A distância faz ao amor, aquilo que o vento faz ao fogo...
Apaga os pequenos, e inflama os grandes.
(Roger Bussy-Rabutin)
Um agradecimento especial à
Letícia Monique Grings que revisou esta obra.
1º Capítulo
Levantei agitada da cama, eu precisava chegar às oito da manhã para a entrevista que Mary tinha me conseguido, seria uma entrevista importante, e conseguir emprego não estava nada fácil, não que trabalhar de empregada fosse o melhor serviço do mundo, mas se eu quisesse voltar a fazer faculdade esse era o melhor caminho, eu tinha trancado meus estudos a pelo menos dois semestres e tentava a todo custo retornar mas, passear com cachorros não era bem um emprego rentável, se ao menos minha tia me desse a parte que me cabia por direito, porém, é claro que isso jamais aconteceria porque se ela fizesse isso como ela pagaria o salão todo dia e o carro de luxo da Liah? Minha prima insuportável e cheia de "não me toques".
- Nataly! Natalay!
Escutei os berros de minha tia assim que saí no corredor. - O que é titia?
- Vá passear com o Boris, ele está ansioso...
Boris era o cachorro de Liah, eu olhei para o buldogue francês que não parecia nem um pouco ansioso, na verdade ele parecia bastante sonolento.
- Desculpe tia, mas tenho uma entrevista de emprego agora e...
- E? E é assim que me agradece? Por tudo que fiz por você... Eu cuidei de você depois que seu pai faleceu, nunca cobrei um centavo, fui eu que...
E lá começou a ladainha, eu peguei a coleira de Bóris e coloquei nele saindo para rua sem esperar por todo o resto do drama, aquilo era um absurdo, eu nunca tinha recebido um centavo da minha pensão deixada por meu pai e agora ela vinha dizer que não cobrava? No início ela dizia que quando eu fizesse 18 anos eu receberia minha pensão, mas agora eu já estava com 21 e nada... Suspirei, olhei no relógio, eu iria me atrasar, mas que droga!
Tentei fazer tudo que era preciso o mais rápido possível, mas quando saí de casa eu já estava meia hora atrasada, a mansão dos Belmont ficava do outro lado da cidade, gastei meu último centavo para pagar aquele táxi, eu só esperava que valesse a pena.
Olhei no relógio, muito atrasada para trocar de roupas, entrei no táxi e fui daquele jeito mesmo, suada, suja e com pelos por toda roupa, tomara que a amiga de Mary que era governanta da casa não fosse muito exigente, o táxi parou em frente à belíssima mansão, tremi, que casa era aquela? Minhas pernas literalmente bambearam, aquilo não podia ser real, era belo demais, não havia ninguém na guarita de segurança então entrei, aliás, não havia ninguém em lugar nenhum, sem dar muita atenção para a recepção caminhei até a porta da casa, antes mesmo que eu pudesse bater uma mulher baixa abriu a porta saindo com uma mala.
- Ah, finalmente você chegou, Jesus! Achei que eu perderia meu voo!
A mulher morena e baixinha me atirou um molho de chaves que eu agarrei com dificuldade. E continuou a falar:
– Quando escurecer tranque todas as portas, ligue as câmeras e acione o alarme.
- Oi? Espere, você não vai nem me entrevistar?
- Entrevistar? Não, você é a amiga de Mary, ela me falou tanto de você que não é necessário, se ela confia em você eu também confio garota, e para ser sincera não temos tempo para isso, eu preciso ir ou vou perder meu voo!
- Mas e a casa? Eu não conheço a casa e os patrões quem são? Como ligo os alarmes? E se aparecer alguma visita?
Eu berrei e corri atrás dela vendo que ela já estava indo em direção ao portão.
- O senhor Jack está de lua de mel só volta em 15 dias e provavelmente você não o conhecerá, quanto aos alarmes você encontrará uma sala na casa. As visitas? Ninguém visita Jack Belmont, aquele homem dá arrepios em qualquer um.
Ela entrou no táxi e partiu, eu fiquei observando o carro partir atônita, meu Deus, o que eu faria agora? Eu não conhecia nada daquela casa, e se eu não conseguisse ligar os alarmes? E se eu não desse conta de tudo?
