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Os Contos de Henry Mendes

Os Contos de Henry Mendes

Autor:: Henry Mendes
Gênero: Contos
Olá, meu nome é Henry Mendes, e vou contar a vocês algumas histórias que ouvi num café contado por diferentes pessoas. A princípio achei fantasiosas, mas foi assim que cada uma delas me narrou. Todas de diferentes ocasiões. Elas nunca se encontraram e o que eu ouvi foi muito impressionante. Do mesmo escritor de "Apartamento 79" e "Apartamento 79, vermelho", disponível para leitura no Lera.

Capítulo 1 Sílvia

Conto. 1

A primeira história é de Silvia, uma mulher solteira, sozinha e com uma fantasia em particular. Quando Silvia descobriu o hotel ela precisou ver com os próprios olhos. Mesmo desacreditando de tudo que foi contado sobre ele. O seu desejo por algo novo, misterioso, a levou direto para quarto nove do Hotel Home Night-Party. Foi assim que ela narrou.

***

Estava no uber quando começou a chover. A chuva não era forte, mas estava frio. Coloquei um casaco que descia até meus joelhos. O motorista não falava muito, era melhor assim, não iria conseguir prestar atenção no que ele dizia. Afastei-me muito da minha cidade. Tudo para chegar a um bendito hotel no meio do nada.

Estou me sentindo uma idiota e vocês vão descobrir o porquê daqui a pouco. Se o que me contaram for verdade, o que duvido muito. Mas aqui estou eu.

O motorista do uber não estava muito à vontade, acho que era por isso que ele não falava muito. De vez em quando, ele olhava pelo espelho com certa atenção, até demais. E para os lados a toda hora. Desconfiado talvez. Era noite, muito tarde, se alguém deveria ficar com medo aqui era eu. Ele virou uma rua, devagar, na dúvida se estava no lugar certo e a toda hora olhava no celular. O lugar era deserto e assustador, devo admitir. Ele seguiu mais adiante e depois parou.

– Chegamos – disse o motorista olhando pelo espelho. Parecia mais aliviado de ter chegado ao destino.

Eu olhei pela janela, e, sim, tínhamos chegado. O agradeci e desci do carro logo abrindo meu guarda-chuva.

– Tem certeza que é aqui? – perguntou o motorista. Eu entendia sua preocupação.

– Sim, eu tenho.

O motorista logo foi embora e eu fiquei ali parada, naquela chuva diante do Hotel Home Night-Party, escrito em letras vermelhas. Fachada antiga, bem antiga e acho que tinha uns 15 andares ou mais. A minha pergunta era: alguém ainda se hospedava ali?

Cheguei aqui por conta de uma mulher que conheci num café. Ela me contou coisas sobre este hotel que eu nem sei por onde começar. E, inacreditavelmente, vim parar aqui. E não vou descobrir se todas essas histórias são verdades ficando aqui nessa chuva. Estava nervosa, assustada, mas ansiosa. Na verdade, muito curiosa. Respirei fundo e entrei empurrando uma porta com detalhes em dourado. O lugar era lindo, mas aquele ambiente antigo me dava arrepios. Poltronas vermelhas e antigas, parecia tudo tirado de uma loja de antiguidades. Segui em frente, atravessei aquele belo hall de entrada e um senhor me esperava na recepção. Era bem velho e usava óculos, suas lentes eram empoeiradas, e seu terno combinava perfeitamente com o lugar. Vermelho com detalhes em dourado.

– Boa noite – disse o velho me cumprimentando com um leve sorriso e com as mãos juntas sobre o balcão brilhante. ¬– Meu nome é Antonio Lambert, em que posso ajudar?

– Boa noite, eu quero um quarto, é claro.

– Fez reserva?

"Quem faria uma reserva aqui", pensei.

– Não – respondi.

– Acho que tenho um bom quarto para você, vai gostar da chuva batendo na janela. Todos gostam.

– Eu quero o quarto nove – disse antes que ele me oferecesse outro quarto.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos. Me encarou, e depois falou:

– Vou ver se o nove está desocupado – disse e se virou.

Era só o que faltava. Chegar até aqui para nada. Ele demorou um pouco, até demais, e minha ansiedade só aumentava.

– Sim, está desocupado – disse com a chave na mão. – Vai passar a noite?

– Sim, só uma noite.

– Dinheiro ou cartão?

– Cartão – respondi abrindo a bolsa.

Assinei um livro, bem antigo de folhas amareladas, e depois ele me entregou a chave do quarto, era dourava. Nos hotéis mais modernos me entregariam um cartão. Mas deixei esse detalhe para lá.

– É no terceiro andar – disse ele. – Pegue o elevador ou se preferir as escadas.

