NARRAÇÃO FERNANDA
A porta da sala se abre e minha secretaria entra nervosa.
- O que foi, Suelen?
- Seu pai pediu para que fosse até a sala dele.
- Avisa que assim que eu terminar de analisar algumas planilhas, vou pra sala dele.
Volto a encarar a planilha na tela do computador.
- Srta. Hernandes!
Sua voz é mais firme. Olho pra Suelen, que fica ainda mais nervosa.
- Me desculpa, mas ele exigiu que fosse agora.
Respiro fundo para não soltar um belo palavrão. Quando ele exige assim é porque vem um belo sermão daqueles. Solto minha caneta sobre a mesa e me levanto da cadeira.
- Vamos para mais um surto do Sr. Hernandes, sobre algo que fiz e ele não gostou.
Ando até a porta, passando por minha secretária.
- Cancele a reunião com o pessoal do marketing.
Dependendo de como eu sair daquela sala, não vou ter cabeça para atura-los.
- Certo!
Saio pela porta e sigo para o elevador. Graças a Deus estamos em andares diferentes. Se fosse no mesmo andar, teria invadido minha sala apontando seu dedo julgador pra mim. Assim que o elevador para no meu andar, entro nele. Tem alguns funcionários que me olham e rapidamente desviam o olhar. Aperto o botão do andar do meu pai e escuto todos respirarem fundo. Tenho vontade de rir. Todos sabem que quando vou para a sala dele, é briga na certa. Os funcionários vão descendo em seus andares e fico sozinha no elevador. Finalmente chego ao meu destino e as portas se abrem. Saio do elevador e dou de cara com Luana, secretária do meu pai.
- Ele esta o cão, se prepara para uma guerra.
- É sempre uma guerra nossos encontros.
Reviro os olhos e sigo para a sala dele. Da porta já posso ouvir seus surtos. Seguro a maçaneta e respiro fundo. Abro a porta e o vejo falar ao telefone.
- Processa essa revista de merda.
Passa a mão pelos cabelos.
- Não me interessa como, apenas faça.
Praticamente joga o telefone na base e se vira para a porta. Me olha com fúria e entro na sala, fechando a porta em seguida.
- Senta!
Ordena muito puto. Caminho como um prisioneiro indo para sua morte por enforcamento, devido a um crime muito pesado. Pior é que não faço ideia do crime que cometi dessa vez. Me sento na cadeira e espero o sermão. Meu pai se senta na dele e já começa.
- Estou cansado de limpar suas merdas.
Pega uma revista de cima de sua mesa e joga na minha frente.
- Olha só... sou capa de uma revista de novo.
É da festa que fui ontem. A foto foi feita no momento que cheguei. Olho para o meu pai que esta com a sobrancelha erguida.
- Isso não é engraçado.
- Qual é pai? Vai brigar comigo por causa disso de novo?
- Leia a matéria.
- Herdeira Hernandes sai de festa, completamente bêbada.
Leio e não tem como não rir.
- Faltava muito pra ficar bêbada ontem, ainda estava normal.
Olho pra ele que agora estreita os olhos para mim.
- Leia a matéria.
Abro a revista e vou para a parte que fala de mim.
- Nossa... essas fotos ficaram horríveis.
- E queria que ficassem lindas como? Você esta com o vestido rasgado e descalça.
- Meu vestido rasgou por culpa da Lívia e meu salto estava me machucando. Não dava mais para suporta-los.
- Você não tem noção de como uma merda dessa repercute na nossa empresa, né?
- Só fui em uma festa, me divertir e tive meu vestido rasgado. Saí de lá segurando meus sapatos caros, que arrebentaram meus pés. Isso vai repercutir como na empresa? Graças a Deus não fabricamos os sapatos de merda que usava.
- Você esta sendo vista como a herdeira sem juízo e que provavelmente sofre de alcoolismo.
Olho para a revista e leio a matéria.
- Que absurdo! Eu não sou alcoólatra!
