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O amor chega atrasado dessa vez

O amor chega atrasado dessa vez

Autor:: Cristabel Schaal
Gênero: Moderno
Para realizar o último desejo do avô, Stella se casou com um homem que ela nunca tinha visto. No entanto, os dois continuavam levando suas próprias vidas sem se perturbarem. Um ano depois, Stella voltou a Seamarsh, na esperança de finalmente poder conhecer seu misterioso marido. Mas para sua surpresa, ele lhe enviou uma mensagem pedindo o divórcio. Rangendo os dentes, ela respondeu: "Então, vamos nos divorciar!" Pouco depois, Stella se tornou funcionária do Grupo Prosperity e trabalhou diretamente para o CEO do grupo, Matthew. Diziam que o belo CEO era casado e amava muito a esposa. Mas Stella não sabia que ele era na verdade seu misterioso marido! Determinada a se concentrar em sua carreira, Stella deliberadamente mantinha distância do CEO, embora não pudesse deixar de notar suas tentativas de se aproximar dela. Um dia, seu marido mudou de ideia de repente e se recusou a prosseguir com o divórcio. Quando Stella descobriria que Matthew era seu marido? Em meio a uma mistura de mentiras e doçuras, para onde o destino os levaria?

Capítulo 1 Marido desconhecido

No Aeroporto Seamarsh, Stella Anderson aguardava na sala de espera com uma mala grande aos pés.

Olhando novamente para o relógio, percebeu que trinta minutos já se passaram desde que havia desembarcado do avião. Contudo, seu marido, com quem havia se casado há um ano, ainda não apareceu.

Enquanto se abanava com os dedos, uma ruga de desaprovação marcava sua testa. Ela já teve uma má impressão do marido que nunca havia visto.

Esse deveria ser o primeiro encontro dos dois. Como ele podia estar tão atrasado?

Observando o movimento das pessoas ao redor, inevitavelmente se lembrava do casamento apressado.

Um ano atrás, seu avô contraiu uma doença grave.

Então, Stella, que estava no exterior, correu para casa para vê-lo. Foi então que ele expressou o desejo de vê-la casada quanto antes.

Stella queria dizer não. Mas ao recordar como seu avô a acolheu quando criança, não teve coragem de desapontá-lo.

Assim, casou-se com um homem que nunca viu, escolhido por seu avô.

O noivo estava ausente na cerimônia, sendo outra pessoa responsável pelos trâmites do registro de casamento.

Ela não conhecia o marido. Tudo o que ela sabia era o nome dele e que ele era um empresário.

Até hoje, Stella não tinha certeza se havia feito a escolha certa, aceitando esse compromisso. Afinal, seu suposto marido não deu motivos para ela gostar dele até hoje.

Mais uma vez, olhou para o relógio. Outros dez minutos se passaram.

Stella suspirou, frustrada. Enquanto alcançava o celular para ligar para o avô, um som estridente cortou o ar, quase estourando seus tímpanos.

Um Aston Martin prateado parou abruptamente diante dela, a janela do motorista baixando.

Ao dar um passo para trás, Stella reconheceu imediatamente o rosto: "Por que você está aqui?"

Atrás do volante estava seu primo, Oliver Palmer.

"Ai, isso dói!" Oliver apertou o peito, fingindo uma expressão de dor. Ao sair do carro, fez um bico e disse: "Seu retorno é tão importante. Faz uma eternidade desde que nos vemos. Como seu primo, não resisti à tentação de vir buscá-la. Mas você é muito cruel comigo. Isso não é justo!"

Sem surpresas com a atuação, Stella revirou os olhos, se recusando a responder.

"Entre, Stella. Você deve estar cansada e faminta. Vou te levar para almoçar." Oliver pegou a mala com uma mão e, com a outra no ombro dela, a conduziu até o carro.

"Espere! Não posso ir com você." Stella o impediu.

"Por quê?" Oliver parou, zombando. "É por causa do seu marido desconhecido? Ainda quer esperar por ele?"

Stella não proferiu nenhuma palavra, mas seu olhar entregava tudo.

Oliver bufou e disse: "Não espere mais, ele não entrou em contato com você desde o casamento. Isso não diz o suficiente?"

Stella ficou sem palavras.

