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O último ano

O último ano

Autor:: Nayara Barbosa
Gênero: Romance
Depois da morte da mãe, Ivy Duran é obrigada a morar com o pai que ela mal conhece - e com a nova família dele. O problema? O filho da madrasta, Ezdra Navarro, é tudo o que ela despreza: arrogante, popular e impossível de ignorar. Entre brigas, provocações e sentimentos que ela jura não querer sentir, Ivy percebe que o amor pode ser o erro mais perigoso do seu último ano.

Capítulo 1 Prólogo

Ivy Duran

O ar pesado da capela parecia apertar meu peito, como se cada respiração custasse mais que a anterior. No centro da sala, o caixão da minha mãe estava cercado por flores que pareciam chorar junto comigo. Havia rosas brancas, lírios, algumas margaridas - todas vibrando numa tristeza que eu não conseguia processar. Meu olhar percorreu a sala lotada, tentando achar alguém que pudesse me dar algum conforto, algum ponto de apoio, mas tudo o que via eram rostos conhecidos e desconhecidos misturados em olhares de pesar e curiosidade.

No fundo da capela, meu pai, Vitorio Navarro, estava ali. Rígido, imóvel, com os braços cruzados como se sua postura pudesse proteger alguém - ou talvez a si mesmo. Ao lado dele, Miranda, minha madrasta, esbanjando aquele sorriso calculado que sempre me irritou, mesmo só de imaginar. E claro, o filho dela, Ezdra, que eu não queria nem olhar, mas meus olhos insistiam. Ele estava encostado na parede, mãos nos bolsos, cabelo perfeitamente bagunçado como se nada pudesse tocá-lo. Mas eu sabia: ele estava me observando. Sempre me observando.

A sensação de abandono me esmagou. Mãe, por que tu foi morrer agora? Por que me deixou sozinha com ele? Com eles? Com essa família que não me quer, que eu não quero. Meu coração gritava palavras que não consegui dizer em voz alta.

- Ivy. - A voz de meu pai cortou meu turbilhão de pensamentos. - Vem cá, filha.

Eu engoli o nó na garganta, ignorando o calor que subia às minhas bochechas. Não, eu não iria. Não agora. Não queria me aproximar do homem que havia se afastado de mim durante anos, que deixou minha mãe sozinha e agora tentava se portar como se nada tivesse acontecido.

- Pai... - minha voz saiu baixa, quase sussurro. - Por que você não fez nada quando ela precisou? Por que não esteve lá?

Ele franziu a testa, o olhar firme me atravessando, e eu senti cada palavra dele vir antes mesmo de sair:

- Ivy... eu tentei.

Eu dei um riso amargo, cheio de dor e desprezo.

- Tentou? Tentou o quê? - minhas mãos tremiam, mas eu não deixei que ele visse. - Onde você estava quando ela estava doente? Quando ela precisava de você? Você nem ligava!

O silêncio se espalhou pela capela. Alguns olhares se voltaram para nós. Eu não me importava. Não podia me importar. Meu pai respirou fundo, lentamente, tentando manter a calma.

- Eu... sei que falhei. Mas agora precisamos... - ele pausou, procurando palavras que pareciam não existir - ...precisamos nos apoiar. Um pelo outro.

Eu o encarei, incrédula, sentindo uma mistura de raiva, desgosto e uma pontada de saudade que não queria admitir.

- Apoiar um pelo outro? - repeti, com a voz mais firme agora. - Você quer dizer... apoiar você mesmo enquanto eu fico aqui sozinha?

Ele fechou os olhos por um instante, como se cada palavra minha tivesse cravado uma lâmina em seu peito. Mas ele não recuou.

- Não... não quero que fique sozinha. - Sua voz falhou por um instante. - Eu quero que esteja comigo. Que... a gente tente.

