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PROIBIDO ( Seríe Anjos Obscuros)

PROIBIDO ( Seríe Anjos Obscuros)

Autor:: Cristina Miller
Gênero: Romance
Ela o amou em silêncio, tentou esquecer e fugir deste amor. Ele se apaixonou por ela, mesmo que fosse improvável e impossível, a queria. Ele tentou fugir. Ela invadiu sua vida de forma irremediável. Antonela, tinha dezesseis anos era pura e doce, seu coração ansiava por ele, mas foi aos dezesseis que ele a notou. Ele aos vinte e três, descobriu o olhar intenso de Antonela, se sentia culpado, mas a atração era irresistível, ele esperou por ela o quanto pode, não a tocaria, mas muitos outros tentaram, e ele os mat@ria se fosse preciso. Eliot não sabia que seria tão difícil estar com ela, e muito mais difícil estar sem ela, não conseguia mais fugir desse amor, mas teria que pagar o preço, ter Antonela, o levaria ao desespero e a dor. Antonela lutaria por ele, nunca desistiria do grande amor dá sua vida, iria contra sua família, mas até onde ela poderia resistir, a toda pressão? Conheçam Eliot e Antonela, e quanto o amor de um casal pode resistir aos contratempos.

Capítulo 1 DOLOROSA DESCOBERTA

Antonela Carter, sempre esteve por aqui, sempre me rodeando, sorrindo e brincando, a doce menina de tranças, em seus vestidos rodados, suas bochechas coradas e seu jeito tímido.

De alguma forma ela me encantava, era difícil estar longe já que nossas famílias eram muito amigas, e passávamos muitas festas e finais de semana juntos, eu praticamente a vi crescer, o que me causa uma frustração enorme.

Me lembro a primeira vez que a vi com outros olhos, estávamos na fazenda, as famílias reunidas para comemorar o natal, eu estava sentado na varanda, quando ela surgiu, a cavalo, com a noção de qualquer menina de quinze anos, ela não se importou por estar de vestido, percebi o olhar dos peões em volta, todos como eu completamente fascinados, quando ela parou na minha frente e sorriu, senti algo no meu peito se torcer, ali seria o começo do meu fim.

A amargura em meu coração apertava, por saber que não poderia te-lá, afinal sou um homem de vinte e três anos, ninguém nunca aceitaria isso, nem eu mesmo aceitava, o melhor era me manter longe dá tentação de nome Antonela, uma ninfeta de dezesseis anos

Ela sorriu e alisou a clina do cavalo, as coxas descobertas, e Deus eu queria estar ali, mordendo, beijando e apertando aquelas pernas torneadas, sua voz me tirou dos meus devaneios.

Antonela:- Eliot, vem andar a cavalo comigo?-Olhei em volta, o olhar dos outros homens estava me incomodando.

Eliot:-Ninguém nunca te ensinou que não se anda a cavalo de saia? Porque não se comporta como a porr@ de uma menina?-Minha voz saiu ríspida-E vocês? Não tem trabalho a fazer, caralh@-Depois do meu grito, os homens se dispersaram, mas meu coração disparou quando olhei para ela novamente, havia lagrimas em seus olhos.

Antonela:- Eu vou indo-Ela estava com o rosto vermelho, provavelmente segurando para não chorar na minha frente, nunca gritei com ela assim, nunca fui bruto, pelo contrario, sempre fiz suas vontades e as de Agnes, minha irmãzinha estava sempre por perto também, as duas eram inseparáveis.

Antes que eu pudesse dizer algo, ela disparou com o cavalo, me assustei, e corri atrás dela, um medo me invadiu, se ela se machucasse por minha causa, nunca me perdoaria.

Cheguei ao estábulo suado e ofegante, ela estava conversando com um dos encarregados, ele sorriu para ela, mas Antonela estava seria, parecia triste, depois de entregar as rédeas ao homem ela se virou para sair, depois que vi que estava bem eu deveria ter partido, mas meus pés não obedeciam, eu ainda devia um pedido de desculpas a doce Antonela.

Eliot:- Me desculpe, eu não deveria ter falado com você assim-Ela simplesmente passou por mim como se eu não existisse.

Fiquei irritado com a birra dela, e a peguei pelo braço, a arrastei até a parte mais deserta, os homens estavam trabalhando e ali não poderíamos ser vistos, nem eu sei porque fiz isso, mas sentia a necessidade de fazer ela ficar bem.

Antonela:- Me solta-Soltei, e ela esfregou o braço vermelho do meu aperto.

Eliot:- Me desculpe por isso, e por ter gritado-Ela me olhou com seus grandes olhos azuis, como se pudesse enxergar minha alma, uma menina de dezesseis anos estava me intimidando, que merd@.

