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PRESENTE DO DESTINO - ESPECIAL DIA DOS PAIS

PRESENTE DO DESTINO - ESPECIAL DIA DOS PAIS

Autor:: AutoraAngelinna
Gênero: Aventura
ESPERE O INESPERADO. Isso é o que eles dizem, mas é mais fácil dizer do que fazer. Como esperar por uma mudança tão grande que balance o seu âmago? Como se preparar para um evento que vai mudar a sua vida para sempre? Uma respiração Um segundo Um minuto Uma hora Um dia de cada vez, assim você aprende a viver com a sua Realidade Inesperada.

Capítulo 1 1

SINOPSE

ESPERE O INESPERADO.

Isso é o que eles dizem, mas é mais fácil dizer do que fazer.

Como esperar por uma mudança tão grande que balance o seu âmago?

Como se preparar para um evento que vai mudar a sua vida para sempre?

Uma respiração Um segundo Um minuto Uma hora

Um dia de cada vez, assim você aprende a viver com a sua Realidade Inesperada.

PRÓLOGO:

Melissa

Este bar parece um lugar tão bom quanto qualquer outro para fazer uma pausa. Estive dirigindo, por horas, sem destino. Não tenho para onde ir, nenhum lugar para ficar, e ninguém que vai olhar por mim. Essa é a minha realidade.

Sempre tentei ser muito positiva sobre a vida que tive. Eu sempre tive três refeições quentes e um lugar seguro para colocar minha cabeça à noite. Sou uma das sortudas que desembarcaram dentro do sistema que não precisa dormir com um olho aberto. Jeff e Maggie eram ótimos pais adotivos, senão os melhores. Eles me cercaram com tudo que eu precisava, e eu fiz de tudo para atender as expectativas deles comigo. Fiz minhas tarefas, minha lição de casa, e nunca quebrei nenhuma regra.

Rebelde, eu sei.

Meu peito literalmente dói, só de pensar em Jeff e Maggie. Será que eu os agradeci o suficiente, demonstrando minha gratidão por terem me levado para a casa deles? Meus olhos começam a arder com lágrimas.

Eu perdi a única família que conheci na vida.

Eu estava muito feliz, uma semana após me formar na faculdade, mudei-me de volta para casa para ajudar Jeff e Maggie no seu escritório de advocacia. Escolhi a advocacia por causa deles.

Já se passou um mês desde que recebi o telefonema. Trinta dias se passaram desde que o meu mundo desabou.

─Invasão de domicílio.

─Duas mortes.

─Você precisa voltar para casa.

Esses são os detalhes que me lembro da ligação que recebi. Na noite em que perdi a família que me escolheu. A família de Jeff e de Maggie não eram tão receptivos a mim como eles eram. A família deles achava que era tolice deles terem decidido me adotar quando eram capazes de conceber seus próprios filhos. Eu era a escolhida. Eles diziam que não queriam compartilhar o amor deles. Estão perdoados, já se foram mesmo, e agora sou só eu. Estou mais uma vez, sozinha no mundo, sem família e sem amigos próximos. Tenho apenas conhecidos, passei todo o meu tempo livre na biblioteca. Eu não ia a festas ou jogos de futebol. Eu estudava. Eu queria fazer isso por eles e lhes mostrar o quanto era grata por tudo o que tinham me dado. Tudo o que fazia na minha vida era por eles.

Agora eles se foram.

Para onde eu vou a partir daqui?

Através da janela vi o letreiro de néon com anúncios de diversos tipos de cerveja. Eu não me importava com qual tipo eles vendiam; eu só preciso de algo para ajudar a tirar a dor. Do outro lado da rua tinha um motel. Ótimo. Agora posso beber até cair e esquecer tudo o que aconteceu.

Rapidamente, eu atravesso a rua e reservo um quarto. É realmente perfeito eu não ter que dirigir. Eu pego o meu cartão de débito e entrego para a jovem recepcionista. Eu tenho muito dinheiro. Jeff e Maggie deixaram-me tudo o que

tinham, algo que os seus parentes não aprovavam. Eu estava prestes a devolver tudo e dizer a eles para enfiarem tudo no cu deles. Aquele dinheiro não ia trazer de volta os únicos pais que conheci. Não ia trazer de volta a minha família. Isso até o advogado me entregar uma carta que os meus pais me enviaram, isso me fez mudar de ideia. A carta dizia que eu trouxe alegria para a vida deles, que eu era a sua maior realização. Eu memorizei essa carta.

─Aqui está, Melissa. Queremos que você saiba que alguém sempre vai cuidar de você. Viva a sua vida e siga os seus sonhos. Viva para você, doce menina. Ninguém mais.

Eles sempre me diziam isso.

─Escolha a carreira que você ama, Melissa. Não por nós, mas por você.

Eu vivia por eles, e por causa deles, minha vida se tornou um inferno. Como eu aprenderia a viver sem eles? Viver a vida por mim?

─Assine aqui.─ A recepcionista me entregou uma caneta.

Assinei meu nome no recibo, peguei minha chave, e saí. Eu não queria mais sentir essa dor. Só quero que essa dor desapareça. O letreiro de neon estava me chamando. Talvez eu possa beber até que isso desapareça.

