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O destino quis assim.

O destino quis assim.

Autor:: Tatiane B Simões
Gênero: Romance
Lupita é uma jovem sem limetes e inconsequente, que vive sua vida intensamente, sem preocupações ou responsabilidades. No entanto, em um determinado momento, ela sente a necessidade de mudar e encontrar um propósito para sua vida. No entanto, ela sente que falta algo em sua vida: um amor de verdade. Lupita encontra conforto e felicidade em seus sonhos, onde fantasia sobre um amor perfeito. Um dia, porém, o inesperado acontece: seu amor imaginário se materializa em sua realidade, tornando-se seu professor substituto. Quando os olhos de Lupita se encontram com os dele, ela sente que aquele amor imaginário finalmente se tornou realidade e se transforma em uma verdadeira obsessão. Seu professor substituto, Frederic, é um homem misterioso e sedutor, cujo seu passado doloroso o afastou de qualquer tipo de sentimento. Assim como Lupita, ele também a via em seus sonhos, mas acredita que deve se manter afastado para protegê-la de possíveis machucados. Porém na tentativa insana de afasta-la, ele a machuca com suas palavras e ações. Algo sempre os aproxima, desafiando as tentativas de Frederic de manter Lupita à distância. Essa conexão inegável só faz com que o amor de ambos aumente ainda mais, transformando suas vidas e suas perspectivas. " O destino é quem Quis assim" é uma história apaixonante e cativante sobre o poder do amor verdadeiro, mesmo quando parece impossível. Envolva-se nessa trama cheia de emoções e descubra se Lupita e Frederic conseguirão superar seus medos e se entregar ao amor que sempre sonharam.

Capítulo 1 está na hora de começar a ter responsabilidade.

Olá, deixe-me me apresentar. Sou Lupita Tavares, tenho 21 anos e sou estudante de direito. Moro na Espanha com os meus pais e vivo por eles. Sou filha única e venho de uma família de advogados, foi daí que surgiu a paixão pelo direito.

Na faculdade, tenho 4 melhores amigos: Rian e Benício, eles são incríveis, e Renata e Rafaella, elas são minhas preciosidades. Mas sabe aquela pessoa que só se dá bem com o sexo oposto? É, acho que nasci no corpo errado.

Meu pai sempre me disse que eu era um furacão quando pequena. Subia em árvores, soltava pipa, brincava de carrinho de rolimã. Tive uma infância incrível e tenho os melhores pais do mundo. Minha família inteira é incrível. Digo sempre que tem uma prima e um primo que caíram de paraquedas na família, mas tirando eles, está perfeito do jeito que está.

Sempre tive tudo. Posso dizer que sou um tanto mimada. Tenho as coisas na hora que quero. Acho que essa é a vantagem de ser filha única. A atenção é toda para mim.

- Droga, Lupita! - falo comigo mesma. Essa foi a décima vez no ano que eu bati o carro. - Meu pai vai me matar. - Pego o celular e ligo para Rian. Ele é como se fosse meu porto seguro. Sempre que algo de ruim acontece, ele é o primeiro que ligo, não só nas horas ruins. A ligação completa e ele atende no segundo toque. - Rian!

- Pelo horário e pela respiração ofegante, bateu o carro de novo?

- Quem, eu?

- Lupita!

- Ah, tá. Como posso explicar? Estava eu bem de boa ouvindo nossa música, de repente um poste entrou na frente quando eu ia passar, e bum.

- Claro! Vamos ter que processar esse poste, né? Você é doida. Mas me diz, você está bem? Não se machucou?

- Estou bem, só o carro que não posso dizer o mesmo! Você me ajuda de novo?

- Lógico! Para que servem os amigos se não for para esconder suas batidas de carro? - Ele fala rindo.

- Você é o melhor de todos! Só não conta para o Benício, senão terei argumentos para convencê-lo de que ele também é perfeito.

- Ele está do meu lado e ouviu tudo, acredito que parou em: "Você é o melhor de todos". Agora está aqui bicudo.

- Você vai ver, dona Lupita! - Benício grita.

- Dá um tempo, Beh, você sabe que também te amo.

- Finge que eu acredito.

- Quanto drama! Credo. - Rian resmunga.

Converso um pouco mais com eles, até que vejo o carro do Rian se aproximando. Sim, eles ficaram conversando comigo até chegar aqui. Depois de tudo resolvido, vou para o apartamento do Rian. Pela manhã, vamos levar o carro para a oficina. Estava cansada, deito na cama dele e apago. Benício e ele ficaram na sala.

Estava sonhando quando sinto um carinho no meu rosto.

