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O retorno da rainha: mimada por três irmãos

O retorno da rainha: mimada por três irmãos

Autor:: Riley
Gênero: Moderno
Após cinco anos interpretando a filha perfeita, Rylie foi exposta como uma impostora. Seu noivo fugiu, seus amigos a abandonaram e seus "irmãos" a expulsaram, dizendo para ela voltar para sua família biológica. Cansada de humilhações, a jovem jurou recuperar o que era seu por direito. O choque veio logo em seguida: sua família biológica comandava a riqueza da cidade! Assim, ela se tornou a queridinha da família. O irmão CEO cancelou reuniões importantes, o irmão cientista interrompeu sua pesquisa e o irmão músico adiou sua turnê, só para vê-la! Enquanto aqueles que a desprezaram imploravam por perdão, Brad Morgan, um almirante, declarou calmamente: "Ela já está casada."

Capítulo 1 Expulsa de casa

A mão de Nicolas Kirk estava trêmula ao atirar a tigela nos pés de Rylie Kirk, o estrondo ecoando pela sala. Seu rosto se contorcia de fúria enquanto o sangue escorria de seus lábios.

"Como você pode fazer uma coisa dessas?! Que tipo de pessoa desejaria o mal ao próprio irmão?!", ele questionou, tossindo violentamente. "Eu deveria ter ouvido Stacey. Ela me avisou sobre o veneno!"

A expressão de Rylie oscilou ao olhar para o remédio derramado, a decepção sombreando suas feições. "Nicolas, eu já disse várias vezes que não há nada letal nesse remédio. Ele contém um ingrediente que purifica o sangue contaminado, e você precisa tomá-lo se quiser se recuperar."

Observando o remédio encharcar o tapete, ela se estremeceu interiormente, ciente do esforço e dinheiro que investira para encontrar o remédio adequado para seu irmão mais velho.

Stacey Kirk, filha adotiva da família Kirk, estava ao lado de Nicolas, seus braços envolvendo de forma protetora o livro de medicina que sempre carregava consigo. Com as lágrimas marejando seus olhos, ela elevou a voz: "Será que pode parar de ficar inventando desculpas? Leland fez testes na sua composição e os resultados foram alarmantes. Está cheio de toxinas!"

Um ceticismo frio se ilustrava no rosto de Rylie, que encontrou o olhar de Stacey. "Quanta estupidez! Não há remédio neste mundo que seja totalmente seguro, especialmente para a situação de Nicolas. A única maneira de combater isso é com uma dose potente. Não há nenhuma medicação branda que possa funcionar com ele."

Sem conseguir conter as lágrimas, Stacey protestou com a voz trêmula: "Ele está cuspindo sangue bem na nossa frente e você ainda insiste que essa é a única solução?! Somos só estudantes de medicina, e não curandeiras! Não coloque seu orgulho acima da vida do meu irmão!"

Dando um passo vacilante em direção a Rylie, ela continuou com as palavras carregadas de emoção: "Encontrei um especialista renomado e ele já prescreveu uma receita que pode salvar a vida de Nicolas. Admita seu erro e nos deixe tentar a receita, por favor!"

Ainda tossindo sangue, Nicolas se curvou e lançou a Rylie um olhar carregado de indignação. "Não bastava ter me dado esse remédio suspeito, e agora também está contra Stacey? Se você tivesse um pouco da compaixão dela, as coisas não teriam chegado a esse ponto! Peça desculpas a ela agora mesmo!"

Rylie endireitou os ombros e o encarou com um olhar firme. "Tudo que eu sempre queria era te ajudar. Não fiz nada que justifique um pedido de desculpas, nem devo nada a ela."

O desespero distorceu as feições de Nicolas enquanto ele lutava para se levantar, agarrando um chicote da parede em uma fúria cega. "Como ousa?! Como pode me empurrar para a morte sendo que nem cheguei à velhice?! Por que nunca me escuta, hein?! Dê o fora! Não quero você aqui!"

Ágil e destemida, Rylie se desviou do chicote.

Do andar superior, passos comedidos ecoaram e, em seguida, uma mochila surrada caiu aos seus pés.

Leland Kirk, o segundo irmão, estava no topo da escada, sua voz estridente atravessando o ar: "Vamos esclarecer uma coisa - você não passa de uma estranha, e Stacey é nossa verdadeira irmã. Guardamos esse segredo por sua causa, na expectativa de que você não guardasse rancor, mas hoje vemos o quão cruel você pode ser. Se prefere se recusar a admitir seus erros, pegue suas coisas e vá embora! Apresentaremos Stacey como nossa única irmã. Seus dias de glória só existiram graças ao seu sobrenome - agora você terá que voltar para sua família biológica e se contentar com a miséria deles!"