Suspirei e voltei para a casa, assim que adentrei percebi que aquilo estava muito, mas muito longe do meu patamar: o chão de mármore reluzia de tão limpo, os lustres brilhavam tanto que ardia de olhar para cima, a belíssima mobília deveria ter custado o valor da minha casa inteira, tranquei a porta no mesmo instante, se eu fosse assaltada eu jamais conseguiria pagar por qualquer peça que estava exposta ali.
Uma mansão, uma mansão luxuosa à minha disposição por 15 dias, comecei a rir sozinha, subi e desci as escadas de forma graciosa imitando as mulheres ricas que eu via na televisão, "Oh, senhorita Nataly... Como está bela nesta noite". "Você veste Prada ou Chanel?"... Ri sozinha me imaginando na cena, segundos depois parei de brincar, imagina só se as câmeras estivessem ligadas e alguém acabasse me pegando esnobando a casa?
Mas tinha que admitir que eu não tinha certeza se ter uma mansão a meu dispor por 15 dias era de fato um trabalho ou um sonho.
Migrei para a cozinha e fiquei ainda mais impressionada com o requinte de tudo, cuidar de um lugar como aquele seria uma tarefa bem complicada, liguei para minha tia para dizer que tinha conseguido o emprego e que teria que ficar posando na casa, por isso eu provavelmente só iria amanhã de tarde para casa para pegar minhas roupas, afinal de contas eu tinha que economizar a passagem do ônibus.
Passei o dia inteiro tentando conhecer a casa e limpando o lugar, a casa era gigantesca e não consegui limpar a parte de cima onde ficavam os quartos, teria que deixar isso para o dia seguinte.
Quando me dei por mim percebi que já se passavam das oito horas da noite, o dia tinha passado rápido e a noite tinha chegado sorrateira, liguei para minha madrinha Mary e agradeci por ter me indicado para o emprego, prometi que iria visitar ela e Jhony logo, tranquei toda a casa, porém ainda não tinha descoberto onde ligava as câmeras ou o alarme, o jeito era ficar atenta.
Eram nove horas quando eu terminei de jantar e decidi ir para o quarto, os quartos das empregadas ficavam no andar de baixo e eu logo reconheci os quartos porque eles eram menores, porém fui obrigada a concordar que para um quarto de empregada aquilo estava muito melhor que o sótão que eu usava na casa da minha tia.
Tomei um bom banho e deitei na cama, estava exausta, não demorou muito para meu corpo se entregar ao sono profundo, acordei assustada por volta da meia noite, havia barulhos na porta, dei um salto assustada, meu Deus seria alguém tentando roubar a casa? Sai da cama sem fazer barulho e busquei por meu telefone, pensei em ligar as luzes, mas fiquei com medo de chamar a atenção do ladrão que poderia estar armado, caminhei silenciosamente no escuro e conclui que não estava enganada, os barulhos vinham realmente a porta, meu coração disparou e minhas mãos começaram a tremer, eu queria escapar dali mas, eu não podia simplesmente deixar a casa ser assaltada que tipo de caseira eu era? Se ao menos eu tivesse conseguido ligar as câmeras poderia ver se era um ou mais ladrões, sem muito no que pensar para fazer peguei o primeiro objeto pesado que vi nas mãos e me escondi.
O Invasor invadiu a casa e atravessou a sala sem dificuldade arrastando algo que eu não identifiquei no escuro, vi ele se aproximar das escadas, pelo vulto podia perceber que era um homem alto e pelo visto bastante forte, eu não teria muitas chances, mas eu morreria tentando, sem pensar e tomada de uma coragem que não sei de onde foi que eu arranquei, saltei sobre o invasor acertando vários golpes em sua cabeça com o bibelô de porcelana que tinha pegado de cima do aparador.
- Tome isso seu ladrão infeliz!
- Ai! – O homem berrou na escuridão e logo me derrubou no chão, eu bati as costas na escada e cai na sala, as luzes se acenderam e localizei dos grandes olhos verdes me encarando raivosos, ele estava de terno e usava sapatos de luxo, ops... Aquilo não parecia nada com um ladrão.
