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Os Herdeiros do Magnata Rico

Os Herdeiros do Magnata Rico

Autor:: Morgan@
Gênero: Bilionários
Crescendo sob a sombra de um pai poderoso e impiedoso, Anne, sempre se sentiu obrigada a seguir as expectativas da família. Só que tudo desmorona quando ela se apaixona por um dos homens mais conhecidos da cidade, o famoso Gabriel Hernandez. Agora, apaixonada por Gabriel, ela se via em um dilema: permanecer leal ao seu pai ou seguir seu coração, mesmo que isso significasse romper com seu passado. Ele, visto como um homem rigoroso e impassível, teve suas convicções desafiadas pelo amor inesperado e avassalador que sentia por Anne. Tentava equilibrar sua carreira e suas responsabilidades, mas a jovem mulher trazia uma nova perspectiva para sua vida, repleta de sonhos e esperanças. Com a descoberta da gravidez, a situação se tornava ainda mais complicada. Os bebês eram um símbolo do amor que florescia entre eles, mas também um lembrete constante do risco que corriam ao desafiar as normas sociais e familiares. Será que esse amor resistirá a guerra que se aproxima?

Capítulo 1 1- Gabriel.

A festa de inauguração do novo hospital estava a todo vapor. Era um grande feito para nossa cidade, finalmente os moradores não precisariam mais viajar por duas horas para receber atendimento médico de qualidade. Eu estava orgulhoso, e isso se refletia no meu sorriso confiante enquanto subia ao palco.

As luzes dos flashes me cegavam momentaneamente, mas eu já estava acostumado com a atenção.

- Boa noite a todos - comecei, ajustando o microfone. - Hoje é um dia histórico para nossa cidade. A inauguração deste hospital é um marco que nos permitirá oferecer cuidados de saúde de qualidade, sem que precisemos nos deslocar por horas. Este hospital representa nosso compromisso com a saúde e o bem-estar de nossa comunidade.

Os aplausos ecoaram pelo salão, mas, ao olhar para o fundo, vi Gustavo Trancoso com os braços cruzados e uma expressão de descontentamento. Ele nunca apoiou a ideia do hospital, sempre acreditando que os recursos poderiam ser melhor utilizados de outras formas. Seu olhar era desafiador, mas eu não permitiria que sua oposição manchasse este momento.

Depois do discurso, desci do palco e comecei a cumprimentar os convidados. Entre apertos de mão e felicitações, meus olhos encontraram Anne. Ela se destacou na multidão, era impossível ignorar sua beleza. A jovem de 20 anos estava deslumbrante em um vestido azul, que se moldava às suas curvas majestosas, e havia algo nela que sempre capturava minha atenção.

- Parabéns, senhor prefeito. O hospital é realmente incrível - ela disse, aproximando-se de mim.

- Obrigado, Anne - respondi, sentindo um calor familiar se espalhar pelo meu peito. - É um grande passo para nossa Espero que isso faça uma diferença positiva na vida de todos nós.

Nossos olhares se encontraram e, por um momento, tudo ao nosso redor pareceu desaparecer. Havia uma conexão silenciosa entre nós, uma promessa de algo proibido. Sabíamos que nosso relacionamento era arriscado, especialmente com seu pai observando cada um dos meus movimentos.

A festa continuava, e eu fui cumprimentado por vereadores e outras pessoas de interesse da nossa pequena cidade. Meus pais e irmãos também estavam ali para comemorar aquele momento comigo. Minha mãe, sempre elegante, me abraçou com força.

- Estou tão orgulhosa de você, Gabriel - disse ela, segurando minhas mãos com ternura. Meu pai, um homem de poucas palavras, assentiu com um sorriso satisfeito.

- Você fez um excelente trabalho, filho.

Agradeci, sentindo a pressão aliviar um pouco enquanto me afastava para pegar uma taça de champanhe de uma bandeja próxima. O salão estava cheio, com música suave ao fundo e a conversa animada dos convidados preenchendo o espaço. As luzes amarelas davam um toque acolhedor ao ambiente, refletindo nas decorações festivas.

Enquanto eu me movia pelo salão, cumprimentando conhecidos e trocando palavras de cortesia, percebi Anne novamente. Ela estava perto da mesa de bebidas, mexendo em um guardanapo, inquieta. Me aproximei, tentando parecer casual.

- Aproveitando a festa? - perguntei, pegando uma taça para mim.

Ela assentiu, sorrindo.

- Sim, está tudo muito bonito. Vocês realmente se superaram.

Olhei ao redor, observando o ambiente.

