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O viúvo e seu amor

O viúvo e seu amor

Autor:: JulikaNesser
Gênero: Romance
[ CONCLUIDA ] Lucas é um pai solteiro, já que sua esposa havia falecido um ano atrás, e agora tinha que aguentar o filho pedir um irmão. Até que veio a ideia de lhe dar um cachorro. Ele só no esperava que, junto com o cachorro, viesse uma veterinária muito astuta.

Capítulo 1 1

( Essa história é no universo ABO, ou seja, eles tem lobos interiores e isso vai ser citado durante a história. Também terão marcas, que é quando os lobos escolhem seus respectivos parceiros, Lucas, o protagonista, como era casado, também é marcado por sua antiga esposa. Com o tempo, a marca vai desaparecendo, a partir que seu lobo se desconecta daquela pessoa - isso é importante. No decorrer da história vocês vão entendendo. Lembrando que as regras se aplicam somente na minha história, é um universo que eu criei, pode ser que vocês encontrem esse universo em outras e seja diferente ok? )

Eram seis e meia da manhã e Lucas saia do banho, estava com uma toalha amarrada na cintura e se olhou no espelho da pia, limpando o esfumaçado com a mão. Observou seu reflexo, os cabelos molhados jogados pra trás, seus olhos fundos, passou a mão pelo pescoço, onde as pequenas marcas de duas letras estavam pouco a pouco desaparecendo. Seu lobo estava se desconectando de sua antiga esposa e aquilo apertava seu coração. Ele se apoiou na pia, respirando fundo, tentando ser forte pra enfrentar mais um dia, pois tinha alguém por que lutar.

Foi até o quarto e se vestiu, e então foi ao quarto de seu filho de três anos, que já estava acordado - Bom dia papai - ele sorriu coçando os olhos na cama.

- Preparado pra mais um dia? - disse dando um beijo em sua testa.

- Aham, a tia disse que hoje é dia de massinha...

- Olha, entao vamos comer pra você ir? Papai precisa trabalhar... vamos tomar banho? - o menino assentiu e então eles foram ate o banheiro, Lucas deu banho no filho, e então o levou a creche, indo pro trabalho logo depois.

Passou o dia pensativo, tinha dias que eram assim... Quando voltou pra casa, enquanto fazia o jantar, seu filho soltou uma pergunta da qual ele nunca esperaria.

- Papai, porque você não tem outro bebê?

Lucas arregalou os olhos, mas então riu - Porque eu sou homem meu filho, homem não tem bebês. Só mulheres.

- Hmm.... então não vai ter outro bebê na sua barriga?

- Na minha não, você não lembra das fotos? Você ficou na barriga da mamãe.

- Ah é verdade... - disse voltando a pintar no papel - mas eu queria um irmãozinho.

Lucas o olhou outra vez, mas achou que ele esqueceria da conversa. Mas ele não esqueceu. Tinha virado quase uma obsessão. Ele ficou sabendo que três dos seus amiguinhos da creche tinham tido irmãos, e ele agora queria um. Ele chegou a chorar pedindo um e Lucas não sabia mais o que fazer.

Capítulo 2 2

- Você tem que voltar a namorar Lucas... - Carlos disse em uma noite que sairam pra beber e seu filho ficou com sua mãe. - Já faz um ano e meio...

- A marca ainda não saiu totalmente... - disse dando um gole em sua bebida.

- Isso não significa nada... já vi marcados se apaixonarem um mês depois... e também...

- Não to pronto...

- Lucas, você não pode ficar sozinho pra sempre... - João disse.

- Eu sei, mas ainda não to pronto, a Fer... - ele suspirou - não to pronto...

- Mas o Pedro quer um irmão, e ele não vai esquecer isso tão cedo - Carlos retrucou.

Lucas suspirou, colocando a testa na mesa.

- Porque você não da... um cachorrinho a ele? - João disse e Lucas levantou a cabeça - Tenho uma amiga que tem uma clinica veterinaria, sabado parece que vai ter campanha de adoção, se você estiver disposto...

Lucas arregalou os olhos - João, você é um gênio! - disse tomando o resto de sua bebida.

No sabado, Lucas acordou seu filho falando que tinha uma surpresa pra ele, o que deixou o garotinho de 3 anos euforico. Se arrumaram e cedo foram para a clinica que João tinha tinha mandado.

- Papai, é um lugar de cachorrinhos! - Pedro pulava segurando sua mão.

- Vim buscar seu irmãozinho de quatro patas - Lucas falou vendo o filho sair correndo vendo tantos cachorrinhos dentro dos cercadinhos.

Ele sorriu, vendo a empolgação do filho, o sorriso... o mesmo de Fernanda... e era esse o motivo dele continuar. Ele jamais se apaixonaria novamente, seria de Fernanda para sempre. E seriam os três, ele, o filhote e o cachorrinho.

- Bom dia - uma voz doce veio de suas costas e ele se virou, dando de cara com um sorriso grande que deixava os olhos da mulher ficarem pequenos. Ele sentiu um arrepio que nunca havia sentido antes, alem de sentir um cheio aconchegante de... lar. Era estranho. - Sou Rafaela, a dona e veterinária.

Ela estendeu a mão e Lucas a pegou por impulso - L-Lucas..

- Ele é seu? - Lucas assentiu - Vieram adotar um? - Assentiu de novo - Eu gosto quando o próprio cachorro escolhe a criança sabe, parece mais verdadeiro, e acho que já aconteceu... - o veterinario apontou com a cabeça e Lucas viu Pedro sentado no chão com uma bolinha pequena de pelos marrons no colo.

- Realmente... como faço pra adotar?

