Dessa jeito você vai se atrasar para a festa - disse sua mãe enquanto terminava de arrumar a cozinha olhando sua filha deitada no sofá
- mãe eu não vou...- respondeu com voz baixa
- como assim não vais? Lú o seus colegas já chamam você de antissocial por favor não se torne como sua tia Beth... você não vai ficar em casa, minha princesa você precisa se socializar mais com as pessoas...
- mãe a festa é na casa da Rita e você sabe que eu não sou amiga dela - no fundo ela não queria admitir que Rita passava o tempo todo a tentar tornar a vida dela num inferno, Rita era uma garota muito superficial, imoral e exibida e o pior estáva namorando o garoto mais bonito da sua turma e ela fazia questão
de exibirr o tempo todo como um troféu e na sua última discussão ela jurou que não iria a sua festa visto que o convite era apenas para humilha-la
- mas a Massuela vai está lá e ela é sua amiga - Glória amava muito a sua única filha Lúcia e por esse motivo ela fazia mais pressão pois temia que ela se torna-se como sua tia Beth uma mulher solitária que nunca desfrutou realmente a palavra viver. Beth sempre foi a melhor aluna da escola cheia de conhecimento mas uma pessoa muito vazia por dentro e Glória acreditava que todo o ser humano precisava de ser equilibrado porque nessa vida somos todos imperfeitos logo errar por viver umas loucuras as vezes também podia ser uma forma de aprendizado e ela temia deixar sua única filha ser tão infeliz igual a sua cunhada que vivia num castelo de cartas infeliz pois embora sua vida financeira prosperasse sua alma está solitária e infeliz
- mãe ...- Lúcia sabia que sua era mestre na arte de persuasão
- deixe a Lú em paz- gritou o pai de forma alegre ao abrir a porta
- pai ! - Lúcia correu para lhe abraçar quando o vio entrar - pai hoje tem festa na casa de uma colega de escola, ela diz que os pais dela não estão em casa e ouvi dizer que vai ter muitos rapazes lá - enfatizou a parte dos rapazes - pai você me dá permissão para ir?
- isso é trapaça - disse a mãe rindo ao perceber que sua filha estava disposta a tudo menos conviver um pouco como qualquer adolescente
- bem - aquele pobre homem já estava acostumado com situações parecidas sua esposa reclamava por sua filha viver trancada em casa enquanto o mundo continuava a girar em sua volta - preciso falar com sua mãe e juntos vamos ver se podemos autorizar ou não...
- pai eu te amo muito, por favor não deixe a mãe te convencer- falou ela baixinha
- eu ouvi isso
Lúcia era focada nos estudos e as vezes até de mais seu pai sentir muito orgulho disso embora as vezes precisava reconhecer a preocupação da sua esposa, ela só tinha uma amiga e raramente ela saía para vê-la, eles temiam que ela se torna-se antissocial e uma pessoa viciada em trabalhar para atingir uma perfeição que não existe pois sabiam por experiência que nessa vida a lei que devia ditar é o equilíbrio em tudo principalmente ao fazer o certo porquê a chance de errar é sempre maior do que a do acerto.
Minutos depois seu pai pareceu em seu quarto que vivia aberto...
- meu amor - disse ele sorrindo enquanto olhava sua filha sentado na sua pequena secretaria
- pai - Lúcia tinha o privilégio de ter um pai tão amoroso e calma que mesmo sem falar nada ela já podia ver em seus olhos sua decisão
- falei com sua mãe e acreditando que podes ir afinal nós confiamos em você e sabemos que se surgir alguma situação menos boa vais agir com sabedoria e bom senso...- suas palavras soaram tão calmamente que Lúcia não sabia como protestar
- pai...
- tens que estar aqui antes das 9 horas - disse ele num tom que parecia imperativo ao perceber que sua amada esposa Glória está a ouvir na sala a conversa, Glória teve que se conter para não rir pois sabia que seu marido era muito Pacífico e dificilmente adotava essa postura...
- está bem pai - Lúcia limitou-se a obedecer.