Digo muito puta.
- Agora tenho que viver uma vida infeliz e sem me divertir, porque caso contrário sou vista como alcoólatra ou sem juízo?
Meu pai se levanta de sua cadeira e anda até a janela.
- Fernanda, você é minha única filha, minha única herdeira.
Diz observando a linda vista que temos de Santos.
- Isso tudo aqui vai ser seu.
Volta os olhos para mim.
- Sabe que desejo me aposentar em breve e deixar tudo em suas mãos.
- Vou cuidar da nossa empresa bem, papai.
- Como posso acreditar nisso se você faz essas coisas?
- Posso cuidar da empresa e ainda sim me divertir.
- Não! Você não pode.
Cruza os braços, ainda mantendo seu olhar em mim.
- Assim como esta vivendo, não confio em deixar minha empresa em suas mãos.
- Mas eu me dedico a isso aqui! Te mostrei que sou capaz.
- Filha, ser presidente de uma empresa vai além do serviço interno. Você precisa de reputação e mostrar que é uma pessoa com princípios e correta. Viver em festas não vai fazer nossos clientes e parceiros confiar em você.
Respiro fundo.
- O que quer que eu faça?
- Precisa mudar sua vida. Esta na hora de encontrar alguém e formar a sua família.
- Não seja retrógrado, papai. Uma mulher não precisa se casar para mostrar a sociedade que é correta.
- Mas eu quero.
Se aproxima de mim.
- Essa é minha condição para entregar a empresa em suas mãos.
- Isso é um absurdo!
- Não é não. Isso é desespero de um pai que quer colocar sua filha nos eixos.
- Não vou me casar só pra assumir algo que já é meu por direito.
Me levanto da cadeira, muito irada.
- Então espere a minha morte para assumir o meu lugar.
- Eu não quero pensar nisso.
Não me imagino sem meu pai. Apesar de nossas brigas na empresa, nos amamos demais como pai e filha.
- Fernanda...
Diz meu nome em um suspiro, vem até mim e segura minhas mãos.
- Quero me aposentar para poder curtir sua mãe e os anos que ainda tenho de vida.
Sobe a mão para o meu rosto.
- Quero fazer isso, sabendo que esta seguindo um caminho certo e não o errado.
Abaixo minha cabeça.
- Infelizmente essa é minha condição para te deixar isso tudo.
- Isso é injusto.
- Injusto é eu ter que ver como pai, minha filha ser rotulada como alcoólatra.
Ergue meu rosto, me fazendo encara-lo.
- Só quero o seu bem!
Me mantenho calada e ele beija a minha testa.
- Agora vai terminar suas planilhas.
Se afasta e sigo de volta para a minha sala, completamente revoltada e indignada.
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Termino de passar o meu batom vermelho e me olho no espelho do carro. Já que é pra me despedir da vida maravilhosa que eu levava, nada como um vestido preto de luto e uma comemoração em um clube das mulheres. Vai ser a minha despedida de solteira, sem noivo. Uma solteira em busca de um noivo. Vai ser difícil achar alguém com quem eu queira dividir a vida.
- Você esta linda.
Minha companheira de festas, melhor amiga e prima, diz sorrindo.
- Vamos curtir muito essa noite, Lívia.
Olho para fora do carro e vejo os fotógrafos prontos para me atacar com fotos.
- Vamos dar carne aos abutres.
Abro a porta do carro e desço dele.
- Fernanda!
Eles começam a me gritar e vou sorrindo. Lívia pega a minha mão e vem me arrastando para dentro do clube. Passamos pelas portas e a música sexy já ecoa em meus ouvidos. Algumas mulheres já estão na beira do palco, alisando um homem que usa apenas sunga vermelha.
- Olha que delícia.
Lívia sussurra em meu ouvido, vendo o dançarino loiro.
- Não faz meu tipo.
Digo dando de ombro. Então um garçom passa por mim com um pequeno sorriso nos lábios e um olhar penetrante.