- A equipe fez um ótimo trabalho. Mas o mais importante é o que isso significa para a nossa comunidade.

Anne me olhou com uma intensidade que fez meu coração acelerar.

- Eu sei. E sei também o quanto isso significa para você.

Fiquei em silêncio por um momento, absorvendo suas palavras. Ela entendia a importância desse projeto para mim, mais do que a maioria das pessoas ali.

- Não podemos continuar conversando - disse, vasculhando o salão por cima do ombro dela, procurando pela sombra do Gustavo.

- Um homem como você tem medo do meu pai? - questionou com um sorrisinho provocativo.

- É claro que não. Estou preocupado com o que ele pode fazer com você.

Anne riu suavemente, um som que parecia cortar a tensão no ar.

- Eu posso cuidar de mim mesma, Gabriel. Já estou acostumada com as reações dele.

Antes que eu pudesse responder, um dos vereadores se aproximou, me chamando para uma foto oficial. Olhei para Anne com um pedido silencioso de desculpas e ela assentiu, compreendendo.

- Nos falamos depois - disse, me afastando para atender ao pedido do vereador.

A noite continuou com discursos e mais cumprimentos. A cada passo, sentia os olhos de Gustavo Trancoso em mim, como um lembrete constante dos riscos que eu estava correndo. Mas, mesmo assim, meus pensamentos continuavam voltando para Anne. Havia algo irresistível naquela jovem mulher que me atraía como um ímã.

Depois das fotos, encontrei um momento de respiro e decidi sair para a varanda do salão. O ar fresco da noite me envolveu, proporcionando um breve alívio da atmosfera carregada do interior. Apoiei-me no parapeito, olhando para a cidade iluminada abaixo.

- Bela vista, não é? - Anne apareceu ao meu lado, com uma expressão suave.

- Sim, muito bela - respondi, mas meus olhos estavam nela, e não na vista.

Anne se aproximou, seu perfume delicado preenchendo o espaço entre nós. Por mais que eu quisesse resistir, ela não facilitava. Sua mão subiu pelo meu peito, cada toque enviando uma onda de calor pelo meu corpo, enquanto seus lábios se aproximavam dos meus.

- Anne... - murmurei, tentando manter o controle.

- Shhh... - ela sussurrou, seus dedos pousando em meus lábios, silenciando qualquer objeção. - Esquece o meu pai.

- Ele pode nos ver - disse, olhando para a porta da varanda,

- Que se dane meu pai - ela respondeu, com um brilho de desafio nos olhos.

Antes que eu pudesse responder, ela puxou minha gravata, aproximando nossos rostos até que nossos lábios finalmente se encontraram. Senti o coração disparar, uma mistura de excitação e receio.

A língua dela encontrou a minha com urgência, explorando cada canto da minha boca, enquanto nossas respirações se entrelaçavam. Minhas mãos deslizaram pelas curvas de seu corpo, sentindo o calor de sua pele através do tecido fino do vestido. Seus seios, sem sutiã, pressionavam contra meu peito, tornando cada toque ainda mais eletrizante.

- Gabriel... - Anne gemeu baixinho contra meus lábios, sua voz rouca e carregada de desejo.

Seus pedidos foram como combustível para o fogo que já ardia dentro de mim. Minhas mãos subiram por suas costas, traçando o caminho até seus ombros, antes de descer novamente para a curva de sua cintura. O toque era, ao mesmo tempo, possessivo e adorador, cada movimento revelando o quanto eu a desejava.

Ela puxou minha gravata com mais força, aprofundando o beijo. Senti suas mãos se moverem para meus ombros, segurando-me como se tivesse medo que eu escapasse. Sua urgência espelhava a minha, e o mundo ao nosso redor parecia desaparecer, deixando apenas nós dois naquela varanda.

Minhas mãos continuaram a explorar seu corpo, deslizando pela linha de sua cintura e descendo até seus quadris. O vestido fino mal conseguia conter a paixão que queimava entre nós.

- Anne... - murmurei contra seus lábios, tentando recuperar o fôlego, mas ela não me deixou

- Não pare - sussurrou, com a voz rouca - Por favor...

Seu pedido, tão carregado de necessidade, me fez perder o pouco controle que ainda restava. Apertei-a contra mim, sentindo cada centímetro de seu corpo, enquanto nossos lábios se moviam com uma fome insaciável.

Finalmente, quando o ar se tornou uma necessidade urgente, nos afastamos, ofegantes. Nossos olhos se encontraram, ambos cientes de que aquele momento havia mudado tudo. O desejo ainda ardia em seus olhos, refletindo o que eu sentia dentro de mim.

