raegan Hayes. Mas tudo desmoronou quando Leonel Contreras, o "filho pródigo" manipulador, reapareceu. O amor da minha "família" do clube desapareceu, trocado por desprezo. A "mãe" me chamou de ingrato e Raegan, meus olhos e ouvidos, me exigiu um pulmão para Leonel, dizendo: "Se você doar um dos seus pulmões para Leonel, eu caso com você." Eu, o salvador do clube, fui humilhado, socado, atirado ao chão e abandonado. Perdi meu cão, minhas memórias foram queimadas, e a cirurgia fatal se tornou uma libertação. Fui "morto" na mesa de operação, enquanto Raegan ordenava: "Continuem! O sistema dele vai salvá-lo! Salvem o Leonel!" Meu coração parou. Mas por que tudo isso, se eu era leal? "Missão 'Morte e Renascimento' concluída." Renascido como Jarrod Hawkins, eu voltei. E agora, a vingança será jogada num campo muito maior.

Introdução

Fui Kieran Gordon por vinte anos, uma promessa do Flamengo, tratado como filho pelo presidente.

Minha vida era um sonho, com um sistema que me dava recuperação sobre-humana e uma noiva, Raegan Hayes.

Mas tudo desmoronou quando Leonel Contreras, o "filho pródigo" manipulador, reapareceu.

O amor da minha "família" do clube desapareceu, trocado por desprezo.

A "mãe" me chamou de ingrato e Raegan, meus olhos e ouvidos, me exigiu um pulmão para Leonel, dizendo: "Se você doar um dos seus pulmões para Leonel, eu caso com você."

Eu, o salvador do clube, fui humilhado, socado, atirado ao chão e abandonado.

Perdi meu cão, minhas memórias foram queimadas, e a cirurgia fatal se tornou uma libertação.

Fui "morto" na mesa de operação, enquanto Raegan ordenava: "Continuem! O sistema dele vai salvá-lo! Salvem o Leonel!"

Meu coração parou. Mas por que tudo isso, se eu era leal?

"Missão 'Morte e Renascimento' concluída."

Renascido como Jarrod Hawkins, eu voltei.

E agora, a vingança será jogada num campo muito maior.

Capítulo 1

Por vinte anos, eu fui Kieran Gordon, a maior promessa do Flamengo. O presidente, a quem eu chamava de pai, sempre me disse que eu era o futuro, a lenda que ele estava a criar.

Até que Leonel Contreras, o verdadeiro "filho pródigo", voltou. Ele era o filho do melhor amigo falecido do presidente, sequestrado na infância e agora encontrado.

Tudo mudou.

Meu contrato vitalício, o amor dos torcedores, o carinho da minha "família" do clube, tudo desapareceu. O sistema que me dava uma recuperação física sobre-humana, que me ligava a esta família, agora mostrava um contador de afeto zerado. Minha missão de me tornar uma lenda do Flamengo estava acabada.

"Kieran, você é um ingrato," o presidente gritou, com o rosto vermelho de raiva. "Você só pensa em dinheiro e fama, sugando os recursos que deveriam ser de outros jovens, como o Leonel!"

Sua esposa, a mulher que eu considerava uma mãe, olhava para mim com desprezo.

"A competição com você está a matar o Leonel. A saúde frágil dele não aguenta."

Eu fiquei ali, isolado, o calor da família que eu conhecia substituído por um frio cortante. A única pessoa que parecia estar do meu lado era a minha noiva, Raegan Hayes, a fisioterapeuta mais famosa do Rio de Janeiro. Ela segurou a minha mão, mas o seu toque não tinha o calor de antes.

Ela olhou para mim, os seus olhos antes cheios de amor, agora frios e calculistas.

"Kieran, se você doar um dos seus pulmões para o Leonel, eu caso com você."

A proposta dela atingiu-me com a força de um soco. Eu não conseguia acreditar no que estava a ouvir. A mulher que eu amava estava a pedir-me para sacrificar a minha carreira, a minha saúde, pela vida de outro homem.

"O quê?"

"Com o seu Sistema de Legado, você pode viver bem com um pulmão só," ela disse, a sua voz calma e racional, o que a tornava ainda mais cruel. "O Leonel vai morrer sem um transplante. Pense nisso. Depois da cirurgia, o clube vai aceitá-lo de volta. A sua missão de se tornar uma lenda será cumprida. Seremos uma família feliz."

Eu olhei para o medidor de afeto dela no meu sistema. Zero. Um zero frio e absoluto. Eu ri, um som amargo que arranhou a minha garganta.

"Tudo bem. Eu faço isso."

Eu não disse isso por esperança. Eu disse isso para pagar a dívida que sentia ter com o clube que me criou. Para acabar com tudo de uma vez por todas.

O meu corpo doeu. Uma dor aguda no peito, um aviso do sistema. A missão estava a falhar, e a minha vida estava a esgotar-se. Eu percebi a verdade: o meu amor, a minha lealdade, tudo era apenas uma ferramenta para eles.

Fui para o meu quarto, o quarto que o presidente me tinha dado na sua mansão. Peguei nas fotografias. Eu, o presidente e a sua esposa, sorrindo no Maracanã. Eu e a Raegan, abraçados na praia. Memórias de uma vida que agora parecia uma mentira. Rasguei cada uma delas em pedaços pequenos, vendo o passado transformar-se em lixo nas minhas mãos.