Eles viviam numa pequena vila de São Jorge logo sempre foram pessoas muito simples e honestas, seu pai trabalhava numa fábrica de algodão enquanto sua mãe era professora em uma das escolas públicas da Vila. O que eles tinham para muitos podia ser pouco mas o pouco quando é servido na mesa com a amor e paz é muito. Para uma adolescente longe da grande cidade Lúcia tinha tudo o que precisava, seus pais a te abriram uma conta a prazo para apoiar os sonhos de sua filha de entrar na faculdade apesar que ainda faltasse algum anos para isso. Depois de quase 10 minutos Lúcia estava pronta
- mãe e pai já estou pronta - sua mãe ficou chocada, sua filha estava vestida de uma forma tão desleixada
- Lúcia você não está a ir comprar pão... é uma festa pelo amor de Deus - incrédula por sua filha ter tão pouca vaidade visto que Glória embora já não se considerava uma mulher jovem ainda cuidava da sua aparência talvez até mais do que quando era realmente Jovem - vamos para o quarto você precisa se trocar agora mesmo se não vais perder toda a festa
- mas mãe - não adiantava protestar sua mãe iria lhe esforçar se fosse preciso
- vamos agora você já está muito atrasada- arrastou sua filha para o quarto e enquanto vasculhava nas roupas de sua filha se apercebeu que já fazia muito tempo que Lúcia não recebia roupas novas - me parte o coração Lúcia, você quase não tem roupas, por que você não fala? - era visível a tristeza em seu olhos assim como suas rugas
- mãe....- a tristeza da sua mãe apertava o seu pequeno coração
- não se preocupe nós vamos fazer compras assim que eu ganhar um pouco de dinheiro esse mês
- não precisa
- claro que sim, você não pode ser apenas inteligente você precisa ser uma mulher em todos por sentidos, afinal algum dia não agora claro eu quero que você me apresente um genro - sua mãe não era uma mulher tímida e as vezes deixava Lúcia mais tímida ainda - vamos tire essas calças jeans e essa camisa que parece ser do seu bisavô...e por favor solte esse cabelo você prende muito ele, vista esse vestidinho lilás
- mãe! - Lúcia não suportava mais aquelas ordens todas - desse jeito vou parece uma pirua lilás
- vais parece uma jovem adolescente - sua mãe tinha razão o vestido lilás era de alça e chegava lhe aos joelhos ela ficaria mais adequada aquela roupa do que a um looks tão casual e informal...- agora pareces uma menina - Glória disse assim que vio a sua filha com o vestido
- mãe não posso usar esse vestido
- por que?
- porque está frio lá fora
- usa essa jaqueta jeans se ficar muito frio - sua mãe lhe soltou o cabelo - agora sim estás linda e pronta - disse ela satisfeita com o resultado
- obrigada... - ela agradeceu embora duvidasse muito de que realmente estivesse bonita usando o único vestido fino e caro das suas roupas
- Lú - seu pai olhou para ela supreso
- pai eu vou chegar cedo eu prometo
- sua boba você está muito bonita - disse seu pai sorrindo
- vai logo, estás muito atrasada - disse a mãe emocionada, antes de sair Lúcia deu um abraço forte em sua mãe e beijou suas bochechas vermelhas - vai ou eu juro que vou te obrigar a passar um gloss labial - contendo as lágrimas Lúcia ao ouvir isso correu e ao ouvir a porta bater seu pai finalmente consegui dizer que o estava em seu coração
- a nossa pequena está a crescer - era difícil ver isso porque Lúcia não vestia de acordo a sua Idade o seu estilo era muito parecido a quando era criança mas naquela noite ela estava realmente uma bela jovem adolescente...
- achas que exagerei? - perguntou Glória preocupada
- claro que não minha deusa venha e vamos aproveitar porque já faz anos que não temos a casa só para nós - falou com um tom de malícia enquanto se aproximava de sua esposa para envolve-la num beijo apaixonado.
Talvez fosse porque aquele vestido era muito leve e Lúcia sentir muito frio ou talvez fosse o seu estômago que estava frio de nervoso mas das duas opções nenhuma importava afinal ele está a tendo calafrios enquanto caminhava em direção a casa de Rita, ela não podia acreditar que mesmo depois de muito protestar lá estava ela a caminho casa da pessoa que ela mais desprezava e o sentimento era mútuo, ao cruzar a avenida ela vio um anúncio de um shows que estava a ocorrer naquele momento, Lúcia sabia que nunca iria se divertir em casa de Rita mas num show de música concerteza poderia ser divertido e dessa forma seus pais não ficariam zangados, olhou com mais atenção e o cantor era muito bonito e parecia bastante inofensivo ir naquele show logo ela decidiu ir lá e fazer tempo para voltar para casa com a missão cumprida....