- Precisamos ser cuidadosos - disse, assumindo uma postura mais séria. - Não quero que nada aconteça com você por minha causa.

- Então vamos para outro lugar - sugeriu, com um brilho desafiador nos olhos.

- Anne...

- Por favor? - Ela jogou um charme difícil de resistir, mordendo levemente o lábio.

Suspirei, sentindo-me derrotado pela intensidade do momento.

- Okay! - Me rendi.

Olhei ao redor, certificando-me de que não seríamos seguidos, e então peguei sua mão, conduzindo-a através do salão. Passamos discretamente pelos convidados, que estavam distraídos com suas conversas e brindes. Minhas mãos ainda estavam quentes do contato com sua pele, e o calor parecia se intensificar a cada passo.

Abrimos a porta para uma das salas privadas do prédio, uma área geralmente usada para reuniões importantes. Fechei a porta atrás de nós, garantindo que estávamos isolados do mundo exterior. O ambiente era elegante, com móveis de madeira escura e estofados de couro, iluminado apenas por um abajur suave no canto.

Anne olhou ao redor, apreciando o local antes de se virar para mim. Sem perder tempo, ela se aproximou. Puxei-a para mais perto, sentindo seu corpo moldar-se ao meu. Nossos lábios se encontraram novamente, dessa vez sem restrições.

Capítulo 2 2- Gabriel.

Minhas mãos deslizaram por suas costas, descendo até a curva de seus quadris. Ela suspirou contra meus lábios, seus dedos enroscando-se em meus cabelos. A sensação de sua pele através do tecido fino do vestido era intoxicante. Seus seios pressionavam contra meu peito, e eu podia sentir a ausência de qualquer barreira entre nós.

- Gabriel... - ela murmurou, a urgência em sua voz refletindo o que eu sentia.

Nossos beijos se tornaram mais intensos, cada toque, cada carícia, alimentando o desejo crescente. Minhas mãos exploraram seu corpo, traçando caminhos que pareciam desenhar um mapa de paixão e desejo.

Anne puxou minha gravata novamente, guiando-me até o sofá. Sentamos, ainda entrelaçados, e ela se acomodou em meu colo, suas pernas envolvendo minha cintura. A proximidade aumentou a intensidade do momento, e eu a segurei firmemente.

Seus dedos deslizaram pelo meu peito, desabotoando lentamente minha camisa. Cada botão aberto revelava mais da minha pele, e seus lábios seguiam o caminho traçado por seus dedos. Meu corpo inteiro reagia ao seu toque, inflamando de desejo por aquela garota atrevida.

Eu era um viúvo de 42 anos e ela uma jovem de 20. Por si só, isso já era um grande motivo para não nos envolvermos, e a minha rivalidade com o pai dela só piorava tudo...

Parei de pensar quando seus dentes delicados morderam meu pescoço e ela rebolou ainda mais no meu colo.

- Anne... - murmurei contra seus lábios, tentando recuperar o fôlego, mas ela não me deixou

- Não pare - sussurrou, com a voz rouca e - Por favor...

Seu pedido, tão carregado de necessidade, me fez perder o pouco controle que ainda restava.

Cada palavra dela era um incentivo para deixar de lado todas as minhas preocupações e me entregar ao momento. Suas mãos continuaram a explorar meu corpo, enquanto eu a puxava ainda mais para perto, sentindo o calor de seu corpo contra o meu.

Ela se mexeu no meu colo, ajustando-se para um maior contato. Minhas mãos desceram por suas costas, até encontrarem a barra do vestido, que comecei a levantar devagar, revelando suas coxas. Seu corpo tremia levemente com o toque, evidenciando o tesão que sentíamos.

Nossos lábios se encontraram novamente, e dessa vez o beijo era ainda mais intenso. As línguas se entrelaçavam com uma urgência que parecia crescer a cada segundo. Minhas mãos finalmente encontraram a pele nua de suas coxas, subindo lentamente até suas nádegas. O tecido fino do vestido agora estava completamente fora do caminho, dando-me acesso total a ela.

Anne gemeu baixinho, suas mãos apertando meus ombros enquanto se movia contra mim. O som de nossos suspiros preenchia a sala silenciosa, criando uma atmosfera carregada de desejo.

- Gabriel... - ela sussurrou, com os lábios roçando os meus.

Levantei-a ligeiramente, ajustando nossas posições para que ela pudesse se acomodar melhor. Seu vestido agora estava completamente levantado, e eu podia sentir a umidade crescente entre suas pernas.

- Sem calcinha? Caralho, Anne!

