As luzes noturnas de Seul parecem deslizar rapidamente pela Keila, marcando minha primeira noite na cidade. Tudo aqui é novo e estranho para mim, uma garota criada nos Estados Unidos. Foi lá, há apenas três meses, que encontrei o homem dos meus sonhos.
"Está nervosa, querida?" A voz de Daon, suave e reconfortante, quebra o silêncio do carro enquanto ele dirige pelas movimentadas ruas de Seul. Seu olhar de soslaio captura o meu enquanto ele segura minha mão, beijando-a suavemente enquanto conduz o carro. Seu sorriso me derrete por dentro; mal posso acreditar na sorte que tive em me casar com ele.
"Um pouco. E se sua mãe não gostar de mim?" Minha voz soa um tanto trêmula, revelando minha ansiedade.
"Impossível." A resposta de Daon é confiante, e seu sorriso faz com que eu me sinta mais calma. As borboletas no estômago dançam desde o primeiro dia em que nos encontramos. Conhecemo-nos numa festa nos EUA; ele estava lá a trabalho, e eu, tentando superar um relacionamento fracassado. Foi amor à primeira vista, e desde então não nos separamos. Quando ele teve que voltar para a Coreia, simplesmente não conseguimos nos afastar.
Quando ele me pediu em casamento, depois de uma noite de amor, estava perdida em pensamentos. Ele partiria no dia seguinte, e a ideia de perdê-lo depois de três meses tão intensos era insuportável.
"O que foi? Em que está pensando?" Daon interrompe meus pensamentos, acariciando meus cabelos enquanto dirige.
"Estava pensando que vou sentir sua falta." Minha voz fica um pouco embargada enquanto compartilho meus medos com ele.
"Jura, Srta. 'Eu não vou me apegar a você'?" Daon brinca comigo, e um sorriso brota em seu rosto.
"Eu disse isso? Bem, se disse, não me lembro." Retruco, tentando descontrair o clima tenso.
"Eu também vou sentir muito sua falta. Nunca imaginei encontrar uma mulher maravilhosa como você e me apaixonar." O olhar apaixonado de Daon me deixa sem palavras.
"Apaixonar-se?" Minha voz soa surpresa, mas feliz.
"Sim, Keila. Apaixonei-me por você, e não quero dizer adeus." A sinceridade em suas palavras é palpável.
"Sinceramente, eu também me apaixonei por você." Minha confissão é acompanhada de um sorriso sincero.
"Mulher, não fale isso, senão me dá vontade de fazer uma loucura!" Daon brinca, mas sua expressão é séria.
"Que tipo de loucura?" Eu jogo junto com a brincadeira, curiosa para saber o que ele tem em mente.
Ele parece hesitar por um momento, mas continua. "Por favor, não se assuste. Vou entender se não quiser, ou se achar que é cedo demais. E se não precisássemos nos separar?"
"Como assim?" Minha curiosidade é aguçada por suas palavras enigmáticas.
"E se eu te pedisse para ficar ao meu lado para sempre?" A proposta de Daon é tão inesperada que demoro um momento para processar.
"O quê?" Minha surpresa transparece em minha voz, pensando que ele está brincando.
"Você está falando sério?" Minha pergunta é acompanhada de uma mistura de incredulidade e emoção.
"Nunca fui tão sério em toda a minha vida. Desde a primeira noite em que estivemos juntos, soube que você era especial. Casa comigo, e prometo te fazer a mulher mais feliz do mundo!" A seriedade em suas palavras é evidente.
"Por favor, não brinque com isso." Minha voz está repleta de esperança e receio.
"Não estou brincando, Keila. Tudo o que quero é que, quando eu pegar aquele avião de volta para a Coreia amanhã, você esteja ao meu lado, segurando minha mão como minha esposa. Então, eu vou perguntar mais uma vez. Você aceita essa loucura e se casa comigo?" A determinação em sua voz é inegável.
"Claro que sim!" Minha resposta é imediata e cheia de felicidade.
Pulei nele, o enchendo de beijos, e naquela mesma noite, nos casamos em uma das famosas capelas de Las Vegas. Não era o casamento dos meus sonhos, mas ele era o homem dos meus sonhos.
Agora, em meu primeiro dia em Seul, Daon quer me levar para jantar na casa de sua mãe, que, assim como seus amigos, não sabe da nossa união. Tudo foi resolvido tão rapidamente que ainda me pergunto como tive coragem de mudar para o outro lado do mundo por um homem.
