"Estamos sempre à procura da felicidade, mas esquecemos que a felicidade nunca esteve perdida."
-Urihan Ramalho Valentim
Elisabeth
Quando eu era pequena, eu esperava horas e horas na janela pelo meu príncipe encantado, as vezes me sentia a própria Rapunzel, presa em uma torre, meus pais sempre me falaram que o mundo era perigoso demais, então eu viva trancafiada em uma enorme Mansão cheia de luxos, mas sem um pingo de amor, meus pais viviam no hospital, a minha mãe nunca teve tempo para mim, afinal ela tinha que trazer pessoas ao mundo, o meu pai falava comigo as vezes, mas nunca tinha muito tempo, afinal ele é dono de um dos maiores hospitais dos Estados Unidos, eu tenho um irmão o Noah ele é mais velho , 15 anos para ser exata, mas diferente de mim ele estuda em uma escola e tem amigos, e ele quase nunca fala comigo, eu sou só a piralha, cresce sozinha, com vários professores particularmente.
Me lembrou como se fosse hoje a única vez que sai de casa, eu tinha seis anos, e o Noah me levou para toma sorvete em uma pracinha, o meu irmão não é uma pessoa ruim, era o meu aniversário e todo mundo tinha esquecido menos ele, nos brincamos e eu caí e quando cheguei em casa estava com um pequeno arranhão no joelho, assim que entramos em casa ainda sorrindo a minha mãe apareceu.
- Elizabeth, desta vez você não me escapa do quarto escuro - minha mãe falou com raiva, ela pegou no meu braço com força. Toda vez que eu faço algo que ela não gosta ela me ameaçava em colocar me colocar no porão lá tem um quarto úmido e bem escuro.
- Não por favor mamãe no quarto escuro não - comecei a implorar, o Noah tentou me tirar da mamãe, mas ela estava com muita raiva, e saiu me puxando.
Todos os funcionários me olhavam com pena, mas não podiam fazer nada eu já estava chorando eu moro de medo do calabouço.
- Por favor mamãe não me tranca no calabouço...
- Você, acho melhor calar a boca se não quer que eu te tranque lá pelo resto da sua vida...
- Noah, Noah - comecei a chamar ele - Noah me ajuda por favor.
- Mamãe deixa ela por favor, ela é só uma menininha - o Noah falou vindo atrás todos na casa viam e fingiam não ver nada.
- Noah, a mãe sou eu, e você sabe que posso fazer coisa pior, eu já disse que você não pode sair de casa...
- Noah, Noah, Noah, não deixa ela me tranca...
- Cala a boca Elizabeth...
- Me perdoa mamãe eu prometo que não faço mais me perdoa mamãe, se quiser eu me ajoelho, mas por favor não me tranca.
- Você sabe as regras - a minha mãe me falou me jogando no quarto e trancando a porta.
- Por favor alguém me ajuda - eu gritei chorando. - Noah me tira daqui eu tenho medo - eu gritei chorando e podia ouvi as risadas da minha mãe e depois o silêncio, gritei tantas vezes pedindo ajuda no quarto não entrava nenhum tipo de luz.
- Izzie - ouvi a voz do meu irmão, não sei quanto tempo eu estou aqui.
- Me tira daqui eu tenho medo, muito medo - eu falei chorando e ele passou alguma coisa pela porta.
- Eu não consegui a chave, me desculpa Izzie é tudo minha culpa, e só não queria te ver triste - ele falou e peguei o que ele passou não entendi parecia uma régua, mas quando toca vi que era uma lanterna. - Eu tentei falar com o papai, mas ele está ocupado, eu vou ficar aqui com você não precisa ter medo.
- Noah por que a mamãe não me ama - falei chorando ainda mais.
- Não pensa nisso baixinha, eu te amo, mas eu não consigo mais morar aqui, você me perdoa por te deixar...
Eu chorei ainda mais, eu não entendo porque eu não posso ser feliz.
As horas se passaram e eu não dormi passei a noite toda chorando com o Noah, quando a minha mãe me tirou do quarto, mandou eu subir, e não falar nada para o papai, e foi para o hospital, o meu irmão saiu de casa neste dia e eu quase não via mais ele.