Fui para o elevador, na mesma hora em que uma mulher surgia das escadas. Abaixou a cabeça assim que me viu e passou por mim tomando a direção da saída, ela não queria que eu visse seu rosto. Foi bem estranho. Pensei um pouco olhando aquela chave dourada em minha mão e entrei no elevador, apertei o número três e a porta se fechou com um som estridente. Um som antigo, como se a qualquer momento fosse dar algum tipo de defeito. O elevador subiu, parou, a porta abriu e eu saí. Havia três portas: o quarto sete, o oito e, à minha direita, estava o quarto nove com o número em dourado. Era o único em dourado, e a única com uma porta vermelha e um pouco envelhecida. Usei a chave e entrei.

Achei que fosse sentir algum cheiro de lugar antigo, empoeirado, sujo, mofado, mas não foi o que vi ali. Fechei a porta, olhei a volta e me sentei na cama, era confortável. Havia um televisor antigo de tubo e uma escrivaninha com cadeira próxima a janela, e um sofá de dois lugares. E um banheiro limpo que logo usei. Voltei, coloquei minha bolsa sobre o sofá, olhei pela janela e pensei:

– O que estou fazendo aqui? – em voz alta.

Achei melhor não perder tempo, me sentei na cadeira da escrivaninha, fechei os olhos e pensei no que gostaria de fazer ali. Levei a mão até um livro, lembrava aquele lá embaixo que acabei de assinar. Peguei uma caneta e abri, havia muitas coisas escritas aqui, ma não vou ler, vou me concentrar no que vim fazer aqui. Escrevi e fechei o livro. Sim, foi assim que a mulher do café me falou para fazer, e a boba aqui acreditou. Voltei para a cama e esperei, esperei, até demais. E quando já desistia, alguém bateu na porta.

Não respondi na hora e meu coração acelerou. Então bateram mais uma vez.

– P-pode entrar – disse respirando fundo e olhando atentamente.

A porta se abriu emitindo uma luz estranha, franzi os olhos, e depois um homem vestido de branco entrou empurrando uma cama de massagem. Fechou a porta e a luz se foi, e empurrou aquela cama até ficar diante de mim. Fiquei boquiaberta e em silêncio. Ele era bonito, do jeito que imaginei, fantasiei, do jeito que eu queria, que eu gostava. Exatamente como escrevi no livro. Fiquei encantada.

– Quando estiver pronta, tire sua roupa e ponha esse roupão – disse ele me entregando um roupão branco.

Ainda não conseguia falar, por um segundo achei que via coisas. Que estava maluca. Me virei, sem graça e tirei minha roupa ali mesmo: meu casaco, minha blusa, minha saia com muita calma. Joguei os sapatos em qualquer lugar e fiquei só de lingerie.

– Tire tudo – disse ele.

Tirei meu sutiã e minha calcinha e joguei na cama, e coloquei o roupão bem rápido. Fiquei esperando enquanto ele se preparava. O observando, como se não acreditasse no que via, era tão belo e forte. Como algumas mulheres diziam: era um deus grego. Ele se aproximou de mim, por trás, delicado, tirou meu roupão e me mandou deitar de bruços na cama de massagem. Me deitei e ele cobriu meu bumbum com uma toalha branca, fiquei com as costas nuas. E esperei.

Ele andou a minha volta e depois parou bem na minha frente, ele ficou de pé diante de mim com seu membro a poucos centímetros da minha cabeça. Senti algo escorrendo em minhas costas, um óleo, e depois suas mãos deslizando por ela, aquele toque me arrepiou muito, contrai o corpo, era macia, delicada, suspirei com aquele toque. Ele espalhou em minhas costas, até minha cintura e tocou de leve o lado dos meus seios.

Ele saiu da minha frente e passou aquele óleo mágico em minhas pernas e coxas, e a toalha continuava no lugar. Ele passou a mão na ponta dos meus dedos, senti cócegas, e nas minhas panturrilhas e voltou para minhas coxas. Sua mão deslizava bem entre minhas pernas e eu cheguei a fechá-las de susto quando ele subiu um pouco mais. Ele a abriu e continuou. Ele subia mais, e mais, e a toalha continuava no lugar. Até que a senti raspar minha vagina, bem de leve, fechei as pernas de novo e ele a abriu delicadamente, e tirou toda a toalha deixando meu bumbum totalmente exposto. Devo ter ficado vermelha e quis puxar a toalha de volta. Mas ele a jogou no chão.

