Ponto de vista de Sylvia:
"Sylvia, sua escrava preguiçosa! Por acaso você tem ideia de que horas são? Por que continua dormindo ainda?"
Com dificuldade, levantei-me da cama de madeira e olhei para o relógio, constatando que não passava da cinco da manhã ainda. Então massageei minhas têmporas latejantes, para em seguida vestir rapidamente meu casaco e abrir a porta de meu quarto. Assim que a porta foi aberta, deparei-me com uma loba corpulenta bloqueando meu caminho.
Exibindo um olhar feroz, ela apontou para o meu rosto e exclamou: "Hoje é o dia da Cerimônia de Alfa. E você estava dormindo até agora? Já terminou todo o trabalho?"
Abstendo-me de responder alguma coisa, apenas abaixei a cabeça.
A verdade era que eu dormira menos de uma hora, já que passei a noite toda limpando a sala de conferências. Minha cabeça ainda era um caos completo.
"O que faz aí parada? Vá terminar logo o seu trabalho!", bradou ela mais uma vez.
Após me lançar um olhar severo, ela deu as costas e saiu com passos pesados.
Com um suspiro, caminhei em direção ao vestiário, onde encontrei as roupas amontoadas no cabide, esperando para serem passadas. Era minha a responsabilidade preparar as roupas que Shawn Gibson deveria usar hoje. Ele fazia dezoito anos hoje e estava prestes a assumir o trono na Cerimônia de Alfa.
Quando terminei de passar as roupas, o sol já despontava no horizonte.
Esse era o território da Matilha Lua Negra que vivia sob nuvens escuras o ano inteiro, sempre com um clima úmido e frio. Apertei minhas roupas de algodão esfarrapadas contra o corpo e, com um balde em mãos, fui para o salão de banquetes.
Uma variedade de louças requintadas já tinham sido dispostas no salão, já que depois da Cerimônia de Alfa, todos os convidados viriam para cá para comemorar a posse do novo Alfa.
Enquanto limpava os degraus com um pano, um salto alto apareceu na minha frente.
Levantei o olhar e deparei-me com Cherry, a filha do Gama da Matilha. Ela estava usando um vestido preto no estilo sereia, com seus cabelos ruivos em cachos soltos, o que dava a ela uma aparência extremamente atraente.
"Saia", eu exclamei de forma gélida.
"Com licença? Por acaso você tem ideia de que tipo de lugar é esse? Você não tem o menor direito de estar aqui." Com isso, Rafaela chutou meu balde com uma expressão presunçosa.
"Rafaela! Você está passando dos limites."
"O quê? Uma escrava qualquer está me repreendendo? Que interessante! Mas, na verdade, eu ainda posso deixar você ainda mais irritadinha, sabia?"
No segundo seguinte, ela colocou seus longos cabelos longos para trás e sorriu desdenhosamente. Lançando-me um olhar maldoso, ela bateu palmas e disse com autoridade: "Já pode trazer."
Então uma loba apareceu. Com um balde de lixo em mãos, ela virou todo o conteúdo na escada à minha frente. O aroma desagradável preencheu o ar imediatamente.
Assisti a tudo com um olhar gélido, enquanto o ódio dominava meu coração. Sorrindo maldosamente, Rafaela cruzou os braços sobre o peito. Era evidente que ela estava esperando para ver um espetáculo.
Tudo o que ela desejava era me ver desmoronando. No entanto, eu não permitiria que ela risse por último.
"É só isso?" Sem demonstrar qualquer emoção, peguei rapidamente o pano para limpar a bagunça que ela tinha feito.
Eu acreditava que minha reação apática tivesse provocado sua irritação, pois os cantos da boca de Rafaela se contraíram levemente, claramente decepcionada.
"Você é uma vadia mesmo", resmungou ela com um bufar de desprezo antes de se retirar, o som de seus saltos altos ressoando pelo chão.
Ela finalmente se foi. Só então permiti que as lágrimas que segurava caíssem. Nesses momentos, a falta da minha mãe parecia ainda mais insuportável.
