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O Veneno na Sobremesa: A Vingança da Esposa Rejeitada

O Veneno na Sobremesa: A Vingança da Esposa Rejeitada

Autor:: Xiang Si Tiao Tiao
Gênero: Moderno
Quando a sirene da ambulância se tornou a única coisa que eu ouvia, sabia que a minha vida estava por um fio. Uma boca seca, uma garganta que parecia fechar-se, resultado de um prato de sobremesa aparentemente inocente. Nozes. A Clara sabia da minha alergia mortal, e mesmo assim, colocou-as. Mas o verdadeiro veneno veio depois. No hospital, ainda tremendo entre a vida e a morte, liguei ao meu marido. Em vez de preocupação, ouvi a voz irritada do Miguel e, ao fundo, a de Clara, a chorar histericamente, com ele a consolá-la. "Ela está a ter um ataque de pânico. Não podes ter um pouco de compaixão, Sofia?" Compaixão? Eu quase morri! Pior, a minha sogra, Helena, ligou a chamar-me "dramática" e a dizer que estava a "envergonhar a família" por causa de um "pequeno erro" da Clara. De repente, eu era a vilã, a louca, a que queria destruir um casamento por "ciúme". Senti-me completamente sozinha e atacada. Eles pintaram-me como a instável, enquanto Clara, a envenenadora, foi retratada como a vítima inocente. Mas o médico disse algo que me gelou o sangue: "A sua reação alérgica foi das mais severas que já vi. Quem quer que lhe tenha feito isto, sabia exatamente o que estava a fazer." Não era um acidente. Era uma tentativa de homicídio. Por que razão a minha própria família por casamento a defendia? Que segredos estavam a esconder? Naquele momento, enquanto eles tentavam silenciar-me e humilhar-me, decidi: não mais seria a esposa compreensiva. Ergui-me, peguei no telefone e marquei o número de uma advogada. «Quero o divórcio. E quero também avançar com um processo-crime.» O jogo estava prestes a mudar.

Introdução

Quando a sirene da ambulância se tornou a única coisa que eu ouvia, sabia que a minha vida estava por um fio. Uma boca seca, uma garganta que parecia fechar-se, resultado de um prato de sobremesa aparentemente inocente. Nozes. A Clara sabia da minha alergia mortal, e mesmo assim, colocou-as.

Mas o verdadeiro veneno veio depois. No hospital, ainda tremendo entre a vida e a morte, liguei ao meu marido. Em vez de preocupação, ouvi a voz irritada do Miguel e, ao fundo, a de Clara, a chorar histericamente, com ele a consolá-la. "Ela está a ter um ataque de pânico. Não podes ter um pouco de compaixão, Sofia?"

Compaixão? Eu quase morri! Pior, a minha sogra, Helena, ligou a chamar-me "dramática" e a dizer que estava a "envergonhar a família" por causa de um "pequeno erro" da Clara. De repente, eu era a vilã, a louca, a que queria destruir um casamento por "ciúme".

Senti-me completamente sozinha e atacada. Eles pintaram-me como a instável, enquanto Clara, a envenenadora, foi retratada como a vítima inocente. Mas o médico disse algo que me gelou o sangue: "A sua reação alérgica foi das mais severas que já vi. Quem quer que lhe tenha feito isto, sabia exatamente o que estava a fazer." Não era um acidente. Era uma tentativa de homicídio. Por que razão a minha própria família por casamento a defendia? Que segredos estavam a esconder?

Naquele momento, enquanto eles tentavam silenciar-me e humilhar-me, decidi: não mais seria a esposa compreensiva. Ergui-me, peguei no telefone e marquei o número de uma advogada. «Quero o divórcio. E quero também avançar com um processo-crime.» O jogo estava prestes a mudar.

Capítulo 1

A sirene da ambulância era a única coisa que eu ouvia. O som agudo cortava o barulho da minha própria respiração ofegante.

A minha garganta estava a fechar, cada inspiração era uma batalha.

O paramédico ao meu lado falava, mas as suas palavras eram um zumbido distante.

"Fique connosco, Sofia. A sua pressão está a cair."

Eu agarrei o meu pescoço, a pele a arder. O meu corpo tremia sem controlo.

