Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > Paraíso Perfeito
Paraíso Perfeito

Paraíso Perfeito

Autor:: Mari Saints
Gênero: Romance
Os Irmãos Mancini - Livro Um Quem não gosta de um clichê? Ellie Miller tem certeza que não nasceu para a felicidade que o amor nos faz sentir, mas luta a cada dia para se livrar das dores que o que chamava de amor deixou, enquanto tenta pôr em ordem sua carreira como editora. Dan Mancini achava que não existia coisa mais linda que a editora-chefe da nova parceira da sua empresa, ele queria descobrir o que ela escondia por trás daqueles lindos olhos. Ela só quer distância. Ele só quer ela. E o destino quer os dois em um Paraíso Perfeito.

Capítulo 1 Um

"So look me in the eyes, tell me what you see

Perfect paradise, tearin' at the seams

I wish I could escape it, I don't wanna fake it

Wish I could erase it, make your heart believe"

- Bad Liar - Imagine Dragons

Ellie Miller

O telefone toca.

- Olá, bom dia! - falo assim que atendo o telefone - Em que posso ajudar?

- Ellie, sou eu Edgar, só é para lembra- lá da imaginação hoje noite, sei que a senhorita é um pouco esquecida.

Merda! A droga da inauguração era hoje.

- Oh! Claro que não! Estarei pronta no horário marcado.

Mentirosa filha de uma mãe.

- Combinado minha filha, até logo

E desliga.

Eu só tinha a agradecer a Sr. Méier, o Edgar, ele é dono de uma das mais conceituadas empresas de publicidade e marketing, além de uma das revistas mais referência de NY. Comecei a trabalhar aqui a dois anos, um mês depois que cheguei. Comecei como secretária dele, e fui ganhando sua confiança, e quando ele descobriu que eu era formada em Jornalismo e tinha especialização em Publicidade ele me deu outro cargo, então me tornei a editora-chefe. Função está que faço com todo meu amor e dedicação.

Sei que parece ser rápido a subida de cargo e que a alguns olhos, especialmente o pessoal da empresa, eu estava dando algo em troca. Mas não, minha relação com o Sr. Edgar, ele se recusa a me vê-lo chamado com Sr. Méier, é de total respeito e carinho. Ele tem 60 anos e é casado a 42 anos com a mesma pessoa, inclusive a mulher dele me ama, e ela acha muita graça dos comentários.

Depois de falar da vida alheia, vamos retornar ao que interessa: a inauguração! A empresa fechou contrato com uma empresa famosíssima. Eles vão realizar uma inauguração, e conta com a presença da nova parceira, apesar de ser responsável pela revista da empresa, o Sr. Edgar faz questão da minha presença, além de que estão apostando tudo na divulgação, já que a Méier está responsável por tudo, nada mais comum que estarmos presentes.

Não conheço o CEO da empresa parceira, mas sei que vem de uma renomada família, e que metade de NY, se não ela inteira, suspira por essa família. Acho que vi a foto do irmão mais novo, e sim, era pedaço de mal caminho.

Saio do trabalho e vou direto para o meu apartamento. Ele tem um tamanho médio, mas o suficiente para mim, e tem uma boa localização. Ele tem um quarto, a sala, que é a parte maior, e a cozinha são divididas por um balcão, e tem um banheiro, além de uma pequena varanda, as paredes são é um tom claro vivo de azul, e tenho os móveis necessários. o que para mim está perfeito.

Os primeiros dias foram bastante difíceis, vim para cá com uma mão na frente e outra atrás, fiquei em uma pensão um pouco precária, mas era o que dava para pagar, com o pouco dinheiro que tinha, até arranjar um emprego e conseguir um lugar melhor, nas também não me importei, já passei piores.

Eu sou forte!

A primeira coisa que faço é procurar algo descente, como esqueci, não comprei nenhuma roupa. Achei um vestido que nunca tinha usado, ele era claro com estampa floral bem delicado, era longo, de alças finas.

em seguida tomei um banho, vesti a roupa, passei pouca coisa no rosto só para tirar a aparência de todo dia, e fui ver o que dava para fazer no cabelo, o que não era muito, por fim resolvi deixá-lo solto.

Me encarei por alguns minutos no espelho. Houve um tempo em que eu odiava me olhar no espelho, houve um tempo em que eu sequer me suportava.

Espanto esses pensamentos com a mão.

