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Pérola Azul- Série Comoção 2

Pérola Azul- Série Comoção 2

Autor:: Nhabombe
Gênero: Romance
Sinopse: Depois de ter perdido sua irmã mais nova para o câncer, Derek se viu querendo iniciar uma nova fase de sua vida, sem a mãe, sem a irmã e com um pai viciado em álcool. Aos 13 anos depois de muito relutância ele se dispõe a terminar o primário ( último ano) onde por suas vez acaba conhecendo Kiara Rocha sua colega de turma, um dilema no início até se tornarem próximos, isso até no segundo semestre seu pai o perder numa aposta, para prostituição de menores, praticado por tráficante de menores, lá Derek é feito de escravo sexual de homens ricos pedófilos. Depois de três longos anos o resgate chega e com isso sua carta para entrar na polícia federal, tendo sofrido esse trauma Derek tornou-se um homem introvertido, frio, mal humorado e arrogante. Ele só não esperava que depois de onze anos fosse voltar a encontrar a mulher de olhos azuis que tirava sua concentração. Inesperado foi encontar Kira na Amazônia em perigo de vida. Plágio é Crime. Capa feita por: gabicecci

Capítulo 1 Prólogo.

De acordo com informações da Polícia Federal, o esquema de tráfico de aves ocorre, principalmente, nas selvas do Peru, Equador e Venezuela. As investigações do caso foram acompanhadas pelo Ministério Público Federal em Malvo (MPME).

O Agente Federal Derek Kerith foi encarregado de conduzir o caso de tráfico de aves. Faz-se agora eventualmente duas semanas desde que foi encarregado de dirigir o caso, junto da polícia local da região. O que para uns está sendo um sacrifício, para o agente a equipe que está trabalhando com ele no caso, é incompetente e ele não vê a hora de terminar aquela missão.

- você poderia sorrir de vês em quando sabia?- Jos é um dos dois policiais federais que vieram com Derek para a resolução do caso

Derek simplismente revirou os olhos revendo mais uma vez o caso.

- A Amazônia brasileira perde todo ano milhões de animais silvestres para o tráfico ilegal, de acordo com um novo relatório da organização britânica Traffic.- disse sem encarar o amigo - você acha que esse motivo suficiente para eu sorrir?

- hum...Sim, se você ver pelo lado positivo- a sala do delegado cívil foi ocupada por Derek no tempo que ele se encontra ali, para uns aquele lugar parece um cemitério desde que ele chegou, já que o mínimo barulho feito que não seja acerca de trabalho é motivo de repreensão e possivelmente corte de salário e se nesse dia o mau humor de Derek estiver pior, se é que é possível - na primeira semana nos conseguimos aprender cinco caminhões que exportavam aves para outro canto do mundo.

- deixa lembra-te que o nosso objetivo aqui é cumprir 20 mandados de prisão preventiva, dois temporários, sete conduções coercitivas e 33 mandados de busca e apreensão.

Jos levantou as mãos em redenção, no mesmo dia eles tiveram a informação da localização de seus alvos já que Derek estava pressionando a equipe de rastreamento.

- A Polícia Federal informou que os envolvidos no esquema responderão pelos crimes de corrupção ativa, contrabando, receptação, formação de quadrilha, falsificação de selo público, inserção de dados falsos em sistema de informações, além de inúmeros crimes ambientais. As penas, somadas, podem chegar até 50 anos de prisão. - disse o delegado entrando em sua sala feliz por se ver livre dos polícias federais

- é meu chapa - Jos deu tapinhas nas costas do delegado - nosso trabalho aqui está feito.

- partiremos amanhã pelo amanhecer - informou Derek organizando seus arquivos que iria apresentar na cede do departamento federal em Malvo.

São exatamente 17horas e Derek já está terminando tudo por lá. Ouviu murmúrios vindo da sala composta por agentes polícias, eles murmuram e assobião como se estivessem vendo um pedaço de carne.

- em que posso lhe ajudar senhorita- Jos diz meio ofegante depois de ter apostado uma mini corrida com um policial para ver quem atenderia a mulher parada a sua frente.

- por...favor, eu preciso falar com um delegado - disse com dificuldades de respirar, depois de correr sem parar e passar por uma maratona de perseguição pela floresta - alguém quer me matar, preciso de ajuda.

Pelas calças rasgadas, camisa amarrotada e com gotículas de sangue, braço enfaixado, cabelo completamente despenteado e arranhões pelo corpo, dá para ver que ela está falando mesmo sério.

- sim acompanhem-me- Jos disse depois de uma rápida análise - precisa de ajuda para caminhar? Um copo de água?