Ele pegou mais óleo e jogou sobre meu bumbum, senti escorrer no meu ânus e na minha buceta. Depois senti o toque de suas mãos. Elas agarraram minhas nádegas fazendo meu corpo arrepiar. Ele a massageava e abria minha bunda, como se quisesse ver meu ânus, deixá-los à mostra, como se quisesse apreciar toda minha parte íntima. Ele fez isso várias e várias vezes, cheguei a empinar o bumbum e meus dedos dos pés se contraíram. Aquilo estava me deixando com tesão e gemi algumas vezes. Senti escorrer mais óleo e ele espalhou por todo meu corpo. Ele agarrava minhas nádegas e passava a mão bem entre minhas pernas, aquelas mãos fortes me alisando continuamente. Gemi mais alto quando ele colocou o dedo no meu ânus, o esfregou, até enfiar um pouco lá dentro. Ele tirava e colocava, várias vezes e meu bumbum empinava, todas às vezes. Eu apertava a cama com minhas mãos e aquela excitação dominava meu corpo. Ninguém nunca me tocou assim antes, e aquele óleo deixava tudo mais gostoso. Depois colocou o dedo dentro da minha buceta, eu enlouqueci, eu senti seus dedos mexendo lá dentro, depois dois. Me masturbou e eu me molhei, eu molhava a cama e seus dedos, me sentia lubrificada.

Ele tirou os dedos e voltou a ficar na minha frente, senti seu pau roçar minha cabeça, estava duro. Eu levantei a cabeça para olhar enquanto ele massageava minhas costas. Eu conseguia ver aquele volume por baixo da calça, então, ele o tirou para fora deixando seu pênis ereto exposto bem na minha frente. Ele chegou perto da minha cabeça, da minha boca e eu o chupei. Como se nunca tivesse feito isso antes. Foi o pau mais gostoso que já coloquei na minha boca. Aquele era meu desejo, era o homem dos meus sonhos e eu o queria inteiro dentro de mim.

Ele tirou o pênis da minha boca e me mandou virar. Ele se afastou e pegou mais óleo e o espalhou nos meus seios, ele o acariciava em movimentos circulares várias vez que cheguei a revirar os olhos estava a ponto de ter um orgasmo. Ele apertava e puxava meus mamilos, descia até minha barriga, meu umbigo, até chegar aos meus pelos pubianos. Ele pegou mais óleo e jogou sobre ele, abriu minhas pernas e passou a palma da mão por toda minha buceta espalhando todo aquele óleo. Passava os dedos delicadamente nos meus lábios genitais até brincar com meu clitóris. Ele deixou meu grelo exposto, estava rígido, intumescido, sensível, eu não aguentava mais, eu ia explodir. Depois ele deixou de castigar meu clitóris e segurou minhas pernas bem abertas, minha vagina dilatando. Nunca tinha sentido tanto tesão na minha vida, então ele enfiou dois dedos e me masturbou de novo. Minha lubrificação se misturava com o óleo, eu gemia, gritava e agarrava seu pau inteiro em minha mão. Ele subiu na cama e me comeu, colocou bem fundo. Eu agarrei suas costas sentindo aquele corpo musculoso todo sobre mim e seu pau bem fundo dentro da minha vagina molhada. Revirei os olhos e gemi bem alto, o mais alto que pude. Ele apertava meus seios e socava com força. Ele abria minhas pernas e me comia com mais vontade. Ele gemia na minha orelha e sussurrava meu nome que nem tinha falado. Quanto mais ele gemia, mais eu enlouquecia. Tirou seu pau molhado e me chupou, enfiou a língua até chegar ao meu ânus. Meus olhos reviraram, eu estava para gozar, eu segurava sua cabeça entre minhas pernas e esfregava minha buceta na sua cara, então ele me comeu de novo. Meu corpo subia na cama com cada estocada que dava. Parecia que estava flutuando, não parecia humano, era algo sobrenatural. Prazerosamente sobrenatural. Ele me fodeu, e me fodeu até eu gozar no seu pau. Eu o molhei, senti meu próprio gozo escorrer em meu ânus e pingar na cama. Nós... flutuávamos. Aquela luz intensa voltou a dominar nossos corpos e não havia mais maca, somente eu e ele, Ele tirou o pênis da minha buceta e gozou na minha barriga, ejaculou até espirrar na minha boca. Nunca vi tanta porra sobre meu corpo, eu queria chupá-lo, queria na minha boca. Ele me abraçou forte, seu corpo parecia entrar no meu como uma névoa cintilante. Arrepiou-me e depois não o senti mais.

Meu corpo relaxou profundamente, minha visão embaçava, parecia que estávamos voltando para a maca. Não via nada, apenas um vulto branco saindo de cima de mim. A estranha luz sumiu e ele desapareceu junto com ela. Ainda sentia minha vagina dilatar, queria gozar, e, depois, eu adormeci.

Eu só me lembro de acordar nua na cama do hotel. Estava limpa, não havia sêmen sobre mim, como se tudo tivesse passado apenas de um sonho, o sonho mais erótico que já tive. Não havia ninguém, nenhuma cama de massagem. Aquele homem me fez gozar como nunca e desapareceu, como se nunca tivesse existido. Como algo sobrenatural que possuiu todo meu corpo.

