Madson Garcia
Taylor_ Aaaahhh! Não acredito que você está aqui!
Minha melhor amiga grita ao me ver parada diante de sua porta, carregando a enorme mala.
Madson_ Eu disse que viria, não disse?
Respondo com um sorriso ao retribuir o abraço caloroso dela.
Taylor_ Você falou isso nos últimos dois anos, mas sempre dava uma desculpa na hora H.
Tay diz, puxando-me para dentro do seu apartamento e fechando a porta em seguida.
Madson_ Sabe que eu não podia deixar a vovó sozinha com o Juan.
Taylor_ É, eu sei, sinto muito pela sua perda, eu adorava a sua avó.
Madson_ Obrigada.
Taylor e eu nascemos em El Paso no Texas, um belo lugar para se viver, uma cidade multicultural com forte influência mexicana, país com o qual faz fronteira. Não por isso, sou filha de uma mexicana com um texano.
Minha mãe era uma prostituta que morreu no meu parto, já meu pai não faço ideia de quem seja, tudo que tenho dele são os olhos verdes e mais nada, sempre foi vovó, meu irmão mais velho Juan e eu.
Não podia contar muito com Juan, pois esse estava sempre metido em alguma confusão e constantemente vovó e eu precisávamos tirar dinheiro de onde não tínhamos para pagar alguma dívida dele.
Por conta disso, precisei começar a trabalhar muito jovem, pois só vovó, com sua aposentadoria, não daria conta de nos sustentar e ainda livrar meu irmão das roubadas.
Foi assim que conheci a Tay, fui trabalhar na lanchonete dos pais dela com quatorze anos, ela é três anos mais velha que eu e na época estava no último ano do ensino médio, mas isso não nos impediu de nos tornarmos amigas, na verdade, ela era a única amiga que eu tinha.
Quando ela se formou, foi para a faculdade do Texas, o que possibilitou continuar vivendo com os pais e ajudar na lanchonete.
Até o dia em que conseguiu um estágio em uma grande, ou melhor, gigantesca empresa de publicidade em Nova York, então transferiu o seu curso e se mudou para lá.
Ela queria que eu fosse junto, mas como poderia deixar a vovó sozinha com o irresponsável do meu irmão? Além disso, ainda faltava um ano para me formar no ensino médio, e com somente dezessete anos, eu era menor de idade, não poderia atravessar o país sozinha.
Disse a ela que assim que me formasse iria para Nova York também, mas isso não aconteceu.
Vovó ficou doente e seria impossível sair do lado dela.
Só agora, dois anos depois, e ainda no luto pela morte de minha avó, é que pude vir.
Juan já era um homem adulto.
Aos 22 anos, era bem capaz de se virar sozinho e, se fizesse alguma merda, bem, ele teria que lidar com as consequências dos seus atos.
Estava na hora de pensar em mim, de seguir os meus sonhos, na escola tive aula de música e aprendi a tocar violino e piano, eu era boa ao menos era o que meus professores diziam, eles até queriam me ajudar a entrar em uma renomada escola de artes a Julliard, mas com a doença da vovó e o trabalho na lanchonete isso se tornou impossível e eu tive que abrir mão do meu grande sonho.
Eu sabia que havia perdido a minha oportunidade de entrar na Julliard, mas ainda poderia viver de música, sei lá, tocar piano em algum restaurante ou algo do tipo.
Segundo a Tay, eu também poderia participar de audições para entrar em uma orquestra e isso seria uma grande oportunidade para eu entrar de cabeça nesse mundo.
Taylor_ E o Juan, como ficou com a sua mudança?
Tay e Juan haviam tido um breve relacionamento, mas ele estragou tudo como sempre, e ela se afastou dele, mesmo sendo muito apaixonada pelo idiota.
Nunca soube bem o que rolou para eles terminarem, nem um dos dois me falou sobre isso, mas eu sabia que a culpa era do meu irmão.
De qualquer maneira, foi melhor para a Tay, ela era linda com seus cabelos loiros e olhos castanhos, a garota parecia uma modelo.
Além de bonita, ela é super inteligente, merecia mais do que uma vida fodida ao lado do meu irmão.
Tanto é que, após o estágio, acabou sendo contratada pela empresa e atualmente é uma orgulhosa funcionária da Omnicon Interprise a maior empresa de publicidade do mundo.