Ela sorriu, mordendo o lábio, os olhos brilhando com provocação.

- Sabia que você ia me comer...

Ela gostava de testar a minha sanidade, e naquele momento, eu já não conseguia mais me controlar. O desejo queimava dentro de mim, intenso e urgente. Minhas mãos seguraram suas coxas com firmeza enquanto eu a posicionava. Peguei meu membro, rígido e pulsante, e o encaixei em sua entrada quente e macia. A sensação era indescritível.

- Gostosa demais - murmurei, enquanto a penetrava lentamente, sentindo cada centímetro dela se moldar ao meu corpo.

Anne arqueou as costas, soltando um gemido rouco, suas unhas cravando-se em meus ombros. A sensação de tê-la tão próxima, tão entregue, era viciante. Comecei a me mover, cada estocada aumentando a intensidade do prazer que compartilhávamos.

A sala silenciosa parecia vibrar com nossos sons, o leve ranger do sofá, os suspiros entrecortados e os gemidos abafados. A luz suave do abajur criava sombras dançantes nas paredes, intensificando a intimidade do momento.

Anne envolveu as pernas ao redor da minha cintura, puxando-me ainda mais fundo. Cada movimento dela me fazia perder o controle, e eu sabia que estávamos nos entregando completamente ao desejo.

- Gabriel... - ela sussurrou, tomada pelo prazer. Seus olhos se fecharam fechados, perdidos na sensação.

Aumentei o ritmo, minhas mãos explorando seu corpo, sentindo a pele macia e quente sob meus dedos. Ela retribuía cada toque, cada movimento, com uma intensidade que me deixava sem fôlego.

Nosso ritmo aumentava, e eu podia sentir a tensão crescendo em nós. Anne gemeu meu nome novamente, seu corpo tremendo com a proximidade do clímax.

- Estou quase lá... - ela conseguiu dizer, entre suspiros, seus olhos encontrando os meus.

Segurei-a com mais força, nossos corpos se movendo em frenesi. Quando finalmente chegamos ao clímax, a sensação foi explosiva, uma liberação de toda a tensão e desejo que havíamos acumulado.

Ofegantes, nos abraçamos, nossos corpos ainda tremendo com as ondas de prazer ecoarem por cada célula. Acariciei seu rosto, sentindo a suavidade de sua pele, e ela me olhou com uma mistura de satisfação e carinho.

- Foi... incrível - sussurrou, ainda tentando recuperar o fôlego.

Apesar do prazer de estar com ela, sabia que precisava sair dali e voltar para os convidados. Afastei-me lentamente, relutante em deixar o calor do seu corpo.

- Precisamos voltar antes que sintam nossa falta - disse, tentando recompor minha aparência.

Anne suspirou, mas assentiu.

- Tem razão. Não podemos levantar suspeitas.

Levantamo-nos do sofá, arrumando nossas roupas e tentando apagar qualquer indício do que havia acontecido. Passei as mãos pelos cabelos, tentando dar uma aparência mais arrumada, enquanto ela alisava o vestido e se olhava no espelho ao lado.

- Vamos sair separadamente. Eu saio primeiro e você me segue alguns minutos depois - sugeri, ainda com a respiração um pouco descompassada.

- Ela sorriu, aquele sorriso travesso que sempre me desarmava.

Abri a porta devagar, certificando-me de que o corredor estava vazio. Com um último olhar para ela, saí e caminhei de volta para o salão principal. O som das conversas e das risadas dos convidados aumentava à medida que me aproximava, trazendo-me de volta à realidade.

Capítulo 3 3- Anne.

Rolei na cama e soltei um longo suspiro, sentindo o lençol macio contra minha pele. A noite passada ainda estava fresca na minha mente, cada detalhe gravado como se fosse um sonho.

- Continua transando com o prefeito? - perguntou minha melhor amiga, Clara, enquanto se jogava ao meu lado na cama, com um sorriso provocador.

- Ei, esse é meu segredinho! - respondi, dando-lhe um leve empurrão.

- Você é maluca! - Ela gargalhou, jogando a cabeça para trás.

Revirei os olhos, mas não pude evitar um sorriso. Clara sempre conseguia me fazer rir, mesmo nas situações mais complicadas. Sentei- me na cama, puxando o cobertor para cobrir meus ombros nus. O quarto estava iluminado pela luz suave da manhã, filtrada pelas cortinas finas.

- E aí, como foi? - perguntou Clara, agora com um tom mais sério, apoiando-se nos cotovelos.

- Foi... incrível. Mas complicado. Sempre é. - Suspirei novamente, desta vez com uma mistura de nostalgia e desejo.

