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O Tapa do Destino

O Tapa do Destino

Autor:: Qing Cha
Gênero: Bilionários
O tapa do meu pai estalou no meu rosto, ecoando pela sala luxuosa. "Sua inútil," ele rosnou, o rosto contorcido de raiva, "Você arruinou tudo, a chance da nossa família." Minha mãe, sentada no sofá, virou o rosto, seu silêncio era uma faca cravada ainda mais fundo. Eles me acusaram de arruinar os negócios da família Santos, que estavam à beira da falência, tudo por minha causa. A acusação me deixou sem ar; a vítima era sempre a culpada para eles. "Ainda há uma chance," minha mãe finalmente falou, a voz fria, "O senhor Mendes fez uma proposta. Ele quer se casar com você." Fui forçada a um casamento arranjado para pagar pelos pecados de outra pessoa. Minha mente voltou à noite anterior: Pedro me convidou para uma festa, eu ingênua, pensei que ele me pediria em casamento. Em vez disso, ele me humilhou, anunciando o noivado com Sofia, minha melhor amiga de infância. "Você é estéril, Maria," ele riu, "Sofia vai me dar os filhos que você nunca pôde." A dor foi insuportável, mas uma raiva fria começou a subir. Eu o olhei nos olhos, vendo um monstro egoísta. Peguei o anel de noivado, o diamante que simbolizava promessas agora parecia um pedaço de vidro. Deixei a joia cair no chão. Saí daquele quarto e daquela vida, sem olhar para trás. O futuro era incerto e assustador, mas pela primeira vez, era só meu.

Introdução

O tapa do meu pai estalou no meu rosto, ecoando pela sala luxuosa.

"Sua inútil," ele rosnou, o rosto contorcido de raiva, "Você arruinou tudo, a chance da nossa família."

Minha mãe, sentada no sofá, virou o rosto, seu silêncio era uma faca cravada ainda mais fundo.

Eles me acusaram de arruinar os negócios da família Santos, que estavam à beira da falência, tudo por minha causa.

A acusação me deixou sem ar; a vítima era sempre a culpada para eles.

"Ainda há uma chance," minha mãe finalmente falou, a voz fria, "O senhor Mendes fez uma proposta. Ele quer se casar com você."

Fui forçada a um casamento arranjado para pagar pelos pecados de outra pessoa.

Minha mente voltou à noite anterior: Pedro me convidou para uma festa, eu ingênua, pensei que ele me pediria em casamento.

Em vez disso, ele me humilhou, anunciando o noivado com Sofia, minha melhor amiga de infância.

"Você é estéril, Maria," ele riu, "Sofia vai me dar os filhos que você nunca pôde."

A dor foi insuportável, mas uma raiva fria começou a subir.

Eu o olhei nos olhos, vendo um monstro egoísta.

Peguei o anel de noivado, o diamante que simbolizava promessas agora parecia um pedaço de vidro.

Deixei a joia cair no chão.

Saí daquele quarto e daquela vida, sem olhar para trás.

O futuro era incerto e assustador, mas pela primeira vez, era só meu.

Capítulo 1

O tapa do meu pai estalou no meu rosto, o som ecoou pela sala de estar luxuosa, mas fria. A ardência se espalhou pela minha bochecha, mas a dor no meu coração era muito maior, eu senti o gosto de sangue na boca e meus olhos se encheram de lágrimas, mas eu me recusei a deixá-las cair.

"Sua inútil" , ele rosnou, o rosto distorcido pela raiva, "Você arruinou tudo, arruinou a chance da nossa família."

Minha mãe, sentada no sofá de veludo, virou o rosto, ela não disse uma palavra para me defender, seu silêncio era uma faca que se cravava ainda mais fundo em mim. Ela sempre foi assim, submissa ao meu pai, cúmplice de sua crueldade.