Madson_ Ele não disse muita coisa, somente que já esperava por isso.
Solto um suspiro triste pensando em meu irmão.
Madson_ Só espero que ele fique longe de problemas.
Taylor_ Ele vai ficar, e se não ficar, não é culpa sua, você só tem dezenove anos, era para ele estar preocupado com você e não o contrário.
Madson_ Verdade, mesmo assim não consigo me desapegar dessa sensação de medo, sabe, de que a qualquer hora vou receber uma ligação falando que ele está com problemas.
Taylor_ Entendo, mas chega de pensamentos tristes, você está em Nova York!! Vem, vou te mostrar o seu quarto e fazer um tour pelo meu humilde apartamento.
Ela me mostrou o meu quarto e fiquei pasma ao descobrir que teria o meu próprio banheiro, assim como uma cama só para mim. Eu sempre dormi com a vovó e o Juan dormia na sala, visto que nossa casa era minúscula.
O resto do apartamento era legal também, a sala era bem grande e havia uma cozinha que minha amiga disse que raramente usava, pois era péssima em cozinhar e eu tinha que concordar.
Mas disse a ela que isso iria mudar, pois eu amava cozinhar e não me importava de fazer isso por nós duas.
O apartamento também tinha uma pequena lavandaria, o que era bem prático e claro, o quarto da Tay que ficava de frente para o meu.
Tudo era mobiliado, dava para ver que minha amiga tinha uma boa vida aqui em Nova York.
Taylor _ E então? O que achou da minha humilde residência?
Madson_ Uau! Você tem se dado nessa cidade em?
Taylor _ É, eu não posso me queixar, embora ainda não tenha chegado onde eu quero.
Madson_ Apesar de não entender nada de publicidade, tenho certeza de que você vai fazer muito sucesso ainda.
Taylor_ Estou trabalhando para isso, mas, mudando de assunto, que tal se eu te ajudasse a desarrumar as suas malas em seu quarto e depois e a gente saísse para comemorar a sua chegada em Nova York e a sua nova vida aqui?
Madson_ Ah, não sei, eu estava pensando em começar a procurar um emprego, minhas economias não vão durar para sempre.
Taylor_ Amiga são seis horas da tarde de uma sábado, não vai conseguir encontrar nada hoje, tire o final de semana para descansar e segunda você começa a sua jornada, também vou te ajudar, podemos pesquisar na internet alguns desses restaurantes chiques que costumam ter um pianista ou violista tocando enquanto os clientes comem e você pode ir até lá oferecer os seus serviços.
Madson_ Isso seria ótimo, assim terei uma direção por onde começar.
Taylor_ Então está tudo acertado, amanhã faremos as pesquisas e segunda você vai aos endereços que conseguirmos.
Madson_ Tudo bem.
Taylor _ Agora vamos guardar as suas coisas e sair para beijar algumas bocas!!
Gostaria de ter a empolgação da minha amiga, nunca fui muito de festas e baladas, quer dizer, nunca tive tempo para isso, estudando, trabalhando e cuidando da minha avó, eu mal tinha tempo para dormir.
Taylor _ Por que está me olhando com essa cara? Vai dizer que ainda continua virgem.
Madson_ Totalmente, você sabe que eu nunca tive um namorado, e nem ao menos saí com um garoto.
Taylor_ Ah, mas você deve ter dado uns beijos em algum gatinho.
Madson _ Se isso tivesse acontecido, você seria a primeira a saber. Nunca tive tempo para essas coisas e nem vontade.
Aquilo era verdade, não era só por falta de tempo que eu nunca havia me envolvido com alguém, era também por falta de interesse, os garotas da escola e os caras que iam na lanchonete flertavam comigo o tempo inteiro e muitas vezes era chamada para um encontro ou algo do tipo, mas nenhum deles me despertava qualquer interesse, e eu estava mais ocupada para isso.
Agora, no entanto, as coisas haviam mudado, eu poderia pensar em mim e nas minhas vontades, mas ainda assim não queria sair, por aí beijando qualquer um.
Sei lá, acho que sou do tipo romântica e, aos dezenove anos, ainda quero que o meu primeiro beijo seja com alguém que faça o meu coração acelerar e borboletas se agitarem dentro da minha barriga.