- Esse faz!
Sussurro o seguindo com os olhos.
- Vamos nos sentar.
Ela me arrasta para um mesa perto do palco. Fica babando, vendo o loiro sendo alisado pelas mulheres.
- Oi!
Uma voz grossa surge em meu ouvido. Viro o rosto e vejo o garçom gato.
- Oi!
- Sou Bernardo, o garçom de vocês. Vão querer alguma coisa?
Se curva apoiando as mãos na mesa e me olhando mais intensamente.
- Sim...
Sussurro sexy e ele sorri.
- Pede que eu faço.
- Faz tudo que eu pedir?
Aproxima mais seu rosto do meu.
- Depende...
Sua voz rouca, arrepia meu corpo todo.
- Se estiver dentro das coisas que posso fazer aqui no meu trabalho, na frente de todos. Se for algo inapropriado, teremos que marcar fora daqui.
Ele é safado e lindo. Olhos castanhos claro, cabelo preto em um corte estilo militar e uma barba rala, que deve fazer um estrago na pele do meu corpo. É alto, forte, uma bela boca que deve chupar muito bem. Pele branca, mas bronzeadinho.
- Eu quero uma cerveja.
Lívia pede, quebrando o nosso jogo de sedução e volta a olhar para o palco.
- Uma cerveja.
Diz, como se tivesse mostrando que ouviu o pedido dela.
- E você?
- Quero um marido, embrulhado para presente.
Começo a rir do que eu disse.
- Sério? Vem encontrar um marido aqui?
- Pois é! Mas na verdade poderia ser um de mentira. Nem precisava ser por amor o casamento e tudo mais. E nem ser eterno.
- Quer alugar um marido? Paga bem?
Olho para ele.
- Existe um lugar que se aluga maridos?
Seu rosto se aproxima tanto do meu que seus lábios quase me beijam.
- Se o valor for legal, aceito ser seu marido de aluguel. Seria um enorme prazer.
Minha risada alta chama a atenção de Lívia ao meu lado.
- O que foi?
Aponto para o gostoso, delicioso homem a minha frente.
- Achei meu marido.
Lívia arregala os olhos. Contei a ela a loucura que meu pai impôs.
- O que?
Grita apavorada.
- Você já bebeu pra falar uma merda dessa?
Meus olhos vão para Bernardo. Olho seu belo corpo e seu rosto perfeito.
- Daria um belo marido.
- Tenho outras coisas bem satisfatórias pra mostrar.
Seu sorriso é fodidamente sexy.
- Adoraria ver, provar, sentir e tudo mais.
Coloco minha mão em seu braço e deslizo meu dedo, para cima, sentindo seus músculos. Vou com o dedo para sua boca e contorno ela, sentindo o quanto seus lábios são gostosos.
- Mas preciso de alguém realmente pra casar. Não posso mais ficar me divertindo com os gostosos.
- Qual o problema de se divertir com o gostoso, enquanto procura o cara certo?
- O problema é a família. Eles querem o cara certo e não o gostoso.
Bernardo muda seu rosto e fica sério.
- Prazer!
Diz com a voz firme.
- Bernardo Lima.
Estico a mão e levo até a dele.
- Futuro marido dessa bela mulher.
- Bom! Quase acreditei que não era o cara gostoso.
- Sei atuar.
Puxa minha mão para sua boca e a beija.
- Sei fazer muitas coisas.
- Sabe fingir ser rico e dono de seu próprio negócio?
- Faço faculdade de administração, estou em meu último ano.
Estreito meus olhos pra ele.
- Começou tarde a faculdade.
- Essa é minha segunda tentativa, a primeira desisti.
- Por que desistiu?
Se inclina e estamos novamente com os lábios bem próximos.
- Te conto, quando me contratar para ser seu futuro marido.
- Sabe que não me casaria com você, certo?
Faz uma cara falsa de chocado.