Abrindo a porta, o cheiro de cigarro e álcool invadiu minhas narinas. O lugar

– Danny‟s, de acordo com o letreiro, abre a partir de quinta à noite. Caminhei em direção ao bar e encontrei um banco vago no final do balcão. Perfeito, ficarei sozinha. É bom ficar escondida, enquanto o barman continuava abastecendo as bebidas.

Meu traseiro mal tocou o assento quando uma mulher de quase cinquenta anos perguntou o que eu ia querer. Não sou muito de beber, mas Maggie costumava beber cranberry com vodca, então eu pedi o mesmo.

- É pra já─. Ela sorri fazendo suas linhas de expressão, em torno dos seus olhos, ficarem mais visíveis. ─ Aqui está, querida. Você quer começar uma rodada?

- ela pergunta, dando a volta no balcão.

─Aham, manda ver─. Eu bato com o copo que ela colocou na minha frente e tomo num gole só.

Ela me estuda.

─Você está dirigindo?

- Não. Eu reservei um quarto do outro lado da rua.

Ela assente, aceitando minha resposta, e volta a preparar outra bebida pra

mim.

Vou com calma dessa vez. Não tenho que ir a lugar nenhum mesmo.

Eu perdi a noção de quanto tempo fiquei aqui, perdida nos meus

pensamentos, esperando que o álcool anestesiasse a dor. Eu não sei quantos drinques eu tomei, porque também perdi a conta disso, mas finalmente minha mente estava começando a desligar.

─Posso pedir uma rodada para nós?─ Uma voz grave falou ao meu lado.

Olhando em volta, olhei pra ele. Alto, cabelo escuro, tatuado. Não era o tipo de cara que uma garota boa deveria se sentir atraída, mas estou. Ele está vestindo uma camiseta tão apertada que mostra os gominhos do seu abdômen definido. Puta que pariu! Ele é gostoso pra caralho. Virando meu drinque, tento dispersar esse pensamento.

Quando ele pega sua carteira no bolso traseiro, seu cotovelo esbarra no meu.

─Nada como encostar cotovelos com uma linda mulher.─ Ele pisca. Eu sorrio timidamente.

─Sorte minha.─ Eu falo encarando-o e volto a beber meu drinque. Não posso acreditar que esse cara está realmente me paquerando. Tenho certeza absoluta de que ele está apenas sendo amigável. Estou muito surpresa por ter correspondido a ele. Isso é o tipo de coisa que eu nunca fazia.

─O que uma coisinha tão lindinha como você está fazendo aqui completamente sozinha?─ Ele pergunta.

- Apenas de passagem.─ Eu respondo. Mais uma vez, eu o encaro. Estou com medo de começar a babar em cima dele. Estou totalmente fora do meu elemento aqui.

─Foi o que pensei. Eu teria me lembrado de você.─ Ele pisca de novo. ─ Viemos aqui muitas vezes nos últimos meses.

- Você acha?─ Puta merda! Eu luto contra o impulso de secar as palmas das minhas mãos suadas no meu jeans.

- Definitivamente.─ Ele estuda meu corpo calmamente com aqueles olhos castanhos que pareciam chocolate. ─Escuta, por que você não se junta comigo e meus amigos? Não tem sentido beber sozinha.

A Melissa sóbria recusaria uma proposta tão tentadora. A Melissa bêbada não quer ficar sozinha. Esse cara parece interessante; que mal poderia acontecer por me sentar com eles? Isso vai servir como distração e vai me ajudar a esquecer.

─Claro.─ Eu pego meu drinque e minha bolsa, desço da banqueta. Eu tropeço no estranho sexy, que me segura. ─Obrigada...─ eu sequer sei o nome do cara.

─Ridge.─ Ele pega o meu braço pra me segurar. ─Tá tudo bem...?

─Melissa.─ Eu me afasto dele. ─Estive sentada aqui já faz algum tempo, desculpe.─ Eu coro de vergonha. Não estou tão bêbada, então tem que ser ele; ele me deixa desnorteada. Eu não sei dizer por que nunca conversei com alguém como ele antes. Na faculdade, eu ficava na minha e os caras nem ligavam. Por que ir e batalhar pelo que você quer quando outras estão dispostas a dar isso de graça?

Eu já tive dois caras. O primeiro era do tipo apressadinho. Algo do tipo

─vamos acabar logo com isso.─ O segundo era um amigo da minha colega de quarto. Foi a primeira e única vez que fiquei bêbada e desleixada. Eu nem sequer me lembro disso direito. Patético, eu sei, mas essa é a minha vida. A ironia dessa noite não me passa despercebida, pois eu quero, sim, ficar bêbada de novo, talvez ainda mais. Eu quero esquecer a dor, a perda, o sentimento de estar sozinha. Para minha sorte, meu novo amigo Ridge parece estar disposto a me ajudar.

─Caras, essa aqui é a Melissa. Eu a encontrei bebendo sozinha, então pedi pra ela se juntar a nós.─ Ele disse uma vez que chegamos à mesa.

Os quatro caras, todos eram tão gostosos quanto meu novo amigo Ridge, me cumprimentaram. Senti meu rosto esquentar com tantos olhares em cima de mim. Ser o centro das atenções não era o meu forte. Todos eles me cumprimentaram de um jeito diferente e eu estupidamente apenas acenei de volta.