Eu não era feia, tinhas os cabelos loiros no ombro, os olhos um tom bem claro de azul, tinha 1.70 de altura, e só isso.

Meu celular vibra em cima da cama e pego para ver a mensagem, que era do Sr. Edgar falando que já me esperava lá em baixo. Peguei uma bolsa preta, coloquei tudo de necessário e desci. Como esperado, estavam ele e a Srta. Lucy no carro me esperando, entrei no banco de trás e comprimento os dois.

- Ellie querida, quanto tempo! - fala animada - Poderia lhe dar uns tapas por não ter me ligado mais! É o Edgar te dando mais trabalho que o necessário? Ou algum namorado? Que fez você esquecer sua velhinha?

Foi minha vez de rir. Velhinha? Queria eu ter a elegância e beleza dela com essa idade.

- Oras, deixa a menina respirar meu bem.- Sr. Edgar falou enquanto dirigia, ele dispensava motoristas, sempre gostou dele mesmo conduzir.

- Me desculpe Lucy, prometo que marco um dia para sairmos. E a senhora sabe que amo meu trabalho. E não, não é nenhum namorado, além de que o lugar da senhora ninguém toma. A propósito, está linda hoje.

- Não mais que você minha filha.

Queria que minha mãe fosse assim.

Fomos jogando conversa fora no caminho. Quando chegamos a entrada estava cheia de jornalistas, assim que descemos do carro, Sr. Edgar deu a chave para o manobrista e passamos naquela multidão de pessoas na porta. Tinha equipes de jornalistas dentro também, os da empresa Méier era deles, fazendo a cobertura de tudo, para a revista e para a publicidade.

O salão era enorme e a decoração estava linda, tinha a área reservada para as mesas, e onde os convidados poderiam se servir, além de pessoas distribuindo bebidas. Uma música ambiente também tocava, e próximo de onde saia ficava o palco para o discurso.

Me separo da senhora Lucy e seu Edgar e vou atrás de alguma coisa para comer.

Meu Deus, só tem coisa boa.

Coloque um docinho na boca, e assim que engoli senti uma coisa estranha por tudo o corpo. Um arrepio, que não tinha nada haver com o doce. Espantei essa sensação e fui procurar algum banheiro.

Sabe aquela sensação de que algo importante iria acontecer? Era isso que estava sentindo, além do arrepio, um leve formigamento na coluna, uma sensação...

Entrei em um corredor, segui em frente, mas não tinha nenhuma porta ou algo que pudesse identificar como banheiro, as portas que tinham mais para o final, eram salas vazias. Virei a direita, mas acho que acabei confundindo, quando me viro para retornar por onde vim acabo indo contra alguém que vinha virando o corredor, e diferente de qualquer livro que eu leio, o mocinho não me segurou, e com a força do impacto fui de bunda no chão. Vai ficar roxo, com toda certeza.

E falando em mocinho, acho que temos que trocar o adjetivo, para homão da porra, porque porra!

Que ser era aquele?! Por Deus!

Alto, forte, cabelos loiros escuros, olhos azuis, barba por fazer, só a perfeição. Vestido em um terno preto que só deixava ele mais gostoso ainda.

Deus tem seus preferidos.

Porém no segundo que achei o homem mais lindo da terra, a feição irritada dizia que o pensamento dele era outro. Droga, posso me preparar para ser xingada de todos os nomes existentes.

Ele estava com o telefone no ouvido e desligou sem falar nada. Focou seus olhos em mim por uns segundos, e acho que me perdi no seu olhar, mas no momento seguinte falou:

- Me desculpa, acabei não vendo que vinha alguém.- e que merda de voz rouca era aquela?

- Está tudo bem, também não olhei.

Achei que ele ia estender a mão para me ajudar, porém nada, então fui rápida e me levantei, limpando uma mão na outra.

- Realmente me desculpe, parece perdida, precisa de ajuda? - ele estava falando gentil, mas a feição irritada continuava no rosto.

Devo enfatizar o quanto a boca dele é linda quando se movimenta?

- Na verdade sim, estou a procura do banheiro, e acabei me perdendo, ia retornar para festa, mas, bem......

- Tem um banheiro perto da saída, mas se você seguir pela esquerda tem uma única porta, bem no final, que dará ao outro banheiro.

- Muito obrigada! - Sorri

Outro arrepio.

Só posso está com frio e não estou sentindo. Faz sentido?

