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O pecado original

O pecado original

Autor:: Eden
Gênero: Romance
🔞🔥 Não reprima seus fetiches por muito tempo, ou um dia você pode acabar virando uma escrava dos mesmos por não saber como lidar com eles. Exibicionismo, voyeurismo e adultério são tabus os quais Eva teve êxito em aprisionar durante toda a sua vida. Mas quando ela se vê confrontada por um desejo incontrolável e infindável, ela se torna uma pessoa completamente diferente. Estaria ela se tornando uma escrava de si mesma, ou apenas se libertando dos grilhões os quais ela mesma se impôs? Qual o limite da traição? Ela se depara com essas dúvidas quando sua amiga, Melissa, a apresenta a uma outra realidade com nada mais do que uma mera sugestão que faz sua barreira criar uma pequena rachadura. Essa rachadura ganha proporções titânicas quando Eva conhece Jonathan, o primo mais novo de seu marido.

Capítulo 1 Um estranho no ninho

Trinta e tantos anos, casada desde os dezoito com o mesmo homem que namorava desde os quinze, dono do seu primeiro beijo. Na verdade, dono da única boca a qual Eva havia beijado na vida. Ela nunca se havia imaginado com outro homem. Eric era bonito, esperto e bem-sucedido. Os dois não haviam tido filhos, o que a deixava completamente livre para o marido, o trabalho e seus hobbies. Ele era o gerente comercial de uma empresa consolidada no mercado nacional. Eva nunca havia demonstrado grande interesse pelos pormenores do seu trabalho.

Desde que ele fosse feliz e pagasse sua parte nas contas da casa, ela estaria satisfeita. Já ela, tinha uma pequena empresa de design de interiores. Era a chefe de dois funcionários e era realizada profissionalmente. Dinheiro nunca havia sido um problema para o casal e com o tempo que lhe restava no fim de um dia, Eva cuidava de sua saúde e seu corpo na academia local.

Possuía um corpo bonito e uma beleza singular, dona de um belo par de olhos azuis e repletos de personalidade, tinha um rosto arredondado e delicado. Sua pele era branca como leite e pintalgada de sardinhas que a conferiam certo charme pueril.

Durante seus treinos, não era incomum ter de se esquivar de convites indecentes de homens – e até mesmo de rapazes mais jovens. A bem da verdade, tais convites não a chateavam. Pelo contrário, até a deixavam lisonjeada, fato que ela conseguia esconder com muita categoria. Seu casamento era o principal fator de sua vida e Eva se orgulhava por ser uma esposa fiel e carinhosa.

Seus últimos meses, no entanto, vinham sendo um tanto frustrantes, pois, depois de tantos anos ao lado da mesma pessoa, a criatividade na cama lhe parecia faltar. Eric era um homem conservador e tradicional, não demonstrando um interesse maior por seus fetiches mais extravagantes. Na cama, se haviam deixado escorregar, pouco a pouco, para uma rotina de cores pastel e de tonalidades neutras. Mesmo as lingeries e os brinquedos, os quais enchiam uma gaveta em seu guarda-roupas, já não pareciam mais ser capazes de esquentar as coisas.

- Não acha que está precisando de algo diferente? - perguntou Melissa, casualmente, entre um gole e outro do cappuccino com "um tiro a mais de chantilly", que costumava pedir no Galeria Café.

- Você acha que já não tentei? Lingeries, brinquedos, posições diferentes. - Eva soou um tanto frustrada. - Cheguei até mesmo a oferecer... - Parou por um momento, baixando ainda mais o tom de voz - você sabe... aquilo.

- Cale a boca. Sério? - Melissa quase cuspiu o cappuccino.

- Fala baixo - Eva pediu, levando sua mão à boca da amiga. - Ele não aceitou. Diz que não é fã desse tipo de coisa. - Suspirou. - Não sei se fiquei feliz ou frustrada por ele não ter aceitado.

- O Eric é muito bonitinho e um ótimo marido, mas é um chato de vez em quando. - Melissa pareceu ofendida pela amiga. - Meus namorados me imploram para me comer por trás.

Eva parecia chocada com a irreverência com a qual a amiga tratava de tais assuntos. Mesmo depois de tantos anos de amizade, ficou, ela mesma, corada como um pimentão diante da sentença, olhando para os lados e tentando perceber se o casal de idosos, da mesa ao lado, havia ouvido.