Me vesti e saí do quarto nove, a chave dourada sumiu, peguei o elevador e sai no hall de entrada, e, como fez aquela mulher que não queria que seu rosto fosse visto, eu também fiz a mesma coisa quando passei ao lado de alguém. Até eu sair do Hotel Home Night-Party.

Essa foi a história de Sílvia. O que sei sobre o Hotel Home Night-Party, é que antes, há muitos anos mesmo, ele era um bordel para homens, todos os tipos de homens, menos o quarto 9 que era reservado somente para mulheres, que o frequentavam secretamente.

Henry Mendes

Fim

Capítulo 2 Microconto

Meu nome é Clarice, e foi num restaurante onde tudo começou. Uma mesa no canto, bem escondida, e o vinho na taça já quase pela metade.

Ele me beijou, de surpresa, foi intenso e sua mão escorregou até minha coxa. Entre minhas pernas e continuou lá por longos segundos até tocar minhas partes íntimas...

Olhei a volta e suspirei de tesão. Ninguém via. Ninguém sabia o que acontecia sob aquela mesa...

De longe, ninguém desconfiava de nada. Eu baixava a cabeça disfarçadamente enquanto alguns dedos massageavam minha vagina.

O garçom se aproximou e me deixou um pedaço de bolo a pedido da pessoa que me acariciava. Eu comi cada pedaço enquanto o tesão se espalhava pelo meu corpo. Quem me olhava só pensava: como aquele bolo deve estar gostoso.

Eu fechei os olhos saboreando cada pedaço e lambendo meus lábios. Eu já não conseguia esconder o prazer que sentia com o toque daqueles dedos se escondendo em minha vagina. Procurando um lugar para entrar.

Eu fechei minhas pernas com força e gozei em sua mão saboreando aquele delicioso pedaço de bolo. Ninguém nunca tinha visto uma mulher comer um bolo com tanto prazer, com tanto tesão. Ela lambia a ponta dos dedos ainda querendo mais.

Henry Mendes

Capítulo 3 Senhorita Sofia

Conto. 2

A segunda história é da Srta. Sofia, uma jovem solteira com uma fantasia em particular. Assim como Sílvia, Sofia descobriu o hotel depois de conversar com uma mulher num café. A princípio, ela não acreditou, mas foi atraída pelo mistério que cercava o lugar, ela precisou ver com os próprios olhos. O seu desejo por algo novo, misterioso, a levou direto para o quarto nove do Hotel Home Night-Party. Foi assim que ela narrou.

***

Eu dirigi por algumas horas e me perdi algumas vezes, várias vezes, e quando achava que estava chegando ao meu destino, começou a chover. A chuva não era forte, mas atrapalhava minha visão. Afastei-me muito de onde morava só para chegar aqui. Tudo para chegar a um hotel escondido no meio do nada. Afastado de tudo.

Sim, estou me sentindo uma idiota. Mas se o que me contaram for verdade, o que duvido muito. Bom, vamos ver. Que pelo menos o hotel seja bom só para compensar esta viagem, porque meu celular já está quase ficando sem bateria.

Não gostava de me sentir perdida quando estava dirigindo. Estava escuro e não vi outro carro passar por mim já há algum tempo. Um belo cenário para um assalto ou um assassinato. Eu ia parar na primeira página dos jornais porque fui muito burra. O pânico me dominou, o celular já não ajudava, eu virei uma rua, devagar, na dúvida se estava no lugar certo e a toda hora olhava no celular. O lugar era deserto, segui em frente e, para meu alívio, eu o encontrei.

– Enfim, cheguei – disse olhando aliviada pela janela molhada do carro o hotel que se erguia diante de mim.

Desliguei o carro e peguei minhas coisas, e depois eu desci do carro, e fiquei ali parada naquela chuva diante do Hotel Home Night-Party, escrito em letras vermelhas. Fachada antiga, bem antiga. Eu usava uma roupa mais social, por causa do meu trabalho como secretária, óculos e cabelos pretos amarrados. Tomei coragem e andei na direção do hotel chapinhando meus sapatos de salto nas poças de águas. Empurrei a porta e entrei.

A mulher que conheci num café, me contou coisas sobre este hotel que eu nem sabia por onde começar. E, inacreditavelmente, por causa dela vim parar aqui. O lugar era lindo, mas aquele ambiente antigo me dava arrepios, era estranho. Eu nunca me hospedaria aqui. Nunca mesmo. Poltronas vermelhas, antigas, tudo parecia ser tirado de uma loja de antiguidades. Ou de um filme de terror. Fiquei um pouco ali observando tudo, depois atravessei aquele belo hall de entrada analisando cada detalhe. Até perceber que tinha alguém me observando.

