Brasil - Rio de Janeiro, 09 de março de 2025.
Cristina
Foi assim que tudo mudou para mim de repente, eu cresci em um orfanato no bairro da Lapa. Nunca me dei muito bem com as outras internas, infelizmente o tempo passa muito mais devagar quando se está em um lugar assim.
Completei dezoito anos há duas semanas, quando isso acontece, as madres nos alugam um lugar para ficar e conseguem um trabalho para termos um pouco de independência.
Meu trabalho era como babá na casa de uma família rica, cuido de uma menina mimada e sem limites... Mas o pior de tudo é que me apaixonei pelo irmão mais velho dela, Anthony.
Ele é bonito demais, estilo playboy e cheio de manias estranhas. Estou me sentindo pressionada por esse relacionamento, ser virgem a essa altura da vida parece estranho para ele.
Prometi que logo isso aconteceria entre nós, mas eu me enganei completamente sobre tudo. Eu não ia trabalhar na sexta-feira, a mãe da pirralha me deu folga e eu já pretendia sair para o cinema com uma colega... Quando recebo uma ligação:
- Cristina, me perdoe, mas tive um imprevisto e você precisa vir trabalhar agora!
Droga, telefonei desmarcando o filme e tive que ir para a mansão praticamente no meio da noite. Assim que cheguei, percebi uma movimentação estranha no quarto do Anthony e ele me disse que estudaria a noite inteira para o vestibular.
Encosto a cabeça e ouço os gemidos de uma mulher, desço as escadas e pego a cópia da chave do quarto dele que ficava com a empregada. Ela sai correndo atrás de mim implorando que eu não faça uma loucura.
Abro a porta e me deparo com ele transando com uma ruiva, meu coração se parte em vários pedaços e eles me olham assustados.
- Era assim que você dizia gostar de mim?
- O que esperava? Você se recusou a me dar o que eu queria e tive que procurar com outras!
O nojo que senti com a fala dele me fez perder totalmente a razão, saí correndo antes que ele me visse chorar. Apenas gritei para a empregada que cuidasse da menina, pois não estou em condições de fazer isso.
Enquanto caminho para minha casa, esbarro com força em um homem alto que usava roupas pretas e estranhamente óculos de sol em plena noite... Ele parecia importante, pois havia seguranças ao seu redor.
- Me desculpe! - Minha voz saiu trêmula, ele estica a mão e me entrega uma flor amassada. Por educação, pego e continuo meu trajeto sem olhar para trás.
Assim que entrei em casa, recebi uma mensagem da patroa me xingando por ter deixado a menina, bloqueei o contato... coloquei a flor amassada sobre a cômoda e tentei dormir.
No dia seguinte, eu tinha algo para fazer no orfanato. Théo é um menino que chegou recentemente e muito carente de afeto pelas coisas que sofreu até chegar ao abrigo.
Ele tem apenas três anos, mas é muito esperto e nos tratamos como irmãos desde o primeiro momento. Quando precisei sair de lá, ele chorou e continua a sofrer... Por isso, preciso ir todos os dias para abraçá-lo.
- Cris! - Ele corre em minha direção e o pego no colo.
A madre superiora se aproxima de nós.
- Me telefonaram há pouco dizendo que você foi demitida, é verdade?
- Sim senhora, mas não se preocupe... Encontrarei outro trabalho bem rápido.
- Por Deus, Cristina! A mulher está furiosa e ela é uma das maiores empregadoras que temos aqui. Essa família sempre nos ajuda com trabalhos para as internas!
- Peço desculpas por isso, madre, mas mudando de assunto. A senhora já pensou melhor sobre o Théo?
Ela vira de costas para nós dois.
- Não podemos menina, você sequer tem um emprego agora. Nunca autorizariam uma adoção... E...
- E? A senhora está evitando olhar para mim, por quê?
Caminho e fico em sua frente.
- Há uma família interessada em adotar Théo, eles são de São Paulo!
- Não é justo fazer isso, nos separar desse jeito. A vida já foi tão cruel e agora até a senhora madre!
