Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Lobisomem > O bebê secreto do alpha
O bebê secreto do alpha

O bebê secreto do alpha

Autor:: BNLabaig
Gênero: Lobisomem
Celine Jones, uma poderosa CEO no mundo da construção civil, está enfrentando uma dolorosa desilusão amorosa. Seu maior desejo na vida é ter um filho para preencher o vazio deixado por um amor perdido. Em sua busca obstinada por realizar esse sonho, ela conhece Jordan, um homem enigmático com uma aura misteriosa. Um encontro casual em um bar os une, mas ela parte na manhã seguinte, sem perceber que sua vida mudaria para sempre. Dias depois, Celine descobre que está grávida e, para sua surpresa, percebe que Jordan é o pai de seu filho. Grata por ele ter realizado seu desejo, mesmo que inconscientemente, ela decide manter segredo sobre a paternidade. Anos se passam, e Benjamin, seu filho de um ano e meio, adoece misteriosamente. Os médicos diagnosticam uma forma rara e desconhecida de leucemia, e Celine se vê em uma corrida contra o tempo para encontrar uma cura. Desesperada, Celine descobre que seu sangue não é compatível com o do filho, e sua única esperança reside em encontrar o pai de Benjamin. Quando ela finalmente o localiza, Jordan a ignora e tenta evitar qualquer envolvimento. No entanto, à medida que Celine lhe revela a terrível condição de Benjamin, Jordan confessa seu segredo assustador: ele é um lobisomem, o Alpha de sua alcateia.

Capítulo 1 1.O reencontro

Retornar àquele lugar era como reavivar uma das noites mais intensas da minha vida. Eu não sabia que visitar um local tão distante do meu círculo social, em uma cidade tão pequena, viraria minha vida de cabeça para baixo.

Lembro-me de que, assim que entrei, senti-me deslocada. As pessoas ao meu redor pareciam não notar minha presença, e isso me perturbou no início. Com o tempo, percebi que elas não se importavam com minha origem ou história. Estavam ali apenas para escapar das complexidades do mundo.

Escolhi um banco perto do balcão e pedi ao garçom qualquer bebida forte que pudesse afastar os pensamentos sobre Lionel. Após seis anos de relacionamento, ele decidiu repentinamente que não estava pronto para um compromisso mais sério.

Essa separação me devastou. Meus planos de formar uma família foram reduzidos a cinzas. Aos 36 anos, eu imaginava estar em um relacionamento estável e com filhos à minha volta, mas tudo o que restava era um fim inexplicável em nosso relacionamento.

A música alta preenchia o ambiente, camuflando o tumulto interior que eu estava sentindo. As luzes do bar cintilavam, criando uma atmosfera que poderia ocultar minhas lágrimas, se elas ousassem escapar. Eu só queria um refúgio, um breve esquecimento da minha vida aparentemente perfeita que tinha desmoronado.

O garçom serviu o copo de bebida, e eu tomei um gole, sentindo o calor do álcool percorrer meu corpo. Olhei em volta, observando os rostos desconhecidos que, de alguma forma, compartilhavam minha busca por alívio. Naquele momento, eu me senti estranhamente conectada a eles, todos nós buscando uma fuga de nossos próprios tormentos.

Enquanto eu bebia minha solidão e mágoa, pensava nas minhas expectativas quebradas. Seis anos de dedicação, planos de um futuro juntos, e tudo desmoronou com um simples adeus por mensagem de texto. Eu desejava entender o motivo, algo que justificasse o fim, mas não havia explicações, apenas o vazio e a confusão que agora habitavam meu coração.

Não havia qualquer expectativa para aquela noite, até meus olhos se encontrarem com o de um homem no fundo do bar. Seus olhos eram intrigantes e faiscavam desejo em minha direção. Seu sorriso malicioso acendeu uma fagulha em meu peito e me senti desejada.

Voltei a me virar para o balcão tentando clarear minha mente, o álcool provavelmente estava fazendo um trabalho exemplar. Respirei fundo algumas vezes, até que consegui fazer um novo pedido ao garçom.

"Uma garrafa de água, por favor." ele concordou com a cabeça e voltei a olhar para a mensagem em meu celular.

Minha vontade era de jogar aquele maldito aparelho para longe, mas eu sabia que me arrependeria em seguida. Meus clientes não tinham culpa dos meus problemas pessoais.