"Nós investimos tudo em você, na sua educação, no seu relacionamento com Pedro" , meu pai continuou, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado, "E você joga tudo fora, se deixa ser humilhada publicamente por ele, agora a família Santos não quer mais saber de nós, estamos à beira da falência por sua causa."

A acusação era tão injusta que me deixou sem ar, não fui eu que o traí, não fui eu que causei o escândalo, mas para minha família, a vítima era sempre a culpada. Eles não se importavam com a minha dor, apenas com o status e o dinheiro que perderam.

"Ainda há uma chance de salvar os negócios da família" , minha mãe finalmente falou, a voz dela era fria e calculista, sem um pingo de calor materno, "O senhor Mendes fez uma proposta."

João Mendes, um nome que eu não ouvia há anos, ele era o tio de Pedro, um empresário poderoso e enigmático que todos temiam e respeitavam.

"Ele quer se casar com você" , meu pai declarou, parando na minha frente e me olhando de cima a baixo com desprezo, "É a única maneira de salvar a empresa Silva, você vai se casar com ele, Maria, não há discussão."

A sala começou a girar, eu me sentia sufocada, forçada a um casamento arranjado para pagar pelos pecados de outra pessoa. Minha mente voltou para a noite anterior, a humilhação ainda fresca e dolorosa. Pedro me levou a uma festa cheia de gente importante, ele disse que tinha um anúncio especial, eu, ingênua, pensei que ele finalmente me pediria em casamento depois de tantos anos juntos.

De repente, meu celular tocou, quebrando o silêncio tenso. O nome na tela fez meu coração dar um salto doloroso, era Pedro. Uma pequena e tola esperança surgiu dentro de mim, talvez ele estivesse ligando para se desculpar, para consertar as coisas.

"Alô?" , minha voz saiu trêmula.

"Maria, preciso que você venha ao meu apartamento agora" , a voz dele era fria e autoritária, sem nenhum traço de arrependimento.

Mesmo contra meu bom senso, eu fui. Parte de mim ainda o amava, a parte estúpida que se agarrava às memórias felizes. Quando cheguei, a porta estava entreaberta, eu entrei devagar, chamando seu nome. O som de risadas veio do quarto, eu segui o som, o coração batendo forte no peito.

E então eu os vi. Pedro estava na cama, abraçando Sofia, minha melhor amiga de infância, a pessoa em quem eu mais confiava no mundo. Eles estavam rindo, se beijando, alheios à minha presença. A cena era tão chocante que eu não conseguia respirar, a traição dupla me atingiu como um soco no estômago.

Eles finalmente me notaram, Pedro se levantou, sem nem se dar ao trabalho de se cobrir direito, o sorriso dele era cruel.

"Ah, Maria, que bom que você veio" , ele disse, o tom casual dele me quebrou por dentro, "Quero que conheça minha noiva, Sofia."

Sofia se enrolou nos lençóis, me olhando com um misto de triunfo e pena fingida, "Sinto muito, Maria, mas nós nos amamos."

A palavra "noiva" ecoou na minha cabeça, era um pesadelo.

"Como você pôde?" , eu sussurrei, olhando para Pedro, o homem que eu amei por anos.

Ele riu, um som horrível e sem alegria, "Você realmente achou que eu me casaria com você? Uma mulher que nem consegue segurar uma gravidez? Você é estéril, Maria, uma vergonha, Sofia vai me dar os filhos que você nunca pôde."

A menção à nossa perda, ao nosso bebê que não sobreviveu, foi a facada final, ele usou minha maior dor, meu trauma mais profundo, para me humilhar da forma mais cruel possível. A dor era insuportável, uma agonia que rasgava minha alma, eu me virei e corri, fugindo daquela cena de pesadelo, o som da risada deles me seguindo como um fantasma.

Capítulo 2

As lembranças do início do nosso namoro eram agridoces, Pedro era charmoso e atencioso, ele me fazia sentir como a mulher mais especial do mundo. Nós éramos o casal perfeito aos olhos de todos, o herdeiro da poderosa família Santos e a talentosa designer de moda da família Silva. Nossas famílias apoiavam a união, era uma aliança estratégica que beneficiaria a todos.

