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O Último Adeus de Laura

O Último Adeus de Laura

Autor:: Rice Kelsch
Gênero: Romance
Laura, uma arquiteta ambiciosa, via sua vida perfeita ao lado de Pedro, seu noivo carismático e bem-sucedido, que desafiou sua própria família rica por ela, uma órfã. Noite após noite, ele sussurrava promessas de construir o mundo para ela, enquanto o anel de noivado brilhava em seu dedo, selando o que parecia ser um amor épico. Mas então, uma foto anônima mudou tudo: Pedro, dormindo na cama de um hotel, abraçando um braço feminino com uma tatuagem de borboleta familiar, a de Sofia, sua meia-irmã. A traição não foi apenas dolorosa; foi uma facada vinda das duas maiores fontes de dor em sua vida: o abandono maternal e a infidelidade de seu noivo, transformando seu conto de fadas em um pesadelo grotesco. Como o homem que prometeu construir seu mundo poderia destruí-lo com tanta facilidade? E por que com ela? A dor congelou, e Laura sentiu algo novo e mais duro nascer dentro de si. A arquiteta sonhadora morreu, e em seu lugar, uma mulher determinada a traçar seu próprio destino ressurgiu.

Introdução

Laura, uma arquiteta ambiciosa, via sua vida perfeita ao lado de Pedro, seu noivo carismático e bem-sucedido, que desafiou sua própria família rica por ela, uma órfã.

Noite após noite, ele sussurrava promessas de construir o mundo para ela, enquanto o anel de noivado brilhava em seu dedo, selando o que parecia ser um amor épico.

Mas então, uma foto anônima mudou tudo: Pedro, dormindo na cama de um hotel, abraçando um braço feminino com uma tatuagem de borboleta familiar, a de Sofia, sua meia-irmã.

A traição não foi apenas dolorosa; foi uma facada vinda das duas maiores fontes de dor em sua vida: o abandono maternal e a infidelidade de seu noivo, transformando seu conto de fadas em um pesadelo grotesco.

Como o homem que prometeu construir seu mundo poderia destruí-lo com tanta facilidade? E por que com ela? A dor congelou, e Laura sentiu algo novo e mais duro nascer dentro de si. A arquiteta sonhadora morreu, e em seu lugar, uma mulher determinada a traçar seu próprio destino ressurgiu.

Capítulo 1

Laura ajustou o capacete de segurança, o som do clique ecoando pelo canteiro de obras barulhento. O sol da tarde batia forte, mas ela mal sentia o calor, seu foco estava totalmente no esqueleto de aço e concreto que se erguia à sua frente. Este projeto em uma zona de conflito recém-pacificada era o mais desafiador de sua carreira, uma chance de provar não apenas seu talento como arquiteta, mas também sua coragem.

Seu colega, Carlos, aproximou-se, com uma prancheta na mão e uma expressão preocupada no rosto.

"Laura, você tem certeza disso? A estrutura ainda não está totalmente estabilizada. Qualquer tremor secundário pode ser perigoso."

"Eu preciso ver de perto, Carlos. Os cálculos no papel são uma coisa, a realidade é outra."

Sua voz era firme, não deixando espaço para argumentação. Ela precisava disso, precisava do risco, da adrenalina, de algo que a fizesse sentir viva e a distraísse da dor que carregava no peito. Esta missão era sua fuga, sua redenção.

Enquanto subia o andaime improvisado, o cheiro de poeira e metal enchendo seus pulmões, uma memória a atingiu com força. Era a voz de Pedro, seu noivo, soando suave e cheia de promessas em uma noite estrelada, meses atrás.

"Eu vou construir o mundo para você, Laura. Cada prédio, cada ponte, cada casa que você sonhar, eu estarei lá para garantir que se torne realidade."

Ele a segurava em seus braços, o anel de noivado brilhando em seu dedo. Pedro, o empresário bem-sucedido e carismático, que a amava com uma intensidade que a assustava e a completava.

Ele era o homem que a defendeu de tudo e de todos. Sua família nunca a aprovou, uma órfã sem nome ou fortuna, indigna do herdeiro do império empresarial dos Medeiros. Laura lembrava vividamente do dia em que o pai de Pedro a humilhou em um jantar de família, chamando-a de aproveitadora. Pedro se levantou, bateu a mão na mesa com uma força que fez os talheres saltarem e declarou na frente de todos:

"Se Laura não for bem-vinda nesta casa, então eu também não sou. Ela é minha família agora."

Ele a pegou pela mão e a tirou daquela mansão opressiva, e nunca mais olhou para trás. Aquele ato de rebelião solidificou o amor dela por ele. Ele era seu porto seguro, seu herói.

Esse pensamento fez o estômago de Laura revirar agora, uma mistura de nostalgia e náusea. A imagem do herói se quebrou em mil pedaços na noite anterior. O som de uma notificação em seu celular a tirou de suas memórias. Era uma mensagem de um número desconhecido. Hesitante, ela abriu.

Era uma foto. Uma foto nítida e inconfundível de Pedro na cama de um hotel, dormindo. Ao lado dele, um braço feminino com uma pequena tatuagem de borboleta no pulso o abraçava. Laura sentiu o ar faltar. Ela conhecia aquela tatuagem.

Quando Pedro chegou em casa naquela noite, sorrindo e trazendo seu sorvete favorito, ela sentiu um frio percorrer sua espinha. Ele a abraçou por trás enquanto ela olhava pela janela da sala, fingindo admirar a vista da cidade.

"Pensando em nosso futuro, meu amor?", ele sussurrou em seu ouvido, beijando seu pescoço.

O toque dele, que antes a aquecia, agora a queimava como gelo. Ela não se moveu, seu corpo rígido sob o toque dele.