"Se ele quisesse te buscar, teria vindo antes de mim. Como pode confiar em alguém que ignorou você por um ano?" Oliver adicionou sarcasticamente.

Defensiva, Stella respondeu: "Mas o vovô disse que Maverick viria me buscar."

Ela acreditava que Maverick cumpriria sua palavra, pois prometeu ao avô.

Oliver segurou o nariz e suspirou impotente. "Mesmo que ainda queira esperar por ele, não precisa ficar sob o sol. Entre no carro, está quente aí fora."

Enquanto discutiam, uma figura alta surgiu na multidão, se dirigindo a eles.

Matthew Clark estava falando ao celular. "Já estou no aeroporto, tome seu remédio agora."

Uma voz suave e feminina veio do outro lado da linha. "Não se esqueça, Ella está usando um vestido vermelho hoje. Ela tem cabelos cacheados e longos. E a mala dela é preta..."

"Já a vi, vovó. Agora, pode parar de se preocupar?" Os olhos de Matthew se fixavam na dupla a poucos metros de distância. Ele ficou surpreso com o que viu.

Havia uma mulher que correspondia à descrição dada pela avó, até a cor da mala.

Mas ela havia acabado de entrar no carro de um homem enquanto ele segurava a porta para ela.

O tom de Matthew de repente ficou frio ao dizer: "Tenho que desligar agora, vovó. Te ligo mais tarde."

O rosto de Matthew ficou obscuro. Ao mesmo tempo, um brilho gelado surgiu em seu olhar profundo.

Ele guardou o celular, se virou e saiu.

De volta ao carro, o aperto de Matthew no volante ficou mais forte enquanto observava as duas pessoas no carro esportivo.

O homem entregou à mulher uma garrafa de água. Enquanto ela bebia, ele acariciava seu cabelo com carinho. Embora Matthew não pudesse ver o rosto dela, isso não importava mais.

Ele ferveu por dentro e, subitamente, riu de si mesmo.

Por que ele ainda se surpreendia? Ele deveria saber disso muito tempo atrás.

Sua suposta esposa ficou fora da cidade por um ano após o casamento. Eles nunca se viram ou se falaram por telefone. Era compreensível ela ter arranjado um namorado.

Franzindo os lábios com força, Matthew pegou o celular, digitou uma mensagem e, assim que clicou em enviar, ligou o carro e disparou em alta velocidade.

----

Mais tarde naquele dia, Stella vestiu um terno elegante de cor clara e se dirigiu ao Grupo Prosperity.

A empresa era uma das líderes em Seamarsh, com uma equipe composta principalmente por elites locais.

Adentrando o magnífico edifício que abrigava a sede do grupo, Stella, com seu impressionante currículo, conquistou o cargo de profissional sênior de relações públicas privadas do CEO, Matthew.

Luna James, diretora do departamento de relações públicas, a levou para ver Matthew.

Sem que Stella soubesse, o homem para quem trabalharia era, na verdade, seu marido, Maverick.

Para evitar problemas e por desconfiar das pessoas, Matthew usou seu nome verdadeiro nos trâmites do registro de casamento, em vez do nome que costumava usar. Apenas aqueles mais próximos dele sabiam que seu nome verdadeiro era Maverick Clark.

Capítulo 2 O novo emprego dela

Stella e Luna adentraram o elevador, se dirigindo ao último andar.

Durante o percurso, Luna estava notavelmente entusiasmada, continuando a compartilhar detalhes sobre a empresa. "O escritório do CEO ocupa todo o último andar. A maioria dos funcionários não tem acesso. Apenas aqueles que se reportam diretamente a ele ou têm algo extremamente importante podem ir até lá."

Stella ouvia em silêncio, ansiosa por absorver o máximo sobre seu novo chefe.

De repente, Luna fez uma pausa, virou-se para Stella e perguntou casualmente: "Ouvi dizer que você já trabalhou em uma das filiais do Grupo Prosperity no exterior. Por que a transferência repentina para a sede? Já conhecia o senhor Clark?"

A curiosidade brilhava nos olhos de Luna, indicando seu interesse por possíveis fofocas.

Nunca antes alguém foi contratado ou transferido no Grupo Prosperity sem passar por uma entrevista rigorosa e longa.