Eu respirei fundo, sentindo as lágrimas começarem a cair, quentes, ardendo na pele. Mas antes que pudesse responder, Ezdra se aproximou, passos lentos, arrogantes, mas curiosos. Parou ao meu lado, apoiando-se no parapeito do caixão, e soltou um comentário tão casual que me cortou como lâmina:

- Então essa é a mãe de quem todo mundo fala tanto...

Meus olhos se arregalaram. Olhei para ele, a boca aberta, mas nenhuma palavra saiu. Meu pai lançou um olhar de censura para o filho, mas ele apenas sorriu, desafiador.

- Não é engraçado. - eu disse, finalmente, tentando controlar a voz trêmula. - Ela era minha mãe. E você... você não sabe nada sobre isso.

Ezdra deu de ombros, aquele sorriso irritante de quem acha tudo divertido.

- Claro que sei. Todo mundo sabe. Mas... você está bem? Quer que eu... - ele fez um gesto vago, como se pudesse oferecer qualquer tipo de conforto - ...ajude de algum jeito?

Eu não sabia se ria ou chorava de raiva. O garoto era irritante, mas havia algo nele que me desarmava, algo que me dizia que ele não era apenas um idiota qualquer. Mas, ainda assim, eu não podia ceder. Não agora.

- Não preciso da sua ajuda. - Falei, afastando-me levemente. - E você não tem nada haver com isso.

Ele apenas me encarou, olhos escuros e profundos, como se estivesse lendo cada pedaço da minha alma. Então se virou, sem dizer mais nada, e se afastou, deixando-me ainda mais sozinha com meu próprio luto.

Meu pai suspirou, e finalmente falou, mais baixo, quase para si mesmo:

- Ivy... eu sei que errei. Mas agora... precisamos recomeçar.

Eu apenas balancei a cabeça, sem conseguir pronunciar uma única palavra. Como se "recomeçar" pudesse significar alguma coisa agora, depois da perda, depois de tudo que sentimos.

As flores ao redor do caixão pareciam mais pesadas do que nunca, e cada rosto que olhava para mim era uma lembrança de que nada mais seria igual. Eu sentia que o mundo inteiro havia mudado - e que, naquele instante, eu precisava decidir se iria lutar contra ele, ou simplesmente me deixar afogar na dor.

E enquanto meu coração sangrava, eu percebi que o pior ainda estava por vir.

Porque a convivência com eles - meu pai, a madrasta e o filho dela - não seria apenas difícil. Seria uma guerra. E, eu sabia, em algum lugar entre raiva e curiosidade, Ezdra seria meu maior problema... e talvez, meu maior desejo.

{...}

Capítulo 2 C.01

Ivy Duran

Meu quarto era grande demais para alguém que só queria desaparecer. As paredes claras, os móveis caros e o closet lotado de roupas que, provavelmente, Miranda havia escolhido para mim, pareciam apenas me lembrar de que eu não pertencia àquele lugar. Cada peça de roupa, cada detalhe, gritava perfeição e riqueza - e eu só queria sumir dali.

Deitei na cama, de costas, sentindo o colchão frio debaixo de mim, do jeito que eu tinha vindo ao mundo, sem capas, sem defesas. Por alguns segundos fechei os olhos e desejei que pudesse desaparecer, que o chão se abrisse e me engolisse.

A porta se abriu bruscamente e o som do ranger ecoou pela sala.

- Ivy, estão te chamando para almoçar. - A voz de Ezdra Navarro soou atravessando a porta.

- Não sabe bater? - Minha voz saiu mais ríspida do que eu pretendia. Levantei-me, pegando um vestido que estava largado no chão. Ele continuava parado na porta, imóvel, sem se desculpar.

- Da próxima vez, vê se bate na porta. Eu não fico de roupa no MEU quarto.

Ele levantou uma sobrancelha, com aquele sorriso irritante de quem sabe que me tirou do sério, mas nem se moveu. Eu sabia naquele instante: esse garoto ia ser uma pedra no meu sapato.