E a minha mãe sempre falava que eu era má, uma pessoa horrível, e os castigos continuavam.
Da última vez que o meu irmão veio aqui seis meses atrás ele me entregou um cartão, ele disse que a nossa avó tinha deixado um dinheiro para nós dois e ele era responsável pela minha parte, ele colocou uma quantia para mim poder fugir se tivesse coragem.
Um dia antes do meu aniversário de 18 anos minha mãe me viu conversando com o novo jardineiro, ela me levou para o quarto escuro e me algemou quando eu fiz quinze anos minha mãe colocou um cinto de castidade em mim, para ter certeza que não ia fazer besteira ela só deixava tirar para mim tomar banho, e era horrível, mas quando eu contei para o Noah ela falou para o meu pai que a proibido de fazer isso e até ameaçou o divórcio, então ela começou a me prender no sótão ela me algemava e pelo pescoço e os braços. Eu passava dias ali sem comer e as vezes sem bebê água, eu não conseguia mais viver naquele inverno, então eu resolve fuguir.
Neste dia a Elizabeth Fewburg morreu, consegui uma nova identidade e fui para Inglaterra como Celiny, e como ela eu pela primeira vez pode senti o gostinho da liberdade, mas o Noah também me falou, que o melhor no começo era eu não procurar por ele.
Então eu tive que descobrir o mundo sozinha, e realmente não foi fácil, mas qualquer coisa era mais fácil que mora naquele inferno.
Resolve fazer coisa normais pela primeira vez e logo fui aprovada da universidade, resolve fazer TI porque me apaixonei, mas depois de dois anos, minha mãe descobriu a Celiny e tive que me reinventar, e fui para Austrália lá eu era a Ava, mas quando avisaram que ia inaugurar o hospital Fewburg eu resolve que já era momento de assumir uma nova identidade, e me tornei a Sarah em Portugal, depois fui a Magda na Alemanha, e sinceramente não estava aguentando mais viver livre, mas sem ser eu em 4 anos eu já tinha sido 5 pessoas e não tive nenhum amigo, então continuava sozinha.
Então nesta nova identidade a Olívia, eu gosto muito deste nome, e vim para Veneza, fazer outro curso eu descobri que amo estudar, e foi aqui que fiz a minha primeira amiga a Fernanda, ela era minha colega de quarto, e foi com ela conhece as festas, ela é muito alegre, e em uma destas festas eu conheci o Igor, ele era melhor amigo do namorado da Fernanda, ele é russo, eu não sei explicar o que eu sentia por ele, eu ali pela primeira vez na minha vida eu me sentia feliz, mas como fui quando a vida me deu um banho de água fria, eu era muito ingênua, e quando me entreguei para o Igor, nos não usamos nada e veio a bomba eu estava grávida, eu fiquei com tanto medo, não queria ser mãe, eu tinha medo de não amar este serzinho, a Fernanda me ajudou a enfrentar o primeiro baque
Então preparamos um jantar para contar ao Igor que ele ia ser papai, toda vez que eu me lembro deste dia me dá vontade de chorar.
- Eu não vou enrolar Igor, eu estou grávida - falei assim na lata.
- Como assim? - ele falou com a cara seria.
- Aconteceu...
- Aconteceu nada você fez de propósito para me prender, você saber que preciso passar um ano em Londres...
- Cara se acaba a Live não é assim você conhece ela...
- Você fica calado Vinícius, a Olívia não vai ser nem a primeira nem a última a tentar dá o golpe da barriga, mas...
- Não precisa falar nada Igor, não se preocupe eu não preciso de você para ter o meu filho - falei com firmeza, mas a verdade eu queria desmoronar.
- Não, você vai tirar este coisa, você diz que vai cuidar sozinha, para depois, vim atrás do direitos desta coisa - dei um tapa na cara e e sai dali no mesmo minuto eu não sabia o que fazer, então resolvi e atrás da única pessoa que eu queria do meu lado neste momento.
Ligação on
- Alô - o Noah falou estava ligando de um telefone público.
- Noah - falei chorando...
- Izzie, porque você está chorando, o que aconteceu? - ele perguntou.