- Quem é você? E o que faz na minha casa?
Eu tentei gaguejar uma resposta, mas não consegui, eu tremia de cima a baixo olhando para aquele desconhecido.
Espera, ele tinha dito que a casa era dele?
- O... O... Senh... Senhor é o Senhor Belmont?
Eu disse ainda sem jeito e gaguejando, ele me olhou de cima a baixo fitando os olhos na minha roupa de dormir.
- É claro que sou eu! E você quem é? Deve ser alguma favelada que invadiu a casa enquanto tudo estava vazio... Vou ligar para a polícia agora mesmo!
Eu me levantei apressada e segurei a mão dele.
- Não, por favor, eu posso explicar!
Ele puxou a mão de volta com raiva.
- Sua governanta me contratou para cuidar da casa, ela disse que o senhor só voltaria em 15 dias da sua lua de mel e que precisava de alguém para cuidar de tudo.
Ele parou por alguns segundos e piscou suavizando um pouco o rosto e parecendo mais calmo, depois levou à mão a testa onde o ferimento que eu tinha causado em sua cabeça sangrava.
- E daí você decidiu me acertar na cabeça com um cachorrinho de porcelana?
- Pensei que o senhor fosse algum ladrão, desculpe.
Ele me olhou novamente de cima a baixo.
- Bem a cara de Hortência mesmo contratar alguém como você, sem experiência e tão descuidada, e se eu fosse um ladrão e estivesse armado? Estaria morta agora! Pensou nisso garota?
Eu olhei para ele e abaixei a cabeça sem jeito.
- Bom, eu teria morrido fazendo o que era certo...
- Morrer pelo que é certo parece um bom jeito de morrer para você?
Eu sorri.
- Acho que sim.
Ele balançou a cabeça parecendo cansado.
- Ok, como queira... Sabe pelo menos como fazer um curativo nisso aqui?
Eu abri e fechei a boca, ele devia estar achando que eu era uma idiota.
- Sei.
- Então faça.
Ele saiu para o lado e caminhou até o sofá se sentando como se esperasse que eu cuidasse dele.
Olhei para minhas roupas inapropriadas e ele me olhou novamente.
- Pode trocar de roupas primeiro, se quiser.
Eu assenti com a cabeça e me retirei, até meu quarto, eu ainda estava com o coração aos saltos, eu tinha acertado o meu patrão na cabeça com uma porcelana, isso com certeza não devia ir para minhas boas experiências no currículo, provavelmente ele não tinha me mandado embora por não ter outra opção no momento, não que ele não resolvesse fazer isso no dia seguinte.
Cheguei no quarto com o coração aos saltos, meu pulso ainda estava disparado e minhas mãos tremiam, joguei um casaco longo por cima do corpo e peguei minha maleta de primeiros socorros, quando voltei para sala ele estava com os olhos fechados e parecia estar descansando, assim que me aproximei ele voltou a abrir os olhos, eu olhei sem graça para aquele homem estupidamente bonito na minha frente e gelei.
- Vai ficar aí me olhando ou vai me deixar sangrando até a morte?
- Isso é meio dramático, não acha?
Ele sorriu pela primeira vez,é... Talvez ele não fosse de aço.
- Ainda posso te mandar embora por tentativa de assassinato, sabia?
Eu arregalei os olhos e segurei na mão dele ficando de joelhos.
- Por favor, por favor, não, eu preciso muito do emprego!
Ele sorriu.
- Acalme-se... Foi brincadeira.
Eu me perdi por alguns segundos naqueles olhos verdes.
- E ai? Vai cuidar disso ou não?
Eu me ajoelhei no sofá e peguei um algodão para limpar o ferimento, encostei de leve o algodão no machucado.
- Aí!
Ele gritou e me afastei rapidamente.
- Machuquei?
- Não foi só pra ver se estava prestando atenção.
Ele começou a rir, eu balancei a cabeça e voltei a cuidar do ferimento.
- E então garota, qual é o seu nome? Vou precisar te chamar de algo mais do que garota né?
- É Nataly.
- Hum... Prazer Nataly, sou Jack.
