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Os dois lados da mesma moeda - Monspie

Os dois lados da mesma moeda - Monspie

Autor:: kiolaFritiz
Gênero: Romance
O que posso fazer? O perigo me atrai, está com uma arma apontada para minha cabeça era quase um orgasmo. Até que um dia uma luz me deu motivos reais para manter o ar preenchendo meus pulmões. Minha luz, minha Samir. Um dia seremos uma linda família. Estória não indicada para menores de 18 © COPYRIGHT: Jéssica | KiolaFritiz - 2021 Capa: KiolaFritiz Revisão e edição: MellBramont Registrada na Biblioteca nacional. Não autorizo adaptações ou tradução de qualquer idioma. Todo o conteúdo é protegido pelas leis de direitos autorais. É proibido sua cópia, reprodução, utilização, modificação, venda, publicação, distribuição na sua totalidade ou em parte sem autorização prévia do autor.

Capítulo 1 ๑ | Sinopse.

Um trauma de infância o tornou uma pessoa explosiva e totalmente sem paciência. Com o passar dos anos estava sempre batendo de frente com a morte. Até que um dia, uma alma pura o concedeu uma segunda chance de viver e isso lhe custou muito caro. Monspie sentiu gratidão e tornou Samir sua prioridade, queria cuidar e protegê-la como se fosse a luz da sua vida e desde então tem se esforçado para trazê-la para perto. Um homem sem tom enxergou a cor nos olhos da menina com uma grande vontade de viver.

Sempre teve a esperança de conquistar seu amor de infância, contudo, nesse mundo o único que amava era ele. Após anos vivendo um sentimento platônico decidiu seguir sua vida e finalmente se dedicaria a formar uma família só dele. O amor por Samir o invadiu no momento em que a salvou e desde então teve sua total atenção. Mesmo distante se preocupava em cuidar e manter sua vida estável, sonhando com o dia em que a traria para junto dele.

Já havia desistido do amor quando uma mulher cai de paraquedas em sua vida o fazendo enxergar as coisas por outro ângulo. E assim sem perceber foi mudando seu jeitinho rude de ser.

Daniele por sua vez, teve um casamento muito difícil e sonhava com o dia que viveria livre do inferno que tornava sua existência cada dia mais frustrante. Após anos longe do homem que a marcou, como um fantasma voltou a atormentá-la. Se viu em uma situação onde o destino o colocou em seu caminho. Um homem grande, de físico atlético e totalmente diferente dela. Salvou sua vida e viu nele um porto seguro.

Mal sabia que o próprio, vivia entrando no caminho da morte e que seu coração estava totalmente ocupado por uma pessoa de olhos verde vivo. Seria Daniele capaz de ganhar um pequeno espaço no coração do homem lindo de boca suja que a salvara?

Duas pessoas destruídas pelo caos conseguiriam viver juntos? Será que nascerá um amor para esses dois? Enfim... muitas perguntas e uma só resposta.

Quer saber como termina essa história? Alisa minha estrelinha e embarca no trenzinho da felicidade onde a cada capítulo, você saberá ainda mais a resposta. Se tem como dois mundos destruídos colidirem e se unificarem para cuidar da ingênua Samir.

Capítulo 2 ๑ Prólogo.

"Já matei alguns sentimentos, mas foi em legítima defesa."

- Zack Magiezi

Estou em um lugar meio sem cor. Caminho por um campo que creio ser de alguma mansão. - De repente meu coração acelera, custo a perceber, mas estou correndo.

- Não, não, não. - Grito em negação.

O estranho é que não sou eu quem estou falando, mas ouço a voz em um alto-falante, não, é como se eu estivesse dentro de uma sala com uma acústica elevada.

A verdade é que sabia onde estava, qual era a data de hoje e exatamente o que aconteceria. Me encontrava preso dentro do meu eu do passado, notei enxergar através dos olhos como um hospedeiro ou um espírito possuído em um corpo, mas era só isso, não tinha o controle de nada.

Como gostaria de voltar no tempo e ajudar meu amigo a impedir aquela tragédia que ficara marcada em nossas mentes para todo sempre.