Eu não nasci escrava e minha mãe ocupava a posição de Beta nessa matilha. Uma Beta fêmea era algo muito raro naquela época. Além de ser extremamente capaz, ela era conhecida por sua gentileza e firmeza e todos na matilha a adoravam.
Até onde me lembrava, nunca tive um pai presente. Então minha mãe tentou compensar a falta de uma figura paterna, amando-me com todo o seu coração. Ela me mimou e me tratou como se eu fosse uma verdadeira princesa. Quando eu era criança, cheguei a questioná-la sobre meu pai. Contudo, ela sempre demonstrava muita relutância em falar qualquer coisa sobre ele. Conforme o tempo passava, acabei deixando de perguntar mais. Afinal, só o fato de tê-la comigo já bastava para mim.
O destino, entretanto, sempre gostava de fazer suas brincadeiras com as pessoas. Minha mãe, tão forte e amável, foi acusada injustamente de assinar o Alfa e a Luna de nossa matilha e por conta disso, ela foi executada.
E eu acabei ficando órfã, sem pai bem mãe. Pelo suposto crime de minha mãe, toda matilha me marcou como a filha da traidora, uma mancha impossível de ser limpa. Todos ficaram furiosos comigo, colocando sobre mim a culpa pela perda do casal líder da matilha Consequentemente, eles me rebaixaram ao nível mais baixo da matilha e me atribuíram tarefas sem fim, dia após dia. Além do trabalho pesado, eu ainda era alvo de humilhações frequentes e espancamentos ocasionais.
Com isso em mente, sequei minhas lágrimas e permaneci trabalhando de cabeça baixa. Afinal, eu precisava concluir a limpeza do local antes da chegada dos convidados Do contrário, eu enfrentaria consequências ainda piores do que espancamentos e fome.
"Oh, minha querida Sylvia, não fique chateada com isso. Sempre estarei com você." Minha loba Yana me consolou na minha mente.
"Não precisa se preocupar, Yana. Eu estou bem. Sou extremamente sortuda por ter você ao meu lado. Sei que não estou mais sozinha."
"Você nunca estará só. Além de mim, você também deverá conhecer seu parceiro em algum momento no futuro."
"Mas eu já fiz dezoito anos e ainda não o encontrei", eu falei, deixando transparecer uma leve decepção.
Embora minha mãe fosse forte e independente, eu sabia o quão difícil foi para ela me criar sozinha. De vez em quando, eu me pegava pensando que, se ela tivesse um parceiro para estar ao seu lado, talvez sua vida tivesse sido muito mais feliz. Por essa razão, eu sempre carreguei uma esperança silenciosa sobre como seria meu futuro parceiro.
"Mas essa matilha é muito pequena, minha querida. É possível que seu parceiro esteja em outro lugar", disse Yana, tentando me confortar. Em seguida, ela acrescentou: "Talvez devêssemos fugir daqui."
"Não, esse não é o melhor momento. Ainda não consegui provar a inocência da minha mãe."
As acusações contra minha mãe ainda pressionavam meu coração, como um peso difícil de suportar. Portanto, antes de sair dessa matilha, eu precisava provar a inocência dela.
Ponto de vista de Sylvia:
Assim que finalizei a limpeza do salão de banquetes, preparei a refeição de Shawn e a levei para seu quarto, junto com as roupas que havia passado.
Enquanto atravessava o corredor, um cheiro deliciosamente inexplicável chegou até mim. Era o aroma de uma mistura de chocolate com morangos e, à medida que eu me aproximava do final do corredor, o cheiro se intensificava, até que parei diante da porta do quarto de Shawn.
"Sylvia, seu parceiro!", exclamou Yana com animação na minha mente.
Surpreendi-me com tal revelação. Meu parceiro era Shawn? Permaneci imóvel no lugar por um longo período.
"Ah! Tente ser mais gentil, por favor. Não use tanta força."
Subitamente, uma voz sedutora soou de dentro do quarto, seguida por um suspiro prolongado.
"Não está aguentando mais? Eu nem comecei a fazer força ainda."
"Ah! Mais rápido! Já estou quase lá."