─Você pode se sentar do meu lado.─ Ridge disse no meu ouvido.

O calor da sua respiração na minha pele enviou ondas de arrepio pela minha coluna. Estranhamente, eu aceito o assento que ele puxou para mim, colocando minhas mãos juntas sobre a mesa.

─Certo, então estes são Seth, Tyler, Mark e Kent.─ Ridge aponta para cada um enquanto ele diz seus nomes.

─É um prazer conhecer vocês.─ Eu falo educadamente, mal olhando pra cada um deles, ainda envergonhada por ter a atenção deles.

─Então, mocinha, você mora pelas redondezas?─ O cara à minha direita pergunta, Kent... eu acho.

─Não, só estou de passagem. E quanto a vocês cinco? São daqui mesmo?─ Eu dou um gole no meu drinque que acabou de ser colocado na mesa à minha frente.

─Não.─ Ridge diz, passando seu braço por cima do encosto da minha cadeira. ─Estamos na cidade a trabalho.

Eu percebi que nas camisetas que eles estavam vestindo estava escrito Beckett Construções.

─Construções.─ Eu falo parecendo uma idiota. Esses homens são gostosos e intimidadores.

─Aham.─ Ridge toma um gole da sua cerveja, e esqueço tudo a minha volta quando assisto seu pomo-de-adão se movimentar enquanto ele engole. Como eu disse antes, ele é muito gostoso.

─Nós crescemos juntos.─ Um dos caras diz.

Não consigo me lembrar qual o nome dele quando Ridge me disse. Talvez seja Mark?

─Então, estão apenas relaxando depois de uma semana árdua de trabalho?─ Eu me pergunto como seria ter amizade como essas que se formam desde o ensino fundamental. Eu sinto uma pontada de inveja e tristeza no meu peito, então eu pego meu copo e volto a drená-lo, querendo me esquecer disso tudo.

Os cinco riem.

─Algo parecido com isso.─ Um deles com cabelos compridos responde.

E assim a noite segue. Os caras são divertidos, encantadores e charmosos. Algumas mulheres se juntam a nós, mas Ridge continua do meu lado, pedindo mais drinques pra mim. Eu sequer paguei por uma ou duas rodadas, relaxo com seus toques. Coisas simples como acariciar meu ombro, sua mão no meu braço e é claro, sussurrar no meu ouvido. Eu parei de tentar esconder os arrepios que isso me causa há uns três drinques atrás.

Eu estou atraída por ele, e ele sabe disso.

Um por um, os caras saíram aos pares, restando apenas Ridge e eu.

- Onde vai passar a noite?─ Ele pousa sua mão na minha coxa.

─Eu... eu... hã, tenho um quarto vago do outro lado da rua.

─Hmmmm, é onde estamos hospedados também.─ Inclinando-se mais perto de mim, sua respiração se mistura com a minha quando o barman anuncia que está fechando. ─Vou te levar pra casa.

Ridge fica de pé e oferece sua mão e eu aceito sem hesitar. Há algo nos seus olhos, o modo como ele ficou do meu lado a noite toda. Eu confio nele. Eu não sei como isso começou, mas eu o queria comigo, no meu quarto. Eu não estava pronta para deixá-lo ir, não depois de me deixar nesse estado.

Ridge mantém seu braço na minha cintura enquanto saímos do bar. Eu pago pela minha rodada, depois dele protestar muito.

O ar frio da noite fez bem pra pele quente do meu peito. Ele me puxa contra seu peito e novamente, vou de bom grado.

─Qual é o seu quarto?─ Ele pergunta.

─119.─ Eu falo tão suavemente que fico surpresa por ele ter escutado. Seu toque faz com que meu corpo o deseje muito. Chegamos à minha porta e eu pego o cartão-chave no meu bolso. ─Quer entrar?─ Eu olho para os meus pés, de costas pra ele. Seguro na maçaneta da porta, preparando-me pra sua rejeição.

Aproximando-se mais de mim, ele alinha seu corpo no meu. Uma das suas mãos repousa no meu quadril enquanto a outra tira o cabelo de cima do meu ombro. ─Eu não sei se isso é uma boa ideia.─ Ele beija minha nuca.

─Ah.─ Eu digo, desapontada.

─Não sei se serei capaz de manter minhas mãos longe de você.─ Ele continua, pressionando sua ereção na minha bunda.

Ah, minha nossa! O tesão toma conta de mim. Eu vou mesmo fazer isso! Eu saí da minha zona de conforto horas atrás, e isso é assustador, mas meus instintos me dizem que Ridge é um cara legal. Que, pra uma foda casual, não teria escolhido outro melhor. Bem, exceto talvez pelos seus quatro amigos. Todos eles pareciam ser caras muito legais.

─E se... e se eu quiser que você ponha suas mãos em mim? Seus lábios percorrem meu pescoço.

─Abra a porta Melissa.

Atrapalhando-me com a chave, faço o que ele diz. De repente, o torpor do álcool passou e dá lugar a pura luxúria. Eu quero isso. Eu quero uma noite com ele. Uma noite para me sentir desejada por esse Adônis.

Uma vez dentro do quarto. Ridge tira sua camiseta e joga em cima da cadeira. Eu toco no... Seu abdômen extremamente definido e nas tatuagens que quero traçar com a minha língua.

