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O meu Tutor é um Cowboy (Série Cowboys volume 11)

O meu Tutor é um Cowboy (Série Cowboys volume 11)

Autor:: Carla Cadete
Gênero: Romance
Série Cowboys volume 11 Tiago Gonzales sai de sua terra Natal em Toledo, Minas Gerais para tentar a vida como fazendeiro no Pantanal. Longe da única mulher que amou em sua vida, a qual seu amor não foi correspondido, tentará uma vida nova com seus altos e baixos. Com a ajuda do pai montou uma grande fazenda e com os conhecimentos que ganhou na faculdade e na vida de fazenda com o pai levará sua vida como fazendeiro. Um certo dia um casal de funcionários sofre um acidente fatal e a jovem filha deles deve voltar para a sua terra morar com seu tutor legal, seu tio. A jovem se nega terminantemente, começa aí uma batalha para Tiago tentar ser o Tutor da jovem e também descobrir o por que ela não quer voltar. Em meio a tantos problemas, um problema maior se aproxima, uma das mulheres que Tiago teve aparece novamente em sua vida e tem planos para tirar a jovem Luciana de seu caminho.

Capítulo 1 Amigos no Pantanal.

O meu Tutor é um Cowboy

Série Cowboys: volume 11

Capítulo 1

Amigos no Pantanal.

Dito anda até a imensa fogueira, algumas pessoas sentam perto, algumas mulheres passam oferecendo quentão, vinho quente e alguns caldos. A noite está bem fria, ótima para uma boa história ser contada.

Dito senta do outro lado da fogueira, levanta as mãos para todos ficarem calados e diz:

- Nesse friozinho, nada melhor que uma boa história - diz Dito sentando em um tronco grande, onde todos podem vê-lo. - Vou contar para vocês, uma história de um casal que conheci há pouco tempo. Eles são de Minas Gerais, assim como eu, mas não da mesma cidade. Eu chamo a história de: A babá Grávida do Cowboy.

Dito olha para todos que estão calados e prestando atenção, sorridente começa a contar a história.

- A história começa com uma jovem adolescente que perdeu os pais, e seu tutor legal era o próprio tio...

Todos ficam interessados na história desde o início, Dito interpreta cada personagem da história como ninguém, se fosse um ator teria feito muito sucesso, ele faz caras e bocas para cada personagem, o mais engraçado é ao imitar uma mulher com a não na cintura.

Alexandre Gonzalez e Mariza ficam abraçados e sentados um pouco distante dos demais, um sorri para o outro demonstrando todo seu afeto e amor de anos e anos.

Perto da fogueira está Natália, ex-assassina de aluguel, parou com essa vida assim que conheceu seu marido, Dito.

Um pouco mais distante está Tiago Gonzalez, ele se aproxima sentando do lado dos pais que sorriem para ele.

Continuam escutando a história muito interessados, Dito é como um comediante, e arranca várias gargalhadas de todos a sua volta.

Tiago encosta no tronco, olha ao redor, contratou muitos funcionários, a maioria casados. Olha para os casais e lembra do seu grande amor.

Luciana Durant é seu nome, era muito jovem para ele na época, mas o que contava era seu sentimento, que infelizmente não foi recíproco, traumatizado por não ter tido uma relação recíproca jurou para si mesmo que jamais se interessaria por uma moça tão jovem.

Abaixa o olhar, pelo canto dos olhos Mariza olha para Tiago, ele a chama de mãe desde que era um garoto e para ela, ele é como se fosse o seu filho.

Mariza tem um filho com Alexandre, que ficou com os outros irmãos em Minas Gerais, onde é o seu lar.

- Então! O cara estava bêbado como um gambá... Aquela bebedeira toda lhe custou uma boa dor de cabeça, aí o cara levanta todo torto da cama... - Dito continua contando a história.

Tiago está sozinho há muito tempo, mais de um ano, precisa dar um basta nesse sofrimento, mesmo estando longe ainda pensa nela, acredita que no Pantanal agora é o seu lugar, o seu lar.

Irá procurar um lugar para se divertir, é um homem jovem com seus desejos sexuais em dia, estar sozinho a tanto tempo só o faz ficar mais faminto.

Vai procurar mulheres mais experientes, mais fogosas e quentes, é disso que precisa. Com um sorriso nos lábios toma sua decisão, assim que tudo estiver em ordem irá procurar um puteiro.

