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Obsessão: A virgem e o professor CEO

Obsessão: A virgem e o professor CEO

Autor:: Annie Ferreiraa
Gênero: Romance
Obsessão perigosa César Medeiros , um lobo em pele de cordeiro . Um dominador que vê as mulheres somente como objeto para satisfazer seus desejos e necessidades . Ele só precisou de um simples olhar , para declarar que Ângela seria sua. Ângela Johnson é um anjo, meiga e inteligente e se tornara a obsessão de Cesar. Um amor a longo prazo. Um professor misterioso que mostrará a Ângela um mundo cheio de prazer e luxúria. Entretanto, os obstáculos irão surgir e veremos se o verdadeiro amor resistir ao mundo de intrigas e inveja.

Capítulo 1 PRIMEIRO DIA DE AULA

São Francisco – Cidade na Califórnia.

Dois dias antes...

Ângela Souza

São Francisco, a cidade que nunca dorme, eu estava mais cochilando que dormindo, já que nem mesmo o nível de isolamento acústico colocado no meu quarto, era suficiente para impedir que os ruídos que vinham do lado de fora fossem ouvidos, pois, entravam pelas diversas janelas que tinha em torno da mansão. O meu maior sonho era morar com os meus avós, que vivem em uma fazenda em Austin. Meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi a porta do quarto se abrir. - Bom dia, princesa. - Bom dia, Nina - eu me sentei rapidamente, afastei os meus longos cabelos do rosto. Ela se aproximou e deu o beijo demorado em minha testa, para depois me envolver em um forte abraço. - Feliz aniversário. Nina cuida de mim desde que vim ao mundo, já que os meus pais se preocupam muito mais com a carreira do que a própria filha. E de todos os meus aniversários, não lembro um em que eles estivessem presentes. - Já são mais de seis horas, e você não pode se atrasar para o primeiro dia de aula. - Só mais dois minutos. Joguei-me novamente sobre a cama e ela começou a sorrir. - Vamos preguiçosa. Minutos depois...

Tomei um banho rápido, já que não precisava lavar os meus cabelos. Em seguida caminhei em direção ao closet, meus olhos passearam em volta das diversas roupas que minha mãe sempre comprava toda vez que chegava de viagem. Tudo isso não tinha nada haver comigo, saias, blusas, calças, vestidos que deixam à mostra todas as curvas do corpo. Não demorei cinco segundos para localizar o vestido longo que comprei na lojinha perto da casa da filha de Nina, no domingo passado. Era preto, todo florido, com cintura larga e de saia rodada, que ficou bem soltinho. Peguei um tênis branco e deixei os cabelos soltos. Dei uma olhada no espelho e um sorriso de satisfação surgiu no meu rosto. - Ficou perfeito. Peguei minha mochila e caminhei em direção à porta. Quase uns dois minutos depois, cheguei ao primeiro andar e depois de me livrar do último degrau, a mulher que para mim é como uma mãe surgiu em minha frente. - Minha menina, você vai desse jeito? - Sim - falei e ao diminuir a distância entre nós duas, dei um beijo em seu rosto. - Você pegou o seu remédio? - Sim! E, por favor, avise Marta para não seguir aquele cardápio que minha mãe deixou.

Depois que passei pela porta, Alberto já estava me aguardando.

- Bom dia, senhorita Ângela.

- Bom dia, você sabe que não gosto que me chame assim. Angel, nada de senhorita.

O homem que tinha por volta de uns 50 anos começou a sacudir a cabeça como uma forma de negação. Todos tinham medo dos meus pais e por mais que eu predisse para deixar as formalidades de lado, não adiantava. Já fazia uma meia hora que tínhamos saído de casa e minha atenção estava na bíblia que tinha em minhas mãos. Desde que Nina me levou, ainda criança, para a igreja que ela frequenta, fiquei encantada e só não vou com ela nos domingos que os meus pais estão em São Francisco, ou seja, levando em conta que ficam um domingo por mês. Isso quer dizer que falto doze dias durante o ano todo. Um barulho alto ecoou a minha volta, interrompendo os meus pensamentos.