- Te usaria até achar o cara certo.
- E se eu for o cara certo?
- Acha que pode ser o cara certo?
Começa a rir e nega com a cabeça.
- Não sou o tipo de homem que sua família aprovaria.
- Isso é um grande problema.
- Mas sou o tipo de homem que precisa para o momento.
Fecho um olho, fingindo pensar.
- Isso não daria certo.
- Você precisa de um falso candidato a marido.
Aponta pra mim.
- Eu preciso de dinheiro pra quitar a porra da faculdade e pegar meu diploma.
- Não sei...
A merda é que estou realmente cogitando a possibilidade de usar o garçom como falso namorado, para ver se meu pai para de me infernizar. Pelo menos até achar alguém que me sirva como marido.
- Então...
Bernardo esta com o olhar brilhando, esperando minha resposta.
- Vamos conversar mais sobre isso depois. Que horas você sai?
- As cinco da manhã.
- Ótimo! Estarei do lado de fora te esperando para conversar.
Seu sorriso consegue ser ainda maior.
- Agora vai e traga a cerveja da minha amiga e uma tequila pra mim.
- Certo!
Avança em mim e beija minha boca rapidamente. Vai embora me deixando rindo de seu atrevimento.
***************
Já não sei quantas doses tomei de tequila, só sei que estou leve, muito leve. Estou no meio da pista de dança, movendo meu corpo sem me importar se estou no ritmo. Alguns homens dançam no meio da gente, quase nus. Lívia esta na parte onde os homens tiram a roupa por dinheiro. Fecho meus olhos e danço como se o mundo fosse acabar assim, nesse ritmo que eu não faço ideia do que seja. Mãos grossas surgem em minha cintura, me puxando para um corpo excitado atrás de mim. Abro meus olhos e sem nem olhar para ver se o cara vale a pena, empurro suas mãos de mim e tento me afastar de sua ereção em minha bunda. Mas parece que o homem não entendeu meu recado e novamente me agarra pela cintura, me fazendo voltar pra ele.
- Me solta!
Peço tentando empurrá-lo de novo, mas não consigo me soltar.
- Vem aqui, delícia!
- Que nojo.
- Solta ela!
Levo um susto com o puxão que Bernardo me dá, me fazendo sair violentamente dos braços do homem. De onde ele saiu? Me solta e avança no cara, brigando feio, com socos e empurrões. Me afasto assustada e vejo-o dar um soco no homem que o faz cair de bunda.
- Saulo!
Ele grita e um dos seguranças aparecem, pegando o homem pelo braço e o arrastando. Uau! Fiquei excitada com isso. Bebida e machos se pegando por mim é afrodisíaco.
- Você esta bem?
Bernardo pergunta e já estou indo até ele. Sem nem pensar o puxo pra minha boca e o beijo gostoso. Ele não rejeita meu beijo, mesmo estando em seu trabalho e gosto disso. Sua boca me responde na mesma fome e desejo. Esse garçom tem uma boca muito beijável. Me aproveito de sua entrega e enfio minha língua em sua boca, sem dó. Seus braços estão em torno de mim, me puxando mais para ele. Me esfrego nele que sorri, com a boca ainda grudada na minha.
- Você esta com o gosto acentuado de tequila.
- Você com gosto de cerveja.
Retruco e passo a língua em meus lábios.
- Você esta bêbada! Vou te levar pra casa.
- Pra sua casa?
Ele ri e me segura pela cintura.
- Imagino que não me queira em sua luxuosa mansão.
Aproximo minha boca de sua orelha.
- Te quero em minha cama.
- Você esta muito bêbada.
Me arrasta em direção a porta de saída.
- Você esta trabalhando.
- Não estou mais, pedi para sair mais cedo. Minha futura falsa mulher, precisava de mim.
Continua me arrastando enquanto rio sem controle. Estou realmente alterada.
****************
Estamos fora do clube e um vento gelado bate em meu corpo.
- Vamos pegar um táxi.