- Ei, dorminhoca, acorda.

- Só mais 1 hora. - Falo de olhos fechados.

- Quer que eu resolva as coisas por você?

- Não, já acordei, olha. - Forço abrir meus olhos, Rian joga o travesseiro em cima do meu rosto e sai rindo.

- O café está pronto, toma um banho. Já deixei roupas limpas no banheiro. A sua escova está na gaveta. Anda logo, ou eu te deixo aí dormindo.

- Tá! Não se pode dormir nessa casa. - Resmungo. Ele me olha e revira os olhos. Faço minha higiene pessoal, me arrumo e desço para tomar café. Ficamos alguns minutos conversando e logo fomos para a oficina.- Então volto buscá-lo amanhã. - falo com o mecânico. - Vou deixar pago.

- Quer que eu pague? - Rian fala.

- Não, o mês passado você já pagou. - Falo rindo.

- Mas seu pai vai desconfiar, ele nem sonha quantas vezes você já bateu esse carro.

- Vai nada, ele anda tão ocupado que não presta atenção nesses detalhes. - Pago e Rian me leva para casa. - Obrigada, vocês são os melhores do mundo.

- Conta comigo, Lupi. Você sabe o que eu puder fazer para te ajudar, eu farei.

- Obrigada, Rian.

- Conta comigo também. É uma pena que eu não sou seu favorito, né?

- Quanto drama, Benício. - Falo rindo. Dou um beijo no rosto de cada um e entro.

Na sala, vejo meus pais se olhando com tanta ternura. Como pode, depois de 20 anos de casados, eles se amam tanto? Eles têm um respeito um pelo outro. Posso dizer que eu quero um amor igual ao deles.

- Oi, pai. - Abraço ele, ele retribui com todo carinho e me dá um beijo no topo da cabeça.

- Meu amor! Que bom que chegou.

- Oi, minha rainha. Dormiu bem?

- Sim, filhota. Os meninos não quiseram entrar?

- Não, eles iam fazer alguma coisa para o pai do Benício. - Dou um beijo em seu rosto. Ouço o celular do meu pai receber uma notificação, ele pega e olha sério para a tela. - Algo de ruim, pai?

- Vamos dizer que a fatura do cartão chegou aqui! Parece que minha filha bateu seu carro de novo e eu vou ter que pagar.

- Minha filha, você tá bem? - Minha mãe corre vendo se estou machucada.

- Estou bem, mãe, só o carro que não posso dizer o mesmo. - Ameaço rir, mas paro ao olhar para o meu pai e perceber que ele está sério.

- A partir de hoje você não tem mais carro.

- Mas pai...

- Mas nada, Lupita! Hoje pode ser o carro, amanhã você pode sair e eu te buscar num caixão. Ou pode fazer a pior coisa da sua vida, tirar a vida de alguém. Enquanto você não souber ter responsabilidade, você não pega naquele carro!

- Seu pai tem razão, você dirige que nem uma louca. O que adianta estar estudando direito se nem as leis de trânsito você respeita? As coisas não podem continuar assim.

Baixo a cabeça envergonhada. Eu não posso argumentar, eles têm razão. Meu pai vem e segura no meu queixo, fazendo-me olhar para cima.

- Minha filha, você sabe o nosso amor por você. Não consigo nem me imaginar num mundo onde você não está. Por favor, se cuide, Lupita. Eu te amo tanto, filha, que chega a doer esse amor.

- Desculpa, pai. - Dou um abraço demorado nele. - Eu amo vocês. Prometo que vou mudar.

- Você não precisa mudar. Te amamos desse jeitinho. Trabalhamos para dar tudo do bom e do melhor para você, mas para isso você tem que estar bem. Quando você sai, ficamos acordados de tanta preocupação, pois não sabemos qual notícia vai ser: batida de carro, um pé quebrado. Você cresceu, filha, está na hora de começar a ter responsabilidade. Se não pensa em você, pensa na gente e nas pessoas que te amam.

Baixo a cabeça, sem conseguir encarar eles. Meus pais nunca tinham falado isso sobre mim.

- Desculpa! Prometo que vocês vão ter orgulho de mim. A partir de hoje, não vou causar mais tanta preocupação em vocês.

- Já somos orgulhosos. Mesmo tendo tudo, você não deixa de ajudar quem precisa. Você é a coisa mais linda das nossas vidas.

- Obrigada por ser um pai tão perfeito. Eu amo vocês.

- Também te amamos.- Eles dizem isso juntos.

Subo as escadas pensativa, tomo um banho, visto um pijama e me deito.

