Hoje começo um novo semestre na faculdade, não sei dizer se estou feliz ou triste pelo começo do ano. Por um lado estava com muita saudade do meu melhor amigo, o Arthur, nós somos inseparáveis desde que me mudei para essa cidade, comecei o curso de direito, que ele também está cursando. Mas por outro, sinto falta do meu pai, deixar ele sozinho naquela casa, me deixa com o coração apertado, mas estou fazendo de tudo para me formar e dar tudo de melhor para ele, trazer ele para cá, ou mesmo ir morar lá com ele.
Estava na minha cidade com meu pai para as festas de fim de ano e férias, agora que retornei estou louca para ver o Arthur Lucca, ou como gosto de chamar para ser mais curto, Luc. Nós só nos conhecemos a um ano, mas parece uma vida, acho que porque somos muito parecidos, mas se vocês estiverem se perguntando, vocês namoram? A resposta é não. Acho que nós não temos aquilo da reação química da atração, porque nunca sentimos isso, pelo menos eu não, mas acredito muito que ele também não.
Estou chegando na sala de aula, lá está meu modelo de olhos azuis, parado dando em cima da menina da contabilidade, ele está nessa luta desde o ano passado, chega a ser engraçado.
- Bom dia mocinho. - Digo me aproximando.
- Meu amor. - Ele diz super animado saindo de perto da menina que me olha com cara ruim.
- Menino, fica me chamando de meu amor na frente das pretendentes. - Digo só para ele ouvir, o abraçando forte.
- O que posso fazer se você é. - Diz me levando um pouco, acabo soltando um gritinho.
- E então? Aprontou muito enquanto eu estava fora? - Pergunto o olhando nos olhos.
- Menina, você perdeu muita coisa, por que nessa sua cidade não tem sinal que funciona mesmo hein? Em pleno século 21. - Diz perplexo.
- Arthur, já vou para aula, tchau. - Diz a menina que eu até havia esquecido que estava lá.
- Tá bom, até mais linda. - Diz Arthur todo sedutor.
Ele olha para mim, que estou tentando não rir de ver ele todo xavequeiro.
- Não fala nada! - Ele diz rindo.
- Estou caladinha. - Faço sinal de fechar zíper na boca.
- E então, me conte. - Digo o abraçando, caminhando para sala de aula.
Nós sentamos, então ele me olha sério, depois observa um pouco seus dedos, fico nervosa, aconteceu alguma coisa ruim, normalmente Arthur não fica sério dessa forma.
- É que, agora durante as férias, meus pais se separaram. - Fala aparentemente calmo, eu abro meus olhos os deixando esbugalhados ouvindo isso.
- O quê? -
- Meu pai descobriu que minha mãe em algumas viagens de negócio estava traindo ele, com um cara que era namorado dela na época do colégio, ele era como um tio para mim, vivia indo na nossa casa, acredita? - Fala visivelmente abalado.
- Meu deus, Arthur. - Digo segurando sua mão.
- Meu pai ficou péssimo Aurora, esse fim de ano foi uma merda sem fim para mim, queria tanto que você estivesse aqui. -
- Eu sinto muito, sinto muito por vocês dois. - Digo solidária.
O professor chega na sala, então deixamos o assunto morrer por hora, o senhor Hernandes começa a aula, mas não consigo me concentrar, minha mente da voltas e voltas, como uma mulher é capaz de trair um homem daquele? Sinceramente ela só pode é ser louca.
Nesse ano que sou amiga do Luc só vi o pai dele três vezes, e dessas vezes só uma cheguei a cumprimentar aquele monumento, ele é um homem muito ocupado, pois dirige um grande escritório de advocacia, mas lembro de cada detalhe, sua voz rouca imponente, seu cheiro que me atingiu como um tiro no peito, sua mão macia mas firme no aperto de mão, eu não devia ter ficado fascinada com o pai do meu amigo, mas eu fiquei.
Não consegui controlar! As outras duas vezes somente o vi de longe falando algo com Arthur. Ele sempre sério, com seu terno completamente alinhado, me fazia imaginar coisas inapropriadas, eu sabia que ele era casado, por isso me sentia mais culpada ainda, só por pensar e imaginar o que imaginava.