"Posso me sentar?" aquela voz fez meu corpo inteiro se arrepiar e minha garganta secar. Era uma voz poderosa, rouca e profunda.

Me virei devagar olhando para o homem que me encarou há alguns minutos atrás.

O ar a sua volta parecia eletrizado, e o seu poder emanava de seu corpo. Ele era forte, com os músculos aparentes e lindas tatuagens tribais subiam por seus braços. Seu rosto era másculo, com um maxilar quadrado e uma barba serrada e os grandes olhos dourados analisavam cada parte do meu corpo sem se intimidar.

"Claro." respondi recuperando minha fala.

"Primeira vez aqui?" ele me encarou e depois se virou para o garçom que chegava com a minha garrafa de água. Ele fez um sinal para o homem que o atendeu prontamente.

"Estou a negócios." falei sorrindo tímida.

Há muito tempo eu não me sentia tão impactada por alguém como naquele momento.

O garçom entregou sua cerveja e seus olhos se fixaram em meus lábios, onde a garrafa estava encostada. Eu observei seu sorriso safado se abrir ainda mais e me ajeitei na poltrona tentando demonstrar meus atributos para ele descaradamente.

"Eu conheço bem essa região, se quiser posso te apresentar alguns comerciantes com quem possa fazer negócios." cruzei minhas pernas, deixando que minha saia subisse um pouco mais.

"A construção civil parece estar avançando aqui nesta região, talvez eu aceite sua proposta." eu mesma não estava me reconhecendo. Meu corpo parecia clamar pela atenção daquele homem.

"É só me dizer o que precisa." ele se aproximou um pouco deixando, sentindo meu cheiro descaradamente. " E posso te apresentar a tudo aquilo que quiser, essa noite." meus pelos voltaram a se arrepiar e mordi o lábio desejando cometer essa loucura, algo que nunca fiz em minha vida.

"Outra proposta tentadora, mas posso confiar em você, senhor...?" mexi em meus cabelos loiros.

"Jordan Reynolds. E você é?" ele estendeu a mão e a apertei instantaneamente.

"Celine Jones" sorri com o aperto forte que ele deu.

" O que acha de sairmos daqui?" observe seu dedo correr por meu braço de forma possessa e gostei da sensação daquele ato.

"Eu acho uma excelente ideia." Jordan me puxou para mais perto, erguendo meu rosto para ele. Ouvi seu peito vibrar com a minha resposta e um rosnado baixo sair de seus lábios.

Sua análise em meu rosto foi minuciosa, procurando qualquer indício de que eu não estava tão confiante sobre aquilo, mas eu tinha certeza. Sabia exatamente como queria terminar aquela noite, mesmo que no dia seguinte eu me arrepende-se.

"Vem!" ele entrelaçou nossos dedos e saiu na frente abrindo caminho pelos outros que agora nos olhavam de forma interessada. Jordan balançou a cabeça para outro homem que estava com ele no fundo do bar e esse fez um sinal para os outros que no mesmo instante pararam de nos encarar.

Sorri com a dominância que aquele homem tinha sobre os seus e pensei como eu queria conseguir fazer isso um dia.

Jordan parou de andar ao lado de um carro prata e se virou para mim, suas mãos me trouxeram para mais perto com agilidade e ele afundou seu nariz em meu pescoço fazendo meus sentidos se aflorarem.

"Eu nunca senti algo como esse aroma." ele sussurrou com uma voz rouca de desejo. Seus dedos se infiltraram por meus cabelos os puxando para baixo fazendo meu rosto levantar em sua direção. "Tem certeza do que quer?" ele questionou, sem me deixar qualquer opção para negar.

"Quero saber o que pode me ensinar." o desafiei e o brilho em seus olhos se intensificaram.

Nossos lábios se encontraram no segundo seguinte e um gemido rompeu meu peito. Era uma necessidade carnal profunda. Um tipo que eu nunca tinha sentido antes. Jordan me encostou no carro e se esfregou com vontade, me provando o quanto seu corpo estava pronto para mim. Ergui uma perna, para melhorar o contato entre nós e ele a segurou com força, rosnando novamente em aprovação.

"Tão saborosa." seus lábios avançaram por meu pescoço e senti uma urgência em me livrar daquelas roupas. Eu precisava de mais. Precisava do contato dele adorando meu corpo.