- Eu preciso de você eu preciso te ver por favor...
- Você está aonde?- ele perguntou
- Veneza - falei e ele ficou em silêncio.
- Pega um trem e vem para Portugal te encontro no café na esquina da praça em Praga se disfarçar - ele falou e desligou o celular.
Ligação off.
Peguei o primeiro trem e já sei que a Olívia morre aqui uma pena eu gosto da Nanda, ela é tão legal foi a minha primeira amiga.
Assim que cheguei no tal café o Noah já estava lá a esposa dele é brasileira, mas eles moram aqui em Portugal porque ele gerencia o hospital daqui. Assim que o vi abracei feito uma menininha no colo do pai, não queria da trabalho para o Noah ele tem a família dele uma esposa 2 filhos, eu só conhece o John ele agora já está com 10 anos e tem o Charlie ele tem 5 anos só vi uma foto.
Meu irmão já tem 38 anos e ainda morre de medo da nossa mãe, o que me faz não ter esperança, destas cicatrizes um dia cicatrizarem.
- O que aconteceu Izzie? - ele me perguntou e faz tanto tempo que ninguém me chama assim, e me desabei a chorar.
- Eu estou grávida - falei em meio a lágrimas não queria olha para o seu olha de decepção.
- Se acalma, olha para mim vai dá tudo certo, você já falou com o pai do seu filho?
- Ele não tem pai - falei tentando conte as lágrimas.
- Mas ele tem uma mãe forte olha para a gente Izzie tivemos pais pessimos, mas sei que você vai ser uma ótima mãe, e eu vou te ajudar....
- Como eu vou viver assim Noah, eu tenho medo da Morgana, e se ela descobrir ela pode acaba com o resto da minha vida.
- Você consegui você não conseguiu ficar cinco anos longe daquele inferno, quando o John nasceu foi a minha maior motivação...
- Mas eu não posso fica perto de você, também não posso volta a ser a Olívia, a Morgana conseguiu bloquear minhas contas, e um bebê agora eu tô perdida Noah, eu não quero mais viver assim, eu não quero isso para este serzinho, ficar toda hora mudando de pais de vida, eu quero apenas ser eu.
- Então recomeça pela última vez, eu não posso te dar muito dinheiro, a mamãe está monitorando as minhas contas, mas a família da Beatriz é do Rio de janeiro, você morando lá para mim te ver é mais fácil e os nossos pais estão vendendo o hospital de lá você vai está segura, é só ...
- Evitar a zona Sul, acho que o Brasil e um bom lugar a minha amiga a Fernanda ela é brasileira, só que ela é do Ceará, vou sentir falta dela, mas está é a hora da Olívia morrer...
- O que você acha de Júlia? você tem cara de Júlia.
- É eu gosto de Júlia...
- Vai da tudo certo Júlia...
- Não eu preciso que você me chame de Izzie, para mim não esquecer de mim.
- Tudo bem Izzie vou dá um jeito de valida o seu diploma, para a sua nova jornada.
Espero que desta vez eu encontre a felicidade, e a cura para as minhas cicatrizes.
©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©
"Bom, boa sorte. Talvez New York seja uma cidade grande demais. Quer dizer existem milhões de pessoas nesta cidade. Como, em toda essa bagunça, se supõe que o cara encontre o amor da sua vida?'
- How I Met Your Mother
Miguel
O amor é muito engraçado, meu pai sempre me falou que ele chega sem pedi licença, quando não os procuramos.
Eu sempre quis ter uma família, me casar ter três filhos no mínimo e um cachorrinho, mas fica difícil quando, todas as garotas que se aproximam de você só estão interessadas no seu sobrenome, afinal ser um Sangrend tem as suas vantagens, mas também as desvantagens, a única amiga que eu já tive foi a Analu, e está com ela e os filhos dela só aumentou a vontade de ter os meus filhos.
Hoje andando pelas ruas de Nova York , entendo a solidão o sentindo de vazio, e que trabalhar com vinhos não tem nada haver comigo já a minha irmã Amy adora, ela está na Califórnia com o meu pai analisando os vinhedos, e eu estou de castigo nesta cidade fria, me bateu uns saudade do Brasil.