Nunca fui na casa deles, eu sou uma pessoa muito tímida, sério, pareço bicho do mato, não gosto de invadir a privacidade de ninguém.
Também tinha outro problema, a mãe do Arthur.
Não sei porquê ela não gostava de mim. Um dia ele combinou de jantar e queria que sua mãe fosse para me conhecer, mas o jantar foi um desastre, eu amo meu amigo, mas a mãe dele é podre.
Primeiro ela chegou me olhando com olhar de nojo, ou era pena? Não sei. Porque eu não estava usando roupas de grife ou algo do tipo, não ser a típica filha de papai rico. Quando Arthur se levantou para ir no banheiro ela realmente colocou as asinhas de fora, acredito que pensando que eu queria namorar ele, não ser somente sua amiga.
Me disse que eu não tinha calibre para ser da família deles, que era para eu desistir de agarrar a galinha dos ovos de ouro, para procurar um pé rapado igual a mim.
Eu sinceramente não aguentei ouvir tudo aquilo calada, disse tudo e muito mais para ela, quando Luc chegou o barraco já estava armado.
Então desde então não era a pessoa mais querida da mãe dele, portanto nossos encontros são na faculdade, ou no meu apartamento, só que não moro sozinha, moro com minha amiga Lívia, para melhorar Luc e ela não se dão nada bem.
Logo sempre estamos por essa cidade, nas nossas baladinhas da vida. Só é uma pena ter visto o senhor Júlio Lucca somente três vezes, não foi o suficiente para memorizar cada parte perfeita daquele homem.
- Aurora. - Luc estala os dedos na minha frente. - Vamos. - Ele diz se levantando.
- Ah, oi? Estava distraída, para onde? - Pergunto arrumando minhas coisas.
- Vamos para minha casa, fazer o trabalho, já que minha mãe não mora mais lá você pode ir. - Diz sorrindo. Sinto que tem um pouco de tristeza na sua frase.
Fico gelada! Nunca fui na casa dele e se o pai dele estiver lá? Calma! Não é nada demais, vai ser legal, ele nem vai me notar.
- Vamos. - Digo sorrindo com esperança de vê-lo pela quarta vez.
No caminho para casa, meus pés não paravam, olhava a cidade passar e sentia meu corpo todo vibrar, sou realmente muito idiota, estar nervosa só pela chance de talvez o ver pela quarta vez. Dou um leve sorriso.
- Chegamos Rory. - Diz Luc entrando em um condomínio lindo.
- Uau. - É somente o que eu falo.
O condomínio é lindo, parece coisa de filme, o prédio então, é gigante, imagino que os apartamentos devem ser um sonho.
Ao chegar lá em cima, o apartamento deles é quase o da cobertura, minhas suspeitas se confirmam, é a casa mais linda, e mais bem decorada que já vi na minha vida, as paredes com janelas imensas, nos dão uma visão espetacular de Portland, eu fico sem fôlego com a vista.
- Gostou? - Arthur pergunta, pegando um pouco de suco na geladeira.
- Eu amei, é lindo. - Falo abobada.
- Eu também, gosto de ficar aqui observando as vezes.
- Vem, vamos para o quarto, vamos começar a trabalhar na apresentação, essa vai ser difícil, quero tirar a melhor nota da sala. - Diz confiante.
- Vamos. - Digo o seguindo.
A casa só vai ficando mais bonita, extremamente iluminada, ela é basicamente em cores brancas e tons pastéis, limpa que daria de fazer uma cirurgia aqui mesmo no chão do corredor, com pinturas lindas nas paredes, algumas pequenas esculturas espalhadas pela casa, chegamos no quarto do Luc, um típico quarto de um menino de dezenove anos, o único lugar bagunçado da casa, mas ainda assim segue o padrão chique da casa.
Pelo que percebi o pai dele não está em casa, então estou visivelmente mais calma, posso relaxar e começar a estudar e fazer esse trabalho que não vai ser nada mole.