- Olhe para mim Cristina, acha mesmo que na atual situação daria um lar melhor para esse menino?
- Um lar feliz é com pessoas em quem ele confia. Nem sabemos quem são essas pessoas que querem levá-lo!
- Sinto muito, mas está decidido!
Apenas ouvindo tudo o que a madre disse, ele sabe que esse pode ser nosso último encontro e me abraça mais forte. Toda a minha vida eu passei aqui esquecida nesse lugar até completar a maioridade. Théo não merece isso e nem ser forçado a se adaptar a estranhos.
Quando eu era menor, havia uma saída secreta, uma espécie de túnel que nos levava para a rua.
- Théo preciso ir...
- Não! - Ele me abraçou e começou a chorar. Eu precisava ter certeza de que essa loucura que estou prestes a cometer seja o que ele deseja.
Saí puxando-o pela mão, quando estive certa de que não nos veriam sair. Corri com ele pelo corredor, era uma caminhada razoavelmente longa, mas valeria a pena.
Cerca de meia hora caminhando pelo labirinto no subsolo, saímos. Sei que já devem estar no albergue me procurando, não posso voltar agora.
- Estou com fome! - O menino resmunga,
Tiro do meu bolso um pouco de dinheiro, seguimos a uma lanchonete e ele come. Meu coração ainda acelera, sei que sofrerei muito para dar uma vida melhor para ele e estou disposta a tudo!
Telefono de um telefone público para uma das meninas com quem divido o quarto, elas não atendem e temo ter que pagar um quarto essa noite.
- Tenho pouco dinheiro, mas tenho uma ideia melhor!
Eu ia para a casa de um amigo ex interno, ele tem um salão de beleza e poderia nos dar abrigo por uma noite. Théo saiu do meu lado no instante em que esse pensamento me distrai.
- Théo? - Chamo-o, acabo entrando em um corredor escuro de uma rua quase deserta.
Não o encontro, mas paro de falar assim que vejo dois homens batendo em outro que implorava pela vida. Um tiro foi dado, eles me olham antes do corpo cair e saio correndo...
Sou pega pouco antes de alcançar a outra rua, eles me levam até a escuridão e temo pela minha vida.
- Onde pensa que vai vadia? - disse um deles, apontando a arma.
- A lugar nenhum, estou procurando meu filho...
- Tão novinha assim!
- Espera, não atira nela. Não acha que essa garota pode ser nossa solução?
Os dois me olham fixamente.
- Ela não parece a Charlotte.
- Não para nós que enxergamos, mas o porte dela... Altura, estilo dos cabelos e até uns traços!
- Tem razão! Isso pode acalmar o chefe, até acharmos aquela vagabunda. Essa foi sua noite de sorte, você vem com a gente.
- Por favor, não posso... Meu filho! Sem ele eu não saio daqui...
- Qual o nome do pivete? - Um deles pergunta.
- Théo, ele tem três anos e cabelos castanhos.
Sou colocada no carro, um deles me vigia enquanto o outro chega com Théo e felizmente, estamos juntos novamente.
Cristina
Dentro desse carro, o silêncio toma conta, mas os dois homens se olham e nos lançam olhares bem ameaçadores. Sinto que o que fiz se voltou contra mim e coloquei Théo em uma situação de risco, poucas horas depois de prometer um lar.
Chegamos a uma casa enorme, tão grande que ocupa um quarteirão inteiro e é muito luxuosa. O carro para, sinto meu coração apertar e abraço Théo.
- Fim da estrada! Você vem comigo e o menino fica com ele...
- Não! Como posso confiar que não farão mal a ele depois do que vi? - Me arrependo do que digo logo em seguida.
- Você só precisa seguir nossas ordens e agradar ao chefe. Se fizer tudo direitinho, logo estará com o moleque de novo...
- Théo, por favor, comporte-se. Prometo que não demoro!
Sou conduzida para dentro, mas meu coração aperta por deixá-lo com esse estranho e assassino. A casa é ainda mais linda por dentro, com móveis de luxo e peças elegantes.