Aqui toda hora tem um paparazzi palpitando na minha vida, ou criando mil teorias, sobre a minha vida, sou mais reservado não gosto de ir em festas, as vezes eu só não queria carregar o peso de ser o primogênito, como todos falam que sou o herdeiro da minha família e o meu pai é bilionário, é difícil ser apenas eu o Miguel, eu amo os meus pais, mas nestes minutos que tenho que me esconder de paparazzi ou fugir deles eu simplesmente queria muito não ser um Sangrend.
Resolvi e visita as crianças no hospital que o meu padrinho é chefe da cirurgia, então antes comprei vários presentes eu sei como é difícil está em um hospital eu morei lá por dois anos, depois de comprar os presentes fui para o hospital de táxi, Quando finalmente cheguei já fui direto para a ária de tratamento com câncer, sempre brinco distribuo os presentes e conto história, amo está no meio de crianças, quando me avisaram que eu tinha que sair para as crianças descansarem.
Como sempre passo no berçário isso me trás uma paz tão grande.
- Sabia que ia te encontrar aqui, como a Ana Luiza está? - o meu padrinho perguntou.
- Indo, mas logo mais a Clarinha vai está com a gente...
- E você ainda está fingindo do amor? - ele perguntou
- Eu não fujo dele, ele que parece ter alergia a mim...
- E a DJ você parecia gosta muito dela...
- E eu gostava, mas ela não gosta de mim, e eu como idiota ainda me declarei para ela, sinceramente tio estou cansado de procura minha alma gêmea...
- É que as pessoas exageram, mas eu queria falar com você sobre outro assunto, eu e a senhora Li estávamos querendo comprar o hospital Fewburg do Rio de janeiro, achamos que seria um bom investimento, mas não confio no novo advogado, e lembrei que você é um...
- Você quer que eu vá nesta reunião...
- Sim, os Fewburg, não são pessoas confiáveis, principalmente a Morgana, meu pai a conhece desde a época da faculdade, ele disse que ela uma boa pessoa, mas depois que ela se casou no primeiro ano da residência por está grávida ela se tornou uma mulher amargura.
- Entendo então a reunião é quando?
- Amanhã - ele falou e não fiquei muito chateado afinal era um bom motivo para volto mais rápido para o Brasil fora que a Ana Laura logo mais vai ter o bebê e quero está perto dela.
Então avisei ao meu pai e a Amy voltou e eu fui para o Brasil.
Era para ser uma passada rápido no hospital, não sei dizer não para o meu padrinho, depois de uma reunião chata com a senhora Fewburg, ela me levou para conhecer o hospital e quando passamos pelo vidro da ala de neonatal, eu vim uma bebezinha sozinha com vários aparelhos e pareciam que iam tirar ela do hospital.
- O que aconteceu com aquela bebê? - perguntei para a senhora ao meu lado.
- Vamos para outro lugar - ela falou tentando desviar do assunto.
- Primeiramente responda a minha pergunta, para onde vão levar a bebê?
- A mãe dela era moradora de rua, nos fizemos um favor de aceita-la, mas tanto ela quanto a irmã gêmea morreram, ela não tem família e a bebê não vai dura muito tempo, ela nasceu com um probleminha no fígado.
- Você vai tirá-la do hospital...
- Não podemos mante-la aqui de graça, é um hospital particular, olha a Maria não tem plano de saúde - não sei o que deu em mim além de nojo desta mulher eu tenho que fazer alguma coisa.
- Maria dos Santos? - Perguntei, mesmo não conhecendo, mas é um sobrenome comum no Brasil.
- Sim, Maria Silva dos Santos, 20 anos.
- Loira? - perguntei porque a bebê era loira.
- Sim, mas o senhor não deve conhece-la, ela provavelmente estava muito tempo na rua pelo seu estado de desnutrição.
- Posso ver ela, eu tivemos um caso a uns meses, menos de nove, eu acho que está bebê é minha filha.
- Você está afirmando que este bebê é sua filha Senhor Sangrend?- ela perguntou, eu posso ser preso por isso, mas ela pode morrer se eu não fizer nada.