Era um senhor, ele me esperava com um leve sorriso na recepção. Observava de longe, parecia um fantasma e aquilo me arrepiou. Era bem velho e usava óculos dourados de lentes empoeiradas, e seu terno combinava perfeitamente com o lugar. Vermelho com detalhes em dourado. Respirei fundo e me aproximei.

– Boa noite. Meu nome é Antonio Lambert. Bem-vinda ao Hotel Home Night-Party. Em que posso ajudar? – disse o velho com um leve sorriso e com as mãos juntas sobre o balcão brilhante.

– Boa noite, eu quero um quarto.

– Fez reserva?

– Não. Alguém fez? – não resisti à pergunta, não me parece que alguém faria reservas aqui.

Ele percebeu minha ironia e não respondeu.

– Acho que tenho um bom quarto para você, vai gostar da chuva batendo na janela...

– Se a chuva estiver batendo na janela do quarto nove, eu aceito – interrompi enquanto ele falava.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, e depois falou:

– Vou ver se o nove está desocupado – disse e se virou.

Eu esperei. Ele demorou um pouco, até demais, e minha ansiedade só aumentou.

– Sim, está disponível – disse com uma chave na mão. – Vai passar a noite?

– Sim, uma noite.

– Dinheiro ou cartão?

– Cartão – respondi abrindo a bolsa.

Assinei um livro que estava aberto no balcão, bem antigo e de folhas amareladas, e depois ele me entregou a chave do quarto nove, era dourava e antiga, como todo o lugar.

– É no terceiro andar – disse ele. – Pegue o elevador ou se preferir as escadas.

Fui para o elevador, o hotel era bem silencioso, acho que eu era a única hospedada aqui. Pensei um pouco e entrei, apertei o número que foi dito e a porta se fechou com um som estridente. Um som antigo, de velho, como algo defeituoso. O elevador subiu, para meu alívio, parou, a porta abriu e eu saí. Havia três portas: o quarto sete, o oito e, à minha direita, estava o quarto nove. Me aproximei, o número nove em dourado. Era o único em dourado e o único quarto daquele andar com uma porta vermelha, muito antiga, bem envelhecida. Usei a chave e entrei.

O lugar estava conservado, muito pelo contrário do que imaginei. Achei que teria cheiro de lugar antigo, mas não foi o que vi ali. Fechei a porta e caminhei até a cama. Joguei minha bolsa nela e andei até a janela, a chuva não parava. Havia um televisor antigo de tubo e uma escrivaninha com cadeira próxima a janela, e mais uma poltrona. E um banheiro que logo usei para um xixi. Sentei-me no sofá e cruzei as pernas, e pensei:

"Que droga estou fazendo aqui?".

Andei pelo quarto de um lado para o outro olhando para a escrivaninha e para um livro que se encontrava sobre ela, estava ali como a mulher do café falou. Puxei a cadeira da escrivaninha e me sentei. Peguei o livro, pensei, e o abri, peguei a caneta e comecei a escrever tudo que desejava naquele quarto. Depois o fechei. Sim, foi assim que a mulher do café me falou para fazer, então eu fiz. Coloquei meus óculos na mesa e fiquei sentada naquela cadeira esperando. E esperei, até demais. E quando já desistia, alguém bateu na porta.

Arregalei os olhos e não respondi. Meu coração disparou.

"Só podia ser uma piada", pensei. "Ou era o senhor da recepção, afinal não vi mais ninguém".

Então bateram novamente e a porta se abriu. Uma luz estranha invadiu o quarto e depois pude ver a silhueta de um homem carregando alguma coisa na mão.

– Senhorita Sofia, já chegou, que bom – disse um homem emoldurado por aquela estranha luz, eu conhecia aquela voz. Aquilo arrepiou meu corpo inteiro.

Ele fechou a porta e a luz se foi, e parado bem na minha frente se via um executivo segurando uma maleta. Usava um terno marinho bem escuro. E, inacreditavelmente, era meu chefe. O Dr. Gustavo.

Coloquei a mão na boca achando que via coisas, estava em choque e logo achei que fosse uma brincadeira de mau gosto. Não consegui falar. Não saia nada.

– Boa noite – disse ele.

Eu não respondi.

– Tudo bem, senhorita Sofia? – perguntou olhando diretamente para mim.

– Sim... ca-claro – gaguejei.

– Ca-claro? O que é isso? Um novo vocabulário? – perguntou ele com um sorriso.

Era difícil falar.

– Algum recado para mim?

– Não. Como haveria um? – disse olhando a volta, como se eu tentasse lhe mostrar onde estávamos. Num hotel muito distante de tudo.