Stella quebrou esse padrão.

Rumores circulavam sobre sua origem incomum, despertando o interesse de Luna sobre a razão pela qual o próprio CEO a havia transferido.

Não era novidade que a maioria que tentava conseguir esse emprego falhou na fase de envio do currículo. Isso acontecia porque os requisitos de Matthew eram muito rígidos.

Neste momento, a pergunta curiosa de Luna provocou uma expressão de desgosto em Stella, que não gostava de quem se intrometia nos assuntos alheios.

Ela olhou para a carteira de trabalho de Luna e respondeu friamente: "Da última vez que chequei, os profissionais de relações públicas deveriam ter uma inteligência emocional alta. Geralmente, estão focados no trabalho."

Era sua maneira polida de dizer que Luna estava ultrapassando os limites.

Assim que Stella concluiu sua fala, o elevador chegou ao último andar.

Stella saiu sem sequer olhar para Luna.

O rosto de Luna demonstrava sua raiva.

Rangendo os dentes, ela observou as costas de Stella enquanto deixava o elevador.

'Quem essa recém-chegada pensa que é? Como ousa usar esse tom comigo?'

Ambas esperaram do lado de fora do escritório.

Luna verificou o relógio e foi até um canto para fazer uma ligação. Ao retornar, informou a Stella: "O senhor Clark está a caminho. Precisamos aguardar um pouco mais."

Stella assentiu compreensivamente.

Silêncio pairou por alguns segundos. De repente, Luna falou casualmente: "Quer saber por que o senhor Clark está atrasado?"

Ainda irritada com Stella por tê-la silenciado, Luna queria esclarecer as coisas, pretendendo diminuir a nova colega.

Stella não se importava com os assuntos pessoais de seu chefe, então respondeu com silêncio.

Ignorando a dica, Luna continuou, com um tom irritante: "Veja, a esposa dele acabou de voltar hoje. Ele deixou todo o trabalho para buscá-la no aeroporto. Ele é um marido tão dedicado!"

Com um olhar sonhador, Luna cruzou os braços e acrescentou, com pesar e admiração: "É uma pena que ele tenha se casado tão cedo. Sua esposa é uma mulher de sorte. Fico curiosa para saber como ela é."

Essas palavras trouxeram à mente de Stella o que aconteceu com ela mais cedo.

Parecia que algumas mulheres tinham a sorte de ter bons maridos. Seu chefe, Matthew, parecia melhor que Maverick nesse quesito.

Após esperar quase uma hora no aeroporto, Maverick lhe enviou uma mensagem curta dizendo que não poderia ir porque estava ocupado.

Que desculpa esfarrapada! Ele poderia estar mais ocupado do que o CEO do Grupo Prosperity?

De repente, o elevador soou.

Luna rapidamente arrumou suas roupas, passou os dedos pelos cabelos e, sorrindo, puxou Stella.

As portas do elevador se abriram devagar.

Um homem em um terno sob medida caminhou até elas, uma das mãos no bolso.

Suas pernas longas davam passos largos, os ombros largos contrastando com uma cintura ligeiramente estreita. Seus traços angulares lembravam os de um modelo musculoso.

Stella calculou que ele tinha mais de um metro e oitenta de altura.

A aura nobre que ele exalava era muito forte, prendendo a atenção dela.

"Bom dia, senhor Clark."

A voz de Luna interrompeu os pensamentos de Stella.

Com uma leve reverência, Stella se apresentou. "Olá, senhor Clark. Sou a profissional de relações públicas transferida da filial no exterior. Me chamo Stella Anderson."

Ao ouvir esse nome, Matthew ergueu as sobrancelhas, surpreso.

Aquele nome lhe parece um pouco familiar, embora não conseguisse identificar de onde o tinha ouvido.

Suas sobrancelhas franziram em confusão sutil. Em seguida, ele apontou para a porta. "Vamos conversar melhor no meu escritório."

Com isso, ele entrou no escritório e Stella o seguiu sem hesitação.

--

Sentado à mesa, Matthew examinou o arquivo em suas mãos.

Ele escolheu Stella especificamente por seus feitos na filial no ano anterior. Seus registros mostravam que ela ajudou a empresa em situações difíceis.