- O que aconteceu? - perguntei assustada. - Fique calma, parece que houve um acidente. Vamos pelo desvio, assim você não chegará atrasada. O carro novamente entrou em movimento e minutos depois, a Mercedes parou no lugar de sempre. - Se algum dia os seus pais souberem, irei perder o meu emprego. - Se eu não contar e nem você, eles nunca irão saber. Mas, eu posso e gosto de ir andando. Desci do veículo e comecei a andar em direção a escola. Levei uns cinco minutos, para chegar frente ao portão, e, depois de passar pela porta giratória, eu dei alguns passos e meus olhos ficaram fixos na direção do grupinho que surgiu em minha frente, e a voz enjoativa de Susan foi a primeira a ecoar no espaço. - Será que você não errou o lugar Ângela? Em vez de ir para igreja, veio parar na escola? As gargalhadas logo se fizeram presentes. - Eu preciso visitar a loja que você comprou essa roupa. A minha avó vai adorar um vestido desse - falou Cristina. - Pior de tudo é o sapato, parece que foi arrancado dos pés de alguém dos anos 90 no cemitério - disse Alice. Risos e mais risos ecoavam a minha volta e em passos largos comecei a caminhar em direção à sala de aula. O ar já estava se esvaindo dos meus pulmões, eu estava prestes a ter mais uma crise de asma. Alcancei minha bombinha dentro da mochila e depois de usar, me senti aliviada. Horas depois... - Bom dia! - disse o reitor da escola. - Bom dia! - respondemos todos em coro. - Infelizmente o que me trouxe hoje aqui, não foi só o fato de dar as boas-vindas a todos vocês, em mais um ano letivo que está se iniciando, porém, serei o portador de uma notícia nada boa. Venho comunicar a vocês, que o professor Cristóvão, não estará este ano conosco. Hoje, vindo justamente para iniciar suas atividades, ele sofreu um grave acidente a algumas quadras daqui e neste momento está em coma, além de ter quebrado uma das pernas, acabou fraturando várias costelas. Os sussurros ecoaram dentro do ambiente. E me veio à lembrança do acidente que Alberto tinha falado quando estávamos á caminho daqui. Deixo os devaneios de lado quando a voz do homem voltou a ressoar no cômodo. - Já entramos em contato e dentro de dois dias teremos um professor substituto. Que por sinal é um dos melhores de todo país. Depois de dizer mais algumas palavras, ele dispensou todos, pois, voltaríamos apenas daqui a dois dias, devido o ocorrido com o professor Cristóvão, que sempre foi muito querido por todos os alunos. A sala começou a ficar vazia, antes de sair, o grupinho de Susan lançou um olhar em minha direção e eles começaram a sorrir. Peguei minha bolsa e quando fui me levantar, senti algo puxando minha cabeça para trás, num movimento brusco, me movi para frente e senti uma dor em minha cabeça, levei minhas mãos até o lugar e meus batimentos aumentaram quando toquei algo grudento em meus cabelos. Imediatamente os meus olhos se encheram de água. - Não! Não! Isso não pode estar acontecendo.

Capítulo 2 CORTANDO OS CABELOS

César Medeiros

_Chefe!

Meus pensamentos foram interrompidos ao ouvir a voz do velho Santiago. O homem que conheço desde que vim ao mundo. Após a morte do meu pai, ele foi de grande valia ajudando-me a livrar-me daquela desgraçada, tomando posse de tudo que era meu e com isso acabou se tornando o meu braço direito. - Você já tem as informações que pedi?

- Sim! Encontrei a escola perfeita em São Francisco.

Ele me entregou o dossiê que tinha várias fotos de alunas que estudavam no lugar. Com todo meu dinheiro, tudo que não precisaria era ser um professor, mas acabei me tornado um dos melhores do país, e reconhecido mundialmente. Porém, há mais de dois anos vim para Alemanha, pois acompanhar de perto o funcionamento da minha empresa.

Será nesse lugar que eu, César Medeiros, encontrarei um novo brinquedinho, e como sempre, depois de saciar todas as minhas vontades, será descartado.

Ângela Souza

- Pronto - disse a cabeleireira da minha mãe. - Obrigada, Sarah. - Você fica linda de qualquer jeito Ângela. Com esse rosto angelical, qualquer corte ficaria bom. Meu olhar ficou fixo em meu reflexo no espelho e ao ver o resultado, o sorriso brotou em meu rosto, afastando a tristeza. Algum tempo depois... De banho tomado e, arrumada, deixei o meu quarto e no instante que cheguei à sala, Nina apareceu no meu campo de visão. Como eu já esperava, era hora de ela se manifestar, já que quando liguei informando o ocorrido, sua primeira reação foi ir com o senhor Alberto ao meu encontro. - Eu irei ligar para os seus pais. Aqueles delinquentes precisam ser punidos. - Já passou, Nina. Sem querer, eles acabaram me fazendo um grande favor. Agora não preciso ter tantos cuidados com os meus cabelos. - Ângela, eu te conheço desde que veio ao mundo. Eu criei você e sei o quanto é forte, porque aceita tudo isso? - As pessoas que fazem isso tem o coração vazio. Acham que intimidando o próximo vão se tornar mais fortes. Mera ilusão, pois, agora podem estar rodeados daqueles que chamam de amigos, porém, sempre acabam sozinhos. Continuo andando em direção a cozinha e antes de desaparecer da vista dela, voltei a falar. - Você me disse uma vez que eu deveria aprender a andar antes de correr. Então tudo tem o seu tempo para acontecer.