─Continue me olhando assim pra mim e isso vai terminar antes mesmo de começar.─ Ele me avisa.

Eu desvio meu olhar para o chão, envergonhada por ter sido pega no flagra babando nele.

─Ei.─ Ele se aproxima de mim, levantando meu queixo com seu dedo indicador para encará-lo. ─ Você não fez nada de errado; eu apenas quis dizer que aquele olhar que você me deu me deixou prestes a gozar nas calças.─ Ele estuda minhas expressões depois que ele disse essas palavras. ─Você já fez isso antes, Melissa?

Merda. Não era esse tipo de conversa casual que eu tinha em mente.

─Duas vezes.─ Eu deixo escapar. Ridge fecha os olhos e respira fundo.

─Você quer isso?

─Mais do que eu jamais poderia explicar.

Suas mãos pousam no meu quadril e me puxam pra mais perto dele.

─Vou cuidar de você.─ Seu quadril suavemente encosta no meu.

E assim ele cuidou. Ele me mostrou a paixão que nunca senti. Não demorou muito pra ele fazer meu corpo rezar as orações dele, e gritar seu nome o mais alto que consigo.

Mais tarde, ele não me disse se devo esperar por ele ou não. Em vez disso, ele se enrola do meu lado e adormece. Eu fico deitada ali por horas até que a realidade do que acabamos de fazer me acerta. Eu tive uma noite de sexo casual sem arrependimentos. Eu quis. Eu o quis. No entanto, eu não gosto de fazer a caminhada da vergonha. A estranha manhã seguinte que já li várias vezes. Não quero isso. Não quero dar a ele a chance de arruinar esse momento legal. Não vou dar a ele a chance de me rejeitar.

Silenciosamente, eu deslizo da cama, junto minhas coisas e abro a porta silenciosamente. Não tirei sequer minhas malas do carro. Só aluguei o quarto e fui direto pro bar.

Ridge me deu uma noite para recordar e uma noite para esquecer. Serei eternamente grata a ele.

AVISO IMPORTANTE:

EM BREVE EU ESTAREI POSTANDO AQUI ESSE ROMANCE, QUE UM ESPECIAL DOS PAIS, EM BREVE NO MÊS DE AGOSTO ESTAREMOS COMEMORANDO O DIA DOS PAIS, EM HOMENAGEM Á ELES, EU ESTAREI TRAZENDO UM ROMANCE AONDE O TEMA CENTRAL É A PATERNIDADE.

DIGO QUE ESTAREI POSTANDO EM BREVE, POIS ESTOU COM DOIS ROMANCES AQUI QUE EU ESTOU POSTANDO OS CAPÍTULOS, ASSIM QUE EU TERMINA UM DELES, EU JA INÍCIO ESSE.

ENTÃO PACIÊNCIA E CALMA, QUE EM BREVE EU TRAGO MAIS PRA VOCÊS!

BJOCAS DA TIA ANGELINNA OU DA KEITLIN DE:)

Capítulo 2 2

Ridge

─Mais uma rodada?─ A garçonete pergunta.

─Mantenha-as vindo, querida.─ Kent pisca

Eu vejo como o rosto dela fica vermelho, e ela caminha para longe. Os caras e eu estamos tendo uma merecida bebida após a longa semana de trabalho. Nós frequentamos o Bottonm‟s up1 já faz alguns anos. É um lugar pequeno, com uma jukebox2, cheia de clássicos. O ambiente é descontraído e as garçonetes são sempre uma boa distração. Não que eu me aproveite disso; tenho passado por um pequeno período de seca nos últimos meses.

Meus olhos estão colados à pista de dança improvisada quando Seth fala. ─Já escolheu sua diversão pós-festa?─ Ele sorri para mim.

─Ainda não decidi. Você?─

─Como se você precisasse perguntar,─ Mark diz.

─O que quero saber é por que você ainda não decidiu─ acrescenta Tyler. Dou de ombros. ─Só não estou com vontade─ Eu falo honestamente.

─Quem é você e o que fez com Ridge?─ Observa Kent.

1 Nome do bar.

2

─Preocupe-se com seu pau que eu me preocupo com o meu.─ Dou-lhe um olhar que diz para se afastar.

─Pequeno Ridge deve estar se sentindo negligenciado. Faz o que, quatro, cinco meses?─ Seth pergunta.

Porra! Essa é a consequência de ter amigos que te conhecem por toda a vida; eles não escodem nada e podem te ler como um livro.

─Algo assim,─ eu falo, pegando a cerveja que a bela garçonete colocou na minha frente. Eu a pego e bebo metade dela.

─Não desde, qual é o nome dela. ─ Tyler coloca o dedo em seu queixo.

─Merda. É isso mesmo, o trabalho que fizemos fora da cidade. Aquela coisinha linda. Qual era o nome dela? ─ Mark diz.

─Melissa─, eu resmungo.

─Sim!─, os quatro dizem em uníssono.

─Foi bom?─ Kent pergunta.