Tal ameaça não abalou Rylie, pois os anos vividos na casa dos Kirk já tinham esgotado sua paciência. A revelação de que ela não tinha laços consanguíneos com a família foi como uma bênção, trazendo uma leveza ao seu peito que jamais sentira. Não havia necessidade de continuar desperdiçando seu conhecimento e talento numa casa que nunca a valorizava.

Por mais peculiar que parecesse, ela sempre se perguntava por que se destacava entre os irmãos, que nunca conseguiam se igualar.

"Por mim, tudo bem", disse Rylie, seu tom sem um traço sequer de arrependimento. Com uma agilidade graciosa, ela pegou a mochila, tirou uma bala do pote e a deixou dissolver na língua enquanto caminhava em direção à porta.

Parada no corredor, Stacey não conseguiu conter um sorriso malicioso de satisfação. Cinco anos de conspiração finalmente trouxeram resultados! Com a saída de Rylie, ela se tornaria a filha preciosa da família Kirk, adorada e mimada pelos irmãos.

Mesmo assim, caiu na tentação de fazer mais um teatrinho, correndo atrás de Rylie. "Rylie! Não dê as costas assim! Você sempre terá seu lugar aqui! Não me faça sentir como a vilã desta história! Estou implorando!"

Nicolas a cortou bruscamente: "Chega, Stacey! Deixe-a ir! Alguém tão insensível quanto ela só pertence àquela família empobrecida. Ela nunca merecia este lar!"

Ao ouvir isso, Rylie soltou uma risada mordaz.

Será que todos da família Kirk eram tão fáceis de enganar? Eles realmente acreditavam que fora algum tipo de milagre que devolvera a saúde de Nicolas, o tirara da cama e o fizera andar novamente? Sem as ações e os remédios dela, logo eles veriam onde esse "milagre" o levaria.

Puxando o capuz sobre a cabeça, Rylie sentia o vento bagunçar seus cabelos e atingir seus lábios, um lampejo de desdém cintilando nos olhos.

...

Longe dali, na agitada capital do país Kouhron, a imponente Mansão Owen era um símbolo de influência e riqueza.

No salão opulento, Kendrick Owen bateu sua bengala ornamentada contra o piso de mármore. "Vocês deram a palavra de que ela foi localizada, então por que ela ainda não está aqui?"

Ao seu redor estavam seus três netos - cada um com uma presença imponente, homens cujos nomes tinham tanto peso que até as autoridades governamentais mais importantes os tratavam com respeito.

Apesar dessa grandeza, a ausência da irmã mais nova enfraquecia sua confiança, e agora seus rostos estavam marcados pela preocupação.

"Nossa busca estagnou em Crolens. De acordo com o último relato, ela passou alguns anos numa aldeia nas montanhas, mas após ter sido traficada, seu paradeiro desapareceu de todos os registos."

A angústia se estampava no semblante de Kendrick. "Nossa menina desapareceu há dezoito anos. Não quero nem imaginar as dificuldades que ela passou num lugar desses..."

"Mas houve progresso nas buscas, vovô. Um dos sequestradores se apresentou e alegou que depois ela foi vendida para uma mulher rica de Crolens. Só precisamos de um pouco mais de tempo - já estamos a um passo de encontrá-la."

Diante dessas palavras, o alívio suavizou as feições de Kendrick, uma esperança irradiando no seu olhar enquanto ele se levantava da cadeira. "Então não vamos perder tempo. Vou com vocês, assim poderemos procurar juntos!"

Capítulo 2 O lado oculto de Rylie

Com um bolsa pesada pendurada no ombro, Rylie saiu da residência da família Kirk e foi ao estacionamento onde sua motocicleta de edição limitada a aguardava, mantendo o olhar firme à frente.

Anos se diminuindo e mascarando sua aptidão em prol da fragilizada harmonia da família Kirk finalmente ficaram no passado, e agora a liberdade era palpável.

Sua motocicleta acelerava pelas ruas movimentadas da cidade, cortando a brisa do entardecer, até que ela chegou à imponente entrada de um condomínio próximo a um complexo militar.

No posto de controle, os protocolos de segurança eram rigorosos como sempre, mas assim que a motocicleta de Rylie apareceu, o guarda esboçou um sorriso largo e abriu o portão. "Suas visitas são sempre uma surpresa bem-vinda, senhorita Kirk."

Num movimento hábil, Rylie levantou a viseira e o cumprimentou com um aceno de cabeça.

Lá dentro, pétalas de jasmim perfumavam a brisa, e vários oficiais passeavam tranquilamente sob as árvores floridas.

Quando a viram, eles logo se aproximaram.