Dois dias depois...

Dessa vez, eu pulei cedo da cama, antes mesmo que o barulho ensurdecedor do despertador preenchesse o ambiente ou Nina viesse ao meu quarto. Não conseguia entender o motivo, pois, desde ontem, eu estava tão angustiada e com uma sensação de inquietude. Com passadas largas, deixei o cômodo e ao passar pelo corredor, encontrei a mulher que certamente iria à busca de me despertar. - Ângela! - disse assustada ao se deparar comigo. - Bom dia, Nina. - Tinha alfinetes em sua cama? Nunca acordou tão cedo. - disse sorrindo. - Estava sem sono. - Vamos! Hoje tem panquecas. - Oba. Começamos a caminhar em direção ao primeiro andar da casa e minutos depois, já estava sentada me deliciando das gostosuras que estavam em minha frente. Se minha mãe soubesse, certamente, eu passaria dias seguindo aquela dieta que ela insiste em impor e tanto Nina como Marta, poderiam até perder o emprego por não obedecerem as suas ordens. Quando me dei por satisfeita, me levantei e fui até o meu quarto pegar a minha mochila, mas, antes de ir em direção ao carro que já estava me aguardando, me detive ao ouvir a voz que ressoou a minha volta. - Ângela! - Aconteceu algo, Nina? - Pensei que trocaria de roupa. Filha você já tem 18 anos, não seria melhor se vestir como as meninas da sua idade? Até as minhas roupas parecem mais juvenis que as suas. - Você me disse quando criança que não havia nada de errado em ser diferente, desde que eu me sentisse bem. - Nisso, você tem razão, mas, essas roupas não são apropriadas para você ir para uma escola, onde todos são tão jovens e cheios de vida. Dei de ombro, afinal, eu estou indo para estudar e não para um concurso de moda. Abri a porta e antes de passar por ela disse: - Hoje eu quero comer feijão, bife, batata frita e arroz. - Sua mãe não ia gostar de ver você comer tanta coisa. - Minha mãe só sabe que eu existo quando é conveniente. Agora preciso ir, porque ainda não sei quem será o professor substituto e só espero que eu goste das aulas dele tanto quanto gostava das do professor Cristóvão.

César Medeiros

Novamente estava em solo americano, porém, tive que comprar uma mansão em São Francisco, já que a minha ficava em Atherton, que é a cidade mais rica dos Estados Unidos. Hoje acordei logo nas primeiras horas da manhã, e no momento que entrei na San Francisco Academy, vários pares de olhos se voltaram em minha direção. Realmente Santiago tinha toda razão, o lugar estava repleto de presas, que logo serão encurraladas por mim, porém, minha atenção foi desviada na direção da mulher que surgiu no meu campo de visão. Meus olhos caíram sobre a bela imagem a minha frente. Uma mulher bonita, com belas curvas, porém, não faz o meu estilo e muito menos é capaz de satisfazer todos os meus desejos mais sórdidos e egoístas. Saio do estado de estupor que me encontrava quando ouço sua voz.

- Cesar, não é?

- Sim. - Muito prazer, eu sou Marina Oliveira. - Igualmente.

- Seja bem-vindo e será um prazer em tê-lo como professor da nossa instituição. Venha comigo até a sala dos professores.

Minutos depois...