Se é que isso acontecia mesmo, às vezes eu tinha dúvidas se não estava me deixando levar pelos romances bregas que eu adorava ler.
Madson Garcia
Madson_ Não sei se é uma boa ideia sairmos, nem tenho roupa para isso, acho que prefiro ficar em casa assistindo a um filme e comendo pipoca.
Taylor_ Nada disso, nós vamos para a balada hoje, nem que eu tenha que te arrastar, está na hora de curtir a vida, Mad. Sua avó já se foi e seu irmão é um adulto. Agora você pode agir como uma garota normal, sair, beijar uns caras, quem sabe até arrumar um namorado?
Madson_ Não quero nada disso, só quero arrumar um emprego e poder te ajudar nas despesas e...
Taylor_ Nem continua, amiga, só relaxa, vem, vamos ao meu quarto, vou encontrar alguma coisa para você usar.
Ela sai me puxando pela mão, fico boquiaberta ao ver o armário abarrotado de roupas e sapatos, muitos deles ainda estão com etiquetas.
Madson_ Pelo visto você continua uma consumista assídua.
Taylor_ O que posso fazer se adoro ir às compras e você sabe, em meu trabalho precisamos estar sempre bem vestidas, preciso de um guarda-roupa extenso.
Ela diz, dando de ombros e procurando alguma coisa entre os cabides.
Taylor_ Aqui, esse vestido azul-escuro vai ficar perfeito em você.
Madson_ Eu não posso usar isso, ele está com etiqueta, você deve ter alguma coisa já usada aí para me emprestar.
Taylor_ Não seja boba, sabe que não me importo com essas coisas, além disso, ele vai ficar muito mais bonito em você, eu não tenho as suas curvas perfeitas.
Olho para o vestido ainda em dúvida quando ela me entrega um par de sandálias de salto alto e me coloca para fora do quarto.
Taylor_ Vá tomar um banho e se arrumar, quero você linda para esta noite.
Sem muita opção e conhecendo bem a amiga que tenho, faço o que ela mandou.
Quando já estou usando o vestido e a sandália que ela me deu, Tay entra no quarto com uma maleta de maquiagens e me olha avaliativamente.
Taylor_ Garota! Não sabe como tenho inveja desse seu corpo, a se eu tivesse essas curvas, teria os homens aos meus pés.
Madson_ Até parece, você é linda, poderia até ser uma modelo, ou sei lá, uma atriz famosa.
Tay sorri e dá uma voltinha, ela já está pronta, devidamente vestida e maquiada.
Taylor _ Eu sou gata mesmo, né? Mas você é diferenciada, Mad e acho que não faz ideia do quanto é bonita, mas vou te ajudar a se descobrir.
Ela me faz sentar na cama e abre a sua maleta, revelando diversos tipos de maquiagem. Parece até que minha amiga está me fazendo de boneca.
Taylor_ Você está pronta, só falta uma coisa.
Madson_ O quê?
Taylor_ Isso.
Minha amiga desmancha o meu inseparável coque e meus cabelos caem em uma cascata negra e ondulada pelas minhas costas até a minha bunda.
Taylor _ É isso aí! Agora, sim, você vai deixar todos os homens daquela boate babando.
Não falei nada, não queria estragar a empolgação da minha amiga, mas a última coisa que eu queria era chamar a atenção para mim, principalmente dos homens. Eu nem saberia como me comportar perto de um cara, tipo para flertar, entretanto, essa noite, por algum motivo, eu estava me sentindo ansiosa.
Saímos de casa por volta das dez horas da noite, o que achei estranho, pois esse era o horário em que as pessoas estavam indo para a cama em El Passo. Mas A Tay me disse que Nova York nunca dorme e que dez horas aqui ainda eram relativamente cedo.
Quando entramos no táxi, eu tive que concordar com ela, as ruas estavam lotadas de gente, a maioria das lojas ainda estavam abertas e os diversos letreiros piscavam por toda parte.
Madson_ E então para onde nos vamos?
Perguntei, me sentindo empolgada de repente, talvez por me deixar contagiar por aquele clima glamouroso da cidade.
Taylor_ Hoje temos uma comemoração da empresa na boate mais badalada da cidade, a Sírios.
Madson_ Comemoração?