"Me leve para um lugar onde eu possa me livrar disso." apontei para minha blusa que já estava com os dois primeiros botões abertos. Ele se afastou e abriu a porta do carro me mandando entrar com o olhar.

"Acho que não conseguiremos ir muito longe." Sorri, soltando um suspiro, enquanto meus dedos deslizavam pelos botões da minha blusa, revelando meu sutiã vermelho.

"Olha só quem resolveu aparecer." Então, uma voz familiar me tirou do transe em que me encontrava. Ao levantar meus olhos, lá estava ele, dois anos depois, com a mesma postura enigmática e o mesmo poder dominador.

"Jordan, precisamos conversar", murmurei em um fio de voz, enquanto buscava as palavras certas para explicar por que eu estava ali novamente.

Capítulo 2 2.O preço

Jordan parecia se divertir com minhas palavras e olhou para os seus amigos que estavam a suas costas.

"Achei que tivesse lhe dado uma impressão melhor aquele dia." ele cruzou os braços e os outros se afastaram, deixando-nos sós.

"Muitas coisas aconteceram depois daquele dia." falei me levantando para não parecer tão frágil perto dele.

"Vocês humanos tem a péssima mania de querer justificar tudo." ele parecia entediado com as minhas palavras e segurei seu braço atraindo sua atenção para mim.

De alguma forma ele percebeu que eu não era mais a mesma. Meus cabelos já não eram tão cumpridos e minha expressão não era tão confiante.

"Diga o que quer de uma vez e vá embora." falou seco, perdendo a paciência comigo.

"Vamos para outro lugar, por favor." supliquei tentando fazê-lo entender a urgência que eu sentia.

"Greyson?" ele olhou para o garçom atrás de nós que lhe entregou uma chave prateada. "Por aqui." andamos até o fundo do bar onde uma pequena porta se escondia. Ele a destrancou e me deu passagem.

Ao entrar na sala, percebi que ali era um escritório pequeno. Com uma mesa estreita e uma poltrona grande. No canto um sofá de couro marrom finalizava a decoração.

"Não me diga que só veio aqui para conversar." Jordan estava colado as minhas costas com seu nariz em meus cabelos. Sua mão direita estava em minha barriga, colando meu corpo ao seu.

Me afastei tentando manter a atração enorme que eu ainda sentia por ele.

"Não posso." falei me virando para ele e vendo seu semblante ficar contrariado.

"Então fale de uma vez o que quer e vá embora." Sua resposta me deixou irritada, mas tentei conter as palavras que se formavam em minha garganta.

"Preciso de sua ajuda." falei de uma vez. Analisei seu rosto e me irritei ainda mais com a expressão de deboche.

"Achei que você tinha dinheiro." ele passou por mim e se soltou na poltrona se virando de frente para mim.

"O que eu preciso o dinheiro não compra." falei mordendo o lábio para não chorar em sua frente. " Se fosse isso, eu nunca viria te procurar." falei com raiva.

"Não sei como posso ser útil." ele cruzou as mãos na mesa me encarando.

Tirei meu celular do bolso e abri em uma foto. Nela estava eu e Benjamim em seu aniversário de um ano. Pousei o celular na mesa e empurrei em sua direção.

"Ele precisa da sua ajuda." Jordan olhou para a foto sem entender nada e depois me olhou, como se as peças começassem a se encaixar.

"Você está querendo dizer que esse filhote é meu?" meu sangue ferveu ao ouvir ele chamar meu filho de filhote. O que ele estava pensando ao se referir ao Ben assim.

"Dobre a língua seu idiota. Não chame meu filho dessa forma." bati a mão com força na mesa e um sorriso cruel apareceu em seus lábios.

"Não acho que ele seja meu." reforçou empurrando o celular de volta para mim e se encostando novamente na poltrona.

"Você não tem que achar, eu tenho certeza e isso me basta." ele se levantou apoiando as mãos na mesa e ficando cara a cara comigo.

"Se não precisa de dinheiro, o que quer?" me afastei pegando o celular novamente e pulando para outra foto, uma onde Benjamin estava internado com tubos presos em seu nariz e sondas em seu corpo. Novamente empurrei o celular para ele.

"Meu sangue não é compatível." ele pegou o celular nas mãos e analisou aquela foto com mais atenção do que antes. "Ele tem uma leucemia rara, os médicos não sabem dizer o que é." seus olhos se voltaram para mim. "Meu filho está morrendo e você é o único que pode salvá-lo."