Olha novamente para o Dito que arranca sorrisos e gargalhada de todos. A maioria dos seus amigos foram ajudá-lo, é muito agradecido, não é fácil começar a trabalhar em uma fazenda do nada, precisa de funcionários para a mão de obra e clientes.

A noite passa como um raio, as histórias que Dito conta faz o tempo passar mais rápido, não é um homem de ir dormir muito tarde, então se despede de todos antes da meia-noite e vai para o quarto.

Tranca a porta do quarto principal do casarão, devagar tira as roupas, desabotoa a camisa xadrez, tira a camiseta branca, tira o chapéu, o cinturão, as botas, as meias e a calça.

Sempre gostou de ter espelho no quarto, para em frente ao espelho, admira o próprio corpo, malhado e bronzeado, do jeitinho que a mulherada gosta, olha para seu pau que está aceso e suspira chateado com essa situação, pois o único jeito de dar um sossego nele é se tocando.

Infelizmente é o que vai fazer, mas isso vai acabar e com um pouco de sorte espera que seja amanhã mesmo.

Após o banho deita em sua cama, cruza os braços atrás da cabeça, amanhã será outro dia, irá trabalhar duro como sempre fez na vida, pois agora sua responsabilidade é diferente, muitas famílias dependem dele.

- Droga, esqueci que preciso de uma cozinheira... As mulheres dos peões estarão ocupada com outras coisas... Como pude ser tão desligado...?

Senta na cama, pega o bloco de anotação e escreve para não esquecer, afinal, amanhã terá mil coisas para fazer, por isso chamou o pai e o Dito, porque sozinho não daria conta.

Volta a deitar, dorme que nem percebe, só acorda assim que amanhece. Coloca suas roupas de cowboy e ao ir para a área gourmet feita especialmente para fazer as refeições de todos encontra os pais, Dito e Natália terminando o café.

- Bom dia, eu não sei o que faria sem vocês.

- Bobagem filho, família é pra essas coisas - diz Alexandre Gonzalez.

- Obrigado a todos.

Minutos depois todos estão se alimentando para começarem o primeiro dia de trabalho na fazenda: Terra de Ouro.

Termina de tomar o café e ao sair encontra um funcionário que está atrasado para o desjejum.

- Patrão, desculpe o atraso. O senhor me dá um minuto?

- Claro, pode falar.

- Um homem o aguarda na porteira, está procurando emprego. Eu disse que precisava conversar com o senhor.

- Obrigado, vou ver o que ele sabe fazer. Vá tomar seu café, está quase na hora do trabalho.

- Sim, patrão. Licença.

Tiago se aproxima da porteira a passos largos, cumprimenta o casal assim que os vê.

- Bom dia. Em que posso ajudá-los?

- Bom dia, senhor. Estamos procurando emprego, chegamos da Bahia recentemente e ainda não conseguimos arrumar emprego até agora - diz Naldo.

- O que sabem fazer?

- Fui capataz na minha terra, senhor. A minha esposa é cozinheira de mão cheia.

- São apenas vocês dois?

- Temos uma filha menor de idade. Deixamos ela com meus parentes, fiquei com medo dela perder o ano de escola.

- Claro, entendo.

- Mas minha filha é tão boa cozinheira quanto minha esposa, poderá contar com as duas.

- Está bem. Estão contratados, traga sua esposa e suas coisas. Depois veremos para trazer sua filha e a registrar na escola.

- Obrigado, senhor. Farei isso imediatamente.

- Ótimo, pois precisarei de você ainda hoje como capataz.

O homem sorri de orelha a orelha, mal está acreditando em sua sorte, muitas fazendas nos últimos dias disse que não tinha vaga e hoje tirou a sorte grande.

- Muito obrigado, senhor. Sou Reginaldo, mais conhecido como Naldo - diz esticando a mão.

Tiago Gonzalez aceita o cumprimento e aperta a mão do homem.

- Tiago Gonzalez. Agora vá, o quero aqui o mais rápido possível.

- Agora mesmo patrão!

Tiago observa o homem correr feliz, sorri vendo ele entrar em um velho carro e sair. Espera ter feito um bom negócio acreditando nas palavras do homem e o aceitando.

Capítulo 2 Voltando a viver.

Capítulo 2

Voltando a viver.

Tiago contrata o capataz e sua esposa como cozinheira, agora sim, seu quadro de funcionários está completo.