Eu e Arthur estamos fazendo uma pesquisa, mas vamos precisar comprar algumas coisas que não temos aqui, temos que montar um caso de defesa de um assassino, provar que ele é inocente. É as vezes ser advogado não é uma coisa boa. Precisamos fazer um quadro de provas e um mapa das vítimas, com várias coisas, então decidimos que Arthur iria comprar os matérias e eu iria fazer o nosso lanche, já que nós estamos azuis de fome.
- Então eu vou lá, aí você pode usar tudo que quiser da cozinha, a casa é sua. - Diz galanteador.
- Obrigada. - Digo sorrindo. - Luc, se não for pedir demais, gostaria de tomar um banho, estou com calor e um pouco agoniada. - Pergunto sem jeito.
- Claro Rora, pode usar o do meu quarto ou o do quarto de hóspedes, no armário deles tem toalhas limpas, eu vou lá. - Ele diz já saindo pela porta.
- Ok. - Digo em voz alta dando uma organizada no quarto antes de ir banhar.
Vou para o banheiro do quarto de hóspedes, tomo um banho rápido, só para tirar o suor, essa cidade está super quente esse mês, que o inverno chegue logo. Saio do banho visto a mesma roupa, vou até minha bolsa e passo meu perfume, sempre ando com ele para cima e para baixo, vai que. Vou para cozinha para fazer o nosso lanche, olho na geladeira encontro pasta de amendoim e geleia, eu amo um sanduíche, então vai ser isso. Pego coloco na bancada e pego pães que estão perto, começo a preparar calma sentindo a fome incomodar um pouco.
- Boa tarde. - Ouço uma voz rouca e potente atrás de mim, eu tomo um susto, mas tento não fazer grande alarde.
- Oi, boa tarde senhor. - Digo normalmente, mas não olho para trás, estou com vergonha por estar na cozinha dele, ele deve me achar mal educada.
- Onde está o Arthur? - Ele pergunta calmo, sinto minhas costas queimarem.
- Saiu para comprar uns matérias para o nosso trabalho. - Digo passando manteiga de amendoim no pão.
Ouço a geladeira abrir e depois fechar.
Finalmente me viro e me deparo com o pai do meu amigo sem camisa, com os cabelos bagunçados, eu nunca tinha visto ele dessa forma, nunca tinha o visto sem um terno perfeito em seu corpo, ele consegue ficar ainda mais gato, santo Deus. Eu não consigo segurar meus olhos que desfilam sobre o seu corpo, seu peitoral que eu passaria facilmente minha língua, seu físico é perfeito, seus braços extremante fortes se apoiando na bancada da cozinha, meus olhos descem pelo seu tanquinho definido, quando vou levando o olhar mais para baixo onde seu abdômen sarado leva diretamente para dentro do short, meu coração acelera, sou tirada do meu momento vergonha quando ele fala.
- Está fazendo lanche? - Pergunta com um sorriso sexy no rosto, não acredito, ele percebeu que eu estava quase babando.
AURORA? SE CONTROLA!
- Ah... Sim... O senhor quer? - Pergunto, mas nesse momento estou totalmente vermelha de vergonha.
- Eu adoraria, estou mesmo com fome. - Diz se encostando mais confortavelmente na bancada ao lado da geladeira.
- Tudo bem. - Me viro de costa novamente e continuo meu trabalho, incluindo mais alguns sanduíches.
- E então? Vocês dois já assumiram esse namoro? - Pergunta divertido.
- Nós não namoramos, de verdade não tem nada disso. - O olho rapidamente para dar firmeza ao que falo.
- Ah sim. - Diz somente.
- Então, você não namora? - Pergunta já mais perto de mim, eu só percebi porque ouvi sua voz mais perto.
- Não, namorei um vez, mas já faz anos. - Digo concentrada no que estou fazendo.
Sinto ele se aproximar ao ponto de estar quase colado na minha costa, sinto o calor que emana dele, ele se inclina um pouco deixando o rosto do lado do meu, então diz com a voz mansa, porém muito grossa como sempre.
- É um belo sanduíche Aurora. - Meu corpo inteiro se arrepia principalmente quando ele diz meu nome.
- Nossa me arrepiei. Merda, eu disse isso em voz alta? - Pergunto incrédula.
