TAMARA
Meu nome é Tamara Evans, soldado dá mafia canadense, sou boa no que faço e gosto, meus pais morreram quando eu era muito nova, um acidente automobilístico me tirou as pessoas que mais me amavam, trabalho para Dom Emily, ela é as meninas são minha família.
Fui designada para segurança do braço direito do capo, Liam Willians, ele sofreu um atentado que era dirigido ao capo, e agora está em uma cadeira de rodas, foi tudo que me passaram, não preciso saber mais que isso.
Assim que chegou, sou recebida por alguns soldados que fazem a guarda dá propriedade, a mulher que vem me atender a porta, parece gentil, seus olhos ternos e maternais.
Carmem:- Bom dia, você deve ser Tamara, eu sou a Carmem-Ela tenta pegar minha bolsa, nego com gentileza
Tamara:- Obrigada, não está pesada-Esta, sim , por isso é melhor que eu leve, ela me leva por um corredor, próximo a cozinha, de onde o aroma é divino.
Carmem:- Estou feliz que esteja aqui, talvez possa colocar juízo na cabeça dele-Franzo a testa-Liam anda instável, não quer fazer o tratamento-Minha função aqui não é me envolver, mas não teno coragem de dizer isso a ela, a mulher parece estar prestes a chorar
Tamara:-Tudo vai ficar bem, fique tranquila- Ela sorriu
Carmem:-Termine aí e venha comer algo, vou servir o almoço ao Liam
Tamara:-Preciso me apresentar a ele-Ela balançou a cabeça com entusiasmo
Carmem:- Sim criança, venha quando terminar que te levo até ele, a biblioteca se tornou um quarto improvisado, para que ele não tenha que subir as escadas, agora ele esta no jardim pintando-Ergui uma sobrancelha-Ele pintava quando era mais novo, se tornou um robe-Sorri para ela e agradeci
Quando Carmem saiu dei uma olhada no meu quarto, não era ruim, a janela dava para o jardim e entrava muita luz, arrumei minhas coisas rapidamente, não havia levado muito, minhas armas, deixei na mala, e tranquei no guarda-roupa, levando comigo apenas uma na cintura.
Assim que cheguei a sala vi as portas duplas abertas, dei uma espiada como boa curiosa que sou, lá estava ele, pintando as flores do jardim, parecia exatamente como Emily descreveu, gentil e doce, mas essa imagem não durou muito tempo, em um acesso de furia, ele rasgou a tela e jogou as tintas para todos os lados, fiquei observando boquiaberta com a súbita mudança, Carmem correu na direção dele, limpando e oferecendo palavras de conforto, não era algo de empregada e sim de alguém intimo, uma mãe, ela tinha carinho por ele.
No meio da confusão seus olhos me alcançaram, fiquei um pouco sem graça, estava ali bisbilhotando, Liam estreitou seus olhos verdes com algo que não consegui decifrar, mas parecia perigoso, suspirei e me aproximei lentamente.
Liam:- Quem é você?
Tamara:- Fui enviada pela Emily, sou Tamara e vou fazer sua segurança-Ele riu com um certo desdem, o que me irritou bastante-Algum problema com isso?-Ele levantou a mão como se estivesse me mandando calar, a raiva estava se acumulando no meu peito
Liam:- Se a Emily te mandou, ela deve saber o que esta fazendo, só não se meta no que não é dá sua conta
LIAM
Minha frustração é constante, mas meus ataques de fúria me pegam em alguns momentos sem que eu consiga evitar, estar em uma cadeira de rodas, me faz inútil para o meio que vivo, todos estão sempre me dizendo que tudo vai ficar bem, mas o que eles sabem, quem está nessa maldit@ cadeira sou eu.
Carmem me preocupa, ela está sempre ao meu lado, quando a vejo triste por me ver assim meu peito pesa, mas não estou conseguindo evitar, como em muitos dias, lá estava ela com seu olhar bondoso e suas palavras carinhosas, ela sempre cuidou de mim, e eu a amo como uma segunda mãe, quando viro meu rosto, vejo uma mulher linda, morena, olhos castanhos esverdeados, cabelos presos em um coque, ela me olha como se eu fosse realmente um mimado, nesse momento é como me sinto.