- Mas não é disso que estava falando. Quando pergunto se você não está precisando de "algo" diferente, quis dizer "alguém" - Melissa falou a última palavra tampando a lateral da boca, como quem tenta evitar leituras labiais.

O semblante de Eva mudou da curiosidade para o ultraje, demonstrando que havia ficado um tanto ofendida com a simples menção à traição. No entanto, não era incomum que os conselhos de sua amiga nessa área fossem efetivos. Afinal, não havia sido assim sobre assuntos como sexo oral ou àquela visitinha ao sex shop?

- Você está louca. Eu não sou como você. Fui feita para um homem só. Eric é o amor da minha vida e esse corpinho aqui pertence somente a ele - disse, indicando a própria silhueta.

Melissa olhou para o relógio, espantando-se com a hora.

- Tenho que ir. - Ela tomou o último gole de capuccino, apressada. - Mas pense bem sobre o assunto. Quem sabe o próprio Eric não goste da ideia? - Ela deu uma piscadela de cumplicidade.

Às quartas-feiras de Eva eram todas marcadas pelo café com Melissa. Era quase uma tradição e ela era, sem dúvidas, sua melhor amiga. Apesar das óbvias diferenças entre ambas, sua amizade era bela e pura. Já durava mais de vinte anos.

Eva voltou para casa para completar o trabalho que fazia. Desenhava a mobília de um showroom para um projeto de uma construtora. Seu trabalho era completamente remoto, dando a ela grandes períodos em casa.

Seu apartamento ficava no sétimo andar de um prédio residencial em uma avenida movimentada. Naquele dia, usava uma roupa casual e fresca, constituída de uma saia de pregas e uma blusa tomara que caia. O tênis que usava era um tanto desconfortável e já lhe causava um calo no calcanhar, o que a fazia desejar, mais do que nunca, chegar logo em casa.

Ela entrou pelo hall e chamou o elevador, sentindo o calcanhar latejar. Quando chegou no sétimo andar, mancou até a entrada de sua casa, encaixou a chave na porta e começou a descalçar o tênis de maneira atabalhoada. Quando girou a chave e abriu a porta, tropeçou no capacho e foi ao chão, caindo de bruços.

- Querida? - chamou a voz que vinha do sofá que ficava na sala, para onde dava a porta. - Você está bem?

Por um momento, assustou-se, então reconheceu a voz de Eric, que deveria ter chegado mais cedo do trabalho.

Eva se ajeitou, rindo de si mesma e se sentando no chão de maneira desleixada. Abraçou, então, os joelhos de olhos fechados enquanto o riso se tornava uma gargalhada. Ela apoiou os braços no chão atrás de si e atirou a cabeça para trás, deixando as pernas se abrirem a sua frente enquanto gozava da graça que achou do próprio descuido.

Depois de um longo tempo rindo, resolveu abrir os olhos, sobressaltando-se.

Ao lado de Eric, sentava-se um jovem. Ele segurava uma xícara em uma das mãos e um pires na outra. O rapaz era mais alto do que Eric e devia ter seus vinte anos. Tinha os olhos verdes vidrados no ponto entre as pernas de Eva, que expunha sua virilha coberta apenas por uma fina calcinha de renda branca. Seu coração disparou no peito. Não esperava por aquilo. 

Capítulo 2 O primo mais novo

Eva fechou suas pernas rapidamente, imaginando, envergonhada, o quanto de seu sexo o rapaz havia conseguido ver. Ela tinha se depilado havia poucos dias, então, seus claros pelos, pouco faziam para lhe cobrir aquilo que a lingerie não conseguisse tampar. Envergonhada, ela se levantou e encarou seu marido com os claros olhos azuis tão arregalados que mais se pareciam duas bolas de sinuca.

- Esse é Jonathan, meu primo - apresentou Eric, enquanto lhe lançava um olhar de reprovação. - Ele está passando por um processo seletivo em uma companhia aqui na cidade e eu ofereci nossa casa para ele ficar por uns dias. Espero que não tenha problema.

Eva se levantou, vermelha como um pimentão e seguiu até os dois. Jonathan era alto e atraente, possuía um par de olhos profundos e verdes, ombros largos e, ao estender-lhe a mão para cumprimentar, Eva notou que seus dedos grossos possuíam os calos e a firmeza de quem trabalhava pesado ou frequentava academias regularmente.

- Olá, Jonathan, eu me chamo Eva. Muito prazer. - Ela cumprimentou com um sorriso, logo virando o rosto para o marido. - Posso falar com você um momentinho?

Eric anuiu e os dois seguiram pelo corredor até o quarto.