Sim. Havia algo nela, como se estivesse desesperada por uma conexão. Ela não era definitivamente como meus encontros usuais, mas sair sorrateiramente no meio da noite? Bem, isso faz alguma coisa para um homem. Estou acostumado a um esquema de cinco fases: aquele em que ela implora para ficarmos juntos de novo e choraminga no meu telefone. Aquele em que ela frequenta o Bottom‟s Up só para ter uma chance de ir pra casa comigo. E aquela em que ela gruda em mim e finge dormir só para poder passar a noite. É com isso que estou acostumado. Acordar sozinho num quarto de hotel? Isso não acontece. Pelo menos não comigo.

Nenhuma nota, nem sequer um vestígio de roupas para provar que ela esteve lá. É como se ela fosse uma invenção da minha imaginação.

─Tudo bem, amigo─. Seth coloca sua mão no meu ombro. ─Todos passamos por um período de seca.─ Ele está tentando muito não rir.

─Estamos contigo,─ Mark diz.

─Nós vamos garantir que você tenha uma companheira para a noite. E vamos embebedá-la para que ela queira estar com você,─ diz Tyler.

─Com certeza, nós podemos convencê-la,─ acrescenta Kent.

─Foda-se─.

─Acho que atingimos um nervo,─ Seth provoca.

─Não preciso de ajuda para encontrar uma mulher,─ eu resmungo.

─Sério?─ Pergunta Kent.

─Senhores, acho que temos um desafio em nossas mãos.─ Tyler esfrega suas mãos juntas animado.

─Sim. Escolhemos a garota─. Mark sorri.

Eu pego minha cerveja e levo aos meus lábios, apenas os deixando falar. Nunca tive problemas com mulheres. É o cabelo escuro e as tatuagens. Todas elas têm uma fantasia de estar com o bad boy, o bad boy que irá fazê-las se sentirem perigosas e vivas. O cara que suas mães lhes avisam para evitar. Então, há mulheres que simplesmente veem o que elas gostam e querem experimentar. Elas acham que sou eu, mas as aparências enganam. Sim, eu tenho o olhar misterioso - cabelo preto, olhos castanhos escuros e tatuagens. Não significa que sou um cara mau. Claro, eu estive com a minha cota de mulheres, mas sou um cara jovem, solteiro. Ninguém saiu prejudicado nisso.

─Alguma exigência?─ Seth pergunta.

Eu olho em volta da mesa para os quatro. ─Não─ estalo, levando minha cerveja aos meus lábios.

─Hora de definir as regras, ─ diz Mark.

─Não é necessário. Escolha a garota e eu vou fechar o negócio,─ digo-lhes com confiança.

─Ora, ora, não está sendo muito arrogante?─ Acusa Tyler.

─Amigos, eu estou falando que devemos adoçar o pote. Sr. Pau acha que ele pode fechar o negócio, então temos que aumentar as apostas.─ Kent se senta na sua cadeira, apoiando os cotovelos na mesa.

Eu não falo nada, apenas fico aqui sentado e os observo. Praticamente consigo ver as engrenagens nas suas cabeças trabalhando, decidindo meu destino. Sempre fomos assim, nunca demos as costas pra um desafio.

- Já sei!─ Mark exclama. ─Três meses. Escolhemos a garota e você a mantém por perto por três meses.─ Ele senta em sua cadeira, rindo descontroladamente.

Foda! Três meses. Isso é quase um relacionamento, o que é igual a sentimentos e uma confusão de drama quando acabar. Às vezes, até mesmo os encontros de uma noite são difíceis de se livrar, mesmo que elas saibam disso. Três malditos meses. O que? Só para poder me gabar?

─Estou gostando disso─, concorda Seth.

Um coro de ─Eu também─ e ─Porra─ atinge meus ouvidos.

─O que está em jogo?─ Pergunto. ─Três meses é quase um relacionamento.

Vou precisar de mais do que só me gabar─.

- Vale cem dólares de cada,─ Kent sugere. ─E só você pode ficar com ela, ninguém mais.─

Sério?

─Eu não preciso do dinheiro─, digo, sinalizando para a garçonete nos trazer mais uma rodada.

─Não, mas se você ganhar, nós teríamos que pagar. A menos que naturalmente você já estiver recuando?─ Seth alfineta.

Quatrocentos dólares e o direito de me gabar. Vale a pena? Quatro pares de olhos cheios de malicia me observam. Esperando que eu desista.

Que homem iria concordar em manter uma mulher qualquer, escolhida por seus amigos em um bar enfumaçado por três meses? Seria loucura, certo?

─Medinho?─ Mark caçoa.

─Faça sua escolha, rapazes.─ Eu rio. Foda-se! São três meses, e eles não disseram quanto tempo eu tinha que passar com ela, só que ela tinha que estar comigo por três meses. Passei três meses sem sexo, então isso não será um problema.

Mark e Kent imediatamente começam a pesquisar na multidão pela sua sugestão. Seth parece confuso, como se ele pensasse que eu não havia concordado. Tyler está sorrindo.

Vingança é uma merda, rapazes.

─Bem, então temos que procurar. Ridge, meu amigo, nós estaremos de volta─, Tyler diz.

Eu vejo quando os quatro levantam e vão até o bar. Em que diabos eu consegui me meter?

A bela garçonete traz outra rodada, mesmo com os caras de pé no bar. Eu rapidamente pego a minha e bebo, batendo com a garrafa vazia em cima da mesa.

Que comecem os jogos.

