Dois anos atrás
Meg
Sabe quando você acorda bem e de bem com a vida? Estou assim hoje, principalmente ao ler a mensagem de Philip me convidando para almoçar.
Nós raramente estamos no mesmo plantão, mas hoje é um desses dias. E isso faz tudo parecer ainda melhor.
Philip e eu estamos juntos desde o início da minha residência, e noivos há um ano. Nossos pais são sócios de cinco clínicas espalhadas pela cidade. Ele tem dois anos a mais que eu e, de certa forma, crescemos juntos. Sempre fomos próximos, mas quando nosso relacionamento começou, senti que finalmente tudo fazia sentido.
Meu círculo de amigos sempre foi pequeno. Kara e ele. Só que Philip Sanchear e Kara nunca se deram bem. Ela sempre diz que ele é um falso, que eu deveria ficar esperta. Mas sei que é apenas implicância.
O plantão começou tenso. Um acidente de moto com um carro. Fiz de tudo pelo motociclista, mas sei que as chances de ele sobreviver são mínimas. Philip vai levá-lo para a cirurgia, mas o prognóstico é ruim.
A manhã passou tão rápido, só percebo que já é hora do almoço porque Philip envia uma mensagem que está me esperando no vestiário.
Como sempre, assim que ficamos a sós, ele me agarra e me beija, amo seus beijos, eles me deixam molinha.
- Vamos, meu amor. - Philip pergunta, ainda enlaçado em minha cintura.
Pego minha bolsa e saímos de mãos dadas.
Ele me leva em um dos meus restaurantes preferidos.
- Amo esse restaurante. - Sorrio.
- Eu também. Vamos sentar ali no cantinho? - Ele fala, apontando.
- Pode ser.
Philip sempre tem esse jeito encantador. Ele puxa minha cadeira e, quando estamos em casa, às vezes prepara um lanche ou até mesmo um jantar completo, fazendo questão de me servir. Ele gosta de me mimar, de me fazer sentir especial. Sempre atento aos meus gostos, me surpreende com pequenos gestos que demonstram o quanto me conhece. Foi isso que me fez apaixonar por ele.
Pedimos o de sempre, lagostim para mim, costela com barbecue para ele e suco para os dois, afinal, ainda precisamos voltar ao trabalho.
Enquanto aguardamos nosso pedido chegar, ele me surpreende entregando uma caixinha preta com detalhes dourados. Abro a caixa e meus olhos não acreditam no que vejo, é o lançamento da Bella Vitta. Uma correntinha com um pingente de diamante em formato de coração.
- Amor, é lindo! - Meus olhos brilham, emocionados.
- Sempre o melhor para você, minha linda. - Ele diz enquanto coloca em meu pescoço.
Nosso almoço é regado a amor, mas o que é bom dura pouco. Logo tivemos que voltar ao hospital, e cada um segue para sua área.
Ele me prometeu que, hoje à noite, vai me levar ao cinema para ver a adaptação de um livro que amo. Sei que essas adaptações nunca são cem por cento, só que estou disposto a ir, e ele vai me acompanhar só para me fazer feliz... é o que eu pensava...
Eu o amo demais!
Ele sempre é tão perfeito para mim...
Hoje foi um dia interminável. Duas cirurgias à tarde, além dos atendimentos no pronto-socorro. Estou a um passo de cancelar o cinema e simplesmente me jogar na cama e ficar agarradinha no Phil.
Caminho a passos arrastados até o vestiário. O cansaço pesa sobre mim. Meu turno deveria ter terminado às quatro da tarde, mas, devido às cirurgias, já passa das dezoito. Mesmo que eu corra, duvido que consiga chegar ao tempo para a sessão.
Então, um pressentimento estranho me invade. Um aperto sufocante no peito, como se algo estivesse fora do lugar. Minha respiração falha por um instante, e um frio inquietante percorre minha espinha.