Sem que eu diga nada ela se aproxima, seu nome é Tamara, enviada por Emily, acho quer já a vi antes, mas nunca tão de perto, tento não parecer tão afetado com sua presença e dou uma resposta que a irrita, vejo seus olhos se arregalarem e ela me responde, petulante.
Tamara e Liam ficam nesse embate por alguns segundos, ela suspira, ajuda Carmem a pegar as coisas enquanto ele a observa, depois ela retorna para perto das portas duplas, mantendo a postura, uma nova trela e tintas são colocadas no lugar por um dos soldados, Liam volta a pincelar.
Liam:- Você vai ficar aí parada o dia todo?-Tamara suspira irritada
Tamara:-Se for preciso, sim, vou onde você for-Ele lança um olhar para ela e ri
Liam:- Todos os lugares mesmo?-Tamara revira os olhos
Tamara:- Se quer saber se vou te dar banho ou coisa do tipo, desista, estou aqui pela Sua segurança e nada mais-Liam dá uma sonora e alta gargalhada.
Carmem sai dá cozinha e ouve a risada de Liam, ela olha pela porta, há muito tempo não escuta ele gargalhar assim, desde o acidente ele não teve momentos felizes, ela se aproxima de Tamara e dá um tapinha leve em sua mão.
Carmem:-Obrigada por isso, menina, estava sentindo falta desse som-Tamara franziu a testa
Tamara:- Não fiz nada, e sinceramente? Acho que seu chefe é maluco-Sussurrou para Carmem que riu.
Liam:- Vocês duas vão ficar aí sussurrando?-Ele estava de costas para elas, mas podia ouvir os sons sem distinguir ao certo o que falavam.
Carmem:-Você quer comer agora menino?-Ela se aproximou colocando a mão sobre a dele
Liam:- Quero, sim, hoje estou com apetite-Carmem voltou rindo e quando passou por Tamara parou
Carmem:-Você foi a melhor coisa que aconteceu nessa casa em muito tempo-Antes que Tamara pudesse dizer algo ela sumiu no corredor que levava a cozinha-Liam conteve o sorriso, estava sendo um dia interessante.
Tamara acompanhou enquanto Carmem empurrava a cadeira dele, mesmo ele dizendo que não era necessário, parrou na entrada da sala de jantar e ficou observando Carmem o servir.
Liam:- Sente-se-Tamara olhou para os lados como se estivesse procurando com quem ele falava-Ainda é engraçadinha, perfeito
Tamara:- Não vou me sentar, como depois-Liam se irritou
Liam:- Você faz o que mando, entendeu-Tamara riu
Tamara:-Eu nem mesmo trabalho para você, como faço o que manda?
Liam:- Vou falar com a Emily sobre a sua conduta
Tamara:-Fique a vontade
Liam:- Já que não quer sentar, saia daqui
Tamara:- Isso posso fazer com prazer.
Os dias foram passando, Liam ainda estava resistente ao tratamento, tinha dias bons e ruins, ainda com acessos de fúria, onde Tamara tentava não se envolver, mas um dia em um destes episódios, ele machucou Carmem, não foi algo pensado, ela entrou quando ele arremessou um objeto que acertou sua testa.
Tamara vendo o sangue perdeu a paciência, ficou furiosa, retirou Carmem dali e voltou.
Tamara:- O que esta acontecendo com você? Ela cuida de você coo se fosse um filho e a trata assim? Ninguém tem culpa pelo seu acidente.
Liama:- Eu nunca quis machucar a Carmem, foi um acidente e você não pode falar assim comigo, não seja petulante
Tamara :- Petulante? Quem é você para dizer isso? Um homenzinho fraco, âmago e impotente, que joga suas frustrações nas outras pessoas, porque não vai se tratar.
Tamara sai deixando Liam boquiaberto, ela encontra Carmem fazendo um curativo, a mulher ainda tenta defende-lo, e quando Tamara o chama de Idiot@, escuta o barulho da cadeira atrás dela.