─Ridge, esta é Stephanie─, Mark diz enquanto o resto dos caras tomam os seus lugares. Virando para encarar a música, vejo uma loira com pernas longas e belas tetas me encarando. Eu prefiro loiras.

Talvez isto não vai ser tão ruim quanto eu pensava.

Levantando da minha cadeira, pego a sua mão e a levo até os meus lábios.

─Prazer em conhecê-la, Stephanie. Posso te pegar uma bebida?─

─Oi─. Ela Cora. ─Na verdade minhas amigas estão no bar.─ Ela aponta por cima do ombro.

Não desvio meus olhos dela, dando-lhe toda a minha atenção. ─Sente-se ao meu lado.─ Eu pisco, puxando a cadeira para ela.

─Obrigada.─ Ela sorri.

Pelo resto da noite, concentro-me nela. Ela parece... normal, não uma daquelas maluca. Suas amigas são legais, ao contrário dos meus. Todo mundo está se divertindo, e sinto um pouco do meu medo ir embora. Talvez, apenas talvez, seja porque passei por três malditos meses sem foder.

Enquanto a noite segue, meus amigos continuam bebendo, mas eu já passei para água. É hora de ir, então preciso ter a minha cabeça no lugar, para manter a senhorita Stephanie interessada. Como se ela pudesse ler meus pensamentos, ela boceja.

─Sinto muito.─ Ela esconde a boca com as mãos. ─Estou acordada desde as 5 da manhã, e estou cansada.─

─O que você faz?─

─Trabalho com design de interiores. Hoje fizemos os últimos retoques em uma casa que terminamos.─

Linda e com um emprego. ─Deixe-me te levar para casa─, eu sussurro em seu ouvido.

─Eu-eu... hum, adoraria, mas tenho que acordar cedo amanhã─ ela diz olhando para baixo em suas mãos entrelaçadas.

─Tanto quanto eu adoraria compartilhar a cama com você esta noite, não é o que quis dizer. Você está cansada e estava bebendo. Deixe-me te levar em casa, certificar-me de que você vai chegar com segurança.─

Ela hesita. Tenho certeza que ela está tentando avaliar se pode confiar em mim. Ela olha em volta para nossos amigos, que estão obviamente se aproximando.

─Steph, Mark está vindo para casa comigo. Está pronta para ir?─ Pergunta sua amiga. Eu não me incomodei em tentar aprender os nomes delas.

Isso não poderia ter dado mais certo. Eu trouxe Mark, sua amiga a trouxe.

Ela precisa de uma carona.

─É só uma carona─, sussurro contra sua orelha.

Ela assente. ─Ridge disse que ele pode me levar─, ela diz a sua amiga, que está agarrada ao Mark.

Mark sorri.

Eu luto contra o desejo de chutar sua bunda. Ao invés disso, me levanto e ofereço minha mão a Stephanie. Ela a pega, qualquer hesitação que tinha desapareceu agora. Eu aceno para mesa e a levo para minha caminhonete.

Ajudando-a a subir, espero até que o cinto de segurança esteja no lugar para fechar a porta, em seguida, paro na parte traseira da caminhonete e respiro fundo.

Ela parece legal, mas quem sabe o que pode acontecer nos próximos três meses. Esta pode ser a primeira aposta que eu perco. Balançando a cabeça para afastar esse pensamento, eu puxo minha boxer e caminho para o lado do motorista. ─Então, aonde vamos?─

─Na verdade, não é muito longe daqui.─

Eu escuto enquanto ela me dá orientações gerais antes de sair para fora do estacionamento. ─Você mora aqui há muito tempo?─ Pergunto.

─Não. As meninas e eu acabamos de nos mudar para cá há três meses. Os pais de Carla são donos da empresa que trabalhamos. Eles estavam planejando expandir os negócios, então quando nos formamos, eles o fizeram. Nós três conseguimos empregos assim que saímos da faculdade.─

- Isso foi um excelente negócio.─

- Na verdade, tivemos muita sorte.─

A cabine da caminhonete ficou em silêncio. Eu estava preocupado com o que concordei e Stephanie... bem, não tenho certeza do que se passa na mente dela agora.

─Segunda casa à direita─, ela instrui, quebrando o silêncio.

Parando na frente da casa, eu estaciono a caminhonete, mas não desligo o motor.

- Obrigada.─ Ela alcança a porta.

Porra! Eu preciso continuar com a porra da programação aqui.

- Stephanie.─ Eu a alcanço e pego seu braço. ─ Posso te ver de novo?─ Minha voz está suave; não quero que ela pense que sou um tarado pervertido.

─Sim, claro.─

─Me dê seu telefone, querida.─

Ela hesita antes de tirá-lo da bolsa e me dar. Eu rapidamente digito meu número nele e envio uma mensagem de texto pra mim mesmo. Este simples ato vai contra todos meus princípios. Eu não quero envolver, muito drama, muito... do mesmo.

Eu devolvo seu telefone e sorrio quando o meu apita, alertando-me para a mensagem que eu me mandei. Stephanie acena e, em seguida, abre a porta da caminhonete pulando para fora. Eu rapidamente faço o mesmo e a sigo até a porta. Eu deveria estar tentando fechar o negócio aqui, mas foda-me, não posso esta noite. Eu preciso enfiar na porra da minha cabeça que fizemos um acordo. Esse é o acordo mais estúpido que já fiz na minha vida.