Sem entender o motivo, meus passos se aceleram sozinhos. Uma urgência irracional me domina, como se eu precisasse pegar minhas coisas e sair dali o mais rápido possível. Phil provavelmente já está em casa... me aguardando.
Entro no vestiário, caminho até meu armário quando escuto sins vindo do banheiro.
Gemidos abafados. Um riso baixo e rouco.
Minha pele se arrepia. Meu coração bate forte no peito, descompassado.
Não...
Não pode ser. - Nego com a cabeça enquanto sussurro com a boca.
Empurro a porta devagar, e o que vejo faz meu mundo desmoronar.
Philip está ali, pressionando a garota contra a pia, os lábios explorando o pescoço de uma enfermeira loira. Suas mãos deslizam pelo corpo dela, segurando-a com a mesma urgência com que costuma me segurar.
Meus joelhos fraquejam. Sinto meu estômago revirar.
Mas, como se a traição visível não fosse suficiente, suas palavras me acertam como um tiro.
- Ela é grudenta demais. Se eu não estivesse preso nessa merda devido ao meu pai, já teria dado um pé na bunda dela faz tempo.
A enfermeira ri baixinho.
- Então, termina logo, Philip. Você não precisa dela.
- Ele não vai deixar. - Ele rosnou, segurando os cabelos dela, enquanto socava mais fundo dentro dela. - Não aguento mais. Meg me sufoca, me enoja com esse amor todo...
O ar some dos meus pulmões.
Eu o enojo?
A dor é tão cortante que sinto que vou desmaiar. Um soluço escapa antes que eu possa conter.
Philip se vira. Seu olhar choca-se com o meu, e o pânico toma conta de seu rosto.
A enfermeira arregala os olhos e se afasta rapidamente.
- Meg... - Ele dá um passo em minha direção.
Meu corpo treme. Minha mente se recusa a processar.
A mesma boca que sussurrou promessas de amor, agora hoje mais cedo, agora profere palavras de desprezo.
A mesma boca que dizia que eu era tudo para ele... estava sobre outra mulher.
Coloco a mão em meu coração que bate forte. Dessa vez, não de amor, mas de ódio.
Pego o colar que ele me deu mais cedo, o anel de noivado e jogo contra ele.
- Passe em casa para pegar suas coisas, e quando me ver na rua, atravesse, pois não quero mais respirar o mesmo ar que você. - Minha voz sai baixa, carregada de uma dor que ele nunca vai entender.
Engulo meu choro, não vou deixar que ele veja a minha dor.
Ele abre a boca para responder, mas ergo a mão.
- Não diga nada. Só suma da minha frente.
Ele fecha os olhos, frustrado, talvez tentando pensar em uma desculpa. Mas não há desculpa para o que vi e ouvi.
Engulo seco, segurando o choro.
- Meg... eu te...
Viro as costas e saio dali, ignorando seu chamado, ignorando sua voz, ignorando tudo que um dia senti.
Porque agora, tudo o que resta é uma mentira.
Um amor que só existia na minha cabeça.
Meg
Saí do hospital sem rumo.
Meu corpo se move, mas minha mente está um caos. Eu poderia esperar a traição de qualquer pessoa. Qualquer uma. Mas não dele!
Meu peito arde, um peso insuportável esmagando minhas costelas, como se meu coração estivesse tentando escapar, tentando fugir da dor. Quero sumir. Quero desaparecer. Quero morrer.
Dirijo sem destino, sem enxergar direito a estrada, porque as lágrimas nublam minha visão e a dor corroí tudo o que sou.
Quando percebo, estou estacionado diante de um bar decadente. Horrível. Um buraco sujo e mal iluminado. Mas nada disso é importante. Preciso beber. Preciso apagar. Nem que seja por algumas horas.
Desligo o celular. Ninguém pode me encontrar agora.
Entrei e me joguei sobre uma das banquetas no balcão. Minha voz sai áspera, sem vida:
- Duas doses de uísque. Com gelo.