Me aproximei ainda mais do vidro, e como ela só estava de fralda vi um sinal, era um igual ao meu no formato de um coração roxo, e sorrir este era o sinal de que vou fazer a coisa certa.
- Ela é minha filha, olha para o sinal no peito dela...
- um coração roxo alguns bebês nascem com sinal roxo isso é normal...
Abri a minha camisa só um pouco para ela ver o mesmo sinal, ela estava confusa e eu estou torcendo para ela não querer fazer um teste de DNA.
Ela olhou para mim do nada e sorriu ela me levou para assinar toda a papelada necessária para mim registrar as meninas, ela deixou eu ir para o quarto falar com a Maria antes.
- Oi Maria, eu sei que você não está aqui, mas eu quero que você saiba que vou cuidar do seu anjinho, a Angelina já deve está com você, Mas eu vou fazer de tudo pela Angel, espero que você goste deste nome, ela é linda, eu vou conta que você a ama m, e sei que de onde você estiver vai está cuidando da nossa menina. - falei para o corpo dela com a senhora Fewburg por perto.
De lá eu já fui registra as duas e prepara tudo para o velório fiz um túmulo bem bonito para que a Angel quando estiver maior venha aqui.
Eu queria falar com a Analu sobre tudo isso, mas depois do nascimento do Bernardo, eu queria falar com a minha irmã, mas não quero que ninguém saiba a verdade sobre a paternidade da angel.
Eu queria falar com a Analu sobre tudo isso, mas depois do nascimento do Bernardo, eu queria falar com a minha irmã, mas não quero que ninguém saiba a verdade sobre a paternidade da Angel
- Oi Angel, eu sou o seu papai - falei para ela, não podia toca nela nem nada do tipo, mas meu coração já se acelera só de poder está perto dela. - Por favor fica comigo, eu te prometo te dar muito amor e carinho e ser um bom pai para você, não vai morar com a mamãe lá no céu nem com a Angelina, fica aqui comigo - pedi a ela tocando no vidro.
©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©©
Continua.....
A vida recomeça a toda hora, sem aviso e com a chance maravilhosa de podermos tentar tudo de novo.
Elizabeth (Júlia)
Estou a uma semana no Brasil, não tenho muito dinheiro, mas não tenho medo de trabalhar e até o meu diploma está no meu novo nome, vou trabalhar como caixa da loja dos pais da Beatriz, e estou morando em um quartinho no fundo da casa de uma senhora tão doce e amável.
- Júlia, Júlia - sinto alguém tocando em mim, ainda não me acostumei com o meu novo nome.
- Oi dona Linda, desculpa estava meio aérea.
- Notei, eu ia te chamar para tomar um café - ela falou com seu jeitinho doce.
- Eu tenho que trabalhar dona Linda, mas muito obrigada pelo convite.
- Aí menina você está parecendo o meu neto - ela falou cursando os braços - Tem que se cuida para não ficar doente, até parece que você pega todas as horas extras.
- Sim, mas preciso do dinheiro, ainda mais agora - falei tocando na minha barriga que já estava começando a aparecer.
- Eu não sabia que você está grávida, agora mais que nunca você tem que se cuidar Júlia. - ela falou de um jeito preocupada, é até estranho ter alguém que se preocupe tanto comigo.
- Eu estou tentando, mas até eu conseguir validar meu diploma para poder trabalhar no Brasil na minha área, tenho que lutar, que este serzinho precisa de mim, sou tudo que ele tem e ele é meu tudo.
- Sabe filha, você me lembra muito a mãe do meu neto, e vocês dois não estão sozinhos eu sei que sou só uma velha, mas vou amar muito o meu mais novo bisneto, e estou aqui para o que você precisa - ela falou e me abraçou, é tão estranho eu quase nunca fui abraçada, e em tão pouco tempo no país as pessoas são tão gentis comigo.
Fui para mais um dia de trabalho, e as horas parecem não passar de jeito nenhum, eu não tive muito enjoos, até o meu bebê está cooperando muito, cheguei em casa morta, tomei um banho e quando já está indo dormir sem jantar,pós os meus pés estão me matando, bateram na porta e sorrir ao ver a Dona Linda, ela é um anjo ela estava com uma panela e uma caixa.