Ouvi muitos movimentos dentro do quarto, acompanhados de gritos e sons de tapas. Parecia haver mais de uma loba lá dentro.
O quê? Esse era o parceiro que estive esperando por tanto tempo? Que gente sem vergonha e promíscua! Pelo visto, a Deusa da Lua tinha prazer em me pregar peças cruéis.
Ainda segurando a bandeja, respirei profundamente, em uma tentativa de me acalmar.
Embora não quisesse admitir, eu sabia que deveria enfrentar meu parceiro uma hora ou outra. Com dificuldade, contive o desgosto no coração e abri a porta.
Ponto de vista de Shawn:
Hoje seria meu grande dia. Completei dezoito anos e estava prestes a assumir a posição de Alfa da matilha. Logo pela manhã, convoquei diversas lobas para fazerem sexo comigo, iniciando o dia com energia renovada.
Nesse momento, eu estava sobre uma loba, movendo meu corpo ritmicamente enquanto acariciava seus seios de forma contínua. Meu membro estava extremamente rígido. Como homem, sentia um grande orgulho de mim mesmo.
No entanto, era curioso o fato de eu não conseguir gozar. Talvez fosse porque eu me masturbava muitas vezes?
"Próxima", eu exclamei, retirando meu pênis e guiando a loba sedutora para o outro lado. Em seguida, afastei suas pernas e, de forma repentina, a penetrei.
Foi então que senti um aroma cítrico misturado com orquídea. Isso intensificou ainda mais a reação da minha região inferior, tornando-a ainda mais pulsante.
"Pare com isso, Shawn! Sua parceira está aqui", exclamou meu lobo Zeke com animação.
No entanto, como seria possível parar nesse instante? E do que Zeke estava falando?
"Ah! Tente ser mais gentil, por favor. Vai com mais carinho", gritou a loba sob mim.
"Não está aguentando mais? Eu nem comecei a meter ainda."
"Ah! Vá mais rápido! Já estou quase lá."
Penetrei a loba com intensidade. Ao mesmo tempo, eu estava ansioso para conhecer minha parceira e torcia para que ela não fosse uma mulher pouco atraente.
De repente, a porta foi aberta e alguém entrou.
Era Sylvia! Assim que a reconheci, senti a decepção tomar conta de mim. Afinal, ela era apenas uma escrava. A mãe dela foi a traidora que matou meus pais sem qualquer piedade. De que forma uma loba como ela poderia ser merecedora do título de minha Luna?
Ainda assim, não consegui evitar fixar meus olhos nela.
Sylvia era extremamente bonita. No momento em que ela surgiu, ficou claro que nenhuma das lobas do meu quarto se comparava a ela. Ela então permanecia ali, quieta e obediente, mantendo a cabeça baixa As roupas de algodão desgastadas não ocultavam a exuberância de seus seios, realçando ainda mais a elegância das curvas de sua cintura. Além disso, suas nádegas eram arredondadas e empinadas. Devia ser incrível possuí-la com intensidade.
Caramba! Como foi que eu não notei antes a beleza dessa escrava?
"Já está na hora de começar a se preparar para a Cerimônia de Alfa", anunciou Sylvia. Em seguida, ela depositou as roupas sobre o sofá, ainda mantendo a cabeça baixa.
A visão de seu pescoço liso me deixou ainda mais excitado. Sem conseguir me conter, intensifiquei os movimentos da minha região inferior. A loba sob mim soltou um grito e rolou os olhos, como se estivesse à beira do êxtase ou do colapso.
"Espere... ainda precisamos terminar o que começamos. Agora... saia daqui. Não fique nos atrapalhando", bradou a loba, respirando com dificuldade. Ela queria que Sylvia saísse daqui.
"Eu entendo. Já vou sair", murmurou Sylvia. Com isso, ela girou em seus calcanhares, se preparando para sair.
"Espere! Você fica, Sylvia. Agora, o resto de vocês já pode sair!" Retirando meu pênis, bati levemente na bunda da loba e gesticulei para que ela se retirasse.