O rapaz do outro lado me olhou preocupado. Minha expressão deve estar uma merda.
- Melhor... me dê logo a garrafa.
Ele hesita por um instante, e eu aproveito para olhar ao redor. O lugar é alimentado com álcool barato e desespero. As luzes são fracas, piscando em tons avermelhados. Algumas garotas dançam sobre as mesas, quase nuas, se contorcendo ao som abafado da música. Não sinto nada. Não desejo nada. Apenas dou de ombros e viro para o balcão.
O garçom volta e coloca uma garrafa na minha frente.
Sem dizer uma palavra, agarro o copo com força, como se ele fosse minha única âncora, e o encho até a borda. Viro de uma só vez.
O líquido âmbar desce queimando, rasgando minha garganta, mas não chega nem perto da dor latejante que detona meu peito.
Eu deveria parar. Mas não consigo.
Sirvo outra dose. Engulo sem hesitar.
Desta vez, um zumbido agudo ecoa na minha cabeça junto à garganta, raspando e a dormência em minha língua. Como um alerta. Como um grito sujo.
Minha mão está trêmula quando pego o copo novamente, pronto para me afogar em mais um gole. Mas antes que eu consiga, uma mão firme envolve meu pulso.
Quente. Firme. Impedindo-me de continuar.
- Quer que eu ligue para alguém?
Aquela voz é forte, grossa, máscula, sexy... Tento encará-lo, mas minha vista está embaçada, minha cabeça começa a doer, mas me forço a dizer.
- Na... não! Eu... eu quero su... mir...
Ele deve ter negado com a cabeça, porque vira apenas um vulto, depois volta a ser dois.
- Aqui vocês vendem, vendem, bebi... bebida, então, me... me deixe be... ber.
Ele se afasta e viro outro copo, batendo em seguida no balcão. O ambiente começa a escurecer, vejo pontinhos brancos, então apago.
...
Acordo com uma dor de cabeça insuportável e em minha cama.
Como vim parar aqui? - Penso com a mão em minha cabeça.
Sinto um peso em minha perna e dou um pulo da cama quando vejo Phil de cueca espalhado e dominando minha cama.
- Que porra está fazendo na minha cama? - Grito histérica.
Ele acorda assustado.
- Fui te buscar ontem, amor, o barman me ligou. Acho que meu número está como emergência. - Ele diz, coçando os olhos, sonolento.
- E, por que caralho está de cueca em minha cama?
- Amor, volta para a cama, está muito cedo. Voltamos tarde ontem devido ao seu surto.
- Surto! Você acha que foi a porra de um surto? Saia da minha casa agora.
- O quê? Amor foi uma foda só, não vai acontecer de novo, eu prometo.
- Vai se foder, você e sua foda, longe de mim. Sai agora ou chamou a polícia.
- Ok, você está nervosa, a gente conversa de...
- Eu não quero conversar com você, eu não quero te ver nunca mais! E muito menos ter algo a ver com você!
Pego uma mala vazia e começo a jogar todas as coisas dele na mala. Eu colocava e ele tirava.
- PARA DE TIRAR AS COISAS DA MALA!
- Amor, não seja precipitada, estamos juntos há anos.
Pego o meu celular e disco o número da polícia.
- Eu vou completar a ligação ou você vai sair. Agora?
- Estou indo. Calma! Estou indo - ele diz cabisbaixo, repetindo como se eu fosse louca e não entendesse o que ele dizia.
- Leve suas coisas.
- Amor.
- NUNCA MAIS ME CHAME ASSIM, para você a partir de agora, sou doutora Riddle.
- Meg, estou ouvindo a gritaria do corredor, você está bem?
- Kara, estou indo ao banheiro, ajude Philip a recolher seus pertences, quando voltar não quero ver a cara deslavada dele. E se ficar alguma coisa dele aqui, vou jogar pela janela.
Minha amiga me olha confusa, mas ajuda-o a arrumar as coisas. No banheiro, eu desabo, escorrego pela porta fechada às minhas costas e sento no chão, abraço meus joelhos e choro em silêncio.