- Desculpa vim assim é que vi sua carinha de cansaço aí fiz uma sopinha, ah sei que não é grande coisa, mas agora que meus bisnetos estão longe, eu estou me sentindo muito sozinha, aí fiz isso, espero que você goste - ela falou entrando uma caixa.
Assim que abri comecei a chorar, eu estou muito sensível, Ultimamente.
Ela tinha feito um sapatinho de crochê de ursinho, a coisa mais linda deste mundo.
- Não chora Julinha...
- É muito lindo - falei, limpando o rosto.
- Você tem um olhar muito vazio filha, eu só quero que saiba que vocês não estão sozinhos - ela falou colocando a sopa em um prato para mim.
- Eu não tenho palavras para agradecer o seu carinho dona Linda.
- Pode me chamar de vovó Linda, sabe eu não tenho as melhores condições, mas o meu neto e a noiva dele me ajudam, para mim não ter que trabalhar mais, então podemos fazer assim, eu te ajudo e você me faz companhia, e não precisa se preocupar com o aluguel você vai precisar do dinheiro para este serzinho...
- Eu não posso aceitar don... Desculpa, vovó Linda, você é muito boa, mas não posso me aproveita da sua generosidade...
- Eu gosto de cuida das pessoas, e depois que o meu marido morreu, eu me sentia muito sozinha, então a Marta apareceu ela era mais nova que você, e tinha este mesmo olha triste, ela estava grávida do meu neto o Benjamim, depois veio a Bianca, e eles me ajudaram a tirar aquela tristeza do peito, e se tornaram a minha família.
- A senhora nunca quis ter filhos? - Perguntei a ela.
- Era o meu maior sonho, mas Deus não me permitiu, eu tive três filhos mais não pode ver cresce nenhum, o meu primeiro filho o José Carlos, morreu com apenas uma semana de nascido, depois veio o Carlos Eduardo, ele morreu com um aninho, e por último a Aninha ela morreu com 3 anos todos nasceram com o mesmo problema no coração, e levaram um pouco do meu junto, mas Deus sabe o que faz, ele me deu a Marta, de presente, e eu que pensei que ia morrer sozinha, tenho uma família linda, os meus bisnetos então são uma gracinha, quando o meu neto tomar juízo e for atrás da mulher dele eu te apresento a Ana Luiza é um amor, ela é um anjo, sabe aquela pessoa cheia de luz...
- Muito obrigada, está sopa está maravilhosa - falei comendo faz tanto tempo que não como uma comidinha caseira.
- Olha a sogra do meu neto teve gêmeos tem pouco tempo se você não se importa posso pedi a ela as roupinhas que eles não usam mais assim você economiza, porque um filho é muito caro...
- Eu não me importo vovó Linda, pelo contrário agradeço, eu estou juntando dinheiro para as consultas, não faço a menor ideia de quanto é um pré natal aqui no Brasil...
- Aí menina, amanhã mesmo nos vamos no postinho, aqui a saúde é de graça, não é a melhor coisa, mais tem bons médicos e eles vão te acompanha...
- Sério isso, a senhora tirou um peso das minhas costas...
- Você é formada em que eu posso tentar conseguir um emprego melhor...
- Vovó Linda a senhora é um anjo sério onde a senhora estava todos estes anos da minha vida - falei sorrindo.
- Aqui menina eu moro nesta casa a 53 anos, se meu marido estivesse vivo nos teríamos 53 anos de casados, eu me casei com 18 anos, foi uma correria só eu já estava grávida do José Carlos, e naquela época, era um escândalo.
- Imagino - falei pensando no que os meus pais iriam fazer se descobrissem que estou grávida e vou ser mãe solteira.
- Já vou te deixa em paz, e amanhã antes de você ir trabalhar vamos no posto para marca as consultas para o pré natal.
- Certo, e obrigada dona Linda.