Algo começava a me intrigar profundamente, se ele tinha se casado na sexta feira e deveria estar de lua de mel por que tinha voltado para casa sozinho? Será que tinha tido problemas na empresa e a mulher tinha decidido ficar para aproveitar o resto da estadia?
Terminei de fazer o curativo e me afastei um pouco.
- Pronto! Como se sente?
- Vou sobreviver.
- Quer que eu prepare algo para você comer?
- Não, comi no caminho.
- Os outros também voltarão amanhã?
- Você diz os outros empregados?
- É...
- Não, sou só eu que voltei mesmo, seremos só nós dois por 15 dias, mas eu não sou muito espaçoso e passarei muito tempo na empresa então, não me verá com frequência.
- Foi por isso que voltou? Por causa da empresa?
Ele estreitou os olhos e me encarou.
- Não tenho certeza se isso te diz respeito, mas não... Não foi por isso.
- Ok, desculpe.
Seu jeito era bastante seco, me afastei me levantando e comecei a guardar minhas coisas, logo senti o toque dele em minha mão, ele segurou meus dedos.
- Nataly... Obrigado.
Ele sorriu.
- Por ter batido em você?
Ele riu.
- Não, por ter cuidado de mim.
- Era o mínimo que eu podia fazer, afinal fui eu que te machuquei.
- Protegendo a minha casa, tem um crédito.
Ele se levantou e se aproximou de mim, eu sei que aquilo não era da minha conta, mas minha curiosidade era muito grande.
- Se você estava de lua de mel, cadê a sua esposa?
Ele fechou o rosto à contra gosto e mexeu em sua aliança no dedo.
- A única coisa que você precisa saber é que ela não virá para essa casa.
Ele me deu as costas e pegou a mala perto da escada.
- Boa noite Nataly.
Eu o vi se despedir e subir as escadas, fiquei confusa ele mudava de humor muito repentinamente e para ser sincera por alguns segundos acreditei que talvez o humor dele tivesse mudado justamente por que eu tinha perguntado sobre o casamento, mas por que será que ela não viria para aquela casa? Será que eles eram um daqueles casais modernos em que um vivia em uma casa e outro em outra? Bizarro.
Assim que o dia amanheceu eu comecei a limpar freneticamente as janelas, Jack desceu as escadas e caminhou calmamente até a cozinha.
- Deixei seu café na sala de refeições.
Eu disse assim que o vi, ele me olhou por alguns segundos e concordou com a cabeça dando meia volta, logo voltou.
- Não precisava fazer isso, na verdade eu apenas queria alguém para cuidar da casa, você não precisa agir como uma empregada...
- Mas é o que eu sou senhor Belmont.
Ele se aproximou de mim sério e com as mãos nos bolsos.
- Tudo bem, faça como quiser, mas cuidado com essas janelas, não vá se machucar.
Eu sorri e assenti com a cabeça.
- Ok, pode deixar.
Ele se afastou indo para a sala de refeições, assim que chegou lá ele percebeu a mesa posta o café quente e torradas integrais com iogurte natural, até parecia que ela conhecia os seus gostos, teria perguntado a Hortência? Ele balançou a cabeça negativamente, devia ser coincidência, só podia ser coincidência.
Jack saiu indo para a empresa.
Jack possuía uma multinacional farmacêutica, a empresa tinha sido de sua família e quando seus pais faleceram ele herdou tudo, como nunca tivera tido irmãos cuidava sozinho de todas as posses da família, acreditava que se casando com Simoni estaria protegendo seu patrimônio, porém tudo tinha dado errado ainda na lua de mel, talvez fossem males que tivessem vindo para o bem, mas ainda assim não deixava de ser ruim.
Eu terminei de limpar a cozinha e decidi subir as escadas e limpar os quartos.
Entrei no quarto de Jack e percebi que ele tinha feito a própria cama e arrumado o próprio quarto, as roupas não estavam mais na mala como o esperado, pelo contrário estavam no guarda roupas bem organizadas e dobradas, pelo visto ele não era o tipo de homem que gostava de dar trabalho para alguém, me concentrei em tirar o pó da mobília e ao me aproximar da cama notei a aliança em cima do criado mudo.