Suspirei e saí do quarto, ignorando a vontade de gritar com ele mais uma vez. Cada passo ecoava na casa enorme, lembrando-me de que não era mais a mesma vida de antes, que agora estava presa em um lugar cheio de regras, formalidades e olhares calculados.

---

A mesa de jantar estava posta de forma impecável. O ambiente era elegante, silencioso, com aquela sensação de perfeição que me irritava profundamente. Sentei-me, cruzando os braços, enquanto meu pai falava sobre a empresa, sobre decisões de negócios e sobre o futuro de Ezdra, o filho da madrasta. Cada palavra dele parecia me empurrar mais para fora daquele mundo, mais para longe de quem eu era antes.

- Tem certeza que é necessária toda essa formalidade? - murmurei, cutucando o garfo distraidamente.

- Eu gosto que façamos pelo menos uma refeição juntos. - Miranda respondeu, com um sorriso que soava falso para meus ouvidos.

Respirei fundo e decidi quebrar o silêncio, pelo menos parcialmente.

- Obrigada pelas roupas, Miranda. E me desculpe se fui grossa alguma vez. Sei que nada disso tem a ver com você ou com as canalhices do meu pai, muito menos com a morte da minha mãe.

Ela se inclinou levemente, tocando minha mão de forma delicada.

- Não tem que pedir desculpas, querida. Você passou por muita coisa.

Passei o resto do almoço em silêncio, apenas ouvindo meu pai falar sobre números, lucros e ações. Cada palavra me lembrava de que aquele lugar não era meu lar, de que meu passado havia sido apagado para dar espaço a uma família que nunca me quis completamente.

- Você já faz isso muito bem, Vitorio. - Ezdra comentou, levantando-se abruptamente e saindo da sala.

Olhei para Miranda, que lançou-me um olhar preocupado, mas gentil.

- Desculpa por ele. - disse ela, baixinho.

- Imagina. Vou para o meu quarto também. - levantei-me, tentando ignorar o aperto no peito e a raiva que ainda fervia.

---

Enquanto subia as escadas, refletia sobre Ezdra. Ele parecia não se importar com nada, mas o que eu entendia até agora era que ele não queria assumir a empresa da família. A mãe dele casou com meu pai, então Vitorio tocava o negócio até que o herdeiro estivesse pronto. Mas, claro, o playboy tinha outras prioridades - festas, carros, garotas... e agora, aparentemente, uma adolescente recém-chegada para incomodar sua rotina perfeita.

Desci novamente, encontrando meu pai e Miranda na sala de estar. Uma vontade súbita me tomou: queria correr até meu bairro, ver Kadu, meu namorado, rever o pessoal do colégio. Só um instante de normalidade antes que a vida nova me engolisse por completo.

- Vitorio... - comecei, hesitante.

Ele me olhou, sério, e a voz firme:

- Será que custa me chamar de pai, Ivy?

- Custa. - respondi, cruzando os braços. - Só queria pedir permissão para ir ao meu bairro visitar os amigos.

Ele franziu a testa, mas antes que pudesse responder, Miranda interveio.

- Deixe ela ir. É bom rever os amigos. Logo começam as aulas, e ela não terá tempo.

Olhei para ela, sentindo gratidão silenciosa.

- Não sei... é longe. - meu pai resmungou.

- Ezdra vai com ela. - disse Miranda, observando o filho descer as escadas, relutante.

- Eu o que? - Ezdra arqueou uma sobrancelha.

- Isso. Ele vai dirigir. Vocês ficam em um hotel, é mais tranquilo.

Ezdra bufou, mas pareceu ceder. Enquanto eu subia para pegar minha mochila, ouvi Miranda dizer:

- Vou atrasar sua entrada na empresa até que termine a faculdade.

Um pequeno alívio percorreu meu peito. Pelo menos, naquele momento, Ezdra concordou em me levar, mesmo relutante.