Na minha mente, a cena repetia-se. O prato de sobremesa, o sorriso de Clara, a primeira garfada. E depois, o fogo. Começou na minha língua e desceu pela minha garganta.

Nozes. Ela sabia. Eu tinha-lhe dito mil vezes sobre a minha alergia mortal.

Miguel, o meu marido, viu o meu rosto inchar. Viu os meus lábios a ficarem azuis.

Mas Clara começou a chorar.

"Oh, meu Deus, eu esqueci-me completamente! Miguel, eu sou um monstro!"

Ela caiu nos braços dele, a soluçar histericamente. E ele abraçou-a.

"Calma, Clara, foi um acidente. A Sofia vai ficar bem."

Ele disse-me para esperar. Para respirar fundo. Enquanto eu sufocava.

Fui eu que peguei no meu telemóvel, com os dedos a tremer, e disquei o 112.

Agora, no hospital, o médico olhava para mim com seriedade.

"Teve sorte. Mais cinco minutos e talvez não conseguíssemos reanimá-la."

A minha voz saiu rouca, um sussurro.

"Posso usar o meu telemóvel?"

Ele assentiu.

Liguei ao Miguel. O telefone chamou uma, duas, três vezes.

Quando ele atendeu, a sua voz estava cheia de irritação.

"O que foi agora, Sofia? Estou no meio de uma coisa."

Ao fundo, ouvi a voz chorosa de Clara.

"Ela está a ligar para te culpar, Miguel? Diz-lhe que eu sinto muito, eu não queria..."

"Sofia, a Clara está a ter um ataque de pânico. Ela sente-se terrivelmente culpada. Não podes ter um pouco de compaixão?"

Compaixão.

Eu quase morri.

"Miguel," disse eu, a minha voz surpreendentemente firme. "Quero o divórcio."

Capítulo 2

Houve um silêncio do outro lado da linha. Durou talvez três segundos.

Depois, a fúria de Miguel explodiu.

"Divórcio? Estás a brincar comigo? Por causa de um acidente estúpido? A Clara já se sente mal o suficiente, e tu vens com este drama?"

"Ela pôs nozes na minha comida, Miguel."

"Foi um erro! Quantas vezes tenho de repetir? Ela está devastada! Devias estar a pensar em como a consolar, não a fazer estas acusações!"

Eu não conseguia acreditar no que estava a ouvir. Consolar a mulher que tentou matar-me?

"Eu não vou consolar ninguém. Eu estou no hospital."

"Ótimo! Fica aí e reflete sobre o quão egoísta estás a ser. Estás a transformar um pequeno incidente num espetáculo para chamar a atenção. Falamos quando parares de ser infantil."

Ele desligou.

Olhei para o telemóvel na minha mão. A tela preta refletia o meu rosto pálido e os meus lábios ainda inchados.

Senti as lágrimas a quererem vir, mas engoli-as. Não valia a pena chorar por ele.

O meu telemóvel tocou de novo. Não era o Miguel. Era a mãe dele, Helena.

Atendi, esperando talvez uma palavra de preocupação.

Fui ingénua.

"Sofia, que vergonha é esta?" A voz dela era fria como gelo. "O Miguel disse-me que estás a fazer uma cena por causa de um pequeno engano da Clara. Queres envergonhar a nossa família?"

"Helena, eu tive um choque anafilático. Quase morri."

"Não exageres. Sempre foste dramática. A Clara é uma menina doce, ela nunca faria mal a uma mosca. Ela está aqui ao meu lado, inconsolável. E tudo por tua causa."

"Por minha causa?"

"Sim. Em vez de aceitares um pedido de desculpas com graciosidade, escolheste atacar uma pobre rapariga e ameaçar o teu casamento. O Miguel não precisa de uma mulher assim. Pensa bem no que estás a fazer."

Ela também desligou.

O médico entrou no quarto novamente.

"Os seus sinais vitais estão estáveis agora. Vamos mantê-la em observação durante a noite, só por precaução."

Ele fez uma pausa à porta.

"Sabe, a sua reação alérgica foi das mais severas que já vi. Quem quer que lhe tenha feito isto, sabia exatamente o que estava a fazer."

As suas palavras ecoaram no silêncio do quarto.

Não era drama. Não era um exagero.

Era uma tentativa de homicídio. E a minha família por casamento estava a defender a culpada.

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