Avistei um homem e corri até ele para pedir ajuda. Ao tocar em seu braço o mesmo imediatamente virou fumaça e uma névoa me cobriu. Em pouco tempo a cena mudou de foco como em um filme péssimo onde as câmeras se deslocam sem sentido algum. Estou de volta ao campo. Encaro minhas mãos que estão sujas de sangue, fecho meus olhos e sinto um peso sobre elas como se estivessem amparando alguém. Meu coração me traía, deixei de senti-lo em meu peito porque o mesmo agora estava em minha garganta e o pânico me consumia por completo. Sabia o que segurava, porém, não queria rever essa cena novamente e que atualmente me faz visitas anuais, marcadas pelo dia fatídico. Sempre na data do aniversário da Lis, habitualmente, o mesmo sonho. Lutei com meu subconsciente para me acordar desse pesadelo e em um movimento lento percebi a cabeça indo ao encontro do que eu não queria ver.

- Por favor! - grito para mim - Não olhe para ela.

Tentei o inevitável, mas já era tarde demais, os meus olhos encaravam o corpo da minha irmã caçula sem vida. - Morgan - Meu eu do passado, olha mais adiante e visualiza o Baby ainda menino com a Elise nos braços. De repente, estou fora de mim ainda jovem, observando o local de cima com a cena de quatro corpos próximos um do outro. Meu tio, Izadora, Lis e a minha irmã, todos mortos. Entretanto, a minha dor aumenta incessantemente quando vejo Oli, limpando o sangue das suas mãos desesperadamente.

- Ele fez tudo que podia. - balbuciei - E eu? Fui o covarde que saiu correndo abandonando tudo de mais importante que tinha na minha vida!

Minha família.

Um vento forte sopra me levando para longe, meu corpo entra em um tornado que me transporta ao centro dele a toda velocidade me erguendo para o alto, assim que me vi fora do mesmo acreditei que veria o sol como nos filmes. Hm, vi três caixões sendo sepultados. Foi breve e a imagem ainda mais curta do que os cinco segundos que o YouTube te obriga a assistir às porcarias das propagandas. Pisquei e fui sugado pelo mesmo moinho de vento que dessa vez me levava ao encontro do chão e como em um pesadelo perverso acordei me debatendo na cama.

- Porra! - berrei me sentando. Respiro fundo tentando alinhar meus pensamentos - outra vez - Suspiro sentindo a brisa que vinha da janela arrepiando minha pele úmida.

Permiti meu corpo colidir contra a cama molhada de suor. Encaro o teto e reconheço o lugar. Não demora muito mamãe invade o quarto extremamente angustiada.

- Mons, filho! - a mulher nova demais para idade que tem alisa meu rosto - Novamente né, meu príncipe?

- Essa porra mãe, toda vez a mesma coisa! - choramingando sendo bajulado por ela - Como cheguei aqui?

Pergunto, já que não faço ideia de como consegui chegar em sua casa.

- Você tem a chave meu filho, acordei com seus gritos e vim para cá correndo e pelo seu cheiro vejo que bebeu, como sempre. - O tom de voz muda para um rosnado e logo uma mão pequena vai direto para minha cabeça.

- Onde está aquela mãe amorosa de um minuto atrás Brienna? - a questiono já que está me batendo - Para mãe, por favor.

- Me chame por meu nome novamente que quebrarei seus dentes. - me ameaça - Brienna, onde já se viu? Tenha mais respeito.

Exasperada se levanta e sai apressada.

- Será que todas as mães são assim? Enfim, vou tomar um banho. - Me levanto e vou para o banheiro do meu antigo quarto.

Debaixo da água morna tento relaxar meus músculos tensos.

- Mais um ano que vivenciei a cena mais triste da minha vida.