- Por quanto tempo ele pretende ficar? - perguntou Eva, claramente incomodada. - Por que não me avisou?

- Eva, eu te avisei faz dois dias, só que, provavelmente, estava conversando com a Melissa e não prestou atenção. - Ele meneou a cabeça, repreendendo-a pela desatenção. - Pelo que entendi, todo o processo leva, no máximo quinze dias. - Eric parou por um momento, lembrando-se de algo. - E precisava mesmo usar uma calcinha tão transparente?

Eva revirou os olhos, indignada.

- Uma mulher não pode querer fazer uma surpresa para o marido? Não é culpa minha que tenha chegado mais cedo do trabalho. - Ela o olhou com um olhar de súplica enquanto acariciava seu braço. - Já faz algum tempo que não fazemos nada.

- E no momento, nem poderemos fazer. Preciso voltar para o escritório. - Ele se apressou pelo corredor, seguido pela esposa. - Está tudo uma bagunça por lá. Vamos abrir um escritório em São Paulo e o stress está me deixando louco.

Ele saiu pela porta, deixando na esposa apenas um beijo rápido na bochecha.

- Ajude Jonathan a arrumar suas coisas no quarto de visitas, por favor - pediu Eric antes que a porta do elevador se fechasse entre os dois.

Eva fechou a porta do apartamento e se virou para Jonathan, que se sentava no sofá, indeciso sobre o que fazer com a xícara vazia.

- Eu não quero ser um incômodo, senhora - disse o rapaz, corando quando sentiu os olhos da mulher caindo sobre ele.

Eva seguiu até o sofá e parou de frente para o rapaz, então, estendeu a mão para pegar a xícara.

- Incômodo algum. Venha, vamos te acomodar. - Ela deixou a xícara sobre a bancada da pia, na cozinha e se dirigiu para o quarto de visitas. - Traga sua mala.

Lá chegando, Eva abriu as cortinas e o armário, pondo-se a tirar tralhas de lá de dentro a tento de liberar espaço para as roupas do hóspede.

Eram dias quentes aqueles e, apesar do vento fresco que circulava na sala, o quarto de hóspedes era abafado e quente, devido ao sol que batia em uma das paredes durante toda a tarde.

- Infelizmente, o condicionador de ar não está funcionando, mas vou ligar para a empresa de refrigeração e acredito que logo eles possam marcar um horário e fazer o conserto. - Eva colocou todas as tralhas que havia tirado do armário no chão e, ao se virar enquanto ajeitava as coisas a um canto, percebeu que o olhar de Jonathan se pousava sobre suas nádegas que se projetavam para o alto. Quando percebeu que tinha sido pego, o rapaz desviou o olhar rapidamente, corando de maneira muito visível. Em seu íntimo, ela se sentiu lisonjeada pela maneira faminta com a qual o rapaz a olhou, mas com seu melhor semblante de megera, disparou:

- Espero que não tenha visto muito quando caí na porta de entrada.

O rapaz se engasgou e tossiu, arregalando os olhos enquanto tentava não encarar a dona da casa. Eva sentiu vontade de rir, achando adorável a sua reação.

- Sinto muito, senhora, não pude evitar - ele se desculpou de maneira tímida. - Não havia muito para onde olhar. A senhora é muito bonita - ele completou, corando ainda mais.

Eva também corou, mas disfarçou, virando o rosto e seguindo em direção à porta.

- Espero que esses olhares não se repitam - ela disse, saindo pela porta do quarto. - Meu marido é muito ciumento.

Ele se apressou em responder:

- Não, senhora. Não vão se repetir. Me perdoe, senhora.

Ser chamada de senhora fazia com que se sentisse mais velha, mas, pelo menos, significava que o rapaz a respeitava. Decidiu manter daquele jeito.

*

A tarde quente terminou em uma noite chuvosa. Eva preparou o jantar e comeu junto de Jonathan antes que Eric chegasse. Ele havia avisado que chegaria tarde e decidira comer no escritório, então, não fazia sentido que ela passasse fome ao esperá-lo.

Jonathan era educado e, exceto quando Eva lhe dirigia alguma pergunta, nada falava. O rapaz se ofereceu para lavar a louça e Eva aceitou, alegremente. Assim, aproveitaria o tempo para tomar um banho.

Antes de sair da cozinha, observou o rapaz de ombros largos a lavar a louça. Por um instante, pensou no comentário que Melissa havia feito naquela tarde. Um pequeno sorriso surgiu no canto de seus lábios, mas, logo morreu, golpeado por uma pequena onda de culpa quando ela se apressou para o banheiro.