"Chegamos." Daon desata meu cinto de segurança e segura minha mão, trazendo meu rosto próximo ao dele para um beijo suave nos lábios, seguido por um beijo na ponta do meu nariz.
"Não precisa ficar nervosa, meu amor. Vai dar tudo certo! Basta você dar um desses seus sorrisos encantadores que conquistou minha mãe, assim como me conquistou." Ele me tranquiliza, e respiro fundo tentando manter a calma. Ele sai do carro e abre a porta para mim, guiando-me até a bela e bem decorada casa onde estamos. Em breve, nos encontramos com uma senhora de cabelos curtos e olhos amendoados.
"Omma!" Daon solta minha mão e abraça a mãe, erguendo-a do chão.
"Oh, meu filho, que saudade!" Ela o abraça, mas não desvia o olhar de mim, e apenas pelo olhar, percebo que está julgando o comprimento do meu vestido, que talvez não seja a escolha ideal para conhecer a sogra.
"Também estava morrendo de saudades de você, Omma! Olha o que eu trouxe para você." Ele entrega a ela um embrulho de presente, e ela o abre, encontrando um suéter verde escuro.
"Ah, não precisava, meu filho, mesmo assim, muito obrigada! Eu adorei! E quem é essa... moça?" Pude sentir o desdém quando ela se referiu a mim e engoli em seco. Ele veio até mim, colocando seu braço ao redor do meu ombro e deixando um beijo na minha testa.
"Mãe, quero que você conheça a Keila, minha esposa!"
"Sra. Lee, é um prazer conhecê-la." Estendi a mão e dei o meu melhor sorriso enquanto ela sorria debochadamente, pensando que era uma das piadas dele. No entanto, ao notar o anel de diamantes no meu dedo, sua expressão mudou completamente, lançando um olhar de repreensão para o filho.
"Lee Daon, você ficou louco? Você perdeu a cabeça? Como você traz uma qualquer para casa e diz que é sua esposa?"
"Mãe, por favor! Não vou admitir que fale assim da Keila!"
"E como você quer que eu fale? Meu filho sai daqui para fazer um show nos Estados Unidos e volta três meses depois dizendo que se casou com uma estrangeira. Você sabe quantos anos eu sonhei com o seu casamento? Como você pode se casar sem sua família?"
"Foi um casamento rápido em Vegas." Ele passou as mãos pela cabeça enquanto respirava fundo, tentando se controlar.
"Você e eu AGORA na biblioteca!" Ela diz e sai andando. Ele se vira para mim e me dá um beijo suave, me tranquilizando.
"Você não pensou nem por um momento na sua mãe antes de fazer uma coisa dessas?" A voz da Sra. Lee ecoou pela sala, carregada de desapontamento e preocupação.
"Mãe, você fala como se eu tivesse matado alguém." A resposta de Daon era firme, mas havia uma pitada de irritação em suas palavras.
"Não, mas destruiu a sua vida ao se unir com uma mulher que não serve para você!" As palavras da mãe soavam como uma sentença, repletas de julgamento e desaprovação.
"Como você pode dizer que ela não serve para mim se você mal a deixou abrir a boca?" Daon retrucou, sua voz carregada de frustração.
"Meu filho, pensa bem. A quanto tempo você conhece essa mulher? Onde a conheceu?" A mãe questionava, seu tom denotando preocupação e desconfiança.
"A conheci em uma festa três meses atrás, mas o tempo não importa, pois desde o primeiro dia eu soube que ela era a mulher que eu queria para mim." Daon tentava justificar-se, mas sua voz revelava um traço de insegurança.
"Por quê? Ela foi para a cama com você na primeira noite?" A pergunta da mãe era afiada, carregada de desconfiança e reprovação.
"Mãe, eu não vou falar sobre isso com você." A resposta de Daon era firme, mas havia um leve tremor em sua voz.
"Meu filho, ela é uma qualquer. Teria ido para a cama com qualquer outro. Mulher assim vai com qualquer um." A mãe insistia, sua voz ecoando julgamento e desdém.
"Mãe, por favor! Eu não vou sentar aqui e ouvir você falando mal da minha esposa." Daon defendia sua escolha, sua voz soando firme e decidida.
"Filho, você não parou para pensar que ela pode ser uma golpista? Uma interesseira que só quer a sua fama e o seu dinheiro?" A mãe expressava sua preocupação, sua voz carregada de advertência e cautela.
"Mãe, ela não é assim!" Daon tentava convencer a mãe, sua voz denotando confiança e lealdade.