- Não...
Digo me soltando dele.
- Vamos com meu carro.
Ergo minha mão e em segundos o manobrista aparece com ele.
- Obrigada!
- Você esta bêbada demais para dirigir.
- Estou ótima!
Entro no carro e espero. Abaixo o vidro do lado do passageiro e olho pra ele.
- Entra!
- Se esta bem para dirigir, esta bem para ficar sozinha.
- Não quero ficar sozinha e acho que você não quer me deixar sozinha.
Bernardo olha em volta e depois volta a me olhar.
-Última chance. Entra!
Ele ri e vem para a porta do carro, abre e entra.
- Bom menino!
Assim que fecha a porta, arranco com o carro.
- Caralho!
Puxa o cinto rapidamente.
- Para onde vamos?
- Vamos para um hotel, pra conversar.
Sei que esta me olhando com um sorriso safado e gosto disso. Mantenho minha atenção na pista, sabendo muito bem que estou no limite das minhas condições para dirigir. É um perigo dirigir assim, mas gosto da adrenalina.
- O que vamos conversar?
- Logo vai saber.
- Podia adiantar o assunto.
- Você é bem acelerado. Espero não ser assim na cama, também.
- Não sou.
- Será?
- Posso te mostrar que não sou.
Sua resposta me faz ter uma ideia para acalmar o tesão que estou agora. Puxo o carro para o acostamento.
- O que esta fazendo?
Desligo o carro e me inclino abrindo o porta luva. Tiro uma camisinha e jogo para ele, fechando o porta luva em seguida.
- Vamos conversar do meu jeito.
Me viro pra ele e o beijo. Bernardo solta seu cinto e me afasto dele, para que se solte.
- Boca na boca, olho no olho e seu pau dentro de mim.
Bernardo me olha parecendo não acreditar que vamos transar no meio da estrada.
- Isso é sério?!
- Você é meio lerdinho, né?!
Minhas mãos avançam em sua calça. Entendendo finalmente o que vamos fazer, suas mãos me ajudam com o cinto, zíper e botão. O deixo terminar o serviço e já me movo para cima dele. Bernardo esquece a calça e vem com as mãos para o meu vestido, puxando-o pra cima.
- Se preocupa com o teu pau, que cuido do resto.
Ele ri e assim que seu membro esta livre, abre a camisinha.
- Caralho!
Solto sem querer ao ver o tamanho do membro dele.
- O que foi?
Pergunta parando a camisinha na cabeça da coisona.
- Nada!
Mordo o lábio para não rir. Acho que nunca entrou algo tão lindo e grande assim em mim.
- Paro?
- Claro que não.
Tiro suas mãos de seu membro e desenrolo lindamente a camisinha em toda a sua extensão. Ele ficaria tão lindo na minha boca, mas agora não tenho tempo. Talvez eu possa usa-lo mais depois. Isso seria muito interessante.
- Você esta sem calcinha?
Diz ao passar a mão em minha bunda, por baixo do vestido.
- Odeio calcinha.
Ergo o quadril e vou para cima de sua ereção. Suas mãos enormes apertam minha bunda, bem gostoso. Vou descendo aos poucos para não me machucar. Ele é grande demais pra sentar de uma vez, sem estar tão lubrificada. Oh meu Deus! Que pau é esse? Solto um gemido alto quando esta todo dentro de mim.
- Tudo bem?
- Sim! É que ele é um pouco...
- Grande?
- Deliciosamente grande.
Nós dois rimos.
- Se estiver desconfortável, podemos parar.
- Nem pensar! Quero que me foda agora. Soca ele dentro de mim e me faz gozar.
- Gosto da sua forma de conversar.
- Ótimo! Então fala com seu pau que ouvirei com prazer.
Seguro o encosto do banco e começo a me mover sobre seu membro. Isso é muito bom! Impossível controlar os gemidos com tanto prazer assim. Bernardo avança em minha boca e começa a investir. Solta alguns gemidos que me deixam ainda mais excitada.