– Não? Que estranho. Olhou na sua mesa?

– Não há nada – disse e olhei para a mesa.

Havia algumas coisas ali que não estavam antes. Como um bloco de notas, como o meu. Um notebook, que não estava li e outras coisas que apareceram do nada. Uma clara mesa de escritório, como a minha.

– Então? Algum recado para mim? – perguntou novamente.

Eu coloquei meu óculos e peguei o bloco de notas. Havia, sim, um recado ali. Com a minha letra.

– O que diz?

– É-é um recado do Doutor Jairo – aquilo era impossível.

– O que diz? Por favor – insistia ele, colocou a maleta sobre a cama do hotel e a abriu.

– Ele desmarcou o jantar de hoje à noite. Prefere tratar do assunto amanhã pela manhã – disse Sofia, a secretária, cada vez mais confusa.

– Sem problemas. O avise que tudo bem. Mas sem falta, não dá para adiar por mais um dia. Negócios são negócios. Pessoas esperam por um acordo. Há muito dinheiro envolvido – disse meu chefe.

Eu continuava confusa, mas sem dúvida aquele que falava era meu chefe. O Dr. Gustavo. O mesmo modo de falar e tratar de negócios.

– Por favor, Sofia, eu tenho pressa – disse ele.

– Sim, claro – eu peguei meu celular e como fazia no escritório revirei meus contatos, mas não arrisquei mandar nenhuma mensagem. Aquilo não era real. Eu fingi que mandei aquela mensagem.

– Então?

– Ele concordou – menti.

– Ótimo. Algum recado da minha esposa? Eu tenho celular, mas ela insiste em te mandar as mensagens mesmo assim – disse ele.

– Aquilo era verdade, não sei como, mas era. Quando ele não respondia as mensagens da esposa por estar muito ocupado, ela me deixava todas elas. E depois me fazia entregá-las como se fossem urgentes. Assim ele lhe dava atenção.

– Não, nenhuma – disse fingindo que olhava o celular. Quando percebi que ele estava do meu lado. Com o rosto bem ao lado do meu folheando o bloco de notas. Seu perfume me envolveu, era o mesmo, era ele. Ele colocou a mão em volta da minha cintura, uma coisa que ele nunca fez em sua vida e depois se afastou. Ele me respeitava muito e aquela aproximação foi inesperada.

– Ótimo – disse ele andando pelo quarto.

Tirou seu terno e o jogou na cama. Eu só observei. Era como se ele estivesse realmente no escritório, seu comportamento era o mesmo. Pegava o celular e olhava todas as mensagens, mexia no notebook e atendia uma ligação, exatamente como fazia quando chegava ao trabalho.

– Está bonita, senhorita Sofia, fez alguma coisa de diferente? – perguntou Gustavo, outra situação fora do comum.

Uma pergunta que ele nunca me fez. Ele sempre elogia meu trabalho, mas nunca minha aparência ou o que estava vestindo. Se quer dizer que eu estava bonita.

– Nada de... especial, o de sempre, nada de mais – respondi, me senti constrangida. E acho que fiquei até um pouco vermelha. Desconcertada.

– Você é muito especial para mim, sempre foi – disse ele me encarando. Fiquei constrangida ainda mais, e ri sem graça passando a mão no cabelo desviando o olhar.

– Obrigada.

– Agora pode voltar ao trabalho – disse ele, voltando sua atenção ao celular.

Eu me sentei naquela mesa e nem sabia o que fazer ali. Abri o computador, o liguei, e fingi que estava trabalhando enquanto ele andava à minha volta falando e gesticulando. Depois parou e se aproximou curvando seu corpo ao lado do meu, com sua face junto a minha, colocou a mão na minha cintura e a acariciou. Arrepiei-me. Eu fiquei encarando seu rosto ainda não acreditando no que via, e ele continuava a me acariciar. Desceu mais a mão até tocar meu bumbum e ficou com ela ali olhando eu trabalhar, como se não fizesse nada de errado. Como se aquilo fosse normal entre nós. Como se fossemos íntimos, mas não éramos. E eu fechei os olhos e deixei, eu nem sabia o que estava teclando. Ele tirou a mão e ficou de pé atrás de mim.

– Bom trabalho – disse ele.

– Obrigada – respondi.

Depois voltou a me tocar nos ombros, com as duas mãos, e me massageou. Seu toque me arrepiou novamente, respirei fundo, era estranho, como algo se espalhando por todo meu corpo. Meu peito inchou com minha respiração arfante. Ele olhava, eu sentia que ele estava olhando diretamente para eles. E me massageou com mais intensidade, sua mão quase chegava aos meus seios, os mamilos enrijeceram ficando quase visíveis sob minha roupa, sob meu sutiã. Eu o imaginei agarrando com força, apertando e chupando, com a maior vontade do mundo. Fechei os olhos e o tesão começou a me dominar. Mordi os lábios e ele desceu suas mãos até meus seios, até apertá-los como eu imaginei. Eu deixei e revirei os olhos, fechei minhas pernas espremendo minha vagina excitada. Ele tirou as mãos e se afastou, e continuou a falar ao celular.