"Meu filho, por favor! Olha bem nos olhos da sua mãe. Sua mãe que sempre te amou tanto e sempre te apoiou em tudo. Você não acha mesmo, bem no fundo do seu coração, que você cometeu um erro se casando tão depressa com ela?" A mãe implorava por consideração, sua voz carregada de amor e preocupação.
Ele respirou fundo e disse a frase que confirmaria todos os meus piores medos.
"Talvez..." A resposta de Daon era um sussurro carregado de dúvida e incerteza, ecoando pelos corredores da casa com um peso angustiante.
Quando ouvi aquilo, as lágrimas rolaram pelo meu rosto, e eu saí dali sem querer ouvir mais nenhuma palavra. Saí andando pela rua sem ter a menor ideia de onde estava e para onde estava indo. Já era noite, e eu não conhecia ninguém naquele país. Como pude ser tão burra e deixar a minha vida e o meu país por alguém que eu só conhecia há três meses? Mais uma vez, a vida estava me mostrando que nem sempre quando batem à nossa porta devemos abrir.
Eu avisto um táxi se aproximando e aceno freneticamente para chamá-lo. Assim que ele para, não penso duas vezes e entro, dando ordens para o motorista seguir o mais rápido possível. Nesse momento, tudo o que desejo são minhas amigas ao meu lado, para irmos a algum bar e afogar as mágoas enquanto desabafamos sobre ele. Mas, sem a companhia delas, decido contentar-me com a ideia de ir para algum bar e afogar as mágoas sozinha. Já tomei minha decisão: amanhã mesmo estarei de volta aos Estados Unidos. Afinal, se Daon nutria dúvidas sobre nosso casamento, não poderia eu continuar ao lado dele.
Tento ligar para Tracy, minha amiga que dividia apartamento comigo antes de eu vir para cá, mas ela não atende. Frustrada, recorro ao Google até encontrar o nome de uma boate não muito longe dali. Passo o endereço para o motorista e, poucos minutos depois, estou na porta da boate, que pulsa com música alta e uma multidão dançante. Apesar da hesitação, adentro o local, decidida a pedir uma bebida. Sento-me ao balcão, cruzando as pernas, e peço um Martini. Não demora muito e diversos homens tentam flertar comigo, mas já estou irritada quando um rapaz de olhar sedutor se aproxima.
"Boa noite! Você é de fora, certo?" A voz do rapaz soa suave e confiante, enquanto seus olhos fixam-se em mim com curiosidade.
"Sim." Respondo brevemente, mantendo minha guarda alta diante do desconhecido.
"Posso te oferecer uma bebida?" Ele tenta iniciar uma conversa, seu tom carregado de um charme sutil.
"Olha, estou sem paciência para conversas e direi o mesmo que disse aos outros três homens que vieram me paquerar. Não estou interessada." Minha resposta é direta, sem rodeios, demonstrando minha falta de disposição para interações sociais naquele momento.
"Entendo. Mas saiba que sou bem diferente dos outros homens aqui. Você não sabe quem sou?" Seu tom adota um ar misterioso, enquanto ele busca capturar minha atenção.
Seu olhar penetrante me faz franzir o cenho, mas suas tatuagens e aura de mistério despertam minha curiosidade. Sua beleza e seu olhar sedutor realmente eram diferentes de qualquer homem que eu já havia visto, as tatuagens que desciam pelo seu pescoço até o seu peito deixavam ele ainda mais apetitoso.
"Não e nem estou interessada em saber." Respondo com firmeza, mantendo minha postura apesar da leve hesitação.
"Está chateada?" Ele parece perceber minha tensão e tenta suavizar o clima, sua voz carregada de um tom intrigado.
"Não te interessa!" Minha resposta é curta e direta, demonstrando minha falta de vontade em continuar aquela conversa.
"Aí que você se engana. Uma mulher tão bonita me interessa muito." Ele não parece desistir facilmente, sua determinação transparecendo em suas palavras.
"Nem perca o seu tempo!" Minha resposta é cortante, deixando claro que não estou interessada em suas investidas.
"Não sinto que estou perdendo o meu tempo. Você é latina?" Ele tenta mudar de tática, sua curiosidade evidente em sua voz.
Eu dou uma risada debochada e ele continuava me devorando com seu olhar.
"Você realmente não está a fim de papo. Decepção amorosa?" Ele parece adivinhar, sua percepção aguçada lhe permitindo captar minha situação.
Ergo a sobrancelha, lembrando das palavras do Daon e assinto, dando mais um gole na minha bebida.
"Bingo!" Ele parece triunfar, sua voz soando confiante.