- Queria arrancar esse vestido.
Sua voz é rouca de tesão.
- Depois, agora só me faça gozar.
Seu braço segura minha cintura, me forçando a parar de mexer. Ele investe em mim com força e sem dó. Seus lábios estão em meu pescoço, beijando, chupando e perco completamente o controle do meu corpo. Ele é bom nisso! Muito bom, eu diria! Meus dedos doem de tanto que aperto o banco e sua mão direita agarra meu cabelo o puxando com força.
- Mais... Mete mais rápido.
Peço ao sentir meu orgasmo perto. Bernardo sobe a boca para a minha e enfia sua língua me beijando violentamente, socando seu membro em mim ainda mais rápido.
- Assim...
Grito ao sentir a explosão maravilhosa do meu orgasmo. Os tremores percorrendo meu corpo é um belo sinal de um orgasmo perfeito. Desabo sobre ele, completamente exausta. Bebida e uma foda louca é a formula perfeita para esquecer a merda da minha vida. Estou com o rosto enfiado em seu pescoço, sem sentir minhas pernas.
- Fernanda!
Sussurra e o sinto pulsar dentro de mim.
- Ainda não gozei.
- Sinto muito por você.
Volto a me sentar direito em seu colo e o olho.
- Mas eu tive um belo orgasmo.
- Vai me deixar assim?
- Sim...
- Isso é uma puta sacanagem.
- Nesse momento, não possuo condições para fazer nada.
Bernardo estreita os olhos para mim.
- Talvez... Quando chegarmos no hotel, posso te satisfazer.
- Não devia ter tido essa conversa comigo, se pretendia me deixar falando sozinho.
Aponta com a cabeça para seu membro duro, dentro de mim.
- Não é minha culpa se você já veio com uma conversa direta e satisfatória.
- Eu quero gozar!
- Se quiser se masturbar, fique a vontade!
- Te fiz gozar, sua obrigação é me devolver esse orgasmo.
- Devolverei, depois.
Ergo minha bunda e o tiro de dentro de mim.
- Não tenho forças para dirigir, pode assumir o carro.
- Você é sempre mandona assim?
- Sempre...
Esta tentando não rir.
- Você vai ter que ser bem gostosa na cama, para compensar isso.
- Vamos para o hotel e te mostro meus poderes fodedores.
Ri agora de verdade e arranca a camisinha.
- Odeio essas merdas.
- Eu também, mas são necessárias. Não quero filhos! Não me vejo sendo responsável por alguém. Não sou responsável por mim, que dirá de uma criança.
Enfia a camisinha no bolso da calça e a fecha, enquanto observo seu rosto. Ele é realmente lindo.
- Que hotel quer ir?
- Qualquer um, apenas me leve.
- Me dê espaço.
Pede meio bravo e começo a rir.
- Qual a graça?
- Agora você sabe como uma mulher se sente quando o cara goza e ela não.
- Nunca deixei uma mulher sem gozar.
Nos enroscamos, mas ele consegue passar para o banco do motorista.
- Então não devia estar tão puto! Afinal sou mais uma mulher que gozou com você.
Bernardo resmunga alguma coisa que não entendo e puxa o cinto.
- Coloca seu cinto.
- Sim, Senhor dos orgasmos!
- Não seja sarcástica, Senhorita rapidinha.
- Só fui rápida porque estava extremamente excitada em foder um estranho no meio da estrada e estou bêbada.
- Vou fingir que é isso.
Liga o carro e assim que ele se move, volta para a estrada.
- Normalmente demoro pra gozar. Sou uma mulher exigente.
- Então meu pau passou em sua avaliação rapidamente.
- Ainda não! Apenas aprovei largura e comprimento. Vamos ver o desempenho comigo sóbria.
Me olha com um sorriso safado e evito olha-lo.
- Então você esta pensando no nosso acordo?