- Bom, primeiro eu diria que faria uma vistoria em sua casa pra ver se era de confiança, mas João comentou que você viria, só precisa assinar o contrato de adoção se comprometendo a vir dar as vacinas certinhas e a cada seis meses fazer uma vistoria. Se quiser também temos serviço de banho e tosa no andar de cima.

- Papai! Papai, olha esse! Eu quero esse! - Pedro sorria com o filhotinho no colo.

- Realmente parece que eles já se escolheram... - Lucas comentou.

- Como os lobos, eles se reconhecem, é inevitável quando acontece - Rafaela disse o olhando intensamente e Pedro engoliu em seco.

- Então, dra Rafaela, o que posso fazer agora pra levar ele?

- Assinar o contrato, preencher o questionário, e prometer que voltará, se não eu vou atras de você.

Lucas sorriu involuntariamente - Certo. - Ele assinou todos os papéis enquanto Rafaela dava as primeiras recomendações. Quando viu já tinha comprado caminha, ração, brinquedos,tudo para seu "novo filhote". - dra Rafaela, então nos vemos semana que vem para a primeira vacina?

- Eu espero que sim, e pode me chamar de Rafaela - a veterinaria disse sorrindo daquele jeito intendo de novo e Lucas sentiu outra vez o cheiro de lar.

Precisava sair dali,naquele momento.

Capítulo 3 3

- Papai, o holly vomitou de novo - Pedro disse na cadeirinha dentro do carro vendo o cachorrinho no chão em uma caixa. Eram 11 horas da noite de um domingo e eles voltavam de uma visita a fazenda de morangos do pai de Lucas. Pedro ficou tão entusiasmado que começou a correr com o cachorrinho pela plantação e Lucas nem reparou que ele estava dando pedaços dos morangos para o animal, só reparou mais tarde, e só se preocupou quando o cachorro começou a vomitar.E o pior nem era isso.

Além do choro desesperado de Pedro, que apenas com dois dias já tinha se apegado completamente ao cachorro, ele teve que ligar para a veterinária em pleno domingo a noite.

Ele estava morto de vergonha.

Chegou na clinica ja vendo as luzes acesas,e logo que estacionou viu Rafaela abrir a porta e o ajudar. - Ele ta numa caixinha ali embaixo. - disse enquanto tirava Pedro da cadeirinha.

- Ele vai ficar bem dotora? - Pedro disse com a voz chorosa no colo de Lucas.

Rafaela sorriu, pegando a caixinha - Vou fazer o possivel pra que sim.

Eles entraram na clínica e logo a veterinária começou a examinar a bolinha de pelos marrom. Entre choros e fungadas, Pedro acabou dormindo no colo de Lucas. - Coloca ele ali na maca, ta esterilizada. - Rafaela disse e ele colocou o filho deitado ali.

Depois chegou perto, vendo que Rafaela ja tinha colocado uma intravenosa no cachorrinho - Ele vai sobreviver?

Ela sorriu de canto - Vai, foi só uma intoxicação, foi bom ele ter vomitado e melhor ainda você ter trazido ele, assim ele fica hidratado de novo e sara o estomago...

- Meu Deus, eu nem sei como o Pedro ta vivo ainda, eu sou um desastre pra cuidar de algo sozinho...

- Então você cuida do seu filho sozinho? - ela perguntou como quem não queria nada, enquanto ainda arrumava o cachorrinho na caminha.

Lucas suspirou - Sim, sou viuvo.

- Ah - Rafaela o olhou e Lucas sentiu ela olhar seu pescoço - Sinto muito...

Ele esfregou o lugar da marca desaparecendo involuntariamente -Tudo bem... - suspirou - mas então?

- Ele vai ter que passar aqui essa noite, pra repor liquidos e vitaminas, amanhã a tarde podem vir buscá-lo.

Lucas assentiu - Desculpe por toda essa confusão, eu realmente nem notei ele dando os morangos pro cachorro...

Rafaela riu, uma risada baixa que fez algo no coração de Lucas - Crianças são assim, não se preocupe, foi o de menos para o que chega aqui...

- E quanto eu te devo? Tenho que me preparar já que você teve que sair de casa em um domingo as 11 horas da noite...

Ela deixou o cachorrinho dentro de um cercadinho, lavou as mãos e então se parou em frente a Lucas - O preço da consulta normal.

- Só isso? Nenhum adicional? Eu devo fazer algo doutora, por favor, se não vou me sentir muito mal...

Rafaela sorriu devagar - Pode me pagar um jantar um dia desses então, dai estamos quites.

Lucas paralisou - J-jantar?

- Eu amo comida italiana - disse sussurrado antes de sair do lugar onde estavam.

Lucas ainda ficou paralisado no lugar. A veterinária tinha dado em cima dele? Depois do torpor ele pegou seu filho da maca, que meio sonolento perguntava pelo cachorrinho.

- Ele vai dormir aqui hoje e amanhã você vai vir buscar ele e ele vai ta bonzinho ta bom? - Rafaela disse ao menino passando a mão por seus cabelos.

- Promete dotora? - disse com a voz manhosa.

- Prometo! - ela disse piscando.

- Eu acerto amanhã, pode ser? - Lucas perguntou.

- A consulta? Sim claro.

- Ok então, obrigada doutora, de verdade.

-Obigado por cuidar do Holly - Pedro disse sonolento.

-Holly? Que nome lindo... - Rafaela sorriu e Lucas tremeu. Maldita fragância com cheio de lar. - Ate amanhã então - ela o olhou.

-A-ate.. - Lucas disse saindo da clinica tentando fugir de tudo o que aquela veterinaria despertava em si.

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