Ele me encarou novamente, sabe aquele olhar que parece despir você apenas com ele? Era esse tipo de olhar, então deu um sorriso de lado e seguiu pela direção que eu vinha. Resolvi voltar para o salão, e usar o banheiro mais próximo para não correr o risco de me perder.

Depois de usar o banheiro, vou procurar Lucy e Sr. Edgar, os encontrando sentados em uma mesa, e me junto a eles.

- Onde estava querida? Estávamos lhe procurando.

- Desculpa Lucy, estava procurando o banheiro e acabei demorando a achar.

- Deixa dessa mania de pedir desculpas por tudo filha, está tudo certo!

Eu tinha essa mania idiota.

Ela deu um sorriso e antes que ela falasse alguma coisa, uma voz ecoou pelo salão dando boa noite.

E era ele.

E se ele não fosse a perfeição.Só poderia ser a perdição.

Ou os dois.

E pela primeira vez depois de muito tempo, eu queria me perder.

"Então, me olhe nos olhos, me diga o que você vê

Um paraíso perfeito, se despedaçando

Eu gostaria de poder escapar, não quero fingir

Gostaria de poder apagar, fazer seu coração acreditar"

Capítulo 2 Dois

"My thoughts will echo your name until I see you again

These are the words I held back as I was leaving too soon"

- Heart Attack - Demi Lovato

Ellie Miller

Espanto com o som do alarme.

Como eu já queria que hoje fosse final de semana, mas infelizmente hoje ainda é quarta-feira.

Me arrumo em meia hora e desço para pegar o ônibus, eu particularmente gosto de pegar ônibus, é claro, exceto quando estão cheios, porque assim posso ir olhando varias paisagens. Como sempre, teve um tempo que nem isso eu podia fazer...

O motorista para e eu desço, e ai são mais 5 minutos de caminhada até o prédio, e 10 até o andar da minha sala, quando chego, vejo Erika, minha secretária vim ao meu encontro.

- Ellie, o Sr. Méier pediu para a senhora comparecer a sua sala assim que chegasse.

- Obrigada Erika, vou só colocar a bolsa na minha sala.

Erika é uma das poucas pessoas que eu poderia considerar uma amiga. Ela era baixa, mas tinha um corpo lindo, tinha o cabelo comprido preto, e sempre andava muito bem vestida. Era uma pessoa muito esforçada, e tinha a mesma idade que eu.

Depois de colocar minha bolsa na sala, vou até o andar do Sr. Edgar, como não vejo sua secretária, vou até sua porta e bato nela. Escuto um entre.

- Bom dia senhor, me chamou?

- Bom dia Ellie. - Fala com seu sorriso contagiante, se pudesse escolher ter um pai, eu escolheria um igual o Sr. Edgar. - Sente-se por favor.

Você pode até pensar que é a visão dele na empresa, mas não, o seu Edgar é totalmente do mesmo jeito fora dela. Ele e Lucy seriam minha definição de família perfeita, de pais perfeitos.

- Como podemos ver ontem, a inauguração foi um sucesso, então agora é nossa vez de fazermos sucesso com a divulgação. - ele fala, e pega algumas pastas em cima da mesa e me entrega. - Essas são as propostas do setor de planejamento, gostaria que desse uma olhada, e que também me acompanhasse a tarde na reunião.

Dou um sorriso e pego as pastas.

- Certo, até logo.

Saio da saio sala já lendo as propostas, ele sempre pede minha opinião em qualquer proposta, as vezes nem entendo sobre o assunto, mesmo assim ele me acha capaz. Tenho quase certeza que ele vê em mim a filha que ele perdeu há alguns anos, ela devia ter minha idade, e ouvi falar que era o orgulho dele, diferente do filho Edward, que só lhe dava dor de cabeça.

Após ler as propostas, penso na minha vida. Faz até graça, a minha vida era cheia de propostas e objetivos, e acabou virando uma vida de merda. Merdas essas que carregarei para toda vida, e queria eu que fossem apenas emocionais, mas não, as físicas faziam um trabalho pior. Porque mesmo que minha mente desligasse lembranças ruins, bastava olhar para minhas marcas que a dor profunda voltava, marcas essas que eu fazia questão de esconder, mas as vezes era impossível.

A vida é como uma montanha russa, uma gora você está no topo, outra no fundo do poço. Uma hora está transbordando felicidade, outra hora tristeza é a única coisa que vê.