Estava muito mais cheio do ela que havia imaginado e a multidão grita e jurava amor solene ao cantor que era extremamente bonito era impossível Lúcia não se sentir como um peixe fora d'agua ela não conhecia o cantor e muito menos as músicas aquela sensação lhe mostrou que ela realmente era uma estraterrestre, como uma jovem adolescente não tinha tempo para ouvir músicas?, Lúcia percebeu que não havia nada de errado em tira alguns minutos do seu tempo de estudo para se divertir isso sem dúvida não faria dela uma pessoa menos inteligente então Lúcia se jogou ao som da batida da música e embora n
ão se identificava com as letras cantadas mas a voz do cantor e a forma como ele movia o cabelo no som da sua guitarra Lúcia ficou muito empolgada junto a multidão que a cercava ela não conseguia acreditar que assistir a um show podia ser tão divertido e contagiante ao ponto de perder a noção do tempo. De repente a equipa da iluminação baixou e aos poucos uma voz doce e muito romântica começou a cantar era o mesmo cantor mas nessa música a história era de um amor não correspondido e mesmo depois de várias loucuras para chamar a atenção da pessoa amada não tinha sucesso era como esperanças frustradas a voz do cantor deixou Lúcia totalmente arrepiada e nostálgica era tão estranha essa sensação para ela que seu ser não suportou e decidiu sair daí e apanhar um pouco de ar temendo acabar em lágrimas ao permanecer aí
Lúcia caminhou em direção as traseiras do palco percebeu que não havia nenhum segurança a bloquear a entrada para a área reservada para o cantor e embora ela fosse tímida uma pitada de curiosidade invadiu sua mente e entrou na área restrita, lá havia várias pessoas arrumando tudo as pressas enquanto alguns carros já estavam estacionados na porta naquele momento um homem alto de cabelo loiro escuro pareceu na porta que dava acesso ao palco e embora houvesse uma grande distância seus olhos se cruzaram e se não fosse o barulho do público todos poderiam ouvir o seu coração batendo como um trovão e aos poucos suas mãos suaram
- ei o que você está fazendo aqui? - gritou uma mulher loira alta e extremamente magra
- desculpe - Lúcia se desculpou numa voz tão baixa e tímida que se não fosse pela atenção da mulher que lhe olhava com um olhar assassino e o cantor que estava mais relaxado do que zangado nunca entenderiam realmente suas palavras
- Sol deixe-a em paz - disse o cantor de uma forma tão calmo que o deixou ainda mais sexy, depois de dizer isso ele simplesmente passou por elas e entrou no carro que já estava a sua espera.
- ei - Sol gritou ao perceber o olhar da Lúcia seguindo o cantor - nunca mais se aproxime dele ou você vai se arrepender amargamente - ao terminar ela também saiu do espaço Lúcia em choque seu coração está a mil, ela só conseguia repetir
-ele me defendeu....ele me defendeu
- eu vi a hora que chegaste ontem ou devo dizer hoje? - perguntou Glória ao servir o café da manhã
- não fui na festa Rute ontem - ela falou se forma tão calma que sua mãe quase derramava algo quente nas mãos...
- como assim? - Glória deixou seus afazeres e se sentou perto de sua filha
- mãe eu jurei que nunca iria numa festa dela
- Lú você tem problemas na escola? - ao perguntar o coração de Glória apertou porque não fazia muito tempo desde que numa das escolas da Vila uma adolescente cometeu suicídio por causa do burling e Glória temia mas do que tudo que sua adorada filha fosse vítima também - por favor meu amor confie em mim, conte o que aconteceu? - Glória segurou as mão delicadas se sua filha
- mãe a Rita passa a vida a humilhar a todos - Lúcia sabia que foi sua mãe quem encontrou o corpo daquela menina sem vida no banheiro da escola e que Glória ainda estava profundamente sensível - mas eu juro que ela nunca mais se aproximou de mim
- não acredito! - disse Glória zangada enquanto se levantava - segunda feira vou falar com o diretor
- mãe não é preciso
- é preciso sim ontem foi você, amanhã uma outra e depois outra eu não vou espera que o pior aconteça novamente essa garota precisa ser parada o quanto antes
- pelo amor de Deus! Por que essa gritaria tão cedo? - perguntou o pai ao ver o clima pesado
- querido a nossa filha está sofrendo bullying na escola...- disse a mãe aflita
- mãe! - Lúcia não conseguia acreditar sua mãe tinha transformado uma pequena situação numa quarta Gerra Mundial e por mais que ela tenta explicar o que realmente aconteceu seus pais estavam decididos, iriam exigir uma reunião de pais para se por fim a qualquer caso bullying
Já havia se passado várias horas desde o pequeno almoço e Lúcia já estava ficando com fome então decidiu ir na cozinha que estava cheirando muito bem e sua mãe como sempre era a culpada disso
- mãe o almoço já está?