Assina as últimas papeladas que seus advogados mandaram e sai do escritório que fica dentro do casarão para ver como a cozinheira está se saindo.

No caminho o capataz o aborda para conversar.

- Patrão, preciso conversar com o senhor.

- Pode falar - diz aproximando-se do cavalo do capataz.

- Conversei com a minha filha, ela disse que não quer perder o ano da escola, que assim que terminar os estudos ela vem trabalhar se o senhor permitir.

- Sim, claro. Não tem problema, ela está certa, os estudos em primeiro lugar.

O capataz sorri feliz, assim que a filha conseguir terminar os estudos têm emprego garantido, seu sorriso é tão sincero que rugas se formam no canto dos seus olhos.

- Obrigado, senhor.

Tiago pede para ele guardar o cavalo e o acompanhar até a área gourmet, quer ver se tudo está perfeito para o primeiro dia de almoço na fazenda com todos os funcionários reunidos.

- Sua filha vai fazer faculdade?

- Ela ainda não decidiu, senhor, mas como gosta muito de cozinhar, pretende fazer curso para se aperfeiçoar. Disse que fará isso quando vir pra cá.

- Quantos anos ela tem?

- Vai fazer dezoito em dois meses, está uma mocinha. Os anos passam que nem vemos, senhor.

- É verdade - diz Tiago e suspira.

- O senhor tem filhos? - Naldo pergunta enquanto andam até a área gourmet.

- Não tive esse prazer.

- Mas o senhor ainda é jovem, não deve ter nem trinta anos. Encontrará uma pessoa boa e poderá ter filhos.

A mandíbula de Tiago dá um salto, fica calado pensando na única mulher que quis casar para formar uma família.

- Senhor, tudo bem? Disse algo errado?

- Não, está tudo bem.

Eles entram na área gourmet e tiram o chapéu. Tiago fica impressionado com a mesa farta de alimentos, nunca comeu nada com tempero baiano, vai ser a primeira vez e pelo cheiro ficou com água na boca.

- Algo me diz que vou engordar um pouco - diz sorridente olhando para a esposa do capataz.

Cristina sorri satisfeita com o comentário do patrão.

- Talvez só um pouquinho, senhor - ela diz e volta a trabalhar.

- Aprendi muito com a Cristina hoje, meu filho - diz Mariza secando as mãos. - O jeito como ela faz o alimento, os cortes de cada legume ou carne são novidades para mim, pena que vou voltar para casa no fim da semana, gostaria de ficar e aprender mais com ela.

- Poderá vir sempre que quiser, mãe.

- Sim, vou vir o mais breve possível, meu querido - Mariza diz olhando em seus olhos e passando a mão em seu rosto. - Eu andei reparando em você nesses dias, tente virar a página do seu livro, agora sua vida é aqui.

Tiago suspira, sabe que a mãe está referindo-se ao que ainda sente pela Luciana Durant.

- Eu sei, mamãe. Eu estou tentando, é difícil, amei ela demais.

- Logo você voltará a amar. Nem tudo na vida é flores. Sei que comigo e o seu pai foi diferente do que você passou, mas acredito que não irá demorar em aceitar essa situação e se entregar ao amor novamente, e dessa vez ser correspondido.

- Mãe eu não sei o que tem de errado comigo, nunca chamei muito a atenção das mulheres. Diferente do meu irmão que todas caem aos seus pés e ele não fica com nenhuma.

Mariza sorri para o filho, passa novamente a mão em seu rosto.

- Seu irmão é incorrigível com as mulheres, mas creio que o dia dele também vai chegar. Venha, vamos almoçar com os demais. Estou curiosa para provar o tempero da Cristina.

Sentam na imensa mesa com os demais. Alexandre aparece tirando o chapéu e senta do lado da esposa lhe dando um beijo no rosto.

- Você ajudou a moça a cozinhar querida? - perguntou Alexandre.

- Sim, e aprendi muitas coisas. A arte da culinária baiana é incrível, precisamos voltar em breve, pois quero aprender muito com a Cristina - responde Mariza.

- Nas férias da faculdade das crianças voltaremos.

- Ficarei ansiosa aguardando.

***

No fim do dia, Tiago cuida do seu próprio cavalo e observa a maioria dos funcionários indo para o alojamento e suas casas, noventa por cento deles moram na fazenda.