– Me dê um papel e uma caneta, por favor, Srta. Sofia.

Levantei da cadeira recuperando o ar e ajeitando minha roupa, e lhe entreguei o que pediu.

– Mais tarde ligue para esse número – disse ele colocando o papel na minha mesa.

– Sim senhor.

E me curvei na mesa para ver o número de telefone, eu o conhecia, era de um advogado. Como isso era possível? Eu não sei. Mas estava ali. Aquele homem era Gustavo, meu chefe. E eu não conseguia acreditar.

¬– Algum problema, Senhorita Sofia?¬ – perguntou.

– Nenhum – respondi com um leve sorriso.

– O número está certo?

– Perfeitamente, certo – respondi.

– Anote na agenda, não quero perdê-lo de novo – disse Dr. Gustavo.

"Isso acontecia muito" – pensei.

Me inclinei na mesa e fiz o que ele me pediu, quando senti sua mão em meu bumbum mais uma vez. Fechei os olhos e ele se colocou atrás de mim, se encostou e esfregou seu pau na minha bunda. Ele colocou a mão na minha cintura como se fosse me comer, eu senti a pressão na minha buceta e gemi baixinho. Eu não consegui me concentrar. Ele se agachou e agarrou minha bunda com as duas mãos, levantou minha saia até ver minha calcinha. Preta e delicadamente enfiada na minha bunda. E a beijou, mordeu, abriu minhas pernas e colocou a cara entre elas até sentir minha vagina. Cheirar e chupar. Eu gemi mais alto e ele baixou minha calcinha até os joelhos, abriu minha bunda e ficou olhando, apreciando. Então o celular tocou novamente. Era sua esposa. Ele atendeu.

– Não posso falar agora. Estou muito ocupado. Depois nos falamos – e desligou o celular apreciando minha bunda.

Eu ia puxar a calcinha, mas ele não deixou. E fiquei assim com meu vestido para cima e a calcinha baixa enquanto ele aprecia minhas partes íntimas.

– Já fez o que pedi? Guardou o número na agenda? – perguntou ele.

– S-Sim – respondi com dificuldades, estava vermelha, tímida e com tesão. Acho que estava suando.

– Então volte ao trabalho – disse ele colocando o celular na minha mesa e se afastando da minha bunda.

Sentei-me na cadeira com minha calcinha abaixada. O observei e ele se aproximou de novo, parou do meu lado, ele não parava de me provocar um minuto e eu não conseguia resistir. Seu pênis estava duro, eu podia ver sob sua calça social bem do lado da minha boca. Ele colocou a mão sobre ele e apertou, e eu lambi os lábios. Há muito tempo não tinha um na minha boca, nem sabia mais como era. Não sabia mais como era chupar e nem me lembrava do gosto do sêmen na minha boca.

Depois ele alisou minha perna e colocou a mão entre minhas coxas, eu fechei as pernas rapidamente e ele as abriu. Ele continuou até chegar à minha buceta e me masturbar.

– Continue seu trabalho, está indo bem, Senhorita Sofia – disse ele.

– S-Sim – gaguejei enquanto ele me masturbava passando seus dedos nos meus lábios genitais úmidos delicadamente. Não conseguia deixar meu corpo parado na cadeira com cada dedada que ele dava e tocava meu grego, intumescido, durinho. E a toda hora soltava pequenos gemidos.

Ele entrou debaixo da mesa e tirou minha calcinha completamente, abriu minhas pernas e me chupou. Eu gemi mais alto, muito mais alto. Quase soltei um grito e agarrei seus cabelos.

– Chegou mais algum recado, Srta. Sofia? – perguntou Gustavo com a boca na minha buceta.

– N-N... não – respondi resfolegando, nem olhei nada, meus olhos estavam fechados. Mas seu celular tocou naquela hora.

Era a esposa dele novamente.

– Quem é?

– Sua... e-esposa – respondi quando ele tirou a língua de dentro da minha vagina.

– Atenda para mim – disse ele.

– O-O quê?

– Não a deixe esperando.

Ele saiu debaixo da mesa com a boca molhada e com o cheiro do meu sexo. Colocou seu pênis para fora da calça e parou do meu lado enquanto se masturbava. Era exatamente como eu imaginei, e eu não conseguia tirar os olhos. Eu o queria para mim.

– O que ela perguntou? – perguntou Gustavo se masturbando.