Continuo sem olha-lo.
- Posso ser um ótimo marido falso.
- Não quero um marido falso. Quero alguém que realmente me faça pensar em um "felizes para sempre".
- O que quer de mim, então?
Respiro fundo.
- Meu pai me impôs regras e para eu alcançar o que tanto sonho, preciso estar casada e vivendo uma vida chata.
- Nem todo casamento é chato.
- Para mim, todos são chatos.
Dou de ombros e continuo.
- Se aparecer com alguém agora dizendo que vou me casar, ele vai desconfiar. Mas se aparecer com alguém e aparentar estar apaixonada, vai me deixar em paz e esperar me casar com essa pessoa.
- Então vai me testar e ver se posso ser o cara certo?
Começo a rir alto e ele me olha bravo.
- Desculpa! Não estou rindo sobre o fato de, possivelmente, ser o cara certo. Estou rindo, porque meu pai nunca aprovaria você como genro. Ele tem pensamentos retrógrados e nunca aceitaria sua herdeira se casar com alguém como você. Um garçom!
- Isso meio que doeu.
- Desculpa!
Peço o olhando, mostrando que realmente sinto por dizer isso a ele.
- Não te julgo pela sua profissão e muito menos pelas suas condições financeiras, mas meu pai sim.
- Entendo!
- Ele quer que eu me case, porque acha que isso me colocaria na linha. Como se fosse uma coleira.
- Você da muito trabalho a ele?
- Você não lê revistas, né?
- Não...
Olho para a paisagem que passa em minha janela.
- Gosto de viver a vida, me divertir e levar tudo ao extremo. Sensações, desejos, poder, sedução...
Volta a olhar para ele.
- Gosto de intensidade.
- Percebi.
Sorri safado.
- Então o que quer de mim?
Viro no banco, ficando de frente pra ele.
- Quero que finja ser meu namorado e que me ama. Pelo menos até eu achar alguém que me faça querer largar toda essa intensidade e me casar.
- Você não precisa largar essa intensidade depois que se casar. Seu marido aprovaria isso.
- Nem todos. Tenho certeza que o tipo de homem que meu pai quer, não deseja.
Bernardo suspira.
- Como seria?
- Todos os eventos da minha família, estaria comigo. Viagens, jantares, eventos sociais.
- Quando não tiver nada?
- Você esta livre para fazer o que quiser, enquanto eu procuro o cara certo.
- Posso pegar garotas?
- Desde que não seja visto, sim. Evite que eu saia como corna nessa história.
- Tudo bem!
- Aceita?
- Sim... Desde que o valor cubra minhas dívidas na faculdade e quite ela, também.
- Por mim, esta feito.
Leva o carro para o acostamento. Puxa o freio de mão e deixando o carro ligado, se vira pra mim.
- Tem certeza que quer fazer isso?
- Preciso tirar meu pai do meu pé, até achar alguém.
- Preciso do dinheiro.
Ele ergue a mão.
- Temos um acordo?
Quando levo a minha mão para apertar a dele, ele desvia.
- Espera...
- O que foi?
- Isso tudo que faremos, será com sexo ou sem sexo?
- Como assim?
- Acabamos de transar e você gozou. Ainda estou com gozo entalado, preciso saber se posso aliviar em você ou no acordo estará proibido sexo.
- Não vejo problema em transarmos quando der vontade.
Minha mente logo lembra do pau lindo e enorme dele. Não posso perder uma foda com essa maravilha.
- Mas vamos apenas evitar transar, quando já tivermos feito com outras pessoas. Pode ser que eu encontre alguém e você também. Se tiver rolado, nada de me procurar e eu não te procurarei.
- Combinado!
Agora ele pega a minha mão.
- Serei seu namorado apaixonado de mentira e fodedor quando der vontade.
- Serei a pessoa que quitará suas dívidas e seu buraco para enfiar o pau, quando der vontade.
- Estou com vontade agora.
- Vamos para o hotel.