Jordan pousou o celular na mesa e se afastou pensando sobre minhas últimas palavras.

"Se quiser cobrar, ou fazer qualquer acordo, eu estou disposta. Eu faço o que você quiser, só salve o meu filho." Ele se virou olhando novamente para o celular ainda pensativo.

"Como pode ter certeza de que ele é meu?" aquelas palavras me irritaram, mas eu precisava que ele me entendesse.

"Eu nunca mais estive com homem algum, depois daquela noite." ele se virou completamente para mim. "Assim que descobri a gravidez, eu fiz de tudo por ele. Não tenho interesse em mais nada desde que Ben adoeceu."

"E só pensou em me contar sobre a existência dessa criança agora? Parece um pouco ilógico. Vou pensar." falou dando de ombros e indo em direção a porta.

"Pensar?!" falei em choque.

"Acha mesmo que vou acreditar em suas palavras, humana? Farei minha própria investigação, caso ele seja mesmo meu filho, eu o ajudarei." ele abriu a porta, mas passei a sua frente e a fechei.

"Não acredita em minhas palavras?" falei em choque, me encostando na porta para evitar que ele saísse.

"Não." ele falou aproximando seu rosto do meu. "Não acredito em humanos." ele me farejou e algo despertou seu interesse. "Seu cheiro também mudou." ele emitiu um estralo com o maxilar. "Como não percebi." ele parecia ter ficado mais irritado.

"Jordan, por favor." me ajoelhei a sua frente. "Por favor, eu não sei mais o que fazer." levantei meu rosto para encará-lo e um ar de superioridade se instalou no ar. "Eu faço o que você quiser." falei com a voz embargada.

"Levante-se, humana fraca." ele se afastou me deixando tombar para frente com força. "Eu disse que irei avaliar a situação por minha conta. Me mande os exames do garoto que levarei para um médico de minha confiança, entendeu? Se esse garoto for meu filho, farei o que for necessário." me levantei tentando segurar o choro. "Mas com certeza isso terá um preço." meus olhos se conectaram ao dele.

"Que preço?" falei sabendo que não gostaria de sua resposta.

"Se esse garoto for meu filho, ele será criado por mim." meu queixo caiu no mesmo instante. "Você é fraca demais para treiná-lo." fiquei em choque com suas palavras.

"Ele não é um cachorro para ser treinado." bufei irritada indo em sua direção.

"Mas é filho de um Alpha e deve ser treinado como tal."

Capítulo 3 Consequências

"Alpha? Do que ele estava falando?" As palavras de Jordan ecoaram em minha mente, deixando-me confusa e atordoada.

"O que quer dizer com isso?" consegui articular, apesar das minhas pernas bambeando e do choque que me envolvia. "Você vai tirar meu filho de mim?" perguntei, resignada, mas com uma pitada de desespero em minha voz.

"Se ele for meu, sim! É isso que farei." O sorriso diabólico retornou ao rosto de Jordan, alimentando seu prazer com a situação.

"Vá para o inferno!" Estremeci e me apoiei na mesa. "Você e seu maldito sangue. Nunca precisei de você e agora você me ameaça? Não se incomode, eu darei meu jeito." Enquanto me afastava, Jordan segurou-me com força, trazendo-me de volta.

"Deveria ter pensado nas consequências antes, Celine. Agora descobrirei a verdade, quer você queira ou não." Sua voz estava repleta de ódio, e ele me encarou com intensidade.

"Eu ordeno que fique longe de nós." Disse, com acidez, encarando-o diretamente, mas o brilho desafiador em seu olhar pareceu apenas aumentar o desejo de desafio de Jordan. Puxei meu braço com força.

"Nem sei por que vim até aqui." Me dirigi à porta e a abri, voltando-me para encará-lo. "Maldito dia em que achei que você era alguém em quem se poderia confiar." Bati a porta com força e corri para fora do bar. Entrei em meu carro alugado, permitindo que as lágrimas escorressem livremente por meu rosto.

Jordan era uma opção, mas eu não o deixaria ser a última. Havia outra maneira de encontrar um doador compatível para Benjamin. Enxuguei as lágrimas com as mãos e peguei o celular para ligar para minha assistente.

"Diana, preciso que faça um favor para mim", disse, ainda fungando devido ao desespero que apertava meu peito.

"Claro, senhora Jones, está tudo bem?", respondeu a assistente.