- Certo, e obrigada dona Linda
5 meses depois
Como o tempo passou rápido já estou de 7 meses e minha barriga está enorme, meu irmão comprou um apartamento para mim, perto da casa da Vovó Linda, porque a verdade é que não quero sair daqui, pela primeira vez na minha vida, eu sei o que é ter um colo de mãe, e agora com estes dois sei que vou precisar de muita ajuda.
- Aí vovó Linda, você tem certeza que não quer vim comigo? - perguntei pela décima vez.
- Aí filha, está é a minha casinha daqui só saiu no caixão, e outra quero ter o meu cantinho para receber meus bisnetos, você vai me dá mais dois e a Analu mais um olha de uma só vez vou dobra de bisnetos - ela falou sorrindo e os meus anjinhos resolveram prática luta livre porque é tanto murro e chute.
- Ei você dois eu sei que vocês estão sem espaço, mas não precisa brigar, né Angelina, Ângelo, se comportem - falei com a minha barriga.
- Você precisa conhecer a Ana Luiza, quer ir hoje comigo...
- Desculpa vovó Linda, mas hoje eu vou começar arrumar as coisas lá no apartamento se não eles nascem e eu não vou ter nada arrumado...
- Mas você vai fazer isso sozinha, você não pode...
- Não o meu irmão está na cidade, ele e a esposa vão me ajudar, não vejo a hora de ter estes dois nós meus braços.
- Eu também não vejo a hora de ter estes dois loirinhos juntos da tropa, o progenitor deles também é loiro?- ela perguntou e foi a primeira vez que ela perguntou alguma relacionada a ele.
- Não, mas ele tem olhos azuis - falei e ela sorriu.
- Mas espero que eles se pareçam com você...
- Eu também, eu já amo tanto a minha dubla.
Ouvimos algum chamar na porta e sei que é o Noah quero muito que ele conheça a vovó Linda, assim que foi até a porta vi o meu irmão com a minha cunhada, ela é linda.
- Oi baixinha - ele falou sorrindo e fui abrir o portão - Você está linda maninha - ele falou me abraçando.
- Que barrigão mais lindo Izzie - a Beatriz falou e meu coração gelou.
- Está mesmo né - a vovó Linda falou ignorando, o nome que ela me chamou. - Fico feliz que que vocês estão aqui, entrem eu passo um cafezinho - a vovó Linda falou toda sorridente.
- Noah, Beatriz está a é a vovó Linda o meu anjo da guarda - falei e a vovó Linda já foi abraçando o Noah e a Beatriz.
Meu irmão ficou meio sem jeito, mas depois entendeu porque eu amo tanto a Vovó Linda.
- Vamos entra a casa é simples, mas é bem limpinha - ela falou entrando.
Entramos e a vovó Linda como sempre muito carinhosa e simpática, ela tem um jeitinho tão especial de nos fazemos nos sentir únicos.
- Nossa a casa hoje está cheia - o Benjamim neto dela falou entrando ele também é uma pessoa muito boa.
- Filho venha conhecer o responsável por levar os meus bisnetos para longe de mim - ela fala e o Benjamim cumprimentou o meu irmão.
- É fácil vovó Linda, a senhora resolve este problema indo morar com um de nós dois...
- Concordo - falei e ele sorriu. Eu gosto do Benjamim, ele é um fofo no começo estava meio insegura de ter algum contato, mas a vovó Linda me convenceu.
E o engraçado é que ela sempre trata nós dois da mesma forma como se fosse os netos dela, quando ela me mostrou a foto da Ana eu entendi um pouquinho, eu sou parecida com ela.
- Como está o Ângelo e a Angelina?- ele perguntou alisando a minha barriga o que faz a dubla dinâmica se agitar. - Oi para vocês também - ele falou sorrindo.
- Não vejo a hora dos meus - ela parou um pouco - Larissa, Gael, Guto, Bernardo, Ângelo, Angelina - ela falou contando nos dedos - meus seis bisnetos correndo pela casa.
- Espero que o Bernardo não tenha a energia da mãe, porque se não estamos ferrados, o Gael já vale por dois - o Benjamim falou sorrindo.
- Não fala assim do meu bebê - a Vovó Linda falou.
- Angelina, por que não Ângela? - a Beatriz perguntou.