Após ter conhecido todo o corpo docente, segui para sala a qual daria a primeira aula. Instantes depois, eu estava no ambiente, sentado na poltrona, enquanto o lugar que antes estava vazio começou a se tornar o palco de uma pequena multidão. Meu olhar automaticamente correu a sala e viu, uma bela loira, que fez imediatamente um pensamento pecaminoso entrar em minha mente. O meu membro, que desde o momento que cheguei nesse lugar, já havia dado sinal de vida, começou a lateja em busca de libertação, quando a atenção que antes estava direcionada para o meu rosto ganhou outro rumo. Levei uma das mãos na direção do meu pau e mesmo por cima da calça fiquei apertando e alisando. Eu contínuo com o olhar cravado na mesma direção, porém, logo fui interrompido quando outra imagem surgiu em minha frente, me fazendo perder toda concentração. Não deu para ver o rosto, mas essa sem duvida não era uma imagem agradável, já que fez minha ereção se desfazer de imediato. A garota que caminhava estava usado o vestido mais feio que já tinha visto na vida e tinha os cabelos bem curto. Foco minha atenção no ipad que estava sobre a minha mesa, tentando me livrar da imagem que estava formada em minha cabeça, depois de confirmar a presença de todos, me levantei e comecei minha aula.

- Bom dia!

- Bom dia - responderam todos em um só coro.

- Sou César Medeiros, e estarei com vocês durante todo o ano letivo, administrando a disciplina de Sociologia, dada antes pelo professor Cristóvão. E, o nosso primeiro assunto será "Liberdade de expressão".

- Alguém pode me dizer o que significa liberdade de expressão?

- Eu - a loira que despertou meu interesse foi a primeira a se manifestar. Dei algumas passadas em sua direção e me detive a uma distância considerável.

- Seu nome é?

- Susan - pelo olhar dado em minha direção, embora bonita, eu sinto cheiro de vadia à distância e essa só serve para uma foda e depois ser descartada. Em seguida, ela começou a falar.

- É o direito que permite as pessoas manifestarem suas opiniões sem medo de represálias. - pelo menos não era burra, no entanto, a voz suave que ecoou a minha volta foi capaz de fazer meus batimentos cardíacos disparar.

- O direito de se expressar não indica que não haja imposição de limites éticos e morais. Ter liberdade não dá a ninguém o direito de ofender as pessoas, devemos saber usar os nossos direitos e principalmente cumprir o nosso maior dever "respeitar o nosso próximo".

Assim que virei na direção daquele som, pela roupa, já sabia que era a desconhecida que tem péssimo gosto para se vestir. Mas, quando levantei a minha cabeça e meus olhos encontraram o seu rosto, todo o meu corpo começou a vibrar violentamente e meus pensamentos impuros só gritavam uma única coisa, "adoraria sentir o meu pau pulsando dentro daquela boquinha e fodê-la até que a mesma não sentisse mais suas pernas.".

Capítulo 3 O PROFESSOR SUBSTITUTO

Ângela Souza

Quando surgi na porta da sala, como sempre todos os olhares foram direcionados em minha direção. Susan, com seu grupinho, mantinha o olhar cravado em meus cabelos, ostentando um esboço de sorriso no rosto. A cada passo que dava, sentia como se os meus membros inferiores estivessem grudados ao chão, pois, estava cada vez mais difícil me mover e no instante que passei perto dela, um sorriso cínico surgiu em sua face. Depois que acomodei-me em uma das cadeiras, a voz grave do homem que certamente era o substituto do professor Cristóvão, ecoou no espaço. Mas, no momento que ele iniciou a sua aula e o som da voz enjoativa de Susan se fez presente, minha respiração se tornou escassa, meu coração batia num ritmo alucinante, minha garganta estava ardendo, tamanho era o nó que se formou ao ouvir as palavras que estavam sendo proferidas por ela. Imediatamente, como prevenção, eu peguei minha bombinha de ar. Se minha língua antes estava presa ou enrolada pela revolta que cresceu dentro de mim, agora, ela estava mais solta e livre que antes, pois, mal se aquietou dentro da minha boca e assim que me levantei, comecei a falar sem parar. Contudo, quando meus olhos ficaram fixos no rosto do homem a minha frente, um calafrio me subiu pela espinha, congelando meus ossos e fazendo com que meus pulmões ficassem em chamas, estava difícil respirar.

A sensação que eu tinha, era que logo o meu coração iria saltar do meu peito e a minha única reação foi levar o objeto que estava na minha mão direita de encontro a minha boca. Quando minha respiração voltou ao normal. Um desafio silencioso se fez presente, segundos, minutos... Eu não sei dizer, porque para mim parecia uma eternidade e o homem parado a minha frente continuava me observando, ele parecia ler minha alma. Meu corpo todo estremeceu assim que sua boca entreabriu-se e o som da sua voz ressoou a minha volta.

- Qual é o seu nome?

A resposta veio logo em seguida e não foi dada por mim.