Chegando lá, Eva se despiu. Observou o próprio corpo no grande espelho que tinha no banheiro e ficou satisfeita com o que via. Os seios fartos eram firmes e seu decote, assim como o rosto, era pintalgado de sardas castanhas. Seus mamilos, entumecidos pela excitação que o tempo sem o toque do marido causava, eram rosados e pequenos. A barriga, branca como leite, possuía uma levíssima protuberância, mas que ainda lhe incomodava. Sua cintura era fina e ela possuía os quadris largos. A bunda era durinha e empinada, e havia nela uma pequena pintinha que Eric adorava morder. Percebeu que seu sexo estava mais úmido do que de costume e se perguntou qual seria o motivo. Concluiu que já se havia passado tempo demais sem que seu marido a tocasse.

Entrou embaixo do chuveiro e deixou que a água fresca lhe percorresse o corpo. Demorou-se, esfregando e esfoliando a pele, macia como veludo, até que ela ficasse rosada. Lavou os longos cabelos castanho claros, tirando-lhes, com os dedos, os nós que se formaram durante o dia. Decidiu que, naquele dia, pularia o treino e ficaria em casa, se preparando para o marido. Teriam de fazer em silêncio por conta do hóspede, mas isso havia de ser apenas um detalhe.

Ao sair, enrolou uma toalha na cabeça e secou o corpo, mas, apenas o suficiente para não pingar o chão do quarto. Procurou na gaveta e decidiu por uma lingerie preta com cinta liga e meias de renda que lhe chegavam às coxas. O top e a calcinha eram também de renda, tão transparentes, que pouco escondiam sua nudez. Buscou em seu armário um creme hidratante com aroma de especiarias e o esfregou por todo o corpo. Era o preferido de Eric. Sentiu os pelos se arrepiarem ao chegar com a mão besuntada próximo à virilha.

Deixou um de seus vibradores favoritos ao alcance da mão, no aparador ao lado da cama e conectou seu celular numa pequena caixa de som, tocando uma playlist de músicas ambientes, a qual havia montado apenas para aquelas ocasiões.

Vestiu um short largo e fresco de algodão e uma camiseta larga. Procurou, nas gavetas e armários, por um estojo de velas aromáticas, mas não foi capaz de encontrá-lo. Onde o havia deixado?

Capítulo 3 Toalha de banho

Eva seguiu até a sala, onde Jonathan se sentava, estático, numa poltrona, enquanto verificava seu celular. Notou que o rapaz havia separado um conjunto de roupas para o banho e algo lhe chamou a atenção. Uma cueca boxer branca de algodão fino estendida sobre as roupas. Não conseguiu evitar pensar em como o rapaz ficaria vestindo-a. Apenas ela. Tentou desviar aquilo de seu pensamento, mas, em vez disso, pintou a imagem de como a cueca ficaria transparente se fosse molhada, a permitindo ver, através do algodão, o contorno da glande e dos testículos do rapaz.

Imaginou-se desenhando os contornos de seus músculos peitorais enquanto ambos trocavam olhares sedutores. E pensou em quão fácil seria puxar o elástico daquela cueca, alcançando-lhe o membro. Sentiu o corpo se aquecer.

- Quer alguma coisa, senhora? - A voz do rapaz a arrancou de seu devaneio e Eva teve um sobressalto, perguntando-se quanto tempo havia ficado a encarar a cueca sobre as roupas dobradas. - Estou em seu lugar? Quer que eu saia? - Ele fez menção de se levantar.

- Ah! Não, pode ficar. - Eva desviou o olhar, lembrando-se do porquê de ter vindo até ali. - Quer tomar um banho? Precisa de uma toalha?

- Sim, senhora - respondeu, educadamente. - Esperei que saísse do banho para pedir. Não quero parecer um folgado, mas na pressa de sair de casa, acabei esquecendo a minha.

- Ora, não seja bobo. - Eva afastou a ideia com um meneio. - Vai passar pelo menos quinze dias aqui. Não precisa me pedir cada vez que pretender tomar banho. Siga-me.

Eva seguiu até a lavanderia, onde guardava as toalhas e dobrou o corpo para poder alcançá-las no armário inferior, esquecendo-se por um momento de quão curto e quão largo era o short que havia vestido. Ela se demorou a encontrar uma toalha que não fosse tão velha ou que não fosse usada normalmente por si mesma e por Eric.