– Que... horas o senhor vai chegar – respondi.

Ele virou minha cabeça e eu abri minha boca sem pensar, e o chupei. Agarrei forte e chupei, e senti tanto tesão que achei que fosse gozar assim. Enfiei a mão entre as pernas e me masturbei esfregando meu grego bem rápido.

– Não deixe minha esposa esperando.

Peguei o telefone com meus dedos melados e ela continuou a falar enquanto eu o chupava.

– O que mais ela perguntou?

– Para... não demorar – disse depois de tirar o pau da minha boca.

– O que mais?

– Ela disse... que gostou da surpresa de hoje cedo.

Eu voltei a chupá-lo, não conseguia parar. Ele me levantou, empurrou a cadeira e inclinou meu corpo sob a mesa. Abriu minhas pernas e esfregou seu pau na minha buceta e no meu ânus. Eu quase derrubei o celular.

– Sabe qual foi a surpresa, Srta. Sofia?

– Não!

– Eu a chupei na cama. Acordei minha esposa com minha boca em sua buceta. Ela perguntou mais alguma coisa?

– Ela... disse que quer... mais – disse, eu estava morrendo de tesão.

– Eu sei – disse Gustavo, e colocou sua cara entre minha bunda. E me chupou de uma forma que nunca, ninguém, tinha feito antes.

Eu me curvei mais na mesa e ofereci toda minha bunda, ele podia fazer o que quisesse com ela.

– O que mais ela perguntou?

– Perguntou o que está fazendo?

– Diga que estou comendo sua bunda.

Ele chupou minha buceta e meu ânus e me comeu ali na mesinha de trabalho. Socou seu pau com força e eu larguei o celular no chão com sua esposa ainda na linha. Ele gemia na minha orelha como um animal enquanto eu gritava descontroladamente, eu não ia mais conseguir segurar todo aquele êxtase. Me sentia uma virgem pronta para explodir. Estava molhada, muito molhada e minha lubrificação escorria pelas minhas pernas.

– Você é muito gostosa, Senhorita Sofia – disse na minha orelha. – Vou gozar dentro de você.

Eu gemi mais alto quando ele disse isso, ele abriu minha bunda e colocou um dedo no meu ânus e acariciou. Depois apertou meus seios enquanto socava minha buceta várias vezes. Eu gemia e gemia, e ele continuou até eu gozar, eu não consegui segurar, mal conseguia ficar de pé, foi o maior orgasmo da minha vida. Eu molhei todo seu pau. Ele me apertou, abraçou meu corpo com força e gozou junto comigo. Meu gozo foi expedido da minha buceta e escorreu no seu pênis junto com sua ejaculação, com sua porra. Ele continuou a me apertar, continuou a enfiar seu pênis com força até parar lentamente e tirá-lo de dentro de mim com ele pingando.

– Bom trabalho, Senhorita Sofia – disse ele.

Eu me sentei na cadeira completamente sem ar e não consegui responder mais nada. Não consegui colocar minha roupa.

Ele colocou a calça e depois o terno, e falou no celular qualquer coisa que eu não conseguia mais ouvir, não conseguia entender. Sua voz estava distante. Aquilo não existia, ele não estava ali. Não era real.

Eu o ouvi abrir a porta, eu não conseguia ver direito, não consegui vê-lo, a estranha luz ofuscou novamente minha visão. Meu corpo relaxou profundamente e minha visão embaçou. Não via nada, apenas um vulto branco desaparecendo. A estranha luz sumiu e ele desapareceu junto com ela. Ainda sentia minha vagina dilatar, parecia que eu ainda estava gozando. Depois eu adormeci ali com a minha cabeça sobre a mesa.

Eu só me lembro de acordar naquela mesa, com o vestido na cintura e sem minha calcinha caída no chão em algum lugar. Meus seios para fora, quase nua. Estava limpa, não havia sêmen entre minhas pernas, nada. Era manhã, como se tudo tivesse passado apenas de um sonho, o sonho mais erótico que já tive com meu chefe. Ele desapareceu, como se nunca tivesse existido. Como algo sobrenatural que possuiu todo meu corpo e se foi.

Vesti minha roupa rapidamente e saí do quarto nove com a mesma pressa, a chave dourada sumiu, peguei o elevador e sai no hall de entrada escondendo meu rosto até ver a luz do dia. Até eu sair do assombroso Hotel Home Night-Party.

Essa foi a história de Sofia. A secretária que vivia fantasiando com o próprio chefe. O que sei sobre o Hotel Home Night-Party, é que antes, há muitos anos mesmo, ele era um bordel para homens, todos os tipos de homens, menos o quarto 9 que era reservado somente para mulheres, que o frequentavam secretamente.

Henry Mendes

Fim

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