- Eu imagino. Com seu pai e tudo mais... - Clara assentiu, entendendo sem precisar de muitas explicações.

Levantei-me da cama, caminhando até a janela. Afastei as cortinas, deixando a luz do sol inundar o quarto.

A cidade estava acordando, as pessoas começando suas rotinas diárias. Voltei-me para Clara, que agora estava sentada na beira da cama, observando-me atentamente.

- Preciso ser cuidadosa. Se meu pai descobrir, não sei o que ele pode fazer.

Ela se levantou, aproximando-se de mim.

- Você está realmente apaixonada por ele, não é?

Encolhi os ombros, sentindo um leve rubor subir às minhas bochechas.

- É complicado. Ele é... diferente. E eu sinto algo que não consigo explicar.

Clara colocou a mão no meu ombro, oferecendo um conforto silencioso.

- Só tome cuidado, tá? Eu não quero ver você se machucar.

Assenti, apreciando sua preocupação. Caminhei até o espelho, analisando meu reflexo. O cabelo desgrenhado, os olhos ainda sonolentos, mas havia um brilho ali, uma faísca de excitação que não conseguia esconder.

- Você vai vê-lo hoje? - Clara perguntou, pegando uma escova e começando a pentear meu cabelo.

- Acho que sim. Soube que ele vai à escola onde eu trabalho fazer uma reunião com o diretor. Ah, Clara!

Não vou conseguir me concentrar com ele lá.

- Você está tão tentada assim? - Ela riu, com um olhar divertido.

- Muito - admiti, sentindo um calor subir às minhas bochechas.

- Ele é um cara de quarenta anos.

- Mas muito gostoso.

Clara riu ainda mais, o som ecoando pelo quarto. Ela terminou de pentear meu cabelo, ajeitando alguns fios rebeldes.

- Você é impossível, Anne. Só tome cuidado, OK?

Assenti, sabendo que ela tinha razão. Levantei-me e fui até o armário, escolhendo um vestido adequado para o trabalho. Enquanto me vestia, Clara continuava a falar, agora em um tom mais sério.

- Só não se esqueça das consequências. Seu pai, a política... tudo isso pode complicar muito a sua vida.

- Eu sei - respondi, suspirando. - Mas não consigo evitar. Há algo nele que me atrai de uma forma que não consigo explicar.

Ela me observou enquanto ajustava o vestido e colocava os sapatos.

- Você está bonita. Isso vai deixá-lo louco.

- Essa é a ideia - brinquei, mas havia um fundo de verdade na minha declaração.

Peguei minha bolsa e desci as escadas, sentindo um misto de ansiedade e excitação.

Clara desceu comigo e se despediu, saindo pela porta da sala e eu segui para a cozinha, onde minha mãe estava preparando o café da manhã.

- Bom dia, mãe.

- Bom dia, querida. Vai trabalhar hoje?

- Sim.

Ela sorriu, me oferecendo uma xícara de café. A cozinha estava impregnada com o aroma reconfortante do café fresco e do pão torrado. Peguei a xícara, agradecendo com um sorriso, e dei um gole na bebida quente.

- Tenha um bom dia, filha.

- Obrigada, mãe.

Saí de casa, o ar fresco da manhã me envolvendo. Caminhei até a escola, meus pensamentos flutuando entre o trabalho e a perspectiva de ver Gabriel novamente. As ruas estavam começando a se encher de pessoas, cada uma seguindo seu caminho.

Cheguei à escola e fui direto para minha sala. As crianças ainda não haviam chegado, e eu aproveitei o silêncio para organizar minhas coisas. Coloquei os materiais sobre a mesa, tentando me concentrar no trabalho à frente. Mas minha mente continuava voltando para Gabriel, para a noite passada, para o que aquilo significava.

A porta se abriu e uma colega de trabalho entrou, trazendo consigo uma pilha de livros.

- Anne, o diretor pediu para avisar que a reunião será na sala de conferências. Ele disse que o prefeito vai chegar em breve.

Meu coração disparou.

- Obrigada. Estarei lá.

Ela saiu, e eu respirei fundo, tentando acalmar meus nervos. Sabia que precisava ser profissional, mas a perspectiva de estar na mesma sala que Gabriel me deixava inquieta.

Quando a hora da reunião se aproximou, peguei meus materiais e fui para a sala de conferências. Gabriel já estava lá, conversando com o diretor. Seus olhos encontraram os meus quando entrei, e por um instante, tudo ao redor pareceu desaparecer. Caminhei até meu lugar, tentando ignorar a onda de calor que subia pelo meu corpo.

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