"Esquece, seja quem for ele é um idiota se deixa uma mulher como você sozinha. Eu posso te fazer esquecer!" Ele tenta oferecer conforto, sua voz carregada de um tom tentador.
"Sinceramente esse seu papo está me deixando entediada." Minha resposta é direta, sem deixar espaço para mal-entendidos.
"Então você me acha entediante?" Ele parece surpreso com minha franqueza, sua expressão denotando um misto de desafio e curiosidade.
"Muito!" Minha resposta é breve, porém carregada de uma determinação inabalável.
"Eu posso pensar em muitas formas de te entreter." Ele se gaba. Sua autoconfiança evidente em suas palavras.
Ele diz e morde os lábios rosados enquanto seus olhos desciam para os meus lábios e depois para os meus seios.
"É mesmo? Quais?" Eu o desafio, mantendo-me firme apesar de sua insistência.
Ele se aproxima do meu ouvido e sussurra me causando arrepios enquanto eu sentia minha intimidade se contrair.
"Eu posso manter você ocupada a noite inteira com meus beijos, minhas carícias e se você quiser com o meu corpo dentro do seu." Sua proposta é ousada, sua voz carregada de um desejo intenso.
Mesmo resistindo, um sorriso surge em meus lábios, incapaz de ignorar a excitação que ele desperta.
"E com quantas mulheres essa cantada já funcionou?" Eu o questiono, curiosa sobre seu histórico de sedução.
"Nenhuma." Sua resposta é sincera, sua confissão revelando uma vulnerabilidade surpreendente.
"Interessante." Minha resposta é breve, porém carregada de um interesse genuíno.
"É que geralmente sou eu quem é abordado pelas mulheres. Nunca precisei seduzir nenhuma." Ele explica, sua voz transbordando de autoconfiança.
Não consigo evitar uma gargalhada diante de sua confiança.
"Isso soa como arrogância, Don Juan coreano. Mas sinto informar que comigo não funcionará. Além do mais..." Minha voz assume um tom desafiador, enquanto eu me aproximo dele.
Me aproximo, sussurrando em seu ouvido, e percebo sua arrepiante reação.
"Você não aguentaria o desafio." Minha voz é suave, porém carregada de um desafio provocante.
Ele me puxa para um beijo, seu rosto aproximando-se lentamente do meu, até que nossos lábios se encontram em um caloroso encontro. Apesar da minha resistência inicial, sinto-me incapaz de afastá-lo. Seu beijo é ardente, sua língua dançando habilmente com a minha, explorando cada canto com destreza. Suas mãos, fortes e confiantes, deslizam pelo meu corpo, enviando arrepios de desejo pela minha pele.
Quando finalmente nos separamos por falta de ar, estou completamente rendida. Seus olhos, intensos e escuros, captam minha atenção, refletindo a paixão que nos consome. Se Daon pensa que sou uma vadia, talvez eu possa me permitir ser uma essa noite.
"Diga-me seu nome", ele implora, os olhos brilhando com uma intensidade que me deixa sem fôlego.
"Por quê?", pergunto, desafiadora.
"Quero saber o nome da mulher mais bonita da boate. Começo eu: o meu é..."
Antes que ele possa terminar, coloco o dedo sobre seus lábios, interrompendo-o com um sorriso travesso.
"Não quero saber seu nome, nem pretendo dizer o meu. Mas podemos dançar, se quiser", sugiro, desviando o olhar por um momento antes de encontrá-lo novamente.
Ele sorri, aceitando a proposta, e nos dirigimos à pista de dança. Seus movimentos são graciosos, seu corpo se movendo em sincronia com a música, uma aura de confiança o envolvendo. Percebo pela primeira vez o quão definido é seu corpo, delineado sob o casaco que veste.
"Gostou do que sentiu?", ele pergunta, os olhos brilhando com uma mistura de desejo e diversão.
Dou uma risadinha maliciosa e me viro de costas para ele, provocando-o com meus movimentos sensuais. Sua presença atrás de mim é eletrizante, nossos corpos se aproximando em uma dança íntima. Uma troca de olhares e sorrisos cúmplices nos diz tudo o que precisamos saber. A tensão sexual entre nós é palpável, uma chama ardente que nos consome.
Continuamos dançando, nos beijando, nossas mãos explorando cada curva e contorno do outro. A música alta encobre nossos gemidos enquanto nos entregamos ao desejo que nos consome, cada toque enviando ondas de prazer através de nossos corpos.
Por um momento, esqueço que estou casada, que tenho um passado, um compromisso. Quando percebo, estou arrastando-o para o banheiro da boate, a urgência do desejo pulsando em minhas veias.