Por que ele tinha tirado a aliança? Ele tinha se casado na sexta, será que os dois já tinham se separado? Hoje era segunda-feira... Isso era bem estranho, primeiro ele não tinha ficado para a lua de mel e agora não estava usando a aliança, alguma coisa tinha acontecido na vida conjugal do senhor Belmont, mas seja lá o que fosse, aquilo não era da minha conta.
Decidi que limparia as vidraças da varanda do quarto então subi no beiral da varanda e comecei a limpar os vidros com a ajuda de um rodo, porém acabei me desequilibrando, assustada com a ideia de acabar caindo daquela altura joguei meu corpo para a frente e cai sobre a grande janela de vidro espatifando a vidraça, cacos de vidro voaram para todos os cantos do quarto e o pior foi que eu caí de mal jeito sobre meu pulso que precisou suportar todo o peso do meu corpo.
Tentei me levantar, mas meu pulso doía demais, precisei fazer força com a outra mão que estava toda cortada assim como minha perna, o sangue escorria pela minha pele, me levantei com muito cuidado sentindo uma dor infernal, peguei o telefone ligando para a vidraçaria, se Jack descobrisse que eu tinha quebrado a vidraça ele me mataria justo a vidraça do quarto dele.
- Bom dia, Vidraçaria São Mateus?
- Sim, quem gostaria?
- Meu nome é Nataly eu precisaria de um conserto de uma janela na varanda com extrema urgência.
- Desculpe, mas estamos lotados para esta semana, mas podemos agendar para a semana que vem?
Desesperei-me, Jack não podia ver aquilo, engrossei a voz e usei o meu melhor trunfo.
- É para a mansão Belmont, seria bom que o senhor fizesse um esforço, meu patrão pode não gostar dos seus serviços se não houver esforço da parte de vocês.
- Mansão Belmont? Estamos indo agora mesmo.
Apavorei-me com a mudança de tom, lembrei-me do que Hortência tinha me dito, então era verdade Jack devia causar arrepios em muita gente.
Arrastei-me até o andar de baixo e limpei meus ferimentos, porém meu pulso estava começando a inchar e doía muito, respirei fundo e ouvi o telefone tocando, calmamente me levantei arrastando a perna e fui atender, era Jack.
- Nataly?
- Sim senhor?
- Não voltarei para o almoço, não precisa se preocupar com comida, tenho alguns compromissos e só chegarei à noite.
O telefone pesou em minha mão e senti uma fisgada, gemi sem querer.
- Cla... Claro. – gaguejei, ele estranhou.
- Algum problema? Sua voz está estranha.
- Não, tudo tranquilo.
Menti.
Os homens da vidraçaria vieram rápido mesmo e logo tiraram a medida e trocaram o vidro, eu os paguei com meu dinheiro e assim que saíram decidi que precisava tomar algum remédio para dor, optei por tomar dois relaxantes musculares, aquilo funcionou, por algum tempo não senti tanta dor, mas depois de algum tempo a dor voltou.
Decidi comer qualquer coisa e tomei um terceiro remédio um pouco mais forte, mas depois disso senti muito sono e acabei apagando no sofá mesmo.
Jack encostou o carro e destrancou a casa, olhou tudo em volta e não viu Nataly, a casa estava silenciosa, ele caminhou calmamente até a sala e a viu deitada no sofá apagada, suspirou e balançou a cabeça, sua primeira reação seria ficar incomodado por ela estar dormindo no serviço e na sua sala, mas depois de um tempo decidiu que não era motivo para brigar com a pobre garota, dava pra ver que ela tinha limpado toda a casa e ele bem sabia que não era nada fácil limpar aquele lugar, ainda mais sozinha.
Aproximou-se do sofá com cuidado e limpou o rosto dela onde o cabelo caia sobre a face, bonita, bonita até demais, um verdadeiro problema para ele no estado em que se encontrava, com muito cuidado a levantou no colo precisava tirá-la dali, não seria legal se Daniel chegasse para falar do divórcio e visse sua empregada dormindo na sala, assim que ele levantou Nataly no colo ouviu alguém destrancar a porta, quem poderia ser?