A lavanderia era um local apertado, onde duas pessoas não poderiam ficar lado a lado, então, Jonathan se encontrava logo atrás de Eva, que empinava sua bunda dando ao rapaz uma clara visão de sua virilha através do short largo e da calcinha completamente transparente.

Ao encontrar a toalha, Eva esticou o braço para trás para entregá-la. Quando olhou por sobre o ombro, flagrou o momento em que os olhos verdes se pousaram fixamente em seu sexo, que deveria estar quase que completamente exposto. Ao perceber que havia sido pego, o rapaz desviou o olhar, pegando a toalha rapidamente e deixando a lavanderia em direção ao banheiro, trancando a porta atrás de si.

Eva havia ficado sem reação, censurando-se por sua falta de cuidado, mas lembrar do olhar que o rapaz a havia dignado, deixava-a mais excitada do que revoltada. A bem da verdade já fazia algum tempo que Eric não a olhava daquele jeito, e se sentir desejada novamente a enchia de pensamentos lascivos. Ela pendurou a toalha que tinha na cabeça em um dos varais e voltou para a sala, onde tinha ido para buscar suas velas aromáticas.

Tentou esquecer o que havia acontecido, mas suas mãos suavam e sua boca ficava levemente seca com o repentino surto de excitação que lhe havia tomado. Ao abrir o armário onde as velas normalmente ficavam, olhou em direção ao braço da poltrona, percebendo que as roupas de Jonathan haviam sido ali esquecidas. Ouviu então a água do chuveiro de visitas começar a escorrer e um pensamento lhe cruzou a cabeça. Ele teria que aparecer ali para pegar suas roupas apenas enrolado em uma toalha, usou como desculpa para si mesma a sede que sentia e permaneceu na cozinha, onde tomou alguns copos de água, esperando.

Não teria coragem suficiente para trair seu marido. "Mas, olhar não seria traição, seria?".

Os minutos se passaram e a ansiedade tomava conta de seus pensamentos. Suas mãos tremiam e suavam quando ela percebeu que a água do chuveiro parara de escorrer. Ela se sentou no sofá, na sala, ligando a televisão em algum programa aleatório, no qual não pretendia prestar atenção, mas que lhe serviria como desculpa. Sua respiração começou a acelerar e ela sentiu seu rosto começar a se aquecer violentamente. Uma ideia maliciosa atravessou seus pensamentos e, por conta da falta de tempo para pensar, decidiu então executá-la. Enfiou sua mão por dentro da camiseta e, com maestria e prática, desatou o sutiã, tirando-o pela manga e escondendo-o sob uma almofada.

Seus mamilos estavam tão entumecidos que a fina camiseta de algodão revelava seus contornos quase que perfeitamente. Ela ainda se sentou com as pernas cruzadas em posição de borboleta, revelando levemente sua virilha úmida de excitação por baixo do short, e então esperou que Jonathan viesse até ali pegar o que era seu. "Me mostrar desse jeito para outro homem não seria traição, seria?".

O rapaz, como ela esperava, viera timidamente até a sala, enrolado em uma toalha de banho.

- Perdoe-me, senhora - disse ele. - Esqueci das minhas roupas.

Ele demorou o olhar sobre seus seios e sobre o ponto entre suas pernas, desviando-o logo que percebeu o que fazia. Eva também parecia hipnotizada, percorrendo, com os olhos, o peito completamente tonificado do rapaz. Os bíceps eram tão grossos que suas duas mãos juntas não o poderiam abraçar e o abdômen parecia ter sido esculpido a formão. Involuntariamente, ela umedeceu os lábios com a língua em uma expressão lasciva que podia, ou não, ter passado despercebida. Seu olhar, no entanto, estacou sobre o volume que pulsava sob a toalha. Eva não sabia por quanto tempo havia encarado, mas tivera tempo suficiente para mensurar o tamanho e formato do sexo do rapaz, que ganhava volume a cada pulsação, em uma dança indecente que prendia a atenção da dona da casa como se fosse o pêndulo de um hipnotizador.

Exaltado, percebendo o que acontecia, o rapaz se exasperou, pegando logo seus pertences, e deixando a sala em direção ao quarto de hóspedes.

- Oh, meu Deus! - exclamou Eva para si mesma, sentindo seu sexo se aquecer incontrolavelmente.

Ela desligou a TV, pegou seu sutiã de baixo da almofada e se dirigiu para o seu quarto, levando consigo as velas aromáticas.

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