Dentro daquele cubículo apertado, entregamo-nos um ao outro com uma paixão selvagem e desenfreada. Seus lábios encontram os meus em um frenesi de desejo, suas mãos explorando meu corpo com avidez. Cada toque é uma promessa de prazer, cada beijo uma expressão de luxúria.
Cada movimento é uma explosão de prazer, cada gemido é uma sinfonia de desejo. Estou completamente submersa naquele momento, naquela sensação avassaladora de paixão e entrega.
"Pera, espera um minuto. Tempo!", ele exige, interrompendo o momento de êxtase.
"Que foi?", pergunto, ofegante, os olhos encontrando os dele em uma troca intensa de olhares.
"Eu nem sei o seu nome", ele murmura, com um sorriso travesso brincando em seus lábios.
"Não vamos estragar tudo com formalidades, amanhã eu vou embora da Coréia e nós não vamos nos ver novamente. Agora eu só quero dar para você até esquecer porque eu vim parar nesse bar. Posso contar com você para isso?", ele pergunta, seus olhos fixos nos meus, cheios de desejo e determinação.
Ele sorri e diz: "Estou à disposição."
Eu abaixo as alças do meu vestido, revelando meus seios, enquanto seus olhos ficam negros de desejo. Ele morde os lábios, avançando na minha direção e levando sua boca rosada aos meus seios, os sugando com vontade. Com um gesto ousado, eu o incito, levantando-me e sentando-me sobre a bancada, ficando entre as suas pernas. Retiro o casaco dele e, em seguida, a camisa, revelando seu abdômen definido. Começo a beijar as tatuagens em seu peito, enquanto ele mordisca o bico dos meus seios, fazendo-me delirar de prazer. Estou completamente molhada, desejando apenas sentir ele dentro de mim.
"Me fode!", eu exijo, com uma voz carregada de desejo e urgência.
Ele dá um sorriso ladino e tira uma camisinha do bolso. Eu desço da pia, abrindo seu cinto e tirando seu membro grande, grosso e rosado de suas calças. O masturbo lentamente, desejando sentir mais de sua excitação. Pegando a camisinha de sua mão, a coloco em seu membro usando minha boca, explorando-o com desejo. Porém, como não o conheço, sei que o uso da camisinha é necessário.
Ele me beija e levanta uma das minhas pernas, enquanto eu levo minhas mãos até sua nuca, puxando-o para mim e intensificando nosso beijo. A química entre nós é surreal, meu corpo arde de desejo por ele. Sinto ele pincelar minha entrada molhada com seu membro duro, e eu gemia implorando por ele.
"Por favor!", eu murmuro, desejando que ele me preencha completamente.
Ele atende ao meu pedido, entrando em mim com um movimento firme e intenso, nos conectando em um prazer avassalador. Seu pau é maior do que estou acostumada, e eu adoro a sensação de ser preenchida por ele. Ele se move dentro de mim de uma forma bruta e precisa, me fazendo implorar por mais.
Com Daon, tudo era muito calmo e com carinho, não tínhamos esse tipo de relação mais hardcore. Estou adorando me sentir assim, com uma paixão selvagem e desenfreada. Ele soca cada vez mais fundo e de uma forma tão gostosa que antes que eu perceba, estou gemendo loucamente enquanto me desfaço em seu pau, o apertando e arranhando suas costas.
Assim que eu gozo, ele me vira de costas para ele, apoiando a parte superior do meu corpo sobre a pia. Eu empino minha bunda para ele o máximo que posso, sentindo-o entrar em mim com força, fazendo-me gemer alto. Apoiando uma das minhas pernas na pia, começo a rebolar contra o pau dele, levando-o à loucura.
Ele começa a vir ao encontro do meu rebolado, gerando uma fricção deliciosa entre nossos corpos. Nosso ritmo é frenético, e o barulho do encontro dos nossos corpos, misturado com nossos gemidos, é tudo que se ouve no ambiente. Ele puxa meu cabelo enquanto me fode e sussurra no meu ouvido, me levando à loucura com suas palavras ousadas e excitantes.
"Você é tão gostosa! Sua cara não nega que você é uma puta bem safada, do jeito que eu gosto! Que boceta gostosa, quero te foder a noite inteira!", ele murmura entre gemidos.
Eu gozo mais uma vez, apertando-o com força, enquanto ele geme cada vez mais alto. Eu o surpreendo, empurrando-o contra o banco de madeira no banheiro e sentando em seu colo, enquanto rebolo em seu pau, levando-o à beira do êxtase.