E eu me culpo exatamente por não ter percebido os sinais de que tudo ia me levar ao fundo do poço, e olha, não foram poucos.

Respiro fundo e limpo as lágrimas que insistem em escorrer pelo meu rosto.

O prédio é enorme.

É a primeira impressão que tenho, chega fiquei tonta.

Esse povo é realmente rico, minha conta bancaria chora.

Depois de passar na recepção, eu e Sr. Edgar pegamos o elevador em direção ao ultimo andar.

Assim que coloco meus pés para fora do elevador sinto um grande arrepio, me encolhi. Isso já virando rotina, tenho que ir no médico, só devo estar doente.

Vamos até a secretária, essa diferente de Erika, não tem um sorriso nada amigável, assim que nós nota, ela me olhar de cima a baixo, com um olhar julgador. Até eu me olho para ver se há algo errado com minha saia lápis preta e minha blusa social branca, mas não encontro nada.

Me sinto totalmente desconfortável.

- Bom dia, sou Edgar Méier, e está é senhorita Ellie Muller, temos hora marcada com o senhor Mancini. - Seu Edgar fala prontamente, diferente do olhar direcionado a mim, a ele ela deu um sorriso aconchegante.

- Bom dia. - falo

- Um minuto que irei anunciá-lo a Sr. Mancini. - e ela me ignorou.

Eu em, agora eu vi.

Seguimos ela até a porta da sala, assim que nos aproximamos sinto outro arrepio, mas esse vem acompanhado de uma tontura súbita. Agarro com força o braço do senhor Edgar, esse já me olha com uma feição preocupada.

- Filha, você está bem?

- Deve ter sido a pressão, não me alimentei bem hoje. - menti, comi o que daria para 50 pessoas.

- Tem certeza? Pode ir para casa, eu termino aqui.

Antes que eu pudesse responder qualquer coisa a secretária abre a porta nos dando passagem, dou um sorriso a seu Edgar, como quem fala que esta tudo bem, e seguimos.

A sala era enorme, no centro tinha uma mesa de vidro gigante, a parede de vidro espelhado dava visão para a vista maravilhosa da avenida, do lado direito tinha duas portas, e do esquerdo uma, e sentado na cadeira com os braços apoiados na mesa, estava ele.

Ele que a partir daquele momento, seria o causador das minhas noites de insônia.

Como uma pessoa fica ainda mais linda durante o dia?

Estou louca.

Ele que ao invés de olhar seu Edgar, que com toda certeza ele já conhecia, fixou seus olhos em mim. Um olhar indecifrável.

Outro arrepio.

Fiquei extremamente sem graça, pelo o olhar, e por lembrar da noite de ontem e minha queda vergonhosa.

- Bom dia. - que voz senhor, que voz. - Sentem-se, por favor.

- Bom dia Dan. - Sr. Edgar vai até a mesa e o cumprimenta como velhos amigos, eu me limite a um pequeno sorriso. - Não tive a oportunidade na festa, mas aqui lhe apresento a editora-chefe da minha empresa, Ellie Miller.

Estendo minha mão.

- É um prazer conhece-lo. - e quando ele segura em minha mão acontece.

O Tchan.

Aquela corrente elétrica.

Meu coração até errou uma batida.

- O prazer é todo meu. - fala, sua voz saiu como uma pessoa que estivesse degustando alguma coisa, saboreando. Seu rosto não demostra nada, então faço minha melhor cara de paisagem e me sento.

A reunião segue, mostramos a ele a melhores propostas, e ele fala os pontos que que gostaria de alterações. Devo ressaltar o pequeno detalhe de que em nenhum momento seus olhos abandonaram meu rosto. Uma curiosidade permeia em seus olhos. Eu estava vermelha de vergonha.

E o pior, alguma coisa nele me intriga, como se eu também estivesse curiosa com ele.

Que coisa estranha.

- Assim que as alterações forem feitas, te enviarei novamente para a aprovação final.- Sr. Edgar fala.

- Aguardo então, para ser o mais rápido possível a Sr. Muller poderia me passar o contato dela para me informar. - ele fala na maior tranquilidade. Olho para seu Edgar que parece não ter notado nada de incomum, em ele preferir meu numero ao invés de um e-mail formal.

- Pronto, Ellie querida você poderia passar seu número para ele por favor? - ele me encara.