"Olhem só quem voltou - Rylie, eu já ia entrar em contato com você. Aqueles comprimidos que você preparou para mim acabaram."

Rylie parou a motocicleta e tirou o capacete, suas feições gentis atraindo acenos simpáticos. "Pode passar na clínica amanhã. Estarei lá o dia todo se precisar de mais."

Avistando outro rosto familiar, ela gesticulou em direção a um senhor idoso com um colar cervical. "Quanto a você, já te disse que esse colar só está agravando o problema no seu pescoço!"

Um sorriso embaraçado se estampou no rosto dele enquanto removia o colar. "Será que você poderia pelo menos deixar eu tentar alguns exercícios leves?"

"Vá devagar e não faça nada imprudente", respondeu Rylie, entrando num prédio residencial.

Muito tempo atrás, seu vínculo com essa comunidade se iniciou de forma inesperada. Durante uma visita ao Hospital Geral Militar para comprar remédios, ela encontrou um idoso com epilepsia e, com uma prescrição que tratava a condição pela raiz, lhe proporcionou um alívio que nenhum outro médico conseguira.

Na verdade, esse senhor era um renomado médico especialista famoso já aposentado. Impressionado com o potencial de Rylie, ele fez questão de honrá-la e ofereceu um apartamento na comunidade como um gesto de gratidão.

Uma afinidade descontraída permeava a comunidade, cuja localização privilegiada proporcionava uma vida tranquila e confortável. Com o tempo, Rylie passou a considerar esse lugar o lar.

Assim que ela entrou no apartamento, as luzes acenderam e a suave voz da inteligência artificial a saudou: "Bem-vinda de volta, Rylie. Você esteve fora por três dias. Há duas mensagens de voz criptografadas à espera, sua caixa de entrada recebeu novos e-mails e seu banho está pronto."

Com um baque no chão, sua bolsa caiu, fazendo o zíper se abrir e um monte de notas se espalhar pela entrada.

Ela olhou para o monte de notas jogadas e, supondo que devia totalizar cerca de dez mil, soltou uma risada debochada.

Era isso que a família Kirk achava que ela valia, dando dinheiro como se ela fosse uma mendiga?

"Reproduza minhas mensagens", ela pediu.

A voz de Britton Davies foi a primeira a ecoar, gravada na noite anterior.

"Ei, Rylie, o prazo para inscrição na corrida de revezamento está quase acabando - já fizemos dois testes drives! Você ainda está com a família Kirk? De verdade? Tenho derrotado Phillip nesses dias!"

Um ligeiro arquear da sobrancelha revelava o reconhecimento de Rylie.

Phillip Kirk, seu terceiro irmão, comandava um dos clubes de corrida mais exclusivos do mundo, formando campeões e acumulando prêmios.

As longas noites de Rylie ao volante era o segredo dessa fama, levando a equipe dele a uma vitória após a outra.

Quando as finais se aproximavam a cada temporada, Phillip a trocava por Stacey, concedendo a vitória e medalha de ouro para Stacey.

Ano após ano, as habilidades e técnicas de Rylie na pista impulsionava o sucesso deles, mas quando os holofotes da impressa e admiradores surgiam, era Stacey quem recebia as honras, ao passo que Rylie permanecia invisível para o público.

De qualquer forma, troféus e medalhas pouco significavam para ela. Naquela época, proteger o ego da família era mais importante, mas agora...

Um sorriso se espalhou pelo rosto de Rylie enquanto ligava para Britton. "Quero metade do prêmio em dinheiro."

Ao ouvir isso, qualquer decepção que Britton pudesse estar sentindo desapareceu num piscar de olhos. "Combinado! A equipe de Phillip não me assusta. Mapeei cada movimento que eles fazem na pista, mas quando você está no volante, ninguém consegue acompanhar. Eu nunca perco para ele, mas acontece o contrário quando é você!"

Uma risadinha escapou de Rylie. "Você também percebeu. É engraçado como isso é óbvio, mas ainda assim eles ignoram tudo o que eu faço."

A curiosidade iluminou a voz de Britton, que mudou de assunto. "A propósito, outra novidade acabou de sair do forno. Tem havido alguns rumores na Internet obscura sobre a família Owen, que é a mais rica de Kouhron. Dizem que estão aqui em Crolens, procurando pela filha desaparecida e oferecendo uma quantia considerável por informações. Acha que devemos nos envolver?"

"Não tenho interesse. As provas finais estão chegando, então vou passar. Até mais", Rylie respondeu sem hesitar.

Britton ficou confuso com essa resposta. De todas as razões para desistir, exames eram a última coisa que ele esperava de Rylie. Pelo que ele se lembrava, ela nem sequer aparecia lá para fazer os exames.

Na verdade, era ela quem os elaborava...