A minha vida tinha sido um sonho. Órfão, acolhido pelo clube mais poderoso do Brasil, tratado como um príncipe. Então, Leonel apareceu. Frágil, doente, mas com um talento para a manipulação que superava o meu talento para o futebol. Ele sussurrou nos ouvidos do presidente e da sua esposa, pintando-me como um vilão ganancioso.

E a Raegan, a minha Raegan, que me prometeu apoio eterno, apaixonou-se pela fragilidade dele. Ela tornou-se a sua cúmplice.

No dia do meu aniversário, ninguém se lembrou. O presidente confrontou-me com um documento. Um termo de doação que dizia que eu estava a doar o meu pulmão por culpa e arrependimento.

"Assine," ele ordenou.

"Não. Eu não sou culpado de nada."

A sua mão voou e atingiu o meu rosto com força. Eu caí, o gosto de sangue na minha boca.

"Seu ingrato!"

O telemóvel da Raegan tocou. Era o Leonel. Ela olhou para mim, caído no chão, e depois para o telemóvel.

"Leonel? Estou a caminho."

Ela saiu, deixando-me ali, ferido e sozinho. Ela correu para a festa de aniversário surpresa do Leonel, onde ele recebeu as chaves de um apartamento de luxo na Barra da Tijuca como presente dos meus "pais".

Eu, ferido e esquecido, peguei no meu telemóvel e liguei para uma ambulância.

"Sistema," eu disse em voz baixa, enquanto a dor se espalhava pelo meu corpo. "A missão falhou. Encontre-me um novo objetivo."

A voz do sistema respondeu na minha mente. "Analisando... Novo objetivo definido: Tornar-se o maior jogador do mundo."

Mesmo que fosse noutro lugar. Longe daqui.

Capítulo 2

No carro a caminho do hospital, o sistema confirmou o inevitável.

"Fracasso na missão principal. A saúde do hospedeiro começará a deteriorar-se. Tempo estimado até à morte: 30 dias."

"Tanto faz," murmurei, encostado à janela fria da ambulância.

O meu telemóvel vibrou. Uma chamada de vídeo do presidente. Atendi. A imagem tremia, mas eu podia ver tudo claramente. A Raegan, o presidente e a sua esposa estavam a cantar "Parabéns a Você" para o Leonel, que sorria, rodeado de presentes caros.

"Kieran, olha só o apartamento que o pai me deu!" A voz do Leonel era triunfante. "A Raegan disse que vai ajudar a decorar. Não é fantástico?"

Eu não respondi. Apenas observei a minha noiva a sorrir para ele, a minha família a celebrar o homem que me destruiu.

A dor no meu peito intensificou-se. Não era apenas a lesão. Era a dor da exclusão, de ser apagado. Eles tinham-se esquecido. Hoje era o meu aniversário.

Desliguei a chamada.

A minha condição piorou rapidamente no hospital. A febre subiu, a minha respiração tornou-se difícil. Os médicos correram, alarmados. Fui resgatado a tempo, estabilizado, mas sentia-me oco por dentro.

O telemóvel vibrou de novo. Mensagens do Leonel. Fotos dele com o presidente. Vídeos dele a abrir presentes. Uma foto dele e da Raegan, muito próximos, a sorrir para a câmara. Ele queria uma reação. Queria ver-me sofrer.

Mas eu já não sentia nada. Apaguei as mensagens sem responder.

Depois de alguns dias, deram-me alta. Voltei para a mansão. Eles estavam todos na sala de estar. Leonel, Raegan, o presidente e a sua esposa. O ar estava pesado.

"Kieran, que bom que voltou," disse a Raegan, a sua voz sem emoção. "O Leonel vai ficar no quarto ao lado do seu. Pode, por favor, ajudar a arrumar as coisas dele?"

Eu olhei para ela. Ela queria que eu preparasse o quarto do meu substituto.

"Estou cansado," foi tudo o que eu disse.

"Kieran, não seja rude," disse o Leonel, com uma voz fraca e ofegante. "Eu só pensei que... poderíamos ser amigos." Ele deu um passo na minha direção, fingindo preocupação.

Eu ignorei-o e comecei a subir as escadas.

De repente, ouvi um baque. O Leonel estava no chão, a gemer.

"Ai, a minha perna!"

A Raegan correu para ele, o pânico no seu rosto.

"O que você fez?" ela gritou para mim. "Peça desculpa agora!"

Eu olhei para a cena. A atuação barata do Leonel, a reação exagerada da Raegan. Antes, eu via o cuidado dela como amor. Agora, via apenas cegueira. Uma cegueira perigosa.

"Não," eu disse calmamente.

Virei-me e continuei a subir as escadas, deixando-os para trás. Fui para o meu quarto e fechei a porta.

Eu podia ouvi-los lá em baixo. A voz suave da Raegan a consolar o Leonel.

Mais tarde, ouvi passos. A porta do meu quarto abriu-se. Era o Leonel. Ele entrou, o seu rosto já não mostrava fragilidade, mas um ódio mal disfarçado.

"Ela ainda se preocupa com você," ele sibilou, o ciúme a brilhar nos seus olhos. "Mas não por muito tempo."

Ele aproximou-se, invadindo o meu espaço pessoal.

"Eu vou tirar tudo de você, Kieran. O seu lugar, o seu nome, a sua noiva. Tudo."

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