Antonela:- Porque fez isso?-Abaixei a cabeça, como poderia dizer a ela que estava com ciúmes? Era melhor que ela não soubesse.

Eliot:- Percebeu como os peões estavam te olhando?-Ela deu de ombros fazendo minha irritação aumentar.-Você não se importa? Sabe o que eles poderiam fazer com você?

Antonela:-Eles só me olharam, não foi nada de mais, não é como se eu fosse me enfiar na cama de um deles-A pressionei na parede, eu não estava pensando.

Eliot:- Você pensa nessas coisas, não deveria-Ele sustentou o meu olhar, sorriu levemente.

Antonela:- Claro que penso, toda menina dá minha idade pensa Eliot, em que mundo você vive?-Eu estava de boca aberta, meninas de quinze anos, são assim tão avançadas, minha mente trabalhou rápido, mas infelizmente, a mente de um homem enciumado.

Eliot:- Você já fez algo com um homem, Antonela? Já foi tocada por um?-Ela ficou ofegante, seus olhos cravados nos meus.

Antonela:- Não-Meus olhos caíram nos lábios carnudos, e senti uma palpitação.

Eliot:- Já foi beijada?-Ela balançou a cabeça negativamente.

Minha cabeça rodou, passei a língua pelos lábios macios, e ela os abriu, os olhos fechados e eu a beijei, foi um beijo rápido, mas senti uma ereção, e a culpa me tomou, soltei Antonela e passei as mãos pelos cabelos.

Eliot:- Saia daqui, e seja mais cuidadosa-Me virei, estava de costas para ela, não queria que visse o conflito estampado em meu rosto.

Antonela:- Eliot eu...-Eu a cortei.

Eliot:- Saia da minha frente, e se sabe o que é bom para você, não vai falar desse beijo para ninguém, porque direi que é mentira-Não precisei me virar para saber que ela estava chorando, ela saiu correndo e me virei para olhar.

Minha Antonela estava ferida e triste, e eu fui o causador disso, fui o imbecil que não conseguiu se controlar e a magoou, agora só me resta manter a distância dela.

Voltei para casa principal, peguei uma garrafa de vodka no bar, e me tranquei no quarto, não queria ver ninguém.

Capítulo 2 CRETINO

ANTONELA

Não sei o que aconteceu com Eliot, ele nunca foi tão grosso comigo, mas minha boca está formigando, ainda sinto seus lábios contra os meus, sempre o amei, mas ele nunca soube, sempre me tratou como trata a irmã, e eu nunca tive ilusões, mas esse beijo explodiu algo em mim, algo que eu queria enterrar.

Querer um beijo dele, um toque, eu sei que é errado, somos todos como irmãos, estamos sempre juntos, mas eu não comando meu coração, o beijo que tanto ansiei veio, mas como uma punição idiota, por eu andar a cavalo de saia, foi para que eu soubesse o que os peões poderiam fazer comigo? Que merd@ ele estava pensando.

Queria poder ir embora e nunca mais ver esse cretino na minha frente, mas isso não é uma opção, estou presa neste sitio até depois do ano novo, e não tem nada que eu possa fazer.

.

A casa estava aquecida com a alegria das famílias em pleno preparativo para a festa de natal, os Carter, os Coleman e os Pattersons

Agnes sentiu falta dá amiga, e foi ao quarto dela, Antonela sabia que se não abrisse seria pior.

Agnes:- Porque está enfiada nesse quarto?-Antonela, não escondia nada de Agnes, mas naquele momento não tinha ânimo para falar sobre o que aconteceu, Agnes era a única que sabia de seu amor platônico por Eliot.

Antonela:- Estava cansada, resolvi tirar um cochilo.-Agnes a olhou, como se estivesse a avaliando.

Agnes:- Tem certeza de que foi só isso?

Antonela:- Tenho-Ela começou a mexer no closet, como se estivesse procurando algo para vestir, Agnes tinha o dom de ler sua alma, ela era sempre muito atenta.

Agnes:- Se não quer falar o que aconteceu, tudo bem, mas vamos descer e fazer alguma coisa-Antonela assentiu, trocou suas roupas, por calças, sentia que demoraria muito para colocar um vestido novamente.

Desceram as escadas, Eliot estava sentado na sala, sua mãe havia ido ao seu quarto, queria que ele descesse para socializar com os outros.

Ele olhou para ela enquanto desci, mas Antonela, não olhou para ele nenhuma vez, Eliot sentiu o coração apertar, mas se manteve sentado e em silêncio.