"Ache alguém que possa buscar possíveis doadores para Ben." Meus olhos estavam fixos no volante do carro enquanto falava. "Qualquer pessoa, legal ou ilegal, contanto que meu filho tenha chances de sobreviver." A assistente ficou em silêncio do outro lado da linha. "Diana?" Ergui os olhos e me deparei com Jordan na frente de meu carro, de braços cruzados.

"Senhora, o sinal está horrível", a assistente falou, enquanto eu mantinha meu olhar fixo no homem à minha frente.

"Só faça o que mandei." Desliguei a chamada e coloquei o cinto. Liguei o carro e dei ré, saindo do estacionamento.

Acelerei o máximo que pude para chegar ao aeroporto local, onde o jato da empresa estava à minha espera. O emblema da Construtora Jones e Associados estampava toda a lateral da aeronave. Assim que o vi, um alívio voltou a se espalhar por meu corpo. Em breve, estaria de novo com meu pequeno bebê.

Deixei o carro com meu segurança e fui em direção ao piloto que me aguardava na escada.

"Foi mais rápida do que disse que seria, senhora", ele falou ao me cumprimentar.

"Só me tire desse lugar, Carter", eu disse e me sentei na poltrona bege. "Benjamin precisa de mim", resmunguei.

O homem me olhou com pena, e eu o encarei irritada. Eu odiava quando demonstravam esse tipo de sentimento.

Assim que o jato decolou, peguei meu celular para ver as mensagens, mas nada parecia prender minha atenção, exceto as palavras ameaçadoras de Jordan ecoavam em minha mente.

Comecei a pesquisar o que significava ser um Alpha, e as buscas me trouxeram diversas referências, sendo uma delas o lobo que liderava uma matilha. Comecei a rir com o pensamento.

"Ele era louco?" pensei ainda rindo da minha pesquisa.

Tudo em Jordan demonstrava liderança, mas ele achar que era algo ligado a lobos era uma enorme maluquice. Meu pior erro foi achar que ele poderia me ajudar de alguma forma.

Continuei a ler e vi que existiam várias pesquisas sobre espécies de lobisomens que aparentemente ainda andavam sobre a terra e que a região onde Jordan morava tinha sido uma das mais prósperas da sua espécie.

"Ele é louco e eu sou mais por acreditar nessas besteiras." Desliguei o celular ainda mais irritada.

Quando finalmente cheguei a Seattle, fui direto para o hospital com meu coração apertado de ansiedade e medo. Benjamin estava piorando, e eu não podia perdê-lo. Ao entrar no hospital, minha mente estava uma bagunça, mas eu tinha que ser forte, tinha que estar lá para o meu filho.

Um médico, de olhos cansados e sérios, se aproximou de mim enquanto eu esperava com impaciência na sala de espera.

"Você é a mãe de Benjamin?", ele perguntou com uma voz calma, mas havia uma tristeza em seus olhos.

"Sim, sou eu", respondi, tentando manter a voz firme.

O médico assentiu e me levou para uma sala particular. Ele começou a explicar a situação de Benjamin, mas suas palavras eram um borrão em meus ouvidos. Eu estava lutando para manter a compostura enquanto ele falava sobre a piora do estado de saúde do meu filho. Cada palavra perfurava meu coração, e eu me sentia impotente, à beira do desespero.

"Ele precisa de um doador compatível de medula óssea o mais rápido possível", o médico enfatizou. "O tempo está se esgotando, e não temos um doador adequado em nossa base de dados. Nós fizemos todo o possível, mas não vemos melhorias."

Eu engoli em seco, tentando conter as lágrimas que ameaçavam cair dos meus olhos. Benjamin precisava de um milagre, e eu faria qualquer coisa para salvá-lo.

"Por favor, doutor, há algo mais que possamos fazer?" minha voz tremia enquanto eu implorava.

O médico suspirou, parecendo pesaroso. "A única opção agora é encontrar um doador compatível, e rápido."

As palavras dele ecoavam em minha mente enquanto eu considerava o que fazer a seguir. Eu já tinha acionado minha assistente para encontrar possíveis doadores, mas o tempo estava se esgotando, e eu não podia depender apenas disso. Eu tinha que encontrar uma maneira de salvar meu filho, mesmo que isso significasse fazer um pacto com Jordan.

Em qualquer uma das situações eu perderia meu filho, mas em uma delas ele permaneceria vivo.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022