Ele olha nos meus olhos, enquanto eu subo e desço em seu colo, seu olhar lascivo me deixando ainda mais excitada. Seu sorriso de cafajeste está acabando com a minha sanidade, e eu adoro cada momento.
"Que cachorra gostosa!", ele murmura, com um sorriso travesso brincando em seus lábios.
Eu aumento o ritmo das minhas reboladas, e ele guia meus movimentos, levando-nos a um novo nível de prazer. Estou perto do meu terceiro orgasmo quando sinto que ele está chegando ao limite. Aumento a velocidade, gozando mais uma vez e sentindo minhas pernas tremerem.
Ele me puxa para um beijo, enquanto sorri, ofegante e satisfeito.
Quando finalmente nos separamos, estou ofegante, tremendo de excitação. Olho nos olhos dele, perdida em uma tempestade de emoções.
"Isso foi incrível", ele murmura, ainda com os lábios próximos aos meus.
"Sim, foi...", respondo, com a voz rouca de prazer.
Permanecemos ali por um instante, absorvendo a magnitude do que acabamos de compartilhar. Mas logo a realidade volta a me atingir, e eu me afasto, ajustando minha roupa.
Eu fiquei algum tempo sentada em seu colo, recuperando o fôlego. Quando finalmente minhas pernas param de tremer, eu me levanto, ajeitando minha calcinha e meu vestido. Ele ajeita as calças, vestindo a blusa e o casaco. Saímos do banheiro e voltamos para o bar, onde ele pega duas bebidas e fica me olhando sem acreditar no que tinha acontecido.
"Olha, nenhuma mulher nunca me surpreendeu assim", ele comenta, ainda atônito com a situação.
"Para tudo tem uma primeira vez", respondo, com um sorriso travesso.
"Quer continuar a noite em um hotel?", ele sugere, com um olhar cheio de desejo.
Eu rio da sua proposta, enquanto ele me olha sério.
"Eu agradeço o convite, mas acho que está na hora de eu ir. Pretendo pegar um voo para casa logo pela manhã", revelo, decidida.
"Me dá seu telefone?", ele insiste.
"Pra quê?", questiono, cautelosa.
"Eu quero te ver de novo!", ele responde, com um olhar persistente.
"Não! Acredite em mim, nós nunca mais nos veremos novamente!", afirmo, decidida.
"Quem sabe? Nunca diga nunca. Deixa pelo menos eu te levar em casa", ele insiste mais uma vez.
Sabendo que ele não desistiria facilmente, decido jogar com ele.
"Tá bom", concordo, cedendo à sua insistência.
Ele dá um sorriso genuíno, parecendo uma criança totalmente diferente do sorriso safado de antes.
"Então fica aqui que eu vou pegar o meu carro na garagem. Não sai daqui!", ele instrui, saindo correndo em direção à garagem.
Aproveito a oportunidade para sair dali. Já do lado de fora da boate, pego um táxi e dou o endereço da casa do Daon, onde minhas malas estavam. Ainda bem que eu não tinha tido tempo de desfazer as malas. A adrenalina do que fiz ainda corria pelas minhas veias, e eu não conseguia acreditar no que tinha acabado de fazer.
Pego meu celular e vejo que tenho mais de trinta chamadas perdidas do Daon. Olho nossa foto juntos no papel de parede do meu celular, e meu coração se aperta. Eu o amava demais, e ouvir que ele tinha dúvidas sobre o nosso casamento me destruiu. Eu não deveria ter aceitado aquela loucura. Decido que pediria o anulamento do casamento, e nós poderíamos seguir nossas vidas fingindo que nada aconteceu, mas será que ao vê-lo eu realmente conseguiria fingir que nada aconteceu?
Quando cheguei na porta de casa, meu coração quase parou, e deixei algumas lágrimas escaparem. Eu tinha que ser forte e ir embora antes que ele me mandasse embora. Quando entrei em casa, ele estava sentado no sofá com o celular no ouvido, tentando me ligar mais uma vez. Quando me viu, suspirou aliviado e veio até mim, me dando um abraço que me desmontou.
"Onde você estava, meu amor? Eu fiquei te ligando que nem um doido, estava morrendo de preocupação", ele disse, enquanto me abraçava.
Eu o afastei de mim, e ele me olhou, parecendo confuso. Fui até o quarto, sendo seguida por ele, e peguei uma roupa na minha mala. Logo em seguida, entrei no banheiro, tomando um banho longo e relaxante. Quando saí do banheiro, já vestida, ele estava sentado na cama, me esperando. Quando nossos olhos se encontraram, senti toda a minha determinação se esvaindo.