- manter minha vida em segurança pode ser?- balbuciou, Jos entendeu o recado, Derek já se preparava para se levantar e dizer umas poucas e boas para os folgados alí, mas antes que o fizesse a porta foi aberta, Kiara poderia estar meio grogue mais sabia que aquele tipo de farda não era de um delegado cívil

- Derek temos problema, a senhora aqui quer falar consigo - Derek avaliou discretamente a mulher de olhos azuis e cabelos negros que parecia ter saído da boca de um leão

- sente-se e nos explique o que está acontecendo, Jos vá levar um copo de água para ela. - ordenou ele assentiu e foi fazer o que lhe mandado - comece pelo seu nome.

- Kiara Rocha, eu...- a porta foi aberta bruscamente pelo delegado cívil que exigia que Derek saísse da sala e passasse o caso para ele, pôs seu trabalho ali já estava feito

- você acha mesmo um momento oportuno para você dar uma de chilique- Derek rebateu clareamento indignado

- se não quer aturar o meu chilique, saia da minha delegacia eu não suporto mais receber suas ordens, você é um desgraçado, mal criado insuportável você me tira do sério, caí fora. Volta para merda de seu país e deixa que eu cuido do meu.

- se cuidasse de seu país, tal como você afirma teria resolvido o caso de tráfico de aves três anos atrás né? Mas como o delegado é competente preferio deixar aqueles criminosos fazerem festa até que eu viesse resolver a merda né?

Jus chegou a tempo de ver a troca de farpas entre os dois, Kiara sentia pontadas na cabeça, seu corpo tremia, sua garganta estava seca, se levantou da cadeira pronta para dar um basta naquela discussão ridícula.

- não sei se vocês notaram MAS TEM GENTE TENTANDO ME MATAR, ME MATAR NÃO VOS MATAR, ENTÃO SE NÃO SE IMPORTAM PODERIA DEIXAR VOSSAS DIFERENÇAS DE LADO E ME PROTEGER?- gritou usando suas últimas forças, o que forçou muito seu estado acabando por sentir uma tontura, tudo está andando em círculos, luzes que não sabia vir de onde faziam sentir vontade de vomitar e antes que fosse de encontro com o chão Derek a segurou.

- Queira você ou não delegado, eu vou sim me meter nesse caso e se depender de mim resolverei num curto período de tempo, para que você não tenha mais ver minha presença - Derek disse sarcástico colocando a mulher em seu colo para a levar ao hospital, o delegado rangeu os dentes e quando ia rebater - eu ainda sou seu superior

O delegado olho para ele com a cara nada amigável, esticou o pescoço para dizer o que tinha em mente acerca de ser seu superior

- se você da valor ao seu emprego aconselho a ficar quieto, não é uma boa ideia testar a paciência dele - Jos aconselho enquanto Derek atravessa a porta da sala do delegado com a mulher em seus braços e com uma sensação de a conhecer de algum lado, e aquele nome, parecia conhecer aquele nome de algum quanto do mundo.

Capítulo 2 Primeiro Capítulo.

Derek Kerith

São quadro da manhã no céu cai chuva, estou sentado na varanda de calça e blusa. Meu sono se foi pelas duas da madrugada quando meu pai chegou em casa alcoolizado com sua acompanhante, o que tem acontecido nós últimos anos. Não posso fielmente o culpar pela minha falta de sono, já que a insônia me toma como esposo.

Minha casa tem a estrutura de uma fazenda rústica, antiga e sem glamour, herança dos meus falecidos avós da parte paterna. O único motivo do senhor meu pai ainda não ter vendido a casa ou metido numa de suas apostas é que ele se orgulha dessa casa, amava tanto minha avó que não seria capaz de vender a única coisa que sobrou dela. Foi aqui onde ele cresceu, viveu com minha mãe e agora trás prostitutas. Do horizonte dá para ver brilhos solares, mas com as noves no céu duvido muito que seu brilho resplandeça. Dei um suspiro entrando dentro de casa

- o que você está a fazer fora?- meu pai diz com um copo de água nas mãos, seu rosto está todo amassado, pelo peito nú da para ver arranhões nele, seu hálito fede se fosse para chutar eu diria que ele cagou e esqueceu de lavar o cú.

- estava a apanhar um pouco de ar. - respondi passando por ele, só que aí lembrei dá escola, eu prometi para mim e para Akila que eu seguiria em frente - peço para ires a escola e resolver o assunto da transferência.

- hum...qual é o problema de estudares lá?- resmungou

- o nível de criminalidade - pela sua cara ele já tem argumentos para rebater então sou mas rápido e falo - mamãe também era contra eu estudar ali - toquei na ferida, apesar dele ser um desgraçado desconfio que de alguma forma em algum momento ele amou minha mãe, mesmo tendo a feito sofrer

- tudo bem, irei ver o que eu faço.