Mais importante...

Matthew examinou a última página do currículo dela e estreitou os olhos.

"Você sabe projetar?"

Sua voz profunda quebrou o silêncio pesado do escritório.

Essa era a última coisa que Stella pensou que ele iria perguntar a ela. Superando a surpresa, ela assentiu: "Sim, um pouco."

Matthew ergueu os olhos, encarou o rosto calmo dela e continuou: "Você é uma profissional de relações públicas. O que o design tem a ver com seu trabalho? Por que sentiu a necessidade de incluir rascunhos de design em seu currículo?"

Stella veio bem preparada para essa pergunta, então se endireitou e respondeu com confiança: "O Grupo Prosperity está buscando expandir na indústria do vestuário. Como profissional de relações públicas, meu trabalho envolve a promoção da imagem da marca. Assim, criei alguns rascunhos de design que poderiam ser aproveitados."

Matthew concordou pensativamente, enão fechou o arquivo e o jogou em um canto da mesa.

Depois, ele se virou para Luna e ordenou: "Acomode-a. Em seguida, atribua uma tarefa a ela."

Luna ficou chocada.

Era só isso que Matthew tinha a dizer?

Embora não estivesse satisfeita, Luna respondeu educadamente: "Sim, senhor Clark."

Stella deu um suspiro de alívio e afrouxou os punhos cerrados ao deixar o escritório, as palmas das mãos já suadas.

Pensando no rosto frio e severo do CEO, ela sentiu nervosismo novamente. Trabalhar com ele seria mais desafiador do que imaginava.

Capítulo 3 Cliente pervertido

Luna levou Stella até o departamento de relações públicas, onde fez as devidas apresentações aos demais colegas. "Pessoal, atenção! Aqui está Stella Anderson, a nova integrante da equipe."

Com um sorriso educado, Stella saudou a todos: "Prazer em conhecê-los. Para mim, é uma honra fazer parte deste departamento. Espero que possamos nos dar muito bem."

A rápida integração de Stella deixou os outros surpresos. Então, sussurros se espalharam entre eles.

"Ela é a oficial de relações públicas transferida para trabalhar pessoalmente para o senhor Clark? Ela é muito bonita. Fico me perguntando se é inteligente ou só tem aparência."

"Vamos lá. Sabemos que o senhor Clark busca os melhores talentos. Aposto que ela é competente no que faz."

"Estou com inveja. Ela vai trabalhar bem de perto com o senhor Clark. Que sorte a dela!"

Stella ouviu tudo, mas manteinha seu sorriso indiferente, sem dizer nada.

Enquanto isso, o rosto de Luna corou um pouco e ela franziu a testa para Stella.

Esses comentários alimentaram a insatisfação de Luna.

Todos sabiam que Matthew submetia os potenciais funcionários a um rigoroso processo de entrevistas. No entanto, Luna tinha testemunhado a tolerância incomum de Matthew com Stella.

Ela observou Stella com desconfiança, convencida de que a recém-chegada não passava de uma idiota.

Movida pelo ressentimento, Luna jurou fazer Stella sofrer.

A mente ardilosa de Luna entrou em ação imediatamente. Ela decidiu atribuir a Stella a tarefa mais desafiadora disponível.

"Aqui está sua primeira tarefa, como ordenado pelo senhor Clark. Todos estão prestes a concluir seus projetos, exceto pela escolha da música de fundo para a próxima festa de aniversário da empresa." Luna segurava o documento necessário, dizendo em tom natural. "Sua tarefa é entrar em contato com a outra parte e confirmar a escolha da música o mais rápido possível."

Stella franziu o olhar e questionou: "Tem mais alguma coisa que eu deva saber?"

A escolha da música de fundo era uma das partes mais simples da preparação para o evento. Assim, parecia estranho que ainda não tivesse sido feita.

Luna, determinada a fazer Stella sofrer, dispensou explicações e simplesmente jogou o documento para Stella, dizendo: "O cliente vai aparecer mais tarde. Você ficará a par de tudo quando se encontrarem."

Com isso, ela se dirigiu diretamente à sua mesa.

Stella deu de ombros em vez de fazer mais perguntas.

Buscando um pouco de paz, ela entrou na sala de reuniões enquanto folheava o documento.