Após um banho rápido coloco uma calça e decido pernoitar na minha mãe. Sinto o cheiro do café e como em um desenho animado dos anos 90 fui puxado pelo aroma da bebida que muito em breve estará descendo por minha garganta. Assim que chego à cozinha imensa da minha mãe encontro a mulher chorando com uma xícara entre os dedos. Brienna é muito jovem para a idade que tem e com seus cabelos negros por alguma tinta que usa para camuflar os fios brancos tem uma aparência muito jovial, branca de olhos negros e fios longos, quem não sabe sua idade a colocaria na faixa dos 50. Caminho para perto dela me sentindo culpado, já que foi por minha causa que ainda está acordada.

- Desculpa mãe, não quis te acordar. - sentindo-me culpado beijo seus cabelos cheirosos - Me perdoa.

- Tudo bem, colocarei um pouco de café para você. - levanta para me servir e não demora nada já estamos bebendo nosso café as 03:00 AM - Mons pare de beber meu filho, por favor.

- Eu não bebo mãe. - Confesso.

Estou falando a verdade, o único dia que faço isso é hoje, o dia de falecimento da Morgan e das meninas. Provo da bebida quente e exageradamente forte.

- Mãe, sem açúcar! - Exclamo já que está muito amargo.

- Bebe tudo se não já sabe. - sou ameaçado - Hoje tenho uma audiência muito importante.

- Amanhã estarei de volta a Bagram. - comento vendo sua cara de preocupação - Mãe essa é a última.

- Eu sei, Antoni me falou. - encolhendo os ombros desabafa - Jantamos ontem e comentou que está se aposentado. Filho. - faz uma pausa em seguida segura minha mão - Vamos voltar para casa, sinto falta dos meus meninos, sou a única figura materna que eles têm e o Baby. - respira fundo fazendo uma careta lembrando do meu primo - Esse, vive se metendo em problemas e precisa de mim por perto, já que é o pior de todos vocês.

- Não quero voltar para a Suíça, mas você pode ir. E-er você está saindo com meu general mamãe? - Tento sondar.

- Não saio de Nova York sem você. - afirma - Ficaremos aqui juntos então.

Dou-lhe um beijo na bochecha e procuro algo para comer. Faço um lanche e volto a dormir, ficarei com ela até minha viagem de amanhã.

Capítulo 3 ๑ Luz da minha vida.

"Imagine uma nova história para sua vida e acredite nela."

- Paulo Coelho

Sou o Major de artilharia das forças especiais, Monspie Villin. Aí você se pergunta: lá vem a apresentação do personagem parecido com entrevista de emprego. Não é bem assim não. Enfim, seguiremos com os relatos de como conheci a pessoa mais importante da minha vida. Senta aí, fica de pé, deita, leia andando ou conduza a leitura como quiser. A escolha é exclusivamente sua, só preciso que me siga nesta viajem direto do túnel do tempo. Voltaremos há cinco anos. Agora respire profundamente e acompanhe a minha estória.

Como falei ali em cima, sou o Major de artilharia líder das operações especiais do 2.º Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

(...)

9 de fevereiro de 2018.

Hoje levarei uma pequena equipe de três homens em uma missão especial ao abate a um líder de uma milícia xiita controlada pelos iranianos que lutam ao lado do exército árabe da Síria. Eles são os mercenários que dão apoio a Damasco na retomada das Colinas de Golã, enfim, cada um com seus propósitos, o meu é matar o líder desses milicianos. Os filhos das putas são liderados por um extremista conhecido como Alshabah. Para as equipes das Américas especialista em terroristas o chamam de O invisível, dizem ser uma figura impossível de ser encontrada. Para sorte dele, fui eu o escolhido para dar fim as porcarias que esse indivíduo anda fazendo. Entrou no meu caminho, levará bala.

Após um longo voo estou de volta a base América em Bagram e minha equipe já se prepara para a missão. Carro carregado com armamento pessoal. Balas ponto 50 e um, lança bomba. Assim que seguimos para o local estranho a calmaria, porém, decididos, meus homens insistem e continuam.