Antonela saiu e Agnes foi logo atrás dela, do lado de fora, ela respirou fundo, e se alongou, antes de virar para amiga

Antonela:- O que vamos fazer?

Agnes:- O Natal é só amanha, os meninos resolveram fazer uma fogueira a noite, Pedro e Max estão na piscina, podemos entrar, o que acha?

Antonela:-Perfeito-Voltaram para dentro e se trocaram, Antonela desceu as escadas, antes de Agnes, e foi em direção a piscina, o tempo estava quente durante o dia, mas a noite sempre esfriava muito, eles queriam aproveitar o sol.

Agnes chegou em seguida, Antonela retirou a saída de banho, pediu a amiga para passar protetor em seu corpo, enquanto Agnes fazia isso, falava sem parar, a mente de Antonela estava dispersa, sentiu que estava sendo observada, virou a cabeça e viu Eliot, ele estava sentado em uma espreguiçadeira, seus olhos percorriam as curvas de Antonela.

Ela o encarou por alguns segundos, antes de desviar o olhar.

Antonela:-Vamos entrar?-Agnes largou o tubo de protetor e as duas mergulharam, espirando água para todos os lados.

Pedro e Max conversavam sobre negócios, mas pararam com a bagunça feita por elas.

Mas:- Ei crianças, poderiam fazer menos bagunça?

Agnes:- Não somos crianças, Max, você só não percebeu que crescemos-Max gargalhou, ainda as via como crianças

Max:-Está bem Irmãzinha, agora vão brincar, eu estou conversando com Pedro

Agnes ficou furiosa, mas saiu de perto do irmão, todo tempo que estiveram na piscina Eliot as olhava.

Agnes:- Ei, Eliot, porque não entra com a gente?-Ela estava achando estranho, geralmente era ele que ficava mais próximo delas, e hoje ele nem mesmo entrou na água.

Eliot:- Depois, não quero me molhar-Agnes bufou, mas não disse mais nada.

Depois de um tempo ela e Antonela saíram dá água e se deitaram nas espreguiçadeiras.

Eliot estava ao lado, os olhos atentos em Antonela, mas ela não lançou nem mesmo um olhar na direção dele.

Antonela:- Vou entrar, tomar um banho-Agnes olhou de um para o outro

Agnes:- Quem vai me dizer o que está acontecendo aqui? Vocês dois estão estranhos.

Antonela:-Não aconteceu nada-Ela olhou nos olhos de Eliot, antes de se virar e sair.

Agnes:- Você vai me contar, não vai?

Eliot:- Não aconteceu nada

Capítulo 3 FOGUEIRA

Antonela subiu ao quarto, ainda estava mexida com o que aconteceu, mas também estava com raiva de Eliot e de si, por ter sentimentos por ele.

Se preparou para o jantar, e para fogueira mais tarde, colocou roupas quentes, mesmo com sol do dia a noite sempre esfriava na região.

Ela esperou pelo jantar dentro do quarto, não tinha ânimo para enfrentar as perguntas de Agnes e nem de ver Eliot.

Quando desceu, quase todos já estavam na mesa, Eliot olhou para ela, mas logo desviou o olhar, o coração dele estava disparado, essa nova sensação o perturbava muito.

Depois do jantar todos saíram para fogueira que estava sendo feita, os mais velhos se sentaram, com copos de vinho, enquanto os outros tomavam suco e chocolate quente.

Pelas chamas Eliot observava Antonela, que se sentou do lado contrario ao dele, as chamas deixavam os cabelos dela ainda mais bonitos, depois de um tempo ele suspirou, não queria olhar, mas seus olhos o traiam.

Antonela se levantou e foi dar uma volta com Agnes, sentiu os olhos de Eliot sobre ela, isso a estava incomodando.

Agnes:- Não vai me contar?-Elas caminhavam pelo lago, Antonela suspirou

Antonela:- Eliot me beijou, mas disse que era para eu aprender uma lição, insinuou que minha roupa não era adequada para cavalgar e que os peões estavam me olhando, ele estava com raiva, eu pude sentir-Agnes ficou paralisada

Agnes:- Meu irmão te beijou?-Ela levou a mão a boca, começou a rir-Isso não é bom?-Agnes sabia do amor de Antonela pelo irmão, e torcia para que ficassem juntos.

Antonela:- Você não entende, ele não me beijou porque sentiu desejo, me beijou com raiva.

Agnes:-Eu ainda acho que se ele beijou foi porque quis beijar, quem pune alguém beijando-Antonela bufou, Agnes podia ter certeza

Antonela:- Você acha que ele disse isso para disfarçar?

Agnes:-Claro que acho-Um sorriso pequeno surgiu nos lábios de Antonela, Agnes deu a ela uma pequena esperança.