Uma mulher se aproxima, ela aparenta ter mais de cinquenta anos, mas sua aparência era bem cuidada até combinava com o lugar.
- Quem é ela? - A mulher pergunta.
- Charlotte! - O homem responde me olhando, temendo que eu negasse.
- Eu já disse tantas vezes para Klaus não a procurar, finalmente pude ver quem é...
Ela me olha dos pés à cabeça, não sei o que pensa sobre minha aparência e receio olhá-la de volta.
- O caso é que a princesa aqui foi convocada às pressas para o trabalho e precisa de um tratamento melhor!
- Suba com ela, leve até o quarto que pertencia à Eugênia... Há roupas lá. - Após dizer isso, a mulher vai em direção a outro cômodo da casa e lança um último olhar para mim. Ele me empurra para que eu o acompanhe até o quarto na parte de cima, abre o guarda-roupa e tira um vestido, jogando-o sobre mim.
- Tome um banho, vista-se com isso... Há depile-se completamente, garotas do job não costumam ter pelos íntimos!
- O quê?
- Você entendeu, te levarei ao quarto dele dentro de meia hora... Klaus pensará que você é Charlotte, então precisa agir como uma profissional. Entre e dê ao chefe a melhor noite de sua vida ou pode esquecer o menino e esquecer da sua vida!
O homem sai me deixando sozinha, como posso satisfazer esse homem que sequer conheço? Se ele perceber que não sou a tal mulher, as consequências podem ser ainda piores do que imagino.
O medo me faz chorar muito, quase desabo sentada na cama desse quarto vazio. Olho o vestido em minhas mãos, estou tremendo por inteira de pavor do que precisarei fazer.
- Tudo isso é minha culpa, tirei Théo do orfanato para nada! Sou uma idiota!
Tomo banho, faço o que ele pediu e me depilo com o que encontro no banheiro. Coloco aquele vestido floral, tento reunir as forças e, no momento certo, o homem chega para me levar.
- Pronta?
Apenas concordo com um gesto quase imperceptível com a cabeça, seguimos pelo corredor e subimos mais um lance de escadas até os quartos mais elegantes ainda. Uma porta grande se abre diante de nós, um homem está sentado de costas e como um rei no trono, todo trajado de preto.
Entre seus dedos, ele fazia a moeda de cobre dançar, passando de um dedo a outro como se esperasse...
- Senhor Klaus, eu trouxe Charlotte para vê-lo! Ela quer se desculpar por ontem à noite...
Olhei para o homem, como saberei dizer o que aconteceu entre eles na noite passada? Ele reconhecerá que minha voz não é a dela assim que eu abrir a boca.
- Ela não seria tão ousada para vir aqui depois do que aconteceu!
A voz dele era tão forte quanto sua presença, eu queria ver o rosto dele... Mesmo sabendo que ele não poderia ver o meu.
- Ela quer pedir seu perdão de joelhos...
Sou forçada pelo homem a ficar de joelhos, ele simplesmente sai, me deixando ali. Klaus se levanta da cadeira, sinto o medo crescer e permaneço de ajoelhada me sentindo tão fraca e inútil diante da situação.
Ele toca minha cabeça, percebendo que estou mesmo submissa à situação.
- Só está aqui porque sabe agora do que sou capaz, dei fim às flores que recebeu e ao verme que te mandou. Mesmo uma puta como você, precisa saber que comigo a exclusividade é uma regra!
Klaus me levanta do chão bruscamente, sou forçada a confrontar seu rosto bem de perto. Percebo a semelhança, os óculos escuros... A flor que ganhei na noite passada era dele.
- Convença-me a não te matar como fiz com ele!
O pavor me vence, puxo seu rosto e engulo o medo em um beijo que eu não queria... Mas precisava acontecer, ele me abraça e pela primeira vez sinto que ele é apenas um humano.
Sua boca me devora e me deixa quase sem ar, a língua invade cada extremidade de mim. Começo a sentir meu corpo aquecer e o medo parcialmente me abandona.