- Claro.....Humm.. Deixarei com a......

- Anote aqui. - ele me corta me entregando um pequeno bloco.

Ok.

Anoto rapidamente.

- Ellie, você poderia me aguardar um minuto lá fora? Gostaria de um particular com o Sr. Mancini. - Concordo e vou lá para fora da sala, estranhei apenas a formalidade, mas não é da minha conta.

Sento na frente da mesa da secretária, que me encara assim que me ver lá, dou um sorriso, mas do mesmo jeito de quando cheguei, ela me ignora.

Agora foi que eu vi, nem falei com a mulher direito e ela já me considera uma inimiga.

Ótimo! Vou até chorar.

Enquanto aguardo, penso no Sr. Mancini, e no meu Tchan.

Me arrepio.

Agora é confirmado, estou doente.

"Mas você

Me faz querer agir como uma garota"

Capítulo 3 Três

"Cause my heart breaks a little when I hear your name"

- When I Was Your Man - Bruno Mars

Ellie Miller

Escuto o barulho do vidro se espatifando.

Escuto os gritos, o choro.

Eram meus, saiam da minha boca, mesmo que eu estivesse tentando não fazer nenhum som, mas era impossível.

Mais vidro quebrado.

Caio no chão, e sinto algo molhado no meu braço.

Era meu sangue, escorrendo do local onde a pelo se encontrava exposta, e o osso era visível. Um grito alto sai da minha boca.............

Acordo assusta e suando. Outro pesadelo.

Olho o celular e eram 03 horas da madrugada, dificilmente conseguirei dormir novamente, então me levanto e vou a procura de algo para assistir e passar o tempo.

A maioria das noites eram assim, pesadelos, atrás de pesadelos, então me sento no sofá da sala assistindo e quando dou por mim, já está amanhecendo, como agora.

E início a rotina de me arrumar para ir trabalhar.

Respiro fundo assim que chego na minha sala, na empresa, hoje o dia não estava legal.

Reviso algumas reportagens da revista na parte da manhã, e depois não faço mais nada, minha cabeça continua voltando para o pesadelo, várias e várias vezes.

E o pior que os pesadelos só me fazem desencadear memorias que tento esquecer.

Mas rapidamente, do mesmo modo que começou esqueço, no inicio da tarde seu Edgar entra na minha sala afobado, acho que nunca o vi assim, estava vermelho, seu olhar é de puro medo. E antes que eu fale alguma coisa ou pergunte o que aconteceu, ele fala:

- Abra o site da revista Hipérbole, urgente!

Estava seriamente preocupada dele ter um infarto, então abri e eu própria quase tenho um.

Escândalo

" A Méier empreendimentos, nova parceira, vaza modelos e arquivos exclusivos da Mancini "

E logo abaixo listado vários documentos que foram vazados. Aquilo iria arruinar a vida do Sr. Edgar.

Socorro! Meu rosto deve denunciar meu choque.

- Ellie vamos agora para a Mancini tentar reverter essa situação.

E praticamente voamos até lá. Em um piscar de olhos me encontro sentada na sala do CEO, não duvido nada que que irá abrir um buraco no chão de tanto que caminha de lá para cá.

- COMO ISSO ACONTECEU!? - ele grita.

Minha respiração falha, me encolhi na hora.

- Dan, por favor se acalme.- Sr. Edgar fala com sua paciência.

- Me diga Edgar, como vou me acalmar, com uma noticia dessas, que põe em risco toda a minha vida? Tudo que lutei para construir? Meu advogado de confiança se quer esta aqui.

- Deve ter um jeito, vamos dar um jeito. - ele enfatiza, e então me encara.- O que sugere Ellie?

Eu devo está parecendo aqueles bichinhos acuados, e piora quando ele me encara.

- Eu... eu... é...

- É PARA FALAR! E NÃO GAGUEJAR!

Me encolhi ainda mais.

Grosso.

Ele nota e respira fundo: - O que você sugere?

- Talvez possamos emitir alguma nota, estou segura de nossa empresa não ter vazado nada, seria bom o senhor ligar perguntar a seu advogado se poderíamos fazer isso.

- A senhorita está insinuando que saiu a informação de dentro da minha empresa? - Ainda em pé, ele coloca as mão sobre a mesa e me encara bem no fundo dos meus olhos.

Até com raiva esse homem fica lindo.