- E você gostou? - Ele pergunta ainda muito perto, falando no meu ouvido.
- Gostei. - Em um salto de confiança e loucura respondo com uma voz que nem sabia que eu tinha, me virando para olhar em seus olhos. E que olhos.
Ele sorri malicioso, então dá um beijo no meu ombro me fazendo tremer com o contato do seu lábio na minha pele.
- Rora. - Escuto Arthur chamar.
O pai do meu amigo sai da cozinha, na verdade nem vejo a direção que ele toma, o que acabou de acontecer aqui?
- Rory, tá pronto? - Pergunta Luc entrando na cozinha. - Tô com muita fome.
- Sim, já está pronto. - Digo sorrindo.
- Fiz para o seu pai também. - Digo fofa.
- Já-já levo para ele, vamos comer. - Diz já se sentando na mesa.
- Vamos. - Digo o acompanhando.
Meu coração ainda está a mil com o que eu nem sei descrever que foi.
Será que o dia de ontem realmente aconteceu ou foi um delírio meu? Ainda estou me perguntando, sério! Mas de qualquer forma, não seria nada, não foi nada.
Fora de questão uma coisa dessa rolar. Né?
Hoje vou dar atenção para minha amiga, ontem ficou fazendo drama por eu ter passando o dia com o Luc, mas ela sabe que meu coração é deles dois. Estou planejando passar o dia colada nela, depois da faculdade vamos assistir filme e botar o papo em dia, uma programação bem good vibe.
- Bom dia flor do dia. - Falo para Lívia que acabou de acorda e passa por mim fazendo drama sem falar comigo, eu já conheço a peça.
- Bom dia melhor amiga do idiota. - Diz sarcástica.
- Que bom que você acordou de bom humor, aproveitar para te dizer que quando voltar da faculdade, nós vamos passar a tarde juntas, a noite também, vamos botar o papo em dia, tá bom? - Pergunto calma.
- Se o seu dono não te chamar e você mudar de ideia até lá né. - Diz se sentando na mesa.
- Larga de drama bonita de corpo. - Digo a abraçando.
- Fiz bolo de chocolate, está na geladeira se quiser tomar um café da manhã saudável. - Digo sorrindo. - Já vou para faculdade, tchau.
- Tchau, vou te perdoa só por causa do bolo. - Fala fazendo bico igual criança.
Vou para a faculdade pegando meu ônibus das 7:30, ainda bem que não é tão lotado, só é um percurso de quinze minutos. Quando chego meu amigo já está na sala, vou até ele, me sento.
- Bom dia Luc. - Digo alegre.
- Bom dia BB. - Diz me abraçando rapidamente.
- E aí? O que vamos fazer hoje? - Pergunta Luc.
- Hoje vou passar o dia com a Lívia, matando a saudade também, mas amanhã podemos marcar alguma coisa. - Digo tirando minhas coisas da mochila.
- Ah é? - Pergunta fazendo cara magoado. - Então tá, fica lá com sua amiguinha.
- Não entendo vocês dois, por que esse ódio todo pode me dizer? - Pergunto divertida.
- Nada não, a aula vai começar. - Diz prestando atenção no professor que acaba de entrar.
A aula foi difícil, mas estou me esforçando para acompanhar, meu sonho sempre foi ser advogada, era o meu sonho desde criança, desde a minha mãe, mas pensar nisso não me faz bem, então tento não lembrar.
E agora estou vivendo um sonho, aproveitando cada etapa, incluindo essa parte, que é a mais chata, eu acho. Rsrs.
- Então eu já vou, vou aproveitar para sair com uma gatinha que estou conversando. - Diz Arthur se preparando para sair.
- Tá bom, vai la garanhão. - Digo sorrindo.
- Até amanhã. - Ele me abraça e sai.
Termino de arrumar minhas coisas, quando vou sair o professor me chama.
- Aurora. -
- Sim professor. - Vou até a mesa dele.
- Quero te pedir um favor, seria muito bom se você aceitasse. - fala sorrindo amigável.
- Diga. - Falo
- Quero que você vá no fórum buscar um documento para mim, tipo agora, você pode?