Quando ela chega ao último degrau da varanda da frente, eu sei que o meu tempo está acabando. Eu tenho que dizer algo, mas ela é direta comigo.

─Você quer entrar?─

Se quero? É claro que sim. Ela é bonita. Na minha mente, eu rapidamente descarto os três meses seguintes. Talvez se eu a manter como uma transa casual, eu posso conseguir. Sem compromisso. Foda-se, na pior das hipóteses, eu vou ganhar quatrocentos dólares. No entanto, não é essa parte que me importa. É o direito de me gabar e não ter que ouvir piadas dos meus amigos pelos próximos vinte anos – ou pelo menos até aparecer outra aposta, melhor do que esta.

─Primeiros as damas, querida.─

Capítulo 3 3

Ridge

Acontece que Stephanie estava bem com o plano de sermos ─amigos com benefícios─. Ela afirma que seu trabalho a mantém ocupada, e ela não tem tempo para nada mais sério, então combinamos de nos encontrar quando ambos tivéssemos vontade e tempo, sem expectativas. Ela também insistiu em nós não dormirmos com mais ninguém durante esse tempo.

Estou bem com isso.

Faz dois meses hoje que nos conhecemos. Nos encontramos uma vez por semana, e até agora está funcionando bem. Vejo meu bolso ficando quatrocentos dólares mais rico, muito em breve. Os caras não poderiam ter escolhido uma garota melhor; ela é tão desapegada quanto eu sou. Além disso, o sexo é bom, portanto, é um ganha-ganha.

- Você vai jogar hoje à noite?─ Pergunta Kent.

─Esta é a minha noite com a Steph─ respondo.

─Oh, sim, sua namorada. Ela tem você na coleira, irmão?─ Tyler ri.

─Foda-se. Sem coleira, nós dois estivemos ocupados esta semana. Esta é a nossa noite para nos encontrarmos.─ Preciso de algum alívio, mas não digo isso a eles. Por que alimentar o fogo?

─Traga ela com você.─ Mark sugere.

─Talvez─, eu digo, não confirmando. Estou pensando em como fazer isso funcionar. Nós precisamos jantar, passar algumas horas com os caras, e ainda encontrar tempo para emaranhar nos lençóis.

─Já faz o que... cinco, seis semanas? E ela já te pegou pelas bolas.─ Sorri Seth.

─Oito. Podem rir, rapazes, mas eu sei que minha noite estará terminando comigo tendo o meu pau molhado. Você pode dizer o mesmo?─ Sorrio.

─Ridge, vamos lá, cara. É a noite das cartas. Basta trazê-la.─ Diz Kent, exasperado.

A noite das cartas tem sido uma tradição nossa pelos últimos anos. Nós nos revezamos indo para a casa uns dos outros, levando lanches e cerveja gelada. Faltar é algo que nenhum de nós jamais fez a não ser por uma emergência familiar, e certamente não por causa de uma aposta/encontro.

─Bem, nós estaremos lá. Agora volte ao trabalho.

***

Eu paro na entrada de Stephanie as 18:00 em ponto. Corri para casa do trabalho, tomei uma rápida chuveirada e dirigi em linha direto para cá.

─Ei─, diz ela, abrindo a porta.

─Querida.─ Eu inclino-me e a beijo. ─Você está pronta?─

─Sim─. Ela pega a bolsa e as chaves e estamos fora da porta. ─Como foi sua semana?─

─Ocupada, como de costume. Terminando o trabalho de Allen amanhã, espero. Só amarrando algumas pontas soltas. E a sua?─

Ela continua a me falar sobre o seu dia, e eu escuto enquanto dirijo até a loja.

─Uh, o que estamos fazendo aqui?─

─É a noite de cartas. Eu preciso pegar uns petiscos. Eu não tinha planejado ir, mas os caras me convenceram a ir. Eu já volto─ rapidamente saio da minha caminhonete e caminho para dentro. Pego algumas batatas fritas, molho e umas bandejas de carne e biscoitos, em seguida, vou para o caixa. Em cinco minutos estou de volta na caminhonete

─Noite das cartas?─ Ela pergunta, uma vez que estamos de volta na estrada.

Seus braços estão cruzados sobre o peito, então eu posso dizer que ela não está impressionada. Eu deveria me sentir mal ou alguma coisa, certo? Então por que é que não estou? ─É algo que fazemos uma vez por mês. Fazemos isso por anos─, eu explico.

─E você escolheu esta noite de todas as noites para sairmos juntos?─

─Eu te disse, eu não ia, mas convenceram-me hoje. Qual é o problema? Vamos parar no Kent, jogar algumas mãos, comer pizza e lanches e depois ir embora─. Eu estico o braço e seguro sua mão. ─Então vamos ver o que podemos fazer para aliviar o stress de sua semana─. Eu pisco.

Ela não está impressionada.

─Ridge─, ela geme.

Que diabos? Isso é novo. Não vi esse lado dela. Claro, normalmente somos só nós dois tendo um jantar e rolando os lençóis. Eu tenho evitado sair com as amigas dela ou os meus, até agora. Essa é a primeira vez.

─Quer que eu te leve para casa─? Eu não vou lidar com essas reclamações.