Eu o amava, ou pelo menos achava que amava. Eu me dedicava a ele de corpo e alma, sonhando com nosso futuro, com a família que construiríamos juntos. Eu me tornei a mulher que ele queria que eu fosse, abandonei alguns dos meus próprios sonhos para apoiar os dele, sempre colocando suas necessidades e ambições em primeiro lugar.

Com o tempo, a doçura dele deu lugar à frieza e à crítica constante, ele começou a me diminuir, a criticar meu trabalho, minhas roupas, meus amigos. Eu me esforcei mais, tentando ser perfeita para ele, acreditando que se eu mudasse, ele voltaria a ser o homem por quem me apaixonei. Eu me sentia cada vez mais triste e desesperada, me culpando pela deterioração do nosso relacionamento.

Então, veio a gravidez. Foi uma surpresa, mas uma surpresa feliz, eu achei que um bebê nos uniria novamente, que reacenderia o amor que parecia ter se perdido. Por um tempo, funcionou, Pedro pareceu mais feliz, mais presente. Mas a felicidade durou pouco.

Um dia, sofri um aborto espontâneo, foi uma experiência traumática e devastadora. A dor da perda era imensa, e eu precisava do apoio dele mais do que nunca, mas em vez de conforto, recebi acusação. Ele me culpou, disse que eu não me cuidei direito, que eu era fraca, que eu tinha matado nosso filho. As palavras dele foram brutais, me deixando completamente destruída, carregando não apenas o luto, mas também uma culpa que não era minha.

Mesmo depois de tudo isso, eu tentei salvar o que restava do nosso relacionamento, a pressão das nossas famílias era enorme, o noivado deles era um negócio importante. Eu fiz tudo o que pude, sugeri terapia de casal, planejei viagens românticas, tentei conversar, mas ele se fechou completamente, cada tentativa minha era recebida com desprezo e indiferença. Eu me sentia presa, em um ciclo de desespero e rejeição.

Agora, ali no quarto dele, ouvindo-o anunciar o noivado com Sofia, tudo fazia sentido. Ele nunca me amou, ele só me usou.

"Sofia é pura, Maria" , Pedro disse, a voz dele cheia de uma falsa sinceridade que me deu nojo, "Ela não tem a sua... bagagem. Espero que você entenda e nos deseje felicidades."

A hipocrisia dele era inacreditável, como ele ousava falar de pureza depois de me trair com a minha melhor amiga? Uma raiva fria começou a substituir a dor, eu o olhei nos olhos, vendo-o claramente pela primeira vez, não o homem que eu amava, mas um monstro egoísta e cruel.

Surpreendendo a mim mesma e a eles, eu endireitei as costas e dei um sorriso calmo, "Claro, Pedro, eu desejo a vocês toda a felicidade que merecem."

Minha calma pareceu desarmá-los, eles esperavam lágrimas, histeria, não essa aceitação tranquila. A verdade era que eu estava morta por dentro, a dor era tão grande que se tornou um tipo de dormência.

"Só tem mais uma coisa" , eu disse, a voz firme. Tirei o anel de noivado do meu dedo, o diamante que um dia simbolizou promessas de amor eterno agora parecia um pedaço de vidro frio e sem vida, "Acho que isso não me pertence mais."

Ofereci o anel a ele, ele hesitou por um momento, surpreso com meu gesto.

Eu não esperei que ele pegasse, simplesmente deixei o anel cair no chão, o som metálico e pequeno ecoando no silêncio. Foi um ato final, um símbolo da minha libertação. Eu me virei e saí daquele quarto, daquela vida, sem olhar para trás. Enquanto eu caminhava para longe, uma sensação de alívio começou a tomar conta de mim, misturada com uma força silenciosa que eu não sabia que possuía. O futuro era incerto e assustador, mas pela primeira vez em muito tempo, era só meu.

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