- Ela é a nossa freirinha da sala - falou Susan num tom sarcástico. As feições do professor logo mudaram, por uma fração de segundos, eu tive a impressão de que ele ficou com raiva, como se estivesse se controlando, pois, dava para ver como sua mandíbula se contraia, mas, logo uma postura autoritária se fez presente e os olhos atentos que me analisavam ganharam outra direção, sua voz grave, num tom rude se fez presente.

- Senhorita Susan, se limite somente a responder algo quando for direcionado a você. - o rosto dela ficou vermelho, devia estar corroendo-se de raiva. Então num fio de voz, acabei dizendo o meu nome.

- Ân... Ângela.

Aquele par de olhos azuis, feito uma lagoa pacífica, novamente me encarou e em seguida se moveu continuando com sua aula. Minutos depois, quando o barulho familiar ecoou dentro do ambiente, todos começaram a se levantar, já que a próxima aula seria no laboratório de biologia. Com o material em mãos, comecei a caminhar, quando levantei a cabeça, talvez fosse só fruto da minha imaginação, mas seus olhos demostravam luxúria, ou talvez fosse desejo, já que era semelhante ao olhar dos homens do restaurante que fui com os meus pais, quando minha mãe me obrigou a vestir uma daquelas roupas que realçavam todas as curvas do meu corpo. Ele parecia um tigre pronto para atacar sua presa, "Eu". ════❁════❁═══❁════❁════

Gritos e sussurros ecoam a minha volta. Depois do terceiro horário, todos vieram para a cantina. Fiquei no meu cantinho, olhando as fotos que os meus pais tinham enviado até o momento que a calmaria se fez presente por alguns segundos, despertando a minha total atenção. Entretanto, logo descobri o motivo de tanto silêncio, já que todos estavam a observar o professor Medeiros e a vice-diretora Marina, que surgiram no ambiente. Eles dois formam um belo casal, dá para notar no olhar dela o quanto estava radiante, algo que jamais havia visto, já que a mulher sempre teve uma expressão fechada, parecia estar sempre zangada.

Horas depois...

Assim que o carro passou pelo grande portão da minha casa, coloquei a bíblia que estava lendo dentro da mochila e no instante que o veículo parou e a porta foi destrava, saí e caminhei em direção à entrada principal, já que os ruídos vindos do meu estômago estavam me incomodando.

- Nina, cheguei, onde você está?

- Estou aqui na cozinha, Angel. Corri até lá e avancei na direção do fogão, tirei a tampa de uma das panelas, sentindo o cheiro delicioso da comida invadir minhas narinas.

- Vai lavar as mãos mocinha. Marta já vai arrumar a mesa. Antes de lavar as minhas mãos, me manifestei.

- Vou comer aqui mesmo na cozinha com vocês.

- Você sabe que isso vai contra as regras da sua mãe - eu me virei na direção da mulher que estava com alguns pratos em suas mãos. - Quando vocês vão entender que eu também sou dona de tudo isso. As regras da minha mãe são para serem seguidas quando ela estiver aqui, já que isso é uma raridade. Então, vamos seguir as minhas e, eu digo que vamos todos comer juntos.

- Você é tão diferente da sua mãe.

- Devo isso a você, por ter me criado tão bem e me ensinado que todos somos iguais. Agora vamos comer que estou faminta. Nos instantes seguintes, estava a fazer uma das coisas que mais gosto "comer", porém, desvio a atenção do meu prato para Nina.

- Como foi o primeiro dia de aula?

- Todas estavam suspirando pelo professor novo.

- Deve ser bonito então...

- De fato sim, ele parece àqueles modelos das revistas da minha mãe, mas, o professor César Medeiros deve ter por volta de uns 40 anos e tem idade para ser o pai de qualquer aluna daquele lugar. Não sei como podem ter interesse nele.

- Filha, você ainda é tão nova, quando a atração é fatal, despertando os desejos da carne, não se tem idade. Mas, de fato deve ser só uma fantasia de aluna por um professor bonito, já que um homem na posição dele, jamais terá olhos maliciosos para qualquer uma de vocês.

Nina, assim como eu, voltou a comer e o silêncio reinou a nossa volta. Entretanto, suas palavras martelam em minha mente e lembrei-me de como Susan e até mesmo a senhora Marina, estavam encantadas pelo professor Cesar, porém, o meu corpo jamais será mais forte que a minha mente. Esse mundo de luxúria e desejos profanos não fará parte da minha vida.

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