Taylor_ Sim, nossa equipe conseguiu um contrato de uma campanha milionária e o CEO está oferecendo uma noite com tudo pago para nós, com direito a acompanhante.
Madson_ Uau!
Taylor _ Tem ideia de como estou ansiosa por isso? Nunca vi o chefe antes.
Madson_ Como assim nunca viu, você está lá desde o estágio.
Taylor _ Acontece que o todo-poderoso é não somente o CEO, mas também o dono dessa empresa e de muitas outras espalhadas pelo mundo. O cara viaja muito e somente os funcionários de alto escalão têm contato com ele.
Madson_ Ele deve ser muito ocupado, então.
Minha amiga balança a cabeça, fazendo que sim.
Madson _ Mas você não viu nem foto dele?
Taylor_ Não, ele é muito discreto e não costuma sair muito nos jornais. Eu não o culpo, se fosse uma bilionária podre de rica, também não ia querer que as pessoas soubessem quem eu sou.
Madson_ O mesmo digo eu, você sabe como odeio chamar atenção.
Taylor_ Garota, é até engraçado te ouvir dizer isso, com essa aparência você nasceu para chamar a atenção.
Madson _ Exagerada.
Taylor_ Não sou não, os caras babam literalmente por você, só é muito lerda e inocente para prestar atenção ao seu redor.
O táxi para e vou pagar a corrida, mas a Tay é mais rápida que eu e entrega uma nota ao motorista, em seguida abre a porta e me puxa para fora do carro.
Mad _ Ei, eu ia pagar.
Tay_ Fui eu quem te convidei, então eu pago.
Madson_ Na verdade não foi bem um convite, foi uma intimação, eu quase fui arrastada até aqui.
Ela sorri e dá de ombros sem dizer nada.
Quando chegamos à entrada da boate, o lugar está lotado, a fila está dobrando o Quarteirão e minha empolgação vai se desfazendo.
Madson_ A Tay, é melhor voltarmos para casa, vamos ficar a noite inteira nessa fila.
Taylor_ Quem disse, eu tenho dois passes vip, garota, cortesia da Omnicon Interprise não vamos pegar fila.
Passamos por todas aquelas pessoas que nos lançam olhares de raiva e seguimos até a portaria.
A Taylor, nem se importa e ignora a todos enquanto me puxa pela mão como se eu fosse uma criança.
Ela entrega os nossos passes a um dos seguranças e ele nos deixa entrar, não sem antes me olhar dos pés à cabeça e me lançar uma piscadinha.
Fico sem graça na mesma hora, e sinto minhas bochechas aquecidas, um fato sobre mim, sou muito, mas muito tímida, não tenho a mínima desenvoltura social, por isso a Tay é a minha única amiga e por isso não sei flertar.
Entramos na boate e a música alta explode no ambiente, a pista de dança está lotada e há tanta gente que é difícil de caminhar.
Me pergunto como a Tay pode gostar disso, porque eu definitivamente já não curti de cara.
Caminhamos até uma escada e a Tay mostra nossos passes mais uma vez para uma mulher muito bonita e elegante e ela nos deixa subir.
Taylor_ Vamos para a área vip, é lá que está o pessoal da empresa.
Assinto e subo com ela, ficando surpresa e admirada quando vejo um extenso salão cheio de poltronas confortáveis e um bar bem menos lotado do que o lá de baixo.
Também é possível circular livremente pelo local e ter uma vista da pista de dança fervendo lá embaixo.
Taylor_ Vem, vamos pegar uma bebida, preciso de álcool para começar a noite.
Sigo minha amiga até o bar, ela pede uma tequila e eu um refrigerante, isso após tentar pegar uma tequila também e o barman me pedir a identidade.
Como só tenho dezenove anos, apenas mudei meu pedido, fazendo o barman e a Tay rirem de mim.
Madson. Não custa tentar, não é mesmo?
..._ Por mais gata que você seja, não posso perder esse emprego.
O cara diz, lançando uma piscadinha em minha direção e indo atender outro cliente.
O que há com essas caras e suas piscadinhas?
Abaixo a cabeça envergonhada enquanto a Tay continua a rir de mim.
Taylor _ Venha, vou te apresentar o pessoal com quem trabalho, eles são legais, você vai gostar deles.