Assim que a porta se fechou, uma nova conversa começou no escritório.

"Essa recém-chegada está fadada ao fracasso. Henry não é fácil de lidar. Ele é exigente e, além disso, um pervertido. Só de pensar no que ele fará com ela, me dá calafrios."

"Concordo com você. De qualquer forma, desejo a ela boa sorte."

--

Na sala de reuniões, Stella estudou todos os detalhes da tarefa e do cliente que iria atender.

O cliente era Henry Scott, um pianista.

A empresa estava interessada em usar uma de suas peças de piano na festa de 30 anos que se aproximava, mas, por alguma razão, eles ainda não tinham chegado a um acordo.

Quando ela terminou a leitura do documento, a porta da sala de reuniões se abriu.

Um homem usando calça jeans e uma camisa casual entrou.

Stella se levantou imediatamente e sorriu: "Olá, senhor Scott. Obrigada por vir. Meu nome é Stella Anderson e serei responsável por discutir o uso de sua peça no próximo banquete de aniversário. Por favor, se sente."

"Tudo bem", respondeu Henry, puxando a cadeira ao lado de Stella.

Com os braços cruzados, ele se inclinou para trás na cadeira e a encarou.

Stella evitou olhar diretamente para ele.

Sentando-se, ela afastou a cadeira um pouco, então, começou a falar em tom profissional: "Ainda não chegamos a um acordo sobre o uso de sua peça. Há algum motivo para isso? Se houver alguma ressalva, por favor, nos diga. Faremos o possível para satisfazê-lo."

Henry permanecia em silêncio, seus olhos percorrendo Stella.

Um arrepio percorreu a espinha de Stella. Embora desconfortável, ela mantinha o sorriso. "Entendo que você está se preparando para uma turnê nacional em breve. Garanto que isso não afetará seus planos. Na verdade, reservaremos um tempo para promover sua turnê durante o evento como agradecimento. O que acha?"

Henry coçou o queixo antes de dizer: "Tenho que admitir que você fez uma oferta interessante." Ele olhou para Stella de lado e sorriu.

Stella ofereceu o contrato preparado. "Por favor, dê uma lida no contrato. Se houver algum problema, posso ajustá-lo imediatamente."

Sem pegar o documento, Henry se recostou e colocou as mãos na nuca. "Ler tudo isso dá muito trabalho. Além disso, o contrato parece volumoso demais. Não quero me aborrecer com isso."

Ouvindo isso, Stella ficou em um dilema.

"E se você se aproximar e ler para mim?" Os olhos de Henry brilharam enquanto olhava para ela.

Stella franziu os lábios e respirou profundamente.

Com anos de experiência em relações públicas, ela já tinha lidado com clientes que pediam coisas peculiares.

Ler um contrato em voz alta não parecia ser um grande problema.

Com isso em mente, Stella se aproximou, mantendo uma distância segura, então limpou a garganta e começou a ler.

Embora seus olhos estivessem no documento, ela podia sentir o olhar intenso dele percorrendo seu corpo.

Isso a deixou desconfortável.

Mesmo assim, Stella se mantinha ereta e tentava se concentrar no que estava lendo.

De repente, Henry se inclinou abruptamente.

Stella se esquivou instintivamente.

Sorrindo de maneira prepotente, ele se aproximou ainda mais.

"Que colar lindo você tem. Combinando perfeitamente com sua pele radiante."

Enquanto falava, ele estendeu a mão para tocar o pescoço dela.

Stella teve que se controlar para não afastar a mão dele com um tapa. Ela se afastou um pouco mais, olhando para ele enquanto sentia o desagrado aumentar.

"Se gostou do colar, posso ajudar a encomendar um para você. Podemos voltar à programação agora?"

A mão de Henry congelou no ar e ele zombou: "Parece que o Grupo Prosperity não quer realmente trabalhar comigo. Fui precipitado. Tenho uma agenda apertada e não devo perder tempo com pessoas insinceras."

Ele ergueu as sobrancelhas, lançando um olhar ameaçador para ela.

De repente, a porta se abriu.

"A cooperação está cancelada!"

Com uma expressão calma, Matthew entrou, colocando-se entre Stella e Henry.

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