- Não teria outra explicação senhor! - falo, ainda receosa. - Vários dos documentos que foram vazados da SUA empresa, não temos acesso, tem coisa absurda associado a Méier que nunca colocamos os olhos.- Falo com total convicção, no final, já estava mais confiante para falar.

Ele me encara por longos segundos e respira fundo.

- Vou ligar para meu advogado.

E vai para o canto da sala.

- Me desculpe te envolver nisso minha filha.- volto a olhar para seu Edgar e dou um sorriso.- É a pessoa em quem mais confio para esse tipo de situação.

- Está tudo bem, mesmo que o senhor não tivesse me chamado, eu iria querer ajudar de alguma forma. - conforto ele.

- Você se saiu muito bem, devo dizer que ele não é uma pessoa fácil de se convencer, ou aceitar a opinião dos outros, especialmente de quem ele não conhece.

A cara desse cavalo não nega, grosso, ignorante, babaca, idiota.............

- Vamos fazer a nota. - fala cortando meus pensamentos.

20:15.

Eu estava sentada na frente do notebook tentando fazer algo coerente.

E digo com clareza que até esse momento nada saiu, o por quê? Simples, não discutimos menos de 20 vezes, sério, que homem irritante, tenho dó da esposa dele, coitada deve aguentar o pão que o diabo amassou de ter essa criatura dentro de casa.

Sr. Edgar me paga dessa vez por me largar só com essa criatura.

E nesse momento estamos em mais uma linda discussão.

Deus me dê paciência.

- Sr Mancini, por favor. - Corto seja lá o que ele estivesse falando. - Já está tarde, eu estou cansada, e se não chegarmos a um consenso, não sairemos hoje daqui. - falo com toda calma possível.

Mas ao invés de uma resposta, senti sua respiração no meu pescoço, nem deu tempo de virar quando escutei:

- Acredite, apesar de toda discussão, não estou nem um pouco interessado em ir para casa. - ele sussurrou no meu ouvido.

Me arrepiei toda.

- Acredite, - me virei para ele, ficamos tão próximos que pude sentir sua respiração - já eu estou muito interessada em ir para a minha casa.

Ele simplesmente riu.

- Estou falando sério.

- Bem, seu corpo diz totalmente outra coisa.

Fiquei calada, porque ele não estava errado.

- Faça o que achar melhor e publique logo.

Obrigado Deus!

E é o que eu faço. Detalhadamente, e lá para as 22:00 da noite, depois da aprovação dele, publicamos a nota.

- Vamos. - fala já pegando suas coisas e seguindo para a porta, não demoro a segui-lo.

Pegamos o elevador juntos em um silêncio constrangedor.

- Vamos para eu carro, eu te deixo em casa.

- Não precisa, Sr. Mancini - me apresso em dizer.

- Eu faço questão.

- Não precisa, de verdade Sr........

Não termino porque em um piscar de olhos estou presa entre seus braços musculosos, minha respiração de torna mais irregular ainda quando ele se abaixa aproximando o rosto do meu. Seus olhos focam nos meus e ele da um sorriso.

Não consigo desviar. Droga. Porque ele tinha que ser tão lindo.

- Sabe, Ellie, não vou mentir o tesão que me dar quando seus lábios se movem falando senhor. - eu ainda tenho pernas? Devo ter perdido elas quando eles desceu o olhar para minha boca. - Mas devo dizer que eles devem ficar ainda mais lindos quando pronunciam o meu nome, então a partir desse momento me chame apenas de Dan.

Alguém roubou minha voz. E não foi somente pelas últimas palavras dele e sim porque ao pronunciar elas, ele encostou o rosto na curva do meu pescoço onde depositou um beijo.

E outro.

E quando abrir a boca para falar alguma coisa, ele me deu outro, e ao invés de alguma palavra sair, eu gemi.

Gemi. Céus, estou louca.

- Porra, agora sim você me deixou de pau duro.

Não deve existir nesse momento alguma coisa mais vermelha que eu.

Mas antes que qualquer um de nós falasse alguma coisa, o elevador abriu as portas. Ele simplesmente me soltou, com um sorriso convencido no rosto e seguiu até o único carro na garagem.

- Você não vem? - falou quando viu que eu não sai do local.

Então eu descobrir como se caminhava e seguir ele até o carro.

"Porque meu coração se parte um pouco quando ouço seu nome"

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022