Assinto e a sigo, mas paro por um momento, sentindo que estou sendo observada, olho para todos os lados, mas não vejo ninguém. Mesmo assim, sinto aquele frio na barriga como o prenúncio de que algo vai acontecer, só não sei se é algo bom ou ruim.
Luck Coleman
Saio de casa de mau-humor, ainda não sei se foi uma boa ideia me deixar convencer pelo meu melhor amigo e vice-presidente das minhas empresas, presentear a equipe que me garantiu um contrato milionário com uma noite vip na Sírios. Eu devia ter dado a cada um deles uma bonificação justa e pronto.
Mas não, eu que tinha que ir na onda dele, estava óbvio que o Zack só inventou essa história de comemoração para se aproximar de uma das garotas da equipe de quem está a fim há semanas, mas ainda não havia conseguido se aproximar dela, já que só se viam em ambiente profissional.
De qualquer maneira, é tarde demais para voltar atrás, e talvez eu deva me divertir um pouco, tenho trabalhado demais e transado de menos.
Aos vinte sete anos, não procuro nada mais do que sexo casual, por que me envolver com uma mulher só, se posso ter uma buceta nova a cada noite?
Estou fora de relacionamentos a única vez que me envolvi com alguém a história não acabou bem, eu odiava ser cobrado e não tinha tempo para dar atenção a Mia, embora gostasse dela, no fim ela me deixou por outro e não de uma maneira pacífica já que eu os peguei trepando no banheiro de um restaurante, a história e longa e até mesmo absurda.
Mas só serviu para ter certeza de que relacionamentos não são para mim.
Entro em meu carro e dou a partida, não sei porque, mas me sinto ansioso.
Luck_ É, eu realmente preciso transar.
Falo sozinho enquanto dirijo.
Muitas pessoas em minha posição andam cercados de segurança e nem mesmo dirigem o próprio carro, é por isso que preservo a minha privacidade e poucas pessoas sabem quem sou eu.
Assim posso levar uma vida normal dentro do possível, eu ainda tenho meus seguranças, mas eles se matem à paisana, o que possibilita eu ir aos lugares sem chamar muita atenção, e só uso o motorista quando não estou a fim de dirigir.
Ser anônimo também afasta pessoas interesseiras, e no caso das mulheres isso é ótimo.
Quer dizer, elas continuam caindo aos montes em cima de mim, mas, modéstia parte, elas vêm pela minha boa aparência.
Não vou me fazer de humilde, sei que sou atraente com meus um metro e oitenta e seis de altura, cabelos loiros e olhos cor de mel, além de um corpo musculoso devido à minha extensa rotina de exercício.
As mulheres suspiram por onde eu passo.
Convencido, não, só realista mesmo.
Chego na Sírios, apresento o meu cartão vip e entro ignorando a enorme fila de pessoas que aguardam do lado de fora.
Conheço cada um dos meus funcionários, embora eles não saibam quem sou e isso me permite avaliá-los sem que saibam.
Muitos deles já estão aqui, mas a Taylor Bryant a garota que Zack está de olho, ainda não apareceu, isso explica porque ele está conversando animadamente com algumas mulheres.
Penso em me juntar a ele, já que minha missão aqui hoje é só encontrar uma transa sem compromisso, mas nenhuma das companhias dele me chama atenção, então somente pego uma bebida e escolho um canto qualquer onde possa observar tudo sem ser notado, assim poderei encontrar uma presa sem ser incomodado.
Fico ali por cerca de quinze minutos e começo a me sentir entediado até que vejo a Taylor Bryant entrar, mas o que chama a minha atenção é a linda morena que a acompanha, ela é deslumbrante tanto que fico sem palavras diante de tamanha beleza.
O vestido azul que a morena usa marca perfeitamente sua cintura fina e bunda empinada, sem contar as belas pernas torneadas e os seios de tamanho médio do jeito que eu gosto.
Para completar, tem os longos cabelos. Sempre tive um fraco por cabelos cumpridos, além de achar bonito e bem feminino, eu me fantásio enrolando a longas madeixas em minha mão enquanto eu a fodo por trás.
E essa garota com certeza desperta essa minha fantasia.
Mas ela não é só gostosa, ele é... Diferente, mesmo de longe, eu posso sentir que ela tem um ar de inocência e posso chutar que ela é jovem, talvez tenha uns vinte anos.
Zack_ É melhor fechar a boca para não babar.