Antonela:- Não quero me apegar a isso, mas vamos ver-Ela sentiu o coração apertar, mas ainda existia uma centelha de esperança.

Quando voltavam para fogueira viram algumas pessoas entrando na casa, alguns já estavam indo dormir, como o local era seguro,, não viam problemas em que os mais jovens ficassem, Antonela tinha os olhos em Eliot, ele a encarrou por alguns segundos, depois desviou o olhar, parecia irritado.

ELIOT

Antonela, me olhava intensamente, eu poderia me perder naqueles olhos azuis, respirei profundamente e desviei o olhar, cada vez que esses pensamentos passavam pela minha cabeça eu ficava ainda mais irritado.

Precisava esfriar a cabeça, então resolvi tomar um banho frio, pois apenas o tempo não estava resolvendo, entrei no meu quarto e fui direto para o chuveiro, a água fria despertando meus sentidos, mas minha mente me traiu, a lembrança dos lábios macios dela me pegou por completo.

Levei minha mão ao meu p@u duro e pulsante, a imagem das pernas dela andando a cavalo foram suficientes para me enlouquecer, nunca g@zei tão rápido e tão forte, minha respiração ainda se estabilizava quando a culpa me invadiu, Antonela era apenas uma menina e eu tinha pensamentos sujos sobre ela.

Ponderei se deveria retornar a fogueira, me sentia enojado com meus pensamentos, mas não conseguia conte-lós, fiquei ali andando de um lado para o outro.

Antonela, vendo que ele foi embora sem nem mesmo olhar para ela, ficou triste, teve certeza que ele foi apenas maldoso no momento que a beijou, era como se ela fosse um troféu, talvez pelos peões estarem olhando para ela, depois achou o pensamento ridículo, mas não sabia o que pensar, varias teorias passavam pela sua cabeça, e em nenhuma delas Eliot a beijava por amor ou coisa parecida...

Já estava tarde e a fogueira quase se apagando, quando Agnes se levantou.

Agnes:- Vamos entrar?-Ela não comentou, mas entendeu a amiga, sentiu vontade de estapear o irmão.

Antonela:- Vai na frente eu vou logo-Agnes suspirou e entrou na casa, Antonela entrou em seguida, pegou uma toalha e saiu novamente, resolveu que dar um mergulho no lago seria bom para dispersar seus pensamentos, não havia mais ninguém a casa estava quase toda escura.

Ficou sentada por um tempo olhando para água, depois retirou suas roupas lentamente e mergulhou, a água fria fez com que sua pele se arrepiasse, mas ela não se importou, nadou de uma margem a outra algumas vezes, queria se cansar ou não conseguiria dormir.

Eliot:- O que você está fazendo?-Ela se assustou, a voz dele parecia nervosa

Antonela:- Nadando, não deu para perceber?-

Eliot:- Não chega o show para os peões, agora que fazer um para os soldados?-Antonela olhou em volta assustada, mas não viu ninguém, voltou a olhar para ele bufando.

Antonela:- Não tem ninguém aqui, porque não volta para casa, e me deixa em paz? -Eliot não saiu do lugar, retirou um maço de cigarros do bolso, sem tirar os olhos de Antonela, acendeu um cigarro e deu uma longa tragada.

Quando Agnes entrou ela passou pelo quarto do irmão, com o pretexto de dar boa noite, e deixou escapar convenientemente que Antonela ainda estava lá fora, pela janela Eliot a viu sair dá fogueira e caminhar em direção ao lago, ficou olhando até a perder de vista, tentou ficar ali, mas muitas coisas passaram pela sua cabeça, e se Antonela se machucasse lá fora? Ele não podia permitir, agora olhando para ela sabia que foi uma desculpa que criou para si, só queria ver a menina Antonela.

Eliot:- Por que nadar em uma noite tão fria?

Antonela:-Apenas vá embora e me deixe em paz-Eliot estava tão concentrado em Antonela, que não viu suas roupas no chão, ela queria que Eliot fosse embora para poder sair dá água.

Eliot se encostou em uma árvore, fumava tranquilamente, ela não pretendia ficar tanto tempo na água só precisava esfriar a cabeça, agora estava tremendo de frio.

Antonela:- Por que não vai embora?

Eliot:- Vou quando você sair dá água

Antonela:- Eliot. só saia daqui- Ele não respondeu, ela se irritou e começou a nadar para margem-Foi você quem pediu, não reclame.

A medida que ela saia, os olhos dele se arregalaram, Antonela estava nua, Eliot a olhou de cima abaixo, antes de virar o rosto.

Eliot:- Porr@, porque esta nadando nua?-Ela correu e se enrolou na toalha.

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