Passa um tempo, escuto algumas batidinhas na porta.
- Amiga, ele já foi. Quer conversar? Me arrasto para o lado e abro a porta, Kara entra e senta ao meu lado, deito minha cabeça em seu colo e choro até minhas lágrimas secarem com ela fazendo carinho em meu cabelo. Mais calma, começo a contar o que aconteceu, até eu acordar ao lado dele.
- Eu vou matar esse filho da puta desgraçado.
- Amiga, pode tirar uns dias de folga? Quero sumir por um tempo.
Agora
Will
O cansaço me consome enquanto coloco as chaves na bancada da cozinha. Após uma noite longa de trabalho, finalmente chegou ao fim, e tudo o que quero é um pouco de paz antes de encarar mais uma noite. O silêncio da casa é quase absoluto, exceto pelo som abafado da geladeira velha e o estalar ocasional das telhas baratas que parecem ajustar-se ao frio da noite.
Abro o armário, pego uma fatia de pão e começo a mastigar mecanicamente. Não tenho fome de verdade, apenas uma necessidade de preencher o vazio que me acompanha desde meu primeiro pesadelo, ou seja, há muito tempo. Eles vêm e vão, mas nunca desaparecem por completo. Tomo um copo de água para empurrar o pão seco, escuto o piso ranger sob meus pés cansados.
No quarto, jogo a mochila no chão, vou tomar um banho rápido, após o banho sinto meus músculos parecerem uma gelatina, hoje à noite foi pesada, fico apenas de cueca e me deixo cair sobre a cama. O colchão que ganhei de segunda mão afunda sob o peso do meu corpo, e os músculos relaxam automaticamente. Fecho os olhos e o mundo desaparece.
...
Acordo com um grito preso na garganta, o peito subindo e descendo descontroladamente. A escuridão do quarto me sufoca por um instante, e demoro a perceber onde estou. Meu corpo está encharcado de suor, e as mãos tremem enquanto tento afastar as poucas lembranças do pesadelo. Mas não é tão simples. Será que é apenas um pesadelo? Ou uma memória perdida e confusa que tenta me dizer algo?
Um barulho incessante de batidas ecoa pelo quarto. Demoro alguns segundos para perceber o que vem da porta da minha casa.
Quando eu abria a porta, o sol quente fez meus olhos se fecharem. Fiquei surpreso ao ver Jeff na minha porta, um amigo que fiz na boate onde trabalho.
- Que merda, cara, tentei te ligar a manhã inteira! Vai colocar uma calça! - Ele fala, entrando em casa, fecho a porta dizendo:
- Deve ter descarregado. Essa merda não está mais segurando bateria.
- Vai conseguir comprar outro no próximo mês. Agora se arruma logo, cara! Consegui uma entrevista para você no hospital. Temos exatos quarenta minutos para chegar lá.
- Jura? Vou me arrumar rapidinho!
Olho para o relógio na mesa de cabeceira. São meio-dia e vinte. O sol está quente lá fora. Pego meus documentos e me visto às pressas antes de sair com Jeff.
- Vai acabar a mamata de acordar meio-dia. - Ele fala rindo enquanto chama um carro de aplicativo.
- Como se eu quisesse sair da boate às seis horas da manhã! Como conseguiu a entrevista?
- Uma amiga me ajudou, vai gostar dela.
...
A entrevista foi com uma senhora extremamente rigorosa, mas, graças a Deus, correu bem. Consegui o emprego e começaria hoje mesmo.
Envio uma mensagem para Jeff agradecendo pela oportunidade. Em seguida, sigo para o setor de Recursos Humanos do hospital para entregar meus documentos. O exame de admissão seria feito ali mesmo.
Após algumas horas, já estava com meu novo uniforme, limpando os corredores das salas de descanso dos médicos no hospital, o mesmo que leva para o elevador principal.