As mãos dele percorrem meu corpo, subindo meu vestido e isso me deixa tensa novamente. Tento subi-las, mas Klaus apalpa meus seios com força e vontade... Seu pênis encosta em meu corpo que o repele mesmo sabendo que seria inútil.
Em um gesto rápido, ele me pega nos braços e me conduz à cama. A independência dele era tão grande que parecia ter calculado cada centímetro daquele quarto.
Com muita brutalidade, meu vestido é rasgado e seus lábios passam pelos meus seios. Sinto o medo crescer e acabo chorando, mesmo secando rapidamente as lágrimas que sei que ele veria... De algum modo!
Meu corpo acabaria dando sinais de recusa.
Klaus repousa seu corpo pesado sobre o meu, retira os óculos e vejo seus belos olhos castanhos. Apesar de estarem em minha direção, pareciam vazios como a noite.
As mãos dele levantam as minhas e as entrelaçam. Minha respiração acelera, seu pênis pressiona minha intimidade.
- Charlotte, sempre tão quente! - Ele diz, ao sair de cima de mim.
Por um momento, consigo respirar melhor, pensei que aquele segundo de distância poderia me ajudar a aceitar as coisas. Olho para a janela aberta, sei que estamos no segundo andar e, se não fosse por Théo... Eu iria embora!
Klaus deita-se quase ao meu lado, começa a sorrir e isso me irrita.
- Vamos! O que está esperando para fazer seu trabalho? - Ele diz.
Sinto medo de perguntar o que ele espera, as mãos dele estão sobre o pênis... Claro que ele espera algo especial ali! Engulo em seco, começo a abrir seu zíper e minhas mãos tremem tanto que sei que ele notou. De repente, ele me interrompe...
- Monte sobre meu rosto!
Klaus
Esses patetas pensam mesmo que além de cego sou um completo idiota, eles não perdem por esperar. Claro que sei que essa não é Charlotte, ela tem muitos anos de experiência na prostituição.
Ela nunca me beijaria assim sem uma iniciativa minha, confesso que permiti que as coisas seguissem mesmo sabendo que essa garota está aqui se atrevendo a me enganar. Seu beijo delicioso, quase roubado, me deixou muito mais excitado. De uma forma que Charlotte me deixaria apenas com toques bem íntimos e suas chupadas profissionais.
E ela está com medo, vou me divertir com isso e apenas aproveitar o momento.
- Monte sobre meu rosto!
O silêncio tomou conta do quarto, ela fez o que pedi... Senti a pele macia de sua boceta cobrir meus lábios, deslizei suavemente e minha língua começou a desbravar cada pedaço de carne suave. Ela é bem jovem, sinto pelo volume de seus lábios vaginais e isso me deixou com o pau ainda mais latejante de desejo.
É tão apertada que posso sentir ao meter minha língua nela, seu corpo contrai e, mesmo que não diga nada e nem deixe seus gemidos escaparem... Sinto que está ficando úmida.
Minhas mãos movem os quadris dela, ensinando os movimentos certos e sei que ela está gostando e deixando minha boca melada. Preparo meus dedos para introduzir e dar ainda mais prazer...
- Não! - Ela recusa, e se afasta de mim de repente.
- O que foi? Até parece que não gosta mais disso, Charlotte! Me implorava para fazer... Vamos, fale!
- Só estou nervosa...
O medo dela me diverte, obviamente ela nunca fez um programa sexual em toda a sua vida. Levanto-me da cama, abro a gaveta e retiro um preservativo.
Ela não me ajudará com isso, então eu mesmo o coloco...
Ouço passos dela apressados em direção à porta e a alcanço, agarrando-a e jogando-a de volta na cama e caindo sobre ela.
- Achou mesmo que uma moleca como você me faria de imbecil? Quem é você?
- Eu...
- Fale de uma vez! Já sei que não é Charlotte e sequer uma garota do job qualquer.
- Por favor, não me mate, eu nem sei quem é job... Mas não sou prostituta!
A inocência dela me faz sorrir pela segunda vez, sinto ódio de meus subordinados por tentarem me enganar usando essa maldita cegueira.
- Me matarão ou nunca mais verei Théo se você lhes disser que não sou Charlotte!