"Por que você saiu de lá daquele jeito sem me falar nada?", ele perguntou.
"Eu precisava pensar. Eu ouvi a sua conversa com a sua mãe e decidi que vou voltar para casa", respondi.
Ele me olhou boquiaberto, e pude sentir sua expressão de preocupação mudar para um olhar de desespero.
"Do que você está falando, Keila? Como assim voltar pra casa? Seu lugar é aqui, comigo. Você é minha esposa!", ele exclamou.
"Sou sua esposa, mas quando sua mãe perguntou se você não tinha cometido um erro, você respondeu: 'Talvez'", expliquei.
"E você escutou o resto?", ele perguntou, ansioso.
"Não. Eu fiquei tão chateada que saí de lá na mesma hora", respondi, lutando contra as lágrimas.
"Eu disse: 'Talvez, acho que cometi um erro pensando que a minha própria mãe iria me apoiar e ver o quanto eu estou feliz ao lado da mulher que eu amo'. Keila, eu não tenho nenhuma dúvida de que você é a mulher da minha vida e meu único arrependimento em relação ao nosso casamento foi não ter conseguido esperar para ter um casamento tradicional, pois eu queria ver você entrando em uma igreja em um vestido branco enquanto nós juraríamos o nosso amor diante de Deus e dos nossos familiares", ele explicou, olhando nos meus olhos com sinceridade.
As lágrimas rolaram pelo meu rosto, e a culpa tomou conta de mim. Ele se levantou e veio na minha direção, passando os dedos pelas minhas lágrimas e enxugando-as.
"Eu não quero que você vá embora. Eu te amo e quero fazer tudo direito. Você aceita termos uma festa de casamento tradicional para reafirmarmos nossos votos?", ele perguntou, com os olhos cheios de emoção.
Ele sorria para mim, e eu podia ver seus olhos cheios de emoção enquanto ele me pedia em casamento pela segunda vez. Como eu pude duvidar do seu amor, sendo que ele sempre foi mais do que perfeito comigo? Eu comecei a chorar descontroladamente e o abracei apertado, sentindo toda a culpa por tê-lo traído.
"Me desculpa, meu amor! Me desculpa!", implorei.
"Não precisa se desculpar, meu amor, tá tudo bem!", ele respondeu.
Seu sorriso só aumentava minha culpa, eu não merecia o amor dele.
"Eu sou uma burra, idiota, impulsiva. Me perdoa!", eu continuei.
"Ei! Você não é nada disso. Você é a mulher da minha vida!", ele afirmou, com firmeza.
Eu o afastei, e seu olhar parecia confuso.
"Me perdoa, eu saí da casa da sua mãe decidida a terminar o nosso relacionamento e voltar para os Estados Unidos. Eu estava chateada, então fui para uma boate beber e acabei...", eu estava sem fôlego, e o choro tomou conta de mim, senti um nó na minha garganta e mal conseguia falar.
Ele fechou os olhos ao ouvir aquilo e se sentou na cama, tentando digerir o que eu havia dito.
"Acabou?", ele perguntou, com a voz embargada.
"Acabei ficando com um homem...", confessei.
Ele escondeu o rosto em suas mãos, e eu me odiava por ter magoado o homem que eu amava. Ele ficou assim por um tempo até que respirou fundo e me olhou com os olhos cheios d'água.
"E conseguiu? Você me esqueceu?", ele perguntou, com a voz trêmula.
Sua carinha de choro cortou o meu coração, e eu me ajoelhei entre as pernas dele, o abraçando.
"Claro que não! Eu sou louca por você! Aquele homem não significou nada para mim! Eu te amo! Por favor, me perdoa!", implorei.
Ele me puxou para o seu colo e me abraçou enquanto lágrimas rolavam pelo seu rosto. Eu me agarrei a ele e não podia acreditar na besteira que eu tinha feito. A minha impulsividade tinha me feito errar com a única pessoa que nunca errou comigo e que desde o primeiro dia me tratou como uma rainha. Ficamos um tempo abraçados até que ele pegou a minha mão e entrelaçou nossos dedos.
"Não significou nada mesmo?", ele perguntou, com um fio de esperança na voz.
"Nada! Eu nem sei o nome dele e nunca mais vou vê-lo na vida", prometi.
"Você promete?", ele perguntou, com os olhos fixos nos meus.
"Eu prometo, meu amor! Se você me perdoar, eu juro que vou ser a melhor esposa do mundo!", eu assegurei.
Ele deu um sorriso fraco para mim e concordou com a cabeça.