Balancei a cabeça em confirmação e segui para meu quarto que também não era grande coisa, se essa casa não fosse de pedra ela já teria caído, é velha de mais, tal como a minha cama, que era do meu pai quando ele miúdo. Só faltam duas semanas para o início do ano letivo, e por incrível que pareça não estou entusiasmado. Por mim eu não estudaria mais, faria um curso e começava a trabalhar, já que se eu depender do senhor meu pai para comer sou capaz de passar mal de fome. Mais com treze anos e sem ter finalizado o ensino primeiro, dúvido muito que me aceitassem num curso ou me dessem trabalho. Por isso me contento com a escola e com os biscatos que faço para poder me manter em pé.

Me jogo na cama colocando meu braço direito sobre meus olhos, respiro fundo tentando não pensar em nada, ou esperando que o nada me engula.

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Esperava que hoje também chovesse, já que é segunda e o primeiro dia de aulas. Coloquei o uniforme da escola que consiste em calça azul escuro e camisa social azul-claro. Vesti minhas velhas sapatilhas, virei para o espelho partido do meu quarto não dá para ver corretamente meu rosto, mais pelo que vejo estou apresentável, tanto eu tanto meu cabelo com a cor semelhante a da área do mar. O sol está no seu pico e eu tenho que caminhar durante uns trinta minutos para escola que fica bem distante da minha casa por isso sai cedo 11 h 20. Não tenho dinheiro de ônibus e também se tivesse não subiria não tenho dinheiro para esbanjar.

Depois de hintoar-mos o hino cada turma seguiu para sua sala. Sala 7. Meus olhos correram para a última carteira da fila do lado esquerdo ao lado da parede.

- és novo aluno ?

- sim sou - respondi com a cabeça apoiada no queixo

- meio bizarro você fazer a transferência no último ano do primeiro.

- é

- chamo-me Ciello e tú?

- Derek

- yah! Estavas a estudar a onde - Ciello tem mais questões do que respostas e numa possível amizade em que um falo e outro escuta eu acho que até pode dar certo. Ciello me apresentou também a Enzo e Adam ele disse que eram seus amigos mais próximos, mais eu prefiro dizer os mais tranquinos da sala, eu acho que acabei sentando no lugar errado já que eles não param de falar e provocar barulho.

- teu azar é que nessa escola você não tem direito a escolher para que escola secundário quer ir já que ela já tem uma - Enzo

- isso quer dizer que?

- é tipo assim, - eu odeio a forma que Adam usa a palavra "tipo" essa palavra parece ser a única que não sai de seu vocabulário - quando construíram a escola primário de Tróia construíram o secundário que fica do outro lado não viste o murro que separa o primário do secundário?

- não tinha notado que era isso... Então o diretor também é o mesmo?

- nem por isso, mais tipo alguns professores que dão aulas do primário também dão no secundário. Tipo, até dizem que o professor de Ciências Sociais da aulas de história do secundário.

E foi falando o diabo que ele apareceu, o professor fez sua apresentação depois disse que fizessemos o mesmo, somos no total 54 alunos pelo o que ele disse, ele ainda disse também que tinha boa memória e alguns ali ele já conhecia, também ouve as breves ameaças e por fim ele mostrou o nosso programa de aula.

Capítulo 3 Segundo Capítulo.

Kiara Rocha

Devo confessar ao olhar aquele bolo feito para mim querendo compensar a sua ausência no dia do meu aniversário, me fazia sentir um amargor na boca.

Aquela singela atitude sua de compensar algo, me trazia um certo desânimo e chateação. Ela poderia ser médica plantonista, mas está data e este dia deveria ser meu ao seu lado, por ser minha mãe. Isso seria egoismo de minha parte? Talvez. No entanto, acredito eu que querer presença de sua mãe nesta data, seria apenas uma forma de querer viver momentos familiar para se lembrar futuramente.

- Kiara você já preparou seu uniforme para escola?- reviro os olhos sem tirar eles do prato, murmurei um sim enquanto mastigava aposto que minha cara está amarrada e estou resmungando - vai querer repitir?- murmurei um não enquanto enchia a boca outra fez, ela por fim suspirou

- vaz engasgar se continuares a mastigar feito porca - meu irmão disse com cara de tédio, para ele eu estou fazendo birra a tua por que não foi o aniversário dele que foi esquecido num fim da agenda

- e isso ti dói a onde?- levei o pedaço de carne de vaca até a boca e mastigue na cara dele, ele recuou enojado

- me dói, porque se você engasgar mamã vai dormir no hospital cuidado da bebê porquinha!

- quem você chamou de porca seu bastardo?