- Preciso dar um rumo à minha vida. Não posso continuar assim. - Falo olhando para o teto.

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Autora - Oi, queridos leitores, vamos embarcar em mais uma história.

Espero que continue comigo, ela é uma história curta, poucos capítulos. Comentem bastante para eu saber se vocês gostaram, ando um pouco insegura na escrita, por isso a demora em postar novas história, estou com 9 livros para compartilhar aqui, então conto com a ajuda de vocês. Curta, comente, deixem a opiniões de vocês, vou ler e responder cada uma.

Capítulo 2 Vem morar comigo.

Bato na porta e ele abre, seus cabelos levemente molhados mostram que ele acabou de sair do banho.

- Uau, como você está lindo hoje. - Falo me aproximando lentamente, envolvo meus braços em seu pescoço e lhe dou um longo beijo. Logo em seguida, ele me envolve num abraço. - Que bom que voltou, estava com saudades.

- Você sabe que nunca vou te deixar. Eu te amo, e já não suporto ter que contar as horas para te ver.

- O que fez de bom hoje?

- Pensei em você o dia todo.

- Só isso?

- Você perguntou o que fiz de bom, e pensar em você é maravilhoso.

- Que lindo.

- Linda é você. - Seus olhos estão nos meus, sem nos afastar ele desliza seus dedos sobre meus lábios. - Que saudade dessa sua boca. - ele me beija intensamente, apertando seu corpo no meu continuamos nos beijar, eles sempre são quentes. - Acho que está vestida demais.

- Vou resolver isso. - abro os botões do meu vestido e deixo deslizar sobre meu corpo. - E agora, estou como queria?

- Ainda não. - Leve me coloca de pé, uma das minhas pernas coloca em cima da cadeira e em seguida ajoelha na minha frente, beijando o interior da minha coxa dando leves mordidas nelas. - Posso? - ele pergunta passando o dedo na minha intimidade.

- Nossa. Deve. - Falo ansiosa.

- Perfeita. - Lentamente ele desliza sua língua sobre ela, uma mão ele apoia na minha bunda fazendo minha perna se abrir mais um pouco. Suas sugadas passam a ser exigentes. Estou num misto de sensações, tesão, desejo, vontade de me entregar a ele completamente. - Gostosa, não goza porque tenho muitos planos para fazer com você.

- Hum... eu não aguento mais. - Falo sentindo minhas pernas tremerem. Sinto um sorriso se formar, ele dá um beijo na minha intimidade e fica de pé.

- Deita. - Fala quase ordenando, faço o que ele pede e encaro seus olhos.- Abre bem essas maravilhosas pernas, quero te ver assim, porque hoje você será todinha minha a noite inteira.

- Estou ansiosa para isso acontecer. - Ele se encaixa entre minhas pernas e, sem muita demora, afunda seu enorme membro em mim. - Ahh, caralho, que homem gostoso. - Aperto meus dedos no lençol e, sem perceber, não consigo controlar meus gemidos.

- Seus gemidos são música para os meus ouvidos. - Ele fala, me dando um demorado beijo. - Em seguida, se afasta e me coloca de quatro. - Que bunda linda. - Um forte tapa me faz gemer. - Isso, amor, grita, minha safada. - Foi o sexo mais gostoso que fizemos. Ao terminar, ele cai do meu lado e me puxa para seu peito. Seu corpo nu, colado no meu, nossas respirações ofegantes. Ele me olha e faz carícias no meu rosto. - Você é perfeita, Lupita.

- Você também, amor. Poderíamos facilmente ficar assim para sempre.

- Por que não ficamos? Vem morar comigo. Eu amaria ter você todos os dias ao meu lado. Você sabe o quanto te amo. - Encaro seus olhos e suspiro tristemente. - Ei, o que houve?

- Como eu queria que tudo isso fosse real.

- E quem disse que meus beijos não são reais? Seu amor por mim não é real?

- Claro que é, mas eu queria te ter de verdade, só para mim. Sentir seu perfume, o gosto da sua boca, seu toque. Eu preciso de você na minha vida. Não sei se vou conseguir aguentar essa situação por mais tempo.

- Ei! Eu te amo demais. Se você me pedir para te deixar, eu não seria capaz.

- Nunca te pediria isso. Já faz um ano que estamos juntos e essa ideia nunca passou pela minha cabeça. Não quero que você vá embora nunca mais.

- Então eu vou ficar para sempre com você, meu anjo.

- Me diz seu nome, um ano sem saber nada sobre você não está sendo fácil. - Sem conseguir segurar, deixo as lágrimas escorrerem.