---

Na estrada, o silêncio era quase palpável. Ezdra concentrado ao volante, e eu perdida em meus pensamentos. Decidi ligar a rádio, e uma música familiar começou a tocar - "Golden". Não pude evitar cantarolar. Para minha surpresa, ele também começou a cantar. Olhamos um para o outro e rimos, a tensão se quebrando por alguns segundos.

- Não sabia que você curtia esse tipo de música. - disse, olhando para ele.

- Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, pirralha. - respondeu ele, com aquele sorriso que me irritava e me atraía ao mesmo tempo.

- Pirralha não, Ezdra. Muito clichê. E você só é um ano mais velho, então pode parar.

- Não mesmo. - disse ele, rindo, e eu não resisti: dei um soco leve em seu braço.

- Cuidado aí! Estou dirigindo, pirralha.

- Idiota! - gritei, mas no fundo, sabia que esses momentos eram a única coisa boa entre nós naquele instante.

Sub: Que clichê, não acha? Me faz lembrar daqueles livros que você lia do grande W, quando tinha seus 13 anos.

Você também não vem perturbar minha cabeça com isso, não.

Já era tarde da noite quando chegamos no hotel, houve um problema com as reservas que Miranda fez, então eu e Ezdra teríamos que dividir o mesmo quarto. Ironia do destino ou não, no quarto tinha apenas uma cama de casal, enorme, mas ainda sim era uma só.

- Se preferir durmo no chão. - Ele diz.

- Não seja bobo, Ezdra. Não é como se fosse acontecer alguma coisa. Não somos um casal.

- Maravilha. - Ele disse se jogando na cama.

{...}

Capítulo 3 C.02

Ezdra Navarro

Acordei no dia seguinte com a pirralha dormindo no meu peito, podia empurrar ela de cima de mim, mas aquele simples toque estava me prendendo. Desde quando a conheci, ela tem algo que me atrai, como se fosse um imã, e irrita-la se tornou meu mais novo hobby.

Vi que ela se mecheu então fechei meu olhos rapidamente fingindo que estava dormindo. Ela tomou um susto e se afastou um pouco.

- Puta merda! Que doideira Ivy. Se seu namorado te visse assim com certeza te daria um pé na bunda. - Ela diz e levanta indo até o banheiro. Eu abro os olhos e dou risada.

Quando ela saiu do banheiro eu já estava de pé e pronto, ela me olhou com uma cara do tipo " tá esperando o que?"

- Vamos?

- Vamos para onde? Tá maluco Ezdra?

- Seu pai me fez prometer te seguir por onde você for, e mandar uma foto sua a cada 5 minutos. Então eu serei como seu guarda costas.

- Até quando eu estiver transando com meu namorado? - Ela arqueou uma sobrancelha.

- Até quando estiver fodendo com ele. - Digo me aproximando. - Ao vivo deve ser mais excitante. - Digo mordendo o lóbulo de sua orelha.

- Não fode, Ezdra. - Ela diz saindo na frente e eu vou logo atrás.

Entramos no carro e segui o endereço no qual uma amiga passou para ela. Festa em uma casa de algum riquinho que nem aquele pessoal conhecia. Entrei ao lado dela e óbvio que os olhares vieram em nós.

- Ivy, que saudade. - Uma das garotas abraçou ela. - Ui, quem é o gato?

- Meu guarda costas.

- Seu pai não está de brincadeiras mesmo né?

- Não. - Ela diz olhando ao redor. - A onde está o Kadu?

- Ivy??? Amiga, você não sabe?

- Não sei o que Diana?

- Kadu esta com a Bianca agora.

- É o que?

- Ele disse para todo mundo que vocês terminaram que relacionamento a distância não dá.

- É o que? A onde tá esse filho da puta?

- Provavelmente no quarto.

Ivy saiu em direção à casa subindo as escadas e óbvio que eu fui atrás, sabia lá o que poderia acontecer. Foda é ela descobrir uma traição assim.

Ela abriu uma porta e tinha um cara fodendo uma garota, que convenhamos não tinha a metade da beleza de Ivy.