"Estou cansada", ela disse, sua voz soando oca aos seus próprios ouvidos.

Ele a virou para encará-lo, a preocupação em seus olhos parecendo tão genuína que por um momento ela quase duvidou do que tinha visto.

"Você está trabalhando demais nesse projeto. Você precisa descansar. Nosso casamento está chegando."

Ele se inclinou para beijá-la, mas o toque de seus lábios foi interrompido pelo toque insistente do celular dele. Ele se afastou, olhando para a tela com uma breve hesitação antes de atender.

"Alô?", ele disse, sua voz mudando sutilmente. Ele se afastou dela, caminhando em direção à varanda. "Sim, estou a caminho. Apenas espere por mim."

Laura observou-o em silêncio, a imagem do homem que uma vez parou o trânsito no centro da cidade apenas para lhe entregar um buquê de flores raras porque ela estava tendo um dia ruim, piscando em sua mente. O homem que comprou uma pequena editora que estava prestes a falir só porque eles publicaram o primeiro livro de poesia que ela amava na infância. Esses gestos grandiosos, que antes pareciam provas de um amor épico, agora pareciam... uma farsa.

Ela tocou o anel de diamante em seu dedo. Era pesado, frio. Seu rosto estava pálido no reflexo da janela. Como o homem que construiu um mundo para ela podia destruí-lo com tanta facilidade? A pergunta ecoou em sua mente, sem resposta, enquanto ela o ouvia desligar o telefone e voltar para a sala, o mesmo sorriso falso no rosto.

Capítulo 2

"Era do escritório. Uma emergência," Pedro disse, guardando o celular no bolso. "Preciso sair por algumas horas, mas volto logo. Não me espere acordada."

Laura apenas assentiu, o coração batendo forte contra as costelas. A mentira era tão descarada, tão insultuosa. O número que enviou a foto agora enviava uma nova mensagem. Era um nome e um endereço. Sofia. O nome a atingiu como um soco no estômago. Sofia, sua meia-irmã. A filha da mulher que a abandonou em um orfanato quando ela era apenas um bebê. A mulher que ela só conheceu há dois anos e que desde então tentava, de todas as formas, se infiltrar em sua vida.

Pedro se aproximou, deu-lhe um beijo rápido na testa. "Eu te amo."

As palavras saíram de sua boca com facilidade, mas para Laura, elas soaram vazias, profanadas. Ela o observou sair do apartamento, o som da porta se fechando foi como uma sentença final. A traição era ruim, mas a traição com Sofia era uma crueldade de outro nível. Era como se o destino estivesse zombando dela, unindo as duas maiores fontes de dor de sua vida: o abandono de sua mãe e agora a infidelidade de seu noivo.

Assim que ele saiu, ela recebeu outro anexo. Desta vez, um vídeo curto. Pedro e Sofia em um bar, rindo. Ele a puxou para perto e a beijou, não um beijo rápido, mas um beijo longo e apaixonado, cheio de uma familiaridade que fez o estômago de Laura se contrair. Havia mais fotos, deles de mãos dadas em um parque, dele comprando para ela um colar em uma joalheria. A mesma joalheria onde ele comprou seu anel de noivado.

A dor era aguda, paralisante. Mas por baixo da dor, uma raiva fria começou a borbulhar. Ela não ia desmoronar. Não ia dar a eles essa satisfação. Com as mãos trêmulas, ela abriu o laptop. Lembrou-se de um amigo de Pedro, um playboy que postava tudo em suas redes sociais. Ela encontrou o perfil dele e começou a procurar. Não demorou muito. Em seus stories, uma foto de um grupo de pessoas em um restaurante chique no centro da cidade. E lá estavam eles. Pedro e Sofia, sentados lado a lado, a mão dele possessivamente em sua coxa.

Laura vestiu um casaco, pegou as chaves do carro e saiu. Ela dirigiu mecanicamente, as ruas da cidade passando como um borrão. Ela estacionou do outro lado da rua do restaurante, as janelas de vidro do chão ao teto oferecendo uma visão clara do interior. Lá estava ele, o homem que ela amava, servindo vinho para sua meia-irmã, sorrindo para ela da mesma forma que sorria para Laura todas as manhãs.

Ele se inclinou e sussurrou algo no ouvido de Sofia, que riu e jogou a cabeça para trás. O gesto era tão íntimo, tão natural. A traição não era um erro de uma noite, um deslize. Era uma vida dupla. Uma vida inteira da qual ela não fazia parte.

Uma memória de seu primeiro encontro com Pedro a invadiu. Ela era apenas uma estudante de arquitetura tímida, derramando café em seus projetos na biblioteca da universidade. Ele, já um jovem empresário de sucesso visitando seu antigo campus, a ajudou a limpar a bagunça. Ele a achou adorável em sua vulnerabilidade, em sua paixão desajeitada por seus sonhos. Ele a fez sentir vista, especial. Agora, olhando para ele com outra mulher, ela se sentia invisível, uma tola.

Ela pegou o celular e, com uma calma que a surpreendeu, digitou uma mensagem para ele.

"Onde você está, meu amor? Sinto sua falta."

Ela enviou a mensagem e observou. Viu o celular dele acender na mesa. Viu-o pegar, ler a mensagem com um sorriso no rosto e digitar uma resposta rápida. O celular dela vibrou.

"Em uma reunião chata. Queria estar com você. Te amo."

A hipocrisia era de tirar o fôlego. Laura desligou o celular, o rosto sem expressão. A dor ainda estava lá, um buraco negro em seu peito, mas agora estava coberta por uma camada de gelo. A arquiteta sonhadora estava morrendo, e em seu lugar, algo novo e mais duro estava nascendo. Ela deu partida no carro e se afastou, deixando para trás a cena de sua vida desmoronando.

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