"Por favor, Shawn, não nos expulse daqui", suplicou uma das lobas. Elas, ávidas para fazerem sexo comigo, se agarraram ao meu peito, choramingando.
"Vão se foder!", rugi em voz alta, encarando-as severamente.
Com isso, as lobas não tiveram outra alternativa a não ser sair do quarto, embora relutantes.
Ao fixar meu olhar em Sylvia, senti minha região inferior inchar ainda mais.
"Aproxime-se, Sylvia!", ordenei.
"A Cerimônia de Alfa começará em breve, senhor. Então peço que troque de roupa, por favor", disse Sylvia, seu tom gélido.
Suas palavras me enfureceram. Que tipo de atitude ela estava demonstrando em relação a mim? Será que ela ainda não tinha se dado conta de que éramos parceiros? Não seria esperado que ela se entregasse a mim e me servisse como as outras lobas fizeram?
A expressão fria e indiferente dela fez com que a raiva obscurecesse minha razão. Nesse momento, eu só conseguia pensar em uma coisa: puxá-la contra mim e possuí-la com intensidade, até que ela suplicasse por clemência.
Ponto de vista de Shawn:
Após me levantar, aproximei-me de Sylvia e segurei seu queixo com força, obrigando-a a me encarar e indagando rispidamente: "Você já sabia do nosso vínculo de parceiros, não é?"
Sylvia, por sua vez, apenas comprimiu os lábios, se negando a responder. Os olhos dela estavam opacos e até demonstravam tédio, como se não se desse a mínima com o fato de eu ser seu parceiro.
"Por que não falou nada antes?" Enquanto meu polegar deslizava suavemente por sua bochecha, uma paixão intensa voltou a incendiar meu corpo.
"O que exatamente você esperava que eu dissesse? 'Desculpe ter atrapalhado sua orgia'?", retrucou Sylvia, se afastando do toque da minha mão.
"Sylvia! Não seja tão ingrata assim", rugi, encarando-a com raiva.
Qualquer loba se sentiria honrada em ser a parceira de um Alfa. Porém, o que eu não imaginava era que uma garota como Sylvia fosse desprezar tanto essa ideia. Afinal, ela não passava de uma escrava qualquer! Então como ela se atrevia?
"Prefiro que você coloque alguma roupa, em vez de ficar dizendo besteiras. Isso pendurado em você não é nada além de uma aberração, Shawn", resmungou Sylvia.
Suas palavras me irritaram tanto que agarrei o pescoço dela.
"Me solte!" Ela tentou se desvencilhar de mim, seu rosto ficando cada vez mais vermelho.
Não fiquei nem um pouco comovido com o sofrimento dela. Na verdade, eu me limitei a observá-la com frieza.
"A filha de uma traidora nunca será digna de ser minha parceira. No entanto, como estou de bom humor hoje, talvez eu deixe você ficar ao meu lado. Não como minha parceira, é claro, mas sim como uma de minhas amantes. Se aceitar, deixarei você ir."
"Só nos seus sonhos!", Sylvia murmurou com dificuldade, enquanto se engasgava.
"Sou Shawn Gibson, o próximo Alfa dessa matilha. Você não passa de uma simples escrava, filha de uma traidora barata odiada por milhares de lobisomens! Como você se atreve a achar que pode se voltar contra mim?"
"Alfa? Para eles, você é apenas uma marionete", zombou Sylvia, exibindo um sorriso sarcástico.
As palavras dela estavam começando a me deixar irritado de verdade. Com um gesto rápido do braço, eu a lancei ao chão.
"Sua vagabunda! Você ainda se acha alguém nobre, não é? Se esse acordo não é do seu agrado, talvez eu deva considerar outra solução, como torná-la uma escrava sexual. Assim, milhares de lobisomens diferentes poderão foder você dia e noite! Será que depois disso você ainda continuará se considerando tão nobre?"
Como meus pais morreram quando eu era muito jovem, acabei não podendo assumir a posição de Alfa antes. Na época, o Gama acabou assumiu provisoriamente o papel de Alfa. Durante muitos anos, o Gama esteve no comando de todos os assuntos da matilha, como regente provisório. Com isso, os integrantes da matilha passaram a depositar sua confiança nele. Mas agora, à beira de assumir como Alfa, sentia que não possuía a confiança ou o domínio sobre essas pessoas.