"Tudo bem. Vamos esquecer esse assunto, tá bom?", ele propôs.
Eu comecei a beijá-lo, e ele retribuiu o meu beijo com urgência.
"Eu te amo! Te amo! Te amo, meu amor!", eu repeti, entre os beijos.
"Eu também te amo demais, mas por favor, tenta conversar comigo antes de sair tomando decisões. Somos casados agora, e podemos resolver qualquer coisa se conversarmos", ele pediu.
"Tá bom! Eu prometo!", eu concordei.
"Obrigado por ter me falado a verdade. Por mais que doa, eu prefiro saber por você. Isso me faz confiar ainda mais no seu caráter, pois outra no seu lugar não teria me contado", ele agradeceu.
"Eu não gosto de mentiras", eu disse, sinceramente.
"Eu sei disso, e esse é um dos motivos pelos quais eu te amo!", ele respondeu, com um sorriso.
Eu voltei a beijá-lo intensamente e estava me sentindo mais leve após contar a verdade. Ele me perdoou, e agora poderíamos seguir em frente sem nenhuma culpa. Tomamos café da manhã juntos e começamos a desfazer a mala. Enquanto eu arrumava o closet, ele me pegou por trás, me dando um susto, e me virou para si, me dando vários beijinhos no rosto. Logo estávamos rolando pela cama, ele tirava a minha roupa, e entrava em mim com delicadeza, enquanto falava o quanto me amava. Nós fizemos amor de uma forma única, suave e deliciosa, que logo fez com que ambos alcançássemos o êxtase, concluindo assim o nosso sexo de reconciliação.
Hoje o Daon tinha que voltar para a gravadora onde trabalhava e estava animado para que eu conhecesse seus amigos. Tomamos um banho juntos e nos arrumamos, indo em direção à Mixed, que era a gravadora em que o Daon, além de rapper, era produtor. Chegamos lá após algum tempo dirigindo, e todos pareciam muito felizes em ver o Daon, mas também muito chocados quando ele dizia que eu era sua esposa. Ele ria com a reação das pessoas, e nós nos dirigimos à sala do dono da gravadora, que também era o melhor amigo do Daon.
"Amor, quem eu mais quero que você conheça é o Jaehoon. Ele me ajudou muito na minha carreira e é o meu melhor amigo. Espero que vocês se deem bem. Ele é meio galinha, mas é gente boa", ele me disse, antes de entrarmos na sala.
Eu ri com a descrição do melhor amigo dele, e quando chegamos na porta da sala do amigo dele, meu celular tocou. Eu olhei para ver quem era e vi que era a Tracy.
"Amor, vai entrando na frente que eu preciso atender essa ligação", eu disse.
"Tá bom, amor, tô te esperando aqui dentro", ele respondeu, me dando um beijo antes de entrar na sala.
Eu atendi o telefone no corredor, agradecendo mentalmente por não ter ninguém ali.
"Fala, piranha", eu disse, assim que atendi.
"E aí, vaca, me ligou pra quê? Já está com saudades?", Tracy brincou.
"Que saudades nada, eu não via a hora de me livrar de você", respondi, rindo.
"Além de piranha, é mentirosa. Fala aí, me ligou por quê?", ela insistiu.
"Nada demais, só queria avisar que cheguei bem e saber como você está", menti, sabendo que ela iria repreender se soubesse a verdade.
"Ah, que bom! Aqui tá tudo bem. E você, como está aí na terra dos comedores de arroz?", ela perguntou, brincalhona.
"Tá tudo ótimo", respondi rapidamente, desejando terminar a ligação logo.
"Que bom! Eu vou desligar porque não tenho marido rico para pagar minhas ligações internacionais. Qualquer coisa, fala comigo por mensagem", ela disse, encerrando a ligação.
Desliguei o telefone, sorrindo, e bati na porta da sala do Jaehoon, ouvindo a resposta do Daon imediatamente.
"Entra, amor!", ele chamou.
Entrei na sala e fechei a porta atrás de mim. Quando finalmente pude olhar ao redor, vi o homem sentado na cadeira de CEO da Mix com um olhar espantado, que refletia o meu próprio choque. Parecia que vi um fantasma, e eu preferia que tivesse sido.
"Jaehoon, essa é a Keila, minha esposa. Keila, esse é o meu chefe e meu melhor amigo, Jaehoon Park!", Daon apresentou, com um sorriso.
Fiquei imóvel ao ver que o chefe e melhor amigo de Daon era o homem com quem transei na noite anterior. E agora, como vou sair dessa situação?