- só mais dois minutos - Glória que estava atenta ao fogão de repente se virou para olhar para sua filha com curiosidade - Lú se você não foi a festa então aonde estavas ?
- fui num show de música - respondeu enquanto sentava na mesa
- eu não sabia que gostavas de shows? - ainda olhando para ela de vez em quando
- nem eu - Lúcia falou baixinho mas o que chamou atenção da sua mãe foi o brilho nos olhos da filha
- conheceste alguém especial lá?
- não.... não, claro que não - Lúcia podia negar mas sua expressão facial a condenava, sua mãe havia perguntado de forma intencional para ver sua reação e como um bom jogador atingiu seu objetivo ao ver reação da filha
- quem era o cantor? - tentando mudar de assunto ao perceber a bochecha vermelhas no rosto oval da Lúcia
- Cauã...- Lúcia disse de uma forma tão melódica que sua mãe teve que olhar novamente para ela porque não acreditava que era sua filha a falar, Glória sabia que ainda precisaria falar sobre sexo oposto com sua filha mas ela não achou que seria tão cedo e quando se lembrou da desastrosa última conversa sobre menstruação e sexo oposto ela decidiu no coração que dessa vez faria diferente
Glória estava no seu quarto pensando em várias horas como devia começar ela sabia que sua filha era muito inteligente e tímida e última coisa que ela queria era perder a confiança dela então Glória decidiu falar com o coração porque não foi falta de conhecimento que fez com que a última conversa não fosse boa para as duas, ao abrir a porta do quarto da Lúcia Glória ficou suprendida sua filha não estava estudando como de costume mas investigando o cantor do show
- mãe! - Lúcia assustou ao ver sua mãe a sua trás
- gostaria de fala sobre isso? - Glória era professora logo não lhe faltava experiência para falar sobre vários assuntos o problema é que nenhuma mãe está realmente preparada para falar sobre sexo com uma adolescente e Glória conseguia sentir que o problema não era exatamente o assunto mas a forma como vai abordar afinal elas eram pessoas que viviam num vila e as vezes o efeito que as palavras têm nós outros nem sempre são como se pretendia não importa o assunto mas a forma como e dito pode mudar tudo
Lúcia sabia que sua mãe era a melhor amiga que ela poderia ter e apesar do seu comportamento exagerado as vezes na sua opinião ela reconhecia que era motivada pelo extremo amor que sentia por ela então Lúcia está pronta para contar tudo a sua abrindo seu coração...
- mãe eu só sei que assim que o vi olhando para mim meu coração decidiu sair do meu peito, e os meus pés pareciam gelatinas e um suor sem motivo surgiu em todo o meu corpo, mãe isso é normal?
Glória estava sem palavras sua filha estava apaixonada isso era óbvio mas por um cantor famoso isso era tão complicado que ela nem sabia como ajudar a sua filha - meu amor isso é normal eu também senti isso é muita mais
- pelo papai?
- não.- a resposta de Glória deixou Lúcia confusa - eu também fui adolescente e uma vez quando eu tinha quase a sua idade meus pais se separaram e então eu e a minha mãe mudamos de casa, no bairro onde fomos tinha lá um rapaz lindo e charmoso
- E o papai? - Lúcia estava preocupada achando que seu pai talvez não fosse o verdadeiro amor de sua mãe
- calma - Glória não pode deixar de rir - eu também pensava que ele era o amor da minha vida até eu conhecê-lo infelizmente Lú eu me aproximei dele e ao fazer isso sofri a minha maior deceção, ele era um vigarista e a única coisa que vi é que quanto mais eu me aproximava mais o que eu sentia diminuía
- sinto muito - Glória olhava para sua mãe
- eu sei porque eu também senti até conhecer o seu pai na cafeteria, filha o que eu sentia por ele era paixão mas pelo seu pai é o verdadeiro amor
- como você sabe?
- porque a paixão nasce do nada mas o amor se constrói o que você está a sentir vai passar com o tempo e quando você realmente começar a amar alguém ninguém vai precisar te dizer você simplismente saberá porque você olhará para a pessoa e verá seus defeitos e virtudes e o seu único medo será perde-lo porque para amar alguém você precisa conhecê-lo primeiro
- acho que não entendi muito bem
- o amor é como uma semente que com muito cuidado e tempo gera uma grande planta o amor não vêm do nada acredite hoje eu amo mais o seu pai do ontem - as duas começaram a rir...