E a culpada de tudo isso foi a mãe de Sylvia, aquela traidora. Como ela podia zombar de mim agora?
Caída no chão, Sylvia tossiu algumas vezes e depois respirou profundamente. Então ela me encarou e, sem demonstrar qualquer sinal de medo, falou: "Já terminou? Posso voltar ao trabalho agora?"
"Bem. Se deseja tanto ser uma escrava, tornarei isso oficial para você", eu comecei, sorrindo maliciosamente. "Eu, Shawn Gibson, futuro Alfa da Matilha Lua Negra, rejeito formalmente você, Sylvia Todd, como minha parceira."
Encarei Sylvia com um olhar frio, esperando que o arrependimento surgisse em seu rosto e que ela deixasse escapar algumas lágrimas.
Contudo, ela se pôs de pé lentamente, exibindo uma expressão apática. Até parecia que ela estava... aliviada.
"Agradeço por isso, Shawn."
Confuso, pisquei algumas vezes, me questionando o que havia de tão significativo na minha declaração anterior que merecesse gratidão. Por que essa escrava miserável não demonstrou tristeza?
Antes que eu dissesse algo mais, Sylvia me lançou um sorriso frio e disse: "Eu, Sylvia Todd, filha da falecida Beta Olivia Todd da Matilha Lua Negra, reconheço e aceito sua decisão de me rejeitar."
Após proferir tais palavras, Sylvia girou em seus calcanhares e saiu, sem sequer olhar para trás. Fiquei tão surpreso com o que acabara de acontecer que não consegui detê-la e ter a última palavra.
Tudo o que eu queria era ameaçá-la. Afinal, após ter rejeitado o Alfa, eu sabia que ela jamais conseguiria encontrar um lobisomem superior!
Permaneci ali por um bom tempo, atônito com o fato de que a loba escrava aceitou minha rejeição sem qualquer sinal de tristeza ou hesitação.
Em um acesso de raiva, arremessei o vaso ao meu lado, o quebrando em diversos pedaços. Com isso, comecei a elaborar um plano em minha mente para torturá-la e fazê-la lamentar sua escolha.
"O que você fez, Shawn? Você estava, mais uma vez, se comportando de maneira impulsiva! Por que rejeitou Sylvia? Nunca mais encontraremos uma parceira tão bela quanto ela! Vá atrás dela logo! Traga-a de volta, por favor!" Zeke estava furioso.
"Não, Zeke! Ensinarei a ela uma lição da qual ela não irá se esquecer jamais." Ao observar Sylvia se afastando pela janela, tudo o que eu desejava era que ela retornasse, apenas para que eu pudesse destruí-la.
"E como você pretende ensinar essa lição a ela? Não exagere, Shawn. Você está prestes a assumir a posição de Alfa. Este é o momento de criar uma reputação sólida, não de agir com imprudência", disse Zeke, tentando me convencer.
"O Príncipe Rufus estará presente na minha cerimônia de posse hoje. Soube que ele é cruel e implacável. Em certa ocasião, um bando deu uma escrava como presente a ele, e ele a submeteu a torturas até que ela encontrasse seu fim! Então pretendo enviar Sylvia para a cama dele."
"O quê? Não! Você enlouqueceu? Ao fazer isso, você estará basicamente condenando-a à morte! Sylvia é sua parceira!", protestou Zeke com veemência.
"Não é mais", afirmei entre dentes.
Claramente, meu lobo se recusava a abrir mão de Sylvia, assim como meu corpo. Sempre que ela surgia nos meus pensamentos, aquela paixão intensa voltava a dominar minha mente. No entanto, isso não me incomodava. Quando ela estivesse à beira da morte pelas torturas do Príncipe Rufus, ela acabaria de joelhos, suplicando desesperadamente para voltar para mim.
Lamentavelmente, minha cama era o único lugar onde permitia que escravas humildes como ela fizessem suas súplicas.