- A Larissa quem escolheu, ela disse que a priminha ia ser a Angelina bailarina - a Larissa é um doce de menina eu espero que a minha seja parecida doce e inteligente.
Pela primeira vez eu me sinto em casa com uma família afinal ganhei uma avó, um primo e alguns sobrinhos.
- Ah, Dona Linda foi um prazer, mas temos muita coisas para arrumar.
- Tudo bem, foi um prazer e espero que vocês venham mais vezes, cuidem muito bem da minha neta linda e dos meus bisnetos, eu vou no seu apartamento próxima semana.
- Certo, tchau vovó, tchau Ben - falei e os dois são tão simpático.
Saímos da casa da vovó Linda e fomos para o meu novo apartamento as minhas coisas já estavam lá.
- Eu fico feliz de você ter conhecido pessoas tão boas - o meu irmão falou começando a arrumar as coisas.
- É louco, mas perto dela eu me sinto em casa como nunca me senti antes, e a verdade é que tenho medo de ter que deixar de ser a Júlia, eu amo morar aqui, e quero que os meus filhos cresçam perto dela, com muito amor e carinho, ela não me julga só me dar amor.
- Eu notei que você está com um semblante muito melhor - ele falou estávamos só nos dois no quarto dos meus bebês estava arrumando as roupinhas. - Você comprou coisa demais não acha e eu ainda não consegui desbloquear suas contas...
- Eu só comprei estas daqui - mostrei dois macacões um vermelho e o outro azul. - o restante eu ganhei a Vovó Linda fez muitas coisinhas e outras a dona Taylor me deu as fraldas eu ganhei lá no meu trabalho, umas da vovó linda outras do Benjamim, do Gustavo da Giulia, as pessoas aqui são muito generosas.
- Eu fico feliz que você esteja feliz, Izzie eu não queria toca neste assunto, mas você não quer falar com o papai ele está muito mal...
- Noah, não este homem nunca foi meu pai, ele nunca se importou comigo e se eu me aproximar dele a Morgana vai destruí o resto da minha vida...
- Izzie o papai pode morrer desde que você se foi ele não está muito bem, e agora está pior...
- Noah não adianta, para mim eles já morreram, e sinceramente eu espero que a Morgana tenha um fim logo, porque eu preciso de paz para o meu filhos...
- Não fala assim eles são nossos pais...
- Não eles são os seus pais, a Morgana me odeia, ela me maltrata desde que eu me entendo por gente então por favor não toca mais neste assunto isso não me faz bem, na verdade acho que vocês já podem até ir, eu termino de arrumar sozinha...
- Izzie...
- Noah por favor me deixa - falei e ele saiu do quarto.
- Eu vou fazer de tudo meus amores para está Mulher não chegar perto de vocês - falei alisando a minha barriga.
Depois de um tempo arrumando a casa me deitei já cansada, eu não pode me defender e não tive quem me defendesse, mas por estes dois eu faço qualquer coisa.
Dormi com este pensamento.
A semana tinha sido longa, mas terminar tudo o quartinho dos meus bebês estava lindo.
O apartamento tem dois quartos o que é perfeito para a minha família.
Para mim está tudo perfeito, aqui eu vou ser feliz com os meus pequenos.
Saí de casa neste dia mais tarde hoje ia ter que trabalhar no plantão da noite, mas não tinha problema, porque é o turno mais calmo, e não vou precisar fica tanto tempo em pé.
Estava sentada no caixa esperando entrar algum cliente quando eu vi um fantasma, a Morgana tinha entrado na loja um vendedora foi atender mas o olhar dela encontrou o meu e depois a minha barriga enorme acabei de completar oito meses, os olhar dela do nada mudou para ódio o mesmo que ela fazia antes de me castigar, eu não pensei em nada só sai correndo o que não era nada fácil com aquela barriga, mas eu tinha que fica a uma distância segura dela eu não lembro direi eu só sei que estava correndo e ela estava vindo atrás de mim, quando fui atravessar a rua só vi dois faróis e senti uma dor muito forte e o meu corpo tocando no chão e apaguei o meu pensamento era só o que ia acontecer com os meus filhos.
©©©©©©©©©©©©©©©
Continua......