Deve estar se perguntando quem é ele. Pois bem, ele é o homem dos meus sonhos, literalmente meu sonho. Há um ano que ele vem me ver, no começo éramos apenas amigos, mas quando dei por mim, estava ansiosa para a noite cair e sonhar com ele. Como é possível um sonho ser tão real, amar tanto alguém que eu desenhei na minha mente? Meu Deus, como é que eu deixei esse sonho tomar conta do meu coração.

- Eu sou seu sonho, meu nome vai ser o qual você escolher.

- Assim não tem graça, eu quero você na minha vida, na minha realidade. - E assim eu acordo, suando, respiração pesada e com lágrimas nos olhos. Sabe o que é mais louco? Eu sei que estou sonhando, por isso ele é tão perfeito. Fico um tempo frustrada e confusa, ele parece tão real, como posso sonhar todos os dias durante 1 ano inteiro, sem exceção de um único dia? Droga!

Levando com vontade de voltar a dormir, tomo um banho e me arrumo para mais um dia na faculdade. Hoje tive que levantar mais cedo porque estou sem carro e não falei para meus amigos. Essa vai começar a ser minha primeira mudança, sustentar os meus b.os sozinha, sem depender dos outros. O próximo passo vai ser arrumar um trabalho. Chego na cozinha e meus pais já estão me esperando.

- Bom dia, pai. Bom dia, mãe.

- Bom dia, meu amor. - Ele fala dando um beijo na minha testa.

- Bom dia, minha princesa.

- Quer uma carona, filha?

- Obrigada, pai, mas não. Eu falei que ia dar orgulho para vocês e é isso que vou fazer.

- Você já é o meu orgulho, filha!

- Eu sei, pai, mas mudar faz bem! Bom, deixa eu correr porque são dois ônibus até a faculdade.

- Pega meu carro. - Minha mãe fala sem pensar.

- Amor?

- Ah, coitada da menina.

- Ai ai, a senhora não existe. Vou recusar, mãe. Está na hora das garotas de vocês crescerem. Não é mesmo?

Meu pai olha para mim com tanto orgulho. Realmente, eu quero tentar. Eu preciso mostrar para mim mesma que eu consigo caminhar sozinha. Minha vida toda, eles fizeram tudo por mim. Sempre tinha alguém para me socorrer. Percebi que, para eu crescer e ter realmente responsabilidades, preciso parar de pedir ajuda.

Chego na faculdade alguns minutos antes do sino bater. Percebo que as pessoas estão cochichando e me olhando estranho.

- O que houve?

- Não sei, Rian foi lá ver. - Rafa fala, segurando minha mão.

Rafaella é uma das minhas melhores amigas. Ela tem 25 anos e sempre foi apaixonada pelo Rian, mas ele nunca prestou atenção nos sentimentos dela.

Fico de longe, olhando a reação do meu amigo. Percebo que ele está bravo. Algo me diz que é sério.

- Lupi, vamos para a sala. - Renata se aproxima, me olhando, e sai me puxando pelo braço.

Renata tem 22 anos. Ela é estudante de arquitetura. Vejo nela a irmã que eu não tenho. Somos amigas desde que eu tinha 4 anos. Com os anos passando, nossa amizade foi se fortalecendo. Ela é irmã do Benício. Apesar da pouca diferença de idade, ela o protege mais do que qualquer pessoa.

- Não, eu quero saber o que está acontecendo!

Capítulo 3 Já estou até vendo o tipo de professor que ele é!

Vejo Rian pegando um papel e colocando no bolso.

- Para de ser teimosa! - Ele fala, vindo em minha direção.

- O que está escondendo aí, Rian?

- Só pode ser louca! - Ouço alguém falar e o pessoal me olha rindo. Meus amigos encaram eles com raiva, e TENHO quase certeza de que Rian está se controlando.

- Vai para a sala, Lupita. Não vê que estamos tentando te proteger? - Benício fala se colocando na minha frente.

Benício tem 23 anos. Ele é muito inteligente, bonito e sedutor. Apesar de Renata e eu termos crescidos juntas, conheço ele a 7 anos. A primeira impressão que ele teve ao meu respeito, foi acreditar que era uma patricinha metida. Com a nossa aproximação criamos um vínculo especial.

- O que deu em vocês? Se for de novo um dos meus desenhos que está circulando por aí, pode deixar falar, eu não ligo!

- Você já sabia? - Renata pergunta surpresa.- Por que não contou? Somos seus amigos, precisamos saber se estão te incomodando.