- Claro. - Digo sorrindo.
Eu não quero ir, mas dizer não ao professor que vai dar minha nota mais importante não é uma boa ideia, e além do mais, gosto do ambiente do fórum, o professor gostar de mim já me dá algumas portas abertas, então lá vou eu.
Demoro algum tempo na parada até meu ônibus vir, chego no fórum mas o menos vinte minutos depois, aquele lugar me anima em ser advogada, as pessoas andando para um lado e outro, vários casos em andamento, meu sonho é vir defender meu primeiro caso, meu dia vai chegar.
Caminho até a sala que meu professor me instruiu, caminho olhando atentamente os números das salas até encontra a número oitenta.
Não sei como, acabo batendo de frente com alguém, eu tinha que passar vergonha logo aqui? Sério?
Olho para cima envergonhada, quando o reconheço, seus olhos azuis em mim, me olhando com o olhar sério.
- senhorita Aurora, o que faz aqui? - Pergunta o pai do meu amigo, olhando no relógio.
- É... O professor me pediu para buscar um documento para ele. - Digo tentando disfarçar minha vergonha.
- Pensei que já estava trabalhando. - Fala olhando serio para o celular.
- Iria questionar porque estaria trabalhando para outra pessoa e não no meu escritório comigo. - Diz guardando o celular no bolso, finalmente olhando para mim.
- Você sabe que já tem estágio garantido, como melhor amiga do meu filho tem boas chances. - Diz sério, do jeito que ele sempre foi.
Ontem ele estava diferente, falando como uma pessoa normal, agora parece um advogado em serviço.
- E sempre queremos os mais jovens para trabalhar. - Fala me olhando intensamente.
Ok, eu tô louca ou ele tá me tratando sério demais? Realmente o que aconteceu na casa dele foi delírio da minha cabeça? Claro, onde um homem desse vai olhar para mim.
- Aurora. - Ele chama minha atenção, pois me perdi em pensamentos.
- Não estou trabalhando ainda, a partir do próximo ano vou pensar em estágio, eu agradeço muito a sua oferta senhor. - Respondo formalmente.
Ele franze o cenho, olhando para trás de mim.
- Tudo bem, tenho que ir. - Diz cordial.
- Até mais. - Digo desanimada.
Vou a procura da sala novamente, pego o documento com um moço, e vou direto para casa, estou bem cansada, ficar andando de ônibus de um lado para o outro acaba com a pessoa.
Chego em casa já quase quatro da tarde, espero que Lívia não fique chateada. Mas não podia dizer não ao professor.
- Lívia, cheguei. - Digo fechando a porta e jogando minha mochila do sofá.
- Oiii, eu tenho novidades. - Diz super animada, o que aconteceu com a menina emburra que deixei aqui de manhã?
- Nossa, que bom que está de bom humor agora. - Digo sorrindo.
- Nós. Vamos. A. Uma. Festa. - Diz pausadamente e dançando enquanto fala.
- Quê? - Pensei que íamos ver um filme. Digo meio desanimada.
- Abriu uma boate, um menino que trabalha lá é meio que um "amigo". - Ela diz amigo fazendo aspas com os dedos.
- Eu não aceito não como resposta. - Diz cruzando os braços, fazendo beicinho.
- Tá bom, você venceu. - Digo sorrindo.
- Tá bom, você come alguma coisa, aí nós começaremos a nos montar. - Ela sai rindo que nem uma doida.
Acredito no que ela disse, quando a gente se arruma é uma Montagem mesmo, viramos outras pessoas. Sorrio também.
- Ei, agora falando em boate, beijar na boca, homem bonito. Me trás a pergunta, como está seu Roberto? - Ela pergunta com uma cara de safada da porta do quarto.
- Vai tomar um banho e tirar esse fogo. - Falo sorrindo depois de jogar uma almofada nela.
- Ai deus, posso fazer nada se ele é gostoso. - Ela diz do banheiro gritando que nem louca. Faço cara de nojo, Livia é fãs numero um do meu pai. Sorrio.
Então vamos lá né, se divertir ajuda a esquecer quem é impossível para mim.