Liam:- Carmem venha comigo-Liam se sente profundamente culpado
Carmem:- Fique tranquilo, meu filho, sei que não fez por mal-Ele abaixa a cabeça
Liam:- Carmem me perdoe, vou tentar melhorar, sabe o quanto eu te amo e te respeito, nunca te machucaria-Liam segura a mão dela e a beija-Você é como minha mãe, nem sei como me desculpar, fui um idi@ta-Carmem acaricia a mão dele
Carmem:-Querido não fale assim, você sempre foi um menino doce e gentil, esta apenas passando por uma fase difícil, isso vai melhorar-Liam dá um sorriso fraco
Liam:- Você me perdoa?-Abre os braços e Carmem dá um grande abraço nele, os olhos dela ficam marejados-Pode chamar Tamara para mim? Devo um pedido de desculpas a ela-Carmem sorri.
Carmem:- Isso menino, ela é uma boa garota-Quando Carmem sai o sorriso de Liam muda.
Tamara entra no quarto dele um pouco exitante, a raiva ainda borbulhava em suas veias.
Tamara:- Mandou me chamar?
Liam:- Entre e feche a porta - Ela fez como ele disse
Tamara:- Se quer que eu vá embora, arrumo minhas coisas em alguns minutos.
Liam:- Por que eu ia querer que fosse embora? Você só disse o que todos estão pensando, mas não tem coragem de falar, -Ela baixou o olhar se sentindo um pouco culpada.
Tamara:- Me desculpe, sei que fui longe demais- Ela não concluiu a frase, Liam a puxou pelo braço a fazendo cair sentada em seu colo
Liam:- Acertou em tudo menos no fato de eu ser impotente - Liam a beijou, um beijo de tirar o folego, Tamara não resistiu, se viu rendida de uma forma que nunca aconteceu, não pensou, naquele momento apenas sentiu, quando a mão dele avançou para um carinho mais íntimo, Tamara saiu de seu transe, levantou arrumando as roupas
Liam:-Impotente não Tamara, isso posso te provar quando quiser, viu como você me deixa?- Ela viu a ereçã@ que se formou, em suas calças e ficou completamente perdida
Tamara:- Você é um homem nojento-Tamara saiu correndo direto para o seu quarto fechou a porta e se encostou nela, a respiração estava ofegante, não entendia
Tamara:- Que mrd@ acabou de acontecer?
Tamara ficou encostada na porta, sem entender o que tudo aquilo significava, a única coisa que sabia é que Liam não brincaria com seus sentimentos.
Liam estava parado, dedos ainda tocando os lábios, quando beijou Tamara era para afronta-lá, por causa da sua insinuação de que seria impotente, mas algo aconteceu ali, quando seus lábios se tocaram, algo se agitou dentro dele, desde o primeiro dia percebeu a beleza dela, era difícil negar algo tão evidente, sabia da sua força, e muitas vezes se divertia com sua língua afiada, mas agora era diferente, seu coração estava disparado, sua boca seca, e seu pensamento no exato momento em que tocou a boca dela.
Liam sorriu, desde o acidente não se sentia tão vivo, tudo isso devido à pequena selvagem que era sua guarda costas.
Aquela noite Tamara não conseguiu dormir, os pensamentos e o calor não davam trégua, colocou um robe e foi a cozinha buscar água gelada, olhou em volta a casa estava silenciosa, resolveu ir ao jardim, a brisa era fresca, sentou no banco de pedra e ficou ali tomando sua água sem perceber que estava sendo observada.
Liam também estava sem sono, foi para sua cadeira, graças aos anos de treino conseguia se virar bem, seus braços eram fortes o suficiente para sustentar seu corpo, foi ao banheiro e lavou o rosto, seus pensamentos estavam confusos, abriu a janela e fechou os olhos recebendo o ar fresco, quando voltou a abrir, lá estava ela, Tamara suas curvas cintilavam a luz dá lua, era a primeira vez que a via fora dos ternos que usava no dia a dia, suas pernas estavam parcialmente a mostra, seus cabelos soltos, ela se deitou no banco de pedra procurando por um pouco de alívio do calor escaldante, Liam não conseguia tirar os olhos dela, ficou ali até que ela voltou para dentro dá casa.