- Até mais tarde patrão - diz um funcionário passando por ele.

- Até mais, te vejo no jantar.

- Sem dúvidas, a cozinheira tem mãos de anjo.

Tiago sorri e deixa o cavalo no estábulo, vai direto para seu quarto, não vê a hora de tomar um banho, o calor foi tanto que suou muito mais que o normal.

Após o jantar vai dar uma volta de carro na cidade, está trancado na fazenda a mais de um mês, passou dias e dias trabalhando para deixar tudo em ordem para começar a contratação de todos os funcionários e agora vem o plantio.

É tudo muito cansativo no início, mas assim que começar a colher os frutos do seu esforço será recompensado.

Pensativo tira as roupas e toma um banho morno, está tentando deixar todos os seus pensamentos negativos irem por ralo abaixo.

Trocado e perfumado vai até a área gourmet jantar com todos, a mãe é a primeira a perceber sua mudança, Natália também fica observando ele.

- Está tão cheiroso, meu filho.

- E muito arrumado, um verdadeiro gatinho - diz Natália piscando pra ele. - Aposto e ganho, que esse gatinho vai sair para paquerar.

- Acertou tia, vou sair um pouco.

- Procure não beber muito - diz Mariza preocupada.

- Pode deixar mãe, nunca fui de ficar bebendo.

Após o jantar ele pega as chaves do carro e sai deixando a porteira aberta.

Tiago coloca o braço esquerdo na porta do veículo enquanto dirige devagar prestando atenção nas luzes da cidade.

Um pouco mais a frente observa uma chácara com luzes coloridas, não é longe de onde está deve ser pouco mais de um quilômetro, algo lhe diz que hoje vai se divertir mesmo que tenha que pagar.

Para ele é melhor assim, sem compromisso e não terá trabalho de paquerar alguém até conseguir o que quer.

- O que estou pensando? Credo, pareço o meu irmão - diz para si mesmo enquanto passa pela porteira que está aberta.

Tem uma placa de bem-vindo, estaciona do lado do imenso casarão de dois andares. Ao entrar é recebido por uma bela loira quase nua.

- Bem-vindo, bonitão. Entre, pode se divertir comigo se quiser ou com todas nós - fala apontando para as mulheres que andam pelo cômodo.

Continua...

Capítulo 3 Lembranças.

Capítulo 3

Lembranças.

Olhando para a mulher à sua frente, ele toca a aba do chapéu em cumprimento enquanto entra.

- Temos um bar no cômodo ao lado onde todos se reúnem. Fique à vontade, querido.

- Obrigado - diz indo até o local indicado.

Entra olhando ao redor, como mora a pouco tempo na cidade, praticamente não conhece ninguém.

Algumas mulheres observam com imenso interesse, mesmo as que estão com seus clientes.

- Oi bonitão, quer se divertir? - perguntou uma das mulheres que está vestida apenas de lingerie, cinta liga e um vestido transparente muito curto.

- Toma uma bebida comigo? - ele perguntou num tom sedutor.

- Claro.

Ela sorri e senta em seu joelho sedutoramente fazendo ele sentir a maciez de seu traseiro. Com a visão da calcinha fio dental, a pele macia e quente o deixa um pouco desnorteado.

À sua frente a mulher sorri, sabe o efeito que causa nos homens, rebola em seu joelho o fazendo ter uma visão melhor ainda.

- Você não é daqui bonitão.

- Não era. Sou mineiro, vim para cá há pouco tempo. Estava tão monótono em casa e resolvi sair, acabei descobrindo esse local pelas luzes coloridas.

- Sei como são chamativas as luzes daqui à noite - diz e pede uma bebida de sua preferência para o Barman. - Me serve uma Margarita. E você, bonitão, o que vai querer? Além de mim, claro.

- Você é bem direta, vou começar com uma cerveja.

- Nunca estive com um Mineiro antes, estou muito curiosa - diz e passa a língua na borda da taça deixando Tiago assanhado.

- Você não sabe o que está perdendo - diz passando a mão em seu traseiro. Mas antes podemos conversar um pouco.

Ela saiu do seu colo, sua perna já estava acostumada ao peso dela, sentiu falta do calor de sua intimidade nela.

- Sobre o que quer falar?

- Não conheço quase ninguém da cidade...

- Ah, já entendi. Podemos começar pelos fazendeiros.