- Está enganada, não tem que temer qualquer um daqueles homens lá fora... Se eu os proibir de chegar perto de você, ninguém te fará mal!
Sinto o corpo dela estremecer, mas ainda me mantenho perto, sentindo seu cheiro e aquecendo.
- Por favor, só quero ir embora...
- Quem é Théo? - Afasto-me, permitindo que ela respire menos ofegante sem meu peso sobre seu corpo. - Por que aceitou vir aqui se passar por Charlotte?
- Eu vi coisas que não deveria e me trouxeram para cá, Théo é meu filho...
- Filho? - Questiono se minhas impressões foram falhas sobre a vida íntima dela. Visto-me, enquanto ela fala.
- Fomos criados no mesmo orfanato, apenas o considero um filho porque o amo assim! Vai me deixar ir embora com ele? - A pergunta dela parece ansiosa, mas não tenho uma resposta que ela queira ouvir.
- Volte para o quarto em que estava, espere novas ordens... Qual o seu nome?
O choro dela toma conta do quarto.
- Cristina! Senhor me deixe encontrar Théo, ele deve estar assustado e não confio naqueles homens!
- Somos criminosos, garota, mas não tão cruéis como pensa... Ou eles te fizeram alguma coisa, antes?
- Eles não, só você. - Ela responde com força.
- Eu não fiz nada, ainda! Faça o que eu mandei e vá para o seu quarto!
Ela sai, busco meus óculos escuros na bagunça da cama... Ainda sinto o sabor dela em meus lábios, tanto de seu beijo quanto de sua intimidade, e sei que ela continuará em meus pensamentos.
Desço as escadas, grito pela governanta.
- Gardênia? Gardênia?
- Sim, senhor, o que aconteceu?
- Onde estão Marcos e Valter?
- Eles estão indo para São Paulo agora, por quê?
- Eles acham que assim escaparão de mim...
Gardênia continua falando mil coisas, mas não dou atenção a nenhuma delas. Pego meu celular...
- Telefonar para Marcos! - A chamada toca por duas vezes.
- Chefe?
- Voltem agora mesmo! - desligo em seguida.
Sinto a raiva ferver dentro de mim, mas não posso fingir que o desejo de seu retorno também vem de querer saber mais sobre a garota e como a trouxeram para mim.
- Senhor e Charlotte? Ela ficará para o jantar?
- Ela não é Charlotte, é outra de minhas convidadas ilustres!
- Então, devo preparar um lugar extra?
- Quero um jantar especial de boas-vindas para ela... - Apenas sei seu nome, mas em breve saberei tudo o que preciso sobre ela.
O tempo passa, espero os dois imbecis de volta em meu escritório.
- Chefe, por Deus, nos perdoe... É que o senhor queria tanto Charlotte de volta que...
- Apenas queríamos agradá-lo! - Valter gagueja.
- Eu deveria mandar cortar a língua dos dois, mas tenho outras formas de cobrar isso. O que quero agora é saber quem é essa garota e como a trouxeram?
- Ela se chama Cristina e nos viu matar o amante da Charlotte verdadeira, como o senhor havia nos mandado. Achamos que ela poderia...
- Enganar um cego idiota se passando por outra pessoa! - respondo ironicamente.
- Tentamos trazer a verdadeira, mas ela...
- Foda-se! E o menino que estava com ela? - Grito e bato na mesa.
- Mandamos alguém se livrar dele!
- Se livrar? - pergunto apreensivo.
- Ela citou o orfanato, apenas o devolvemos para lá! O moleque deve estar bem...
- Porra, Marcos! Eu quero que busquem o garoto, destruam o sistema de segurança e imagino que não seja uma missão tão simples tirar um moleque de um orfanato... Mas fácil ou não, quero que resolvam essa merda e rápido!
- E a menina? O que fazemos com ela, chefe?
- Tudo isso passou a ser assunto meu, só tragam o menino de volta para cá!
- Sim, senhor, faremos isso o mais rápido possível.
Já está tarde, sei que tenho companhia para o jantar e não posso deixá-la esperando.