- olha lá o tom sou mais velho aqui seu desastre ambulante - disse com tom autoritário, tenho vontade de meter meu irmão na panela de caril mais como ele disse é mais velho, voltei a sentar direto na cadeira

- ao menos não sou um putanheiro de merda - murmurei só para ele ouvir

- diz lá isso em voz alta - provocou olhando para nosso pai, meus pai tem o aspecto tão jovenil que nem parece que tem filhos

- o que estão falando?- meu pai perguntou realmente interessado

- diz lá irmãzinha.

- nada não, imagina falar eu? Eu disse alguma coisa? Claro que não, mãe você me ouviu? Eu não...

- depois desgraça preciso que me leves para o hospital - disse minha mãe olhando o celular

Confesso que até agora não entendo a forma de como minha mãe demostra afeto por meu pai, eu ouço os pais de minhas amigas se chamando com nomes carinhos e melosos, já minha mãe! Enfim, ela disse o que?

- hospital?- repeti incrédula

- Sim, - disse com pesar

- mas hoje é domingo, o que você vai fazer no hospital no domingo?

- recebi uma mensagem de última hora, um paciente acaba de entrar na sala da UTI e como eu estou mais perto estão me chamando para lá- disse se levantando meu pai fazia o mesmo provavelmente vai para o quarto pegar as chaves do carro

- ontem você não veio ao meu aniversário e hoje você nem fica para jantar? Mais... você é a única médico que existe em Malvo? - minha voz sai falha e meus olhos ameaçam lacrimejar

- Kiara eu...- me levantei da cadeira correndo para meu quarto, tirei os chinelos e me atirei na cama para chorar. Naftal vai ter de arrumar a mesa sozinha, eu não estou em condições.

- você sabe que não tem razão né?- nem notei quando ele entrou no meu quarto, muito menos quando se deito ao meu lado

- queria ver se ela não tivesse vindo ao seu aniversário de 15 anos queria ver se dirias isso.

- olha, eu não ficaria feliz - o encarei - mas também não ia fazer todo esse drama - disse gesticulando fazia sempre aquilo quando ia explicar algo aparentemente complicado- você em parte tem razão de ficar chateada por ela não estar mais tente entender o lado dela, aquele trabalho de médica não é como de papa que faz até a distância, mamã precisa estar lá para salvar vidas, você se sentiria bem se uma pessoa morresse só porque ela tinha de vir ao seu aniversário de 12 anos? Doze Kiara, não é quinze, dezoito, nem vinte é doze, desconta lá a gaja

- hã, porque ela é a única neurocirurgiã de Malvo? Só para não falar do país, aqui mesmo em Ergans será que ela é a única neurocirurgiã?

- você sabia que médicos, enfermeiros toda aquele equipe do hospital quando termina seu curso no dia da graduação tem de fazer um juramento?- disse olhando para o teto preto do quarto com desenhos de estrelas e constelações, quando apagou a luz meu quarto vira o espaço sideral

- juramento? - limpei as lágrimas me virando

- Sim, o juramento de Hipócrates não né pergunta o que diz esse juramento porque já não lembro, os que fazem direto também tem de passe um um juramento assim - virou seu rosto para me encarar - quando você se compromete com algo você tem de cumprir, entendi?

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- viste que na sala tem novo aluno?- diz Neuza minha melhor amiga e colega de carteira

- Novo?- estou rabiscando personagens de pokémon no meu caderno de música, se minha professora ver isso estou tramada e quem dera se eu fosse boa a desenho eu sou um desastre, que horrível, nunca vi o Pikachu tão feio como no meu caderno

- você não reparou quando estavam a fazer apresentação?- ela da uma olha no meu caderno - é sério Kiara para de desenhar demônios no caderno!- revirei os olhos

- não reparei porque pensei que seriam os mesmo do ano passado, e olha - apontei o dedo - demônio e tua avó - rimos - quem é esse anfíbio que entrou para turma?

- na última carteira da filha a direita, dizem que não estudava aqui, chama-se Derek... não olha muito sua maluca

- aí - coço onde ela bateu, no meu delicado braço - é o único aluno novo?

- pelo que vi e ouvi sim, ao menos na nossa turma é - depois das aulas caminhamos de volta para casa, não pegamos o ônibus só para queimar tempo. Neuza algumas quadras mais distante da minha casa, eu até a segunda depois volto para casa. Só não esperava que ao voltar da escola iria encontrar minha mãe na cozinha fazendo bolo de chocolate, dei um riso malévolo ao ver que Naftal só vai chegar daqui a meia hora, tempo suficiente para eu lamber toda a bacia de chocolate.

- melhor deixar para ele - minha mãe diz enquanto mete o bolo no fogão

- nem adianta, quando sai da escola vi que ele estava com os amigos na banca daquele senhora que vende todo tipo de doces - minto com a boca suja de chocolate

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