- Filho da puta maldito. Eu precisava ver com meus próprios olhos para quer, que eu desperdicei dois anos da minha vida com um verme. - Ela diz e por sua voz, pode sentir que seus olhos estava embargados.

- Ivy? O que você tá fazendo aqui? Vamos conversar.

- Não, não tem o que conversar, você já disse para todos que não estávamos mais juntos, só esqueceu de avisar para mim. Infeliz! - Ela virou e bateu contra meu corpo, pude ver seus olhos marejados e eu só a puxei para mais perto abraçando-a. - Me leva embora, por favor.

Não falei nada apenas a puxei e saímos dali, óbvio que o infeliz veio atrás, e eu já estava louco para bater em alguém.

- Ivy, amiga...- A tal da Diana abraça ela.

- Ivy, espera...vamos conversar.

- Ele é de maior? - Pergungei olhando para Diana e ela balançou a cabeça que sim.

Não pensei duas vezes dei um soco na cara do verme que caiu de imediato no chão.

- Filho da puta, isso é apenas um aviso. Fica longe dela, não liga para ela, excluía ela da sua vida, finja que ela nunca existiu, se quiser permanecer com todos os dentes dentro da boca. - Digo, pego Ivy e saímos dali sem olhar para trás.

Coloquei ela no banco do carro, passei no hotel, fiz check-out, peguei as mochilas e seguimos viagem de volta para casa.

- Não comenta com meu pai, por favor.

- Não se preocupe, pirralha.

Foi as únicas palavras que trocamos no caminho de volta para casa, ela encostou a cabeça no vidro e chorou. O celular dela vibrou e ela um áudio de Diana.

- Amiga, pensa pelo lado positivo, pelo menos você não perdeu a virgindade com ele...

Ivy tentou abaixar o volume, mas infelizmente eu escutei e confesso que fiquei surpreso.

- Obrigada por mais essa humilhação. Acabou de dizer para Ezdra que eu sou virgem. - Ivy manda um áudio de volta para a miga que manda outro pedindo mil desculpas.

Não falei nada, apenas concentrei na volta e ela acabou dormindo. Ivy Duran é uma garota de 17 anos, que perdeu a mãe a pouco tempo, virgem e que acabou de ser traída pelo namorado, ou melhor ex namorado. O que mais essa garota esconde?

Chegamos em casa e ela estava dormindo, peguei ela no colo e entrei em casa, subindo as escadas e levando-a até seu quarto. Deitei ela na cama e fiquei observando um pouco antes de ver minha mãe na porta.

- O que houve?

- A viagem não foi como ela esperava. Os amigos seguiram a vida sem ela.

- Ainda bem que ela tinha você lá para ajudá-la, obrigada filho. - Minha mãe diz e beija minha testa.

Saímos do quarto e eu fui para o meu, agora me pergunte se eu consegui dormir? Fiquei na noite toda pensando naquela pirralha.

Ouvi batidas na porta e levantei com o corpo imensamente cheio de preguiça, quando abri era Vitorio.

- Ezdra, eu e sua mãe estamos indo a casa de praia para comemorar nosso aniversário, cuide de Ivy, por favor.

- Tá bom.

Eu virei babá de pirralha. Que ótimo!

Eles saíram e eu aproveitei para mandar mensagem para o pessoal, com certeza teria festa hoje. Já que eu não dormi, vou fazer de tudo para esquecê-la.

Sub: Meio impossível esquecer alguém que mora sob o mesmo teto que você, não é mesmo?

Em segundos o pessoal começou a chegar, pedi para entregarem bebidas aqui, a piscina estava cheia. Nós primeiros minutos eu já tinha beijado algumas bocas, mas a única boca aberta eu queria estava dormindo no andar de cima. Merda!

- Em que tanto você pensa, Ezdra? - Blake pergunta vindo até mim.

- O meu pensamento tem nome, sobrenome e 17 anos.

- Puta merda! Você tá ferrado, amigo. - Ele diz rindo.

{...}

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