Estou no distrito de Nad-e Ali, da província de helmand no sudoeste do Afeganistão. Estávamos prontos para invadir o esconderijo do Alshabah, quando tudo começa a dar errado. Para variar! Como em um filme de terrorista a porra toda começou a dar merda. Minha equipe com os homens mais bem treinados da marinha estavam morrendo na minha frente. Se tem uma coisa que aprendi na guerra é, nunca deixe um companheiro americano em um território inimigo. - São meus amigos, filmes patriotas onde os homens saem vivos com medalhas de honra da casa do caralho é bonito, mas na realidade, hum! Se o inferno existe! É na guerra, com toda certeza.

Dante, um amigo de longa data nas forças especiais estava me ajudando a pegar o corpo de Jard e Raink que haviam sido mortos no confronto. - Para deixar bem claro! Meu corpo está em alerta total, pois, minha missão não foi cumprida e para piorar perdi meus amigos.

Nosso carro seria um alvo com toda certeza, então, arrumei outro coloquei meus parceiros nele e fui ao nosso pegar a bolsa com os armamentos caso houvesse qualquer contratempo no caminho para a base América em Bagram. Observando todos os lados feito um maníaco. - Não posso morrer aqui.

Na semana seguinte estarei de volta em casa e será o aniversário da minha mãe. Não daria a tristeza de ter a data marcada por um funeral de caixão vazio, não mesmo! Esses rebeldes comeriam até meu cu se sobrasse minha bunda inteira aqui nesse inferno.

Assim que abri a porta do carro uma criança me gritava. Confesso que me assustei, meu cu trancou de um jeito que terei que fazer fisioterapia para soltar as minhas pregas. - Ela gritava.

.قنبلةقنبلةقنبلة -

Olhei para aquela criança que era de longe notável seus olhos verdes vivos que me suplicava.

Sou fluente em árabe, mandarim e aramaico, aprendi para revidar os xingamentos dos filhos das putas que tentavam me matar e é claro saber de tudo que falavam. Ela repetia bomba, bomba, bomba. Vindo correndo ao meu encontro.

. ساي داي لصالح -

Corri o mais rápido possível para longe do carro. - Quando escutei "sai daí por favor"

Sou bem alto, tenho pernas compridas e consegui me afastar em segurança, mas infelizmente ela não teve o mesmo destino. A explosão a jogou longe de um jeito que pensei que não viveria para contar a história sabe Deus para quem. Agarrei-me ao pouco de fé que me resta e implorei aos céus, pegando a menina que não estava nada bem, porém, acordada e supliquei.

- Deus, se essa criança sobreviver. Merda! - esbravejo - Juro que paro com essa porra de ficar entrando em conflito com a morte.

Com cuidado a coloco no banco de trás do carro onde Dante estava com os dois corpos na parte traseira da 4X4.

- Major, que porra é essa? Larga ela aí caralho! - Não o julgo por seu comportamento. Sem entender a história falaria o mesmo também.

- Dante! - em meio ao caos respirei fundo - Tenho uma dívida com Deus e ela está inclusa no pacote. Agora vamos! - ele engata a ré, manobra e seguimos. Após uma hora de estrada sem sermos notados graças ao carro dos xiitas olhei para a menina que já se encontrava pálida. - Se morrer lhe darei um velório digno. Isso é uma promessa!

- Major. Que porra é essa! Ela é um deles. - me questiona entrando na base - Sabe que não vão aceitar isso! - Diz apontando para o local.

- Me chamo Monspie Villin. Minha patente pode até não valer nada, mas as minhas ameaças sim. - ele engole em seco e entende o recado. - Pare aqui.

Ordeno e como um bom soldado me obedece. Pego com cuidado seu pequeno corpo e a passos rápidos vou ao consultório do doutor da base.

- Boa noite. - Reparo que toma um susto com a minha chegada.

- O que é isso? S-Sargento! Ela é uma xiita? - balanço a cabeça em afirmação. - O que aconteceu? - Tranquilo questiona.

Conto tudo a ele que imediatamente começa os primeiros socorros, me informa que fará uma cirurgia no pequeno consultório.

- Por Deus ela ainda está viva! - pasmo me olha - Farei o que for possível para salvá-la.

Sentei-me junto a ele que começou a cirurgia para salvar a vida do anjo que me livrou da morte. Em dados momentos o ajudei até que por fim tive que fazer uma transfusão de sangue para que não morresse por falta do mesmo.