- Claro que já sabia, colocaram até num grupo do WhatsApp, vocês acham mesmo que isso vai me afetar? Eu não sou mais uma criança, vocês não precisam ficar me protegendo toda hora.

- Mas eu ligo, eles têm que aprender a respeitar as pessoas. E pra mim você continua a mesma baixinha, nada vai mudar.

- Rian, não fica se estressando à toa, lembra na quarta série que implicaram com o meu cabelo e você queria bater em todo mundo, eu não deixei e não demorou dois dias e as crianças pararam. Eles vão arrumar outro assunto e vão esquecer disso.

- Não estamos na 4ª série, somos adultos, e as pessoas deveriam se comportar como tal! Elas são cruéis e eu não vou deixar ninguém te fazer mal.

- Eu sei, Rian. Obrigada por sempre cuidar de mim, mas sabe, deixa serem cruéis. Na verdade, às vezes até eu tiro sarro de mim. - Falo rindo. - Pensa que loucura, a pessoa é apaixonada por alguém que não existe e com a pessoa que sonha, faz planos de casar e construir uma família e a única coisa que tenho dele são meus desenhos dos nossos momentos. É loucura. - Falo tentando acalmá-lo.

- Realmente, amiga, você está a um passo de ser internada com camisa de força. - Renata fala gargalhando.

- Nem me fala, é loucura demais. - Benício ri, mas para ao olhar para o Rian.

- Imagina você sonhar que está grávida e acordar grávida.

- Credo, Raffa, aí não vale. - falo rindo.- Mas vamos ser sinceros, ele é gato, não é?

- Tenho que concordar, um desses ,só em sonho mesmo.- Renata brinca.

- Parem de rir, não tem a menor graça. Ilusão ou não, isso só diz respeito a você, Lupita. Ninguém tem o direito de fazer chacota ou espalhar coisas sobre você.

- Tem sim, cara. - Benício bate no ombro do Rian. - Eu sei que você está rindo por dentro.

- Veja se eu tenho cara de que estou achando graça!

Rian sempre foi o mais ranzinza da turma, o mais cabeça, o mais educado e o que pega minhas dores, como se fossem dele. Ele tem 26 anos, também está estudando direito, está no último ano. Sempre fomos como se fôssemos um só. Apesar da diferença de idade, ele é o homem mais incrível que conheço.

Amo ele demais, mas não é amor como vocês pensam. É um amor de irmãos, como ele sempre fala. Ele me ama mais que seu próprio irmão, pois aquele está perdido na vida. Os dois nunca se deram bem.

Entro na sala de aula e começa minha saga. As pessoas me julgam muito, pois meu pai é dono da faculdade em que estudo. Eles dizem que eu sou privilegiada por causa disso, mas não. Eu estudo muito para que eu possa, pelo menos nos estudos, dar orgulho a eles.

- Bom dia, turma! - meu professor preferido nos cumprimenta com um sorriso. Como se fosse ensaiado, todos nós respondemos ao mesmo tempo.

- Bom dia!

- Bom, vejo que não faltou ninguém. Assim posso me despedir de todos vocês.

- Como assim se despedir? Não vai não. - falo me colocando de pé.

- Obrigado, Lupita, pelo carinho! Mas acho que vocês já viram que eu já não sou mais um menino, né?

A turma toda fica chateada e começa a reclamar todos de uma vez. Eu, principalmente. Ele é o melhor professor que alguém poderia ter. Vou na sua direção e dou um abraço nele, os outros também fazem o mesmo.

O estranho foi meu pai não ter me dito nada, por mais que seja meu tio Afonso que é o diretor, nada passa sem a autorização do meu pai.

- Meus queridos alunos, continuem assim, vocês têm um futuro incrível pela frente. Vou levar cada um de vocês para sempre na minha memória. - Ele sorri um pouco triste. - O novo professor está um pouquinho atrasado...

- Já estou até vendo o tipo de professor que ele é! - Falo, interrompendo-o, demonstrando toda a minha frustração. - Ninguém pode tirar seu lugar.

- Saiba que eu não vim tirar o lugar de ninguém! Ele mesmo me procurou! E antes de me julgar, me conheça. Sou o tipo de professor que detesta aluno mal educado.

Ouço aquela voz que me parece familiar. Quando levanto a cabeça para responder, não consigo acreditar no que está diante dos meus olhos. De imediato, sinto minha boca secar, meu corpo tremer. Todos na sala estão olhando diretamente para mim. Por um ano, todos tiraram sarro por desenhar o homem dos meus sonhos, e ele está bem aqui na minha frente.

- Oras, o gato comeu sua língua?

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