Nossa, nem acredito que finalmente me livrei do cheiro de uísque barato, dos cigarros nojentos e dos perfumes enjoativos das meninas. - Penso sorrindo como um bobo. Eu odiava meu antigo emprego.
Estou distraído quando duas médicas se aproximam. Elas nem percebem minha presença, já estou acostumado com isso. Mas paro no mesmo instante ao olhar para uma delas. Há algo familiar nela... De onde eu conheço?
De repente, minha mente é invadida por uma lembrança.
Uma noite, anos atrás, precisei cobrir um garçom da boate beira de estrada onde trabalhei. Foi naquela noite que uma mulher linda, mas visivelmente abalada, entrou no bar.
Ela parecia carregar o peso do mundo nos ombros, muito tristeza, quase esvaziou uma garrafa inteira de uísque. Tentei impedi-la, mas ela não deixou. Então, tudo o que pude fazer foi observá-la de perto e cuidar para que nenhum cliente a perturbasse. Dava para ver que ela tinha dinheiro e que aquele cenário não tinha nada a ver com ela, me fazendo perguntar o que levaria uma mulher tão linda a se entregar daquela maneira.
A perda de um familiar?
Um namorado idiota que a traiu?
A todo momento ela dizia palavras desconexas, das quais não conseguia entender, devido ao barulho alto do som horrível da boate.
Quando ela desabou sobre o balcão, peguei seu celular sem pensar duas vezes. Precisava chamar alguém. Precisava tirá-la daquele ambiente, que não era o dela.
- Ei Will, ela apagou? - Sarah, uma das meninas com quem eu mais conversava, tentava dar conselho para ela sair daquela vida.
- Sim, Sarinha, me ajuda a pegar o celular dela.
Usei sua digital para desbloquear a tela, meu peito doeu quando meus olhos encontraram a tela de fundo, ela com um sorriso lindo e um homem loiro ao lado, sorrindo também, ambos estavam com jalecos de médicos. Comecei a vasculhar as últimas chamadas.
- Esse filho da puta deve ser o causador por estar assim.
Ignorei o que ela disse e fui aos contatos, ela só liga para duas pessoas, um contato salvo como Kara que não passa muita confiança e outro salvo como "Amor".
- Liga para o Kara - Sarah falou.
- Mas e se for outro babaca, esse pelo menos está escrito, amor. Olha, ela usa aliança de noivado. - Sarah deu de ombros.
Engoli seco. Mas apertei para completar a ligação para o "amor".
O telefone chamou algumas vezes antes de uma voz masculina atender. Firme. Alarmado.
- Onde você está? - ele disse, sem rodeios.
- Apagada no balcão da boate Nigth Clube, na rodovia principal.
Ele xingou do outro lado, mas, sem hesitar, afirmou que estava a caminho. Não demorou muito para entrar um homem loiro, vestido com roupas de marca, o mesmo da foto do celular.
Os olhos carregados de culpa e preocupação... A Sarah estava certa, ele foi o culpado que a fez beber até cair.
Olhei para ele e perguntei:
- Você vai cuidar dela? Ela vai ficar bem?
Ele deu um sorriso que indicava: quem é você para se preocupar com a minha mulher?
Pagou a conta, deixando uma gorjeta gorda sobre o balcão, pegou-a nos braços, como se fosse algo natural. Como se já estivesse habituado a resgatá-la.
Então, sem uma palavra sequer, ele a levou embora.
Desperto do meu transe com Cléo me chamando, sigo o olhar na direção por onde as duas mulheres desaparecem. Depois, volto minha atenção para a morena latina à minha frente e apenas balanço a cabeça.
- Precisa de alguma coisa? - Ela ri, divertido e eu a olho confuso.
Sabe quando sua mãe ou avó diz "meu santo bateu com o de fulano"! Foi exatamente isso que aconteceu com Cléo. Desde o primeiro instante, gostei do jeito descomplicado como ela vive a vida. E foi impossível não me tornar amigo dela.