Se ela quer foder, ela tem que aguentar a noite de cartas. Simples assim.

─Ugh! Tudo bem, mas eu não quero ficar muito tempo─.

Seguro o volante com força. Nunca tive uma garota me dizendo o que fazer. Claro, nunca fico tempo suficiente para que isso aconteça também. Ela está delirando se acha que só porque é a única que estou fodendo agora ela pode dizer o que eu faço.

Não vai acontecer, querida.

Parando o carro na garagem de Kent, pego o saco de lanches e espero na frente da minha caminhonete por Stephanie. Eu não sou um total idiota. Bato uma vez na porta e entro, é assim na casa de todos. Somos uma família.

─Ei, Ei─! Grito. Um coro de saudações nos cumprimenta enquanto caminhamos para a cozinha.

─Stephanie, certo?─ Mark pergunta.

Ela parece surpresa que ele se lembra. ─Sim.─

─Seja bem-vinda. Você joga pôquer?─ Kent cumprimenta.

Desgraçado, ele sabe que ela não joga. Eu mordo meu lábio para não rir.

─Não.─

O olhar no rosto dela não tem preço. Ela parece como se nós tivéssemos pedido para dormir com todos os cinco ou algo assim. Isso é uma coisa que eu comecei a notar sobre ela. Ela é muito formal e correta, não tem tempo para apenas relaxar, isto é, é claro, a menos que estejamos no quarto. Todas as outras vezes, ela é muito tensa. Ela precisa aprender a se soltar de vez em quando; a vida é malditamente curta para ser tão séria o tempo todo.

─Não se preocupe, querida. Podemos te ensinar.─ Seth diz, jogando o braço por cima dos ombros dela.

Ela olha para mim, para quê, não sei.

─Eu estou bem─, diz ela, afastando o braço dele.

─Fique à vontade. Tudo pronto?─ Pergunto.

─Sim─, Tyler confirma, pegando uma tigela de batatas fritas e a colocando na mesa.

─Puxe uma cadeira, ou vá para a sala de estar se você quiser assistir à TV.─ Digo a ela. A boca dela cai aberta. O que ela esperava? Eu não vou mimá-la. Ela não é minha namorada, e francamente, eu não gosto deste lado dela.

Ela rola os olhos e sai em direção a sala de estar.

─Qual é o negócio?─ Tomo o meu lugar na mesa.

─Problemas no paraíso?─ Mark pergunta.

─Paraíso? Você sabe como funciona, irmão. Negócios.─ Passamos as próximas duas horas jogando cartas, comendo e falando merda. Não é até que escuto Stephanie limpar a garganta que eu me lembro que a trouxe. Merda!

─Você está pronto?─ Ela pergunta. Seus braços estão cruzados sobre o peito e ela está batendo o pé, com uma carranca no rosto.

Tudo bem, foi idiotice esquecer que ela estava aqui, mas vamos lá. Ela quem escolheu ficar separada da gente. Olhando para a hora, vejo que já são quase nove.

─Sim. Esta é a última mão.─

Ela parece irritada que eu não tenha simplesmente levantado e saído, mas nós estamos no meio de uma mão. Que acaba muito rápido, com Seth ganhando.

─Estamos fora─, eu falo, levantando e alongando. ─Vejo vocês pela manhã.─ Olho para Stephanie. ─Pronta?─

Ela não responde, apenas se vira e sai pela porta da frente. Os caras riem e eu não posso deixar de rir com eles. Ela está sendo uma diva. Aceno por cima do meu ombro enquanto eu sigo para a minha caminhonete.

─Apenas me leve para casa, Ridge.─ Ela rosna.

Eu não me presto a responder seu chilique, apenas coloco a caminhonete na estrada e a levo para casa.

Paro o carro na sua garagem e não me incomodo em desligar o motor. Ela está chateada, e sinceramente, não me importo.

─Eu queria te perguntar uma coisa, mas você estava muito preso com os meninos para passar algum tempo comigo.─

É uma bandeira vermelha. Nós realmente não chamamos isso de 'passar tempo juntos' nós comemos e fodemos, é isso. ─Bem?─ Falo, incentivando-a a continuar.

Ela tira o cabelo do rosto e toma uma respiração profunda.

─Há um baile de gala na próxima semana. É um grande evento, mostrando meus projetos. Eu não quero ir sozinha.─

Bem, foda-se. ─Que dia?─

─Sexta.─

─Que horas?─

─Temos que sair da minha casa às sete. Começa às oito, mas eu quero chegar lá cedo.─

Eu penso sobre a aposta. Merda, é o mínimo que posso fazer. Estou na reta final, e em breve o nosso tempo vai acabar de qualquer forma.

─Sim, o que preciso usar?─ O rosto dela se ilumina.

─Um terno?─ Indaga.

─Entendi. Vejo você então.─ Ela hesita.

─Você quer sair neste fim de semana?─

Não.

─Eu tenho muita coisa acontecendo com a finalização do trabalho de Allen.

Acho que não vou ter tempo. Eu vou pegar você até às sete, na sexta-feira.─

Ela não se incomodou em responder e saiu da minha caminhonete. Eu mantive meus faróis na sua porta e esperei até que ela entrasse para ir embora.

Mais quatro semanas.

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