Capítulo 3 Acesso negado

Rylie passou para a próxima mensagem de voz, que era de Rory Carter, um dos médicos mais respeitados do Hospital Geral Militar.

Uma pitada de bajulação tingia o tom dele ao falar: "Rylie, estou completamente perdido. O filho de um velho amigo meu está lutando contra uma doença rara há anos, e a saúde dele está piorando de novo. Aqueles comprimidos que você nos deu não estão ajudando mais. Será que você poderia passar aqui e dar uma olhada?"

Pegando seu celular, Rylie retornou a ligação do homem. "Vou ao consultório amanhã à noite, depois da aula. Diga a ele para dar um pulo lá."

Soltando um suspiro apologético, Rory respondeu: "Ele está na ala VIP do hospital e, devido a protocolos rigorosos, não pode sair."

Batucando os dedos na mesa, Rylie exigiu mais detalhes. "Chega de enrolação, Rory. Quem é o paciente?"

Após uma pausa, Rory baixou a voz para um sussurro: "Brad Morgan, neto do famoso General Sean Morgan. Este não é um caso qualquer - a família Morgan já entrou em contato com os melhores médicos do país. Eles estão oferecendo vinte milhões para quem conseguir curá-lo."

Rylie arqueou uma sobrancelha. A lendária família Morgan era chefiada por Sean Morgan, um general formidável a quem até o presidente respeitava.

O nome Brad Morgan lhe trouxe lembranças - ela se lembrava de ter lido sobre ele nas notícias. Com apenas trinta anos, ele já era aclamado como o almirante mais jovem da época, e sua série de vitórias militares virou manchete em todos os canais da mídia.

Essa revelação deixou Rylie intrigada. Algo realmente poderia derrubar um homem como Brad?

A seguir, ela verificou a caixa de entrada criptografada de contratos e, como era de se esperar, lá estava um convite oficial do Departamento Nacional de Saúde.

Trabalhando sob o codinome "Mão de cura" na rede clandestina, ela construíra uma reputação por resolver os mistérios da medicina e por fim reunira sua própria equipe de elite. Levando isso em consideração, era de se esperar que o governo a procuraria.

Mantendo a serenidade, Rylie respondeu: "Recebi o convite oficial. Essa recompensa tentaria qualquer um. Vou aceitar o caso."

Enquanto isso, a tal notícia urgente da família Morgan também chegou à família Kirks. Leland entrou em ação, já traçando estratégias e ligando para seus contatos na expectativa de conseguir uma chance.

Sempre um passo atrás da elite, a família Kirk via isso como uma oportunidade de ouro. Afinal, curar Brad levaria à aceitação nos círculos sociais mais elevados.

Outro rumor agitava a cidade - a família mais rica de Kouhron desembarcou em Crolens, prometendo uma fortuna a quem os levasse até sua filha desaparecida.

Desesperadas pela recompensa, as pessoas de toda a cidade largaram tudo em prol de solucionar esse caso.

...

No dia seguinte, o toque estridente do celular de Rylie a arrancou do sono profundo. Ela se espreguiçou e se arrastou para fora da cama.

Do outro lado da linha, Timothy Powell, seu orientador de pesquisa, mal conseguia esconder a irritação. "Rylie! Já disse para você se encarregar da organização dos dados, mas você simplesmente sumiu! Está tentando ser expulsa do meu grupo de pesquisa? Stacey já estava aqui de madrugada. Espero que chegue o mais rápido possível!"

Sem responder, ela encerrou a ligação e olhou para o relógio, que marcava dez horas.

Sua mente voltou à noite anterior. Perdida nos artigos médicos antigos, ela passara longas horas examinando prescrições ancestrais e acabara dormindo mais do que deveria, esquecendo totalmente a tarefa de Timothy.

Soltando um bocejo, ela abriu o notebook, enviou um e-mail breve e foi se arrumar.

Com a bolsa no ombro, saiu.

Sua motocicleta percorreu as ruas e avenidas da cidade até parar em frente ao laboratório da universidade. Após encontrar um lugar para estacionar, ela caminhou em direção à entrada, pegou seu crachá e o passou no leitor, apenas para ver a tela piscar e exibir um aviso de recusa - seu acesso havia sido bloqueado.

No instante seguinte, as portas do laboratório se abriram e Stacey saiu, acompanhada por dois colegas do grupo de pesquisa.

Um sorriso sarcástico torceu os lábios de um dos rapazes ao notar o problema de Rylie. "Então, Rylie, por acaso você se acha especial? Chegando atrasada, abandonando o trabalho - parece que você conseguiu deixar o professor Powell bastante irritado. O acesso ao laboratório está bloqueado, e seus dias aqui acabaram!"

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