Luck_ Como me achou aqui?
Zack_ Como se não te conhecesse.
Luck_ Quem é ela?
Pergunto indo direto ao ponto, o olhar dele vai na direção de onde o meu está fixo, já que desde que ela chegou não tirei os olhos dela.
Zack_ Não sei, nunca há vi antes, deve ser alguma amiga da Taylor. Ela é gostosa, cara, já viu como os outros homens cresceram os olhos nela desde que chegou?
Cerro meus punhos olhando ao redor de toda a área VIP e percebo vários e vários olhares de cobiça para cima da minha morena. Isso não devia me incomodar, afinal eu nem a conheço, mas me incomoda e para caralho.
Luck_ Ela é minha.
Zack_ Então é melhor agir, se ficar aí na escuridão só observando, alguém vai fisgar a delícia primeiro.
Luck_ E você, não vai chegar na Taylor? Afinal, foi por ela que inventou essa comemoração.
Zack_ Humm, já entendi tudo, quer que eu tire a minha loirinha de perto dela para que você a pegue sozinha.
Luck_ Até que você não é burro, agora vai logo.
Digo o empurrando, ele dá uma risadinha, passa a mão pela roupa procurando alguma imperfeição, e quando não encontra, vai embora direto para as garotas.
As duas iam em direção ao pessoal do escritório e até vi alguns caras esfregando as mãos quando viram que elas iam até eles.
Felizmente, Zack as interceptou no meio do caminho e tirou Taylor para dançar.
A bela morena voltou para o bar e ficou lá olhando a amiga dançar alheia aos inúmeros olhares masculinos direcionados para ela.
Decido que aquela é a hora de atacar, a presa está sozinha e é só questão de tempo até um idiota qualquer resolver tentar a sorte.
Caminho a passos largos, mas quando estou me aproximando dela, um rosto familiar surge em minha frente.
Luck_ Merda!
Sibilo, baixinho, não esperava encontrar justo a minha prima doida por aqui, ela pode me expor e todos saberam quem sou eu.
Charloty_ Oi, Luckisinho, que milagre é esse, você por aqui?
Olho para o balcão do bar e vejo que três caras se aproximaram da morena, rosno internamente ao ver que eles estão lá querendo o que é meu.
Droga, eu nem ao menos troquei duas palavras com a garota e já estou praticamente tomando posse dela.
Charloty_ Luckisinho!!! Está me ouvindo?
Luck_ Estou Charlotte, eu vim com o Zack, mas já estava saída, a gente se vê por aí.
Charlotte_ A, tá bom, a gente se vê então.
Minha prima diz confusa e eu passo por ela, indo embora.
Não vai ser dessa vez que vou ouvir a voz da morena de belas curvas, mas em breve ela vai me conhecer.
Disco um número em meu telefone e o chefe de segurança da boate atende de imediato.
... _ Pois não, senhor Coleman.
O homem atende ao primeiro toque.
Luck_ Tem uma morena de vestido azul no bar da boate e três homens a perturbando, quero que eles sejam retirados da minha boate, e qualquer outro homem que chegar perto dela essa noite, você dará o mesmo destino.
... _ Ok, senhor, entendido.
Luck_ Ótimo, não quero nenhum cara perto dela e seja discreto, ela pode perceber que está afastando os idiotas.
..._ Saberei como fazer as coisas, senhor.
Luck_ Conto com isso.
Desligo o telefone sem esperar por uma resposta e saio da boate.
Sim, a Sírios é minha, esse é um dos meus muitos investimentos. Embora o foco da Omnicon Interprise seja a publicidade, não é segredo para ninguém que tenho investido em vários segmentos e a rede de boates Siriús é só mais um deles.
Minha fortuna ultrapassa bilhões e, nos últimos anos, após eu assumir o cargo de CEO passado a mim por meu pai que se aposentou e foi curtir a vida com a minha jovem madrasta interesseira, eu consegui crescer nosso império de forma estratosférica.
Entro no carro e vou para o meu apartamento, uma cobertura de frente para o central Parck.
Não consegui uma transa para essa noite, mas consegui uma coisa muito melhor, alguém que mexeu comigo e tirou o meu foco como há muito tempo ninguém fazia, ou melhor, ninguém nunca fez, afinal eu nem conversei com a morena e ela já me tirou o chão...