- Com ela formarei uma família. Se sobreviver receberá o título de minha filha. - Compartilho meus planos com o doutor que ainda não sei o nome.

- Lindo gesto Sargento. - comenta após horas de cirurgia onde abriu sua pequena barriga para consertar algumas coisas. Com a explosão teve danos irreparáveis. Infelizmente teve boa parte das duas pernas amputadas. - Não sou cirurgião plástico e sim de emergência. Fiz o que pude senhor.

- Você ficará por quanto tempo aqui? - Perguntei a fim de lhe dar uma pequena fortuna.

- Ainda tenho dois anos. - olhei para o jovem a minha frente, decidido a dar-lhe alguns milhões - Depois me aposento e arrumo um trabalho em um hospital no meu país.

- Vou te passar meu número eu nunca mudo, pode confiar. Sairei vivo dessa, pois, é minha última missão aqui nesse inferno. - escrevo meu contato em um papel e lhe entrego - Você terá minha gratidão para sempre doutor. Como devo lhe chamar?

- Enzo. - ele me pede ajuda para colocá-la em um leito. Meio tonto ainda devido à transfusão consigo dar-lhe o suporte que precisa. - Você não é americano. - Senti que afirmou e não perguntou.

- Sou da Grã-Bretanha e você? - Rebato a pergunta já que seu sotaque é bem evidente.

- Sou português. - responde e me dá um sorriso largo - Sair de Veneza por achar minha vida parada e aqui estou. Primeiro vim e fiquei dois anos. Estava no fim da faculdade de medicina e aqui eu poderia operar com mais frequência, na época era chefe dos enfermeiros no hospital Central de Veneza. - vejo que quer desabafar, me sento e fico ouvindo sua história - Eu o amava. Hoje não tenho mais esse sentimento.

- Amava quem? - Pergunto já que a história está ficando interessante.

- Deigo, um ótimo médico. - ele respira fundo. Tenho certeza que ainda ama o tal Deigo - Ele era para casar, contudo, fui atrás dos meus sonhos e agora acabei de salvar a vida desse anjo. - declara me dando um sorriso sincero - E você ama alguém?

- Sim! - um sorriso surge em meus lábios - Berriere, meu amor de infância, cuidou de mim, é mais velha que eu três anos. Hum! É exatamente o perfil de mulher que me atrai. Calma e tímida.

- Ela está a sua espera né? Por favor, diga que sim! Essa pobre criança precisa de vocês. - alisa os cabelos sujos do meu anjo de olhos verdes - Tenho planos de voltar para Veneza e me desculpar com o Dei por tê-lo deixado. Fui egoísta e hoje reconheço.

- Porquê não voltam? - questiono - Talvez esteja te esperando. - Dou-lhe um pouco de esperança.

- Está casado e muito feliz por sinal, tem 2 filhos e não quero atrapalhar. - se senta ao meu lado - Sargento, sua amada está a sua espera né?

- Não, ela se mudou da Suíça e foi para Londres. Também se casou. - confesso já que estamos sendo sinceros - Mas a amo e não consigo me livrar desse sentimento só isso.

- Então, vida que segue. Deus já te deu uma filha e vai lhe dar uma linda esposa para juntos cuidarem dela. - Sorrir olhando para a menina que ainda não sabemos o nome.

Estamos conversando quando Dante me chama.

- Sargento! Posso entrar?

- Sim. - logo o vejo em minha frente - Diga.

- Telefone para o senhor. - avisa e olha para o doutor - E como está a menina? - preocupado redireciona o olhar na direção dela - Vai ficar bem?

- Vai. - Enzo responde. - Ficará ótima!

- Quem é na ligação? - Sondo.

- O General Sargento, eu o informei das perdas sem mencionar a criança. Pode ficar tranquilo.

- Não precisa esconder, esse filho da puta me deve um favor.

Levanto-me e vou até à menina agora com uma bela cicatriz na barriga e às duas pernas amputadas logo abaixo do joelho. Aliso seus cabelos e passo por eles em direção a sala de comando.

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