Enquanto bebem, Bárbara conta para Tiago de uma forma que ninguém perceba quem é quem, se é casado, divorciado, viúvo, rico ou perdeu as posses, é mais informação do que Tiago gostaria de saber, mas fica calado ouvindo.

Observa a bela mulher à sua frente, deve estar com aproximadamente quarenta anos, é muito desejável e linda, também percebeu respeito das demais mulheres com ela, talvez seja a mais velha da casa e por isso tem o respeito das demais.

- Agora você conhece boa parte dos homens da cidade - ela diz observando um homem idoso entrar. - Esse é o prefeito, que vem quase todo dia.

- Me admira esse senhor aqui.

- Ele é bem potente se quer saber, digamos que ele tem muito amor para dar.

Tiago sorri e pede outra cerveja, olha ao redor, parece que todos os olhos da casa estão sobre ele.

- Por que todos me olham?

- Na verdade, estão olhando mais para mim, não costumo ter clientes.

Tiago abre a boca para perguntar, por que, mas ela o cala com a ponta do dedo, em seguida o beija suavemente deixando a marca do batom vermelho em seus lábios.

- Você é tão bonito e forte... - disse passando as mãos em seus bíceps salientes. - Vem, podemos nos divertir a noite toda.

Bárbara puxa a mão de Tiago e o leva para seu aposento no segundo andar. Ele observa o cômodo antes de entrar, não parece o local onde alguém recebe seus clientes.

Ela entra rebolando mostrando tudo o que tem a oferecer para ele, senta em frente a penteadeira e solta o imensos cabelos, passa suavemente a escova por eles, em seguida retoca o batom.

Tiago tira o chapéu, senta na beira da cama observando ele se arrumar.

- Sinceramente, não parece um quarto que recebe clientes com frequência.

Ela olha para ele pelo reflexo do espelho e diz:

- Eu te disse que não costumo receber clientes. Na verdade, eu escolho com quem vou ficar.

Tiago ergue as sobrancelhas e se levanta, se aproxima e coloca as mãos nos ombros dela, puxa os cabelos para o lado e deposita um beijo suave em seu pescoço.

Bárbara fecha os olhos virando o pescoço levemente para o lado.

- Aposto que vou me divertir muito com você.

Tiago não diz nada, pega a mulher no colo e a leva para a cama. Algumas horas depois, ela passa as unhas pintadas de vermelho pelos pêlos do peito dele fazendo carinho enquanto suspira.

- Eu não gozava gostoso assim há muito tempo... - ela fala e se aninha eu seu peito. - Vou querer você sempre.

Ele passa a mão em suas costas, o outro braço coloca atrás da cabeça, olha para o teto pensativo.

Sente o corpo de Bárbara pesar e a respiração ficar mais calma, olha para o belo rosto a beija na testa e se levanta.

Abre a carteira e tira uma boa quantia em dinheiro a deixando na mesinha, como precisa acordar cedo para trabalhar se veste e sai.

Passa nos corredores do casarão, todas as pessoas que o veem cochicham entre si, olham mais para ele agora que está saindo do que quando chegou, isso o faz rir.

Na parte de fora sente o frio da madrugada, entra no carro e volta para casa. Chegando em casa deixa o carro na garagem, mas demora para sair dele.

Coloca a cabeça no volante, só saiu do bordel porque Luciana não sai de sua cabeça. Bárbara foi maravilhosa, poderia muito bem ter passado o restante da noite sem pensar no amor de sua vida, mas é tão difícil.

Suspirando sai da garagem e entra em casa jogando a chave do carro na mesinha mais próxima, sempre foi um homem calmo, não fuma e bebe pouco, mas ultimamente, desde que o amor de sua vida escolheu outro para se casar bebe mais que de costume.

Vai direto para o quarto se jogando na cama de roupa e sapatos, continua pensativo, seu corpo está satisfeito, mas sua mente não descansa em nenhum momento.

Hoje é responsável por mais de cem funcionários e uma fazenda imensa, está mais do que agradecido por amigos e parentes terem ido o ajudar nas últimas semanas, olhando para o lado o relógio marca três horas da manhã.

Levanta e vai direto para o banheiro tomar uma ducha para lavar o corpo e a alma antes de dormir um pouco.

No banheiro, com a água caindo em seu pescoço, coloca as mãos na parede e diz:

- Preciso esquecê-la...

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