Foi a conversa mais longe e sincera que Lúcia teve com sua mãe. Ao acordar ela sabia que estava apaixonada e que isso tem cura logo decidiu sair e visitar a sua única amiga afinal já era domingo e embora ela não quisesse a sua mente lhe obrigava a pensar muito no Cauã e ver seus vídeos clipes e entrevista e sua mãe lhe sugeriu sair um pouco para se distrair
- boa tarde dona Teresa a Massuela está?
- Claro que sim - responde alegre ao ver Lúcia uma das maiores alunas procurando sua filha - por favor entre
- obrigada
- queres beber alguma coisa?
- não obrigada. - Naquele momento Massuela apareceu surpresa ao ver Lúcia na sua fala
- Lú o que fazer aqui? Temos alguma prova na segunda feira? - Massuela está aflita elas eram amigas desde sempre e Lúcia nunca foi a casa dela...
- não - Lúcia respondeu envergonhada
- Massuela esses são modos de receber sua amiga?
- está tudo bem dona Teresa eu deveria ter avisado concerteza a Massuela deve estar ocupada
- minha querida a única ocupação da Massuela é roubar coisas na geladeira ela deveria seguir seu bom exemplo, por favor fique e aproveitem estudar juntas enquanto isso vou pegar biscoitos e bebidas
- mãe você disse que os biscoitos terminam? - surpresa
- pra você sim, olhe como estás toda gorda - havia tanto desprezo em sua voz que Lúcia começou a se sentir mal - os biscoitos são para Lúcia que para além de inteligência é muito bonita e magra.- quando finalmente a dona Teresa se retirou Massuela não conseguiu mais evitar se entregar ao choro
- Massuela - Lúcia não sabia o que dizer elas eram amigas embora distantes mas ela nunca imaginou que Massuela era humilhada por sua própria mãe - sinto muito, posso fazer alguma coisa para ajudar?
- tem se torne a filha dela - Massuela falou de forma magoada. Lúcia percebeu que talvez aquele não era o melhor momento para falar com ela então decidiu se despedir da dona Teresa inventando uma desculpa.
- dona Teresa desculpe minha mãe ligou para mim infelizmente não vou poder estudar hoje com a Massuela
- que pena mas está tudo bem?
- sim dona Teresa ela apenas precisa da minha ajuda em alguma coisa
- Lúcia você é uma menina incrível, você ainda ajuda sua mãe com tarefas domésticas eu não sei como a Massuela não imita o seu bom exemplo - o coração da Lúcia doeu infelizmente ela merecia aqueles elogios ela sempre estava estudando e já nem lembrava da última vez que ajudou sua mãe
- muito obrigada dona Teresa, até mais
- mande lembranças minhas a sua mãe
- está bem...- ao saí Lúcia prometeu que ajudaria sua mãe assim que chegasse em casa
A caminho de casa vio novamente o anúncio do show que ainda está no mesmo lugar embora seu coração por um momento deu um salto de alegria ao pensamento que fosse uma publicidade nova mas ao se aproximar percebeu que não era e que provavelmente ela nunca mais o veria e isso faz seu coração doer fortemente... não importava o que ela fazia ela estava constantemente vendo suas fotos ou vídeos ao ponto de que sua promessa de ajudar sua mãe também foi esquecida na cabeça daquela menina só tinha um nome Cauã e por mais que o mundo girasse era sem daria conta
- Lúcia, Lúcia - seu pai chamava por ela mas ela não ouvia nada, sua mãe teve que se aproximar e tirar seus fones
- o planeta terra está chamando, podes se conectar a nossa frequência por favor
- mãe - Lúcia falou de forma tímida ao perceber que já fazia algum tempo que estavam olhando para ela
- acho que as suas viagens ao planeta chamado Cauã deveriam dar uma pausa no jantar
- que planeta? do que vocês estão falando? - o pai de Lúcia estava confuso
- eu não te contei - disse Glória sorrindo
- mãe! - Lúcia ficou brava
- a sua filha quer ser astronauta porque para além de viver no espaço está muito interessada numa super estrela
- minha princesa que sonho lindo podes contar connosco para te apoiar com os estudos - Lúcia só conseguiu sorrir levemente sem poder dizer mais nada ao ver a felicidade de seu pai