No dia seguinte Carmem foi ao quarto acorda-ló, ele já estava desperto, ela olhou bem a bagunça de tintas e os olhos vermelhos
Carmem:- Você pelo menos se deito?-A cama estava parcialmente mexida, ele não parecia ter passado a noite nela.
Liam:- Não minha Carmem, mas estou bem, precisava colocar algumas imagens na tela-Ela se aproximou, queria ver o que o havia deixado acordado a noite toda
Liam:- Pare bem aí, não está pronto-Ela estreitou os olhos, era a primeira vez que ele fazia tanto mistério com uma de suas telas, Carmem deu de ombros, não insistiu
Carmem:- Seu café esta na mesa-Apontou para mesa próxima a janela, antes que ela saísse, ele a chamou-
Liam:
Carmem, coloque Tamara em um dos quartos do segundo andar, é mais arejado-Carmem ergueu a sobrancelha, ele olhou para ela-Ela está no único quarto que não tem janela para o jardim, é mais quente, vamos desativar aquele quarto, a ventilação é ruim-Carmem saiu rindo, como ele sabia em que quarto Tamara estava? Ela foi até o quarto e Tamara já estava saindo.
Carmem:- Menina, junte suas coisas-Tamara estreitou os olhos
Tamara:-Ele quer que eu vá embora?
Carmem:- Não, ele quer mude de quarto, disse que vai desativar o que você está-Tamara revirou os olhos, em cinco minutos estava com tudo pronto, não trouxe muitas coisas, caminhou atrás de Carmem, quando começaram a subir as escadas ela franziu a testa
Tamara:- Carmem, por que estou sendo retirada dá ala dos empregados?
Carmem:- Ordens do patrão, vai precisar perguntar a ele- Tamara não gostou do arranjo, mas olhou para as escadas, talvez fosse bom, ele não poderia importuna-lá, riu maliciosamente.
Após tudo organizado as duas foram tomar café na cozinha, em seguida Tamara bateu na porta dele como fazia diariamente para avisar que estava à disposição, mesmo que ele nunca saísse de casa.
Liam:-Fique aí mesmo-Disse assim que ela entrou, Tamara congelou, ele ficou olhando para ela fixamente por um minuto-Obrigado, pode ir.
Liam passou o dia no quarto, Carmem entrou para pegar as bandejas praticamente intocadas.
Tamara:- Ele está de mau humor?-Perguntou quando viu a mulher voltar com a comida sem ser mexida
Carmem:- Não, ele me parece inspirado, passou a noite pintando-Tamara cruzou os braços e torceu a boca, assim era melhor, não queria interagir com ele depois do que aconteceu.
Liam cobriu a tela e trancou a porta, não queria ninguém bisbilhotando, foi para o banho, estava feliz com o resultado até agora, o médico chegou poucos minutos depois, era um exame de rotina, que ele aceitava apenas por ter sido ameaçado por Emily, a fisioterapia já era mais complicado, precisaria dá cooperação dele, o médico entrou e saiu com um semblante surpreso.
Doutor:- Carmem o que aconteceu com ele?-Ele franziu a testa.
Carmem:- Por que doutor? Ele foi grosseiro novamente?
Doutor:- Pelo contrário, foi cooperativo e até sorriu, é a primeira consulta que saio daqui sem medo-Carmem deu uma leve gargalhada
Carmem:-Percebi que o humor dele está bom hoje, acredito que encontrou uma musa inspiradora-Apontou com o queixo para Tamara que mordia uma maçã apoiada no balção
Tamara:- Carmem, esta louca?-Saiu dá cozinha revirando os olhos deixando Carmem e o médico em meio a gargalhadas
Medico:- Deus te ouça Carmem, quem sabe ela coloca um pouco de juízo na cabeça dele-Carmem balançou a cabeça positivamente.